Morte em Veneza & Tonio Kröger

Morte em Veneza & Tonio Kröger Thomas Mann




Resenhas - Morte em Veneza & Tonio Kröger


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Paula.Fernandes 28/08/2020

Ótima obra do Mann
Com suas descrições rebuscadas e o enredo de novel alemã o autor mostra a relação entre o artista e o belo, fazendo referências a outros textos e trazendo filosofia á obra. Em suas poucas páginas é possível mergulhar na complexidade das obras do Mann.Leitura certamente recomendada.
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Dri Viana 15/08/2020

As duas novelas são simplesmente incríveis! As histórias carregas de ironia e as personagens sanguíneas, geralmente a marca de autores latinos, são herdadas por Mann pela sua mãe brasileira.
Entretanto, a novela de Tonio Kruger me cativou muito mais do que a famosa ?A Morte em Veneza?, talvez por me identificar um pouco com a personagem (bissexual, inseguro, deslocado), Tonio realmente me cativou, ao mesmo tempo que sentia muita raiva dele por ser tão mimado. Apesar disso, ?A morte em Veneza? é uma história que realmente te prende, Mann constrói a história de maneira frenética, onde o desenrolar das coisas vai ser tornando cada vez mais desesperador e claustrofóbico.
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Adonai 19/07/2020

Mais um livro brilhante
Como é possível, em um texto curto, tantas reflexões, referências e camadas de leitura? Foi talvez uma das primeiras questões que me fiz ao finalizar esse livro e especificamente a primeira novela A morte em Veneza. Não foi o meu primeiro contato com o autor, já li A montanha mágica e o meu amor pelo autor apenas cresce.

Um texto denso, com um ritmo próprio (quase um concerto de música erudita) e que carrega inúmeras referências de outras obras literárias e filosóficas, essa primeira novela é um constante questionar sobre a razão, o sentir, o que é escrever, o que é fazer arte, o que é o belo. A segunda novela não fica longe disso, porém percebo um tom mais inicial, como se Mann tivesse amadurecido sua expressão entre a produção dessas duas textualidades. Com certeza é aquele livro que vale ser (re)lido mais vezes.
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mrsnone 16/06/2020

A reflexão de Thomas Mann
Os dois contos que se encontram no livro são extremamente magníficos. Com escrita e estética impecáveis. No primeiro conto "morte em veneza" temos um personagem que é um escritor e que procura se distanciar um pouco dos lugares que frequentava, decide, então, viajar à Veneza e passar uns tempos por lá. Acaba se apaixonando por um garoto chamado "Tadzio", mas como nunca conversou com o garoto, apenas o observa e, não obstante, o persegue durante toda a narrativa. Uma coisa que me incomodou nesse conto - de desculpe-me problematizar - é a diferença de idade dos dois, tanto do personagem principal, chamado Gustav, como do Tadzio; um garoto de aproximadamente 16 anos. Gustav é narrado já como um senhor de cabelos grisalhos... Enfim, o conto se resume na perseverança que o Gustav tem em admirar Tadzio, mesmo que isso cause, indubitavelmente, em sua tragédia. Esse conto mostra algo comum nas obras do Thomas Mann: o distanciamento dos personagens da sociedade.
No segundo conto, "Tonio Kröger", é o que me cativou e me fez dar 5 estrelas para a obra. Um conto com fragmentos de autobiografia. Tonio é um personagem que se distingue dos outros ao seu redor, sempre incompreendido e um peixe fora d'água. Pelo menos é assim que se sente. Mais uma vez um personagem distante da sociedade. Se apaixona na sua infância por Hans Hansen e na sua adolescência pela "loura Inge" como a chama. Thomas Mann nasceu numa pequena região da Alemanha, mas é de antecedência brasileira e nórdica o que diferenciava de muitos ao seu redor. Além do fato de sua orientação sexual, que o fazia se sentir assim. Talvez tudo isso fizesse com que sentisse deslocado no lugar em que nasceu e na sua época refletindo isso em seus personagens. Mas não podemos deixar de lado a crítica que ele faz a vários escritores que o antecederam, como Goethe. Manter distância de uma sociedade tão violenta, preconceituosa e trivial é tão ruim assim? Por que iríamos querer viver perto de pessoas que agem dessa maneira? Fica a pergunta no ar.
Alê | @alexandrejjr 16/06/2020minha estante
Excelente texto! ??




