A Grande Caçada

A Grande Caçada Robert Jordan




Resenhas - A Grande Caçada


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Raul 20/07/2020

A grande caçada
Robert Jordan cada vez mais expande esse universo rico de a roda do tempo, a sequência traz uma história com um objetivo claro desde o inicio mas chega no fim do livro e surpreende com um final épico e que deixa com vontade de ler o proximo logo.
Bart 21/07/2020minha estante
???????? Ôh massa!! Mt bom saber isso!!




Adriano Campos 01/08/2012

Excelente
Este livro é digno de ser comparado com as obras de Tolkien. No entanto, com uma leitura mais fluida e leve. Achei a história envolvente, e os personagens carismáticos. Estou ansioso para ler as continuações!
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Anderson Tiago 19/11/2014

[RESENHA] A Grande Caçada (A Roda do Tempo #2) - Robert Jordan
Quando escrevi a resenha de O Olho do Mundo, primeiro livro da série, comentei que A Roda do Tempo ficaria somente atrás de O Senhor dos Anéis em termos de importância dentro do contexto da literatura fantástica. A recente indicação da série ao Prêmio Hugo, uma das mais altas honrarias que um livro ou saga de fantasia e ficção científica pode receber, apenas comprova que a obra de Robert Jordan deixou a sua marca no mundo da fantasia. A marca da garça.

A Grande Caçada tem início logo após os eventos de O Olho do Mundo, onde Rand al’Thor se revelou capaz de canalizar o Poder Único e a possível reencarnação do Dragão, um lendário e temido herói que enfrentará o Tenebroso na Batalha Final e causará uma nova ruptura no mundo. O livro tem um início fantástico com um prólogo relatando uma assembleia de Amigos das Trevas em Shayol Gul, a fortaleza do Tenebroso, a fim de receber ordens. Essa cena é muito bem trabalhada pelo autor à medida que ele fornece algumas características dos presentes à reunião, mas sem revelar demais, deixando um clima de desconfiança, já que algum dos presentes pode ser ou vir a ser um agente infiltrado no grupo dos nossos heróis.

Não temam, pois o Dia em que seu Mestre dominará o mundo está quase chegando. O Dia do Retorno está próximo. Minha presença aqui, para ser visto por vocês, os poucos escolhidos dentre seus irmãos e irmãs, não é prova disso? Em breve, a Roda do Tempo será quebrada. Em breve, a Grande Serpente morrerá, e, com o poder dessa morte, a morte do próprio Tempo, seu Mestre recriará o mundo à sua imagem e semelhança, nesta Era e em todas as que virão. E aqueles que me servem, fiéis e diligentes, vão se sentar aos meus pés, acima das estrelas no céu, e governarão o mundo dos homens para sempre. Foi isso que prometi, e é assim que será, pela eternidade. Vocês viverão e reinarão para sempre.

Após enfrentarem dois dos Abandonados, protegerem o Olho do Mundo e recuperarem a Trombeta de Valere, Rand e seus amigos descansam enquanto pensam no que farão de suas vidas depois da jornada que modificou a todos. Egwene e Nynaeve irão para Tar Valon para serem treinadas como Aes Sedai; Mat terá o mesmo destino para se livrar da maldição da adaga de Shadar Logoth; Perrin pensa em voltar a Campo de Emond, porém se sente deslocado desde que se torno um Irmão dos Lobos; e Rand só pensa em fugir do que o destino lhe reserva, pois imagina que irá enlouquecer e machucar todos ao seu redor, como fazem todos os homens capazes de canalizar o Poder Único desde a Ruptura do Mundo.

Os planos de Rand são frustrados quando várias Aes Sedai, incluindo o Trono de Amyrlin, chegam a Fal Dara. O jovem logo imagina o pior e que elas vieram com o intuito de “amansá-lo”, ou seja, cortar a sua ligação com a Fonte Verdadeira, algo que podia leva-lo à morte. Na realidade, o Trono de Amyrlin, juntamente com Moiraine, faz parte de uma trama que acredita que Rand seja verdadeiramente o Dragão Renascido e que ele deve cumprir as Profecias do Dragão e assumir o seu lugar de herói, algo que Rand recusa-se a acreditar. Tudo muda quando Fal Dara é atacada por Trollocs, Amigos das Trevas, e um Desvanecido. Eles roubam a Trombeta de Valere, a adaga de Shadar Logoth e libertam Padan Fain, o Amigo das Trevas que foi usado pelo Tenebroso para perseguir Rand.

