O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes Emily Brontë




Resenhas - O Morro Dos Ventos Uivantes


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May Furlan 02/02/2011

Heathcliff, its me, Cathy, come home. Im so cold, let me in your window.
É tão fácil escrever resenhas sobre livros que não me agradaram!!! Nisso eu sou especialista (basta consultar minha resenha sobre Marcada), como, aliás, acho que qualquer outro ser humano seja. Criticar o trabalho alheio e enumerar os defeitos de uma obra é algo fácil de se fazer. Mas e quando o livro te agrada a tal ponto, que se torna o seu favorito? Como é possível elogiar algo que se funde com seu sentimento de tal forma, que em certos momentos você não é mais você, e sim a personagem que está na cena, perdida na Inglaterra do século XVIII?

Deparamo-nos com uma obra desse tipo quando nos deixamos levar pelos ventos ardentes e arrebatadores de O Morro dos Ventos Uivantes, único presente deixado pela célebre Emily Brönte.

Entrei em contato com a obra antes que esse clássico incrível fosse maculado devido aos fãs adolescentocas desmiolados de Eclipse, 3º livro da série vampiresca purpurinada de Stephenie Meyer (tá, eu gosto da série de Meyer, mas que de vez em quando tenho um pouquinho de raiva, tenho... Principalmente pela injustiça cometida a minha banda predileta, MUSE. Quem é fã entende...). O meu O Morro dos Ventos Uivantes é em capa dura, que imita um couro avermelhado, com floreios dourados na capa, lateral dourada, 1º edição e provêm do ano de 1971!!! É o meu orgulhinho! Agora, navegando pelo submarino, me deparo com uma edição desse livro maravilhoso, onde na capa encontro a seguinte citação: O livro preferido de Bella e Edward da série Crepúsculo. Nesse momento tive uma sincope, cai da cadeira do computador e tive vontade de botar fogo na editora Lua de Papel. Até hoje me pergunto como o fato do livro ser citado em Eclipse é relevante o suficiente para ser colocado na capa do livro! A única explicação, e temo estar correta, é que querem explorar ainda mais as pobres mentes alienadas das adolescentes, fazendo com que comprem o livro só para falarem que possuem o predileto do casal dentucinho, e que assim possam ficar debruçadas na janela, esperando um vampiro vegetariano que brilha na luz do sol pular para dentro de seus quartos cor-de-rosa.

Tá, chega do momento desabafo... Com certeza serei xingada por milhares de gurias por causa da minha opinião... Mas, é a vida.... Agora, partamos para a história em si!

O livro conta a conturbada história, não somente de amor, mas de obsessão, inveja e ódio entre Heathcliff, Catherine e a família Linton. Sentimentos que combinados só poderiam deixar destruição e mágoa por onde passassem. Descrevendo emoções arrebatadoras e muitas vezes primitivas, Brönte nos fez entrar nesse mundo hostil e ardente. Da maneira como escreve, a autora não nos dá espaço para condenar os cruéis atos cometidos pelo casal, muitas vezes perdoamos (mas não justificamos) suas crueldades devido ao passado de cada um e de entender o que os levou a agir de tal maneira. Se me permitem, Heathcliff me fascina, sendo um dos meus personagens prediletos.

A obra é de tal forma complexa, que não é possível resumi-la de uma maneira na qual não venha a perder o fascínio de sua natureza. O Morro dos Ventos Uivantes é um livro que proporciona uma leitura singular, nenhum outro tem uma história como a sua, não sendo mais uma daquelas formulinhas prontas de tragédia grega, que encontramos aos montes em cada livraria.

Ler O Morro dos Ventos Uivantes exige certa preparação. Eu já estava acostumada com a linguagem utilizada nos clássicos, então não tive problema. Agora, se você esta acostumado com esses livros moderninhos, o caminho será árduo, e provavelmente você não conseguirá compreender a total exuberância da obra na primeira leitura, o que exigirá certa paciência.

A história do amor doentio e letal entre Catherine e Heathcliff é algo encanta os leitores de diversas gerações. Apesar do tempo, é uma obra atual, que mostra o ser humano em sua natureza nua e crua, e nos extremos em que uma mente perturbada pela paixão pode chegar para obter sua vingança. É impossível ler esse livro sem que ele nos deixe profundamente marcados. Resumindo, é o meu predileto, sendo simplesmente perfeito e digno de inúmeras releituras. Os escritores e leitores atuais deveriam adotar O Morro dos Ventos Uivantes como uma base para determinar se um livro é bom ou não, acho que ainda é possível aprender muito com Brönte. Isso só traria benefícios, uma vez que haveriam menos atentados oculares e mentais por meio dessas coisas mal acabadas e estruturadas que, atualmente, são os chamados ótimos livros.
Nívia 01/04/2010minha estante
Aplausos para sua resenha! Excelente, mesmo.

Parabéns :)


Flavinha 12/05/2010minha estante
Depois de ler várias resenhas, amei a sua e nem fazia parte do skoob,

que acabei de conhecer,me cadastrei só para elogiar sua resenha perfeita,

objetiva e com uma critica sútil a capa da mais nova edição...

Com certeza aplausos para vc querida,

beijo ;D



Marcela 21/07/2010minha estante
"O livro preferido de Bella e Edward da série Crepúsculo?. Nesse momento tive uma sincope..."

Engraçado eu estar lendo isso, senti a mesma coisa.

:)


leonardo 30/07/2010minha estante
Compartilho da sua revolta. Tanto é que muita adolescente não entendeu muito bem a história mas diz que gostou só pra se igualar às demais.

Só assim para o vampiro purpurinado aparecer e mordê-la após o casamento.


Júlia A. 21/08/2010minha estante
concordo totalmente. Clássicos não devem ser sujados por histórias adolescentes. Sim, sou uma adolescente e, sim, eu gosto de crepucúlo. Mas o morro dos ventos uivantes é MUITO melhor!


Letícia 03/02/2011minha estante
Eu li Morro dos Ventos Uivantes ano passado, mas não por causa do Crepúsculo (na verdade, mesmo tendo lido a série toda, odeio aqueles pseudo-vampiros e a songa-monga protegida deles). Li porque sempre tive curiosidade.

O problema é que o livro da biblioteca da escola é exatamente esse que você critica, com a propaganda de Crepúsculo. Acho que a bibliotecária quase me expulsou aquele dia, tamanha indignação que senti.

Adorei sua resenha, foi inspiradora!


lizziedias 04/02/2011minha estante
Parabéns, excelente resenha. Assim como voce, também tenho uma edição querida de capa dura, vermelha com dourado dos anos 70. É meu livro querido. Essa edição da Lua de Papel com suas bobagens na capa talvez faça com que mais pessoas descubram as belezas de um bom livro. Abraços


Natie 09/02/2011minha estante
"?O livro preferido de Bella e Edward da série Crepúsculo?. Nesse momento tive uma sincope, cai da cadeira do computador e tive vontade de botar fogo na editora ?Lua de Papel?. " - Passei por isso na livraria. Finalmente alguém que me entende! A pobre Brotë deve estar se revirando no túmulo com essa edição.
Ótima resenha, aliás.


Nina 18/02/2011minha estante
"O meu ?O Morro dos Ventos Uivantes? é em capa dura, que imita um couro avermelhado, com floreios dourados na capa, lateral dourada, 1º edição e provêm do ano de 1971!!! É o meu orgulhinho! Agora, navegando pelo submarino, me deparo com uma edição desse livro maravilhoso, onde na capa encontro a seguinte citação: ?O livro preferido de Bella e Edward da série Crepúsculo?. Nesse momento tive uma sincope, cai da cadeira do computador e tive vontade de botar fogo na editora ?Lua de Papel?. Até hoje me pergunto como o fato do livro ser citado em ? Eclipse? é relevante o suficiente para ser colocado na capa do livro! A única explicação, e temo estar correta, é que querem explorar ainda mais as pobres mentes alienadas das adolescentes, fazendo com que comprem o livro só para falarem que possuem o predileto do casal dentucinho, e que assim possam ficar debruçadas na janela, esperando um vampiro vegetariano que brilha na luz do sol pular para dentro de seus quartos cor-de-rosa." +1

Concordo totalmente. Meu Deus, tive vontade de rasgar o livro quando li a capa KKKK, só não o fiz por respeito à história.


Mah 23/02/2011minha estante
Nara... Meus parabéns!
Li apenas os quatro primeiros parágrafos de sua resenha, pois ainda não li o livro e não queria descobrir nada antes da hora. Mas adorei o que você escreveu.. e adorei seu senso crítico também!
Como lhe disse, ainda não li o livro, mas eu gostaria muito de fazê-lo... afinal, fala-se tanto deste romance.
Ano passado comecei a lê-lo e fiquei um pouco desentusiasmada, pois o começo não me pareceu grande coisa. Não era algo que me prendesse e eu queria saber se com você também foi assim... Talvez tudo mude quando eu chegar à metade. Esta é minha esperança.

Bem... de qualquer forma, parabéns de novo!
Quando eu terminar de ler o livro voltarei aqui para ler sua resenha até o fim! ^^


Vulcka 03/03/2011minha estante
Confesso que, há muitos e muitos anos atrás, iniciei a leitura desta obra, não levando adiante por desinteresse.
Entretanto, após ler a saga de Meyer, me perguntei o que Bella tanto via em um livro que facilmente abandonei. Temi ter sido injusta com Emily Brönte, temi ter me deixado influenciar pelo estilo da escrita. Por fim, dei uma segunda chance ao Morro dos Ventos Uivantes e, para a minha surpresa, minha opinião não teve grandes alterações. Finalizei a leitura, mas não me senti verdadeiramente envolvida.
Por este motivo, entre outros, sou a favor da propaganda de um livro, mesmo que inclua "o livro favorito de Bella e Edward estampado na capa", se isso fizer com que mais leitores lhe deem uma chance (Mesmo que acabem por não gostar tanto, como eu).

Ótima resenha!


Edinho 09/04/2011minha estante
Li esta belíssima obra a 2 anos atrás. Mas não por causa desta ridicula serie da Meyer. E se tornou o meu livro favorito, aquele livro que não se empresta. Ele é o melhor livro que eu li


Tiago 16/04/2011minha estante
Nara! Eu gosto muito das suas resenhas, mas essa então é nota 100! Parabéns!!


veronnicalouise 23/04/2011minha estante
tambem acho uma falta de bom senso esse livro estar na moda por causa da saga crepusculo,mesmo eu tendo e gostando da escrita,acho que as pessoas deveriam ter o livro por causa da curiosidade de ler a história,não para fazer coleção de ¨saga crepusculo¨,mesmo eu tendo visto no livro não foi o requerimento que instigou minha curiosidade,era um pesar pra mim chegar na livraria ver que não tinha e ver que tinha voltado só por isso,o que me deixou feliz de certo modo pois agora tenho a oportunidade de ter e ler,e não me arrependi,foi o melhor livro que já li!
p.s.:amei sue resenha:)e seu exelente senso crítico!!!!


monimoni 17/05/2011minha estante
Cara, vc disse tudo o que eu tinha pra falar. Ainda não tive a oportunidade de ler esse clássico, mas desde pequena (sim xD) tenho vontade de ler pois fiquei curiosa depois da música da Kate Bush (é kk). Mas depois fui pesquisando mais sobre o livro e me interessando mais e mais.
Sim, me estressei e muito pensando nas gurias retardadas de 13/14 anos comprando um clássico por causa de um livro bosta tipo crepúsculo... e vc conseguiu expressar minha revolta. No mas, sua resenha está ótima, por completo. Valeu :)


Alexandra 23/05/2011minha estante
Q bela resenha =D
essa obra é um eterno clássico!


Fabiola 01/06/2011minha estante
Acho O FIM escreverem na capa. O meu é essa versão nova e eu tenho mt ódio disso. Eu gosto de Crepúsculo hehe só que, conhecendo bem as fãs da série (que são meio bitoladinhas x.x) provavelmente vão com toda a sede ao pote achando que é outro livro do mesmo gênero "romancezinho água com açúcar", que já vem mastigadinho e tal, não vão entender NADA e ainda vão sair falando mal do livro. Enfim, to louca pra ler e esta resenha me empolgou mais. ^^


Sol 30/06/2011minha estante
Nossa adorei a sua resenha, assim como inumeras pessoas... Eu também gosto da saga crepúsculo, mas odiei aquele comentário na capa desse livro. O livro já está na minha estante, nos livros q vou ler... ele deve ser mesmo incrível!!!


Maria Gabriella 02/07/2011minha estante
Adorei sua resenha! Também tenho um exemplar antigo (com cheiro de velho e páginas amareladas rs ) mas confesso que abandonei e nem me lembro o motivo. Mas concordo com você que foi o fim da picada o livro " voltar " a midia por meio de crepúsculo e ainda mais desse jeito. Adoro a saga, mas também me da raiva o modo como os fãs são bitolados.


Pedro Oliveira 06/07/2011minha estante
Ótima resenha! Eu tinha, desde adolescente, a vontade de lê-lo por causa da música da Kate Bush, mas ainda não tinha tido acesso a ele. Aí eu aprendi inglês e depois me mudei para Brasília, e quando descobri a Liv Cultura daqui, fiquei maravilhado por ter a versão original, daí foi um dos primeiros livros que comprei lá. A leitura foi difícil e árdua, já que a Emily usa uma linguagem muito arcaica e ele é um tanto mal escrito em alguns pontos. Apesar disso o livro é bem profundo, ótimo pra refletir sobre a natureza humana e por meio disso nos tornarmos versões melhores de nós mesmos. Com certeza uma dos meus favoritos. E aliás a minha escritora favorita, a Virginia Woolf, agradece a vários autores, no prefácio de Orlando, pelo legado deixado por eles, e a Emily Brontë está entre eles.

Tenho uma amiga que é super fã do livro, e o dela também é dessas versões antigas de capa dura. E inclusive ela deu uma lida nessa versão marketeira destinada aos fãs da Meyer e me falou depois que é uma tradução tosca, com a linguagem totalmente facilitada, ou seja, deturpando completamente a obra só para obter dinheiro desses consumidores de livros fáceis.


Carol 21/07/2011minha estante
Ótima resenha, e concordo plenamente com a crepusculização de Muse, "O Morro dos Ventos Uivantes" e da música "Claire de Lune". Toco piano clássico e estou desenvolvento uma aversão por Clair de Lune, agora toda fãn de Crepúsculo se acha conhecedora de música clássica porque escuta Clair de Lune, elas nem sabem quem foi Debussy!

Obrigada pelo desabafo hehehe!