Mari 08/06/2020

Maravilhoso demais encontrar uma narrativa baseada em "Dionísio x Apollo". É arrebatador!
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Rodrigo.Barros 28/04/2020

Obra-prima
Duas novelas exemplares. Destaca-se a qualidade elevada d'A morte em Veneza que possui uma miríade de referências e alegorias sutis à natureza da morte, ao belo e à arte. Fica implícito o conflito entre a vida e a arte, a ordem e o caos. Uma das melhores coisas q já li. Já na segunda novela fica evidente o sentimento de alienação que está ligado ao fato do autor ter uma origem, segundo ele, exótica. Sendo Mann filho de uma brasileira. Esse fato se reflete no sentimento de alheiamento sentido por Tonio, tanto com relação a sua aparência quanto ao fazer artístico.

Enfim, essas são obras que não se esgotam seus sentidos em apenas uma leitura. São obras que nos acompanham a vida toda.
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Marcos 02/03/2020

Jornada íntima
Trata-se da história de dois personagens, Gustav von Aschenbach um autor alemão conhecido e bem-sucedido, mas solitário, que perdeu os sentimentos pelas emoções e prazeres da vida e, Tadzio, um garoto polonês de férias com a família em Veneza.

Aschenbach, que decide passar férias em Veneza para rejuvenescer seu interesse pela vida, e de Tadzio, que faz com que Aschenbach realize paixões novamente em sua vida enquanto Aschenbach admira, fantasia e ama o garoto de longe. O leitor se depara com a transformação física e mental de Aschenbach de um adulto digno e desencantado que, ao ver Tadzio, um belo jovem, redescobre sua própria juventude e uma sede de amor.

O simbolismo está presente em todo o romance. As gôndolas negras de Veneza, representando a morte, também são simbolicamente importantes. E a própria cidade, decadente, sofrendo com uma epidemia invasora, lança seu feitiço sobre Aschenbach.
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Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

A morte em Veneza, Thomas Mann – Nota 8,5/10
Leitura de fevereiro para o #desafiobookster2018 (livro publicado na década de 1910) e minha primeira obra de Thomas Mann, um clássico da literatura alemã e mundial. Já nas primeiras páginas pude perceber a complexidade e prolixidade da escrita do autor, mas que não compromete a fluidez da leitura. Gustav von Aschenbach, um escritor decepcionado com a receptividade de suas obras mais recentes, decide “mudar de ares”, deixando a sua cidade Munique em direção à Veneza. Na época, a cidade, quente e fétida, estava sofrendo uma epidemia de cólera. E é nesse cenário que tem início o seu fascínio por Tadzio, um jovem polonês, a personificação da beleza pura. É uma obsessão completamente platônica, que acaba deixando um velho escritor em um profundo conflito interno, sem saber quais passos tomar. A trama é simples e não é o que chama atenção na obra. O talento de Thomas Mann está na construção de um dilema interno muito profundo e, ao mesmo tempo, sútil. Tamanha a complexidade de seus pensamentos, que senti dificuldade de absorver mais da obra, até mesmo pelas diversas referências a filósofos como Platão e Nietzsche, que conheço pouco. Ou seja, não se deixe enganar pelas poucas páginas do livro e pela simplicidade da narrativa: a escrita é profunda, filosófica e excepcional. Um livro para ser relido.

Além de A morte em Veneza, essa edição também contempla Tonio Kröger. Li e gostei ainda mais do que a primeira novela. Kröger é filho de um burguês e uma mãe brasileira (o que denota um cunho autobiográfico, já que a mãe do autor também tinha origem brasileira). É um jovem que difere das crianças com quem convive. Com sua origem brasileira, Kroger foge do padrão caucasiano de pele, cabelos e olhos claros. E é na arte, escrevendo poemas, que protagonista consegue demonstrar a sua beleza. É também uma narrativa envolvendo o conflito interno do ser humano e o conceito de beleza. .

site: https://www.instagram.com/book.ster
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Marianne.Azevedo 26/02/2020

Vale a pena
2 histórias igualmente boas. A segunda de leitura fácil, a primeira depois que acostuma, flui bem
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Natanael Nonato 10/02/2020

