A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


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Vanessa bibliotecária 08/09/2015

zzz
Entediante.
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Samantha 19/09/2009minha estante
concordo absolutamente com vc, e ainda digo q não só não vi fundamento no q ela escreveu como cehguei a sentir náuseas (literalmente) com esse com esse livro.



tbm sou adepta da corrente: não leio mais, um outro começava com um maldito monólogo sobre um ovo.... , vá..... desculpe.... me empolguei.. rs


Luciana 23/01/2010minha estante
mas a propria Clarice disse que não era um livro fácil. Em uma entrevista ela disse que um professor universitário leu diversas vezes e nao entendia o livro, mas uma fa adolescente o amava e era seu livro de cabeceira.



As vezes, para ser honesta, acredito que todo livro tem seu momento certo em nossa vida. Se eu fosse ler machado de assis ou alvares de azevedo na adolescencia acredito que nao teria gostado e entendido ele, mas ao ler mais madura, anos depois, consegui entender melhor. Tem coisas que so quando temos a maturidade certa pra aceitarmos. Acho que esse livro se encaixa aqui tbm


Nanda 20/12/2012minha estante
Concordo plenamente com vc!
Abandonei o livro e não leio mais Clarice.
Acho os seus textos muito piegas...


Nádia C. 02/09/2015minha estante
que pena de ti... leia as outras resenhas que talvez entenderá que clarice ultrapassa qualquer entendimento. e como se a vida fosse em total compreensível e por isso você deixará de viver?


MrLimaSan 12/07/2019minha estante
"A POSSÍVEIS LEITORES Este livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada. Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente ? atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém. A mim, por exemplo, o personagem G.H. foi dando pouco a pouco uma alegria difícil; mas chama-se alegria. C. L."




bru 28/12/2013

Vou sintetizar somente a minha experiência ao lê-lo.
Cada livro é uma soma da visão do autor com a sua. A minha foi que paixões não deixam de ser infantis, mesmo a pessoas de almas formadas, e que existe um momento da vida que é necessário parar para um check out, colocar os sentimentos e a razão n'uma balança e ver o que tem de se levar e o que ficará, porque a mala que você carrega pra continuar a vida está pesada demais, ao ponto de não suportá-la, e esse peso é devido a paixão.
O que é a paixão senão ultrapassar o seu eu, se misturar noutro e não saber mais o que é você, e o que é ele?
E também aprendi, ou reafirmei, minha certeza do amor inocente. É amor quando não é amor, porque quando se diz que é algo, esse algo já não existe mais.

"Sou mais aquilo que em mim não é".
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Helena Frenzel 18/08/2014

Eis o que escrevi enquanto estava lendo: "Este livro é tão intenso que só estou conseguindo ler capítulo a capítulo, bem devagar, como se cada capítulo fosse uma iniciação para o próximo. Ele me suga, cada palavra diz muito, cada frase é um mar de sentidos, um mergulho muito bom."

Outro título de Clarice que, para mim, tem como pedra fundamental a surpresa. Portanto, se você tem a edição impressa deste livro NÃO LEIA A ORELHA de José Castello antes de ter lido o texto original, pois ela revela um dos pontos máximos do livro e tira do leitor o prazer de descobrir a narrativa por si só. Ainda bem que eu tenho o hábito de ler primeiro o texto original e só depois, os complementos.

Esse livro não me proporcionou uma experiência de leitura fácil, e não pude lê-lo de uma vez só. Mesmo que tivesse tido o tempo requerido, senti várias vezes necessidade de fazer uma pausa porque o texto consome muito a energia do leitor (foi essa a minha impressão). Não que seja um texto difícil, porém é um texto enigmático e profundo, não foi à toa que Clarice pediu logo no começo a possíveis leitores que lessem esse livro como pessoas “que sabem que a aproximação do quer que seja, se faz gradualmente e penosamente – atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém.” E que por isso ela “ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada”. Não sei se sou uma pessoa assim, de alma já formada. A história me fez lembrar Kafka e não deixa de ter como fundo um tipo de metamorfose (a transcendência), tanto para a autora quanto para os possíveis leitores e para a personagem G.H.

