A Linguagem das Flores

A Linguagem das Flores Vanessa Diffenbaugh




Resenhas - A Linguagem das Flores


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Zana 04/09/2015

[...] De quem, pela manhã, andorinha veloz,
Aos domínios do céu o pensamento erguer,
— Que paire sobre a vida, e saiba compreender
A linguagem da flor e das coisas sem voz!

Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"

Victoria Jones se comportava metaforicamente como um fera ferida, isso porque como diz a canção, desde sempre foi ‘muitas vezes no peito atingida’ ‘no corpo, na alma e no coração’. Quando criança, por ser constantemente maltratada e rejeitada pela vida, tornou-se uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Procurava afastar a todos antes que inevitavelmente fosse afastada. Desta forma e por isso, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção.

Mas antes disso quis muito ser adotada por Elizabeth, a única que a menina amou e com quem quis ficar, uma mulher que também carregava uma história emocional e familiar complicada. Foi com ela que Victoria aprendeu a linguagem das flores, assimilando mais tarde esse conhecimento ao seu comportamento introspectivo, como um meio de se expressar e se posicionar no mundo.

Somente pequenos detalhes da história me incomodou um pouquinho, como o sucesso sentimental obtido pelas clientes só por adquirir flores relacionadas a linguagem das flores sugeridas e vendidas por Victoria Jones. Todo aquele sucesso, a meu ver ficou meio inverossímil. Nas cenas em que a protagonista alimenta a filha recém nascida, a ênfase dada aos ‘mamilos’ e o mais que aconteceu nesta passagem específica do livro também não foi satisfatório, desagradável, por falta de uma palavra melhor! Quanto ao desfecho sonhei com algo diferente, apesar das flores abrangerem todo o argumento, sabemos que nem tudo são elas, não é mesmo? Afora essas ponderações, Vanessa Diffenbaugh conseguiu desenvolver um livro admirável, entrelaçou passado e presente através de uma linguagem límpida. Deu vida a personagens profundos num trama emocional envolvente. Recomendo!


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Renata CCS 11/08/2015

E para não dizer que não falei das flores

"Não sou sempre flor. Às vezes espinho me define tão melhor. Mas só espeto os dedos de quem acha que me tem nas mãos."
(Clarice Lispector)

Clarice Lispector poderia facilmente ter buscado inspiração em Victoria Jones quando escreveu as palavras acima transcritas. A protagonista de A LINGUAGEM DAS FLORES é uma figura difícil para se gostar e compreender. Teimosa, mal humorada e sempre desconfiada, ela procura manter-se o mais longe possível do contato humano. Cresceu entre abrigos e lares adotivos, até ficar por sua própria conta ao completar 18 anos. Mas por trás da cara de poucos amigos e da forte personalidade, há uma jovem sensível e desconhecida até mesmo de si própria. Seu dom com as flores é uma prova disso.

Os capítulos vão alternando entre passado de Victoria, quando ela tinha 9 anos e conheceu Elizabeth, dona de um vinhedo nas proximidades de São Francisco, que não apenas foi a única mãe que Victoria conheceu, mas que lhe ensinou tudo sobre a esquecida linguagem das flores, e o seu presente, já emancipada, trabalhando em uma floricultura, encantando os clientes com seu talento para arranjos e palpites certeiros. E é neste momento que ela acaba se reencontrando com fantasmas do passado e tem a chance de reparar antigos erros e, claro, cometer novos.

É uma história sem heróis ou vilões. São apenas pessoas comuns, que cometem erros e acertos, e acabam aprendendo com todas essas experiências, tentando encontrar seus respectivos caminhos para a redenção.

A LINGUAGEM DAS FLORES é um livro sobre amor, perdão, amizade, família, mas, acima de tudo isso, de autoconhecimento, de amor-próprio e da capacidade de perdoar a si próprio, mesmo quando lutamos ao contrário. Um belo relato sobre a vida e as relações humanas.

Uma leitura simples, delicada e de qualidade, e também intensa de sentimentos.
Lola 13/08/2015minha estante
Comecei a ler essa semana e estou gostando muito!




