Jogador Nº 1

Jogador Nº 1 Ernest Cline




Resenhas - Jogador nº 1


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Karol 20/03/2012

Para gamers, geeks insanos, adoradores dos anos 80 e nerds de todos os tipos!
Eu sempre fui “meio gamer”. “Meio” porque não jogo Winning Eleven, nem Fifa, nem Pro Evolution. Jogos de esportes em geral não são a minha praia. Mas se você me der um Final Fantasy – qualquer deles –, eu saio da realidade e consigo ficar por horas deitada no sofá jogando. Adoro uma boa luta no estilo Mortal Kombat, gosto de jogos de aventura, como Ultimate Alliance, e amo o bom e velho Guitar Hero. Ah, e fui por anos uma doida viciada em Ragnarok Online – jogava de Sniper e arrasava, diga-se de passagem.

Logo, quando passei na livraria e vi “Jogador nº 1” a atração foi fatal e irresistível. O livro se passa num futuro não muito distante em que a crise energética com o esgotamento do petróleo deixa a humanidade em uma situação deprimente. Muitas pessoas estão desempregadas e passam fome, as que têm onde morar vivem em cubículos com várias outras pessoas ou em trailers, na mesma situação. Com a condição catastrófica do planeta, grande parte das pessoas se refugia no OASIS, um mundo digital no melhor estilo Second Life (lembram disso?) onde as pessoas vivem na realidade que bem entenderem, do modo que bem entenderem.

O OASIS passa a fazer parte da vida das pessoas e grande parte prefere viver sua vida online a encarar o que a realidade tem para oferecer. E mais: é gratuito e irrestrito. Você não precisa de dinheiro para entrar no OASIS e qualquer pessoa pode brincar, basta ter acesso à Internet. Com o sucesso da plataforma, empresas “do mal” tentam comprar o servidor, com o intuito de cobrarem pelo acesso mensal, divulgar publicidade online, e etc. Porém, o geek criador do game não quer que isso aconteça e, antes de morrer, cria uma gincana para definir quem será seu herdeiro. Com a morte do seu criador, a fortuna do mestre e o controle do OASIS ficam travados até que um jogador esperto o suficiente consiga resolver os enigmas e desbloquear a fortuna bilionária e o controle do jogo.

E é nesse panorama que conhecemos Wade, 17 anos, acima do peso, gamer insano e pobre. Wade é um dos caçadores do tesouro escondido no OASIS e sua vida muda drasticamente quando ele descobre a primeira pista do grande enigma. Com tal descoberta, o avatar de Wade, Parzival, vira celebridade instantânea: todos querem que ele assine produtos, dê entrevistas, faça comerciais e mais, todos querem saber quem é o player por trás de Parzival, informação que Wade esconde com unhas e dentes. Nessa situação inicia-se uma caçada dentro da caçada, com o “lado negro da força” perseguindo Wade tanto dentro quanto fora do jogo para impedi-lo de chegar primeiro à fortuna e impedir que o OASIS seja controlado pelas empresas “do mal” que eu comentei lá atrás.

O livro é eletrizante. Não dá pra parar de ler e todas as dicas e enigmas são baseados na cultura pop dos anos 80. Pode se preparar pra ler muito sobre Dungeons & Dragons, Ultraman, Atari, Curtindo a Vida Adoidado, Rush, Star Wars, Star Trek etc, etc, etc. E o autor também capricha na descrição dos diversos mundos dentro do OASIS e seu efeito “sugante” na humanidade. As pessoas simplesmente não vivem suas vidas mais, preferem passar o tempo todo em uma realidade virtual e isso acontece com vááários adolescentes na nossa vida real também, vocês tem noção da quantidade de pessoas que vivem nessa vida vegetativa hoje em dia? São muitas! Ragnarok, World of Warcraft e jogos do tipo são os precursores do OASIS e, se as coisas seguirem no ritmo que estão, logo teremos um simulador de realidade potente nesse nível à nossa disposição. Imaginem como será o futuro desse jeito. Não sei se será bom ou ruim, mas diferente vai ser, afinal, tem gente que jamais conseguirá jogar com moderação.