Paulinha 25/07/2011minha estante
May Furlan
Faço minhas as tuas palavras
O livro é exuberânte eu li e não tenho palavras antes mesmo de virar modinha e amei.
é por isso que leio e releio ele. É o retrato da vida real, com todos os seus disabores, tragédias, tristes caminhos percorridos ... enfim, um show de realidade. Parabéns pela resenha
um forte abraço querida.


Alda 28/07/2011minha estante
May Furlan,
Dei boas gargalhadas lendo sua resenha. Você é uma crítica muito engraça e ao mesmo tempo consegue passar com precisão e carisma o que deseja. Já desejava ler O Morro dos Ventos Uivantes e com sua resenha fiquei mais curiosa ainda. Sucesso!


Isabella 30/07/2011minha estante
Otima resenha!


Camila B. Monteiro 29/08/2011minha estante
Que resenha magnífica! Adorei e concordo com cada palavra tua! O livro é apaixonante mesmo!


Flávia :) 19/09/2011minha estante
Concordo com você na parte de querer colocar fogo na editora, rsrsrs. Não tenho absolutamente nada contra os livros da saga Crepúsculo, tanto é que já li todos, porém acho que uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra, é revoltante!
Lamento que meu interesse por clássicos tenha sido despertado só depois da obra de Emily Brontë ter virado "modinha", pois me vi obrigada a comprar exatamente esta edição da editora Lua de Papel, por ser a única ao meu alcançe.
Gostei da tua resenha, mas não posso considerar o livro como um dos meus preferidos.
:*


Lucas Quinamo 29/09/2011minha estante
Perfeita a resenha!

Por sorte eu comprei a edição da Martin Claret, a de bolso, que tem uma capa meio roxa com Heathcliff e Catherine. Então só fiquei sabendo desse infortúnio com a Stephanie Meyer mais recentemente. It totally sucks.

Ódio à Meyer a parte, Wuthering Heights é perfeito.


Mari 29/09/2011minha estante
Eu adorei o jeito que você escreveu a sua resenha, que contém, é claro, muitas marcas do você achou do livro. É realmente um livro maravilhoso e eu o possuo em casa. Mas, felizmente, conheci ele através da Saga Crepúsculo. Me julgarão só por que gosto da saga? Sim, achei muito desnecessária a menção "O livro preferido de Bella e Edward". Mas acho que Crepúsculo é um livro, que por mais que seja um romance meio à reviria, é bom e tenho certeza que tirou muitas adolescentes que ficavam fazendo merda na rua e as colocaram dentro de casa pra ler um livro.
Mas, quando você diz que "O Morro dos Ventos Uivantes" é um livro bom, você não está brincando, ele é ótimo. Conheci ele por causa de crepúsculo, li e amei tanto quanto o romance de Stephenie Meyer.
Parabéns, continue assim!


tata 26/10/2011minha estante
Adorei sua resenha!Era totalmente desnecessário o uso da frase:"O livro preferido de Edward e Bella".


Hianna 13/11/2011minha estante
Ja tinha ouvido muito falar deste livro, comprei quando fui a Bienal e assim como você,apesar de gostar da saga Crepúsculo não entendi o porque de citar Bela e Edward na capa,O que eles estavam pensando? O livro sem dúvidas é perfeito, me emocionei muito, a forma que ela escreveu é magnifica nos faz querer ler sem para,faz com que nos imaginemos na história. O livro é perfeito e não precisa conter ''O LIVRO FAVORITO DE BELLA E EDWARD'' Pra quem realmente gosta de ler e sabe reconhecer um belo livro sabe que isso é um disparate.


Brenda Felipe 29/11/2011minha estante
Ganhei tal livro de aniversário com a desgraçada capa da nova edição. Capa à parte, meu livro está todo lindo grifado de marca-texto cor de rosa, naquelas partes cujo a emoção da escrita foram maiores para não serem lembradas. Ainda não consegui concluir a leitura por causa da (odiosa) escola, mas paixão não resume o contexto da história. Meus parabéns pela ótima resenha!


Bya 06/12/2011minha estante
Acho que todos vão me odiar, mas tenho uma opnião um pouco diferente quanto a isso, nos dias de hoje os jovens infelizmente os jovens apenas leem aquilo que é moda ou que inspira a criação de filmes, então penso que talvez, TALVEZ, essa atitude da capa não seja apenas para ganhar dinheiro e sim dizer ei esse livro é bom, pode ter certeza que tem muita gente q nem se tocou que a bella lia e relia este livro, por isso talvez seja uma boa maneira de chamar a atenção dos jovens, mostrar pra eles que existem outros livros tão bons quanto a saga crepusculo. Essa é minha maneira de ver, pode não ser a certa, mas temos que tentar ver o lado bom disso, os jovens estão lendo mais.


Cintiamylee 17/12/2011minha estante
Eu compreendo a sua indignação a respeito da Saga Crepúsculo ter citado Wuthering Heights, mas eu vejo de uma forma diferente.
Wuthering Heights voltou a ser best seller nos EUA por causa da Saga. Por causa desta série porpurinada, adolescentes - e muitos adultos também - estão recorrendo aos clássicos citados em toda a Saga: Romeu & Julieta, Orgulho e Preconceito, Razão e Sessibilidade, O Mercador de Veneza e Sonho de uma Noite de Verão. E há quem ainda ache ruim? Numa era onde a leitura de bons livros está cada vez mais escassa? Onde se é mais fácil esperar aparecer uma produção cinematográfica que, diga-se de passagem, por mais cara e bem feita que seja JAMAIS será igual ao livro?
Talvez essa indgninação toda venha do ciúme, de tantas pessoas lerem o vosso livro favorito e tu o queres só para ti. Normal. E bonito, até.
Mas, eu como professora, e amante da Literatura, rezo para que obras, como a Saga porporinada, por mais inferiores que sejam, que continuem a gerar novos leitores, pois é através da leitura que nos tornamos pessoas críticas, e é o que falta hoje em dia.


Rebeca 26/12/2011minha estante
Bem...gostei do livro. e como muitas pessoas aki disseram,eu só li pela saga, não porque é o livro favorito do casal, mas porque fiquei curiosa e essas resenhas o comentaram muito bem.
E só estou comentando a sua resenha, porque você realmente se acha.
Só porque é seu livro favorito outras pessoas não podem gostar, principalmente da fãns saga crepúsculo.


Roberta Barbosa 06/01/2012minha estante
Se você achou a adição à capa da Lua de papel um disparate dê uma olhada nisso: http://www.coolturenews.com.br/wp-content/uploads/2010/07/morrodosventosuivantes.jpg


Giulia Schmidt 24/01/2012minha estante
Hilariante, uma das melhores resenhas que já li!, haha. Sem dúvidas a atitude da Lua de papel foi ridiculamente escrota, porém inteligente, claro.


Nay 07/02/2012minha estante
eu achei totalmente sem noção citar sobre Bella e Edward na capa, como se todos fossem comprar por causa disso, n importa se é o livro favorito deles!!


Flora 22/02/2012minha estante
Nossa, fiquei curiosa pra ler este livro agora! Tenho um aqui em casa de Brontë mas ele é em inglês com aquelas letras bem miudinhas e, acredito que ainda mais pela linguagem resbuscada, só consegui chegar no segundo capítulo. Mas lendo o Morro dos ventos uivantes em português talvez eu mude de ideia. Tenho interesse por livros clássicos, embora nem sempre os leia. Apesar disso levo comigo um grande ganho que foi ter conhecido os livros de machado de assis na minha adolescência =) depois dele, entendi porque os clássicos são clássicos- valem a pena ser lidos mesmo!
Obs: essa comparação com Bella e Edward foi triste. Não tem nem como comparar né? Não sei muito bem que editora é essa mas já caiu no meu conceito.


Brenda 01/03/2012minha estante
Em tese, a capa trazendo o nome de Bela e Edward até que foi uma boa ideia para ver se os fans de Crepúsculo, que dizem que o livro é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o, aprendem o que é um bom livro de verdade.
Por que nao aguento mais entrar em livraria procurando livro bom e encontrar vampiros nas vitrines.

Eu até gosto de Crepúsculo, mas convenhamos, existe muita diferença ente uma historia legalzinha e um livro realmente bom, com uma narrativa excelente. Daí temos que ficar apelando para resenhas na internet ja que os top-prateleiras das livrarias sao provenientes de modinhas e fanatismos.

Ah,O Morro dos Ventos Uivantes também é o livro predileto da Mia, do diário da princesa, interpretada por nada menos que Anne Hathaway.Por que nao colocaram isso na capa tambem? hahaha


Thata 08/03/2012minha estante
Ótima resenha! Eu também achei sem necessidade essa citação na capa, mas quando fui ter conhecimento desse livro, era esta edição que infelizmente era a mais encontrada. E eu vou ser sincera, eu nem gosto de Crepúsculo! Eu me interessei porque uma moça me pediu uma fanfic no amigo oculto de uma comunidade orkut que fosse baseada nessa história, e me passou a sinopse.
Pura jogada de marketing, pra vender para os fãs insanos da obra de Meyer. Fazer o quê, embora a editora tenha acabado com a capa, ainda assim estou achando um bom livro.


rafa garcia 28/03/2012minha estante
' O meu ?O Morro dos Ventos Uivantes? é em capa dura, que imita um couro avermelhado, com floreios dourados na capa, lateral dourada. '
aaain, o meu também é assim e não troco por nada nesse mundo, orgulho dessa autora *_*


Débora 30/03/2012minha estante
Sim, sim, ótima resenha! O Morro dos Ventos Uivantes não é o meu favorito, mas, é um bom livro. Desnecessária a menção "O livro preferido de Bella e Edward", mas acho que chamou atenção dos fãs de Crepúsculo.


julia 04/06/2012minha estante
meyer ao citar o livro como sendo uma das leiruras mais instigantes da bella a meu ver o fez para que todos pudessem aprecia-lo como a propria autora provavelmente aprecia.
isso estimulou milhoes de mentes no mundo todo a ler essa obra.fato que prova o quanto nós leitores podemos ser influenciados pelos autores!
isso pode ser interpretado de forma positiva ou negativa.
fui a favor de sua citaçao no livro crepusculo mas sou contra a citaçao no proprio livro de Brönte realmente é meio absurdo querer comparar esses dsois universos tão diferente e claro mais real na obra de Brönte.
ainda sim,não quer dizer que eu não aprecie crepusculo.
então mesmo entendendo sua revolta e tendo gostado da resenha achei ofensivo a maneira que vc coloca as coisas.
quem lê crepusculo não tem nada na cabeça e quem gosta de classicos tem..?..tolice.


Gi 08/06/2012minha estante
MUUUUUUUUITO BOA A RESENHAA ! :D
Acredito que "O Morro dos Ventos Uiavantes" é um daqueles livros que ou você AMA , ou ODEIA, difícil um meio termo e impossível sair indiferente. É o meu preferido. já li umas onze vezes KKKKKKKKKKK


Ana Kyzzy 28/06/2012minha estante
Oi!
Foi por conta de sua resenha que tive coragem de ler este livro e só tenho a agradecer! Eu tinha um preconceito, achava que ele fosse massante e pesado, mas para mim foi, apesar de tenso, enérgico e emocionante. As narrativas, ora de Lockwood, ora de Nelly, constituem uma troca rica e envolvente, sem ser confusa.
E, ao meu ver, se existiu um vilão foi Catherine, que trocou um amor intenso por mimos de luxo e fez várias pessoas sofrerem com isso, inclusive ela própria.
Adorei o final!


Geovana 23/07/2012minha estante
Ótima resenha !
É um bom livro! A história é boa, e não é como as histórias batidas, dos livros atuais.
O único fato ruim - para mim - é que ele não me prendeu completamente , foi mais um livro para ler nas horas vagas.


Gaby 21/09/2012minha estante
pq será que eu desprezo esse livro e todos amam? LoL


André 08/10/2012minha estante
Resenha muito boa!

Entendo sua frustração com a história do Crepúsculo, mas veja por outro ponto de vista em como St. Meyer levou as palavras de Brontë a muitas outras pessoas que talvez passem a ler livros com mais conteúdo. (só pra constar eu li 3 dos 4 livros dela)

Com relação ao Morro dos Ventos Uivantes, sempre tive vontade de ler desde que descobri que a música do Angra com a letra citada no seu título pertencia a este livro ou estava a ele relacionada.

Comprei uma coletânea muito legal: "The Collected Novels of the Brontë Sisters" onde tem essa história e mais 5 (escritas pelas irmãs da Emily). Ainda não li nenhuma história delas, mas estão nas minhas futuras leituras, principalmente após ler sua resenha.

Obrigado pela resenha e parabéns!
Boas leituras,
André


Marina 11/10/2012minha estante
Gostei da resenha mas um pouco injusta com os fãs de Crepúsculo que leram Morro dos Ventos Uivantes por causa de Eclipse. Se despertaram interesse pela leitura desse livro que é ATEMPORAL pontos para Meyer. Eu o li faz pouco tempo -esse ano ainda mas não por mencionar em Eclipse. Mas porque eu tinha esse livro em casa há anos luz e nunca tive coragem de pegar e ler.
Pior foi minha frustração de que a edição que tinha aqui em casa além de ser um edição de bolso que conta a história resumidamente (!), ainda por cima estavam faltando páginas de tão velho que o livro estava. E ironicamente acabei por comprar a edição do Lua de Papel no Submarino para começar a ler porque era a mais barata. Mas essa edição é boa, com uma tradução agradável.
Se bem que o livro não é o preferido de Edward não - ele detesta o livro... só a Bella gosta dele...
Mas enfim, Morro dos Ventos Uivantes é Morro dos Ventos Uivantes, quanto mais pessoas lendo melhor.
Amoooo a história e já vi 5 versões diferentes de filmes... tenho uma relação de amor e ódio com Heathcliff.


Eduardo 04/11/2012minha estante
Sim, gostei sim da resenha, mas eu acho que voce deveria esplicar mais da história, um pouco do que acontece para dar aquele gostinho de "quero mais"
e com esse "quero mais", da uma sensaçao de que "tenho que ler esse livro" ou "tenho que assistir esse filme"
bom, concluindo: voce apenas deveria contar um pouco mais
a sua resenha foi muito boa mas aqui fica a minha dica
até+ e que essa minha dica possa melhorar suas resenhas


Wélida 06/11/2012minha estante
Adorei sua resenha... tinha esse livro comigo há tanto tempo e nunca tive incentivo para ler... então, me agarrei a ele e... ADOREI! Realmente é um livro atemporal... não parece ter sido escrito no século XIX... Super recomendo a leitura...


Marina 14/11/2012minha estante
gente, seja a edição que for, livro é livro... o interior dele não muda.