Os homens de Fal Dara logo organizam um grupo para recuperar a Trombeta. Rand, Mat e Perrin, assim como Loial, o Ogier, se juntam ao grupo, uma vez que sem a adaga Mat não poderá ser curado e provavelmente morrerá. No comando do grupo está Ingtar e como rastreador temos Húrin, personagens secundários de grande importância para a trama. Egwene e Nynaeve seguem com o plano original de ir para Tar Valon e treinar para serem Aes Sedai. Com essa nova separação, a história se expande e ganha os contornos de saga épica, bem elaborada e rica em detalhes que é A Roda do Tempo.

A narrativa se divide entre alguns dos personagens principais - inclusive de alguns secundários -, mas a predominância assim como no primeiro volume, é de capítulos que seguem a trama de Rand. Em A Grande Caçada, alguns personagens ganham mais destaque, caso de Loial, que desempenha o papel de leal escudeiro durante todo o livro, enquanto outros acabam ficando a margem da história, como Mat. As gratas surpresas ficam por conta de personagens que retornam de O Olho do Mundo, como Elayne, a Filha-Herdeira de Andor, e Min, garota capaz de ler a aura dos outros e fazer previsões do futuro, além de um personagem que imaginávamos que nunca reapareceria. Entre os personagens novos destaco a misteriosa Selene, que vai mexer com a cabeça de Rand e deixa-lo ainda mais confuso; a amarga Liandrin, que esconde segredos obscuros; e a sábia Verin, que assume boa parte do papel que Moiraine exerceu no primeiro volume da narrativa.

A Grande Caçada amplia a narrativa iniciada em O Olho do Mundo em escalas globais. Não é apenas a história de um grupo de jovens tentando sobreviver à perseguição de um inimigo sombrio, e sim de um mundo à beira da guerra. Uma guerra que pode destruir todo o mundo. E a ameaça parece não vir apenas do Tenebroso, quando invasores de além-mar com estranhos costumes e requintes de crueldade começam a submeter os povos ao seu domínio. Traições, desconfianças, intrigas, manipulações e assassinatos completam o quadro que forma a trama desse segundo volume.

Ele foi um soldado. Foi um pastor. Foi um mendigo, um rei. Foi fazendeiro, menestrel, marinheiro, carpinteiro. Nasceu, viveu e morreu Aiel. Morreu louco, apodrecendo, doente, por acidente, de velhice. Foi executado, e multidões comemoraram sua morte. Proclamou-se o Dragão Renascido e fez tremular seu estandarte pelo céu. Fugiu do Poder Único e se escondeu. Viveu e morreu sem nunca saber. Conteve a loucura e a doença por anos, sucumbiu entre um inverno e outro. Às vezes, Moiraine aparecia e o levava embora de Dois Rios, sozinho ou com alguns de seus amigos que haviam sobrevivido à Noite Invernal. Às vezes ela não ia. Às vezes outra Aes Sedai ia buscá-lo. Às vezes era uma da Ajah Vermelha. Egwene se casou com ele. Egwene, com uma expressão severa, usando a estola do Trono de Amyrlin, liderou as Aes Sedai que o amansaram. Egwene, com lágrimas nos olhos, cravou uma adaga em seu coração, e ele agradeceu ao morrer. Ele amou outras mulheres, casou-se com outras mulheres. Elayne, Min, a filha loura de um fazendeiro da estrada de Caemlyn, e mulheres que nunca vira antes de viver aquelas vidas. Cem vidas. Mais. Tantas que ele não conseguia contar. E, no fim de cada uma, quando jazia às portas da morte, enquanto dava seu último suspiro, uma voz sussurrava em seu ouvido: Venci de novo, Lews Therin.