Raquell.Guedes 05/08/2015

Apenas uma palavra ... ou mais
Misantropia , ou um tapa cara :)
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Angel 22/05/2015

Blog Versos De um Livro
Ter a oportunidade de conhecer a Victória foi um tanto esquisito, até agora não consigo encontrar em uma palavra, uma definição para ela. Ela a princípio me pareceu louca, mas chorei logo nas primeiras páginas com cada coisa que ela descrevia ter vivido, e fiquei me perguntando se isso poderia mesmo acontecer. De louca ela não tem muito, (risos) as coisas só não deram muito certo para ela no passado.
O livro todo é narrado por ela, em mesclando passado e presente, e você vai criando uma empatia por ela, entendendo que tudo na vida é consequência de coisas vividas....Continue lendo...

Convido você a continuar essa leitura no blog, e a conhecer todas as outras resenhas que fiz.

http://versoslivro.blogspot.com.br/2015/05/a-linguagem-das-flores-vanessa.html


site: http://versoslivro.blogspot.com.br/2015/05/a-linguagem-das-flores-vanessa.html
Victória Brito 23/05/2015minha estante
Quero ler esse pq a protagonista tem meu nome haha


Angel 28/05/2015minha estante
Quando eu li Lembrei de tu kkkkkkkk




Amiga Leitora 28/04/2015

A Linguagem das Flores por Blog Amiga da Leitora
Inesperado é a primeira palavra que vem a minha mente quando penso no livro 'A Linguagem das Flores'.

Victoria Jones é uma garota órfã que cresceu vivendo entre abrigos para menores e casas de potenciais pais adotivos. Devido acredito eu, a essa falta de estabilidade que é tão necessária a um criança, mais situações as quais foi submetida durante seu crescimento, ela passou a odiar os seres humanos de uma forma geral, fazendo de tudo para que as famílias que queriam adota-la desistissem no meio do caminho.

Elizabeth, porém, foi um sopro de ar novo na vida de menina. Com dez anos, Victoria foi avisada que Elizabeth seria sua ultima chance de ser adotada. Pouco lingando para isso, ela se rebelou com a possível mãe e fez de tudo que se possa imaginar para que Elizabeth desistisse da adoção.

Elizabeth, no entanto, vê nas atitudes de Victoria, muito de si quando criança, e determinada a não se deixar vencer por Victoria, ela passa a tratar a garota com pulso firme, mas sempre demonstrando afeição e carinho. Elizabeth ainda ensina algo a Victoria, que talvez seja a mais importante ensinamento da vida da garota, que é a linguagem das flores, o que cada flor quer dizer (pois cada uma significa algo diferente).

Contratempos fazem com que Victoria não seja adotada por Elizabeth, e que ela tenha que retomar a abrigos para menores, onde vive até completar seus 18 anos, quando é emancipada e passa a ter que caminhar com as próprias pernas. Victoria vive durante algum tempo nas ruas, passa fome e frio, mas um dia encontra Renata, que é dona de uma floricultura.

Determinada a conseguir um emprego Victoria prova para Renata que sabe muito sobre flores, e então consegue um emprego. Sua vida começa então a entrar no eixo, até que um dia visitando com Renata o Mercado das Flores ela vê Grant, e com o passar do tempo acaba se envolvendo com ele.

O que ela descobre só mais tarde é que ele é sobrinho de Elizabeth, e junto com ele memorias de uma outra época começam a vir atona, e também um tempo de desculpar e pedir desculpas se iniciará na vida de Victoria.

Muitas emoções, conflitos, atos mais do que inesperados e escolhas surgiram na vida de Victoria.

Acho que nada que eu disser nesse post será suficiente para expressar como eu amei esse livro e como ele mexeu comigo. Acredito que acima de qualquer coisa, ele trata de algo muito importante, mas que os seres humanos estão deixando de lado: A sensibilidade. Eu acho super importante sermos sensíveis, e sermos sensíveis aos outros, ou seja, devemos sempre nos colocar no lugar do outro, e imaginar como aquilo nos afetaria, e pensar que provavelmente é assim que o outro irá se sentir.

A escrita da autora é surpreendente e cativante, o que torna a leitura do livro um momento de completo prazer. A autora trabalha com falshback, então é preciso ter um pouco mais de atenção, porque ela está sempre indo e vindo na história de Victoria, mas em momento algum ela te fala "Oh! agora to no passado.", ou então "Oh! ta no presente."