Para dar uma idéia de como fiz esta leitura, comecei num bom ritmo, o qual foi diminuindo em algum ponto lá pela metade do texto, dado que sentia a narrativa me sugando em vários pontos e a necessidade de parar para ‘digerir’. Em alguns momentos vi-me tão perdida quando a personagem, pensando aonde tudo aquilo poderia nos levar. Então chegamos a um outro ponto, antes do clímax apontado na orelha estraga-surpresas, em que a narrativa reacelerou de um modo que mesmo eu tendo de interromper a leitura por motivos externos, sempre retornava ao ponto de parada com o mesmo entusiasmo: o desejo de chegar ao final porém postergando ao máximo aquela ‘passagem’, razão que me fez chegar à última página e fechar o livro com um: “Cara, bom demais!”

Tive a impressão de que a narrativa traz muito da personagem G.H., porém muito mais da autora e suas inquietações, talvez muito sobre suas questões em relação a Deus ou à religião. Mas aqui apenas especulo. Há muitos estudos já sobre Clarice e sua obra, apenas me limito à minha experiência de leitura com esse intrigante e instigante livro.

Leia e tire suas próprias conclusões.


site: http://bluemaedelle.blogspot.de/2014/08/a-paixao-segundo-gh.html
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Rachel 15/05/2011

Tive que ler esse livro por causa de um seminário da faculdade, é uma leitura bem dificil, introspectiva, um monologo, onde a personagem GH, quando se depara com uma barata, começa a refletir sobre a vida dela, sobre tudo o q ela vive. Um livro bem complicado e que em certas partes te faz pensar e refletir sobre varios aspectos da vida.
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Leonardo 12/11/2012

A Clarice, neste livro, despe a capa de "humano" que todos nós temos, e desce para o inumano, associado a toda a forma de vida, para tentar encontrar uma explicação para as dúvidas que temos enquanto "humanos". É uma dissertação fantástica, com vários picos que nos deslumbram completamente. O humano como capa criada pelo homem para poder suportar a essência da vida. A esperança explicada como conceito criado pelo homem para poder suportar o momento presente. Etc...

Não sendo a Clarice uma filósofa, ela relata com tal profundidade metal-psicológica-filosófica a essência da vida e a essência do ser, que nós poderíamos tratar como tal.

Clarice não procura explicação para o sentido da vida, ela "apenas" o constata. Mas constata de uma forma que nos põe completamente a nu perante nós próprios.

Acho que Clarice devia ser uma leitura OBRIGATÓRIA para qualquer um que goste de filosofia, psicologia, e mesmo para quem só gosta de pensar no sentido da existência. Não por expor qualquer teoria, mas por nos fazer pensar de forma tão profunda, que, a partir daí, torna-se mais fácil interpretar as várias correntes filosóficas.
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Moo 07/07/2015

Intenso.
Um livro cheio de intensidades. Parece um parto. Um parto de si mesmo.
Não entendi muita coisa. Entretanto, senti muito.

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.
Estou desorganizada porque perdi o que não precisava?"
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Júnia Oliveira 11/09/2015

A inquietude Lispectoriana
Em A Paixão Segundo G.H. Clarice mais uma vez nos mostra uma leitura desconfortável, inquietante e intensa. Se trata do eu, das ilusões do subjetivo e dos sacrifícios em direção à consciência do eu. Digo sacrifícios pois logo no começo do livro temos: "[...] É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo." (p. 10). Estamos tão acostumados ao comodismo e ao conforto do conhecido e seguro, e no entanto, Clarice nos propõe justamente o caminho contrário.
Ela trabalha com simbolismos e metáforas uma vez que o óbvio é cego. O entrelaçamento entre a realidade externa e o eu subjetivo são a dicotomia que se faz presente durante todo o livro.
Entretanto, cada leitor fará e cada leitura será diferente. São tantos aspectos apresentados que podemos nos perder em meio a tudo isso. Mesmo assim, esse livro é incrivelmente único e unicamente incrível.
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Júlio 22/12/2018

A Paixão Segundo G.H. não é uma obra de fácil acesso, logo no início a autora ilude o leitor dizendo que este é um livro como qualquer outro, mas logo em seguida mostra qual seria seu leitor ideal: aqueles de "alma já formada".

A trama é explicada em poucas linhas: uma mulher, chamada somente de G.H., demite sua empregada, e ao se preparar para arrumar o quarto da recém exonerada se assusta perante a visão de uma barata, que acaba sendo presa na porta do armário pela protagonista.

G.H. contempla então a situação, e deduz que ao provar a gosma expelida das entranhas do inseto será possível se afastar de sua individualidade e se entregar ao nada, ao insosso e ao vazio. Não teria coragem de dizer o quão precisa é a minha conclusão da obra, porque é ai que entra a questão da dificuldade ao acesso desse livro: seu estilo.