NEL 01/12/2012minha estante
"O Morro dos Ventos Uivantes" foi o primeiro entre tantos outros livros que já li. É o meu favorito!!! Tenho um exemplar dele, e já assisti as versões dos filmes, baseadas no livro, sem contar que gosto demais da música tema Wuthering Heights, interpretada pela cantora Kate Bush. Sempre vale a pena reler e reler...


Ingrid 26/12/2012minha estante
Amei, muito boa resenha!!!


Barbara 15/01/2013minha estante
você tem toda razão.. comprei o livro por que eu adoro a música da kate bush sobre o morro dos ventos uivantes. E quando estava pagando o vendedor disse pra mim: Esse livro não para mais de sair depois do Crepusculo. Me senti ofendida


Nati 01/02/2013minha estante
Muito boa sua resenha. Mas não acho um ponto negativo mais pessoas lerem ele por causa de crepúsculo. Eu o conheci através dos livros de meyer, li e gostei muito. O conteúdo do livro me fez reflete sobre várias coisas da minha vida e é um livro que volta e meia aparece nos meus pensamentos. Realmente tem um tema atemporal. Um livro que vale muito a pena ler.


Lory 03/02/2013minha estante
A única coisa que não entendi foi a necessidade de criticar a série Crepúsculo - sem uma crítica construtiva falando da história em si ou da forma como foi escrito o livro e sim, sobre o que o senso comum de algumas pessoas fala sobre o mesmo - sendo que disse no começo que gosta da série para depois falar sobre o livro em questão. É ótimo que façam uma edição dizendo que o favorito do casal de Crepúsculo por que fora o fato de ganharem dinheiro com isso de ser uma maneira comercial de levar o livro as pessoas, a obra ganha mais leitores, pessoas passam a conhecer o livro e gostarem de uma obra clássica com essa. Ou seja, apenas desnecessários os comentários para "chamar atenção" pra sua resenha.


03/02/2013minha estante
Amei a resenha!!! já li os livros da saga crepusculo e não tenho do que reclamar dele, mas concordo com a critica contra a editota lua de Papel. Meus parabéns!!!


Carol 17/02/2013minha estante
Achei completamente ridículo o fato da capa ter 'livro favorito de Bella e Edward' ela cita outros livros durante a saga...
E eu não consegui ler o morro dos ventos uivantes, tentei duas vezes e não deu...
Mas a resenha ta ótima, se eu não tivesse tentado depois de lê-la eu tentaria!!


Walaceboto 16/03/2013minha estante
Hoje pensei em compra esse livro ai quando eu encontrei com essa decrição na capa desistir de comprar.
Por um lado é bom pois ajuda os fãs de Crepusculo a lerem outra coisas, como esse clássico, como acontece nos filmes ou em outros livros.
Mas desitir pq achei muito comercial, e eu estaria lendo somente porque cita nos Livros da saga Crepusculo, sendo que eu nem li, não tem base para falar mal do livro.


Gabi 19/03/2013minha estante
Não acho nada de mais ler esse livro porque ele é citado na Saga Crepúsculo que nem alguns comentaram. Muito pelo contrario. Acho que é um baita incentivo para procura de livros além dos infanto-juvenis e YA. Não consegui ler porque não me sinto preparada, e acredito que lê-lo posteriormente será benéfico para mim. Na minha humilde opinião, essa história de onde ouviu falar ou porque foi atrás do livro é tudo mimimi. O que importa é ler, não importa como, onde ou o motivo.


Alessandra 28/03/2013minha estante
Não gosto muito da saga crepúsculo , não em encantou nenhum pouco um vampiro que não segue uma linhagem decente de vampiros verdadeiros , eu estou lendo morro dos ventos uivantes , e eu comprei esse que vem escrito que é o livro preferido da Bella , só comprei porque era o que mais caberia dentre o dinheiro que eu tinha (na verdade o dinheiro dos meus pais , pois só tenho 13 anos ), já mostrei para varias pessoas e elas só queriam ler porque era o livro preferido da bella , eu odiei isso , as pessoas não tem interesse nenhum ao livro e sim o interesse pelo o que a bella achou interessante , a proposito eles vão cair do cavalo , pois a linguagem é muito culta , até eu mesma que não sou acostumada estou relendo porque não entende muito , bem é só isso !


Greice 20/06/2013minha estante
Sem palavras, amei sua resenha! Parabéns! Tenho o livro, comecei a ler e abandonei antes de terminar o primeiro capítulo. Vou tentar retomar a leitura!


Renata CCS 27/06/2013minha estante
Para mim é um livro maravilhoso, diferente de tudo que já li, mesmo que ele tenha feito com que eu gostasse de um personagem tão cruel. Mas foi lido no momento certo e com a devida paciência e maturidade que a obra pede.


Kelli 11/07/2013minha estante
''É impossível ler esse livro sem que ele nos deixe profundamente marcados. Resumindo, é o meu predileto, sendo simplesmente perfeito e digno de inúmeras releituras. Os escritores e leitores atuais deveriam adotar ?O Morro dos Ventos Uivantes? como uma base para determinar se um livro é bom ou não, acho que ainda é possível aprender muito com Brönte. Isso só traria benefícios, uma vez que haveriam menos atentados oculares e mentais por meio dessas coisas mal acabadas e estruturadas que, atualmente, são os chamados ótimos livros.'' Concordo plenamente. Amei sua resenha e há tempos não via alguém falando desse livro dessa forma. Os últimos comentários e últimas resenhas que tenho visto sobre esse livro são: ''Parei de ler o livro na metade pois achei chato e sem sentido''. Isso me deixa com muita raiva, simplesmente pelo fato de que essas pessoas somente leram porque o livro foi citado em Crepúsculo. Na minha opinião, quem gosta de histórias como Crepúsculo, dificilmente irá gostar de uma obra assim, uma vez que é uma obra complexa e é escrita de uma maneira muito diferente de obras como Crepúsculo e seus derivados. Tudo bem não gostar desse livro, tudo bem ter uma opinião contra, mas eu acho que as pessoas deveriam ao menos ler o livro até o final e tentar entendê-lo. Eu li a saga Crepúsculo, até o fim, e somente depois disso me senti no direito de falar que não gostava, mas é pelo fato de que nunca fui fã de histórias que fantasiam demais e que criam romances impossíveis, como por exemplo, se apaixonar por vampiros etc. Enfim, parabéns pela resenha. O Morro dos ventos uivantes é o meu livro preferido e ainda não encontrei nenhum outro que possa mudar esse fato.


giosg 30/10/2013minha estante
eu achei uma injustiça colocar crepusculo na capa desse livro, q é um super classico e q eu amo! nao tem nada a ver uma coisa c a outra...


Priscila 25/11/2013minha estante
Concordo perfeitamente!


03/12/2013minha estante
Então, adorei sua resenha, sincera ao extremo e eu adoro isso ;)
Eu devo admitir que só li por causa da Bella, mas não me entenda mal, por favor! Quando li eu a saga crepúsculo fiquei curiosa com os livros de Jane Austen citados e O morro dos ventos uivantes também.
Quando eu passei na livraria achei essa versão que tem a informação que serve pra garotas sem cérebro lerem o livro e acharem que entendem -_- (triste verdade). Aí eu comprei e li e pensei: Heathcliff é demais e Bella Swan tem bom gosto pra livros (e aqui encerra o bom gosto dela :P).
De alguma maneira, eu achei o Hethcliff melhor que a Cathy. Não consegui ter pena dela ou algo do tipo, nem perdoar completamente. Achei o amor dele mais verdadeiro que o dela.


Angely 12/04/2014minha estante
Gostei de suas palavras com relação a editora lua de papel citar o Crepúsculo na capa do livro O Morro dos Ventos Uivantes, ótimo desabafo! Eu também não gosto destes chamados "mais vendidos". Parabéns pela resenha, também tenho como sendo um dos melhores livros já lidos, este clássico da literatura mundial, escrito por Emily Brontë.!


Ivi 17/05/2014minha estante
Achei que só eu tinha tido uma 'quase parada cardíaca' quando vi a menção nada honrosa na capa do livro. Fiquei tão 'passada' que nem por R$10,00 em uma feira de livro eu comprei. Procurando uma capa que combine com o livro, que este é pra ter, nunca dar , nem emprestar. Adoro o livro e amei sua resenha, muito franca e pontual.


Allie 11/06/2014minha estante
" Os escritores e leitores atuais deveriam adotar ?O Morro dos Ventos Uivantes? como uma base para determinar se um livro é bom ou não, acho que ainda é possível aprender muito com Brönte. Isso só traria benefícios, uma vez que haveriam menos atentados oculares e mentais por meio dessas coisas mal acabadas e estruturadas que, atualmente, são os chamados ótimos livros."

Já que se diz tão boa e assídua leitora, deveria entender que não existe livros bons ou ruins, e sim livros com os quais você se identifica. Toda forma de leitura é válida. Você não é "melhor leitora" porque lê livros com linguagem mais complexa. Sorry. Acho ridícula essa mania de usar uma característica que deveria ser usual para ser notada. Resenha extremamente preconceituosa. =] Botão 'unlike', cadê?


Colombina 22/07/2014minha estante


Ainda não conhecia a edição com o indicativo de livro preferido do casal de vampiros, até ler sua resenha e, logo em seguida, dar de cara com um exemplar na livraria. Chega a ser desonroso!!!

Este livro é um clássico e dispensa qualquer indicação relacionada à Saga Crepúsculo. Francamente, acredito que o público cativo da Saga não é capaz de apreender a qualidade, a essência, a grandeza e o significado desta obra. Há, neste público, quem se julgue "despreparado" para uma leitura deste calibre... melhor continuar nos vampiros, ou voltar pros gibis!

Estamos vivendo a infelicidade de perder João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves. Ariano Suassuna está gravemente enfermo. O que será da literatura quando os bons se forem? Viveremos de memórias e releituras, pois para quem sabe o valor de grandes obras, não há espaço - nem tempo - para a leitura de livros que não enriquecem ninguém além dos seus próprios autores medíocres.

Excelente resenha. Parabéns!


Dafne 05/09/2014minha estante
essa musica é a melhor! kkkkk


Agnes 01/12/2014minha estante
Marcela, que comentou em 2010, nao tem como vc ter uma síncope. SÍNCOPE é um ostinato agógico que vc faz na passagem de um compasso em música!


Agnes 01/12/2014minha estante
Cara, não. Nem lembre que Stephenie Meyer existe. Emily Brontë está em outro patamar. M.V.U. veio muito antes e nao tem absolutamente nada a ver com crepúsculo.
P.s.: resenha interessante


Eliete Oliveira 23/12/2014minha estante
Tenho o livro e realmente deixei de lado por achar que ele seria clichê devido a citação dele em Crepúsculo, mas depois de ler essa sua excelente resenha voltei a ter interesse nele, obrigado por ter salvado um livro do esquecimento.


Jéssica Sabino (Ayumi) 13/02/2015minha estante
Depois de ler essa resenha, a minha vontade de ler o livro apenas aumentou ^^

Parabéns!


Ana 18/02/2015minha estante
Digna de apluso sua resenha.Catherine foi pervesa com Heathcliff como ele a amou !


Andréia Cilene 25/02/2015minha estante
Vou começar a ler hoje, mas juro que quase desisti quando li "O livro preferido de Bella e Edward da série Crepúsculo". Só mantive a opinião de ler, por diversas pessoas terem me indicado. Tenho ele no guarda roupas há um tempo, mas sempre esqueci dele por ali... rsrs
Espero gostar.


Jossi 31/03/2015minha estante
Esse livro foi a minha primeira paixão literária, aos 13 anos de idade. Certo que, na época, eu li apenas uma edição "compacta e adaptada" da extinta Ediouro, para adolescentes. Mas chorei, chorei muito assim mesmo.
Anos depois comprei uma edição completa (ainda antiga, de 1984), e reli com o maior prazer. Esse livro é, como você diz, o clássico dos clássicos. Um dos melhores romances de amor de todos os tempos: mostra como o amor pode ser ao mesmo tempo, belo e sombrio, forte e frágil, lindo e doentio. Sim, Heathcliff parece meio doido aos olhos dos leitores... mas um doido por amor.
Incomparável esse clássico. Eu assisti todas os filmes e séries a respeito e Emily Brontë se tornou para mim, embora tenha escrito uma única obra, a referência máxima em literatura romântica.


Labrador 20/06/2015minha estante
Livro chatíssimo, parado, com um personagem principal antipático. Precisa mais?


Lucas 07/07/2015minha estante
Tu falas como soubesse de todas a magnificas cousas existentes. Vós que comentais aqui, não sabeis ao menos a estrutura de uma resenha ponto de elogia-la, A forma como compõe-se o teu texto é terrivelmente um réprobo. Não estou a discutir sobre tua opinião e sim a forma de tu redigires este teu texto. E ainda mais vou dizer sobre os variados comentários sem veracidade e que estes afirmam a excelência de tal resenha sem mesmo existir qualquer resenha.


Annie 26/07/2015minha estante
Eu ainda não terminei de ler o livro mas confesso que percebi um sofrimento no modo que a Bronte escreveu a história (eu tenho uma edição bilíngue) e me pus a pensar o que teria dado inspiração para ela escrever essa história em especial. Eu sinto que tem algo muito pessoal dela nas páginas do livro e uma coisa que sinto raiva é de as escolas não incentivarem a leitura de clássicos estrangeiros desse tipo.


Annie 26/07/2015minha estante
Ps.: para quem não sabe Sincope significa isso: perda dos sentidos devido à deficiência de irrigação sanguínea no encéfalo, ou seja...desmaio.


Mariana 24/04/2016minha estante
Infelizmente, a minha edição é essa que tem um selo que diz "O livro favorito de Bella e Edward da série crepúsculo". Como tenho raiva da capa deste livro! Mas com certeza, a história compensa o desgosto inicial!


deizinhaz 15/08/2016minha estante
Adorei a sua resenha ,este é meu livro favorito ,há anos!!


Amanda.Ferraraz 12/09/2016minha estante
confesso que no inicio este livro se tornou cansativo,pois como estava acostumada a ler livros "moderninhos" a escrita era bem mais facil do que os classicos como este,para me entender o livro eu tive que ler tres vezes e nao me arrependo.


Li 23/12/2016minha estante
Ótima resenha. Já li O morro dos ventos uivantes três vezes e cada vez que leio me encanto. É meu livro favorito, também acho pequeno descrever uma obra dessa magnitude apenas como o livro favorito de Edward e Bella. O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura mundial, Heathcliff e Catherine são um casal apaixonante e intrigante e a história de amor que eles vivem é mais forte do que o tempo.


Salomão N. 19/05/2017minha estante
A citação dessa tal editora Lua de papel é o exemplo Martin Claretiano de "como destruir um clássico".
Lamentável.


