A Mão Esquerda da Escuridão

A Mão Esquerda da Escuridão Ursula K. Le Guin




Resenhas - A Mão Esquerda da Escuridão


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Li 10/05/2017

DESAFIO LITERÁRIO DIMINUINDO A PILHA 2017 - MAIO - LIVRO MENCIONADO EM OUTRO LIVRO
Sinopse: "Genly Ai foi enviado a Gethen com a missão de convencer seus governantes a se unirem a uma grande comunidade universal. Ao chegar no planeta Inverno, como é conhecido por aqueles que já vivenciaram seu clima gelado, o experiente emissário sente-se completamente despreparado para a situação que lhe aguardava. Os habitantes de Gethen fazem parte de uma cultura rica e quase medieval, estranhamente bela e mortalmente intrigante. Nessa sociedade complexa, homens e mulheres são um só e nenhum ao mesmo tempo. Os indivíduos não possuem sexo definido e, como resultado, não há qualquer forma de discriminação de gênero, sendo essas as bases da vida do planeta. Mas Genly é humano demais. A menos que consiga superar os preconceitos nele enraizados a respeito dos significados de feminino e masculino, ele corre o risco de destruir tanto sua missão quanto a si mesmo."

Eu vi esse livro ser citado por um personagem de "o clube de leitura de Jane Austen". Como eu amo distopias e achei a sinopse muito interessante, resolvi lê-lo.
Achei o livro ótimo! Seria uma maravilha se não existe sexo definido na humanidade, é um martírio essa distinção, principalmente se você for mulher... A coisa seria muito mais igualitária!
Outra coisa interessante são as discussões meio filosóficas e você ver o ser humano como alienígena. O ser humano tem a triste mania de colocar extraterrestres quase sempre como uma raça invasora e hostil, mas eu acho que esse seria o papel de nós mesmos, como no filme "Avatar". Seria necessário muito tempo de evolução para chegar no nível dos "humanos" da Comunidade Ecumênica de "A mão direita da escuridão".

"- O desconhecido - disse Faxe, suavemente -, o não-previsto, o não-previsto, é nisto que se baseia a vida. Ignorância é a base do pensamento. A não-certeza é a base da ação. (...) Diga-me, Genry: o que é certo? Previsível? Inevitável? Qual a única coisa certa que nós sabemos sobre o nosso futuro?
- Que morreremos.
- Claro, é esta, realmente, a única questão que pode ser respondida, Genry, e já sabemos a resposta... A única coisa que faz a vida possível é a permanente e intolerável incerteza. Não saber o que vem depois."

Mas o que mais me animou no livro foi o trabalho na comunidade ecumênica! Eu sou uma pessoa totalmente desapegada, adoraria largar tudo e viver viajando de planeta em planeta em missão! Nossa, emprego dos sonhos pra mim! Queria ser uma investigadora!
Aí eu volto a mim e vejo que continuo presa nesse pequeno ponto azul e fico triste! Rs
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Marcos Carvalho 29/11/2011

Recomendadíssimo
Um grande livro de FC que transcende o gênero, pois não é descrito aqui aspectos futurísticos, mas sim, todo um elaborado processo em se transmitir uma mensagem, por meio de avanços conceituais e pela maturidade, gradativa, da personagem principal. O enredo é todo em torno de Genly Ai, o enviado ecumênico, que mostra dificuldades em lidar com uma sociedade em que não há um gênero único. Assim, ele alterna, inicialmente, de acordo com as necessidades da situação, em que se encontra, atribuir ora uma característica masculina, ora feminina a cada habitante. A idéia da autora de intercalar a história principal com pequenos contos sobre o funcionamento da sociedade em que Genly se encontra, a fim de clarear as idiossincrasias dessa complexa sociedade é excelente. Tanto Genly, quanto o leitor amadurecem juntos. Um livro incrível, a melhor obra da autora.
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Katyane 16/01/2018

Como seria um mundo sem gênero?
Ganhei esse livro incrível no meu aniversário de 30 anos e adorei. Ursula K. Le Guin nos apresenta uma sociedade onde não existe gênero, ou melhor, todos são masculinos e femininos, alternando conforme determinadas situações acontecem.
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Núbia Esther 23/04/2011

