A Linguagem das Flores

A Linguagem das Flores Vanessa Diffenbaugh




Resenhas - A Linguagem das Flores


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Nana 13/09/2011

Encantador!
Um livro muito bem escrito, com uma linguagem simples e envolvente. Victoria é um personagem comovente e muito real. Ela foi criada em orfanatos, sendo adotada e devolvida por várias famílias por ser uma garota agressiva, rebelde e cheia de ódio. Por tantos sofrimentos que passou, ela não consegue amar aos outros e nem se deixa ser amada.
A narração vai alternando entre presente e passado. No presente, Victoria completa 18 anos e se vê sozinha, tendo que trabalhar e batalhar por sua própria vida. E no passado, quando ela tinha 09 anos e morava com Elizabeth, sua última mãe adotiva que lhe ensinou sobre a linguagem das flores. O que cada flor representa e como elas podem expressar os nossos sentimentos.
Após conseguir emprego em uma floricultura, Victoria vai se tornando mais acessível e aprendendo a conviver com outras pessoas. Quando encontra Grant, que também conhece esta linguagem, Victória compartilha com ele o amor pelas flores e aos poucos vai se entregando ao amor verdadeiro.
Um livro lindo e delicioso de ler. Fala de amor sem ser um conto de fadas romântico. Uma estória de crescimento pessoal, perdão, amor, arrependimentos e reconciliação. Recomendo!!!

No final do livro ainda tem um dicionário com o significado de cada flor.
Rose 30/03/2012minha estante
Boa resenha, vc me convenceu... vou acrescenta-lo a minha lista! :)


Ádila 20/08/2012minha estante
Boa resenha, vc me convenceu... vou acrescenta-lo a minha lista! :) [2] Exatamente!


Lu 23/08/2012minha estante
"Uma rosa é uma rosa é uma rosa"


Renata CCS 24/10/2013minha estante
Li bons comentários deste livro aqui no Skoob. Vou colocar em minha lista de futuras leituras!


Mariana 08/01/2015minha estante
estou lendo e amando


Belle 06/07/2016minha estante
Encerrei a leitura há uns dias e amei esse livro. Como você falou, trata dos relacionamentos de uma forma mais real e não idealizada como estamos acostumadas em livros mais leves. A personagem principal é muito interessante com os seus altos e baixos e isso me cativou bastante. Realmente uma leitura que a gente termina querendo que o mundo inteiro leia. ;-)




Dirce 08/05/2014

Amar se Aprende Amando
Temas atuais: os estragos provocado pelo abandono, a dificuldade em adotar e ser adotado e uma comunicação original: por meio das flores(tanto para o bem como para mal)conferem ao leitor do romance "A linguagem das Flores uma leitura capaz de surpreender e emocionar. Poderia seguir falando sobre a história do romance, sobre as personagens, falando que a menina Victória, a protagonista, e blá,bla, blá ...mas prefiro me ater às reflexões que me assaltaram durante a leitura.
Ao me deparar com o comportamento da menina Vitória e também da Elizabeth- uma das inúmeras mães adotivas que passaram pela vida da menina- estabeleci, de imediato, uma relação com um título do livro do Drummond Amar se aprende amando. Não se pode exigir de uma criança carente que nunca conheceu seus pais tamanha sabedoria e desprendimento, mas e quanto a Elizabeth? Ela queria muito uma família, entretanto não conseguia enxergar o óbvio: ela amava Victória e esse amor poderia ser transformador, só que ela preferiu ficar presa aos conflitos familiares e ignorar as carências afetivas da menina que culminou no afastamento de ambas. Tempo e amor desperdiçados.
Mas se Elizabeth não conseguiu deixar transparecer o amor que sentia por sua quase filha (o sistema de adoção exigia um prévio período de convivência para daí então efetivar a adoção)ela conseguiu lhe passar os seus conhecimentos sobre a linguagem das flores e foi esse conhecimento que permitiu a Victória, quando atingiu a maioridade, exercer uma profissão. Victória aprendeu muito sobre a linguagem das flores, mas nada sobre o Amor ela se recusava aprender a amar. Ela se sentia inferior por não ter raízes e isto a levava a se fechar para os sentimentos e a se afastar das pessoas, mesmo das pessoas bondosas como a Mamãe Ruby. Porém, como é impossível termos tudo sobre o nosso controle ( acho que aqui cabe um frase do John Lennon que adoro: Vida é o que acontece lá fora enquanto a gente faz planos) a vida aconteceu e Victória descobriu por meio de muito sofrimento que os musgos também não têm raízes, mas ainda assim eles crescem, e tal e qual eles também cresce o Amor Maternal de modo espontâneo . Victória aprendeu que os rejeitados, os mal-amados também eram capazes de aprenderem a amar e dar amor com tanta abundância como qualquer outra pessoa.
A linguagem das flores é um livro que fala sobre a redenção, sobre o recomeço, sobre a MATERNIDADE ( ao me referir à maternidade não faço qualquer distinção entre o filho biológico e adotivo) e estando às vésperas do Dia das Mães foi uma leitura feita em boa hora e, ainda que eu não o considere uma grande obra, muito me emocionou. É um livro que tem um alvo certo: o coração feminino as resenhas que aí estão não me deixam mentir.
Renata CCS 09/05/2014minha estante
Resenha certeira Dirce! Este livro está em minha lista de futuras aquisições há algum tempo. Suas palavras somente o colocaram no topo.
As alusões à Drummond e Lennon (duas paixões!) deixaram a resenha ainda mais encantadora.
bjs.




