A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


191 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Henrique 02/12/2016

Livro rápido para ser lido, leitura boa e interessante. A narrativa em primeira pessoa é despretensiosa e permeada indicações a respeito do surgimento da depressão que, quando se vê, já tomou conta da narradora. A visão de mundo de uma pessoa que sofre depressão não é compreendida e nos chama a atenção pela peculiaridade, anomalia, disfunção, por fugir ao padrão psico-social aceito e impedir o convívio social, matando cada vez mais o indivíduo. Não poderia ser diferente neste livro. O que atrai o leitor é o mesmo interesse que se passa quando se vê um feto morto num vidro em laboratório. No entanto, "para a pessoa dentro da redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim. Um sonho ruim."


Fernando Lafaiete 05/04/2017

Monótono, mas MUITO reflexivo!

Existem duas maneiras de se ler um livro. Você pode fazer uma leitura superficial (o que infelizmente é o tipo de leitura que a maioria das pessoas costumam fazer), absorvendo somente o básico e não realizando muita reflexão após o desfecho. Ou você pode realizar uma leitura mais analítica, que te cause algum tipo de ensinamento/impacto ao finalizá-la.

Redoma de vidro é o tipo de livro onde o método superficial dificilmente irá se aplicar. A escrita da autora é simples e muitas vezes monótona. O livro não traz uma narrativa ágil, super envolvente e na minha opinião, não traz nem uma protagonista de fácil conexão. Devido aos aspectos citados, eu acabei demorando pra engrenar na leitura e durante muitas páginas eu achei este livro um saco! Demorei alguns meses para digeri-lo e para conseguir entender a grandiosidade e a importância desta obra na literatura. Mas por que a "análise superficial" não se aplica à esta história? Porque a mudança no comportamento da protagonista é tão real e sútil, que é praticamente impossível não gerar algum tipo de reflexão no leitor.

Pra quem ainda não está familiarizado com este clássico moderno, a autora nos apresenta uma protagonista que se vê em volta com a depressão. Esther Greenwood é uma jovem que trabalha em uma revista de moda e que vai nos apresentando o seu dia-a-dia chato e desinteressante. Mas o que me chamou a atenção, foi o momento em que fica claro que a personagem está de fato depressiva. A mudança comportamental é tão repentina (de um parágrafo para outro), que na hora que acontece, eu senti que havia perdido alguma coisa, e me senti obrigado a voltar alguns capítulos e relê-los.

Neste aspecto o livro consegue ser excepcional. A maneira que a autora deixa claro que a linha que separa o normal do depressivo, é muito tênue e que depressão não é frescura e muito menos brincadeira.

O livro de fato não me cativou, mas eu seria muito sem noção se dissesse que ele não é importante e que não deve ser lido.

Além do fato de toda a situação central ser muito verossímil, tem também o fato desta obra ser meio auto-biográfica. Sylvia Plath sofreu de depressão e devido à isto, acabou se suicidando. O que me deixou meio chocado e que eu também achei incrível, são os sinais que a autora vai liberando aos poucos; como por exemplo, a protagonista ficar falando e pensando o tempo inteiro em se suicidar!

Não é uma leitura fácil... Mas é uma leitura necessária!


Myreia | @_pequenabibliotecaria 26/09/2018

Não é uma resenha e sim o que acho importante no livro.
Esther Greenwood, uma jovem de Boston que parece está se encaminhando para o sucesso, mas em um verão promissor acaba sendo o gatilho perfeito para a jovem ter crises de depressão e começar a questionar o seu lugar no mundo.

De todos os livros sobre depressão/suicídio que li -e não são muitos- ,esse, sem dúvidas, é o mais real deles e por isso pode gerar vários gatilhos para quem passa por isso. A leitura desse livro foi extremamente difícil para mim porque, mesmo sem passar pelo que a protagonista passa, é tão real que você se sente sufocada, se sente abalada, se sente com vontade de questionar suas escolhas na vida, assim como a protagonista.

Um dos maiores motivos pelo qual indico a leitura dessa obra é porque ele foi feito para que as demais pessoas identifiquem quem está passando ou quem tem “tendência” a ter pensamentos destrutivos. É uma ótima forma de perceber e entender, o que pode acarretar um surto. Além disso, é um livro muito realista, sem romantismo nenhum, verdade nua e crua de alguém que se sente vazio.

É um livro também que fala de superação, o que me surpreendeu muitíssimo. O final da história nos mostra que se alguém te entender, te mostrar que tem jeito e te tratar com amor, tudo pode voltar ao normal ou o mais normal que possa voltar a ser. E que às vezes, estar em um estado crítico não quer dizer que não tem solução, pessoas em um estado muito melhor podem simplesmente parar de lutar para melhorar e se entregar ao surto.