Enfim, isso são apenas devaneios. Para ser objetiva: o livro é ótimo! É voltado pra galera que tem mais de 30 e que viveu nos anos 80 sua adolescência, meninos em especial (edit, pq a resenha tem mais de oito anos e minha visão de mundo mudou: meninas também vão aproveitar imensamente a leitura. Como eu aproveitei. Não se prendam a estereótipos =)D). Porém, a geração anos 90\2000, à qual eu pertenço também apreciará a história. Eu garanto!
cyberboni 06/04/2012minha estante
cara, eu estava lendo um outro livro [as últimas quatro coisas] e passando na saraiva, achei a capa interessante e fui ler o primeiro capítulo... foi o suficiente para comprar e devorar o livro.
acho que nunca me envolvi numa literatura como essa, a narrativa do Wade é impressionante, mais as referencias de filmes, animes, música e é lógico, games... realmente não sei como definir esse livro com palavras... vale a pena dar uma lida.
gostei muito da sua resenha, vivemos em parte do que foi refência para eles, senhor dos anéis, matrix, wow, dentre outros... por isso, por mais surreal que seja, não podemos desacreditar de um futuro com jogos desse nível, afinal, tudo começou em 2012.. .p


Egberto 30/04/2012minha estante
Tenho 13 anos, e me acho meio nerd/geek. Me interessei assim que li a sinopse, já quis comprar. Agora que comprei, fiquei até com receio de não entender certas referências do livro, já que vai ter coisa que nunca vi na minha vida, mas sua resenha e outras já me tranquilizou!


Antonio 11/06/2012minha estante
Comecei a ler o livro agora e os primeiros capítulos já explodiram minha cabeça. Zona "no-jvj", referências a jogos antigos, rpg...putz..incrível! No final de cada capítulo rola uma busca por todas as referências no google. Também não vivi os anos 80, sou da geração 90, mas o livro está sendo sensacional.


dissonantbr 21/06/2012minha estante
Realmente gostei muito do livro e o devorei rapidamente... Não há realmente um eco tão grande entre os gamers como nesse livro. Porém sim sofri com a primeira edição do livro que tinha uma tradução que nao ficou a altura... Releve, esqueça pequenos problemas de roteiro e seja feliz...Até o filme... Ou não...:P


Marckunn 18/04/2013minha estante
Eu tinha ouvido falar um tempo antes desse livro, ai um dia passando em frente a livraria decidi entrar em conferir se tinha esse livro, comprei, levei pra casa, comecei a ler e foi paixão a primeira vista (haha), consegui bater meu recorde de leitura com ele, 3 dias. Todo gamer se viu ali no lugar dele, acho que eu fiquei um bom tempo (estou até agora um pouco) viajando sobre como seria o mundo do OASIS e talz, espero que façam um filme a altura, se fizeram, será ÉPICO!


Clara 31/07/2013minha estante
Só um comentário, Karol - discordo dessa modo de "gamer", mas não aceito alguém dizer que é gamer só jogando FIFA. HAHAHAHA
Portanto, fiquemos com FF que tá melhor! Hahahaha
ADOREI as referências do jogo e, o que eu não conhecia, passei a conhecer. Só achei lento no começo, apesar de o final ter sido épico. :)


Diego 19/04/2014minha estante
Poxa Karol, somos ambos então, tbm amo Final Fantasy. E esse livro com certeza, mesmo não ter lido, recomendo pra qualquer gamer ou otaku porque o elemento distópico e científico é bem comparado com SAO( Sword Art Online). Tô esperando pra lê-lo.


Cibelegs 28/07/2014minha estante
Falou tudo, quando descobri este livro não resisti, li no tablet mesmo, e bati meu recorde, li tudo sofregamente em 18 horas, com 2 paradinhas básicas pro óbvio. Surreal, fantástico, viciante, um sucesso total, enfim...


Gerson 06/06/2015minha estante
Falou tudo e mais um pouco....


Daniel 19/01/2016minha estante
Você me fez querer ler! Meta de Leitura!


IgorX96 10/04/2020minha estante
Quem joga fifa e futebol nem é gamer hahaaha


Matheus.Vitorino 08/12/2020minha estante
Como faço pra ler o livro?


