Carta Acerca da Tolerância - 1689

    John Locke

    Abril
    1978
    54 páginas
    1h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Nessa famosa carta, Locke mostra a necessidade de tolerância mútua entre os cristãos. Defende a idéia de que "a religião verdadeira e salvadora consiste na persuasão interior do espírito", concluindo que não deve haver, em matéria religiosa, qualquer forma de coação externa. Mostra também que ao magistrado civil cabe apenas assegurar ao povo em geral e a cada súdito em particular a posse justa dos bens desta vida, sem interferir nos assuntos estritamente religiosos.

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    Tales Vieira22/10/2019Resenhou um livro
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    Primeira geração de Direitos Humanos - Liberdade - Tolerância

    A ''Carta sobre a tolerância'' está inserida em um contexto próprio de formação do que hoje se conhece como ''direitos de primeira geração'' dentro do estudo dos Direitos Humanos, que compreende as liberdades civis e políticas. Aqui, o pai do liberalismo, o inglês John Lock questiona com que autoridade um cristão (seja de qual ramo for) empreende guerra contra outro cristão ou pagão, o que vai contra a afirmação de valores como liberdade, propriedade e individualidade, típicas do liberalismo clássico. Penso que os próprios liberais deveriam ler mais Locke para entender que a visão intervencionista deles não é fundamentada em teóricos da sua própria corrente filosófico-política. Concordo com Locke quando ele diz que há de se ter respeito pela autonomia privada e direitos civis, quando ele diz que o Estado não deve promover uma religião específica e respeitar todas e por último quando ele diz que os padres e pastores só são autoridades dentro da sua Igreja, e não necessariamente sobre a sociedade. É uma lástima abrir o jornal e ver notícias de ataques contra centros religiosos, em um clara afronta ao individualismo e liberdade de crença/profissão de fé. Em uma visão mais radical, diria que no Brasil ainda não foram consagrados sequer os direitos de primeira geração, ao passo que alguns doutrinadores já apontam uma quarta ou quinta. Os direitos civis e políticos vem sendo ameaçados por todos os lados, o que não é saudável para nenhum lado da balança política que queira viver em uma democracia. O cuidado maior, penso, é justamente com os que declaradamente não querem viver na democracia.

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