Robert Jordan conduz magistralmente a história através de mundos paralelos e realidades alternativas, fruto da sua formação em física. No entanto, é nos conflitos internos dos personagens que o autor se sobressai, principalmente, no meu entendimento, em Rand e Nynaeve, minha personagem preferida desde o primeiro livro. E em a Grande Caçada, assim como em Olho do Mundo, Jordan finaliza o livro deixando você louco para ler a continuação.

O Dragão Renascido deve sair no Brasil ainda esse ano pela editora Intrínseca. Eu já estou na espera. E você?

site: http://intocados.com.br/index.php/literatura/resenhas/396-resenha-a-grande-cacada-a-roda-do-tempo-2-robert-jordan
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Matheus 01/05/2020

Maravilhoso
A fantasia que Robert Jordan cria é algo tão excepcional que só nos mostra, mais de uma vez, a grandiosidade da sua mente. Continuação direta do primeiro livro, apresenta mais ação e explicações sobre o mundo criado que só aumenta a vontade do leitor de continuar a leitra da série.
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Luan 25/06/2014

Incrível!!!
Com toda certeza MUITO mais emocionante que o primeiro título da série!!!
Vemos aqui um livro basicamente centrado em Rand Al'Thor, que por sinal mostra uma grande evolução, e uma postura nova.
O historia é bem fluida e fica pouco tempo no mesmo terreno, as viagens são constantes, a trama vai sendo cada vez mais intrincada, novos personagens são apresentados e novos mistérios.
O que mais me agradou foi um contato maior com a magia, ao contrario do primeiro volume aonde toda magia é basicamente centralizada em Moiraine, Em A grande Caçada temos novos conjuradores incluindo o próprio Rand.
Vemos também o primeiro contato com os misteriosos Aiel, o surgimento de um novo inimigo, e o crescimento de um velho inimigo.
A grande caçada é eletrizante com um final fantástico!!!
Aguardo ansioso o lançamento do Dragão Renascido.
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Andrus ( @andrus05 ) 16/02/2020

?
Sem dúvidas é uma das melhores sagas do mundo. Nesse segundo livro o foco é mais no Rand. Amo o estilo de escrita desse autor. Ele consegue nos transportar para a história e fazer-nos sentir a mesma sensação do Rand ao usar o poder único e enfrentar o tenebroso. É algo incrível.
O que mais gostei desse segundo livro é o amadurecimento notável dos personagens em comparação ao primeiro.
Deco 16/02/2020minha estante
Amo!


Andrus ( @andrus05 ) 16/02/2020minha estante
A história é boa demais


Deco 16/02/2020minha estante
Siim! Cada vez tem mais coisas... Esse ano quero ler o 5...


Andrus ( @andrus05 ) 16/02/2020minha estante
Eu comprei o livro 3 junto com o 2. Quero ler ainda esse ano.


Deco 16/02/2020minha estante
Muito bem, livro 3 ainda é "fino" rsrs


Fabio Pedreira 16/02/2020minha estante
Esse livro e saga são perfeitos




Stefanello 06/04/2015

Desbravando A Grande Caçada
E não é que tudo pode mudar de um livro para outro? Eu não tinha gostado muito de O Olho do Mundo, mas A Grande Caçada superou muito as expectativas. Li essa sequência por insistência de muitos amigos leitores e também por ter percebido, na obra anterior, que a série do Jordan tinha um bom futuro, mesmo que no 1º livro tudo tenha sido feito de um modo que eu acabei não gostando tanto, cheio de passagens que quebravam totalmente o ritmo. Doce ilusão ou obra do Tenebroso fazer eu achar que sua sequência seria parecida.

Passados os fatos no Olho do Mundo e seus desdobramentos, sabemos que o grupo de personagens principais encontra-se em Fal Dara e está em posse da Trombeta de Valere, que muitos dizem ser um artefato capaz de convocar os heróis do passado para lutar ao lado do tocador da Trombeta.

