A Linguagem das Flores

A Linguagem das Flores Vanessa Diffenbaugh




Resenhas - A Linguagem das Flores


118 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Nana 13/09/2011

Encantador!
Um livro muito bem escrito, com uma linguagem simples e envolvente. Victoria é um personagem comovente e muito real. Ela foi criada em orfanatos, sendo adotada e devolvida por várias famílias por ser uma garota agressiva, rebelde e cheia de ódio. Por tantos sofrimentos que passou, ela não consegue amar aos outros e nem se deixa ser amada.
A narração vai alternando entre presente e passado. No presente, Victoria completa 18 anos e se vê sozinha, tendo que trabalhar e batalhar por sua própria vida. E no passado, quando ela tinha 09 anos e morava com Elizabeth, sua última mãe adotiva que lhe ensinou sobre a linguagem das flores. O que cada flor representa e como elas podem expressar os nossos sentimentos.
Após conseguir emprego em uma floricultura, Victoria vai se tornando mais acessível e aprendendo a conviver com outras pessoas. Quando encontra Grant, que também conhece esta linguagem, Victória compartilha com ele o amor pelas flores e aos poucos vai se entregando ao amor verdadeiro.
Um livro lindo e delicioso de ler. Fala de amor sem ser um conto de fadas romântico. Uma estória de crescimento pessoal, perdão, amor, arrependimentos e reconciliação. Recomendo!!!

No final do livro ainda tem um dicionário com o significado de cada flor.
Rose 30/03/2012minha estante
Boa resenha, vc me convenceu... vou acrescenta-lo a minha lista! :)


Ádila 20/08/2012minha estante
Boa resenha, vc me convenceu... vou acrescenta-lo a minha lista! :) [2] Exatamente!


Luh 23/08/2012minha estante
"Uma rosa é uma rosa é uma rosa"


Renata CCS 24/10/2013minha estante
Li bons comentários deste livro aqui no Skoob. Vou colocar em minha lista de futuras leituras!


Mariana 08/01/2015minha estante
estou lendo e amando


Belle 06/07/2016minha estante
Encerrei a leitura há uns dias e amei esse livro. Como você falou, trata dos relacionamentos de uma forma mais real e não idealizada como estamos acostumadas em livros mais leves. A personagem principal é muito interessante com os seus altos e baixos e isso me cativou bastante. Realmente uma leitura que a gente termina querendo que o mundo inteiro leia. ;-)




Dirce 08/05/2014

Amar se Aprende Amando
Temas atuais: os estragos provocado pelo abandono, a dificuldade em adotar e ser adotado e uma comunicação original: por meio das flores(tanto para o bem como para mal)conferem ao leitor do romance "A linguagem das Flores uma leitura capaz de surpreender e emocionar. Poderia seguir falando sobre a história do romance, sobre as personagens, falando que a menina Victória, a protagonista, e blá,bla, blá ...mas prefiro me ater às reflexões que me assaltaram durante a leitura.
Ao me deparar com o comportamento da menina Vitória e também da Elizabeth- uma das inúmeras mães adotivas que passaram pela vida da menina- estabeleci, de imediato, uma relação com um título do livro do Drummond Amar se aprende amando. Não se pode exigir de uma criança carente que nunca conheceu seus pais tamanha sabedoria e desprendimento, mas e quanto a Elizabeth? Ela queria muito uma família, entretanto não conseguia enxergar o óbvio: ela amava Victória e esse amor poderia ser transformador, só que ela preferiu ficar presa aos conflitos familiares e ignorar as carências afetivas da menina que culminou no afastamento de ambas. Tempo e amor desperdiçados.
Mas se Elizabeth não conseguiu deixar transparecer o amor que sentia por sua quase filha (o sistema de adoção exigia um prévio período de convivência para daí então efetivar a adoção)ela conseguiu lhe passar os seus conhecimentos sobre a linguagem das flores e foi esse conhecimento que permitiu a Victória, quando atingiu a maioridade, exercer uma profissão. Victória aprendeu muito sobre a linguagem das flores, mas nada sobre o Amor ela se recusava aprender a amar. Ela se sentia inferior por não ter raízes e isto a levava a se fechar para os sentimentos e a se afastar das pessoas, mesmo das pessoas bondosas como a Mamãe Ruby. Porém, como é impossível termos tudo sobre o nosso controle ( acho que aqui cabe um frase do John Lennon que adoro: Vida é o que acontece lá fora enquanto a gente faz planos) a vida aconteceu e Victória descobriu por meio de muito sofrimento que os musgos também não têm raízes, mas ainda assim eles crescem, e tal e qual eles também cresce o Amor Maternal de modo espontâneo . Victória aprendeu que os rejeitados, os mal-amados também eram capazes de aprenderem a amar e dar amor com tanta abundância como qualquer outra pessoa.
A linguagem das flores é um livro que fala sobre a redenção, sobre o recomeço, sobre a MATERNIDADE ( ao me referir à maternidade não faço qualquer distinção entre o filho biológico e adotivo) e estando às vésperas do Dia das Mães foi uma leitura feita em boa hora e, ainda que eu não o considere uma grande obra, muito me emocionou. É um livro que tem um alvo certo: o coração feminino as resenhas que aí estão não me deixam mentir.
Renata CCS 09/05/2014minha estante
Resenha certeira Dirce! Este livro está em minha lista de futuras aquisições há algum tempo. Suas palavras somente o colocaram no topo.
As alusões à Drummond e Lennon (duas paixões!) deixaram a resenha ainda mais encantadora.
bjs.




