A obra iniciou a coleção Edição Maravilhosa (editada pela EBAL em mais de 200 títulos), leitura sem associação à curiosidade e ao contexto de época não é interessante, tem idealização norte-americana e a história, na busca de preservarem fidelidade em conceitos ultrapassados, é pra lá de esquisita para o público juvenil a quem se destina.
Curiosidade é meu guia e só nela para encontrar diversão no momento, como no vocabulário de época e sua propaganda festiva que "blasonou" a obra (registro editorial), e também na observação da exposição visceral ao público juvenil no que hoje seria inadimissível.
Não quero ser injusto com o contexto de época, mas posso dizer que a HQ é um bocado tosca.
Dois momentos que curto na obra...
A comédia de trapalhadas de D'Artagnan na busca de suas realizações, que o levou a marcar três duelos sequenciais e logo com quem, não...
E o drama, onde se destaca as artimanhas de Milady Clark, para mim a personagem mais interessante do livro (ainda que negativamente). A passagem mais impressionante, em que desenrola todo seu potencial Jezabelístico, é na sedução a Felton para escapar da prisão, que essa HQ apresenta com relativa fidelidade (o ponto alto da edição). É a personagem mais impactante, que merecia melhor atenção, mas foi relegada ao alvo onde toda a apresentação maquiavélica e injustiça no livro recebe punição. A beleza sedutora que induz a uma ideologia egoísta (como era a nobreza) e também a maior cara da hipocrisia (como era o clero, do qual era aliada). Entre um e outro, sobrou toda a indignação e justiça para ela.
Ah, no final das contas, pelos devaneios, valeu a leitura.