O livro tem uma gama de conhecimentos sobre flores gigantesca, e tudo é apresentado de uma forma tão doce, que você fica querendo aprender mais, agora antes de dar ou se quer pensar em dar uma flor a alguém eu recorro ao Google pra saber o significado e vê se está de acordo com que eu desejo expressar hahah.

Enfim, acho que esse é um daqueles livros que todo mundo deveria ler em algum momento da vida.


Beijos , Anna (:

site: http://www.amigadaleitora.com/2014/05/resenha-linguagem-das-flores.html#.VT-9hdJViko
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Iana 24/04/2015

História linda, livro maravilhoso!
A historia de Victoria encheu meu dia de beleza, e de uma sensação como tomar um chá quente num dia frio... Um tipo de conforto não sei se consigo expressar agora.
É uma história tão linda, meio que encantada, pela relação dos personagens principais pelas flores, pelos cenários, pelos sentimentos relatados. É realmente linda!
Victória é uma garota órfã que cresceu em abrigos, e desenvolveu uma sólida barreira entre ela e todas as outras pessoas. Só conheceu a sensação de ser amada quando, aos nove anos conheceu Elizabeth, que tinha a intenção de adotá-la. Foi com ela que Victória aprendeu a amar as flores e saber que cada uma carrega um significado (a linguagem das flores). Mas as coisas não saíram como deveriam, e a menina acabou voltando para o abrigo e viveu atormentada e atormentando (sério, ela era super revoltada e tocava o terror) até os dezoito anos, quando teve que sair e ser completamente independente. Sem lugar para morar e sem trabalho ela se torna uma sem-teto, mas também sem remorso. Acredita que agora vai ser melhor, pois encontrou um lugar para cultivar um jardim, e viver sem ser perturbada por ninguém, ainda que seja na área isolada de um parque urbano.
Entretanto, não seria tão simples, pois sem dinheiro ela não sobreviveria muito tempo, então ela se aproxima de uma florista e acaba conseguindo um emprego. É a partir daí que a estória começa a se desenvolver, pois Victória conhece um vendedor de flores que acaba por intrigá-la por ser a primeira pessoa em muitos anos, que conhece a linguagem das flores. Mas ela passou muito tempo aprendendo que as pessoas não são confiáveis, e não vai ser assim tão fácil se permitir sentir.
O livro é narrado em primeira pessoa e alterna passado e presente, possibilitando ao leitor a compreensão dos fatos que fizeram de Victória a pessoa que ela se tornou. É uma linda e conturbada trajetória, onde a personagem principal precisa encarar seus medos e esquecer o passado para conseguir seguir em frente.
Enfim... É uma leitura maravilhosa!

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Jéssica Bruna 23/04/2015

Victória é uma menina temperamental e que já tentou ser adotada por várias famílias. Em uma dessas, ela conhece Elisabeth, uma mulher solitária e que lhe ensina a linguagem das flores. Apesar da doçura de Elisabeth, a menina mantém-se resistente e em uma constante confusão de sentimentos. Victória não consegue lidar com essas mudanças e procura afastar-se de tudo e de todos, pois ceder-se a maravilha de desfrutar de qualquer tipo de afeto, é como ferir-se brutalmente. Quando Elisabeth lhe prova sua confiança contando-lhe sobre sua história de amor e culpa com sua irmã, Victória tenta ajudá-la nessa reconciliação por meio do envio mensagens com flores com significados específicos. Esse livro trata, sobretudo, de perdão. Não apenas do perdão concedido ao outro, mas de forma mais complexa, a oportunidade de perdoar a si mesmo. A autora parece ter escolhido cada palavra do livro, e leva o leitor a sentir de forma intensa tudo os personagens sentem, e por meio disso, é possível compreender perfeitamente as atitudes que moveram cada um deles a fazer coisas que pareciam antes, ser injustificáveis. É impossível não se emocionar com o romance que Victória tem com Grant, e é através do qual pode-se perceber que ela não é uma menina má, mas é alguém que por ter sido ferida, tem receio de projetar no outro suas próprias dores. O escudo protetor de Victória não é a maldade, mas o medo de sentir e transbordar. Prepare-se para sentir como ela.
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SahRosa 28/03/2015

Resenha exclusiva do blog Da Imaginação à Escrita
Quando solicitei A Linguagem das Flores, não sabia exatamente o que esperar. A capa foi o chamariz, esta arte da segunda edição, tinha me conquistado e por ela, fiquei tentada a conhecer a história escrita por Vanesa Diffenbaugh. A Linguagem das Flores foi uma surpresa com inúmeros sentimentos, senti emoção, amor, raiva e tantos outros sentimentos conflitantes, mas posso afirmar com toda certeza, que a obra de Vanessa é igual a rosa cor de laranja, misturada com a mimosa e o morango, quem leu o livro saberá o que quero dizer, mas para aqueles que estão se perguntando o que significa essa junção de palavras, somente digo: Fascinação, sensibilidade e perfeição, estas são as características de A Linguagem das Flores, de Vanessa Diffenbaugh.