Já comecei o livro pensando: Agora que a parte boa de ação já passou, será que teremos páginas intermináveis de descrições e explicações de tempos longínquos? Engano meu. As informações passadas ao leitor são intrigantes, cheias de duplo sentido e que me fizeram querer saber sempre mais, ao mesmo tempo que a leitura não se tornava enfadonha e chata em momento algum.

Ainda mais com o prólogo se passando em uma reunião do Tenebroso com dezenas de Amigos das Trevas, onde todos parecem estar prontos para colocar em prática um plano que pode atrapalhar e muito a vida dos nossos conhecidos heróis Rand, Mat, Perrin, Egwene, Nynaeve e cia.

"— 'O túmulo não é limite para o meu chamado' — traduziu, em uma voz tão baixa que parecia estar falando sozinha. — A Trombeta de Valere, criada para convocar heróis de volta do túmulo. E a profecia diz que ela só seria encontrada às vésperas da Última Batalha."

Acomodados em Fal Dara, nossos protagonistas estão pensando apenas no futuro imediato. Egwene e Nynaeve dirigem-se a Tar Valon para iniciar seu treinamento como Aes Sedai. Mat precisará de ajuda para se livrar da maldição da adaga que possui, e as Sedai parecem ser a única solução. Perrin pensa em voltar para Campo de Emond, em Dois Rios, e viver tranquilamente por lá, mas sua relação com os Lobos parece ter se tornado muito mais forte. Já Rand quer apenas fugir do seu destino: enlouquecer e acabar com a vida daqueles que ama. Essa é a mácula que o Dragão carrega, e Rand está muito disposto a não deixá-la acontecer.

Só tem um probleminha: a bendita Trombeta foi roubada, juntamente com a adaga amaldiçoada de Mat! E deixá-los nas mãos dos Amigos das Trevas não parece ser uma boa ideia. Portanto, lá vamos nós acompanhar mais uma aventura.

Rand, Mat e Perrin seguem com Lorde Ingtar e uma comitiva formada por shienaranos em busca do artefato mágico e da adaga, enquanto ao mesmo tempo Egwene e Nynaeve começam sua caminhada rumo a Tar Valon. Usando e abusando dos recursos apresentados no livro anterior, Robert Jordan nos faz praticamente atravessar boa parte do mundo por meio das Pedras-Portais e também dos Caminhos, passagens mágicas que alteram a distância e tempo percorridos.

Uma das boas partes desse livro é conhecer Tar Valon e como são treinadas as Noviças e Aceitas que pretendem se tornar Aes Sedai um dia. Egwene e Nynaeve certamente passarão alguns sufocos em busca do sonho, ainda mais quando percebem o que acontece quando uma Aes Sedai "amansa" um homem capaz de canalizar o Poder Único, como é o caso do Falso Dragão Logain. E se algum dia, em seu lugar, estiver Rand? Elas serão capazes de fazer o que lhes é mandado? São perguntas que só serão respondidas quando eu ler o restante da série. Destaco também, antes que eu esqueça de mencionar, as novas amizades das duas garotas: Elayne e Min.

E quem disse que não teríamos novos povos e criaturas sendo apresentados? É nesse livro que Jordan expande ainda mais o seu universo e nos apresenta seres muito peculiares, como os Seanchan, que saíram de além do Oceano para recuperar as terras do passado, falando sobre o tal Corenne, reforçando que devem o terreno pronto para o retorno dos exércitos que esperarão a vinda do seu herói Artur Asa-de-gavião. Acompanhados deles, criaturas bonitinhas e dóceis, como os grolms.

Isso que nem comentei o que esse povo pensa e faz com as Aes Sedai ou mulheres capazes de canalizar o Poder Único. Algo repudiante e covarde, diga-se de passagem. Deixarei a cargo do leitor descobrir o que acontece e tirar as suas próprias conclusões a respeito.

Conhecemos também, em Cairhien, o famoso Daes Dae'mar, o Grande Jogo ou Jogo das Casas, muito parecido com o que temos na série As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita por George Martin, onde cada movimento, certo ou errado, pode representar uma ameaça para um lorde vizinho e acabar trazendo grandes consequências.