Haisenberg_ 20/04/2021minha estante
Eu não consigo ler


Haisenberg_ 20/04/2021minha estante
Aplicativo merda


IgorX96 20/04/2021minha estante
Gente o app não é pra ler, é uma rede social pra leitores




Vinicius 25/10/2020

O Oasis e Seus Enigmas
Art3mis Rainha O Resto Nadinha

É inegável que jogador número 1 proporciona uma leitura fácil e toda a história que se desenvolve acerca do oasis é muito interessante e torna a leitura frenética, os capítulos quando chegam ao fim sempre deixam um gostinho de quero mais, o que é um ponto positivo. Conhecendo ou não as referências você se vê preso nas tensões causadas pela caça ao Easter Egg de Halliday e pelo mistério a cerca das identidades dos amigos de Parzival. Os vilões do livro são fáceis de odiar uma organização fascista, racista e misógina, mestres em trapaça que não contavam com a inteligência e sede de vitória do Parzival.

A história de como o mundo ficou apocalíptico me parece muito verossímil e estamos caminhando justamente nessa direção. Parzival é descrito como pobre, diz que arrumar trabalho é bastante difícil, não consegue fazer nada no oásis mesmo ele sendo muito bom, então como que tantas pessoas parecem ter acesso a tantas coisas? O mundo não está quebrado? Não deveria haver muito mais gente como ele? Tirando o protagonista o resto das pessoas parecem ricos, o que é uma grande contradição para mim. Ora o oásis parece maravilhoso onde tudo é possível, ora um lugar extremamente elitista, ao qual poucos tem acesso a coisas boas de fato, essa mudança tão drástica na descrição me ficou muito estranha.

Temos alguns coadjuvantes que se mostram importantes para o desenrolar da história 4 no total, Aech, Art3mis, Daito e Shoto. Mas é inegável que a personagem que mais se destaca é a Art3mis apesar de ser o interesse amoroso do Parzival eu me apaixonei por ela e por boa parte do tempo eu torcia por um Plot Twist onde a Art3mis seria a grande campeã, porém, o final dela foi muito satisfatório e fofo. Apesar de não ter grande destaque é uma personagem marcante e apaixonante.

Nasci neste século então não conheço os anos 80, para mim não é nem mais, nem menos relevante que os 60, 70 ou 90, porém, para o pessoal mais velho que cresceu nesta época o livro deve dá nostalgia pura em cada capítulo. Agora as partes negativas: um pouco leviano quanto a sexo e excesso de palavras de cunho a ofender pessoas gordas e em um momento teve homofobia de 5ª série.

A leitura e a resenha deste livro foi feita em conjunto com uma amiga.
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Jonas (@castelodepaginas) 24/06/2020

Jogador Numero 01
Fiz resenha no meu blog dessa obra, por favor visitem e se inscrevam. Obrigado

site: https://resenhasnonaarte.blogspot.com/2020/06/jogador-numero-1.html
Victor Brandão 24/06/2020minha estante
excelente livro.




Wesley 27/06/2021

Continua divertidíssimo
Relendo Jogador Número Um percebi duas coisas importantes: Continua tão divertido quanto a primeira vez; e eu não lembrava quase nada da primeira leitura, então foi praticamente a experiência de ler pela primeira vez. Efeito de a narrativa do filme (que já essência é parecido mas possui muitas diferenças) estar mais fresca na memória? Talvez.

Continua divertido, grandes personagens, é um ótimo vira páginas e muitas referências aos anos 80, como bem sabemos. Os capítulos iniciais são um pouco apelativos nas tais referências, do tipo que quase não acabam, mas logo fica tudo no lugar e a narrativa se desenvolve bem.

Agora o problema: o desnecessário segundo livro já está aqui esperando a leitura e a expectativa é de -10000. Que venha Jogador Número Dois.
Ri 27/06/2021minha estante
Pq vc acha que o 2 será ruim? Fiquei preocupada... Gostei muito do primeiro, mas foi a única vez que gostei mais do filme do que do livro.


Rai 27/06/2021minha estante
Esse livro é muito bom! Não acho que o segundo será tão bom quanto, mas eu estou ansiosa pela leitura


Wesley 27/06/2021minha estante
Ri, mais acho um livro desnecessário do que a expectativa que ele pode ser ruim. Por isso estou indo com elas zeradas e aproveitar qualquer ponto positivo que possa acrescentar no que foi criado nesse primeiro. Quanto ao filme, adoro, é uma boa adaptação, fiel a ideia do livro.


Wesley 27/06/2021minha estante
Rai, expectativas baixas, o que vier é lucro. Espero ser surpreendido.


Ri 27/06/2021minha estante
Ah, certo! Obrigada! O 2 está na minha lista para breve.


Wesley 27/06/2021minha estante
Por aqui tbm. Ainda vou colocar outras leituras na frente, mas de Julho não passa.