Na era vitoriana, as apaixonados se comunicação por meio de flores, cada uma tinha um significado diferente, amor, paz, ciúme, todas essas características eram atribuídas uma determinada flor. Victoria aprendeu cada linguagem das flores e as usa para afastar as pessoas. Depois de inúmeros abrigos e lares provisórios, Victoria não consegue confiar em ninguém, o amor parece ser algo distante para ela. Há muito tempo, ela achou que pudesse enfim ter uma vida, alguém que pudesse cuidar dela, mas tudo deu errado e de lá para cá, Vitória tem preferido a solidão.

Ao completar dezoito anos, Victoria não tem mais para onde ir, vivendo em uma praça publica, seu único consolo são as flores, elas a compreendem e junto delas, Victoria tem uma sensação reconfortante. Ao mostrar suas habilidades para uma florista local, a jovem finalmente tem a chance de mudar sua história, ficar ao lado das flores é a única coisa que Victoria sabe e ama. Com o seu conhecimento, ela consegue atender as necessidades de cada cliente da floricultura e todos vêm ao seu auxilio para encomendar mais flores e arranjos. Mas o passado novamente invade o caminho de Victoria e quando reencontra Grant, ela compreende que não pode voltar atrás. Tentando lutar contra tudo que fez, Victoria irá se arriscar por uma segunda chance, mas este caminho pode ser perigoso, afinal, ela teme destruir tudo outra vez.

A Linguagem das Flores é dividido em quatro partes, contando com uma diagramação belíssima, digna para uma obra tão cativante. A escrita de Vanessa é fluida e encantadora, finalizei a leitura em um dia e meio, a fluidez da narrativa é impressionante, além disto, os capítulos são curtos e por serem narrados em primeira pessoa, fez com que eu me envolvesse ainda mais com a história. Vanessa ainda fez questão de alternar o passado e presente de sua personagem, para compreendermos a magnitude da vida de Victoria, sua personalidade, conflitos e sentimentos. Assim como Victoria, os demais personagens ganham personalidades únicas e marcantes, é fácil de envolver com toda a trama, se apaixonar, entristecer e se alegrar ao lado deles.

A Linguagem das Flores é um romance inesquecível, mostrando a força do perdão e recomeços. As mensagens e significados das flores, foram os pontos altos da trama, em minha opinião, deu um toque mágico e sedutor ao livro, achei fantástico que ao final da história, tenham o dicionário de Victoria para consultarmos, em vários momentos em que as flores iam sendo citada, eu corria para ler seus significados. O mais interessante, é que Vanessa realmente fez uma pesquisa sobre esses significados para criar seu livro, simplesmente maravilhoso isso, pois temos em mãos a linguagem, simples, porém marcante de cada flor, agora sei o que as tulipas, rosas (cada cor é um significado) e tantas outras flores querem dizer.

Para quem procura um romance bem estruturado, com mensagens profundas, deve ler A Linguagem das Flores, Vanessa Diffenbauch é um talento impressionante e tenho certeza que a história de Victoria irá te fascinar!

site: http://www.daimaginacaoaescrita.com/2015/03/resenha-linguagem-das-flores.html
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Nanda 23/03/2015

O que dizer desse livro? Na minha opinião maravilhoso, é sem dúvida um dos livros que mais gostei de ler em 2014. Ver a evolução da Victoria durante todo livro como ela enfrenta seus medos e duvidas é muito bom. O livro nos mostra várias formas de amor... entre mãe e filha, homem e mulher e principalmente o amor próprio.