Nadja 22/01/2018minha estante
Senti toda a dor de Heathcliff. Nunca nenhum personagem homem foi tão profundo na minha pessoa.


Ana 21/04/2018minha estante
Eu não devo ter chegado nem na página 100 direito, sério. O jeito arrogante dos personagens e o amor (?) incompreensível que todos dizem haver entre Heathcliff e Catherine, mas que ao meu ver não se faz presente na história, foram os fatores primordiais que me fizeram desistir do livro. Onde que duas pessoas que "se amam" vão se casar com outras pessoas (Heathcliff e Isabela; Catherine e Edgar)??? Realmente, não entendo. Mas talvez a trama possa ficar mais emocionante após algumas páginas (que eu ainda não li, obviamente) o que eu acho meio difícil.




Renata CCS 11/07/2013

“(...) O mundo inteiro é uma terrível coleção de testemunhos de que um dia ela realmente existiu e a perdi para sempre!” (Heathcliff)

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES é um clássico, ou seja, foi eternizado como uma obra atemporal. Como falar de um clássico? Vou tentar colocar minhas impressões sem a influência do grande número de pessoas que falam bem (ou mal) do livro.

Ainda não tive a oportunidade de ler outro livro que pudesse contar uma história capaz de mesclar amor e ódio de forma tão intensa quanto Emily Brontë: são tantos sentimentos fortes que os personagens quase saltam das páginas, e são capazes de nos comover tanto pelas suas virtudes quanto por seus pecados. É uma história de amor agressiva sim, mas meche muito com o leitor porque, em minha humilde opinião, é o retrato da realidade de que ninguém é totalmente bom ou ruim: temos estes dois “lados” dentro de nós que se mostram em maior ou menor grau dependendo da situação. Mas o livro não é sobre certo ou errado, o bem ou o mal, mas é essencialmente sobre o quão longe você está disposto a ir para conseguir o que quer, e é exatamente por isso que o livro é genial: não temos a quem amar e não temos a quem odiar, pois ficamos constantemente indo e voltando nas emoções intensas da narrativa.

O livro conta a história – e desgraça – das famílias Earnshaw e Linton, que após a adoção de um jovem filho de ciganos pelo patriarca da família Earnshaw, tem suas vidas gradativamente modificadas. Grande parte da narrativa é feita pela governanta da família, a senhora Ellen Dean (Nelly), que recebe um inquilino em uma das casas de Heathcliff (o cigano adotado que consegue tomar para si todas as posses da família) e resolve lhe contar a saga de Catherine e de seu patrão.

Tudo começa com a chegada do órfão, o cigano já mencionado, trazido pelo senhor Earnshaw ao Morro dos Ventos Uivantes, nome do lugar onde a família Earnshaw morava. Batizado de Heathcliff, o garoto passou a morar e ser criado como um filho juntamente com Hindley e Cathy. Hindley tinha verdadeira aversão do Heathcliff e não tardou a tirá-lo de dentro de casa quando os pais morreram, e é quando passa a ser tratado como um criado da família. Cathy, além de melhor amiga do pequeno cigano, acaba por se apaixonar por ele. Rica e mimada, de temperamento alegre e selvagem, Cathy não se entrega a esta paixão por não achar Heathcliff digno de ser seu marido, por ser órfão, pobre e maltrapilho. Ela acaba por optar por uma vida de conforto e luxo, ao lado de Edgar Linton, seu vizinho que mora na Granja do Tordo, rico, educado e muito bonito. Isso gera raiva em Heathcliff, que sai em busca de riquezas para ter uma chance de casar com Catherine, mas quando volta e ela já está casada, torna-se um carrasco, pronto para se vingar e acabar com a paz e felicidade de todos, que de alguma forma, tiraram isso dele.

Heathcliff é um personagem capaz de despertar no leitor amor e ódio, simultaneamente. Por mais maldoso que ele seja não conseguimos desprezá-lo. Queremos que ele seja feliz. Oscilamos entre a raiva e o encantamento pelo personagem. Mas eu vou logo avisando que é melhor se preparar antes de ler este livro: há muito rancor, medo, angústia, vingança, maldade e todos os sentimentos mais sombrios que possam existir no coração humano. A narrativa do livro é densa. Os primeiros capítulos, para mim, foram uma verdadeira prova de fogo, pois exigiram paciência para me acostumar com a forma de enredo e com o estilo da escritora.

Entendi porque O MORRO DOS VENTOS UIVANTES divide seus leitores em dois grupos extremos: os que amam e os que odeiam a obra. Não é um romance comum porque não é uma história de amor inocente e contida. Ele é um romance extremista, animalesco, com o amor e o ódio o tempo todo se confrontando. Para mim é um livro maravilhoso, diferente de tudo que já li, mesmo que ele tenha feito com que eu gostasse de um personagem tão cruel. Mas foi lido no momento certo e com a devida paciência e maturidade que a obra pede.

De uma forma ou de outra, um clássico é sempre um clássico, e nunca é perda de tempo. Leia sabendo que você pode até não gostar, mas com a certeza de que ele vai te marcar como a história de amor mais diferente que você já leu.
Monica 27/02/2013minha estante
É realmente um livro muito diferente de tudo que já li. Confesso que não sou muito fã de clássicos, mas foi completamente diferente com este livro. Peguei e não consegui mais largar.


01/03/2013minha estante
Renata danada, as sua resenhas vou lendo aos pouco.Li esta sobre O Morro dos Ventos Uivantes, simplesmente me arepiei.Vc tem uma maneira simples, digamos até muito honesta e pessoal de descrever sobre um livro.Tenho este clássico e agora estou louca para lê-lo, mais agora devido a maneira como vc narrou a história, me encantou totalment.Que maravilha que agora somos amigas, beijocas!


Renata CCS 01/03/2013minha estante
Olá Sú querida! Sempre simpática!! Muito obrigada pelos elogios. Eu tento passar não apenas uma visão geral da história, mas tb as impressões pessoais que obtive da obra. Fico feliz em saber que consegui um pouco. Grande abraço!


Milena 03/03/2013minha estante
Que resenha incrível !!


Renata CCS 04/03/2013minha estante
Obrigada Milena, que bom que vc gostou. Adorei este livro e tentei demonstrar isto em palavras. Espero que tenha conseguido passar um pouquinho do meu encanto através da resenha. Um abraço!


Joy 07/03/2013minha estante
Adorei a sua resenha! O livro está na minha lista de metas para 2013 e fiquei com mais vontade ainda de ler.


Renata CCS 08/03/2013minha estante
Obrigada Joy, fico feliz que tenha gostado. Com certeza vc vai gostar muito deste livro. Um abraço.


Lua 13/03/2013minha estante
Não sei como ainda não li esse livro, mas estou louca pra ler... Adorei a resenha!


VICKY 14/03/2013minha estante
Uma resenha que gostaria de ter escrito para um livro que gostaria de ter escrito... apaixonada, instigante! Adorei!


Renata CCS 14/03/2013minha estante
Obrigada Vicky pelo comentário que gostaria de ter escrito (rs).


Raissa 21/03/2013minha estante
UAU! que resenha dez! Eu já li O Morro... mas não pensava nele dessa forma... dá para refletir e até entender melhor os personagens (o Heathcliff principalmente) depois de ler o que você escreveu. Gostei muito !!


Renata CCS 22/03/2013minha estante
Olá Raissa, obrigada pelas gentis palavras. A história realmente me conquistou.


Thamara 12/04/2013minha estante
Fico muito feliz que meu livro preferido tenha uma resenha ótima como essa! Eu mesmo estou preparando a minha sobre esse clássico e muitas coisas que você escreveu refletem exatamente os meus pensamentos. Esse livro é denso, profundo e emocionalmente caótico e requer muita maturidade para entendê-lo. Um belo presente que Emily Brontë nos deixou! Adorei a sua resenha!


Renata CCS 12/04/2013minha estante
Olá Thamara, obrigada pelo seu comentário, fico feliz que tenha gostado e por termos esta bela obra como uma paixão em comum. Um abraço.


Mari@ Fernand@ 17/04/2013minha estante
Que resenha linda! Adorei e concordo com cada palavra sua! O livro é apaixonante mesmo!


Dadá 17/04/2013minha estante
Assim como a maioria das admiradoras desta obra, tenho uma relação de amor e ódio com Heathcliff. Acho que sua resenha expressou muito do que sinto em relação a ela e a toda a obra. Muito bem escrita! Parabéns por conseguir colocar sentimentos em palavras!


Maria Luísa 17/04/2013minha estante
Emily Brontë revelou nas páginas da sua obra-prima uma criatura explosiva, que está além do seu tempo e das suas concepções morais. O amor é retratado à flor da pele (e do ódio), na sua mais pura e selvagem concepção, descrito em páginas de atmosfera arrebatadora, onde a crueldade humana é relatada de forma explícita, debatendo-se com a sensualidade e os sentimentos, feita pelos traumas e pelo desejo da vingança, entre momentos ternos ou de pura violência cotidiana. Como você bem colocou em sua irretocável resenha, é um romance extremista, com sentimentos que se confrontam todo o tempo. Uma leitura única e desafiante.


Renata CCS 17/04/2013minha estante
Obrigada Maria Fernanda, Danuza e Maria Luísa pelos gentis comentários! Resta a mim dizer apenas que O Morro dos Ventos Uivantes é inesquecível, marcante. Entendo a paixão de vocês. Abraços.


Regente Deo 25/04/2013minha estante
Uma história de amor é contada por trás de um clima sombrio de tantas desavenças e vinganças, o que talvez é um dos pontos mais marcantes do romance de Emily: essa mistura do amor com o sombrio. Os personagens principais são maliciosos, perversos, mas se rendem ao amor que os une, ao menos quando é extremo. O romance jamais é concretizado com um relacionamento sexual ou ao menos um beijo e por isto ele é tão arrebatador. Uma história comovente que vale a pena ser lida e relida.
Doloroso e inesquecível.
Parabéns pela ótima resenha.


Mona 25/04/2013minha estante
Com apenas um livro publicado, Emily Brontë conseguiu fazer o que poucos escritores conseguiram: uma história inesquecível e bem estruturada.


Jayme 26/04/2013minha estante
Um livro que desperta sentimentos extremos, o ódio ou a adoração, prende o leitor de um jeito diferente: ele não nos remete a sentir afeto ou simpatia pelos personagens, porém leva-nos a adorar a história. De muitas maneiras, é um anti-romance, uma co-evolução de uma história que une magistralmente todos os efeitos que despertam interesse em quem lê, e surpreende por ser uma obra genial, tão a frente do tempo que foi escrita.


Aline 08/05/2013minha estante
Sou do grupo que amou o romance e me assustei quando me vi apaixonada por o personagem Heathcliff :/


Helder 07/07/2013minha estante
Resenha perfeita. Este livro é exatamente o que vc descreve. Um maremoto de sentimentos contraditórios. Uma obra de arte. E o que acho mais incrível é que Emily Bronte era uma menina interiorana que a principio não devia ter grande experiência de vida. Me pergunto sempre de onde terá vindo a capacidade de criar diálogos tão ácidos e cruéis??


Renata CCS 12/07/2013minha estante
É verdade Helder, a intensidade emocional dessa obra acabou gerando rumores de que não poderia ter sido escrita por uma mulher, e muito menos por uma mulher com a experiência limitada de Brontë. Mas creio que foram as limitações de sua juventude a maior responsável pelo surgimento do livro: ela descobriu a beleza da solidão, projetou seus estados emotivos, seus sonhos e devaneios. A necessidade dela em explorar as profundezas da paixão humana e das emoções se sobrepôs às convenções morais e sociais de sua época.


sonia 28/10/2013minha estante
Para mim esta é uma história forte, dessas que só pode ocorrer em personagens que ficam isolados do mundo, presos em uma realidade particular - impossível imaginar uma situaçao como esta a se sustentar em um mundo atual`. Muito bem escrito.


tiana.batista1 06/02/2015minha estante
Li esse livro faz algum tempo e adorei o romance,tanto que já li mais de uma vez,estória muito linda muito intensa ....adorei as resenhas acima ,pena que não consigo escrever bem ,apesar de ler muito não sei escrever muito bem...




Fer Stefani 26/01/2010

Não consigo dar nota para o livro e nem designá-lo como bom ou ruim. É totalmente o oposto do que eu imaginara a respeito. Pensei em personagens um pouco mais idealizados e pelo menos alguns atos de bondade ao longo da trama. O que vejo no desenrolar da história é morte, tragédia, pessoas egocêntricas, vingativas, obsessivas e o amor dos protagonistas nem pode ser chamado com tal.

Acredito que Heathcliff - por sua tamanha baixa estima, o fato de ser bastardo, e depois da morte do "pai" ser tratado como escravo - não odiava Catherine apenas por ser a única pessoa que tinha no Mundo. Talvez a raiva que ele queria sentir por ela, por amá-la tanto e não conseguir odiá-la por suas atitudes o levava a "descontar" nas pessoas mais próximas. Mas não acredito muito em tal argumento, é mais viável acreditar que ele resolveu se vingar pelo que fizeram com ele nos seus tempos de menino. Acerca do seu amor por Catherine, considero impossível. Uma pessoa com tanto ódio não pode permitir dois sentimentos tão grandiosos e tão paradoxos coexistindo dentro de si.

Catherine por sua vez é a pessoa mais egoísta e egocêntrica do Mundo. Sabe do amor de Heathcliff por ela e mesmo assim se casa com Edgar, não levando em consideração os sentimentos de seu amigo de infância. Desacreditando que ele pudesse estar tão apaixonado por ela quanto ela por ele, pelo simples fato dele ser uma pessoa ignorante.

Em algumas resenhas, li que que alguns colocaram que mostra "a verdadeira face humana". Estes que me desculpem, posso estar sendo utópica e ignorante, mais ainda dá pra esperar um pouco mais das pessoas. Só que nem por tantos contras eu o considero um livro ruim. Expus tudo o que é apresentado no livro, mais é uma história que te prende pela tragédia e te deixa sempre uma ponta de esperança acerca da próxima página.



Evelyn Ruani 28/01/2010minha estante
Achei sua resenha super interessante e bastante sincera! Gostei realmente. O morro dos ventos uivantes é meu livro favorito, já o li 4 vezes e cada vez que leio algo sobre ele tenho vontade de ler de novo. Sua opnião foi muito bem exposta, você deixou bem claro que não achou o livro ruim, mas também não consegue classificá-lo como bom, embora seja uma história cativante. Acho que é exatamente essa controvérsia de sentimentos que faz "O morro dos ventos uivantes" tão mágico aos meus olhos. Um amor que ultrapassa os limites do amor. Não é amor, é obsessão, é uma tragédia que deixa marcas profundas em todos... Parabéns pela resenha muito bem escrita e pela opnião sincera!