Interessante
Quero deixar claro que não entro no mérito da sexualidade porque não tenho qualquer interesse e nem sobre possíveis pensamentos pedófilos porque me propus a apreciar a obra e em minha opinião nenhum tema deve ser proibido na literatura. As duas novelas de Thomas Mann combinam muito bem. Ambas possuem como personagens principais artistas que sentem a necessidade de respirar novos ares. No caso de Tonio, são encontrados novos ares na Dinamarca e no caso de Aschenbach o destino é Veneza. Os dois livros dão detalhes preciosos das características das personagens e das cidades que eles passam. Me senti na própria Veneza, ou em qualquer país nórdico (Tonio Kröger) ao ler esses livros. Infelizmente, minha pouca capacidade e interesse por filosofia me fez ficar perdido por alguns poucos parágrafos nos dois livros, quando os artistas refletem profundamente sobre a vida do artista. Mas, tirando isso, os livros foram bem interessantes e belos. A beleza com que o autor descreve os sentimentos é bem interessante e cativante. Embora o fim não seja o mesmo para os dois livros, há muita conexão entre as duas histórias de paixão. Nota 3,5, porque sou bem crítico!
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Colenci 30/09/2019

Uma baita novela! Tensão entre o apolínio e o dionisíaco na sua melhor forma! Texto lindo, bem traduzido e bastante poderoso. [sobre A Morte em Veneza]
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Fayetsho 24/09/2019

Um autor incrível
Esta foi minha segunda obra do Thomas Mann lida, e já digo - com um pouco de arrogância - que é um dos meu autores favoritos.
O livro tem duas novelas: A Morte em Veneza (1912) e Tonio Kroger(1903). A primeira é A Morte em Veneza e tive muita dificuldade. Nela, Mann vai usar bastante sua habilidade de prosador, até parecendo que a história do autor Gustav von Aschenbach fica "meio" de lado. Essa novela, esse autor renomado decide ir para Veneza pra renovar os ares, e se apaixona por um outro turista. Ainda, muito dos elementos narrativos vão das pistas do que vai acontecer no livro, além de Mann fazer um ótimo retrato de Veneza.
Já Tonio Kröger temos uma parte da vida do poeta Tonio Kröger. Em muito as duas novelas dialogam-se, e nessa segunda até senti um toque de "Os Buddenbrook". Nessa segunda já senti mais facilidade, então para quem é iniciante na obra, diria pra começar primeiro por Tonio Kröger.
E claro, não podia deixar de falar da excelente edição da companhia das letras, com um texto de apoio incrível, mas que tem alguns spoilers de outros livros do autor.
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Dan 24/04/2019

Mais do mesmo
Tonio Kroeger esquece de admirar o coleguinha para problematizar a arte de uma maneira ridicula que não tem nada a ver com o papel social amoral dela.

Morte em veneza é uma história tão simples quanto eu jogar o miojo na água quente e esperar 3 minutos. Aschebach é o fracasso personificado perdendo sua lucidez por um objetivo tão fugaz; a única força dessa narrativa se encontra na pressão psicológica dele que ainda sim é razoável. As descrições tem algo Nabokov!
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Rayearthking 26/02/2019

Histórias muito boas com densidade psicológica e que têm relação com autores de filosofia.
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Deghety 17/10/2018

Tônio Kroeger / A Morte em Veneza
Tônio Kroeger

Tônio Kroeger é um personagem muito parecido com o Roquentin de A Náusea de Sartre, mas com um pouco de boa vontade para relações interpessoais.
Na primeira metade do livro, infância e adolescência, Tônio é arrebatado por paixões quase que obsessivas.
Já na segunda parte, o Tônio adulto se torna um artista e se sente a marginal do homem comum, como se a vida fosse um espetáculo e ele fosse uma plateia apática e desdenhosa.
O personagem é do tipo que pensa que a ignorância é uma dádiva, que o saber aflige o ser humano, por isso o desdenho pelas pessoas, principalmente no tocante a arte, então ele meio que inveja a vida sem preocupações das relações, quaisquer que sejam, fúteis e despreza os que ele chama, em outras palavras, artistas medíocres.
A leitura bem agradável e dinâmica, com um intimismo não tão profundo, mas que desperta reflexões interessantes.

A Morte em Veneza

Achei esse livro um tanto estranho.
Começa com o protagonista quase como objeto de cenário, que é, diga-se de passagem, bem descritivo.
Em seguida o personagem toma vida numa paixão platônica, obsessiva e pedófila, maquiando com comparações mitológicas e odes a beleza física como arte, mas o que eu vi foi um velho safado.
Eu achei a história bem fraca, destaca-se, no entanto, a descrição cenográfica.
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