Jon 19/02/2021

Estou surpreso e realizado..
Sou relativamente exigente em minhas avaliações, não é comum atribuir pontuação máxima para qualquer livro que curti, tenho alguns critérios. Sendo assim, digo com muita humildade que pra mim, Jogador Nº 1 é uma estória 5 estrelas. Este livro foi uma grande surpresa literária pra mim. Admito que achei que se tratava de uma estória bem rasa e com um pano de fundo que não me agradaria (essa pegada geek em demasia). Tinha esse e-book a meses e sempre adiava a leitura, comprei bem baratinho, mas sem grandes expectativas, na verdade comprei no impulso do consumismo. Pois bem, quebrei a cara com as minhas concepções pré-estabelecidas e estou muito feliz e realizado com esta experiência literária.

É geek? sim, e muito.. é infanto-juvenil? também.. , e é tudo muito bom.. temos distopia, fantasia, sci-fi, tem ação, aventura, drama, romance, e achei tudo muito bem construído. Gostei dos personagens, do pano de fundo. As referências a cultura pop de nosso mundo (filmes, livros, músicas, jogos, consoles) são muito legais, apesar de serem relacionadas a década de 80, mas isso não foi um problema para mim.

O ritmo da leitura é lá em cima, com pouca ou nenhuma oscilação, tem um plot twist top. Há mensagens sociais bastante relevantes, passagens que nos faz refletir sobre nosso comportamento em uma realidade cada vez mais conectada, tecnológica e segregada, em um mundo digital cada vez mais ativo. As cenas com Wade e Halliday são o ápice dessa minha percepção. Não assisti ao filme, mas tenho certeza que a adaptação não chega nem perto do que encontramos aqui. Certamente será um dos melhores livros que li e lerei neste ano, foi uma sensacional surpresa.
Ivo 19/02/2021minha estante
esse livro é fantástico!


Jon 19/02/2021minha estante
demais..




Tamirez | @resenhandosonhos 30/07/2018

JOGADOR Nº 1 - Ernest Cline
Primeiro de tudo: eu ouvi tantas coisas boas sobre esse livro que se por acaso ele fosse ruim, iria ser uma das grandes decepções do ano. Felizmente, atendeu todas as expectativas e de uma forma bem estranha.

Eu nasci nos anos 90 e tive quase zero contato com vídeo games. Minha família era pobre e portanto nunca foi uma prioridade. Quando eu cresci e talvez pudesse ter adquirido um console pra jogar, já não era mais a minha praia e nunca foi algo que me chamou a atenção. Logo, quase 100% das referências citadas aqui dentro dos vídeo games me fizeram boiar. Em qualquer situação isso poderia ter sido uma catástrofe, mas Cline é didático e propõe um estilo descritivo de narrativa que me inseriu dentro do livro mesmo sendo a primeira vez que eu “via” um Atari.

Salvo referências a Senhor dos Anéis, outros filmes e alguns livros, Jogador nº 1 foi o meu próprio OASIS. Um universo completamente novo onde eu adentrei e pude encontrar uma realidade paralela em que fiz mil descobertas e consegui ver as coisas com clareza. E, mesmo sendo um livro descritivo em vários pontos, é muito interessante e não fica cansativo.

Eu sei que para várias pessoas pode ser massante, principalmente se você tem zero interesse no assunto games ou acha bobagem. Porém, meu desinteresse nisso sempre foi por falta de oportunidade e tempo, e não esse outro aspecto. Portanto, foi quase como se eu tivesse preenchido a cota que nunca consegui durante os meus 27 anos de vida.

Na parte da experiência pessoal de imersão, nosso narrador é muito bom. Wade Watts tem 18 anos e é um garoto muito esperto. Precisou ser pra sobreviver e encontrou no OASIS, assim como a maioria dos jovens, um lugar seu. Assim que o testamento de Halliday se tornou público ele virou um caça-ovos, afinal, era sua chance de mudar de vida e sair do buraco que morava junto com a dia e outra dezena de pessoas. Mas, diferente da maioria dos outros caçadores, Wade não desistiu com o passar dos anos e mesmo 5 anos depois ainda estava à procura. Mais do que isso, usou cada minuto que tinha de sobra para pesquisar sobre a vida do criador, jogar seus jogos preferidos, assistir seus filmes, ler seus livros, buscando pistas que pudessem lhe ajudar. Através de sua voz, voltamos um pouco no tempo para acompanhar sua jornada e vamos dai em frente, vendo tudo o que acontece nessa busca.