Recomendo!
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Samantha @degraudeletras 22/03/2015

DIFFENBAUGH, Vanessa. A Linguagem das Flores. 2° ed. São Paulo: Arqueiro, 2014.
No começo do ano a Editora Arqueiro relançou o livro A Linguagem das Flores, que veio nessa capa muito charmosa! Logo que soube do lançamento dele fiquei bem curiosa para lê-lo, mas a lista de leituras que cresce exponencialmente me fez dar prioridade a outros livros, mas não contei pipoca assim que a oportunidade apareceu... Então, eu li A Linguagem das Flores!

Esse livro é dividido em quatro partes e a narrativa é intercalada entre o passado e o presente de Vitória. A garotinha órfã de nove anos que está em sua última tentativa de conseguir um lar, quando conhece Elizabeth e sua maneira de ver um mundo é remodelada, preenche a narrativa do passado; e a jovem que busca trilhar seu próprio caminho após a expiração de seus dias no abrigo nos apresenta a Vitória de hoje.

Nos capítulos em que mostra a relação entre Vitória e Elizabeth, nos deparamos com uma criança mal criada e uma mulher em busca do seu próprio recomeço e de se aceitar. Essa linha de acontecimentos nos mostra, a priori, a carga de sentimentos que A Linguagem das Flores nos embalsará. Culpa, remorso, gratidão, amor... Nessa parte, em especial, senti uma raiva enorme da protagonista. Não entendia como poderia haver uma criança tão mal criada! Meu Deus, qual a necessidade de jogar uma colher nos arbustos após comer o doce que estava ali?! Fiquei imaginando o quanto Vitória me tiraria do sério se eu a tivesse adotado... Mas aí logo em seguida Elizabeth ensina uma lição para a garotinha ( e pra mim também!!!) sobre o quanto o amor pode ser paciente e educativo.

Elizabeth é a responsável por apresentar a linguagem das flores para Vitória. Sim, o título do livro não é uma metáfora. Desde o século XIX era comum os enamorados se comunicar por meio da linguagem das flores para demostrar seus sentimentos sem saltar a vista dos pais das moças... Um "eu te amo" ou até mesmo o aviso de traição poderiam ser sinalizados com uma simples flor. A partir daí muitas pessoas adotaram essa linguagem como uma comunicação que não era conhecida por todos. Ótimo para mandar mensagens aos presos e amores proibidos, não?! Com o tempo essa arte cresceu e se aprimorou, embora seja bem menos conhecida hoje em dia.

A Vitória do presente é bem menos irritante do que quando ela tinha por volta dos seus 10 anos, mas mesmo assim é digna de umas sacudidelas para "acordar pra vida" (rs). Mas algo que me deixou impressionada foi o seu crescimento, pois a jovem rabugenta começa a criar responsabilidade, a lidar com outras pessoas e a se abrir aos sentimentos bons. Ela arranja um emprego em uma floricultura e conhece o seu amor. Ressalto aqui que o "amor" não vem montado em cavalo branco ou de pano passado, ele tem as mãos ásperas por cuidar da terra e tem suor descendo de seu rosto.

Logo no início da narrativa eu pensei que fosse detestar esse livro, pois a protagonista era muito birrenta e as passagens de tempo me incomodaram tanto! Sabe aquelas estórias em que algo demorado acontece em uma frase e outras coisas levam parágrafos para acontecer de maneira desnecessária?! Pois é, acho que a autora estava me testando... Conforme A Linguagem das Flores começou a pegar jeito e o entrelaçar das narrativas passado/presente aumentaram gradativamente, a curiosidade seguiu crescente também e foi difícil largar até chegar ao fim.

Essa evolução na estória foi ótima, pois para quem começou a ler de nariz torcido para quase tudo e ao longo da narrativa teve a visão de compreensão e amor ao próximo trabalhada ao ponto de criar empatia pela, antes detestada, protagonista e até a elogiá-la por sua coragem... Isso não é pra qualquer livro, em?! Não vou dizer que amei A Linguagem das Flores, pois vivi uma relação de amor e ódio com ele e ainda estou tentando gerir tudo. rs

Uma coisa é certa, ao terminar esse livro você nunca mais olhará uma flor como antes.

site: http://www.wordinmybag.com.br/
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Fernanda D. 21/03/2015

Entrou para a lista dos favoritos
Mês passado, por virtude das comemorações do primeiro ano do Novo Romance, como eu já contei, fechamos parceria com a livraria ViverLendo. Na ocasião, recebemos alguns livros para resenhar e separamos alguns para o sorteio. Entre os livros que ganhamos, estavam dois exemplares da obra A Linguagem das Flores, da Vanessa Diffenbaugh, edição de 2011.

