Belo mundo, onde você está

Belo mundo, onde você está Sally Rooney




Resenhas - Belo mundo, onde você está


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Amanda Azevedo 18/09/2021

real e honesto, como a autora sabe ser.
Terceiro romance publicado pela autora e gostei da experiência de leitura de todos eles. Se precisasse elencar, o favorito entre os três seria o “Pessoas normais”, acredito e, na sequência, “Belo mundo, onde você está”.

Gosto muito da forma como a autora constrói seus personagens e suas questões que, pra mim, soam honestas, válidas, reais. Nesse livro, as questões políticas que nos outros apareceram de forma sutil, se evidenciam, mas de forma coerente, pertinente, que se encaixa à vida dos personagens.

Aliás, essa é uma característica que continua: os livros da Sally são sobre PESSOAS. Pessoas adultas e suas questões em seus processos de amadurecimento. Seus amores, amizades, traumas, medos, vontades. Não espere grandes reviravoltas, acontecimentos marcantes.

"É esquisito, porém talvez mais importante do que nos entendermos seja nos amarmos ainda assim."

Ela escreve sobre o desenrolar da vida de todos nós. Sobre nossas escolhas diárias que, às vezes, temos como irrelevantes, mas isso é a nossa vida, é o que temos, é o que nos transforma. As ‘pequenas’ escolhas feitas dia após dia.

Além do meio social e político ao qual estamos inseridos, é o amor, amizade, sexualidade, trabalho, religião - ou a ausência dela - que nos fazem ser quem somos. A forma como nos vemos, vemos o outro, vemos a vida.
Débora 18/09/2021minha estante
Amei a resenha!?




Michelly 19/09/2021

raso.
Livro entediante, com personagens banais. O enredo tenta, em uma troca sem fundamento, incessante de e-mails, manter uma espécie de ensaio crítico, mas no todo é tão raso quanto um pires.
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Leninha 10/10/2021

Poderia se chamar Pessoas Normais ou Conversas entre amigos
A autora estabeleceu um estilo, acho que provavelmente quem gostou de um gostará de todos os livros da autora. Esse livro tem literalmente a cara da autora, seus pensamentos e sentimentos mais nítidos do que nunca. Não é um livro sobre acontecimentos e sim sobre pessoas, sobre a construção de personagens complexos acima de tudo. Quem quiser ler embarcará numa conversa com a autora, não espere algo grandioso, espere o normal acima da média.
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Arthur 12/09/2021

perfeito
tenho que falar que minha expectativa tava muito alta pra esse livro, assim como os dois outros livros da sally, eu amei a experiência de leitura e o enredo criado.
eu acho q esse é o mais maduro e que mostra a evolução dela como escritora e romancista, amei os capítulos de pensamentos aleatórios sobre assuntos diferentes (e importantes) do mundo e como ali claramente ela usou pra expor grande parte da sua opinião pessoal, deu um toque sensível no livro e abriu minha mente a pensar em questões que eu nunca tinha refletido sobre.
amei q ao contrários dos outros 2 livros, nesse ela resolveu da um final fechado pra história, e foi perfeito. fiquei feliz e preenchido.
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Flora Airbender 16/09/2021

E pensar que Pessoas Normais foi meu último livro favorito
Esse livro narra o cotidiano de 2 amigas, Eileen e Alice, e em alguns momentos Simon e Felix tem foco. O narração é tipo "fulano suspirou como se estivesse cansado" fazendo o leitor sentir que tá observando os personagens e que não sabe tudo sobre eles. Isso é até interessante mas não funciona no texto todo. Em alguns trechos o narrador entrega totalmente o que tá passando na cabeça do personagem.

No começo a trama parece boa mas lá pra metade começa a cansar. Nos 80% passei a ler por alto porque perdi o interesse pelos personagens.

Como Alice e Eileen moram longe uma da outra elas conversam por e-mails (coisa antiquada kkkk). O livro intercala um capítulo de dia-a-dia e outro de e-mail de apenas uma delas. Nesses e-mails as criaturas reclamam da vida e falam sobre tudo: comunismo, idade do bronze, sexo, beleza, desigualdade social, etc.  Essa parte é que deveria fazer jus ao titulo mas não faz. Não vi ao longo do livro justificativa pra elas terem uma visão de mundo tão "niilista", o que faz as duas parecerem arrogantes e ingratas.

Eileen é parecida com Marianne de Pessoas Normais por causa da sua família ruim e a amizade colorida com Simon. Acho que é a personagem com melhor construção. O únicos traços de personalidade de Simon são ser católico e ser amigo de Eileen hahaha. A relação dos 2 é até interessante mas depois de um tempo enche o saco. E Eileen é ateia, isso deveria causar um embate entre os dois o que não ocorre.