AndyinhA 04/03/2013

Trecho de resenha do blog Mon Petit Poison

É um livro cheio de emoções, torcemos por Victoria, também a odiamos em certos momentos, entendemos que às vezes é difícil se entregar a qualquer coisa quando se já sofreu demais na vida ou ficamos com medo de nos machucarmos. Mas acho que o maior aprendizado do livro é o querer. Mesmo quando nós sabemos que não podemos seguir, será que sabemos que realmente é hora de desistir? Ou é apenas o momento da pausa?

Este livro de emoções tão conflitantes tem tantas coisas com a vida real, que ao termina-lo fiquei repassando na minha vida, vendo as escolhas que fiz ou as que abri mão. Realmente é daqueles para se pensar. Acredito que quem está apenas acostumado a ler Jovem-Adulto não irá gostar do livro. Não que a linguagem seja profunda ou complicada, mas não tem as coisas fúteis e as brigas de garotas/garotos que sempre se encontra nesse tipo de livro. Aqui é vida real nua e crua.

Para saber mais, acesse: http://www.monpetitpoison.com/2012/09/poison-books-linguagem-das-flores.html#.UTT7KjCG08k
comentários(0)comente



Renata CCS 11/08/2015

E para não dizer que não falei das flores

"Não sou sempre flor. Às vezes espinho me define tão melhor. Mas só espeto os dedos de quem acha que me tem nas mãos."
(Clarice Lispector)

Clarice Lispector poderia facilmente ter buscado inspiração em Victoria Jones quando escreveu as palavras acima transcritas. A protagonista de A LINGUAGEM DAS FLORES é uma figura difícil para se gostar e compreender. Teimosa, mal humorada e sempre desconfiada, ela procura manter-se o mais longe possível do contato humano. Cresceu entre abrigos e lares adotivos, até ficar por sua própria conta ao completar 18 anos. Mas por trás da cara de poucos amigos e da forte personalidade, há uma jovem sensível e desconhecida até mesmo de si própria. Seu dom com as flores é uma prova disso.

Os capítulos vão alternando entre passado de Victoria, quando ela tinha 9 anos e conheceu Elizabeth, dona de um vinhedo nas proximidades de São Francisco, que não apenas foi a única mãe que Victoria conheceu, mas que lhe ensinou tudo sobre a esquecida linguagem das flores, e o seu presente, já emancipada, trabalhando em uma floricultura, encantando os clientes com seu talento para arranjos e palpites certeiros. E é neste momento que ela acaba se reencontrando com fantasmas do passado e tem a chance de reparar antigos erros e, claro, cometer novos.

É uma história sem heróis ou vilões. São apenas pessoas comuns, que cometem erros e acertos, e acabam aprendendo com todas essas experiências, tentando encontrar seus respectivos caminhos para a redenção.

A LINGUAGEM DAS FLORES é um livro sobre amor, perdão, amizade, família, mas, acima de tudo isso, de autoconhecimento, de amor-próprio e da capacidade de perdoar a si próprio, mesmo quando lutamos ao contrário. Um belo relato sobre a vida e as relações humanas.

Uma leitura simples, delicada e de qualidade, e também intensa de sentimentos.
Lola 13/08/2015minha estante
Comecei a ler essa semana e estou gostando muito!




Léia Viana 26/06/2013

Bela história
Apesar de ter uma carga emocional intensa, “A Linguagem das Flores” não me fez chorar e tão pouco me deixou triste. Narrado em primeira pessoa e sem rodeios, a trama foi muito bem conduzida e explorada e o suspense na medida certa, devorei as páginas tamanha necessidade que tive em saber qual seria o próximo passo da menina órfã, estava ávida por descobrir e à medida que seu presente se alternava com o seu passado mais eu torcia para que ela superasse tudo, que se permitisse ser amada, que pudesse de fato ter uma vida plena.

“É um pouco irônico não acha? Você estar obcecada com uma linguagem romântica, inventada para que amantes pudessem se comunicar, e usá-la para espalhar a hostilidade.”

Mesmo tendo conhecimento da linguagem das flores, de ter a oportunidade de conviver com a beleza e a leveza que muitas flores nos passam, para a personagem isso teve efeito reverso, a vida a deixou amarga, dura a ponto de usar o significado delas para passar mensagens para as outras pessoas, na maioria das vezes, mensagens de ódio. Todo esse sentimento demonstrado de maneira coerente pelo personagem , que não soube o que era amor e carinho e muito menos não sabia como lidar com esses sentimentos, quando os outros demonstravam isso por ela.