Ruan Machado 06/07/2011minha estante
Sei lá! Eu não me dei bem com o livro. Eu demorei muito tempo para lê-lo e mesmo assim pulando algumas partes. Mais eu sou acostumado a ler rápido. Mais esse igual a Crepúsculo me deixou com muita raiva pois sinceramente eu esperava mais.
Os personagens são complexos e eu não gostei nada do final. Tipo na morte do Heatclif poderia ter mais romantismo, tipo na cova dizer algo a para Caty, tipo uma carta que ninguém leu ou algo do tipo. Sei lá não me dei bem!


Eliana 19/08/2011minha estante
Resenha muito boa a sua, Fer, tirou as palavras de minha boca! Tanto na explicação de que o amor deles não pode ser, de hipótese alguma, considerado amor, como no entendimento dos personagens. Também não posso dizer que seja ruim, pois é um clássico e como tal, deve ser respeitado.
Gostei tanto de sua opinião, que vou dispensar a minha resenha! Parabéns!


Flávia :) 19/09/2011minha estante
Adorei sua resenha! Ocorreu-me também este sentimento: não consigo classificá-lo como bom ou ruim. Estou demorando eras para finalizá-lo, porém é um livro que desperta a minha curiosidade, fazendo com que eu me interesse cada vez mais pelo desenrolar da história através das páginas.
Acima de todos os prós e contras, é dignamente um clássico!


Andressa Lima 21/11/2011minha estante
Nossa... Tirou as palavras do meu teclado rs. Esse livro teve a façanha de me fazer odiar quase todos os personagens (cheguei a gostar de nenhum, no máximo senti um POUCO de pena e uma simpatia leve por 1 ou 2), porém não consegui abandoná-lo, pois como você disse :"é uma história que te prende pela tragédia e te deixa sempre uma ponta de esperança acerca da próxima página". Além de me ter feito chorar... De RAIVA e de ÓDIO, já que, em grande parte, os personagem eram egoístas, manipuladores e sádicos (roguei pragas a tantos personagens, assim chegando até a me igualar a eles nessa ?arte? rs), sentimentos os quais nunca um livro foi capaz de despertar em mim, assim me instigando a continuar.
E a frase ?o amor que nunca morre? deveria ser substituída por ? uma obsessão que nunca morre" isso sim, logo que nunca considerei o sentimento que Heathcliff e Catherine nutriam era amor, e se teve algum momento em que realmente o ?amor?, vamos assim por dizer ... Deu as caras, foi em Edgar (amor meio banana q) e o do casal do final ,só.
No todo não desgostei do livro, mas com certeza não será um dos meus preferidos, contudo acho que cada um deveria dar uma chance a ele e tirar suas próprias conclusões.
:D


Juliana 27/03/2012minha estante
Adorei a sua resenha! Concordo em relação aos sentimentos de Heathcliff - a raiva de não conseguir odiar Catherine (depois de descobrir nela uma pessoa egoísta e egocêntrica) que o levou a extremo rancor, ou quem sabe, esse sentimento derivou do que ele sofreu na infância. Porém isso ainda parece improvável, o que nos leva a uma dúvida: como alguém como Heathcliff poderia carregar em si um sentimento tão puro como o amor? Seria a essência humana que se equilibra entre o amor e o ódio?

De fato, eu também esperava mais dos personagens, mas se tem um que eu gostei, foi Hareton!


Mila Wander 06/05/2012minha estante
Tem toda razão! Senti a mesma coisa do que você, não é uma leitura de todo ruim, mas sinto muito para aqueles que dizem que o livro retrata a face humana e a realidade da vida.
É um absurdo achar isso.

Rachei de rir porque todo mundo basicamente fica doente cedo e morre cedo, uma simples gripe é motivo forte para uma morte trágica. Todo mundo morre menos o personagem que você mais torce para morrer. Eu fiquei o livro inteiro esperando mais, esperando que alguém tomasse uma atitude e fizesse alguma coisa... mas ninguém faz nada.

Além de tudo, detestei 99% dos personagens. Triste, mas é verdade.


Yasmine 03/07/2012minha estante
Concordo com a sua resenha exatamente em tudo! Mas nas minha palavras eu digo uma descrição para o livro:Decepção. Entre os vários elogios, e indicaçoes para leitura deste livro, não mais que eu queria, era lê-lo. Pois o fiz e me decepcionei, não é 'tudo isso que tanto falam' eu esperava uma coisa mais harmoniosa, com uma história de amor arrebatadora, mas tudo o que encontrei foi ódio e desejo de vingança. O amor de Heathcliff por Catherine, e de Catherine por Heathcliff ficou basicamente em segundo plano, não menos que isso, os dois não viveram nenhum instante se quer de plena felicidades juntos. De um lado a egoísta da Catherine, que sabendo do seu amor por Heathcliff casou-se com outro, doutro lado o rejeitado Heathcliff que sabendo do seu amor por Catherine foi-se embora basicamente 'em busca da sua vingança', ele diz em uma passagem no livro que ''enfrentou uma vida amarga, de muita luta por Catherine'' mas onde ele demonstrou isso? Onde eles demonstram amor um pelo outro? Sendo que tudo o que faziam eram atar as mãos e desistir. Heathcliff tudo o que ele pretendia fazer e fez era se vingar de Hindley e Edgar. E a loucura injustificável? A única passagem do livro que causou efeito de verdadeiro amor é quando Catherine pede a Heathcliff para não ir embora, e ele responde que iria ficar, iria ficar com ela.E uma coisa que Heathcliff diz também foi: ''Nada do que Deus ou o Demônio pudesse infligir teria bastado para nos separar.Nós só nos separamos por que você mesma o quis'', e concordo com Heathcliff, Cathy foi quem pos o a lenha na fogueira, foi ela quem atou a mão primeiro. Heathcliff estava disposto no inicio a lutar pelo o amor dos dois, mas depois foi tomado pelo espirito de vingança. Não é uma história de todo ruim, é boa admito, mas não a posso descrever como algo estraordinario, como muitos a descrevia.


Gabs 02/09/2012minha estante
Eu não tentarei nem escrever um texto de elogios à sua resenha, por que não acredito ser necessário. Tudo o que eu senti está escrito aí. A frustração, decepção, horror, e por último confusão em por que um ser humano classificaria isso como 'melhor livro'. Discordo em apenas uma coisa: eu consigo classificar este livro como pior que já li.


Hel 17/02/2013minha estante
Adorei sua resenha, simplesmente tirou as palavras da minha boca.Mas tenho que discordar da parte em que diz que a história prende o leitor, acho a história muito triste, a cada página uma tragédia acontece. Bom, em geral achei o livro bem mediano, sem falar que eu comecei a ler umas quinhentas vezes e não conseguia terminar de ler nunca. Li o livro mais por curiosidade do que por vontade, afinal eu queria saber oque ele tinha de tão especial assim.


Nay 14/03/2014minha estante
Sua resenha provavelmente resume boa parte do meu sentimento por esse livro. Mas eu, diferentemente o considero PÉSSIMO por ter criado tanta expectativa e despedaçar meu coração com um final tão sem sentido. Posso não ter entendido o que a autora quis passar com sua história e ter ficado decepcionada com isso, mas definitivamente a trama não me agradou...
Como a maioria, li o livro por seus dizeres na capa. Esperava bem mais! Não entendia porque a Bella e o Edward, personagens que se amam tanto, tinham como preferido esse livro onde os personagens estão cheios de amargura e ódio. Só no final, tive uma pequena idéia de porque a autora de Crepúsculo poderia te-lo escolhido... seria por Heathcliff e Catherine morrerem e serem enterrados juntos? Porque tecnicamente Edward e Bella também estão mortos e juntos. Enfim, ainda não entendi o sentido de todo o contexto de ''O morro dos ventos uivantes'' e não tenho nem vontade de le-lo novamente pra tentar entender. Tem muitos livros bons no mundo e desperdiçar tempo com um livro tão frustante não dá...




28/08/2010

O que tanta gente vê nesse livro? É chato pra burro, povo mais doido! nào tenho nada contra personagens desajustados (geralmente eu amo), mas aqui não tem um que se salve. E a loucura é totalmente injustificada.
Iara 30/08/2010minha estante
Né! Concordo.


Tainara 08/09/2010minha estante
E a loucura é totalmente injustificada. /2


Ana 13/09/2010minha estante
Ufa! Achei que eu tinha algum problema por não ter gostado... rs
Ainda bem que não sou a única.


Thai Mafra 04/02/2011minha estante
Concordo com você! Já tinha tentado lê-lo há alguns anos e larguei, porque simplesmente achei chato demais. Aí com essa modinha agora (livro favorito de Bella e Edward...¬¬) resolvi ler de novo. E a loucura é totalmente injustificada [4]


cotonho72 10/03/2011minha estante
O livro é um clássico e acho que voçes estão habituados a lerem romances comerciais com historias com final feliz,o livro é excelente e considerado uma obra prima pela critica e por todos o que será que tanta gente vê nesse livro?Acho que a pergunta seria diferente,porque será que eu não consigo entender este livro...


Thabi 24/04/2011minha estante
Concordo.
O livro é chato, acredito que as pessoas se encantem com tragédias e um leitura mais dificil.

Este livro tem seus momentos, mais não posso concordar que seja representado a verdadeira face humana, afinal existem tantas faces que seria complicado representar todas. Mais acredito na bondade e o livro não demostra essa face


Mila Wander 06/05/2012minha estante
Por que as pessoas acham que o simples fato de uma pessoa não gostar de um clássico, significa que ela não entendeu?

Não há nada de errado em não gostar de um clássico, não devemos ter vergonha disso.

Sim, eu entendi. Não, eu não gostei.
Respeite isso e leia o que lhe convier.


07/05/2012minha estante
Oi Mila!

Obrigada por me defender. Concordo, não é porqiue é clássico que tem que ser bom. E também não é porquie eu não entendi que eu não gostei. Não consegui chegar nem até a página 100, mas a história não vai a lugar nenhum, os personagens são horrorosos (só quem se salva é a empregada que conta a história). E não é porque eu gopsto de fantasia que sou burra, ou que não tenha opinião ou seja alienada. Aliás, acho que tenho a mente mais aberta que essa gente que não aceita que existe outro tipo de litertatura. E opinião cada um tem a sua, é preciso respeitar a dos outros. Eu não gostei do livro, mas eu sei que muita gente gosta. E não é que eu não goste de clássicos. É s´olhar na minha estante que você encontra vários, e que eu gosto, como Dom Casmurro, O retrato de Dorian Gray, Eça de Queiroz...E também não achpo que os personagens refletem a verdadeira natureza humana. Quem é que fica se maltratando mutuamente assim, sem motivo? E olha que eu gosto de personagens perturbados. Mas que tenham motivo, não gratuitamente.

Beijos!

Fernanda


Mila Wander 07/05/2012minha estante
Eu li o livro inteiro, até o final e confesso que fiquei curiosa em algumas partes, por isso que consegui terminar. Fiquei esperando alguma coisa acontecer ou algum personagem se salvar, mas foi tudo em vão.

Não gostei do livro e pronto, não é só porque a maioria gostou que eu vou ter a obrigação de gostar. Gosto de livros de fantasias e de livros ditos "mais reais", gosto de alguns clássicos e sou bem eclética quanto a livros.
O pessoal julga o gosto literário dos outros como se ler um clássico tornasse alguém mais inteligente do que uma pessoa que leia fantasias.
Eu costumo dizer que livro é livro. O objetivo deles é emocionar, é nos humanizar, é acrescentar algo de bom dentro de nós. Não importa se for romance, drama, policial, clássico, terror... Não interessa!
Acho que muita gente se esquece disso e outras não tem senso de humor o suficiente para perceber que o mundo dos livros é um mundo onde podemos ir aonde quisermos, sem limites! Eu prefiro continuar acreditando nisso!

Bjão Fê!


Dih 08/09/2012minha estante
Nossa achei que era só eu que não tinha gostado kkk' . Ainda bem que não fui a única ²


Marina 21/11/2012minha estante
Uma coisa aprendi no Skoob: nem todo mundo vai gostar do livro que vc ama, nem todo mundo vai odiar o livro que vc odeia. Eu amo esse livro, mas as pessoas tem direito de não gostar. Por que por ser clássico e não ser ''comercial'' ele tem que ser bom pra todo mundo? Mania besta das pessoas pensarem que todos os clássicos são bons - existem muitos clássicos que não gostei. Não existe livro bom e livro ruim. Existem pessoas com gostos diferentes.


Mih 26/10/2014minha estante
não gostei nenhum pouco desse livro,muito chato .
Personagens loucos,aff rsrsrss


Douglas 02/04/2015minha estante
Nota-se que a imensa maioria das pessoas que não gostaram do livro são leitores assíduos de Crepúsculo...




Regiane 14/09/2010

Amor, não! Paixão desmedida e doentia.

"Heathcliff diz a Catherine: - Não é fácil perdoar, olhar para esses olhos e agarrar essas mãos mirradas. Beija-me e não me deixes ver os teus olhos! Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas... como poderei perdoar quem te mata?"

Se alguém achar que encontrará um amor doce e puro ao ler esse livro, irá se enganar. Morro dos Ventos Uivantes trata-se de uma paixão obsessiva, acompanhada de ódio e orgulho. Uma história que não há limites para causar dor, não importa o quanto destrua ao redor, o prazer está na sede de vingança.

A história se intercala entre a narração do Sr. Lockwood e Nelly. As descrições da autora são perfeitas, melhor que isso, são impecáveis. Muito detalhado, onde o leitor consegue imaginar cada cena, cada momento, e com muita precisão, até mesmo os cheiros e climas.

Tudo começa quando o Mr. Earnshaw em uma de suas viagens trás para O Morro dos Ventos Uivantes uma criança que aparentemente parece ser um cigano, mas que ninguém sabe ao certo de onde veio. Seu nome é Heathcliff, o qual se tornou o filho preferido e digno de receber todas atenções do senhor daquele lugar. Isso acabou despertando ciúmes dos seus filhos legítimos, especialmente de Hindley. Heathcliff consegue porém conquistar a atenção de Catherine, irmã de Hindley. Tudo corre relativamente bem até que infelizmente o benfeitor morre, e com isso Heathcliff acaba ficando à mercê das maldades de Hindley, o que faz com que ele cresça “selvagem” – e daí que inicia-se o sentimento por vingança.

Sem modos e sem muita instrução, Heathcliff deixa de ser uma opção para Cathy como seu futuro marido, mesmo sendo apaixonada por ele. Com uma visão bastante fútil e gananciosa, apoiada pelo seu irmão Hindley, ela acaba ficando noiva de Edgar Linton - um excepcional cavalheiro e herdeiro da Granja dos Tordos - decepcionado com a escolha e com o abandono de Cathy, Heathcliff vai embora do Morro dos Ventos Uivantes.