Em se tratando de ficção científica, meu ritmo de leitura sempre demora um pouco para engrenar. É todo um mundo novo para se conhecer, leis e filosofias para entender que é preciso ler, ruminar e algumas vezes até reler certos trechos até se acostumar com o estilo do autor. Com o livro da Le Guin não foi diferente, até entendermos (se é que entendemos) o funcionamento da federação galáctica Ekumen e a intricada biologia do genthenianos (que é de causar inveja ao Spock), a leitura vai devagar, mas depois da aclimatação nos envolvemos de tal forma com a missão de Genly Ai, o papel de Estraven na trama e a descoberta de um mundo completamente novo em Gethen que é impossível largar a leitura.


Genly Ai é um Móvel, uma espécie de enviado da federação galáctica Ekumen. Essa federação engloba todos os planetas do sistema galáctico habitados por humanos, todos os conhecidos menos um: Gethen. Este estranho planeta, também chamado de Inverno devido à neve inclemente e o frio incessante, é habitado por humanos de biologia ímpar em todo o universo. Em Gethen, os humanos são andróginos podendo ser tanto homem quanto mulher segundo os estímulos recebidos durante seu período propício ao acasalamento (chamado por eles de kemmer). A missão de Genly é oferecer o convite para que Gethen passe a fazer parte do Ekumen, mas em meio a uma sociedade tão díspar e na qual as entrelinhas do diálogo são tão difíceis de serem decifradas, ele terá um árduo caminho pela frente. Durante seu percurso ele terá de convencer o rei de Karhide, Argaven; ou os orgotas de Orgoreyn e em meio a isso tudo decidir se pode ou não confiar em Estraven, que vinha lhe ajudando desde o início, mas é acusado de traição pelo rei de Karhide.

Entre a narração dos acontecimentos da missão de Genly em Inverno, Le Guin apresenta relatos sob a forma de transcrições, documentos genthenianos ou produzidos por emissários da federação anteriores à Genly, que nos fornecem um panorama geral da vida em Gethen e torna esse novo mundo mais real e palpável, contribuindo e muito para o enriquecimento da leitura.

Uma bela narrativa de ficção científica, que não se restringe apenas à viagens intergalácticas, batalhas interestelares e coisas do gênero. Le Guin criou um romance psicológico, no qual às relações interpessoais são mais importantes e sobre as quais os acontecimentos se desenvolvem. A autora discorre sobre política, relações de gênero, questões sexuais, a burocracia da vida em sociedade, patriotismo, religião e a organização social sem deixar de lado a ciência e as tecnologias, por exemplo, às viagens temporais realizadas pelos Enviados do Ekumen.

Le Guin não se restringiu a divagar sobre acontecimentos 10 000, 100 000 anos no futuro. Seu romance é futurista, mas para contá-lo ela criou um mundo novo, com costumes, lendas, filosofia e religião diversa. Vale à pena ler sua obra, não apenas para acompanhar a missão de Genly, mas também para desfrutar a descoberta de tantas novidades.

[Blablabla Aleatório]-http://feanari.wordpress.com/2011/01/31/a-mao-esquerda-da-escuridao-ursula-k-le-guin/
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Cris Lasaitis 28/12/2010

http://cristinalasaitis.wordpress.com/2008/06/19/lancamento-a-mao-esquerda-da-escuridao/

Laureado com os prêmios Hugo e Nebula em 1969, A Mão Esquerda da Escuridão é um dos romances inesquecíveis da ficção científica do século XX. A história se passa em um planeta de clima glacial – Gethen, o planeta Inverno -, habitado por uma raça de seres humanos totalmente hermafrodita. Genly Ai é um enviado do planeta Terra que vai a Gethen para negociar junto aos seus governantes a adesão das nações gethenianas ao Ekumen (uma espécie de confederação das civilizações intergalácticas), mas sua missão toma rumos imprevistos e se torna uma viagem de muitas descobertas, intrigas, perseguições políticas e aventuras na face gelada desse planeta onde não existem sexos.