Finalmente consigo perceber o que Jordan quis trazer para o leitor ao escrever A Roda do Tempo. Mesclando conflitos pessoais (principalmente os de Rand, Perrin e Nynaeve nesse livro) com uma infinidade incrível de povos e culturas diferentes, a escala começa a crescer e eu me sinto mais inserido dentro da trama, querendo aprender mais e saber qual será o destino de cada um.

"— Alguns homens — começou ela, sem tirar os olhos da mão dele — escolhem buscar a grandeza, ao passo que outros são forçados a ela. É sempre melhor escolher do que ser forçado. Um homem que é forçado nunca é inteiramente senhor de si, precisa dançar de acordo com os cordéis de quem o forçou."

E o final desse livro? SENSACIONAL! Feito com muita qualidade, já adianto, e fechando com chave de ouro essa sequência de O Olho do Mundo. Toda aquela aura de mistério por trás da Trombeta de Valere é revelada, trazendo consigo muito mais que uma simples melodia.

"Deixe que o Dragão cavalgue novamente nos ventos do tempo."

site: http://desbravandolivros.blogspot.com.br/2015/04/resenha-grande-cacada-robert-jordan.html
Qlucas 19/10/2017minha estante
Excelente resenha!




Marcos Ogre 06/05/2020

A Grande Caçada, de Robert Jordan
Eu comecei a ler fantasia há tantos anos quanto eu comecei a ler. Era um ponto de encontro interessante entre as minhas ideias e de uma forma de me entreter, porque eu sempre fantasiei muito sozinho - até demais, realmente. Mas eu guardava essas criações na minha própria cabeça, e tardou bastante até que eu as expusesse. Mas, se não tardou mais, foi muito graças aos livros de fantasia.

No entanto, depois de uns dez anos de leitura, algumas coisas começam a "perder a magia", digamos assim. Ler demasiados livros de fantasia me mostrou diversos pontos em que eles se conversavam, e, eu não estando atualizado necessariamente do que acabava de sair, não tinha um bom parâmetro de quando essas convenções da fantasia tinham começado e quando pararam. Confesso que, dessa forma, livros com essa ambientação me pareceram um tanto desgastados.

A Roda do Tempo, nesta minha nova "fase" como leitor, surgiu como As Crônicas de Gelo e Fogo surgiu em tempos anteriores. Foi revigorante. Agora, tendo uma visão mais ampla no contexto histórico que envolve o gênero, e estando ciente de que essa série foi importantíssima para livros posteriores, a obra até ganha um espaço mais especial no meu coração.

Digo isso porque li o primeiro livro há um tempo e não escrevi nada a respeito. Eu não ando escrevendo nada a respeito de nada. Mas foi uma experiência incrível, que só se prolongou neste segundo volume.

Robert Jordan era um escritor muito sagaz, isso é perceptível. A Roda do Tempo traz uma mitologia muito inteligente e detalhada, demonstrando um zelo grandioso com o compromisso de tornar seu mundo algo crível dentro do que se entende pelo fantástico. Isso, inclusive, se estende também no que diz respeito aos fatores culturais, à construção das locações, vestimentas, tudo. Apropriando-se de muitas coisas do mundo real, resignificando-as, e criando outras tantas, A Roda do Tempo deslumbra nesse quesito.

Uma preocupação tão intensa com tais elementos, poderia deixar de lado uma construção mais detalhada das personagens, mas isso não acontece aqui. As personagens, muito bem apresentadas no livro anterior, são mais aprofundadas, e suas camadas de descobrimento são plausíveis e interessantes. O que me leva a uma pequena crítica negativa é a escolha de Rand Al'Thor novamente como protagonista neste segundo volume. Justamente por termos um contato mais intenso com tais personagens, foi um pouco cansativo acompanhar alguém tão sem carisma e perspectiva.

~Parabéns, Jordan, você me convenceu de que ele é insuportável. Estou ansioso para a sua melhora como indivíduo, porque já está bom o suficiente~

Outro ponto positivo, dentro dessa questão da exploração de personagens, é como algumas figuras secundárias ganham maior espaço nesta continuação. Egwene e Nynaeve protagonizam alguns dos melhores capítulos, em vezes com leveza e humor, em outras com força e determinação.