Com um enredo delicado: adoção, a história poderia ser de uma leitura difícil, pesada, mas não achei, a autora soube conduzir muito bem a história, principalmente por mostrar outro lado do processo de adoção: a rejeição. É triste uma vida sem uma família e amigos.

A capa é linda e combina perfeitamente com a história, gostei muito do dicionário com o nome e o significado das flores, anexado ao final do livro.

“Você tem que querer. Você tem que querer ser uma filha, uma irmã, uma amiga, uma estudante ... Eu nunca quisera nenhuma dessas coisas e as promessas ... Mas, de repente, eu soube que queria ser florista. Queria passar o resto da minha vida escolhendo flores para desconhecidos ...”

Leitura recomendada!
comentários(0)comente



Denise 11/09/2011

Um livro simples e maravilhoso. Além de contar a história da pequena Victoria, e sua vida difícil de menina temperamental e órfã, o livro nos leva a uma pequena viagem interior. Quantas vezes colocamos tudo a perder, ou jogamos fora uma oportunidade apenas porque queremos provar nosso próprio ponto de vista? Victoria odiava todas as pessoas, aliás, acreditava ser possível apenas amar as flores. No decorrer do livro entre tantas passagens difíceis, ela aprende que amar é uma questão de entrega, como tudo na vida você deve, primeiro, querer. Você precisa realmente querer ser, ter e também amar. A jovem sempre acreditou que não merecia coisas boas e para não ser magoada, preferia magoar antes. Mesmo sentindo-se solitária, não admitia a proximidade de ninguém. Somos todos assim em algum ponto de nossas vidas. Queremos provar ao mundo que podemos tudo e sozinhos. Ela levou um longo tempo e sofreu muito no caminho de volta para casa. Um lugar que ela conheceu e aprendeu a amar, ao lado de pessoas que apenas lhe queriam bem, sem cobranças. Pessoas que a amavam apesar de tudo, por causa de qualidades que nem ela mesma sabia ter.
Foi uma leitura delicada, triste e intensa. E algumas passagens me fizeram fechar os olhos e respirar mais fundo para segurar as lágrimas. Não fala apenas de flores, mas sim de sentimentos, de imagens e cores.
E quando Victoria se vê mãe, acredito que todas as mulheres que já tiveram filhos irão se identificar com a dor, pânico e desespero que nos cerca e sufoca, desafiando nossas forças físicas e capacidades mentais na busca pela perfeição, o que descobrimos logo, não existir.
comentários(0)comente



Janaína Oliveira 02/10/2014

A linguagem das flores, Vanessa Diffenbaugh
Para descrever o livro A linguagem das flores, eu queria encontrar uma palavra que fosse ao mesmo tempo doce, suave e que transmitisse carinho, compreensão, amor, confiança e serenidade. Acredito que não poderia encontrar palavra melhor com essas definições que não fosse a palavra, Mãe...

Sinopse: Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder.

O livro é dividido em quatro partes, Cardo, Um coração inexperiente, Musgo e Recomeços.

Cardo

Não gosto de você falei. Não gosto que você me tranque do lado de fora da casa ou me jogue em cima da pia da cozinha. Não gosto que fique tocando minhas costas, apertando meu rosto ou me forçando a brincar com Perla. Não gosto das suas flores, das suas mensagens nem dos seus dedos finos. Não gosto de nada a seu respeito. E também não gosto de nada no mundo. Muito melhor! Elizabeth parecia sinceramente impressionada por meu monólogo repleto de ódio. Sem dúvida, a flor que você está procurando é o cardo, que simboliza a misantropia. Misantropia significa ódio pela humanidade ou falta de confiança nela.

Nessa primeira parte do livro, Victoria já emancipada, descreve sua infância, as passagens em diversos abrigos, as tentativas sem sucesso de adoção e a vida com Elizabeth, sua única esperança em poder ter um lar, uma mãe. Com Elizabeth, Victoria aprendeu o significado das flores e descobriu seu amor por elas. Mas Victoria aprontou novamente, passou fome e chegou a morar na praça publica até conhecer Renata, dona da floricultura Bloom. Victoria passa então a fazer bicos com Renata e consegue alugar um quartinho para dormir. Acordavam cedo para ir ao mercado de flores para fazerem os arranjos encomendados, e foi aí que encontrou Grant, alguém do seu passado.


Um coração inexperiente

Trabalhando com Renata e indo sempre ao mercado de flores, Victoria se envolve com Grant e descobre que ele é o sobrinho de Elizabeth. Os dois começam a questionar sobre os diversos significados existentes sobre as flores e começam a pesquisar e a definir o melhor significado para cada uma delas. Victoria ainda possuía muita mágoa em seu coração e temia que Grant descobrisse o que fizera no passado. Agora grávida, com medo e começando a ter amor por Grant, Victoria decide ir embora sem dar explicações.


