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    Esfinge -

    Coelho Netto

    Infinitum Libris
    2011
    225 páginas
    7h 30m
    ISBN-13: 9788564389007
    Português Brasileiro
    3.9
    28 avaliações
    Leram15Lendo3Querem11Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos5Desejados11Avaliaram28

    Na pensão de Miss Barkley, a rotina dos hóspedes é alterada com a chegada de James Marian, um inglês excêntrico e recluso. Sua presença causa espanto e admiração de todos devido a uma peculiaridade física ― ostenta o mais belo rosto feminino apoiado sobre um esbelto corpo masculino, sendo descrito como “a mais formosa cabeça de mulher sobre o tronco formidável de um Hércules de circo.” O inglês confia ao protagonista um manuscrito que contém o segredo por trás de sua aparência ambígua e releva sua busca pela solução do mistério acerca de sua própria alma e o embate do duplo dentro de seu ser. Coelho Neto, apesar de pouco conhecido nos dias de hoje, foi o autor mais lido de seu tempo, e Esfinge é considerada a principal obra de ficção científica escrita no Brasil. Edição em ebook.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Daniel Braga picture
    Daniel Braga09/06/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Esfinge, de Coelho Neto

    Um livro que me deixou curioso Desde o lançamento de Esfinge, de Coelho Neto, pela Editora Legatus, minha curiosidade estava a mil. O autor carrega em sua história a glória e o esquecimento. Escolhido como bode expiatório dos Modernistas, acabou jogado no ostracismo da história. Infelizmente morreu sem merecer tal final. Nota importante para o projeto gráfico do livro, belíssimo por sinal. Uma obra que dá prazer em abrir e que te remete à uma outra época. Certamente uma cápsula do tempo toda bem ornamentada. Prefácio do Editor Giancarlo D’Anello assina um belíssimo prefácio como editor da obra. Ali ele aponta fatos sobre a importância da leitura de Coelho Neto, além de pontos de destaque sobre sua história. Excelente texto que já apresenta bem o autor maranhense. Prefácio de Alexander Meireles da Silva Os prefácios de Alexander Meireles da Silva certamente já são um dos paratextos que mais procuro atualmente nos livros que leio. Ele aqui vai além, trazendo uma fotografia esmiuçada da obra, que foi seu objeto de doutorado. Um texto inegavelmente cirúrgico que ajudará demais o leitor a entender a mente de Coelho Neto. Decifra-me ou te devoro A obra de Coelho Neto realmente bebe na fonte de Frankenstein. Apesar disso ela consegue utilizar com maestria essa influência e ainda assim imprimir sua própria digital. O autor entretanto diverge neste ponto de Mary Shelley de maneira poética e especialmente trágica. Ele opta por mostrar, através da oposição, um efeito tão similar quanto o de Frankenstein em torno de sua natureza peculiar. Enquanto na obra de Shelley temos o abandono, em Esfinge já percebemos o acolhimento. Seu tutor, Arhat, é um exímio médico e arcanista (Magna Ciência). Estes conhecimentos o permitem materializar sua criação. Além de Arhat ensinar James Marian, ele lhe destina toda sua fortuna, um fator importante de aceitação social que o leitor perceberá pela leitura. James Marian ainda assim é cercado pela melancolia extrema de sua existência única, buscando da mesma forma entender quem é realmente. O fato dele ser um transexual é uma característica fundamental junto a toda reflexão que a obra aborda. O narrador sem nome torna-se um confidente de James Marian e descobre nele poderes muito além do entendimento humano. Isto o leva certamente ao limite e por pouco não se torna outra vítima da verdade fantástica daquele ser. Considerações finais Em suma, uma obra que precisa ser lida por todos os amantes do gótico e do horror. Rica em personagens e tipos nacionais, espelha uma época brasileira que vale ser lembrada. Ademais, uma história que afirma sua presença na literatura fantástica com maestria. O posfácio de M. Elizabeth Ginway é outro texto importante, pois desnuda partes da obra que precisam de reflexão e atenção. Indico demais a leitura. Reli Frankenstein há pouco tempo e a leitura de Esfinge, de Coelho Neto, em seguida foi, sem dúvida surpreendente. Espero que seja dessa forma para você também. Resenha publicada no blog Canto do Gárgula

    7 curtidas

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    3.9 / 28
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
    Henrique Maximiano Coelho Neto profile picture

    Henrique Maximiano Coelho Neto

    Foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2. Foi considerado o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", numa votação realizada em 1928 pela revista 'O Malho'. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário. Nas palavras de Arnaldo Niskier: "A vitória do modernismo se fez como se houvesse necessidade de abater um grande inimigo, no caso, Coelho Neto".

    30 Livros
    15 Seguidores
    Maranhão, Brasil

    Henrique Maximiano Coelho Neto