Dois anos mais tarde - após Catherine já ter se casado com Edgar - Heathcliff retorna como um perfeito cavalheiro e misteriosamente rico. Nesse momento ele já se sente preparado para colocar em prática sua vingança contra aqueles que colaboraram pela separação dele e Cathy.

Heathcliff se torna cego e cruel em nome da vingança. Não se importando com nada, nem mesmo com aqueles que tem uma ligação com ele, prefere até mesmo tirar proveito disso, usando-os como instrumentos para suas ações diabólicas. Um personagem digno de ódio e repúdio por todas suas maldades absurdas, porém também é digno de pena, pois ser um homem só, que ninguém mais, além de Cathy o amaria.

Sinceramente eu estava sem esperanças de gostar desse livro, pois o começo é muito enrolado e monótono, mas conforme fui avançado eu comecei a gostar e fiquei muito ansiosa, assim como o Sr. Lockwood, para saber o desfecho da história de Cathy e Heathcliff, contado por Nelly - a governanta que acompanhou a vida do casal.

Depois de eu dar a chance de entender melhor os sentimentos dos personagens e de me envolver com a história, O Morro dos Ventos Uivantes se tornou um dos meus livros preferidos.
Virgínia 14/09/2010minha estante
Estou nas últimas páginas, mas concerteza ele vai para minha lista de favoritos, assim como pra vc!Ótima resenha!


Leo 30/09/2010minha estante
gostei do titulo.Isso nao é Amor...é paixao.


Guga 21/10/2010minha estante
Vou lê-lo depois que acabar "Sussurro".
Eu já vi várias referências boas sobre este livro.
Parabéns! Você é uma ótima resenhista.
Beijos!


Bárbara 26/10/2011minha estante
Adorei sua resenha!Com certeza,a frase "O livro favorito de Edward e Bella(...)" era alguma forma de vender mais.Assim,adolescentes iriam ser iludidos e dizer:"Até o Edward e a Bella leram 'Morro dos Ventos Uivantes'.Vale a pena ler 'Eclipse'".Histórinha vampiresca chata.O sucesso que faz não é devido a história,e sim por belos atores e atrizes."Crepúsculo" começou a fazer seu real sucesso após atores como "Robert Pattison" e "Taylor Lautner" viraram lobo e vampiro.Pobre pensamento...


Marina 21/11/2012minha estante
melhor resenha até agora


Aline 18/10/2013minha estante
Amei o livro. Heathcliff meu personagem favorito, sou fascinada com o misterio que existe sobre ele no livro.




Letícia 23/12/2013

Flexibilidade moral
Wuthering Heights, ou como foi traduzido no Brasil, O morro dos Ventos Uivantes, é o único romance escrito por Emily Brontë. Com uma prosa sarcástica e repleta de diálogos – digamos -, pouco adequados para uma moça solteira e luterana do século XIX, ela nos leva para um lugar isolado do resto do mundo; rústico, original e fustigado pelo vento. O poeta Dante Gabriel Rossetti afirmou que a ação se passa no inferno, só que os lugares e as pessoas têm nomes ingleses. A definição faz justiça. Charlotte Brontë, numa tentativa de explicar aos leitores da época toda a estranheza e originalidade do gênio da irmã, escreveu:

"Para todas essas pessoas, O Wuthering Heights deve parecer um livro rude e esquisito. As bravias charnecas do norte da Inglaterra não podem ter, para elas, qualquer interesse; a linguagem, as maneiras, as próprias moradas e os usos domésticos dos poucos habitantes dessas regiões devem ser, para tais leitores, em grande parte ininteligíveis e — quando inteligíveis — repulsivos. Homens e mulheres que, talvez por natureza muito calmos, com sentimentos moderados e pouco marcados, tenham sido desde o berço ensinados a observar a mais completa temperança de maneiras e o mais perfeito policiamento de linguagem sem dúvida não saberão como encarar o linguajar forte, as paixões brutalmente manifestadas, as aversões não contidas e as obstinadas parcialidades dos camponeses iletrados e dos fidalgos não refinados que vivem nessa região, e que se criaram sem outros ensinamentos e outras contenções que os de mentores tão rudes quanto eles próprios."

Considerado hoje uma obra prima da literatura inglesa, foi publicado pela primeira vez em 1847 sob o pseudônimo masculino de Ellis Bell, e provocou reações controversas com sua narrativa crua e minuciosa dos mais diversos tipos de violência mental e física. Criança, mulher, cachorro: apanha todo mundo. E quem não apanha é mandado pro inferno. Aliás, acho que não tem uma página sem que o diabo não seja invocado ao menos uma vez. Talvez O Morro dos Ventos Uivantes seja meu livro favorito. Apesar de ver inúmeras críticas a respeito da morbidade da história, o livro me faz bastante feliz. Um exemplar dele está sempre na cabeceira da minha cama, e diria que ele me traz até uma certa paz de espírito. É minha bíblia (eufemismo para obsessão). Admito que parece contraditório dizer isso, já que não sou nenhuma psicopata. Mas por trás de todo o turbilhão de angústias, vingança, egoísmo, praga e maldições, se o leitor descobrir o que sobrevive a todo esse choro e ranger de dentes, ficará encantado!

Tudo começa quando o Sr. Lockwood aluga a Granja Thrushcross, propriedade vizinha a Wuthering Heights, em busca de isolamento. Quando ele resolve se apresentar a Heahtcliff, dono das duas propriedades, se depara com um homem cuja misantropia é ainda maior que a sua. A curiosidade pelo vizinho o leva a interrogar a governanta, Nelly Dean, que conhece Heathcliff desde a infância. No final do século XVIII, em uma área rural da Inglaterra, o patriarca da família Earnshaw retorna de uma viagem trazendo consigo um pequeno órfão de origem obscura, que todos pensam ser um cigano, e a qual dão o nome de Heathcliff. A afeição que o Sr. Earnshaw tem pelo menino deixa Hindley, seu filho legítimo, profundamente enciumado enquanto a caçula, Catherine, desenvolve com ele uma grande cumplicidade. Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações; e ele, que vinha até então sendo tratado como um filho legítimo, se vê numa situação pior que a dos empregados. Mas o golpe mais duro vem por parte de sua adorada: Catherine decide se casar com Edgar Linton, um rico jovem das redondezas. Heathcliff então foge. E retorna anos depois com uma grande fortuna e uma disposição demoníaca para se vingar de todos.

O Morro dos Ventos Uivantes é de uma obra de grandiosidade solitária, surgida de uma experiência de vida que causa perplexidade. Emily Brontë é a mais genial dentre as irmãs Brontë, também escritoras. Ficava doente de saudade longe de casa e era quase uma reclusa, só saía para ir à igreja e passear solitária pelas charnecas, paisagem pelo qual era apaixonada e na qual ela situou sua narrativa. O seu profundo conhecimento da alma humana parece ter nascido de uma intuição quase selvagem. Ela desenvolveu uma Gnose original, uma religião inteiramente sua. Por toda a história ela se recusa unir os dois universos do seu romance: razão, natureza e sociedade constituem um mundo; o sobrenatural, transcendente e fantasmagórico é outro. O livro apresenta fatos sobrenaturais com uma evidência perturbadora. Enquanto o leitor fica num impasse, travando uma verdadeira batalha entre esses dois universos, Emily, com sua narrativa esplêndida, parece rir:

"Heathcliff) Subiu na cama e abriu a gelosia, explodindo, ao fazê-lo, numa incontrolável torrente de lágrimas. – Entre! Entre! soluçou. – Cathy, entre! Oh, venha… venha… uma vez mais! Oh, minha adorada! Escute-me agora, Catherine, finalmente! – o espectro mostrou um capricho bem digno dos espectros: não deu sinais de vidas; mas a neve e o vento entraram à vontade, chegando até onde eu estava e apagando a luz."

A história desafia qualquer ser humano com o mínimo senso de civilidade. Civilidade que muitas das vezes usamos como desculpa para explicar os sentimentos insossos e sem convicção que predominam. A propriedade de Wuthering Heights, no topo do morro, sujeita as mais fortes tempestades, é a metáfora estética para definir sentimentos não domesticáveis de uma classe praticamente extinta de seres humanos. É uma tarefa ingrata julgar seus personagens, dificilmente teríamos a profundidade emocional necessária. O que nos resta é esquecer de tudo que consideramos como correto, ético e moral, e simplesmente absorver que ali, naquela situação, forças maiores estão envolvidas. Sentimentos que nos arrebentariam por dentro.

"E você supõe que ela me haja quase esquecido? Oh, Nelly! Sabe muito bem que isso não é verdade! Sabe, tão bem quanto eu, que por um pensamento que ela gasta com Linton, gasta mil comigo! No período mais desgraçado da minha vida assaltava-me esse medo: medo que me acompanhou quando vim para cá, no verão passado. Agora, só a palavra dela pode me fazer admitir de novo essa horrorosa ideia. E então Linton já não representaria mais nada, nem Hindley, nem todos os sonhos que eu já sonhei. Duas únicas palavras seriam a suma do meu futuro: morte e inferno. A vida, depois de a perder, seria o inferno. E, assim mesmo, andei tão louco que cheguei a crer que ela dava mais valor ao amor de Linton do que ao meu. Mesmo que ele a amasse com todas as forças do seu mesquinho corpo, nem em oitenta anos a amaria tanto quanto eu a amo em um dia. E Catherine tem um coração tão profundo quanto o meu; seria mais fácil o mar caber todo nessa vasilha do que todo o amor dela ser monopolizado por ele! Ora! Ela mal lhe quer um pouco mais do que a seu cão, ou a seu cavalo! Não está na mão dele ser amado como eu sou; e como poderia ela amar o que ele não possui?"

Não é apropriado considerar o amor entre Heathcliff e Catherine doentio. Mais uma vez: precisamos nos abster de todos os conceitos que temos, para compreender que o que se passa entre eles é grandioso demais! É curioso como não há contato carnal entre os dois. Acho que o mais chocante na época que o livro foi publicado era pensar que, de certa maneira, eles eram irmãos. Acho que eles não estavam muito preocupados com a natureza dos seus sentimentos. Era tão sublime! Quando crianças, ficavam brincando pela charneca quando conseguiam fugir dos castigos de Hindley e isso era o sinônimo de felicidade para eles. Selvagens, livres. Não só das amarras do mundo físico, mas de qualquer ambição vaidosa. Há um trecho que ilustra bem o fato de como a ideia de ter inveja de Catherine era até mesmo incompreensível para Heathcliff:

"Edgar e a irmã eram donos de toda a sala. Como é que não estariam felizes? Se fôssemos nós, pensaríamos que estávamos no céu! E agora diga: – que é que você pensa que aqueles meninos bonzinhos estavam fazendo? Isabella – creio que tem onze anos, é um ano mais moça que Cathy – estava estirada no chão, no fundo da sala, gritando como se um bando de bruxas a alfinetasse com agulhas em brasa. E Edgar, de pé, junto ao fogão, chorava em silêncio; no meio da mesa estava um cachorrinho, balançando a pata e ganindo. E, pelas acusações que os dois faziam entre si, compreendemos que tinham quase despedaçado o bichinho. Idiotas! Assim é que se divertiam! Brigando para ver quem segurava aquela trouxa de pêlo quente e, depois da briga, choravam porque nenhum dos dois queria mais pegar o cão. Cathy e eu caímos na gargalhada, vendo aqueles dois enjoados; davam até desprezo. Você já me apanhou algum dia cobiçando alguma coisa que Catherine desejasse? Ou acha que nos encontraria sozinhos, brincando de chorar, soluçar e rolar no chão, cada qual a um lado da sala? Olhe, nem por mil libras eu trocaria minha situação aqui pela de Edgar Linton, em Thrushcross Grange. Nem que me deixassem atirar Joseph da cumeeira abaixo ou pintar a porta da rua com o sangue de Hindley!"

A violência que transborda de algumas páginas é repulsiva. Facada em mulher, maus tratos contra crianças… Talvez o aspecto mais sombrio de toda a obra seja a crueldade contra animais. Emily Brontë tinha uma relação muito diferente com eles. É conhecido que um Mastiff de nome Keeper foi seu fiel companheiro. Outros animais da família eram mencionados por cartas trocadas com as irmãs e é evidente que eram bastante considerados. Por isso mesmo, é surreal a neutralidade com que ela narra o enforcamento de um cachorro na história. Grande conhecimento ela tinha do lado escuro do vínculo entre homem e cão, que é, muitas das vezes, usado como bode expiatório. O que mais choca é saber que o cão enforcado, ao sobreviver, permanece fiel a dona que o abandonou. Lealdade para com o autor dos abusos é uma poderosa dinâmica em situações de violência doméstica. O cão em Wuthering Heights nem sempre é maltratado de maneira consciente, há também o desdém, ou a ingênua -mas não menos grotesca - crueldade que crianças podem cometer contra animais. O comportamento abusivo é igualmente exercido sobre mulheres e crianças, e Emily retrata essas situações com a mesma naturalidade que uma pessoa completamente desprovida de aversão a tais coisas faria. Sentimos a boca amargar, mas é fascinante mergulhar nas complexas relações de opressão e servilismo que caracterizam o abuso de poder.

É necessária uma grande dose de flexibilidade moral para nos aproximarmos de Heathcliff e Catherine e deixar que suas qualidades, que são tão grandes quanto seus defeitos, os tornem pessoas admiráveis aos nossos olhos. Gosto sobretudo de Catherine, que a despeito de todo o seu egoísmo e gênio manipulador, era uma pessoa com afetos sinceros e duráveis. Não havia nada de volúvel e leviano nela. Sinceramente acredito que quando se casou com Edgar realmente acreditava que isso permitiria que sua relação com Heathcliff continuasse a ser a mesma de sempre. Apesar de toda a tirania de Hindley e os castigos infligidos por Joseph, o caseiro detestável e hipócrita, as duas crianças nunca se lamentaram muito conquanto tivessem um ao outro. Eram tão felizes naquela propriedade desgraçada que um dia Catherine sonhou que estava no paraíso, mas não era feliz, e chorou até que os anjos a jogassem de volta ao Morro. Heathcliff é um personagem tão assombroso e implacável que quase chegamos a acreditar que não é filho de cigano, mas do demônio. O único sentimento humano que revela não é seu amor por Catherine, porque como ele mesmo diz, ela é sua própria alma. O elo que verdadeiramente liga Heathcliff à humanidade é sua inconfessada preocupação com Hareton – o filho de Hindley que ele arruinou para se vingar do pai – e uma insinuada estima por Nelly.