Musgo

O musgo é o símbolo do amor materno, porque, como esse amor, ele alegra nosso coração quando o inverno da adversidade nos atinge e nossos amigos de verão nos abandonam. Henriqueta Dumont, The Floral Offering

Grant obviamente ficou desesperado e procurou por Victoria por todos os cantos da cidade sem muito sucesso, e ele não sabia da gravidez. Victoria sabia se esconder. Nove meses se passaram e chegou o momento do nascimento de seu bebê. Mamãe Ruby, mãe de Renata era uma parteira e iria ajuda-la. Victoria deu a luz a uma menina saudável e ficou totalmente encantada com sua filha. Não acreditava de como ela, uma pessoa cheia de defeitos pudera ter trazido ao mundo um ser humano tão perfeito quanto sua filha.

Segurando nos braços milha filha recém-nascida, senti como se tudo no mundo que até então estivera fora do meu alcance agora fosse possível.

Essa sensação permaneceu com Victoria exatamente por uma semana, quando começou a negligenciar sua filha e decidiu que talvez fosse melhor, deixa-la com Grant...


Recomeços

Victoria havia aberto um negócio, a Mensagem, e estava crescendo a cada dia. Mesmo com sua vida começando a dar certo, não conseguia tirar da cabeça as pessoas que amava, Elizabeth, Grant e sua filha. Decidiu então ir ao encontro delas, ela não tinha mais nada a perder. O reencontro não poderia ter sido melhor, eles conversaram, resolveram as pendências do passado, o perdão e a reconciliação deram espaço para o amor. Agora era o momento de recomeçar...


É simplesmente maravilhosa a história de Victoria, vale muito a pena ler. Esse livro nos mostra a importância do perdão e que qualquer pessoa pode se transformar em algo belo. Recomendo a leitura! =)

Para terminar, deixo aqui pra vocês uma pequena amostra do dicionário de flores de Victoria, somente com os significados que desejo a vocês!

Álamo-negro Coragem
Allium Prosperidade
Azedinha Amor de pai e mãe
Bouvárdia Entusiasmo
Buganvile Paixão
Cravo-de-amor Amor eterno
Crisântemo Verdade
Dália Dignidade
Equinácea Força e saúde
Margarida Inocência
Musgo Amor materno
Narciso Autoestima
Ninfeia Pureza de coração
Orégano Alegria
Pilriteiro Esperança
Rosa mosqueta Simplicidade
Samambaia Sinceridade
Trigo Prosperidade
Visco Eu supero todos os obstáculos

Que a vida de vocês sejam sempre florida! Abraços e até a próxima.


Curiosidade: Linguagem das flores, algumas vezes chamada de floriografia, foi um meio de comunicação da era vitoriana na qual o envio de flores e arranjos florais eram usados para enviar mensagens codificadas, permitindo que indivíduos expressassem sentimentos que de outra forma não poderiam ser ditos.
comentários(0)comente



Ericona 27/08/2012

Contundente
Ouso dizer que, de todas as minhas leituras de 2012, A linguagem das flores foi o livro que mais me afetou no sentido de me tocar, ora positivamente, ora negativamente.
O livro é narrado por Victoria, o que nos deixa ainda mais próximos do que se passa em sua mente e em seu coração.
Os capítulos d'A linguagem das flores se alternam entre presente e passado. Acompanhamos o presente de Victoria: a sua emancipação, as dificuldades de estar sozinha no mundo, sem ninguém com quem contar, as suas noites dormindo em praça pública, cultivando seu jardim particular, até quando ela consegue um emprego em uma floricultura local. Sua vida melhora, ela ganha o suficiente pra não dormir mais na rua e poder se alimentar regularmente. Renata, dona da floricultura, logo percebe o talento incrível de Victoria com as flores. Com isso, Victoria ganha não só a admiração e a confiança de Renata como também a de seus clientes, que solicitam o trabalho de Victoria, por acreditar que, o talento dela aliado a linguagem das flores, tem o poder de mudar a vida deles.
Em meio a isso, Victoria nos transporta para o passado, nos contando a sua vida atribulada em diversos abrigos e lares adotivos, até que ela nos fala de Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única pessoa a quem Victoria amou e por quem foi amada em sua infância.
A verdade é que Victoria sempre teve um gênio muito difícil: avessa a carinhos e incapaz de sentir empatia por alguém. Isso mudou quando Elizabeth conquistou, pouco a pouco, o seu coração. Victoria descobriu que tinha a capacidade de amar e sentiu em si mesma o poder transformador do amor. Porém, Victoria fez algo grave, que culminou na separação das duas. Ela voltou a viver em abrigos até a sua emancipação.
O motivo da separação das duas é revelado gradativamente; e, aos poucos, compreendemos a razão de a Victoria ser quem é, reclusa, amargurada, atormentada por fantasmas do passado e cheia de culpa. O encontro com Grant, um rapaz que trabalha no mercado de flores, a faz encarar o passado e resolver questões que foram adiadas por tempo demais. Daí por diante, notamos uma bela e importante transformação na vida e na personalidade de Victoria.
Victoria é uma das protagonistas mais marcantes que já conheci em livros. Ela nos provoca sentimentos diversos, como pena, afeto, raiva, indignação e amor de novo. Não compreendemos inicialmente algumas de suas ações e decisões, mas aprendemos a enxergá-la e sentir amor por ela da maneira que ela é. Nossa afeição por ela cresce ainda mais quando, a certo ponto do livro, ela se encontra consigo mesma e consegue se perdoar por todo o mal que julgou causar a todos que conviveram com ela.
Um dos pontos mais bonitos do livro é o amor de Victoria pelas flores (amor esse herdado de Elizabeth, que é quem lhe ensina tudo sobre as flores e os seus significados). Eu não entendo nada de flores, por isso foi meio difícil no começo visualizar as flores que eram descritas no livro, mas nada que atrapalhasse a leitura ou tirasse o encanto do livro. Muito pelo contrário, se interessar pelas flores e se deslumbrar por seus significados é algo fácil e quase automático quando se lê A linguagem das flores.
A linguagem das flores é sobre arrependimento, crescimento, remissão e, sobretudo, sobre o poder transformador do amor. Indico a quem aprecia tramas com personagens marcantes e singulares, com histórias de vidas contundentes, que nos tiram da zona de conforto e nos impulsionam a enxergar a vida por novos ângulos.