AndyinhA 04/03/2013

Trecho de resenha do blog Mon Petit Poison

É um livro cheio de emoções, torcemos por Victoria, também a odiamos em certos momentos, entendemos que às vezes é difícil se entregar a qualquer coisa quando se já sofreu demais na vida ou ficamos com medo de nos machucarmos. Mas acho que o maior aprendizado do livro é o querer. Mesmo quando nós sabemos que não podemos seguir, será que sabemos que realmente é hora de desistir? Ou é apenas o momento da pausa?

Este livro de emoções tão conflitantes tem tantas coisas com a vida real, que ao termina-lo fiquei repassando na minha vida, vendo as escolhas que fiz ou as que abri mão. Realmente é daqueles para se pensar. Acredito que quem está apenas acostumado a ler Jovem-Adulto não irá gostar do livro. Não que a linguagem seja profunda ou complicada, mas não tem as coisas fúteis e as brigas de garotas/garotos que sempre se encontra nesse tipo de livro. Aqui é vida real nua e crua.

Para saber mais, acesse: http://www.monpetitpoison.com/2012/09/poison-books-linguagem-das-flores.html#.UTT7KjCG08k
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Renata CCS 11/08/2015

E para não dizer que não falei das flores

"Não sou sempre flor. Às vezes espinho me define tão melhor. Mas só espeto os dedos de quem acha que me tem nas mãos."
(Clarice Lispector)

Clarice Lispector poderia facilmente ter buscado inspiração em Victoria Jones quando escreveu as palavras acima transcritas. A protagonista de A LINGUAGEM DAS FLORES é uma figura difícil para se gostar e compreender. Teimosa, mal humorada e sempre desconfiada, ela procura manter-se o mais longe possível do contato humano. Cresceu entre abrigos e lares adotivos, até ficar por sua própria conta ao completar 18 anos. Mas por trás da cara de poucos amigos e da forte personalidade, há uma jovem sensível e desconhecida até mesmo de si própria. Seu dom com as flores é uma prova disso.

Os capítulos vão alternando entre passado de Victoria, quando ela tinha 9 anos e conheceu Elizabeth, dona de um vinhedo nas proximidades de São Francisco, que não apenas foi a única mãe que Victoria conheceu, mas que lhe ensinou tudo sobre a esquecida linguagem das flores, e o seu presente, já emancipada, trabalhando em uma floricultura, encantando os clientes com seu talento para arranjos e palpites certeiros. E é neste momento que ela acaba se reencontrando com fantasmas do passado e tem a chance de reparar antigos erros e, claro, cometer novos.

É uma história sem heróis ou vilões. São apenas pessoas comuns, que cometem erros e acertos, e acabam aprendendo com todas essas experiências, tentando encontrar seus respectivos caminhos para a redenção.

A LINGUAGEM DAS FLORES é um livro sobre amor, perdão, amizade, família, mas, acima de tudo isso, de autoconhecimento, de amor-próprio e da capacidade de perdoar a si próprio, mesmo quando lutamos ao contrário. Um belo relato sobre a vida e as relações humanas.

Uma leitura simples, delicada e de qualidade, e também intensa de sentimentos.
Lola 13/08/2015minha estante
Comecei a ler essa semana e estou gostando muito!