As sequências de ação novamente são muito bem descritas, embora um tanto espaçadas. Ao todo, o livro tem mais de 700 páginas, e, mesmo sendo menor que o anterior, o ritmo acaba sofrendo com isso. Eu entendo, e espero que isso seja a preparação de terreno para livros mais dinâmicos mais pra frente. Isso porque, novamente, embora o final traga uma belíssima sequência de capítulos grandiosos de perder o fôlego, o caminho para eles é longo demais. É entediante? Eu não diria isso. Mas diria, sim, que poderia ser um pouco mais rápido.


A Roda do Tempo tem sido um ótimo respiro pra mim. Um respiro de leituras pesadas, e, talvez, de uma realidade que toma muito espaço nos meus pensamentos. É bom respirar, e este é um ótimo livro.
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Paulo 10/09/2014

A consolidação do Dragão
Ao começar esse livro, pelo nome do próprio, eu criei MUITA expectativa, esperando muita ação. E não me enganei.
O livro nasceu pra ser grande do início ao fim! Cheio de grandes acontecimentos, plot twists, problemas para serem resolvidos. Literalmente ofegante.

O livro estava tão gostoso de ler que eu dei um tempinho a mais para desfrutar de sua escrita. Os personagens muito bem desenvolvidos nas tramas desse segundo livro. Inclusie, algo que não vejo os leitores falando muito por aí, mas chama muito atenção é como as mulheres são tratadas na Obra do Robert Jordan.

Esse lance todo do empoderamento das Aes Sedai, com necessidade de votos que evitem problemas para a humanidade dão uma supervalorização ao gênero que eu acho super legal.

O finalzinho do livro me deixou agoniado, mas o final valeu a pena demais! Mal posso esperar pela chegada do terceiro livro, e já espero muita coisa acontecendo.

Detalhe: Nynaeve me ganhou nesse livro, e eu pensei que jamais gostaria dela. Hurin é super divertido e atrapalhado, ganhou minha consideração fácil. Agora a pergunta que fica na minha cabeça é sobre qual Ajah as meninas vão escolher. rs

Recomendadíssima leitura.
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dulcegdorta 05/05/2020

Por enquanto ainda estou gostando, menos do final desse, mas continuarei a saga
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BeowulfBjornson 28/02/2011

Resenha
Leia ela aqui: http://www.dragaoboreal.com/2011/02/resenha-a-roda-do-tempo-a-grande-cacada/
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Wellington 02/08/2020

Esse rolê foi extenso
Um bom livro. Considero até melhor que o anterior. Possui algumas adições interessantes que expande a mitologia da saga. (Alguém pode considerar o que vem a seguir um spoiler, mas não considero): Pra que aqueles parágrafos de quarteto amoroso? No decorrer do livro isso me incomodou um pouco, mas no final foi muito exagerado, esses diálogos sobre quem vai casar com quem me matam, pqp.
Joee 05/09/2020minha estante
Tô achando um cú isso de " quem vai casar com quem," mas tirando isso, o livro é muito bom




Gabriel 19/11/2016

Corrida maluca.
Se ao finalizar o primeiro volume de “A Roda do Tempo” o leitor ficou um pouco desapontado com a história apresentada por Robert Jordan, a segunda parte da série, “A Grande Caçada”, pode ser a chance dele se reconciliar com o autor. A busca pela conhecida e mística Trombeta de Valere, que contém poderes inimagináveis ao soar de uma simples nota, oferece, a meu ver, uma aventura tão empolgante e acima de tudo mais subliminar que a apresentada em “O Olho do Mundo”, cuja história remetia em diversos trechos a “O Senhor dos Anéis”.

A julgar pelo título da obra e baseando-se nas informações oferecidas sobre o curioso instrumento mágico no livro inicial de “A Roda do Tempo”, custei a achar que “A Grande Caçada” seria uma espécie de “Corrida Maluca” ou “Pegue o Pombo”, mas o resultado, no entanto, não foi bem esse. Muito melhor que isso, a história procura surpreender o leitor, tangenciando os acontecimentos a rumos que ele não esperaria que fossem tomados, obtendo, na minha concepção, êxito quanto a esse aspecto.