A construção desse mundo alienígena quase-humano é de qualidade Tolkiana; um cenário sociológico riquíssimo é apresentado na forma de dossiê, com direito a relatos científicos, lendas, mitos, textos religiosos e páginas de diário; a saga é contada com alternância de dois pontos de vista: o do enviado estrangeiro e o do nativo getheniano. A história é belíssima e vai muito além das discussões sobre gênero e papéis sexuais na sociedade, explorando com uma profundidade rara os dramas comuns a toda espécie humana.

Esse é definitivamente o livro que me fisgou para a ficção científica, o meu “livro de cabeceira”.
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Stephanie 13/04/2013

A Mão Esquerda da Escuridão não é um livro muito badalado aqui no Brasil. Apesar disso, foi um dos livros mais importantes da década de 60 e conquistou vários prêmios por causa de uma premissa muito simples, embora revolucionária: e se não existisse diferença de gênero?

Tudo bem, tudo bem. Em Inverno, o planeta alienígena de A Mão Esquerda da Escuridão, não é bem assim. Nenhum de seus habitantes possui sexo definido, só adquirindo as características de um gênero ou de outro durante um breve ciclo, e, ainda assim, se forem homem num momento, podem ser mulher em outro.

Parece estranho, mas os habitantes de Inverno acham o humano Genly Ai ainda mais estranho por ser homem. Emissário de uma confederação galática, Genly Ai chega em Inverno determinado a convencer seus governantes a participarem da coalizão – uma missão mais árdua do que ele imaginava, afinal, ali, ele é que é considerado o alienígena.

Apesar de problemático em algumas partes e não tão inclusivo como gostaria de ser (os habitantes de Inverno são todos referidos pelo pronome masculino, por exemplo, apesar de serem hermafroditas, até mesmo nas partes que não são narradas pelo humano), não dá pra negar os méritos do livro, até mesmo dada a época em que foi escrito.

O livro é dotado de uma prosa linda e conta com discussões sobre identidade de gênero, igualdade entre os sexos, liberação de costumes feminina entre, claro, a alta tensão política do planeta Inverno, com sua própria estrutura de classes, reinados, e sua sociedade.

Mais opiniões aqui =D http://www.fantasticaficcao.com.br/a-mao-esquerda-da-escuridao/
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Raphael 06/09/2018

Não curti o livro e demorei pra ler e quase desisti.
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Flavio.Gabriel 11/03/2017

Uma ficção antropológica
Uma história de um alienígena terráqueo visitando um mundo onde os humanos são andrógenos, o desejo sexual é limitado a poucos dias do mês e o clima varia de inverno ameno a temperaturas glaciais tem que ter muita amarração pra não se perder em sua complexidade. Essa complexidade é levada ao ponto de criar uma distopia política entre dois reinos cujas diferenças se dão apenas pela estrutura social. E essa complexidade se fecha e se consolida em uma jornada pelo gelo que transforma toda a história em uma saga, uma epopéia cujo fim é menos importante que a jornada em si.

A capacidade da autora de manter o texto fluído, sempre pontuando a cultura, a psicologia, a tecnologia, a sociedade e as mitologias de Gethen é explorada em todo o livro e suas viradas. Toda a imersão nessa fantasia nos leva a pensar sobre nossa sociedade, sobre como construímos nosso papel dentro dela baseado em formas já estabelecidas e sobre como nossa visão de mundo, nossos valores e política mudam apenas com a travessia de uma fronteira.

Esse é um livro que deve ser lido por quem gosta de pensar em gente, de quem gosta de sociedade e de ser humano. Um tratado antropológico em forma de fantasia.
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Milena 26/09/2018

MARAVILHOSO
Esse livro é um MUST pra qualquer pessoa que goste de política, sociologia ou mesmo distopias. Leva a reflexões que duram semanas e surpreende muito. Adorei.
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Alessandro 20/05/2014

Um excelente livro, vencedor dos Prêmios Hugo e Nebula.
A Mão Esquerda da Escuridão (The Left Hand of Darkness) é um romance de ficção científica de 1969 escrito pela escritora americana Ursula K. Le Guin, que recebeu pelo seu trabalho os Prêmios Hugo de 1970 e Nebula de 1969. Ele é parte do Ciclo Hainish, que ela começou a escrever em 1966, mas a autora nunca pretendeu escrever uma saga espacial nos moldes de Duna, pois nas sua próprias palavras:

“A coisa é que eles [os livros] não formam um ciclo ou uma saga. Eles não formam uma história coerente. Existem algumas conexões evidentes entre eles, sim, mas também algumas extremamente obscuras.”