A sabedoria de Emily Brontë é ainda mais incrível quando ela leva a filha de Catherine e o filho de Heathcliff a discutirem sobre como deveria ser o Paraíso. Acho que essa é a chave para imergir na complexidade da obra, na tempestade de sentimentos contraditórios, na felicidade descoberta nos lugares mais improváveis. Ninguém imagina ser infeliz no Paraíso.

"Um dia, porém, estivemos a ponto de brigar. Ele dizia que a maneira mais agradável de passar um dia quente de julho era ficar deitado, desde a manhã até a noite, sobre um talude de urzes em meio da charneca, a escutar, como num sonho, o zumbir das abelhas sobre as flores, o canto das cotovias que planam bem alto acima de nossas cabeças e a contemplar o céu azul e o sol a esplender, límpido e refulgente. Tal era a sua mais perfeita ideia da felicidade celeste. A minha era balançar-me numa árvore de verde folhagem murmurante, quando sopra um vento de oeste e belas nuvens brancas deslizam rapidamente pelo espaço. E não apenas quando cotovias, mas também tordos, melros, pintarroxos e cucos esparzem por todos os lados sua música; quando se avista a charneca de longe, cortada de frescos vales mergulhados na sombra; e, bem perto, grandes outeiros cobertos de grama alta, ondulando como vagas ao sopro da brisa; bosques e água tumultuosa, o mundo inteiro em movimento e fremente de alegria. Ele gostaria de ver tudo repousar em um êxtase de paz. Eu de ver tudo cintilar e dançar num glorioso jubileu. Disse que seu paraíso seria semimorto. Ele dizia que o meu seria ébrio. Disse que dormiria no dele. Ele dizia que não poderia respirar no meu. A discussão começava a se tornar mordaz. Afinal, convimos que faríamos a experiência dos dois, logo que o tempo fosse favorável. Depois nos beijamos e voltamos a ser amigos."

Heathcliff rejeita todas as tentativas de Nelly de fazê-lo confessar seus pecados. O Paraíso que Nelly acreditava, como cristã, não comportaria Heathcliff. Ela nunca nem questionou que isso, de forma alguma, seria um desejo dele. Ele afirma pra ela que já encontrou o seu próprio céu. Da sensata governanta é feita a pergunta mais heterodoxa de toda a história. Ao ver Catherine morrer em paz, depois da vida agitada e impaciente que levou, ela pergunta ao Sr. Lockwood se ele acredita que pessoas como Catherine sejam felizes no “outro mundo”, e que daria tudo para sabe-lo. Ela chega a conclusão de que só num momento de fria reflexão a resposta seria não.

Defendo Heathcliff e Catherine, me comovo com suas motivações e perdoo cada uma de suas atrocidades. Espero que o texto tenha lançado uma luz sobre as trevas que cobriram o coração deles. Desde sempre, a única coisa que desejavam, eram ser selvagens e livres. Liberdade que as convenções vitorianas não permitiram. Convenções que são defendidas, geralmente, por gente boazinha, leviana, descuidada, que não faz o mal de propósito, mas simplesmente se apropria de valores abstratos na falta de causas superiores e sentimentos sinceros.

site: http://escritorasinglesas.com/o-morro-dos-ventos-uivantes-emily-bronte
Pandora 13/12/2012minha estante
Tenho uma relação de amor e ódio eterna com esse livro, não sei se amo, não sei se odeio... Mas vez em sempre me pego relendo e sofrendo com ele.


Carol 15/05/2013minha estante
sim é amor aquele discurso que ela faz e ele escuta pela metade e vai embora, deve ser a declaração de amor mais bonita de todos os tempos


Jéssica 19/09/2018minha estante
confesso que eu não consegui ter muita afeição nem pela Cathy nem pelo Heathcliff, mas depois dessa resenha eu tenho que concordar que eles tiveram seus motivos...




Evelyn Ruani 08/02/2013

O primeiro livro que realmente abriu caminho ao meu coração...
Há uma linda citação de Zafón em seu igualmente lindo livro A Sombra do Vento que diz que "poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração". E eis então o que me ocorreu com O Morro dos Ventos Uivantes e sua história de amor controversa. Desde a primeira vez que peguei a primeira edição com tradução de Rachel de Queiroz nas mãos, aos 19 anos, já li o livro quatro vezes. Em todas elas me emociono de derramar lágrimas e não me canso de venerar a brilhante e sensível escrita de Emily Brönte, magnífica escritora que morreu aos 30 anos sem sequer saber que seu livro seria consagrado como um dos romances mais importantes da literatura inglesa e mundial.

Aliás, é muito triste saber que Emily se foi com a rejeição de seu livro pela sociedade inglesa que não apreciara a mistura de romantismo, realismo cru e trama complexa e nem sequer acreditava que tivesse realmente sido escrito por uma mulher. Curioso lembrar que, para poder publicar em 1847, Emily utilizou um pseudônimo masculino. Mais um motivo para minha profunda admiração.

Não consigo precisar do que mais gosto neste romance. Se é o drama que se sente em cada palavra, por mais simples que seja, se a forma quase impossível como tudo se encaixa tão perfeitamente, ou se o fato de fugir daquele tipo de romance comum e meloso onde no fim tudo sempre dá certo. Algo, inexplicável se deu quando li esse livro e o encanto persiste até hoje. Por mais que eu leia, sempre acabo retornando ao Morro dos Ventos Uivantes, suas citações grandiosas e seus personagens tão bem trabalhados.

Heathcliff é, sem sombra de dúvidas, meu personagem favorito não só deste livro, mas de todos que já li até então. Seu caráter e sua história foram tão magistralmente trabalhados que mesmo com suas atitudes mais cruéis e revoltadas, se torna impossível sentir raiva dele. É daqueles tipos de personagens que não se esquece jamais. Cuja força e grandeza os tornam memoráveis. Catherine, ainda que tão grandiosa quanto Heathcliff, nos inspira um ódio quase colossal por culpa de sua forte, mas indecisa personalidade. O clima mórbido da casa localizada num morro eternamente açoitado por ventos uivantes é o ingrediente que faltava para completar as terríveis e apaixonantes cenas desse romance tórrido e obsessivo.

Emily quebra muitos clichês românticos da época com esse livro e deixa embasbacados os ingleses acostumados com o formato esquematizado do romantismo piegas. Acho que também por isso, esse livro tornou-se de imediato, meu favorito hoje e sempre. Não sei se algum dia será possível superar toda essa magnitude do romance de Brönte. E eu poderia ficar aqui citando dezenas de lindíssimas passagens. São tantos os momentos passíveis de serem julgados como emocionantes, mas de todos, a mim fica a frase utilizada em dois diferentes momentos do drama, uma vez por Catherine e outra por Heathcliff:

"Como posso viver sem minha vida? Como posso viver sem minha alma?".

Resta a mim dizer, que O Morro dos Ventos Uivantes é inesquecível, e já li o livro e assisti ao filme tantas vezes que a história me parece real. E quem poderá dizer que não o foi?
Lu 02/07/2010minha estante
Esse é um romance extremo em todos os sentidos. O que me deixou mais fascinada pela história é como amor e ódio são sentimentos tão parecidos e como eles se entrelaçam ao longo da história.
Linda resenha.


Aline Maia 20/07/2010minha estante
Essa história é fantástica! É incrível como Heathcliff e Cathy tem taantos defeitos mas o amor que sentem pelo outro é algo tão verdadeiro e puro. E é exatamente como vc falou: nesse livro o amor não é mostrado de forma superficial, algo comum hj em dia. Uma pena que Emily Bronte não escreveu outros livros ;/. Linda resenha (2)


Anie 08/08/2010minha estante
Nossa, sua resenha me deu muita vontade de ler esse livro! Foi o empurrão que eu precisava.


Renata CCS 17/10/2013minha estante
Tb fiquei apaixonada por este livro. Bela resenha!


Aninha 20/11/2017minha estante
Evelyn, amei sua resenha! Apenas me deixou curiosa quanto à sua versão favorita adaptada ao cinema!

Achei todas as que assisti (acho que assisti todas) profundamente diferentes do livro...


Evelyn Ruani 01/03/2018minha estante
Obrigada meninas, pelos elogios, mas o mérito é todo desse livro maravilhosos!!! Aninha, minha versão favorita adaptada para o cinema é com a Juliete Binoche e Ralph Fiennes!!! Amo!!! E acho que foi a que mais se aproximou ao meu ver. Mas nada é capaz de superar a grandiosidade deste livro! Bjos




Thais 08/01/2011

Decepcionante.
Sinceramente, na minha opinião, o livro não vale a fama. Por ser um clássico da literatura inglesa, acredito que muitas pessoas fazem boas críticas para não serem taxados de diferentes,mas para mim, o livro é muito ruim,a estória é cansativa, além de não ter um bom desfecho. Minha opinião. Cada um tem a sua!
Amanda H 02/12/2012minha estante
Obrigada por alguém ver o quão ridículo e sádico é esse romance. Inúmeras descrições, pouca história de amor, apenas algo doentio e possessivo.
Melhor resenha de todas.


Douglas 02/04/2015minha estante
Nota-se que a imensa maioria das pessoas que não gostaram do livro são leitores assíduos de Crepúsculo..


Nanda 13/07/2015minha estante
Concordo com você, Thais. Ainda estou tentando entender o porquê desse livro ter virado clássico.
Realmente o enredo é cansativo, gira sempre em torno de vingança, maldades, amarguras e esquisitices. Também achei o final péssimo.


Aria 07/08/2017minha estante
Concordo com muitas opiniões daqui. E diferente da imensa maioria que não gostou do livros e são leitores de Crepúsculo, eu nao gosto dessa saga e não gostei deste livro.


Gisele.Pavellegini 30/07/2019minha estante
Tragam um prêmio para esta mulher. Que livrinho chato, leitura cansativa. Concordo com vc, acredito que a maioria diz que gosta pra se enturmar.




John 30/01/2011

A maior história de amor...
Emily Brontë era fiha de um sacerdote. Ela cresceu num lugar afastado da Inglaterra, não gostav de viajar. Quando saiu de casa, ficou doente. Nunca se casou e morreu aos 30 anos de idade. Publicou um romance por pseudônimo, uma das obras mais chocantes da literatura inglesa. Quando realizou sua primeira publicação em 1847, criou turbulentos protestos, é conhecido como um dos livros mais ultrajante já publicado, um crítico disse que deveria ser queimado. O agitado protesto só ganhou força quando a segunda edição foi publicada e a identidade da autora foi revista por ser filha de um pastor, do oeste de Yorkshire. Como a filha e um pastor criou tal ameaça a sociedade civilizada, como Heathcliff? Um anti-herói impulsionado por paixão carnal e vinganças e ao invés da respeitável heroína da época vitoriana, ela criou uma mulher casada, que perambulava pela charneca de pijamas como desejos pelo seu amor. O público leitor estava escandalizado, em choque. Porém o livro nunca deixou de ser publicado e Emily criou um dos maiores romances da literatura universal: O morro dos ventos uivantes.
Gregory 05/01/2013minha estante
Realmente é uma linda história de amor. Achei meio curioso o modo que Emily escolheu para narrar a história, mas ainda sim ela conseguiu transmitir o sentimento de um genuino romance.


John 05/01/2013minha estante
Emily escreveu e uma forma diferente para a época. Os leitores eram acostumadas a personagens com valores. Então Heathcliff e Catherine foram chocantes para a época onde uma mulher tinha que ser recatada e os homens serem honrados cavalheiros, além de que ela misturou amor com ódio de uma forma surpreendente.




Clara 12/01/2011

Decepção
O acréscimo de O Morro dos Ventos Uivantes à minha lista de livros desejados não tinha outra razão que não a sua fama. Depois de tanto ouvir falar do romance desesperado, de Catherine e Heathcliff, do clássico livro, minha ansiedade pela leitura nasceu só para me decepcionar logo de início.

Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que, em nenhum momento, falo da escritora em si. Apesar do desgosto pelo livro, soube apreciar bem as descrições de Emily Brontë e sua escrita impecável. O livro não me prendeu muito no começo, mas se tivesse dedicado mais tempo à ele, tenho certeza que teria lido bem mais rápido.

Vamos, então, ao que interessa.

Terminei-o há dois dias, mas ainda estou me perguntando de onde alguém tirou a ideia de que esse livro é um romance. Todas as frases expeliam ódio, vingança e outras centenas de sentimentos totalmente contrários ao amor. Aliás, para mim, o que Catherine e Heathcliff sentiam um pelo outro não podia ser chamado disso. Era uma obsessão esquisita e desesperada. (Não é à toa que a Bella se identificava tanto com o livro.)

Mas isso foi um dos pormenores. O livro já me desencantou no começo, ao perceber, que era contado por alguém de fora. Não por um narrador oculto, nem em primeiro pessoa, mas por alguém que nem sequer estava lá quando tudo aconteceu. Achei estranho, mas prossegui. Veio, então, outra surpresa: Heathcliff não era só grosseiro. Ele era grosseiro, mesquinho, estúpido, odioso e sem escrúpulos. Mesmo com toda a sua história, nada justificava seu jeito de ser. E, daí, o motivo que quase me fez desistir de seguir em frente com a leitura: o livro, que começa praticamente contado do final, antes mesmo da história verdadeira ser narrada, já fala da morte de um dos personagens mais importantes.

Sou persistente e, mesmo com todos os motivos para voltar atrás, continuei. Estava já confusa com a quantidade de informações sem explicação, mas comecei a entender quando a Sra. Dean, governanta da Granja dos Tordos, onde o Sr. Lockwood, inquilino da casa de propriedade do Sr. Heathcliff e narrador principal, começa a contar a história dos Earnshaw, Linton e do Heathcliff desde o início, já que cresceu com eles e esteve presente durante todo o enredo.

A história, então, volta para a infância de Catherine Earnshaw e seu irmão, Hindley, no Morro dos Ventos Uivantes, quando o pai dos dois aparece em casa com um menino sem nome nem precedentes, a quem passa a chamar de Heathcliff. O garoto se torna o favorito do Sr. Earnshaw e ganha a afeição de Catherine, uma menina teimosa e indisciplinada, e o ciúmes de Hindley.

O irmão da menina evitava maltratar Heathcliff devido à adoração de seu pai por ele, mas quando o senhor da casa falece e Hindley torna-se o patrão, o cigano vira criado e sofre nas mãos do mais velho dos Earnshaw. Mesmo assim, não perde a amizade de Catherine, por quem é apaixonado, até que ela passa algum tempo na casa dos Linton e recebe a atenção dos irmãos Edgar e Isabella.

