Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições7
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores158
    • Similares6
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Maudit soit Dostoïevski -

    Atiq Rahimi

    FOLIO
    2012
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9782070448425
    3.8
    32 avaliações
    Leram44Lendo3Querem110Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos0Desejados110Avaliaram32

    "Dostoïevski, oui, c'est lui ! Avec son Crime et châtiment, il m'a foudroyé, paralysé. Il m'a défendu de suivre le destin de son héros, Raskolnikov : tuer une deuxième femme - innocente celle-ci ; emporter l'argent et les bijoux qui m'auraient rappelé mon crime... devenir la proie de mes remords, sombrer dans un abîme de culpabilité, finir au bagne... Et alors ? Ça serait mieux que de fuir comme un pauvre con, un criminel idiot. Du sang sur les mains, mais rien dans les poches. Quelle absurdité ! Qu'il soit maudit, Dostoïevski !" Qu'est ce qu'un crime dans un Afghanistan en guerre ? L'auteur de Syngué sabour, prix Goncourt 2008, nous offre le récit brûlant d'un meurtre et de ses conséquences.

    Edições (7)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich10/03/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Mal levantara o machado para descê-lo sobre a cabeça da velha quando a história de Crime e Castigo lhe atravessou o espírito”. Convenhamos, é uma excelente frase para se começar um livro. E partir dela somos arrastados por uma narrativa alucinante, essencialmente objetiva, e que prende a atenção do leitor do começo ao fim. Confesso que o motivo para escolher ler esse livro, e não algum outro do autor, foi a sua referência ao Dostoievski, mas o livro faz muito mais do que usar o escritor russo como chamariz. É uma história que se sustenta por si só e que acaba por relativizar algumas conclusões dostoievskianas. Há, como em “Crime e castigo”, o crime contra uma velha, descrito logo no início. Só que o crime do livro de Rahimi é um crime sem sentido, não porque o seu autor não tivesse lá suas motivações, e sim porque ele está inserido num contexto onde a própria vida já perdeu o seu valor: o Afeganistão em guerra. Num cenário onde mísseis caindo se tornam parte do cotidiano, numa cultura em que o assassinato encontra justificativa na necessidade de vingança, que sentido pode ter o crime cometido pelo pobre Rassul? Por acaso haverá alguém disposto a penalizá-lo pelo seu crime? A única voz a sugerir a culpa do criminoso é justamente a consciência do personagem, uma consciência que está continuamente em conflito com tudo que o cerca, e que talvez o levasse ao suicídio, se também o suicídio fizesse algum sentido quando não se acredita no próprio valor da vida. O suicídio e o assassinato só se justificam quando se acredita que as suas vítimas mereciam viver – do contrário, que diferença faz? O autor, portanto, traz a profundidade do romance dostoievskiano para um ambiente onde a vida perdeu o valor, e os resultados que emergem daí são dos mais interessantes. Outra máxima confrontada no livro, essa de “Os Irmãos Karamazov”, é a bem conhecida de que, “se Deus não existe, tudo é permitido”. No cenário do Afeganistão em guerra, um Deus existia – Alá –, mas, então, como se explica que, mesmo assim, tudo era permitido? Se Deus existe e mesmo assim não há limites para a crueldade, então o que sobra da frase de Dostoievski? Não seria o caso, antes, de esse mesmo Deus ser usado para se justificar a falta de limites? Essa é uma inversão que é sugerida ao longo do livro e que representa o ponto alto de suas discussões filosóficas. A vida, ao menos no ambiente apresentado no livro, para ter o seu valor, precisa estar associada a alguma causa. Se você é um filho de comunistas – e eles eram combatidos com fervor –, então o crime que você comete pode ser visto com outros olhos – foi o crime de um comunista, mesmo que você mesmo não seja. Se as joias que somem são a de um figurão, então também você merecerá ser julgado como um ladrão. Mas de fato não há uma valorização da vida pelo que ela é intrinsecamente, apenas por valores a ela associados e que dependem das circunstâncias. É exasperante ler o personagem querendo se entregar, confessar o seu crime e nenhuma autoridade lhe dando a mínima! O enredo atinge níveis kafkianos de absurdo, e não seria improvável fazer associações com “O processo”. Os absurdos expõem a banalização da vida e, ao mesmo tempo, como a noção de vingança está sempre bem presente, e não apenas no oriente, pois – e isso também é dito – mesmo um processo, teoricamente mais civilizado, é antes de tudo uma vingança. Como acabar esse ciclo de vingança? Só quando um dos lados decide se sacrificar. Como Rassul fez.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 32
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%