Ele, entretanto, não será o único personagem a ter destaque. Temos pelo menos outros cinco caça-ovos, entre eles o melhor amigo de Wade e Art3mis, uma das mais famosas jogadoras. E, claro, temos o vilão dentro da história, uma corporação que quer vencer o jogo para tomar poder sobre o OASIS e monetizar tudo, cobrando taxas para uso, limitando acessos e, basicamente, expulsando aqueles que não tem dinheiro nem pra viver do lado de fora. É montado então um time de pessoas que vão trabalhar pra resolver os enigmas primeiro e tentar por no bolso da empresa o que Halliday queria ver na mão de algum jovem genial.

Preciso fazer um parênteses aqui pra exaltar um aspecto desse livro que eu acho necessário: o romance. Essa é uma pauta que eu sempre bato e que muita gente acha que sou chata por estar sempre reclamando. A questão é que tem sim como um livro ter um pouco de romance, ter personagens jovens, ser inteligente, de um gênero que não romance e trabalhar a narrativa de forma harmônica. Jogador nº 1 é a prova disso.

Temos uma relação aqui que se forma, ela é trabalhada durante grande parte do livro, tendo destaque em um ponto específico. Nunca toma o foco, nunca ninguém abre mão de tudo por amor, nunca a narrativa fica melosa desnecessariamente, nunca o livro deixa de ser uma ficção científica pra se tornar um romance água com açúcar e é isso que eu sempre desejo que os autores façam. Não coloquem suas histórias no lixo ou em segundo plano só pra fazer dois (ou três) personagens se apaixonarem. Então, podem tirar uma aula com o Sr. Ernest Cline, ok?

Além disso, as mais de 400 páginas do livro são uma grande aventura. Revisitamos velhos jogos, entramos pra dentro de mundos completamente novos, visitamos planetas, revemos filmes antigos e caminhamos ao lado de Wade por situações que vão de zerar um game, a explosões e a um medo real. Tem gente que simplesmente não está para brincadeira.

Há momentos de humor também e algumas questões importantes trabalhadas, como o bullying, homossexualidade, preconceito social e racial, e questões de abandono familiar. A ganância e a fuga de realidade são tópicos constantes. Eu me vi muitas vezes desejando visitar o OASIS e pensando o quão incrível era aquilo, ao mesmo tempo em que parava pra pensar que triste seria só poder “viver” virtualmente. Sem sentir as coisas de verdade. Sem existir de verdade.

Mesmo tendo uma pegada jovem, é impossível que uma criança dos anos 80, hoje com quase 40 anos não vá se divertir imensamente relembrando todas as referências e se enxergando em Wade nas sua caça ao tesouro. Assim como as gerações que vieram depois, como a minha. Em 2018 tivemos a adaptação chegando os cinemas e o filme passou bem longe do conteúdo do livro, porém, mesmo assim achei que foi uma boa produção individual e que se sustenta sozinha, mesmo que claramente voltada a um público mais jovem.

Jogador nº 1 foi uma experiência incrível de leitura e eu super recomendo se foi um tipo de livro que te interesse. Como eu falei, é preciso ter pelo menos afinidade caso falte o conhecimento, porque mesmo entrando cega como eu, é possível fazer a imersão, aproveitar a jornada e abraçar essa história grandiosa e super bem escrita.

site: http://resenhandosonhos.com/jogador-no-1-ernest-cline/
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Gabriel 14/01/2021

Legal, mas extremamente clichê
Fui ler "Jogador Número 1" para saber o porquê de muita gente considerar ele um dos melhores da vida.

Gostei da ideia do livro, da temática e da ambientação. O mundo futurista, tecnológico e "apocalíptico" que foi criado por Ernest Cline é muito interessante, mas é muito deixado de lado para focar no desenvolvimento do personagem principalmente (que é extremamente chato e imbecil). Tirando a temática geek anos 80, o livro é um grande amontoado de clichês e desenvolvimentos previsíveis.

O relacionamento do Wade com a Art3mis é muito sonso e sem graça (o Wade parece um cachorro), e com momentos de vergonha alheia (sério que ele perguntou a ela se ele valia mais que o prêmio do concurso?). Os personagens mais interessantes são os secundários, mas estes só servem pra preencher a narrativa.