Imaginem como ficou meus olhos quando vi esse livro? Como já disse antes, tenho encanto por livros com nomes de flores e estações do ano. Quase deixei a proprietária da livraria falando sozinha e saí correndo para casa para devorar o livro. (risos).

Passado esse momento de ansiedade, tive a oportunidade de ler A linguagem das Flores, da Vanessa Diffenbaugh. A obra é muito bem escrita. É uma história cheia de reviravoltas. Os capítulos se intercalam entre presente e passado. Assim, com cada capítulo do passado, acabamos descobrindo como a Victória se tornou a mulher que é: sozinha e com medo de afeto.

Nos capítulos que representam o passado, conhecemos a menina foi abandonada pela mãe ainda no nascimento. Todas as famílias que a adotaram a decepcionaram,. Assim, ela se tornou uma criança rebelde, que ninguém consegue controlar… uma menina que por medo de ser rejeitada não deixava ninguém se aproximar… uma garota que encontrou em Elizabeth, pessoa que lhe ensinou o que é ser filha e a se conectar ao mundo através das flores e seus significados. Porém, o medo da rejeição faz com que ela tome uma atitude que muda o resto da vida. No presente, aos 18 anos, ela não pode mais ficar sobre a tutela do Estado. Ela vai para as ruas em busca de sobrevivência. Nessa jornada, ela precisa enfrentar seu passado para se perdoar, pedir perdão, aprender a amar, parar de negar seus sentimentos para que assim, quem sabe, ela possa encontrar a felicidade.

É muito brilhante o que a autora fez. Através do seu interesse pelos significados das flores, escreveu uma história em que a personagem central da história só consegue expressar seus verdadeiros sentimentos através das flores.

Resumindo com o que aprendi no livro, afirmo que a obra A Linguagem das Flores é sobre Narciso-amarelo (recomeços). Sobre como uma jovem complicada aprende a amar e lutar por uma coisa que nunca teve: uma família.

Certamente é uma ótima opção de leitura. Fiquei completamente envolvida com a história da Victória, encantada com o significado das flores e me senti órfã quando terminei de ler a obra. Queria muito mais de Victória, das flores, do Grant, Elizabeth, Hazel, Renata e da Margareth.

Se eu fosse você daria uma oportunidade para essa obra.

Continue lendo sempre!! E participem do sorteio da edição de 2011 do livro A Linguagem das Flores, da Vanessa Diffenbaugh. Clique na imagem abaixo para ler o regulamento e participar.

Beijos, Fernanda D.

site: http://novoromance.com.br/resenha-linguagem-das-flores-da-vanessa-diffenbaugh/
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Lori 17/03/2015

Cru e real
Eu normalmente tendo a ficar longe de livros demasiadamente tristes ou que trazem heroínas excessivamente antagônicas. Contudo, apesar de ambos elementos estarem aqui presentes, eu me encontrei estranhamente cativada por esta trama e pela beleza da linguagem das flores esboçada por ela.

A narrativa é contada na primeira pessoa e alterna entre o passado e o presente. Ela começa com nossa heroína (ou melhor nossa anti-heroína), Victoria Jones, no presente, completando dezoito anos de idade. Ela não é mais responsabilidade do estado, o que significa que terá que deixar para trás o orfanato que por muitos anos foi a sua casa. E ainda bem, porque ela, com seu gênio forte e carregada de más atitudes, não era bem quista ali.

Victoria passou a sua vida pulando de um lar adotivo ao outro e com exceção de uma única e específica moradia, cujos detalhes nos são revelados aos poucos no curso da estória, as sua experiências não foram nada além de decepcionantes e traumatizantes.