Enfim, é uma leitura muito difícil que alterna do leve para o pesado em um piscar de olhos, além de ser muito densa e triste também, ao perceber que ter tudo o que uma sociedade julga ser a “poção da felicidade” não faz todos se sentirem realmente felizes.


site: https://www.instagram.com/_pequenabibliotecaria/


spoiler visualizar


Milena.Piccoli 21/04/2019

não consegui gostar da protagonista e isso provavelmente foi a razão pelas 4 estrelas


Dirce 08/06/2013

Passageira da agonia
A sinopse e as resenhas de "A Redoma de Vidro" me fizeram sentir particularmente curiosa acerca do livro me levando "à sua caça" de modo desenfreado. Êta livro difícil de encontrar! Até adquiri, por engano,o livro Redoma de Vidro(sem o artigo“a”)de uma outra escritora, e, quando estava quase desistindo, encontrei o romance disponível para leitura na Web.
Infelizmente, minha leitura foi prejudicada pelos erros de português, por não ter o livro nas mãos e pela minha atitude durante a leitura – me forcei( embora sem muito sucesso) um afastamento emocional, haja vista que sabia de antemão a dramaticidade que o enredo carrega.
A despeito da redoma que tentei estabelecer durante a leitura,a voz de Esther Greenwood ( mais acertado seria dizer de Sylvia Plath) me soou como um sussurro - um sussurro agonizante que se percebe logo nas primeiras linhas pela narrativa de Esther de uma cena de uma eletrocussão deixando transparecer o quanto esse acontecimento lhe era penoso. Mais adiante, percebi que a cena não foi narrada tão somente como um contexto de uma époc , e sim porque Esther sentiu na pele o que acontece a mente humana ao ser submetida ao eletrochoque.
Existem duas frases:" Viver é perigoso" e "Viver é mortal" de Guimarães Rosa e Clarice Lispector (respectivamente) que me passam a ideia do quanto a vida pode ser implacável,porém,as posturas de Esther e da sua amiga frente à vida, me levaram a contradizer esses fabulosos escritores: sorry, meus amados, mas o NÃO VIVER que é mortal e perigoso. Perigoso e mortal é (não entrando no mérito de qualquer corrente filosófica) é passar pela vida simplesmente existindo, e, quando isso acontece, tenta-se descobrir os culpados e as causas, mas o mais triste é quando se busca ajuda e se depara com um dr. Gordon, um médico sem a menor compaixão fornecedor de um passe livre para "embarque na vida” como passageira da agonia. Felizmente existem as doutoras Nolan da vida que encaram seus paciente como seres humanos e, muitas vezes, conseguem ajudá-los a recolherem seus cacos.
Triste também é sabermos que é incomum a vida imitar a arte: tudo indica que Silvia Plath não encontrou uma doutora Nolan que a ajudasse a recolher os seus cacos.


Valério 01/02/2019

Interessante confusão
A vida dentro da cabeça de Esther, uma mulher com problemas psiquiátricos que, em determinado momento, tem o mundo à sua frente e aos seus pés.
Conflito existencial, questionamento social, reflexões filosóficas pelo ponto de vista da protagonista, que parece estar fora do mundo mesmo vivendo nele.
Sua vida se torna um imenso vazio, como se tudo acontecesse à sua volta, mas sem envolvê-la completamente. Virou uma espectadora de sua própria vida.
E o leitor vai se aprofundando no alheamento, junto com Esther.
Justificando o título, é como se Esther vivesse em uma redoma, para onde somos levados junto com ela.
Um grande trabalho de Sylvia Plath, no seu único livro.


spoiler visualizar


Daniela 30/08/2017

Por outro olhar
A leitura me fez lembrar do filme incrível "Bicho-de-sete-cabecas", que fala muito dessa questão dos transtornos mentais. O que gostei do livro foi a escolha de um narrador personagem. Quase tivéssemos um narrador observador , distante e frio, poderíamos ter mais trechos elucidados, outras visões da história, e muito mais detalhes. Mas a beleza do livro está justamente na sutileza e leveza que Esther conta sua própria história. Ainda mais se tratando desse assunto, em que a visão do paciente, de quem sofre é a última coisa que se leva em conta.


spoiler visualizar


spoiler visualizar


Leonardo.H.Lopes 04/02/2018

Para as pessoas dentro do domo de vidro, o mundo inteiro é um sonho ruim.
O livro conta a história de Esther Greenwood, pelo seu próprio ponto de vista. Ela é uma jovem estudante que ganha um concurso de redação cujo prêmio é um estágio numa conceituada revista de moda novaiorquina. Esther passa um mês estagiando no meio da alta sociedade, cercada de jantares, festas e amizades vazias. Nesse contexto ela se sente deslocada, cada vez mais se fechando. Quando retorna para sua casa, cai em uma depressão profunda, tentando várias vezes o suicídio até ser internada em clínicas psiquiátricas.