Alice se diz bissexual mas quando conta sobre antigos relacionamentos/ atração é por pessoas do gênero oposto. Ela já foi internada mas a história não se aprofunda em doenças mentais e não explica direito o que aconteceu. E até certo ponto da história não se sabe nada de sua família. Ela se apaixona por Felix que é o personagem mais irritante. Ele é o que mais tem personalidade mas o jeito como ele interroga e critica todo mundo sem conhecer é insuportável. Em alguns momentos ele chega a fazer "joguinhos" com Alice que chega a ser abusivo. Mas o enredo não se aprofunda nisso e o relacionamento deles não é colocado como abusivo. Pelo menos a bissexualidade de Felix foi colocada de maneira correta, ele fala sobre atração por homens e mulheres e chega a se interessar por um cara.

O livro tenta ser filosófico e falar sobre as adversidades da vida contemporânea mas não tem plot suficiente pra isso. Os personagens são branquelos, cis, saudáveis, sem problema nenhum na vida mas que cismaram que são infelizes ?
-K 03/10/2021minha estante
Mds, quero ler, mas tenho a impressão de vou ter a mesma opinião que vc kkkkk




Gio 25/09/2021

não gostei, assim como não gostei de pessoas normais
Gosto de fazer leituras que agregam algo para a minha vida, e apesar desse livro conter alguns diálogos interessantes, achei os personagens muito chatos e superficiais, iguais aos do outro romance da autora.

Não consegui gostar da história, e o estilo de escrita dela não colou muito bem comigo, e uma característica da autora é não gostar de plots twists kkk começou chato e terminou chato
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Mariana 03/10/2021

Sally sempre sensata!
Belo mundo foi aquele misto de emoções típicos de quando eu leio Sally Rooney - uma hora eu fico sem paciência com os personagens e em outro quero proteger eles de todo o mal. Eileen e Simon especialmente.

Encerrei o livro com a ideia de como a nossa vida pode ser bela quando permitimos que ela seja assim. Quando permitimos que coisas boas aconteçam com a gente - e como isso é difícil, né? Se achar merecedor(a) de felicidade, de ser amado(a). Dá um trabalhão tentar ser feliz, tentar enxergar beleza em um mundo cada vez mais caótico mas acho que a vale a pena tentar, né? :)
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Vic 12/10/2021

Sally Rooney nunca decepciona
Para quem gosta do estilo de escrita da autora, esse livro é um prato cheio. Belo Mundo, Onde Você Está é repleto de reflexões sobre os mais variados tópicos: religião, capitalismo, o futuro da sociedade, relações humanas, trabalho etc.

Dá para perceber que, em certos momentos, a historia toma um tom autobiográfico, com reflexões sobre o mercado editorial e a vida como romancista, quase como se a autora quisesse falar diretamente com o público.

Excelente. Mal posso esperar para o próximo lançamento. ?
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Amands 01/10/2021

personagens intensos
esse foi o lançamento que eu mais aguardei esse ano!!!
amo a sally e acho que ela escreve histórias reais e esse livro é exatamente sobre isso: pessoas reais vivenciando seus traumas, medos, fracassos e sonhos.
de modo geral gostei da história mas posso dizer c todas as letras que não suportei o personagem felix sorryyyy
também não sei se curti muito a dinâmica dos e-mails, talvez por isso a minha nota não tenha sido mais altas?? n sei?
o jeito que ela abordou a pandemia nos capítulos finais ficou incrível!

enfim, é isso (continuo cadelinha da sally)
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Renata (@renatac.arruda) 23/09/2021

Sally Rooney é o momento e esse foi meu primeiro contato com a literatura dela. Como acontece com qualquer autora ou autor muito lido e comentado, havia uma certa expectativa misturada à desconfiança a respeito do que eu encontraria. O hype, muitas vezes, mais atrapalha do que ajuda.

O que eu encontrei foi algo muito bem definido pelo autor Stephen Marche como "escrita da pose": um estilo de escrever e um olhar para a vida e as relações humanas que envolve ansiedade social e desprezo, o que deixa todos os escritores contemporâneos muito parecidos entre si, ao ponto de você poder pegar o trecho de um livro da Otessa Moshfegh (Meu Ano de Descanso e Relaxamento), por exemplo, e um de Rooney e não saber diferenciar as autoras, porque não há uma voz forte e específica. Arrisco dizer que também é o caso de alguns autores brasileiros que procuram retratar as angústias de jovens adultos de classe média a alta que vivem nos grandes centros urbanos.