Edgar se apaixona por Catherine, que mudou completamente após a hospedagem na casa da Granja dos Tordos. Agora comporta-se como uma mulher educada e está sempre na companhia dos Linton, fazendo crescer em Heathcliff um ciúmes descomunal.

O enredo é grande e, como eu disse antes, não parece nem um pouco um romance. Você tem um pouco de Catherine e Heathcliff, mas após crescerem, todos eles se casam, um por um, e a história volta-se um pouco para os descendentes.

Apesar de todo a ruindade de Heathcliff, o que me deixa perplexa mesmo é o comportamento de Catherine Earnshaw. Egoísta e egocêntrica, a garota não me dá nenhum motivo para gostar de seu personagem do começo ao fim da história. Até mesmo Hindley muda meu pensamento, de quem, no final, chego a sentir pena. Os Linton me irritaram bastante com sua fraqueza e seu jeito mimados, mas se redimiram ao fim da história, me fazendo até gostar deles.

Então, veio a “segunda geração”. E admito que senti pena de maior parte deles. Não gostava nenhum pouco de Linton Heathcliff, mas pude entender o que o tornou tão chorão e amargo. Catherine Linton era outra mimada e chatinha, mas não posso dizer que não gostava dela.

O único personagem que, estranhamente, gostei do princípio ao fim (excetuando-se a Sra. Dean) foi Hareton Earnshaw, filho do Hindley. Ele era desbocado e rude, a imagem perfeita de Heathcliff, que o influenciou desde sua infância, mas não conseguia deixar de acreditar que ele mudaria.

Apesar da boa escrita, certa criatividade e ótimas descrições de Emily Brontë, acredito que O Morro dos Ventos Uivantes, para mim, foi uma perda de tempo. Chegando à metade da história, quase corri para terminar, porque chegava a não me sentir bem enquanto lia, tamanha era a agonia que senti com o sofrimento e ódio descritos no livro.
Thamires 16/02/2014minha estante
Exatamente isso!!




Jefferson Fernando 28/02/2010

Classíco da Literatura universal, uma obra sensacional. Mostra-nos como o amor pode, em certas pessoas, pode dexá-la psicopata. Vale muito a pena ler.

Porém vai o meu apelo: NÃO ENTRA NA MINHA CABEÇA QUE ALGUÉM VAI LER ESSE LIVRO SÓ POR CAUSA DA PORCARIA DA SÉRIE CREPÚSCULO!!! ESSE LIVRO É UM CLÁSSICO: ELE É BOM EM SI MESMO, NÃO POR CAUSA DAQUELA PORCARIA DE SÉRIE, QUE VAI EM POUCO TEMPO SER ESQUECIDA.

Viva a boa leitura!
Jonara 29/03/2010minha estante
Pense pelo lado positivo... a pessoa vai ler um bom livro por causa de um best seller tosco.

Quem sabe isso não desperta o gosto pela boa literatura?


leonardo 14/09/2010minha estante
Note que a imensa maioria das pessoas que não gostaram do livro são leitores assíduos da Estefânia do Méier.


Marina 21/11/2012minha estante
Qual o problema de uma leitura puxar outra? não entendi sua indignação.
Vc podia ter feito uma resenha boa fazendo elogios ao Morro dos Ventos Uivantes e não criticando uma série de livros que na verdade não tem nada a ver com a historia em questão.
Quem le Stephenie Meyer pode muito bem ler outros livros... é coisa de gente idiota achar que não.


Aline Stechitti 09/12/2012minha estante
Acho o contrário, na vdd penso q a única, mas única coisa boa mesmo de crepúsculo (cérebro, me perdoe) é influenciar a leitura desse clássico. O ruim é q pirralhinhos vem aqui e em outros sites e detonam o livro pq esperavam q fosse outra versão de crepúsculo ¬¬ aff




Amanda 08/01/2011

Comecei a ler esse livro por causa da Stephenie Meyer. De tanto ela citar o livro, fiquei curiosa imaginando que seria o melhor livro do mundo. Ilusão. É um livro mto chato. Catherine causa toda a confusão e ainda se faz de vítima. Heathcliff não tem o mínimo de escrúpulos. Edgar Linton é o melhor personagem. Ele é que soube mostrar melhor do que os personagens principais o que é o amor. Isabella Linton é uma boba que acredita que é amada e aprende mto tarde que Heathcliff só usou ela. O filho da Isabela, Linton, é um pasmaceiro. Se eu pudesse, eu mesma mataria ele e acabaria de uma vez por todas com a sua doença. Cath, filha de Catherine com Edgar Linton, só tem idade, pq tem a mente de uma criança e aprende mto tarde que o pai a ama mais que tudo. RESUMINDO: O livro é péssimo!! Tô a um mês lendo ele. Não compraria de novo, não dou 5 estrelas e acho que o livro só tem fama, pq ele nem tem tantas frases bonitas assim.


Luiza Machado 13/01/2010

Numa região isolada e misantrópica do norte da Inglaterra, o cigano Heathcliff é adotado pelo Sr. Earnshaw, o patriarca da família. Eu tenho o palpite de que talvez ele fosse um filho bastardo do Sr. Earnshaw. Quem sabe? E também acho que a mãe de Catherine e Hindley Earnshaw morreu de desgosto, ao saber.
Alguns personagens selvagens demais, talvez humanos demais, no pior sentido da palavra. Não são perfeitos, nem heróis. Seus sofrimentos se devem à sua própria imprudência e à sua irresponsabilidade, sendo uma das poucas pessoas sensatas do romance, a narradora e criada Nelly Dean. Outro personagem bastante ''normal'' é Edgar Linton, que assim pode ser considerado por ser o mais bem-educado e também por ter se mostrado, ao passar pelas mesmas provações que seu cunhado, Earnshaw, ter conseguido suportar a situação e agir da melhor maneira possível.
Meu personagem preferido é Hareton Earnshaw. Ele é um Heathcliff melhorado e eu não acho que o livro tenha um final ruim ou triste. É um final perfeito.
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Aline Stechitti 12/07/2013

Agora eu entendo porque alguns fãs de crepúsculo detestaram esse livro
Emily Brontë - 313 páginas - Abril Cultural

Incrível. Esse livro é mto bem escrito, seus personagens são muito humanos, muito reais, quase palpáveis! Não tem mocinho nem bandido, não tem utopias, amores, sonhos, besteirol adolescente, fofuras românticas... É um livro muito direto, rude e verdadeiro.

A história:
Primeiramente, ela se passa em 1801, com a chegada do Sr. Lockwood ao Morro dos ventos uivantes (e é ele quem narra a história em alguns momentos) para pedir repouso, já que está impossível passar pela neve. Este homem se intriga com a "família" hostil q o recebe, liderada por um homem muito estranho e mal educado (Heathcliff) e fica muito curioso em descobrir o mistério q o cerca.

Depois de ficar no Morro, o viajante aluga a Granja, um pouco adiante, mas ainda dentro da propriedade. Lá ele conhece Helena, ou Nelly, como é chamada, e enquanto está doente, pede a ela q lhe conte sobre as estranhas pessoas que moram no Morro dos ventos uivantes já q ela morou a vida toda ali. É quando a história passa a ser narrada por ela q volta bem no início, quando o dono de tudo aquilo ainda era uma criança.

Bom, são tantas coisas q acontecem que não dá p fazer um resumo, mas posso dizer que são passadas duas gerações nessa história. Primeiro a vida dos pais e depois a dos filhos. São muitas brigas e "amores" mal resolvidos que resultam em uma vingança intensa e cruel por parte do nosso anti-herói Heathcliff, personagem principal do livro. Ele é uma pessoa desprezível, mas talvez tenha seus motivos. Seus sofrimentos são numerosos e ninguém sabe como foi sua vida antes de ser adotado! Ele é um mistério.

Como disse no título, agora eu entendo porque alguns fãs de crepúsculo detestaram esse livro. Ele não é um romance! Não é nem de longe um livro sobre amor e acredito que seja o maior erro de quem começa essa leitura. Ele é um livro sobre vingança e loucura! Não é fofo, não é romântico, não é bonitinho. Os personagens principais não são p vc se identificar, ter peninha, chorar ou torcer! Eles são em sua maioria, terríveis!

Sei que tem uma edição da Lua de papel que faz referência a Crepúsculo com uma capa gótica e dizendo coisas sobre um "amor que nunca morre".
Aff...
Primeiro, eu achei ridícula essa edição e tenho pena de quem a leu.
Segundo, O morro dos ventos uivantes não tem absolutamente NADA de parecido com Crepúsculo e me irrita muito algumas resenhas que li aqui onde verdadeiras crianças dizem coisas como "Ah, não gostei, não é nem um pouco romântico", Ah, esse livro só ficou famoso por causa da Stephenie Meyer", "Ah Crepúsculo é lindo, Morro dos ventos uivantes é horrível"...

Fala sério!!!

Eu tive azia com essas resenhas! Se a pessoa não tem uma mente suficientemente inteligente para ler um livro clássico, vai ler um gibi da turma da mônica pow! Ou vai ver novela da globo! Ninguém merece ler idiotices como essas de crianças q ficam denegrindo uma obra monstruosa como essa pq não tem capacidade mental de entender o que é uma obra de arte!

(ok, momento desabafo, voltemos ao livro...)

Bom, ao final da leitura eu me achei um tanto intrigada com Heathcliff. Não sei se tudo q ocorreu foi pq ele enlouqueceu por perder a única pessoa que já amou na vida, ou se queria se vingar de todos simplesmente porque não conseguiu ser feliz. Ainda me pergunto o que aconteceu com ele ou se simplesmente era essa sua natureza.

Seria ele um demônio? Um ser maligno encontrado por um homem bom e colocado no seio de sua família sem esperar que esse seria uma desgraça q destruiria tudo ao seu redor? Ou quem sabe um vampiro como Nelly se perguntou? Ou um lobisomem?
Bom, delírios a parte, ele é um mistério cruel e medonho. Um tipo de criatura q permaneceu enigmática em um dos maiores clássicos da literatura.

É, eu sei q muitos podem detestar essa história por ela ser cheia de gente má, traição e sentimentos ruins, mas as pessoas esperam coisas dos livros qdo na vdd não se deve esperar nada de um livro. Um livro deve ser degustado com a mente livre. Se vc espera um romance em "O morro dos ventos uivantes", é claro q vai terminar odiando-o pq ele não é romance. Ele é um tipo de lenda sinistra e não é todo mundo q gosta de uma lenda sinistra. O que me revolta é falarem mal desse livro por estarem esperando um romance cheio de momentos "awn" quando ele não tem nada disso.

Bom, eu recomendo muito esse livro. Muito mesmo. Ele é incrível. Teve momentos em q eu estava lendo e qdo alguém me chamava eu sentia q estava sendo puxada de súbito de outro mundo e aquilo me agonizava. Os personagens parecem palpáveis. O lugar parece um sonho, um pesadelo e te suga pra dentro dele... Ah, é indescritível. De tão bem escrito ele se torna extremamente real.

site: http://alinestechitti.blogspot.com.br/
Aline 10/09/2013minha estante
Me apaixonei por o personagem Heathcliff.
Intenso, apaixonado e cruel.
Quanto mistério.


W Pereira 23/05/2014minha estante
"Segundo, O morro dos ventos uivantes não tem absolutamente NADA de parecido com Crepúsculo e me irrita muito algumas resenhas que li aqui onde verdadeiras crianças dizem coisas como "Ah, não gostei, não é nem um pouco romântico", Ah, esse livro só ficou famoso por causa da Stephenie Meyer", "Ah Crepúsculo é lindo, Morro dos ventos uivantes é horrível"...". Ri muito com sua resenha, excelente!!

OBS: daqui a 50 anos, Morro dos Ventos Uivantes ainda será lido, lembrado e recomendado, já 50 Tons de Cinza será 50 Tons de Poeira esquecido na prateleira do fundão.
Alguém passará pela prateleira e perguntará: sobre o que é este livro? E a bibliotecária avisará com o dedo indicador em riste fazendo cara de brava que não é um livro, trata-se de uma "paródia escrita" baseada em um filme que também não é um filme e sim uma outra paródia cinematográfica de um verdadeiro livro drama gótico chamado "Drácula" de Bram Stoker!

Então este alguém, já jogando o livro, digo à paródia na prateleira idagará decepcionado: e o que esta porcaria de paródia da paródia faz aqui que ainda não foi queimada?
A bibliotecária, ajeitando os óculos com a ponta do mesmo dedo indicador responderá agora resignada: bom, há 50 anos quando os estratégicos empresários do setor editorial resolveram criar um engodo literário para vender como literatura ao grande público (a massa) este livro, melhor, esta paródia foi lançada para ganhar uma grana alta, e ganharam! Hoje deixamos esta porcaria na prateleira para alertar jovens leitores da tentativa traiçoeira de assassinato moral que a literatura sofreu no passado para que nunca mais se repita tal tragédia!

Triste, mas engraçado...rs!


Jordan 01/11/2016minha estante
kkkkkk Eu gostei muito da crítica aos fãs de Crepúsculo. Vi uma resenha de um cara cult no youtube sobre esse clássico, só ouvi absurdos: Emily Bronte não soube explorar os conflitos das personagens, só há violência gratuita sem explicação, e a pior de todas foi quando o resenhista afirmou isto: acho que por Emily Bronte ter sido uma jovem tímida e não ter tido tanto contato com a sociedade ela não soube analisar a natureza humana! Eu via resenhas dele, mas de depois dessa perdeu meu respeito total.




Mandark 24/01/2010

Belíssimo!
É um livro extremamente verdadeiro e acima de tudo 'humano'!
Não é um livro com finais felizes, nem têm personagens típicos, simples de serem classificados ou encaixados em padrões.
Gosto dele por vejo nas atitudes de Heathcliff e Catherine, Hareton e Cathy aquilo que muitas vezes desejei dizer, fazer, vivenciar... Deixar transparecer todos os sentimentos que se acumulam e que muitas vezes não deixamos que apareçam... Amor e ódio em igual intensidade... Inveja, ganância, egoísmo... Vingança, morte... Tudo presente e apresentado num clima sombrio e carregado, mas com verdade.
Um livro que apresenta as pessoas e seus conflitos como eles são de verdade, mostrando que ninguém é integralmente bom. Todos temos defeitos, e alguns deles acabam por moldar nossos destinos, definir as atitudes e escolhas que nos guiam para um futuro muitas vezes incerto, cheio de remorsos e dúvidas.

A única obra da autora Emily Brontë, trás em si traços que me marcaram desde a primeira vez que o li há mais de uma década.

Indico-o para ser lido com calma, desfrutando dele as enxurradas de emoções que ele emana com grande intensidade.
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rawel 27/04/2010minha estante
Sua resenha me deixou com ainda mais vontade de ler!




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