Confesso que no início da leitura eu me perguntei se conseguiria me conectar à nossa protagonista. Ela é a típica garota amarga e endurecida pelo sistema. Suas ações não retratam uma menina que gostaria de mudar de vida, mas alguém que tem muita raiva do mundo. Enquanto no fundo eu sabia que ela não possuía uma índole má, eu tinha minhas dúvidas se o seu contínuo comportamento destruidor poderia ser mudado. Poucas vezes eu me vi tão frustrada com uma personagem quanto eu fiquei com Victoria. Ao experimentar com ela decisões erradas depois de decisões erradas, eu me encontrei sentindo uma dor terrível por esta menina, que teve por muito pouco tempo um bom exemplo em sua vida, e que no fundo só estava perdida. A sua conduta não era de todo culpa dela, era culpa de um sistema falho. Com eu poderia esperar mais dela? Eu sabia que não podia. Este enredo cru e real me mostrou exatamente isto. Mas, eu não pude deixar de desejar um pouco mais de fantasia...

Nós conhecemos o passado de Victoria por meio de trechos de sua infância. Em particular, conhecemos o tempo em que ela passou com Elizabeth. A única guardiã que realmente a amou. Mas, algo horrível aconteceu... Algo que as separou e vai sendo desdobrado por meio de sutis e lentas camadas no curso da leitura.

No presente, Victoria passa de órfã à mendiga, de mendiga à florista. E há um cara... Grant. Ele é atencioso, trabalhador e está intrinsecamente amarrado ao seu passado. O romance entre eles é ao mesmo tempo doce e duro. Grant é um personagem que eu adorei. Contudo, em hora nenhuma eu me senti emocionalmente envolvida com este casal. De fato, eu não consegui acreditar na conexão entre eles. Foi difícil, senão impossível, entender o motivo pelo qual Grant relevou os inúmeros erros de Victoria. E apesar do romance (eu disse romance?! Digo relacionamento) entre eles ser mais um pano de fundo para esta estória, que tem como foco central o amadurecimento de Victoria, eu queria ter entendido Grant um pouco mais.

A Linguagem da Flores é sobre coragem, redenção e perdão. Ele não traz somente o significado das flores, mas também o real significado de família e de amor. Ele é lindamente escrito de forma a trazer uma certa suavidade à uma trama bastante dolorosa.

E eu não poderia deixar de fazer referência às flores, que simplesmente engrandeceram este livre. A minha sogra e o meu marido são apaixonados pela flora. O me conhecimento, por outro lado, é limitado a diferenciar uma flor de uma árvore. E devo dizer que este livro conseguiu o que o meu marido nunca havia conseguido antes: ele abriu um novo mundo para mim. Flores desempenham um papel enorme e brilhante nesta estória. Elas são ricamente descrita, ao ponto de ser possível não só visualiza-las perfeitamente como quase sentir o seus perfumes. Eu me apaixonei pelos seus significados e me deleitei neste enredo.

Recomendo para aqueles que gostam de romances contemporâneos estilo YA, que trazem uma bela mensagem.
Gaby 17/03/2015minha estante
Lori ao contrario de você eu adoro um drama!!!
Por isso eu amei tanto esse livro...Gosto é gosto!!! ( E eu tenho a mania de simpatizar com personagens antagônicos kkkk)
Eu li em um blog que os produtores de "O diário da princesa" compraram os direitos do livro,então vamos torcer pra vim um filme por ai!


Lori 18/03/2015minha estante
Eu acho que daria um ótimo filme mesmo!
Gaby, eu gostei bastante do livro. Mas, as atitudes da Victoria realmente me deixaram frustrada e eu não consegui entende porque o Grant relevou tanta coisa...