Diferente do que ocorre em “O Olho do Mundo”, onde há uma predominância de capítulos sob o ponto de vista de Rand, nesse livro Jordan busca equiponderar um pouco mais a participação dos personagens, oferecendo trechos centrados na percepção de outros protagonistas e até mesmo em indivíduos que desempenham papéis secundários. Nesse segundo caso, considero interessante que Robert aproveita essas partes para apresentar lugares e elementos que só serão importantes mais para frente na história, o que chega até a causar estranheza no leitor, que não consegue situar a primazia tais trechos no plot principal. “O que é isso? A trama acontecendo em São Paulo e o cara me dando informações sobre o Acre”. Mas, posteriormente, as peças desse imenso quebra-cabeça se encaixam e as dúvidas somem.

Rand passa por alguns conflitos dos cabulosos durante a obra. O protagonista já não sabe em quem confiar, e muitas coisas não tão bem explicadas a ele estão gerando medo sobre o que pode acontecer no seu futuro. É interessante também a oportunidade de saber nesse livro um pouco mais sobre a Aes Sedai e suas facções, que permeiam em alguns aspectos a trama principal. A política, por sinal, área que tenderá a ser abordada no meio da série, começa a ser abordada na obra. Mas, de todos os personagens e elementos apresentados aqui, o que mais me chamou atenção nesse volume foi o Loial e seu povo, os Ogier. Apresentando-se carismático ao leitor, espero fortemente que ele volte nas próximas partes da saga.

Diferente do que ocorre no primeiro livro, em “A Grande Caçada” há uma maior fluidez nos fatos, o descritivismo que alguns consideram exacerbado é amenizado nesse segundo volume, conquanto o estilo que pareça ser típico de Jordan de deixar os acontecimentos acontecer de maneira mais lenta até a metade da obra, quando entram então na trama mais ação, persista aqui. As últimas cinquenta páginas do volume, assim como em “O Olho do Mundo”, são bastante turbulentas, acontecendo várias coisas ao mesmo tempo e em intervalos muito pequenos. Só que dessa vez, a escala é superior, o que gera um sentimento de emergência muito maior, sem que o autor perca o fio da miada e apresente um desfecho confuso.

Assim, considero a segunda parte de “A Roda do Tempo” melhor em grande parte dos aspectos que a sua anterior, acertando em pontos que considero cruciais para envolver o consumidor literário. Se o ledor já se sentiu fascinado com o início dessa gigante saga, “A Grande Caçada” deve fazê-lo ganhar mais gosto por toda série e sentir vontade de devorar os seus próximos volumes. Agora, é esperar o que a Roda há de tecer para os seus personagens.
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julia 14/06/2020

Resenha: A Grande Caçada
Gostei de A Grande Caçada mais do que esperava! O ritmo é mais acelerado do que no livro anterior e eu já conhecia os personagens--consegui acompanhar melhor a história. O livro tem muuuito tensão e luta e um bom desenvolvimento dos personagens. Algumas partes são frustrantes e eu sei que o Rand vai continuar me estressando nos próximos livros.
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Lelê 22/08/2020

Encantada com esse universo
Nesse segundo livro da série, temos um vislumbre bem maior do riquíssimo universo de Jordan. Conhecemos novas etnias e culturas, descobrimos mais a respeito do complexo sistema de magia, e seus inumeros desdobramentos; e acompanhamos o amadurecimento dos personagens mais jovens, enquanto conhecemos um pouco mais os personagens mais velhos. O ritmo de leitura desse segundo livro é muito melhor do que o primeiro, com mais ação e diálogos importantes.
O ponto negativo desse livro, na minha opinião, são as "adolescentices" de alguns personagens, principalmente as femininas, preocupadas demais com quem vai ficar com o personagem principal em momentos inoportunos. Embora os personagens sejam mesmo muito jovens e esse seja um comportamento esperado, não é o tipo que funcione para mim, mas pode não incomodar outras pessoas.
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