De qualquer forma, quer ela pretendesse ou não escrever uma saga, os livros possuem uma ordem cronológica interna (diferente da ordem de publicação).

A Mão Esquerda da Escuridão é o mais famoso livro a tratar de androginia na ficção científica, além de estar entre os primeiros livros do sub-gênero ficção científica feminista. Mas o trabalho de Ursula não é apenas uma curiosidade do gênero, ele pode ser considerado uma das maiores contribuições já feitas à literatura fantástica, tendo sido eleito pela revista Locus como o número dois no ranking dos melhores romances de ficção científica de todos os tempos, sendo o trabalho dela comparável ao de Tolkien, como definiu Harold Bloom em 1987:

“Le Guin, mais que Tolkien, elevou a fantasia ao nível da alta literatura no nosso tempo.”

Mas afinal o que é ficção científica feminista?
Abro aqui um parenteses para explicar melhor o papel do feminismo na ficção científica e fantasia. Trata-se de um sub-gênero da ficção científica que foca no papel das mulheres nas sociedades. A ficção científica feminista lida com questões sobre problemas sociais como: a forma como a sociedade constrói os gêneros, o papel da reprodução na definição dos gêneros e diferenças políticas e na relação com o poder entre homens e mulheres. Alguns dos trabalhos mais notáveis nesse gênero da ficção científica usam o recurso de utopias para mostrar uma sociedade onde não existe desequilíbrio entre gêneros na balança de poder ou relações sociais, ou então de distopias para mostrar uma sociedade onde as diferenças de gênero são intensificadas, reforçando a necessidade de um esforço feminista para acabar com as desigualdades.
Um dos primeiros trabalhos nesse gênero de ficção foi o de Mary Shelley com seu notável trabalho em Frankenstein (1818), que lida com a criação assexuada de uma nova vida, revendo de certa forma a estória de Adão e Eva.
Nos início dos anos 60 a ficção científica combinava sensacionalismo com críticas políticas e tecnológicas da sociedade. Nessa época surgiu a segunda do movimento feminista, primeiro nos EUA e depois no resto do mundo ocidental. Nos EUA o movimento prolongou-se até o início dos anos 80, ganhando força depois na Europa e parte da Ásia, como na Turquia e em Israel, onde o movimento começou apenas quando acabou nos EUA. Enquanto a primeira onda do feminismo focava em temas com sufrágio universal e remoção de obstáculos legais à igualdade de gêneros (voto para as mulheres e direitos à propriedade), a segunda onda do feminismo aumentou o debate para temas como: sexualidade, família, local de trabalho, direitos reprodutivos e igualdade de direitos civis. Na época as mulheres começaram a conquistar mais direitos no trabalho, no militarismo, na imprensa e esportes, em grande parte devido à ação desse movimento feminista de segunda onda. A ficção científica feminista da época começou a refletir essa segunda onda do feminismo, onde autoras como Ursula K. Le Guin (A Mão Esquerda da Escuridão, 1969), Marge Piercy (Woman on the Edge of Time, 1976) e Joanna Russ (The Female Man, 1970), encontraram um meio fértil para explorar, devido a vocação “subversiva e expansora de horizontes” que é característica da ficção científica.
Assim como essas outras autoras, Ursula K. Le Guin criou um mundo com uma sociedade sem gênero, como forma de destacar os papéis dos gêneros em nosso mundo. Ursula foi uma feminista crítica da ficção científica dos anos 60 e 70, como podemos ver em seus ensaios que estão reunidos em The Language of the Night (1979).