A história do menino órfão e pobre que através de sua inteligência consegue conquistar tudo e salvar o mundo é muito explícita aqui, o que deixa a narrativa bem tediosa. Da página 100 até a 300 o livro é extremamente cansativo.

Somente na última parte do livro a história funciona de verdade e se torna atrativa. Além desses momentos nós temos muitas referências jogadas no ar acompanhadas de comportamentos imaturos de um personagem de 17 anos que age como se tivesse 10.

Gostei da ambientação e da conclusão, mas o livro não me agradou em muitos pontos.
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amandagraciadio 29/04/2021

Bem divertido
Uma das leituras mais fáceis e divertidas até então. Cheeeia de referências de jogos, filmes, músicas, artistas e da cultura pop dos anos 80; tantas que fiquei na vontade de ter vivido à época, só pra entender cada detalhe. Criação de mundo nota 10.
É bem legal ver a evolução do Wade durante o livro, passando de um nerdão completo e obcecado à um protagonista forte e estrategista, porém mais relaxado.
Tirei a última estrela pela simplicidade dos problemas... achei todos os desenrolares muito rápidos e simples, e simplesmente nenhuma das cenas de tensão ou de conflitos me prendeu, o que definitivamente colaborou para a leveza e a diversão que a história carrega.
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Nelson 04/02/2021

Sensacional
Uma história excelente, ritmo bom, pace legal, a cada capítulo eu não queria parar de ler. É um presentaço para quem gosta do mundo geek, jogos clássicos, música e filmes dos anos 80, e etc....
Esse mundo com ctz seria interessante de se viver, e talvez estejamos perto disso.
Que livro, que livro !
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Leandro 28/08/2014

Uma nostalgia enjoativa
Vou tentar ser breve na minha análise. Jogador Nº1 resume-se a três coisas basicamente: um jogo online utópico, excesso de referências e Deus Ex Machina.

OASIS foi o maior ponto positivo (se não for o único) do livro. O autor realmente fez um bom trabalho em desenvolver o universo virtual do livro. Infelizmente ele não foi capaz o mesmo com o mundo real, que fica apenas como um pano de fundo. Tanta coisa podia ter sido melhor aproveitada, como a crise de energia, o lastimável estado de pobreza da população, os próprios personagens poderiam ter sido melhores trabalhados na trama.

O autor perde um tempo precioso citando cada pedaço da cultura popular os anos 80, chega até parecer que há uma referência por página. Num certo ponto Jogador Nº1 deixa de ser um livro e se torna uma lista coisas favoritas dos anos 80 do autor.

Pra continuar essa resenha, vou dar alguns spoilers da trama. Estejam avisados!

Além de personagens estereotipados e superficiais (Daito e Shoto por exemplo), temos uma trama previsível (garoto ganha o dinheiro e a garota) que por mais de uma vez apela para Deus Ex Machina. O melhor exemplo que consigo pensar é quando Wade se deixar ser preso pela IOI e então revela para o leitor que meses atrás comprou uma série de códigos no OASIS que lhe davam acesso ao sistema interno da IOI. Bem conveniente, não é, Ernest Cline?

Enfim, apesar de que Jogador Nº1 possa ser divertido algumas horas e tenha alguns momentos bons nas suas páginas, é um livro com uma história fraca vivida por personagens superficiais mergulhados num universo de clichés e referências que não acabam nunca.

Ah, e ao contrário do que diz a capa, está infinitamente longe de ser um novo Matrix!
Jctomaz 06/10/2014minha estante
Disse muito do que eu penso a respeito do livro, Leandro.
Apesar de ter gostado um pouco mais do que você, também me incomodou um pouco as facilidades que o autor usou para que a história seguisse o seu rumo, ou o recurso do Deux Ex Machina, como você bem colocou.
Também senti falta de saber mais sobre o mundo distópico em que se situa a história. Quando o Cline tenta explorar esse aspecto da obra ele consegue criar um background bem interessante, porém, pouco explorado.

Enfim... Parabéns pela resenha.


Gabi Fernandes 05/01/2015minha estante
Que bom que alguém pensa como eu. Todas as pessoas parecem idolatrar este livro, mas, por motivos semelhantes aos que você listou, não entendo porque.


Leandro 06/01/2015minha estante
Gabi, eu tenho quase certeza que tem alguma coisa a ver com o fator nostalgia.


gleicepcouto 28/03/2015minha estante
Nossa. Já estava até me sentindo meio pária por pensar igual a você sobre o livro (afinal, todos amam). Se retirar o Oasis, sobra o que do livro? NADA. História fraca demais.


Ermeson 20/02/2016minha estante
Sem falar da art3mis interesseira


Desativado por enquanto 06/01/2017minha estante
Achei o livro com ótimas referências, principalmente pra eu que vivi a infância nos anos 80. Mas na essência ele é fraco. Parece um filme regular da sessão da tarde.


Mari 09/01/2017minha estante
Da metade pro final eu já tava pulando todo o tipo de referência que não acrescenta na história. Esse plano genial do Wade que não apresenta nenhuma falha e é sucesso total na primeira tentativa não me convenceu. Os personagens menos ainda. Fui com uma expectativa alta e me estabaquei.


Edison Garreta 24/02/2017minha estante
Foi exatamente por isso que abandonei o livro, após algumas páginas se torna cansativo.


Vinicyus B 09/08/2017minha estante
O livro todo é construído sobre Deus Ex Machina 's.
Para encontrar um portão o personagem havia lido a autobiografia do designer do OASIS 21 vezes, a biografia 18 vezes, sabia que ele gostava de uma banda de rock, mas isso não estava na biografia e sim numa entrevista ao Jô Soares que ele assistiu 30 vezes. A música faz referência a um episódio de uma série de TV que o Designer assistia e o protagonista assistiu 90 vezes, mesmo sem gostar, e decorou a fala do vendedor de rosquinhas que aparece aos 7 minutos. A senha era a cor da rosquinha.

E fora que o protagonista é uma criança que desvendou todo esse passo a passo antes do vilão, uma mega empresa com 5.000 pessoas dedicadas a esse enigma.


lys 21/11/2019minha estante
Eu não li o livro mas pelo que você falou e e pela sinopse, que eu já não curti.Esse vai passar fora do quero ler.




Jaquelline 09/06/2021

Bacana
Eu achei a história interessante, essa 'pegada' futurista. Achei que a leitura até que flui fácil, mas ao mesmo tempo me cansou um pouco. Teve um pequeno erro de continuação no final, mas nada absurdo, nada que atrapalhe a história. Mas é legal, recomendo.
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Lorenzo 03/05/2021

Incrível!!!
Achei desde cedo o livro muito bom, pois a história tem uma vibe muito geek e se passa em um futuro caótico trazendo vários problemas que são discutidos atualmente.
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Pam 31/05/2020

O início do livro é meio lento, mas quando chega a parte da ação: é de tirar o fôlego!
Ele é cheio de referências da cultura geek e pop dos anos 80, porém o uso excessivo desse recurso acabou me cansando em certos momentos, também fiquei um tanto perdida nas referências dos jogos, até porque eu não entendo muita coisa desse universo gamer, mas ver o livro referenciar filmes e series da minha lista de favoritos me fez relevar todo o resto.
O mundo criando pelo Cline é único e muito bem explorado, os personagens extremamente desenvolvidos e cativantes, rico em detalhes e por esse motivo fiquei totalmente imersa ao enredo.

"Senti medo durante toda a minha vida. Até eu saber que estava terminando.
Foi quando eu percebi que, por mais assustadora e dolorosa que a realidade possa ser, também é o único lugar onde se pode encontrar felicidade de verdade."
"A realidade é a única coisa real. Entendeu?"
Ander 26/06/2020minha estante
Uhauuu ???


Ander 26/06/2020minha estante
Esse livro está na minha lista d leitura tbm




Paola / @poiia_brezolin 07/06/2020

Nostálgico
Jogador número 1 é um livro tão imersivo e viciante quanto o OASIS!! Poder me reconectar com os grandes clássicos, essa atmosfera geek que eu amo e o nosso lado de luta pela justiça pra mim é algo incrível.
Acredito que o momento em que leio o livro faz com que eu me conecte ainda mais com os pensamentos e convicções dos nossos protagonistas, mas também vejo essa história como algo atemporal que nos chama a reflexão e a importância do estudo e trabalho duro (e claro dos amigos) para a realização dos nossos objetivos.
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Fabi.Araujo 05/06/2021

?
que final perfeito, tirei meia estrela pelos detalhes em excesso no meio do livro, mas tirando isso eu amei demais, tudo para mim
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