Marche diz ainda que essa é uma geração de autores que parece ter abandonado as experimentações com a linguagem para tentar sempre escrever a coisa certa. E foi exatamente essa a impressão que tive: é tudo muito certinho, engajado, politizado, mesmo quando os personagens são falhos e detestáveis. Assim, eles se tornam apenas pessoas pretensiosas, que sempre têm uma sacadinha inteligente dentro da manga, e bastante entediantes. É notável, por exemplo, que a escritora Alice é um alter-ego de Rooney, tão infeliz com a própria fama que acaba querendo se anular completamente. No fim, é um livro que se leva tão a sério que não há espaço para a leveza, o humor ou mesmo o incômodo e a controvérsia. É intelectualmente superior, mas profundamente banal.

E talvez seja por isso mesmo que é tão fácil se identificar em vários aspectos com os personagens: fala de uma geração muito qualificada que encontrou um planeta em ruínas e sofre a angústia de se sentir emocionalmente solitária e com dificuldades de ascender profissionalmente -- e mesmo quando ascende, não encontra sentido nisso. É um bom livro pra passar o tempo, e até refletir um pouco sobre a própria vida, mas nada muito marcante.
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cams 07/09/2021

mediano?
estava com altas expectativas pra esse livro já que ?normal people? e ?conversas entre amigos? foram dois livros da autora que eu amei. mas pra tudo uma primeira vez, né? o livro é bom, mas a história não é isso tudo, talvez até por eu ter lido os outros livros dela? quem sabe se ele tivesse sido minha primeira leitura da sally a experiência fosse diferente. a coisa boa é que eu achei o início desse muito mais desenvolvido, me prendeu mais e gostei da dinâmica de troca de e-mails entre as amigas (embora os assuntos sejam bem aleatórios). recomendo terapia urgente para todos os personagens rs! o fim não é dos meus favoritos e vai por um caminho diferente do que a sally fez nos anteriores.
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Gabrieli 10/09/2021

Sally aqui fez o impossível para muitos millennials, amadurecer.

Seu livro mais diferente comparado aos outros lançados, aqui o poder de Sally, que muitos sempre falavam e eu não conseguia enxergar, brilha.

Assim como seus outros livros, é um livro sobre seus personagens e não acontecimentos. Aqui ela narra belamente sobre questões de vida, a obsessão da sociedade com pessoas famosas, amizade e sexo. Afinal, se o mundo está acabando, por que no final de tudo isso a gente se preocupa mais com nossas relações ao nosso redor? Por que se relacionar, é a única forma talvez de conseguir aguentar cada dia e aqui Sally mostra com maestria como ela entendeu isso.

Quanto mais o tempo passa, mais as questões de religião, amor e ter uma família se tornam partes principais de nossas jornadas da vida adulta e esse foi um dos meus pontos favoritos tocados no livro, a angústia desses personagens, a pergunta de é só isso? São coisas que me acompanham e me assombram.

O final deixa claro, viver com pessoas que amamos e respeitamos, é esperançoso. O mundo está acabando, mas nossas conexões são necessárias e fundamentais para o nosso dia a dia.
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Ailton Santos 02/10/2021

A vida da gente dentro de um livro
A Sally Rooney tem o poder de fazer eu me identificar com todos os seus personagens e os seus dilemas cotidianos da vida.
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mari 20/09/2021

O vazio existencial depois de terminar um livro da Sally Rooney, talvez seja um dos meus sentimentos favoritos do mundo.
As expectativas estavam altas para esse livro, a escrita da Sally sempre foi algo que me atraiu muito, sou suspeita para falar sobre qualquer livro dela, já que são os meus favoritos da vida.
Mas "Belo Mundo Onde Você Está" talvez seja o livro mais verdadeiro sobre amizade e amor que já li, e traz algumas lições que espero levar para toda vida.
É típico da autora, escrever personagens que incomodam, não? A maioria deles, dá vontade de sair 5 minutos no soco, mas por serem pessoas normais e que (talvez) possamos projetar em alguns conhecidos. A única coisa que não gostei, foi a falta de desenvolvimento dos personagens masculinos, principalmente do Simon. Porém por outro lado, algumas vezes podia me sentir dentro da cabeça da Eileen ou Alice.
Meu quote preferido do livro foi: "E quero isso - provar que a coisa mais normal nos seres humanos não é a violência ou a ganância, mas o amor e o cuidado."
Ai ai, Sally Rooney, maldito o dia que você foi alfabetizada.
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