Danielle 14/03/2015

Linda história
Com uma narrativa em primeira pessoa do ponto de vista da protagonista Victoria Jones que vai se alternando entre presente e passado, o leitor vai aos poucos compreendendo os medos e culpas da protagonista que a levaram a ter uma personalidade tão turrona, de uma pessoa que abdica da felicidade.
Victoria é uma jovem órfã que acaba de completar 18 anos e é obrigada a deixar o abrigo em que vivia e enfrentar a vida do lado de fora, sozinha. Sem emprego e sem ter onde morar, Meredith, a assistente social, tentou ajuda-la, mas Victoria preferiu fugir e se virar sozinha dormindo na rua.
“Piedade, eu sabia muito bem, era diferente de amor.”
Conforme vamos descobrindo o passado de Victoria, ficamos sabendo que ela quase foi adotada por uma mulher solitária chamada Elizabeth, e com ela aprendeu a linguagem das flores, mas somente no final do livro que vamos descobrir por qual motivo essa adoção não foi concretizada e somente com essa revelação que fui capaz de entender o comportamento de Victoria, que tanto estava me deixando irritada durante a leitura.
Victoria, fica morando em uma praça e cultiva um jardim nela, e vive colocando gel no cabelo e desodorante que trouxe antes de fugir para ficar com uma aparência apresentável, mas começa a apresentar mau cheiro com o tempo, devido a falta de banho, até que um dia ela conhece Renata, uma florista e faz de tudo para conquistar sua simpatia para trabalhar com ela. Renata acaba a contratando algumas vezes para ajudá-la com flores para casamentos e Victoria usa o dinheiro recebido para ficar em um albergue por alguns dias para tomar banho e ter onde dormir. Com o passar do tempo Renata acaba contratando Victoria para ajudá-la não só nos casamentos, como também na sua loja. A irmã de Renata aluga para Victoria um pequeno quarto em sua casa, e aos poucos Victoria vai se reerguendo.
Você que é fã de romance não precisa se preocupar que tem romance sim, Victoria acaba conhecendo um misterioso homem no mercado de flores que insiste em presenteá-las com flores que tem significado importantes em sua vida, e ela acaba se apaixonando por ele, mas é claro que nem tudo são flores e ela não vai conseguir se entregar a essa paixão sem se machucar e machucar Grant e somente no final da trama vamos entender seus motivos, o que seu passado turbulento fez com que deixasse tantas feridas não cicatrizadas no coração dessa bela jovem.
Gostei muito do livro, mas no meio da trama estava com muita raiva da protagonista devido suas atitudes que só fazem magoar as pessoas que a amam, não conseguia entender o porquê de ela ser assim, mas quando seu passado foi revelado consegui compreender, mas não aceitar, por isso tirei uma estrela na classificação. Gostei muito de como a trama foi narrada e o capricho da editora com esta segunda edição, que está muito linda.
A história manda mensagens muito bonitas sobre superação de culpa e medos. Recomendo a leitura para todos.

O livro teve os direitos de adaptação comprados para o cinema, vamos aguardar pois com certeza será um lindo filme.
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Aione 25/02/2015

Já tinha curiosidade de ler A Linguagem das Flores desde que foi publicado pela editora Arqueiro com sua primeira capa. A premissa envolvendo um passado conturbado da protagonista e, principalmente, seu dom com as flores foram inegáveis atrativos.

Em primeira pessoa, o livro é dividido em quatro partes, cada qual voltada a um diferente desenrolar do enredo. Os capítulos se alternam entre passado e presente, revelando a criança que Victoria foi e os motivos para a personagem ser hoje quem é. Desde o início fica claro que algum grande acontecimento em seu passado a marcou profundamente e alterou, mais uma vez, seus caminhos, mas o segredo só é revelado quase no final da história, sendo desvendado pouco a pouco – o que apenas aguçou minha curiosidade.

Não bastasse a história de Victoria chamar a atenção por si só, a escrita de Vanessa Diffenbaugh é completamente envolvente e sensível, culminando em uma leitura prazerosa e emocionante. A autora trabalhou muito bem todos os sentimentos conflituosos de Victoria e apresentou com maestria sua complexa personalidade. Aliás, todas as personagens, eu diria, são caracterizadas por suas complexidades, revelando-se carismáticas e verossímeis por todas as suas imperfeições.

O enredo é dotado de uma sensibilidade ímpar, intensificada ainda mais pela presença das flores, que contribuíram, também, em tornar a trama mais atrativa e interessante. Adorei conhecer a linguagem que comunicam e os diferentes significados que cada uma delas pode adquirir, transmitindo, assim, uma diferente mensagem, de forma que finalizei a leitura pensando em incorporar esses conceitos em minha própria vida. Ainda, a maneira de como Victoria indica cada uma das flores aos seus clientes acaba sendo uma forma de ela mesma encontrar o que realmente precisa – e essa transformação da personagem, a sua auto-descoberta, configurou como uma das passagens mais bonitas da história.

Ficou claro todo o trabalho de pesquisa realizado pela autora e seu trabalho em compor a obra. O enredo foi desenvolvido cuidadosamente, mesclando sentimentos e fatos, de forma a culminar em um desfecho maravilhosamente emocionante.

Aos românticos de plantão, A Linguagem das Flores é um livro imperdível, capaz não apenas de tocar as emoções, mas também de despertar a sensação de magia que emana de suas páginas, como o perfume das mais deliciosas flores.

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