* * *

Resenha publicada no blog Sacudindo Palavras: http://ericaferro.blogspot.com.br/2012/08/resenha-linguagem-das-flores-vanessa.html
comentários(0)comente



Indie 09/04/2012

A Linguagem das Flores - Um livro muito tocante e muito sensível!
Quando recebi o livro para resenhar, jurei que fosse mais uma daquelas histórias melosas, para vender livro mesmo, sabe? Daquelas com um enredo triste e pouco denso que no final agrada o leitor com um final água-com-açúcar. Ledo engano.
Com uma linguagem fácil, Vanessa Diffenbaugh, leva a gente muito lentamente no início do livro a conhecer a vida conturbada e infeliz de Victoria.
A adolescente, então com dezoito anos completos, começa a nos relatar sua jornada a partir do momento em que se prepara para deixar o abrigo de órfãs em que vive para ocupar uma vaga em uma casa para jovens emancipadas, a Gathering House, onde terá que trabalhar para comer e pagar o aluguel. Victoria Jones narra sua vida intercalando presente e passado, um seguido do outro.

O livro é dividido em quatro partes: Cardo, Um coração inexperiente, Musgo e Recomeços. Essa apresentação pode parecer bem simples no primeiro momento (vocês vão entender o porquê dos títulos), mas depois que acabarem a leitura chega-se à uma conclusão: apesar de passado e presente serem apresentados um após o outro e, claro, com acontecimentos distintos e até mesmo sem apresentar correlação entre eles, todos os momentos descritos pela protagonista exercem uma relação muito fiel aos subtítulos!

Ela nos conta das dificuldades que passou de lar em lar adotivo e de abrigo em abrigo para crianças órfãs. Victoria era uma menina difícil, sociopata e muito problemática. No início, se pensa que Victoria é uma garota rebelde sem tanto motivo assim, cria-se até certa antipatia devido às atitudes intempestivas da garota. Mas depois, conforme ela vai desenvolvendo sua história, você se pergunta se deveria mesmo julgá-la dessa forma. Foi uma criança maltratada por famílias adotivas e que não conheceu o amor, nem mesmo da assistente social que era sua tutora. A menina cresceu no meio da maldade das outras crianças e as matérias que constavam no seu currículo eram a desconfiança, a malícia, o desprezo e o ódio.

Mas aos nove anos, sua assistente social, que já não acredita mais em Victoria devido ao seu péssimo comportamento, a leva para o que parece sua última chance em conseguir um lar adotivo. Victoria então conhece Elizabeth, sua nova mãe adotiva, e tenta a todo custo sabotar essa aproximação. Vou dizer que dá até raiva de ver a menina aprontando TODAS com Elizabeth, que, apesar de firme, é muitíssimo amorosa e compreensiva. Elizabeth cativa o impenetrável coração de Victoria e então ensina à criança a linguagem das flores e tudo sobre as videiras que cultiva em sua fazenda. Nesse ponto a gente começa a compreender porque ela sabe tanto de flores... Tanto que quando fica sem abrigo, ela começa a trabalhar com Renata, florista proprietária da Bloom.
Victoria, que é uma sociopata assumida (vocês vão perceber pelas falas dela, chega a ser irritante) começa a interagir com Renata, com os clientes, mesmo contra sua vontade, e também com um vendedor de flores do mercado das flores. Ele lhe oferece um Lírio e ela se sente ultrajada e pensa: Eu não sou uma rainha. É muito bacana mesmo porque Victoria é muito relutante ao assédio do vendedor e eles começam a responder um ao outro com flores!

Vê-se claramente o sentimento de impotência e de desconfiança da menina. A falta de esperança e o peso de não corresponder satisfatoriamente o amor que sentem por ela criam uma barreira que impede qualquer vínculo com todos à sua volta. E mesmo assim as pessoas vão entrando em sua vida... E reconhecemos o amadurecimento de Victoria em relação a sua dificuldade de se entregar a qualquer relacionamento, seja ele de amizade, amoroso ou mesmo maternal.
Vanessa Diffenbaugh, com seu livro, além do maravilhoso dicionário de flores de Victoria no final do livro, nos dá grandes lições de vida, como quando Renata diz à Victoria: “Você acha mesmo que é o único ser humano que tem defeitos imperdoáveis? Que foi magoado quase a ponto de entrar em colapso?” E também quando fala que o musgo, que quer dizer amor materno, cresce mesmo sem raízes. Quando vocês lerem, vão entender tudo o que estou querendo dizer.