Introdução ao roteiro (sem spoilers)
Genly Ai, um nativo da Terra, é enviado como representante do Conselho Ecumênico ao planeta Gethen para tentar convencê-los a unirem-se à coalizão de mundos humanos.
Gethen é um planeta frio. Algumas vezes o planeta é chamado simplesmente de Inverno. A temperatura chega facilmente aos 50°C negativos em algumas regiões, na maior parte do ano, e facilmente abaixo disso no inverno. Em regiões de clima mais ameno a temperatura pode chegar aos 30°C em alguns dias no verão. Aparentemente a gravidade e a atmosfera são parecidas com a da Terra, pois o enviado Genly Ai não mostra sinais de desconforto em relação à isso. O eixo do planeta não é inclinado como o da Terra, mas a excentricidade da órbita produz fortes estações globais. Gethen está enfrentando uma Era do Gelo, mas alguns cientistas acreditam que ela está próxima do fim.
Os gethenianos são fisicamente e culturalmente adaptados ao frio; eles são de natureza mais robusta e de baixa estatura, conhecendo profundamente formas de se alimentar aproveitando ao máximo alimentos mais energéticos. A característica mais impressionante dos gethenianos é o aspecto sexual: eles são hermafroditas, possuindo um ciclo sexual entre 26 e 28 dias; por aproximadamente três semanas em cada mês eles são biologicamente neutros, e na última semana eles assumem a condição de machos ou então de fêmeas, sendo que a escolha do sexo é determinada por feromônios trocados com o parceiro sexual. Todos indivíduos são capazes de gerar filhos, e gestacionar crianças quando assumem a função feminina. A origem dos gethenianos é um mistério, mas alguns acreditam que foram produto de uma manipulação genética pelos Hain, a espécie que semeou muitos mundos que acabaram formando o Conselho Ecumênico, uma reunião de mundos que utiliza um dispositivo de comunicação do tipo ansible que permite comunicação instantânea através do espaço.
Inicialmente Genly faz pouco progresso, sendo auxiliado por Estraven, o primeiro ministro de Karhide, apesar de Genly não confiar nele. Após a tentativa frustrada em Karhide, Genly parte para o país vizinho, Orgoreyn.
Enquanto os karhideanos possuem um intricado conjunto de regras sociais não escritas e cortesias formais, e evitam tratar do motivo da visita diretamente com Ai, os orgorenianos são mais lógicos e tecnologicamente organizados. Eles provêm Ai com acomodações luxuosas e vão direto ao assunto. Mas apesar de Estraven o advertir para não acreditar nos orgorenianos, ele acaba ignorando o aviso pois não confia em Estraven, e acaba sendo enviado para um campo de trabalhos forçados onde é submetido à várias sessões de interrogatórios sob indução de drogas.
Estraven acaba revelando-se o único amigo de Ai, e após realizar seu resgate ambos partem em uma viagem difícil de retorno até Karhide, através da geleira de Gobrin, em um dos trechos mais emocionantes do livro, em uma tentativa de cumprir a missão de Ai, reunindo Gethen ao Conselho Ecumênico.

site: http://leiturasparalelas.wordpress.com/2014/05/20/a-mao-esquerda-da-escuridao-ursula-k-le-guin/
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Marcos 14/10/2016

Estamos há milhares de anos do tempo presente. A humanidade tal qual conhecemos hoje acabou se tornando apenas mais uma vivendo no universo e está atrelada a outros planetas povoados em várias galáxias. Uma espécie de conferência interplanetária, a Ecúmena, é o órgão responsável por organizar as relações entre os planetas. Genly Ai, terráqueo e um dos conselheiros, recebe a missão de ir a Gethen, planeta também conhecido como Inverno, onde o clima é sempre frio, ora extremo, ora de forma mais amena.

Os habitantes desse planeta variam seu sexo durante a vida. Eles são homens e mulheres ao mesmo tempo, fazendo com que não haja distinção de gênero e, por consequência, não haja discriminação ou diferenciação nesse sentido. Esse é um dos pretextos básicos da história. Genly Ai, acostumado á morfologia humana, não consegue internalizar essa nova fisiologia e isso pode fazer com que ele jogue por água abaixo a sua missão.