Lua 18/01/2021

Eu amooo
Eu amo esse livro, eu amo
Reli ele esse mês pra começar bem as leituras do ano!
Vale muito a pena ler, além de eu ter aprendido a Linguagem das flores com a Victoria e a Elizabeth
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Denise 11/09/2011

Um livro simples e maravilhoso. Além de contar a história da pequena Victoria, e sua vida difícil de menina temperamental e órfã, o livro nos leva a uma pequena viagem interior. Quantas vezes colocamos tudo a perder, ou jogamos fora uma oportunidade apenas porque queremos provar nosso próprio ponto de vista? Victoria odiava todas as pessoas, aliás, acreditava ser possível apenas amar as flores. No decorrer do livro entre tantas passagens difíceis, ela aprende que amar é uma questão de entrega, como tudo na vida você deve, primeiro, querer. Você precisa realmente querer ser, ter e também amar. A jovem sempre acreditou que não merecia coisas boas e para não ser magoada, preferia magoar antes. Mesmo sentindo-se solitária, não admitia a proximidade de ninguém. Somos todos assim em algum ponto de nossas vidas. Queremos provar ao mundo que podemos tudo e sozinhos. Ela levou um longo tempo e sofreu muito no caminho de volta para casa. Um lugar que ela conheceu e aprendeu a amar, ao lado de pessoas que apenas lhe queriam bem, sem cobranças. Pessoas que a amavam apesar de tudo, por causa de qualidades que nem ela mesma sabia ter.
Foi uma leitura delicada, triste e intensa. E algumas passagens me fizeram fechar os olhos e respirar mais fundo para segurar as lágrimas. Não fala apenas de flores, mas sim de sentimentos, de imagens e cores.
E quando Victoria se vê mãe, acredito que todas as mulheres que já tiveram filhos irão se identificar com a dor, pânico e desespero que nos cerca e sufoca, desafiando nossas forças físicas e capacidades mentais na busca pela perfeição, o que descobrimos logo, não existir.
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Léia Viana 26/06/2013

Bela história
Apesar de ter uma carga emocional intensa, “A Linguagem das Flores” não me fez chorar e tão pouco me deixou triste. Narrado em primeira pessoa e sem rodeios, a trama foi muito bem conduzida e explorada e o suspense na medida certa, devorei as páginas tamanha necessidade que tive em saber qual seria o próximo passo da menina órfã, estava ávida por descobrir e à medida que seu presente se alternava com o seu passado mais eu torcia para que ela superasse tudo, que se permitisse ser amada, que pudesse de fato ter uma vida plena.

“É um pouco irônico não acha? Você estar obcecada com uma linguagem romântica, inventada para que amantes pudessem se comunicar, e usá-la para espalhar a hostilidade.”

Mesmo tendo conhecimento da linguagem das flores, de ter a oportunidade de conviver com a beleza e a leveza que muitas flores nos passam, para a personagem isso teve efeito reverso, a vida a deixou amarga, dura a ponto de usar o significado delas para passar mensagens para as outras pessoas, na maioria das vezes, mensagens de ódio. Todo esse sentimento demonstrado de maneira coerente pelo personagem , que não soube o que era amor e carinho e muito menos não sabia como lidar com esses sentimentos, quando os outros demonstravam isso por ela.

Com um enredo delicado: adoção, a história poderia ser de uma leitura difícil, pesada, mas não achei, a autora soube conduzir muito bem a história, principalmente por mostrar outro lado do processo de adoção: a rejeição. É triste uma vida sem uma família e amigos.

A capa é linda e combina perfeitamente com a história, gostei muito do dicionário com o nome e o significado das flores, anexado ao final do livro.

“Você tem que querer. Você tem que querer ser uma filha, uma irmã, uma amiga, uma estudante ... Eu nunca quisera nenhuma dessas coisas e as promessas ... Mas, de repente, eu soube que queria ser florista. Queria passar o resto da minha vida escolhendo flores para desconhecidos ...”

Leitura recomendada!
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CALINE 03/05/2020

Que livro difícil!!!
Ele estava na minha lista de leitura há anos, mas eu sempre deixava para depois. A quarentena faz com que o depois se tornasse agora e decidi que iria mudar seu status na minha estante.
A escrita da Vanessa é super fluida e eu fui totalmente envolvida pela história. Mas passei uns maus bocados. Algumas parte me causaram sentimentos controversos e eu precisei de um tempo para digerir e tentar entender algumas atitudes e decisões da protagonista. Foi difícil, mas acho que eu consegui.
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Taynan 29/09/2015

Embora não seja um livro ruim, várias coisas me incomodaram durante a leitura de A Linguagem das Flores.

A primeira delas se refere à temática do livro. Achei que a autora exagerou um pouco nas informações sobre flores, embora esse seja um dos pontos principais da história. As passagens de quando a protagonista está fotografando para montar o próprio dicionário são especialmente entediantes e, depois de um certo tempo, são tantos significados para tantas flores que eu, particularmente, parei de prestar atenção ao que ela dizia.