A autora já lecionou arte e redação para jovens carentes, tem um filho adotivo e fundou, nos EUA, a Camellia Network (Camélia: meu destino em suas mãos) que é um projeto de apoio aos jovens que estão deixando os abrigos e se emancipando. Bacana, né?
www.camellianetwork.org

Queria ser mais elucidativa em relação a essa resenha, queria poder me explicar melhor, mas o livro é muito denso e muito complexo. Além das mensagens que cada flor traz, fala sobre uma explosão de sentimentos e sobre as consequências de uma vida que já se inicia privada de amor, de uma criança a quem tudo foi negado. Lindo, triste e tocante de mais! Mas mensagens lindas no final fazem você refletir.

Morrendo de vontade de sair expressando meus sentimentos no facebook e mandar flores com mensagens para todos que eu gosto e que não gosto também! (hehe).
Ameeeei muito, muito! Entrou para os meus favoritos no Skoob. De cinco coraçõezinhos, vale seis! Um de bônus... hahaha.
comentários(0)comente



Zana 04/09/2015

[...] De quem, pela manhã, andorinha veloz,
Aos domínios do céu o pensamento erguer,
— Que paire sobre a vida, e saiba compreender
A linguagem da flor e das coisas sem voz!

Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"

Victoria Jones se comportava metaforicamente como um fera ferida, isso porque como diz a canção, desde sempre foi ‘muitas vezes no peito atingida’ ‘no corpo, na alma e no coração’. Quando criança, por ser constantemente maltratada e rejeitada pela vida, tornou-se uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Procurava afastar a todos antes que inevitavelmente fosse afastada. Desta forma e por isso, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção.

Mas antes disso quis muito ser adotada por Elizabeth, a única que a menina amou e com quem quis ficar, uma mulher que também carregava uma história emocional e familiar complicada. Foi com ela que Victoria aprendeu a linguagem das flores, assimilando mais tarde esse conhecimento ao seu comportamento introspectivo, como um meio de se expressar e se posicionar no mundo.

Somente pequenos detalhes da história me incomodou um pouquinho, como o sucesso sentimental obtido pelas clientes só por adquirir flores relacionadas a linguagem das flores sugeridas e vendidas por Victoria Jones. Todo aquele sucesso, a meu ver ficou meio inverossímil. Nas cenas em que a protagonista alimenta a filha recém nascida, a ênfase dada aos ‘mamilos’ e o mais que aconteceu nesta passagem específica do livro também não foi satisfatório, desagradável, por falta de uma palavra melhor! Quanto ao desfecho sonhei com algo diferente, apesar das flores abrangerem todo o argumento, sabemos que nem tudo são elas, não é mesmo? Afora essas ponderações, Vanessa Diffenbaugh conseguiu desenvolver um livro admirável, entrelaçou passado e presente através de uma linguagem límpida. Deu vida a personagens profundos num trama emocional envolvente. Recomendo!


comentários(0)comente



tiagoodesouza 29/09/2011

Você sabia que o simples ato de enviar flores já foi usado para transmitir sentimentos que as pessoas normalmente não ousavam contar de viva voz? Se você fosse um cavalheiro da era vitoriana, bastava oferecer uma rosas vermelhas a uma dama para declarar seu amor. Isso porque rosas vermelhas simbolizam exatamente isso: amor.Mas, e se você oferecesse uma rosa amarela? Seu significado seria algo completamente diferente e, com certeza, partiria o coração da dama em questão.

Afinal, Victoria Jones não tem esse nome à toa. Órfã, ela estava desiludida quanto a encontrar uma família que a adotasse. Mas quando ela foi levada para morar com Elizabeth, uma mulher sozinha que cuidava de um vinhedo, descobriu nela uma versão "adulta" sua. Elizabeth nunca deu mole para as pirraças daquela garotinha de 8 anos e nunca desistiria dela. Embora cuidasse de uvas, Elizabeth conhecia a florigrafia, a linguagem das flores, e transmitiu o máximo de conhecimento possível para Victoria sobre botânica e sobre o que ela estaria dizendo ao presentear alguém com flores. Mas Victoria não usava esse conhecimento para transmitir seus melhores sentimentos para com as pessoas.

Com Elizabeth, parecia que tudo ia dar certo. Enfim, Victoria teria uma família. Mas Victoria, num ato desesperado, faz algo que coloca tudo a perder.

Após dez anos, Victoria precisa urgentemente encontrar um rumo para sua vida. Depois de ser "despejada" de um abrigo para o qual os órfãos eram levados ao completar 18 anos, ela passa a viver na rua cuidando das flores de uma praça. Sua única paixão em todos aqueles anos que se passaram depois daquele terrível acontecimento com Elizabeth, lhe levaram a procurar um emprego numa floricultura. E é nessa floricultura que tudo, de fato, começa a acontecer para ela.