No que tange ao aspecto social, Inverno ainda apresenta tecnologia um pouco mais atrasada em relação à Terra, soando como numa época medieval. Seu governo é situado no sistema monárquico, ou seja, sob a ótica de reis e rainhas em alguns países, e como parlamentarista em outros. É nesse contexto que nosso protagonista enfrentará seus preconceitos para conseguir cumprir a sua nada fácil missão.

Esse foi meu primeiro contato com a autora. Ursula construiu um universo forte, com bons panos de fundos e tramas que se conectam ao enredo principal. A maneira como ela situa o leitor na cena me soou interessante e ao mesmo tempo um pouco fugaz em alguns momentos. Ela trabalha muito com descrições de locais e pessoas, o que torna a leitura um pouco arrastada em alguns momentos.

A questão da discussão de gênero dentro da ficção científica foi, sem dúvida, o ponto alto desse livro e o que torna um clássico mais contemporâneo do que nunca. A maneira como um terráqueo, impregnado de preconceitos e de egoísmo de sua raça, enxerga de fora um contexto de sexualidade novo é sensacional e acaba se tornando uma excelente metáfora para toda a discussão atual que remete a essa temática. Isso é, sem dúvidas, o melhor do livro.

Ficção científica é um gênero que ainda estou começando a flertar com. Já li muito da dita soft, mas da vertente digamos, mais hard ainda estou engatinhando na leitura. Acredito que, por isso, muitos dos nomes e descrições de cenários ainda me sejam um pouco complexos para entender durante a leitura e faz com que eu demore mais a me habituar ao livro. Talvez por isso esse livro não alçou ao meu status de livros favoritos. Talvez em uma releitura futura ele entre nesse grupo seleto.

No mais, essa é uma excelente obra do gênero, que aborda temáticas novas a ele, traz uma profundidade e complexidade do universo e da narrativa apresentada e apresenta novas referências. Recomendado a todos que já leem ficção científica e querem algo novo nesse sentido.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2016/05/resenha-mao-esquerda-da-escuridao-de.html
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anjapsi 15/02/2018

Colocar a página da explicação do título...
"ímpeto e medo, bons servos, maus senhores"; "de que adianta buscar o caminho mais seguro, numa viagem como esta? Há caminhos insensatos, que não tomarei, mas não há caminho seguro." p.221
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euzebio 03/10/2013

A mão esquerda da Escuridão.
A Mão esquerda da Escuridão é um livro de ficção cientifica de Ursua K.Le Guin publicado em 1969 e é o ganhador dos prêmios Nébula e Hugo.

O livro conta a historia de um emissário de uma especie de federação unida de planetas que tem a missão de convencer uma raça de humanoides de um planeta chamado Inverno a integrar a organização.

Por traz desta negociação há um interesse particular por esta raça. Neste período no futuro os homens podem usar a telepatia. Os seres do planeta inverno ainda não desenvolveram eta habilidade, mas possuem uma tão surpreendente quanto. Eles podem ver o futuro.

Os seres deste planeta são singulares. São seres que possuem os dois sexos ou nenhum dos sexos. Estes seres em tempos em tempos sofrem uma modificação física causado por vários hormônios. Nesta faze um individuo pode se modificar. Tornando-se um homem ou uma mulher. Fora desta faze são, como posso dizer, de sexo neutro. Eles podem ser pai ou mãe de vários indivíduos. Eles também são bem adaptados a vida no frio extremo do planeta que passa por uma era do gelo.

O emissário se chama Genly Ai. Ele tenta intender ao mesmo tempo que negocia, como esta sociedade consegue viver sem a distinção de sexo.


site: http://goo.gl/k11UOi
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Iva 13/09/2015

Coincidências
Apenas eu achei que esse livro lembra muito Planeta 8: o Resgate, de Dóris Lessing? Tá, No planeta 8 não tem hermafroditas, mas o roteiro geral é bem parecido, sendo que o da Dóris Lessing é mais legal, pois o foco não é a sexualidade, me pareceram temas mais universais. Se alguém leu, por favor faça comentários.
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Rafael 14/03/2017

Uma história interessante
Ursula K. Le Guin consegue contar uma história de ficção científica convencional ao mesmo tempo que consegue surpreender com premissas bem diferentes do habitual. Com certeza vale a leitura.
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