A Paixão Segundo G.H. é escrito na forma de um longo monólogo cíclico, em que o final de cada capítulo é o início do próximo, sendo que a frase que encerra um devaneio (ou ensaio) será aquela que irá ditar o tom do próximo, me arriscaria a dizer que é possível ler essa obra começando por qualquer capítulo e seguindo em frente, ainda que o tênue fio narrativo se perca.

O existencialismo e espiritualismo são fortes na obra, as digressões sobre Deus, vida, morte, amor, carência, sociedade, individualidade são o livro, é isso o que ele representa, uma forma de utilizar a estética das palavras para tentar apresentar essas questões, não de forma conclusiva, mas sim subjetiva, com interpretações que ficam a cargo do leitor. A autora apresenta todas as suas idéias em forma de metáfora, paradoxo ou enigma então é possível remoer cada parágrafo tentando extrair seu significado. Reler a mesma metáfora 3 vezes pode te apresentar 3 definições distintas.

Não diria que é um livro para todos, imagino que não serão muitos aqueles que irão conseguir extrair algum prazer ou significado da obra, porque a obra é definitivamente hermética, hermética como os poemas devem ser, mas não é um poema, é uma profunda ponderação, uma grave dissertação sobre tudo aquilo que "ser" significa. É um livro que parece ter como finalidade inquietar e confundir, enganar o leitor mostrando possíveis respostas, possíveis caminhos que não trazem nenhum desfecho, não por serem becos sem saída, mas por terem ao final de cada percurso uma infinidades de novos caminhos. É, enfim, uma obra viva que parece assumir a forma de quem lê.
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Alexandre 09/10/2016

Sensações - A Paixão Segundo GH
Acabei esta leitura. Este é um livro para ser sentido, não apenas lido. Um livro para ser recitado para si mesmo, sem pressa, sem alarde de espécie alguma. Quanto menor a vaidade presunçosa, quanto menor a ostentação intelectual, maiores os benefícios que se pode extrair dele.

É o tipo de livro que solicita do leitor que preste atenção nas engrenagens sem tentar decifrar o funcionamento do motor, sem tentar buscar na leitura, de início, algum sentido. Mais ou menos como enveredar-se por uma trilha sinuosa e densa, retratada na arte de um artista ilustre, muito famoso, deixando-se perder na paisagem dramática sem prestar atenção nos riscos que esboçam a pintura. Olhar a sua arte comovido pela sua beleza paisagística composta por uma porção de vultos, de tendências, de sentimentos, de descobertas rabiscadas e polidas. Mas polidas sem pretensão de fechamento.

Esta leitura provocou em mim uma espécie de combustão abafada. Uma agonia íntima a qual eu fui obrigado a me submeter em razão da vontade de concluir, de compreender, de sentir a totalidade da vasta e devastadora armação criada por Clarice através do GH e das sua experiências.

Se o leitor for daqueles que, como eu, não se importa de se defrontar com as próprias fragilidades, não se amargura nesse contato mais íntimo consigo mesmo, com a própria natureza e a suas dualidades, e mais ainda, se o leitor não se importar de chegar ao final hesitando por não ter compreendido tudo, esta poderá ser uma das melhores obras da vida de quem se anestesia absorvido pela leitura.

Recomendo para os corajosos, ou melhor, para os audaciosos humildes.

Luz e Paz.

(Alexandre Guimaraes Reis)

site: http://www.facebook.com/alexgreis
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Taryne 15/04/2010

Não estava pronta para ler este livro quando comecei há 2 anos, mas pretendo me testar, pegar para ler novamente algum dia e ver se amadureci perante toda aquela angústia e perturbação presentes na obra. Até meu pavor de baratas diminuir, ainda não é o momento... hehehe.
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Silvana (@delivroemlivro) 14/05/2010

G.H.
Honestamente se esse livro não fosse escrito por quem foi eu o teria abandonado no primeiro parágrafo em que a barata aparece. Mas o texto dela é algo incrível! Quase hipnotizante!!! Recomendo com a ressalva de que a trama não é o atrativo dessa obra e sim a maestria, a magia das palavras de Clarice Linspector.
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Shay 16/02/2017

Intenso
Pra mim ler clarice é sempre CAÓTICO e especial. A paixão segundo gh foi mais que um livro... foi uma experiência!
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