O livro é muito bom! E olha que eu passei a gostar mais dele para o final e, por isso, dei 4 estrelas no Skoob. Gostei quando Victoria começa a trabalhar na floricultura e meio que serve de terapeuta para os clientes que buscam nas flores um modo de trazer de volta a alegria de suas vidas. O legal é que Victoria trabalha com o conhecimento que Elizabeth lhe ensinou. Por que isso? Será que assim ela está tentando buscar um meio de se desculpar pelo seu erro de quando criança? E que coisa tão terrível foi essa que ela fez que a perseguiu todos esses anos?

Usando capítulos alternados para contar sobre o passado de Victoria com Elizabeth e sua vida no presente, com as consequências de seus atos, e com poucos personagens, mas embora bem construídos, Vanessa conseguiu me conquistar com esse livro.
comentários(0)comente



Sabrina Inserra 31/08/2011

Resenha: A Linguagem das Flores
“Uma rosa é uma rosa é uma rosa”.

Confesso que o livro da Vanessa Diffenbaugh já me conquistou na primeira linha. Nunca pensei que me interessaria tanto sobre o universo das flores, nem que me encantaria tanto com essa história, mas a verdade é que tudo neste livro é emocionante!

Entre cardos, álamos brancos, rosas e musgos, acompanhamos Victoria Jones por sua viagem entre flores, passado e presente. Com uma personalidade bem difícil, a única realidade que ela havia conhecido durante a primeira parte da sua infância era a de abrigos e lares adotivos. Porém, justamente pela sua forma rebelde de ser, ela nunca conseguiu permanecer mais do que alguns poucos meses em um lugar até conhecer Elizabeth.

Dona de um vinhedo nas proximidades de São Francisco, Elizabeth ensinou tudo a Victoria, desde informações básicas e de conceito geral, até a esquecida linguagem das flores. Aos poucos, ela se tornou a mãe que a menina nunca havia tido e começou a traçar o caminho para um coração completamente fechado… até Victoria colocar tudo a perder.

Oito anos depois desta experiência familiar frustrada, encontramos a protagonista no dia de seu décimo oitavo aniversário: a data estipulada para a sua emancipação. Porém, fazendo jus ao seu temperamento explosivo e retraído, a garota acaba deixando as oportunidades passarem e se vê sem ter para onde ir, nem o que comer. Mas, ao conseguir um emprego em uma floricultura, ela acaba se reencontrando com alguns fantasmas do passado. Será que essa será a chance de ela reparar os seus antigos erros?

Toda a história é de uma delicadeza ímpar. Muito além das flores, este é um relato sobre a vida, os sentimentos e as relações humanas. E como um simples gesto ou apenas uma palavra (e, por que não, uma flor?) podem fazer toda a diferença na vida de alguém. A escrita da Vanessa é tão intensa, que você se vê rindo, chorando e sofrendo junto com os personagens. Em alguns momentos, a leitura chega a ser dolorosa – não por ser ruim, muito pelo contrário! Mas por ser tão emocionante que é impossível não se envolver.

E os personagens, então…! Nesta história não há heróis nem vilões, mas sim pessoas com sentimentos reais e que erram – e muito! – mas que acabam aprendendo com todas essas experiências. Você consegue enxergar claramente o efeito que as consequências de seus atos tiveram nas suas vidas e seu caminho para suas próprias redenções.

A Linguagem das Flores é um livro para todos aqueles que veem, ouvem, cheiram, saboreiam e, principalmente, sentem.

“Uma rosa é uma rosa é uma rosa. Exceto quando ela é amarela. Ou vermelha, ou cor-de-rosa, ou quando está fechada ou morrendo”.

Resenha publicada no blog Bookeando: http://bookeando.com/site/2011/08/24/resenha-a-linguagem-das-flores/
comentários(0)comente



Rubia 18/05/2017

Emocionante!!!
Amei demais, primeiro que não sabia que as flores tinham sua linguagem, segundo o livro ela surgiu na era vitoriana, quando as pessoas usavam as flores para se comunicar, ao receber um buque de um rapaz as moças corriam para casa a fim de tentar decifrar sua mensagem secreta...amei saber disso e também amei o dicionário de flores que vem no final do livro.. Sobre os personagens quando comprei esse livro sabia que iria encontrar partes muito fortes e que provavelmente não iria concordar, realmente a Vitoria tem um histórico terrível e fez coisas horríveis, mas consegui compreender e até aceitar, ela apesar de tudo que passou conseguiu dar um rumo na vida..ao longo da história aparecem personagens tão cativantes como Elizabeth, Renata, Grant... uma lição de vida esse livro, indico com certeza!!!
comentários(0)comente



Anna 23/08/2016

Depois de anos, A linguagem das flores finalmente saiu da minha lista de espera e entrou pra minha lista de livros amados e inesquecíveis!
Tenho a sensação de que estive esperando por esse livro por toda a minha vida. Eu já disse várias vezes que tal livro me tocou, que determinado livro é um dos meus preferidos e etc. Mas não sei como explicar a diferença desse livro para todos os outros que eu li.
Ele é diferente. Me perturbou demais, me impressionou na mesma medida e me marcou de forma pungente como poucos.
Sabe quando um livro te desconcerta, te assombra, e te comove, tudo de uma vez? Exatamente o que senti.
A narrativa, tão concreta, me deixou completamente aflita, inquieta, como se aquela história fosse real, como se Victoria Jones fosse a própria autora, contando sua biografia. Foi incrível. Foi palpável.
Várias vezes durante a leitura meus sentimentos foram ambíguos. Victoria Jones foi um quebra-cabeça pra mim. Eu queria sacudi-la, eu queria abraça-la. Eu queria entrar no livro e dar uma surra nela, eu queria protegê-la. Sua jornada me fez analisar tantas coisas, me fez meditar tanto, e tudo isso sem esforço da própria autora, que conta uma história de forma autentica e natural, como poucas conseguem.
Eu amei e odiei Victoria Jones na mesma medida. Mas mesmo odiando, não consegui não torcer por ela. Não consegui não me desesperar, quando em mais de 80%, tudo ainda parecia perdido.
Vanessa Diffenbaugh me fascinou com sua narrativa. Ela conseguiu falar tão fortemente nas entrelinhas, no sofrimento, no abandono, na aversão a si mesmo, de uma forma impassível e tangível. As ações aqui, com certeza, falam mais do que 1000 palavras.
Se eu pudesse, não daria somente 5 estrelas para esse livro, daria cactos, milhares de cactos pra essa obra magnífica.
Por que cactos? Se você ler o livro, vai entender!
Eu indico, recomendo e assino embaixo!!!
"Amanhã me sentirei diferente. Vou acordar, olhar à minha volta e ver um quarto meu —uma vida minha —e nunca mais serei levada embora novamente."
Bruna 19/08/2018minha estante
Li o livro a alguns anos, essa foi a primeira resenha que explicou exatamente o que eu senti ao ler o livro. Obrigada pela precisão.


Anna 21/08/2018minha estante
Obrigada você Bruna! Ainda me arrepio quando me lembro desse livro :)




Taynan 29/09/2015

Embora não seja um livro ruim, várias coisas me incomodaram durante a leitura de A Linguagem das Flores.

A primeira delas se refere à temática do livro. Achei que a autora exagerou um pouco nas informações sobre flores, embora esse seja um dos pontos principais da história. As passagens de quando a protagonista está fotografando para montar o próprio dicionário são especialmente entediantes e, depois de um certo tempo, são tantos significados para tantas flores que eu, particularmente, parei de prestar atenção ao que ela dizia.

Outro aspecto que me não me agradou foi a protagonista em si. É compreensível que Victoria tenha traumas e dificuldades para se relacionar com as pessoas ao redor, mas a maneira como ela reage diante de algumas situações é absurda até para uma pessoa com uma história de vida tão complicada. Criar um jardim no tapete de um quarto de aluguel e ir voluntariamente viver na rua no momento em que ela mais precisa ter um teto sobre a cabeça são atitudes que não fazem o menor sentido. Parece que Victoria é uma garota esperta e realista, apesar de revoltada, mas esses pontos me fazem questionar seriamente o intelecto dessa menina (ou a coerência da autora).

A parte romântica do livro deixa a desejar, ainda que não seja o principal relacionamento abordado — este seria o amor entre mãe e filha. A dinâmica entre Victoria e Grant é mais bem desenvolvida enquanto eles são apenas amigos do que quando se tornam de fato um casal. A partir daí tudo se torna acelerado, meses se passam em um virar de páginas e o leitor não vê a história acontecendo; a autora resolve pular direto para a parte em que a protagonista faz mais uma de suas péssimas escolhas sem lógica alguma. Coincidência ou não, foi nesse ponto que eu comecei a pular parágrafos para adiantar o final.

E o final acabou sendo corrido, mal explicado e sem emoção — ainda que as cenas tivessem a pretensão de emocionar. A grande revelação do passado de Victoria não teve efeito nenhum sobre os acontecimentos da narrativa atual, simplesmente nada de relevante aconteceu depois disso. Bastou que ela decidisse que iria parar de complicar a própria vida e pronto, tudo se resolveu, ninguém ficou magoado com as atitudes dela, estavam todos ali à disposição para quando ela quisesse agir como uma pessoa normal.

O livro tem seus pontos positivos — a parte sobre o sistema de adoção, o desenvolvimento da relação entre Victoria e Elizabeth nos flashbacks —, a história em si é interessante, porém, como um todo, não foi uma leitura que me agradou.
Carina 07/08/2016minha estante
Estou muito chateada com esta leitura, estou quase no final e estou engolindo como um purgante.


Taynan 19/08/2016minha estante
Bem como eu me senti, Carina.


Carina 19/08/2016minha estante
Horrível, o finalzinho da uma melhorada, mas não é um livro que vou reler, vou colocar para troca.


Erika 24/08/2016minha estante
Até que enfim. Mesmo sentimento meu. Não curti o livro nem a personagem. Para mim, o que valeu foi o aprendizado sobre as flores.




118 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |