THE SPHINX ("Esfinge") published in 1908 by Brazil's Coelho Neto, and here translated into English for the first time, is a strange mixture of Symbolist and Occult Novel, concerning a boarding house in Rio de Janeiro whose characters are attracted to, annoyed with or intrigued by their mysterious fellow boarder, Englishman James Marian, who possesses a virile masculine body but the beautiful features of a woman. Our narrator agrees to translate a strange text for Marian, one which reveals his complicated and metaphysical origins, even as tragedy strikes the small compliment of friends and associates. An intriguing, if abstracted, meditation on gender and love, this novel deserves a larger audience. Includes an Afterword by the Translator.
The Sphinx -
Coelho Netto,Shawn M. Garrett (Afterword)
Esfinge, de Coelho Neto
Um livro que me deixou curioso Desde o lançamento de Esfinge, de Coelho Neto, pela Editora Legatus, minha curiosidade estava a mil. O autor carrega em sua história a glória e o esquecimento. Escolhido como bode expiatório dos Modernistas, acabou jogado no ostracismo da história. Infelizmente morreu sem merecer tal final. Nota importante para o projeto gráfico do livro, belíssimo por sinal. Uma obra que dá prazer em abrir e que te remete à uma outra época. Certamente uma cápsula do tempo toda bem ornamentada. Prefácio do Editor Giancarlo DAnello assina um belíssimo prefácio como editor da obra. Ali ele aponta fatos sobre a importância da leitura de Coelho Neto, além de pontos de destaque sobre sua história. Excelente texto que já apresenta bem o autor maranhense. Prefácio de Alexander Meireles da Silva Os prefácios de Alexander Meireles da Silva certamente já são um dos paratextos que mais procuro atualmente nos livros que leio. Ele aqui vai além, trazendo uma fotografia esmiuçada da obra, que foi seu objeto de doutorado. Um texto inegavelmente cirúrgico que ajudará demais o leitor a entender a mente de Coelho Neto. Decifra-me ou te devoro A obra de Coelho Neto realmente bebe na fonte de Frankenstein. Apesar disso ela consegue utilizar com maestria essa influência e ainda assim imprimir sua própria digital. O autor entretanto diverge neste ponto de Mary Shelley de maneira poética e especialmente trágica. Ele opta por mostrar, através da oposição, um efeito tão similar quanto o de Frankenstein em torno de sua natureza peculiar. Enquanto na obra de Shelley temos o abandono, em Esfinge já percebemos o acolhimento. Seu tutor, Arhat, é um exímio médico e arcanista (Magna Ciência). Estes conhecimentos o permitem materializar sua criação. Além de Arhat ensinar James Marian, ele lhe destina toda sua fortuna, um fator importante de aceitação social que o leitor perceberá pela leitura. James Marian ainda assim é cercado pela melancolia extrema de sua existência única, buscando da mesma forma entender quem é realmente. O fato dele ser um transexual é uma característica fundamental junto a toda reflexão que a obra aborda. O narrador sem nome torna-se um confidente de James Marian e descobre nele poderes muito além do entendimento humano. Isto o leva certamente ao limite e por pouco não se torna outra vítima da verdade fantástica daquele ser. Considerações finais Em suma, uma obra que precisa ser lida por todos os amantes do gótico e do horror. Rica em personagens e tipos nacionais, espelha uma época brasileira que vale ser lembrada. Ademais, uma história que afirma sua presença na literatura fantástica com maestria. O posfácio de M. Elizabeth Ginway é outro texto importante, pois desnuda partes da obra que precisam de reflexão e atenção. Indico demais a leitura. Reli Frankenstein há pouco tempo e a leitura de Esfinge, de Coelho Neto, em seguida foi, sem dúvida surpreendente. Espero que seja dessa forma para você também. Resenha publicada no blog Canto do Gárgula
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