Outro aspecto que me não me agradou foi a protagonista em si. É compreensível que Victoria tenha traumas e dificuldades para se relacionar com as pessoas ao redor, mas a maneira como ela reage diante de algumas situações é absurda até para uma pessoa com uma história de vida tão complicada. Criar um jardim no tapete de um quarto de aluguel e ir voluntariamente viver na rua no momento em que ela mais precisa ter um teto sobre a cabeça são atitudes que não fazem o menor sentido. Parece que Victoria é uma garota esperta e realista, apesar de revoltada, mas esses pontos me fazem questionar seriamente o intelecto dessa menina (ou a coerência da autora).

A parte romântica do livro deixa a desejar, ainda que não seja o principal relacionamento abordado — este seria o amor entre mãe e filha. A dinâmica entre Victoria e Grant é mais bem desenvolvida enquanto eles são apenas amigos do que quando se tornam de fato um casal. A partir daí tudo se torna acelerado, meses se passam em um virar de páginas e o leitor não vê a história acontecendo; a autora resolve pular direto para a parte em que a protagonista faz mais uma de suas péssimas escolhas sem lógica alguma. Coincidência ou não, foi nesse ponto que eu comecei a pular parágrafos para adiantar o final.

E o final acabou sendo corrido, mal explicado e sem emoção — ainda que as cenas tivessem a pretensão de emocionar. A grande revelação do passado de Victoria não teve efeito nenhum sobre os acontecimentos da narrativa atual, simplesmente nada de relevante aconteceu depois disso. Bastou que ela decidisse que iria parar de complicar a própria vida e pronto, tudo se resolveu, ninguém ficou magoado com as atitudes dela, estavam todos ali à disposição para quando ela quisesse agir como uma pessoa normal.

O livro tem seus pontos positivos — a parte sobre o sistema de adoção, o desenvolvimento da relação entre Victoria e Elizabeth nos flashbacks —, a história em si é interessante, porém, como um todo, não foi uma leitura que me agradou.
Carina 07/08/2016minha estante
Estou muito chateada com esta leitura, estou quase no final e estou engolindo como um purgante.


Taynan 19/08/2016minha estante
Bem como eu me senti, Carina.


Carina 19/08/2016minha estante
Horrível, o finalzinho da uma melhorada, mas não é um livro que vou reler, vou colocar para troca.


Erika 24/08/2016minha estante
Até que enfim. Mesmo sentimento meu. Não curti o livro nem a personagem. Para mim, o que valeu foi o aprendizado sobre as flores.




Jenifer @estantemutante 06/06/2020

Perfeito!!
Lindo, delicado, emocionante e muito reflexivo. A mensagem de superação e transformação desse livro é uma das coisas mais bonitas que já.
"Talvez os indiferentes, os rejeitados, os mal-amados pudessem aprender a dar amor com tanta abundância quanto qualquer outra pessoa."
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JulietGuarilha 09/07/2020

Bem emocionante
Não sei que palavras usar para explicar esse livro, só sei que ele foi muito tocante, em diversos momentos senti o que a personagem sentia, tudo é descrito com tanta precisão que vc se sente no lugar da protagonista. Super indico.
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Priscila 10/05/2020

Começo muito bom, mas um pouco clichê no final. De qualquer forma, um bom livro.
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Lo 30/04/2020

Quando comecei a ler o livro não imaginava a história que estava por vir. Amei tudo que li sobre as flores, até porque botânica sempre foi minha matéria favorita na faculdade. Eu esperava mais do final... achei um pouco previsível, apesar da personagem principal ser totalmente imprevisível. Esperava um grande fechamento, mas apesar disso é um bom livro.
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Indie 09/04/2012

A Linguagem das Flores - Um livro muito tocante e muito sensível!
Quando recebi o livro para resenhar, jurei que fosse mais uma daquelas histórias melosas, para vender livro mesmo, sabe? Daquelas com um enredo triste e pouco denso que no final agrada o leitor com um final água-com-açúcar. Ledo engano.
Com uma linguagem fácil, Vanessa Diffenbaugh, leva a gente muito lentamente no início do livro a conhecer a vida conturbada e infeliz de Victoria.
A adolescente, então com dezoito anos completos, começa a nos relatar sua jornada a partir do momento em que se prepara para deixar o abrigo de órfãs em que vive para ocupar uma vaga em uma casa para jovens emancipadas, a Gathering House, onde terá que trabalhar para comer e pagar o aluguel. Victoria Jones narra sua vida intercalando presente e passado, um seguido do outro.

O livro é dividido em quatro partes: Cardo, Um coração inexperiente, Musgo e Recomeços. Essa apresentação pode parecer bem simples no primeiro momento (vocês vão entender o porquê dos títulos), mas depois que acabarem a leitura chega-se à uma conclusão: apesar de passado e presente serem apresentados um após o outro e, claro, com acontecimentos distintos e até mesmo sem apresentar correlação entre eles, todos os momentos descritos pela protagonista exercem uma relação muito fiel aos subtítulos!

Ela nos conta das dificuldades que passou de lar em lar adotivo e de abrigo em abrigo para crianças órfãs. Victoria era uma menina difícil, sociopata e muito problemática. No início, se pensa que Victoria é uma garota rebelde sem tanto motivo assim, cria-se até certa antipatia devido às atitudes intempestivas da garota. Mas depois, conforme ela vai desenvolvendo sua história, você se pergunta se deveria mesmo julgá-la dessa forma. Foi uma criança maltratada por famílias adotivas e que não conheceu o amor, nem mesmo da assistente social que era sua tutora. A menina cresceu no meio da maldade das outras crianças e as matérias que constavam no seu currículo eram a desconfiança, a malícia, o desprezo e o ódio.

Mas aos nove anos, sua assistente social, que já não acredita mais em Victoria devido ao seu péssimo comportamento, a leva para o que parece sua última chance em conseguir um lar adotivo. Victoria então conhece Elizabeth, sua nova mãe adotiva, e tenta a todo custo sabotar essa aproximação. Vou dizer que dá até raiva de ver a menina aprontando TODAS com Elizabeth, que, apesar de firme, é muitíssimo amorosa e compreensiva. Elizabeth cativa o impenetrável coração de Victoria e então ensina à criança a linguagem das flores e tudo sobre as videiras que cultiva em sua fazenda. Nesse ponto a gente começa a compreender porque ela sabe tanto de flores... Tanto que quando fica sem abrigo, ela começa a trabalhar com Renata, florista proprietária da Bloom.
Victoria, que é uma sociopata assumida (vocês vão perceber pelas falas dela, chega a ser irritante) começa a interagir com Renata, com os clientes, mesmo contra sua vontade, e também com um vendedor de flores do mercado das flores. Ele lhe oferece um Lírio e ela se sente ultrajada e pensa: Eu não sou uma rainha. É muito bacana mesmo porque Victoria é muito relutante ao assédio do vendedor e eles começam a responder um ao outro com flores!

Vê-se claramente o sentimento de impotência e de desconfiança da menina. A falta de esperança e o peso de não corresponder satisfatoriamente o amor que sentem por ela criam uma barreira que impede qualquer vínculo com todos à sua volta. E mesmo assim as pessoas vão entrando em sua vida... E reconhecemos o amadurecimento de Victoria em relação a sua dificuldade de se entregar a qualquer relacionamento, seja ele de amizade, amoroso ou mesmo maternal.
Vanessa Diffenbaugh, com seu livro, além do maravilhoso dicionário de flores de Victoria no final do livro, nos dá grandes lições de vida, como quando Renata diz à Victoria: “Você acha mesmo que é o único ser humano que tem defeitos imperdoáveis? Que foi magoado quase a ponto de entrar em colapso?” E também quando fala que o musgo, que quer dizer amor materno, cresce mesmo sem raízes. Quando vocês lerem, vão entender tudo o que estou querendo dizer.

A autora já lecionou arte e redação para jovens carentes, tem um filho adotivo e fundou, nos EUA, a Camellia Network (Camélia: meu destino em suas mãos) que é um projeto de apoio aos jovens que estão deixando os abrigos e se emancipando. Bacana, né?
www.camellianetwork.org

Queria ser mais elucidativa em relação a essa resenha, queria poder me explicar melhor, mas o livro é muito denso e muito complexo. Além das mensagens que cada flor traz, fala sobre uma explosão de sentimentos e sobre as consequências de uma vida que já se inicia privada de amor, de uma criança a quem tudo foi negado. Lindo, triste e tocante de mais! Mas mensagens lindas no final fazem você refletir.

Morrendo de vontade de sair expressando meus sentimentos no facebook e mandar flores com mensagens para todos que eu gosto e que não gosto também! (hehe).
Ameeeei muito, muito! Entrou para os meus favoritos no Skoob. De cinco coraçõezinhos, vale seis! Um de bônus... hahaha.
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Macsi 07/08/2020

Qual o preço que pagamos por nossas escolhas? O quão difícil é nos comunicarmos de forma clara e objetiva? Precisei de muita empatia para compreender Victoria e não me decepcionei com a leitura. Amei o dicionário das flores ao final do livro.
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