Muito se fala sobre essa obra ser uma espécie de autobiografia da Sylvia, sendo Esther seu alter-ego. Quando se conhece a história da autora, muito triste por sinal, é possível identificar os aspectos da ficção que imita a realidade. Uma coisa interessante é que num dado momento Esther começa a escrever um romance para desabafar e o nome que ela escolhe para a protagonista é Elaine. "Contei as letras nos dedos", ela escreve, "Esther também tinha seis letras". Esther, Elaine e Sylvia: todos os nomes com 6 letras. Três "pessoas" iguais, três tristezas iguais. Mas os fatos são apenas partes da matéria literária, o ponto de início. Entre o que foi a vida de Plath e sua obra, imagino, existe todas as imediações da imaginação e da invenção, existindo o trabalho criativo com a palavra. E nisso Sylvia é mestra.

A escrita do livro é uma delícia, de um lirismo poético que fazem do texto o que a literatura é por excelência: uma obra de arte. Esther é uma narradora divertida e irônica, que desde o início sinaliza para o leitor que nada está bem em sua vida, sendo tênue as linhas que separam a Esther normal da personagem depressiva. Apenas caímos na realidade quando ela tenta o primeiro suicídio e a trama segue um caminho mais pesado, trilhas que percorrem as angústias e a miséria humana, as indagações que ocorrem quando paramos para tentar nos afirmar nesse mundo e descobrir nosso lugar nesse imenso teatro.

É um texto tremendamente humano e sufocante. Deve-se tomar um pouco de cuidado com o momento da vida pessoal quando se resolve ler o livro. Durante o ato é inevitável não se sentir dentro de um domo, sentir fobia, tirar Greenwood das páginas e embutir sua infelicidade em nós mesmos, pois "para as pessoas dentro de uma redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim".


Thais 24/01/2017

NÃO LEIA ESSE TEXTÃO, LEIA "A REDOMA DE VIDRO"
NÃO LEIA ESSE TEXTÃO, LEIA "A REDOMA DE VIDRO"

Já li alguns livros desses ditos "romances de formação", todos escritos por homens. Grandes obras, que eu vou poupá-los dos títulos para evitar aqui que se propague uma falsa ideia de erudição da minha parte, porque esse é um textão baseado tão somente em achismo e experiência pessoal, para indicar um livro. E se tudo que te interessa é a indicação, a foto encurta o caminho, se não, fique comigo mais algumas, talvez muitas, linhas.
O fato é que eu os li, e todos foram escritos por homens - os que eu li, ressalvo -, mas além da compreensão conceitual do termo "romance de formação", nada de realmente transformador aconteceu comigo durante a leitura. Nenhuma luz se acendeu fora da curva, nada além do que uma boa prosa ou "boa literatura" - eu não acredito nisso, mas fica pra outra hora - já provoque naturalmente. Eu sou uma dessas pessoas que se refugiou na biblioteca para sobreviver à infância e principalmente à adolescência, e é daquela época a noção que mais tarde se solidificou dentro de mim a respeito da função do livro. Salvar vidas. Eu costumava achar que escritores eram uma espécie de salva-vidas a espreita na margem do rio-bravo-da-vida, disposto a tudo para te trazer à tona, mas sem nunca te arrastar de volta até a margem, instruindo a nadança e encorajando o mergulho. Eu ainda acho que é pra isso que livros são escritos. E um romance de formação se propõe, quase que declaradamente - quase porque nenhum escritor pensa deliberadamente nisso enquanto está escrevendo, exceto que esteja escrevendo um livro de auto-ajuda ou um livro técnico; e principalmente porque esses termos são cunhados e designados por críticos e não pelos escritores - a isto, instruir, formar. Trata-se de um romance de aprendizagem, onde acompanhamos o desabrochar da maturidade do protagonista. É como se ele não estivesse pronto, e se fizesse através da leitura, e é nesse lugar onde acontece o fenômeno do romance de formação, a leitura. Leitor e protagonista compartilham experiências, sentimentos, sensações e desabrocham juntos, no decorrer do romance. Ou é isso que deve acontecer quando um homem lê um romance de formação escrito por outro homem. Identificação.
Não era o meu caso, eu era, agora sou um pouco mais, uma mulher, e nós somos bastante diferentes, não é mesmo? Mas hoje, eu, finalmente, experimentei essa sensação, a da tal, famigerada, representatividade. Quando virei a última página de A Redoma de Vidro, único romance escrito pela poeta norte-americana Sylvia Plath, em 1963, chorei um choro atravessado na garganta há alguns anos, um choro desses com soluço, que entope o nariz, o choro de quem acabara de ser parido. Eu podia parar de me debater, talvez eu até conseguisse voltar a nadar. O romance me fez companhia por algumas semanas - que eu prolonguei, evitando me despedir de Esther, a protagonista - e a cada capítulo eu sentia algo se mover dentro de mim, como uma grande placa de gelo se desprendendo da parede do congelador da geladeira - as pessoas ainda descongelam geladeiras? E afora o livro ser um contundente relato sobre a depressão - vivenciada pela autora, que se suicidou um mês após a publicação -, o romance trata daquele período da juventude em que ainda não somos adultos, mas adulto é tudo que nos resta ser.
E é interessante, para não dizer desesperador, como alguns dilemas e dificuldades (questões como contracepção, estupro, descoberta da sexualidade) enfrentadas por uma jovem-mulher-branca-de-classe-média, nos EUA dos anos 60, se assemelhem tanto a situações vividas por qualquer mulher, de qualquer cor, e qualquer poder aquisitivo, em qualquer lugar do mundo em pleno século XXI - e sim, estou sendo muito reducionista, falo do alto dos meus privilégios partilhados com a protagonista, a situação de muitas mulheres é ainda pior. Tudo isso para dizer que o romance de formação é, sim, uma grande ferramenta de aprendizagem do que é "ser" e de como fazê-lo, mas não sem representatividade.
Precisamos de mais romances de formação escritos por mulheres cis, por mulheres trans, por mulheres lésbicas, por mulheres negras, por mulheres indígenas, por mulheres que reúnam todos os adjetivos ou não. Precisamos de mais mulheres escrevendo, mais mulheres lendo mulheres, mais mulheres conversando com mulheres e sobre mulheres, sobre o que é e como ser mulher. Precisamos demais. E enquanto isso, recomendo que vocês, mulheres - homens também -, leiam A Redoma de Vidro, mas só de você ter lido até aqui eu já fico grata, afinal eu sou. "Eu sou, eu sou, eu sou", parafraseando Esther.

E amem mulheres, esse é o primeiro passo da revolução.


De Cara Nas Letras 26/08/2015

A Redoma de Vidro - Sylvia Plath
Esther Greenwood é uma jovem mulher universitária com uma excelente e exemplar vida estudantil. Ela ganha um concurso de uma revista de moda feminina e com isso, parte à Nova York para usufruir do prêmio e viver do glamour e luxo da revista Ladies' Day, além de estagiar na mesma. Mas como tudo tem seu fim, com esse estagio não poderia ser diferente e a jovem volta para casa numa cidade pequena do interior dos Estados Unidos.

No inicio da leitura já percebemos que a personagem não se enquadra nos padrões da revista e que é bem avessa a esse mundo da moda, achando-o bobo. Ela também rememoram alguns acontecimentos do seu passado (não tão distante) e passamos a pegar detalhes de coisa que vão pressionando a personagem como ter que manter-se uma aluna excelente em função da bolsa que recebe. Esther também tenta engatar um relacionamento com um estudante de medicina. Ela sabe que não terá futuro essa relação, mas descobre que o Buddy está com tuberculose, e sua intenção de acabar o relacionamento se transforma em pena. Ao voltar para casa, ela é informada de que não foi selecionada para o curso de escrita, o que começa a desencadear suas crises, quando ela passa a ficar dias seguidos sem dormir trancada no quarto, isolada das pessoas, sem comer, sem tomar banho... e a ideia de suicídio ronda sua mente.

A narrativa é em primeira pessoa pela personagem Ester. Ela é bem diferente do tipo de moça da década de 60, primeiro que ela não deseja casar, muito menos constituir família e ter filhos, na verdade a única coisa que ela tem vontade de fazer é se suicidar e por conta disso a leitura do livro começa a se tornar um tanto quanto angustiante, porque ela vai nos relatando um pouco do seu cotidiano, nos mostrando o quanto não sente gosto por mais nada.

Esse é um livro de leitura um pouco difícil, não pela linguagem, que aliás é bem poética, mas pelo seus acontecimentos em si e pelo clima melancólico. A ideia de suicídio ligada à indiferença da personagem acaba nos assustando porque ela vê isso com uma naturalidade que convence o leitor de que isso é a saída para resolver os problemas que a cerca.

Se você tem curiosidade em ler esse livro, algo da Sylvia Plath ou se gosta de temas pesados, A Redoma de Vidro é uma ótima pedida, mas para quem não gosta tanto assim, o livro pode trazes vários pontos em que é fácil se identificar, como assuntos íntimos do cotidiano de uma mulher.

Att,
Pedro S.

site: www.decaranasletras.blogspot.com


191 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |