Jogador Nº 1

Jogador Nº 1 Ernest Cline




Resenhas - Jogador nº 1


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Karol 20/03/2012

Para gamers, geeks insanos, adoradores dos anos 80 e nerds de todos os tipos!
Eu sempre fui “meio gamer”. “Meio” porque não jogo Winning Eleven, nem Fifa, nem Pro Evolution. Jogos de esportes em geral não são a minha praia. Mas se você me der um Final Fantasy – qualquer deles –, eu saio da realidade e consigo ficar por horas deitada no sofá jogando. Adoro uma boa luta no estilo Mortal Kombat, gosto de jogos de aventura, como Ultimate Alliance, e amo o bom e velho Guitar Hero. Ah, e fui por anos uma doida viciada em Ragnarok Online – jogava de Sniper e arrasava, diga-se de passagem.

Logo, quando passei na livraria e vi “Jogador nº 1” a atração foi fatal e irresistível. O livro se passa num futuro não muito distante em que a crise energética com o esgotamento do petróleo deixa a humanidade em uma situação deprimente. Muitas pessoas estão desempregadas e passam fome, as que têm onde morar vivem em cubículos com várias outras pessoas ou em trailers, na mesma situação. Com a condição catastrófica do planeta, grande parte das pessoas se refugia no OASIS, um mundo digital no melhor estilo Second Life (lembram disso?) onde as pessoas vivem na realidade que bem entenderem, do modo que bem entenderem.

O OASIS passa a fazer parte da vida das pessoas e grande parte prefere viver sua vida online a encarar o que a realidade tem para oferecer. E mais: é gratuito e irrestrito. Você não precisa de dinheiro para entrar no OASIS e qualquer pessoa pode brincar, basta ter acesso à Internet. Com o sucesso da plataforma, empresas “do mal” tentam comprar o servidor, com o intuito de cobrarem pelo acesso mensal, divulgar publicidade online, e etc. Porém, o geek criador do game não quer que isso aconteça e, antes de morrer, cria uma gincana para definir quem será seu herdeiro. Com a morte do seu criador, a fortuna do mestre e o controle do OASIS ficam travados até que um jogador esperto o suficiente consiga resolver os enigmas e desbloquear a fortuna bilionária e o controle do jogo.

E é nesse panorama que conhecemos Wade, 17 anos, acima do peso, gamer insano e pobre. Wade é um dos caçadores do tesouro escondido no OASIS e sua vida muda drasticamente quando ele descobre a primeira pista do grande enigma. Com tal descoberta, o avatar de Wade, Parzival, vira celebridade instantânea: todos querem que ele assine produtos, dê entrevistas, faça comerciais e mais, todos querem saber quem é o player por trás de Parzival, informação que Wade esconde com unhas e dentes. Nessa situação inicia-se uma caçada dentro da caçada, com o “lado negro da força” perseguindo Wade tanto dentro quanto fora do jogo para impedi-lo de chegar primeiro à fortuna e impedir que o OASIS seja controlado pelas empresas “do mal” que eu comentei lá atrás.

O livro é eletrizante. Não dá pra parar de ler e todas as dicas e enigmas são baseados na cultura pop dos anos 80. Pode se preparar pra ler muito sobre Dungeons & Dragons, Ultraman, Atari, Curtindo a Vida Adoidado, Rush, Star Wars, Star Trek etc, etc, etc. E o autor também capricha na descrição dos diversos mundos dentro do OASIS e seu efeito “sugante” na humanidade. As pessoas simplesmente não vivem suas vidas mais, preferem passar o tempo todo em uma realidade virtual e isso acontece com vááários adolescentes na nossa vida real também, vocês tem noção da quantidade de pessoas que vivem nessa vida vegetativa hoje em dia? São muitas! Ragnarok, World of Warcraft e jogos do tipo são os precursores do OASIS e, se as coisas seguirem no ritmo que estão, logo teremos um simulador de realidade potente nesse nível à nossa disposição. Imaginem como será o futuro desse jeito. Não sei se será bom ou ruim, mas diferente vai ser, afinal, tem gente que jamais conseguirá jogar com moderação.

Enfim, isso são apenas devaneios. Para ser objetiva: o livro é ótimo! É voltado pra galera que tem mais de 30 e que viveu nos anos 80 sua adolescência, meninos em especial. Porém, a geração anos 90\2000, à qual eu pertenço também apreciará a história. Eu garanto!
cyberboni 06/04/2012minha estante
cara, eu estava lendo um outro livro [as últimas quatro coisas] e passando na saraiva, achei a capa interessante e fui ler o primeiro capítulo... foi o suficiente para comprar e devorar o livro.
acho que nunca me envolvi numa literatura como essa, a narrativa do Wade é impressionante, mais as referencias de filmes, animes, música e é lógico, games... realmente não sei como definir esse livro com palavras... vale a pena dar uma lida.
gostei muito da sua resenha, vivemos em parte do que foi refência para eles, senhor dos anéis, matrix, wow, dentre outros... por isso, por mais surreal que seja, não podemos desacreditar de um futuro com jogos desse nível, afinal, tudo começou em 2012.. .p


Egberto 30/04/2012minha estante
Tenho 13 anos, e me acho meio nerd/geek. Me interessei assim que li a sinopse, já quis comprar. Agora que comprei, fiquei até com receio de não entender certas referências do livro, já que vai ter coisa que nunca vi na minha vida, mas sua resenha e outras já me tranquilizou!


Antonio 11/06/2012minha estante
Comecei a ler o livro agora e os primeiros capítulos já explodiram minha cabeça. Zona "no-jvj", referências a jogos antigos, rpg...putz..incrível! No final de cada capítulo rola uma busca por todas as referências no google. Também não vivi os anos 80, sou da geração 90, mas o livro está sendo sensacional.


dissonantbr 21/06/2012minha estante
Realmente gostei muito do livro e o devorei rapidamente... Não há realmente um eco tão grande entre os gamers como nesse livro. Porém sim sofri com a primeira edição do livro que tinha uma tradução que nao ficou a altura... Releve, esqueça pequenos problemas de roteiro e seja feliz...Até o filme... Ou não...:P


Marckunn 18/04/2013minha estante
Eu tinha ouvido falar um tempo antes desse livro, ai um dia passando em frente a livraria decidi entrar em conferir se tinha esse livro, comprei, levei pra casa, comecei a ler e foi paixão a primeira vista (haha), consegui bater meu recorde de leitura com ele, 3 dias. Todo gamer se viu ali no lugar dele, acho que eu fiquei um bom tempo (estou até agora um pouco) viajando sobre como seria o mundo do OASIS e talz, espero que façam um filme a altura, se fizeram, será ÉPICO!


Clara 31/07/2013minha estante
Só um comentário, Karol - discordo dessa modo de "gamer", mas não aceito alguém dizer que é gamer só jogando FIFA. HAHAHAHA
Portanto, fiquemos com FF que tá melhor! Hahahaha
ADOREI as referências do jogo e, o que eu não conhecia, passei a conhecer. Só achei lento no começo, apesar de o final ter sido épico. :)


Diego 19/04/2014minha estante
Poxa Karol, somos ambos então, tbm amo Final Fantasy. E esse livro com certeza, mesmo não ter lido, recomendo pra qualquer gamer ou otaku porque o elemento distópico e científico é bem comparado com SAO( Sword Art Online). Tô esperando pra lê-lo.


Cibelegs 28/07/2014minha estante
Falou tudo, quando descobri este livro não resisti, li no tablet mesmo, e bati meu recorde, li tudo sofregamente em 18 horas, com 2 paradinhas básicas pro óbvio. Surreal, fantástico, viciante, um sucesso total, enfim...


Gerson 06/06/2015minha estante
Falou tudo e mais um pouco....


Daniel 19/01/2016minha estante
Você me fez querer ler! Meta de Leitura!


IgorX96 10/04/2020minha estante
Quem joga fifa e futebol nem é gamer hahaaha




Jonas (@castelodepaginas) 24/06/2020

Jogador Numero 01
Fiz resenha no meu blog dessa obra, por favor visitem e se inscrevam. Obrigado

site: https://resenhasnonaarte.blogspot.com/2020/06/jogador-numero-1.html
victor brandão 24/06/2020minha estante
excelente livro.




Leandro 28/08/2014

Uma nostalgia enjoativa
Vou tentar ser breve na minha análise. Jogador Nº1 resume-se a três coisas basicamente: um jogo online utópico, excesso de referências e Deus Ex Machina.

OASIS foi o maior ponto positivo (se não for o único) do livro. O autor realmente fez um bom trabalho em desenvolver o universo virtual do livro. Infelizmente ele não foi capaz o mesmo com o mundo real, que fica apenas como um pano de fundo. Tanta coisa podia ter sido melhor aproveitada, como a crise de energia, o lastimável estado de pobreza da população, os próprios personagens poderiam ter sido melhores trabalhados na trama.

O autor perde um tempo precioso citando cada pedaço da cultura popular os anos 80, chega até parecer que há uma referência por página. Num certo ponto Jogador Nº1 deixa de ser um livro e se torna uma lista coisas favoritas dos anos 80 do autor.

Pra continuar essa resenha, vou dar alguns spoilers da trama. Estejam avisados!

Além de personagens estereotipados e superficiais (Daito e Shoto por exemplo), temos uma trama previsível (garoto ganha o dinheiro e a garota) que por mais de uma vez apela para Deus Ex Machina. O melhor exemplo que consigo pensar é quando Wade se deixar ser preso pela IOI e então revela para o leitor que meses atrás comprou uma série de códigos no OASIS que lhe davam acesso ao sistema interno da IOI. Bem conveniente, não é, Ernest Cline?

Enfim, apesar de que Jogador Nº1 possa ser divertido algumas horas e tenha alguns momentos bons nas suas páginas, é um livro com uma história fraca vivida por personagens superficiais mergulhados num universo de clichés e referências que não acabam nunca.

Ah, e ao contrário do que diz a capa, está infinitamente longe de ser um novo Matrix!
Jctomaz 06/10/2014minha estante
Disse muito do que eu penso a respeito do livro, Leandro.
Apesar de ter gostado um pouco mais do que você, também me incomodou um pouco as facilidades que o autor usou para que a história seguisse o seu rumo, ou o recurso do Deux Ex Machina, como você bem colocou.
Também senti falta de saber mais sobre o mundo distópico em que se situa a história. Quando o Cline tenta explorar esse aspecto da obra ele consegue criar um background bem interessante, porém, pouco explorado.

Enfim... Parabéns pela resenha.


Gabi Fernandes 05/01/2015minha estante
Que bom que alguém pensa como eu. Todas as pessoas parecem idolatrar este livro, mas, por motivos semelhantes aos que você listou, não entendo porque.


Leandro 06/01/2015minha estante
Gabi, eu tenho quase certeza que tem alguma coisa a ver com o fator nostalgia.


gleicepcouto 28/03/2015minha estante
Nossa. Já estava até me sentindo meio pária por pensar igual a você sobre o livro (afinal, todos amam). Se retirar o Oasis, sobra o que do livro? NADA. História fraca demais.


Ermeson 20/02/2016minha estante
Sem falar da art3mis interesseira


Desativado por enquanto 06/01/2017minha estante
Achei o livro com ótimas referências, principalmente pra eu que vivi a infância nos anos 80. Mas na essência ele é fraco. Parece um filme regular da sessão da tarde.


Mari 09/01/2017minha estante
Da metade pro final eu já tava pulando todo o tipo de referência que não acrescenta na história. Esse plano genial do Wade que não apresenta nenhuma falha e é sucesso total na primeira tentativa não me convenceu. Os personagens menos ainda. Fui com uma expectativa alta e me estabaquei.


Edison Garreta 24/02/2017minha estante
Foi exatamente por isso que abandonei o livro, após algumas páginas se torna cansativo.


Vinicyus B 09/08/2017minha estante
O livro todo é construído sobre Deus Ex Machina 's.
Para encontrar um portão o personagem havia lido a autobiografia do designer do OASIS 21 vezes, a biografia 18 vezes, sabia que ele gostava de uma banda de rock, mas isso não estava na biografia e sim numa entrevista ao Jô Soares que ele assistiu 30 vezes. A música faz referência a um episódio de uma série de TV que o Designer assistia e o protagonista assistiu 90 vezes, mesmo sem gostar, e decorou a fala do vendedor de rosquinhas que aparece aos 7 minutos. A senha era a cor da rosquinha.

E fora que o protagonista é uma criança que desvendou todo esse passo a passo antes do vilão, uma mega empresa com 5.000 pessoas dedicadas a esse enigma.


lys 21/11/2019minha estante
Eu não li o livro mas pelo que você falou e e pela sinopse, que eu já não curti.Esse vai passar fora do quero ler.




Paola / @poiia_brezolin 07/06/2020

Nostálgico
Jogador número 1 é um livro tão imersivo e viciante quanto o OASIS!! Poder me reconectar com os grandes clássicos, essa atmosfera geek que eu amo e o nosso lado de luta pela justiça pra mim é algo incrível.
Acredito que o momento em que leio o livro faz com que eu me conecte ainda mais com os pensamentos e convicções dos nossos protagonistas, mas também vejo essa história como algo atemporal que nos chama a reflexão e a importância do estudo e trabalho duro (e claro dos amigos) para a realização dos nossos objetivos.
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Pam 31/05/2020

O início do livro é meio lento, mas quando chega a parte da ação: é de tirar o fôlego!
Ele é cheio de referências da cultura geek e pop dos anos 80, porém o uso excessivo desse recurso acabou me cansando em certos momentos, também fiquei um tanto perdida nas referências dos jogos, até porque eu não entendo muita coisa desse universo gamer, mas ver o livro referenciar filmes e series da minha lista de favoritos me fez relevar todo o resto.
O mundo criando pelo Cline é único e muito bem explorado, os personagens extremamente desenvolvidos e cativantes, rico em detalhes e por esse motivo fiquei totalmente imersa ao enredo.

"Senti medo durante toda a minha vida. Até eu saber que estava terminando.
Foi quando eu percebi que, por mais assustadora e dolorosa que a realidade possa ser, também é o único lugar onde se pode encontrar felicidade de verdade."
"A realidade é a única coisa real. Entendeu?"
Ander 26/06/2020minha estante
Uhauuu ???


Ander 26/06/2020minha estante
Esse livro está na minha lista d leitura tbm




Clara 27/05/2020

Fiquei curiosa sobre a vida Geek
A princípio achei q o livro seria ruim pq o seu conteúdo é basicamente nerd e contém descrição de muitos jogos, filmes, músicas, e cultura pop dos anos 1980, mas o suspense que envolve a trama torna praticamente impossível largar o livro no meio e isso fez com q eu o devorasse.
Aos amantes de jogos eletrônicos, um recado: você vai ficar vidrado neste livro.
Ele passa num período futuro, onde a desigualdade social é absurda e existe uma realidade virtual onde as pessoas interagem através de seus avatares. Esse mundo virtual é o OASIS e seu dono é fissurado pela cultura dos anos 1980, período de sua adolescência. Acontece que o dono dessa plataforma virtual morre e lança uma corrida maluca a todos os usuários do OASIS, em que há um "easter egg" (um prêmio) escondido dentro do jogo e quem o encontrar se torna herdeiro de sua fortuna de $240 bilhões.
Como o cara era fissurado pelos anos 80, os usuários de todo o mundo começam a pesquisar a cultura pop da época na tentativa de desvendar os enigmas do jogo.
Suspense, ação, aventura e uma pitada de romance, o livro é incrível a ponto de te fazer prender a respiração em meio a emoção
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Camila 21/07/2020

Explora o mundo digital em uma realidade arruinada, onde todos os que sobraram são sobreviventes
Marcos.Augusto 21/07/2020minha estante
Esse livro é incrível




Marcio 15/04/2012

Medio
O autor vomita um monte de referencias nerds, que tem uma hora que fica repetitivo e chato. Eu achei que tem alguns furos na historia. Para um mundo decadente todo mundo parece ter computadores e conexões de alta velocidade de Internet, e dinheiro para gastar na conta de luz.
Victor Piacenti 17/04/2012minha estante
EXATAMENTE! Todo mundo é um lascado na vida, mas tem dinheiro para manter o OASIS!


Edu Mad-Hatter 22/04/2012minha estante
Engraçado se você for em uma favela ou uma area de baixa renda vai ter uma TV uma computador o mais fraco que seja, e na historia e bem explicado que os estudantes e o povo de baixa renda recebe um console OASIS para poder acessar o jogo, lembrando que no OASIS eles podem trabalhar e estudar.


Marcio 22/04/2012minha estante
Mas a crise energética que a causa do planeta estar assim? Essa rede mundial de computadores devem consumir muita energia vc não acha Edu? È os usuários tem grana para pagar? Acho que eles fazem muitos gatos na rede elétrica como na favela. rrs


Tabmagnetic2 04/05/2012minha estante
Igual na vida real. As pessoas pobres não tem uma geladeira ou um forno de qualidade... mas a maldita televisão está sempre presente (ou o computador que vem se tornando algo mais corriqueiro nos lares de todo o mundo). Não importa a pobreza, pois o viciado sempre da um jeito de cheirar.


Emanuel 04/05/2012minha estante
Faust não sei se vc não percebeu mas o único modo deles esquecerem do mundo real era entrando no mundo de OASIS


Marcio 05/05/2012minha estante
Olha quem gostou beleza...mas esse papo de mundo decadente com crise de energia, mas com Wi-Fi de graça para todo mundo.. para mim não sustenta.


Ka Yen 20/12/2012minha estante
galera, vocês estão pensando com valores presentes mas e no futuro? Internet, wireless é algo que só tende a baixar o preço ainda mais. Além disso, há o problema energético mencionado mas com a evolução tecnológica, a eficiência energética dos equipamentos pode ser muito maior.

SPOILER ON


por exemplo, hoje, nenhum computador pode ser ligado carregando uma bateria correndo 5 minutinhos em uma esteira. no futuro talvez seja possível.

SPOILER OFF

Do mesmo modo que coisas podem ficar mais baratas, outras coisas podem ficar caras, o chocolate por exemplo. Há uma crise na produção de cacau atualmente. no futuro, todos podem ter computador mas apenas os super ricos podem comer chocolate. É um futuro possível.

Acho que a crítica é válida mas é muito superficial.


Joonhk 28/01/2013minha estante
Resumindo em poucas palavras: política do pão e circo


Jon 02/12/2015minha estante
Acho que vc devia ler novamente o começo do livro. Ele deixa bem claro como é dificil ter acesso ao OASIS para a maioria das pessoas.

O protagonista mesmo só consegue acessar porque tem um aparelho doado pela escola (que também deve fornecer a conexão) e a energia é gerada por uma bicicleta ergometrica adaptada em seu esconderijo.


Desativado por enquanto 06/01/2017minha estante
Até que enfim alguém que concorda comigo. Achei o livro com ótimas referências, principalmente pra eu que vivi a infância nos anos 80. Mas na essência ele é fraco. Parece um filme regular da sessão da tarde.




Tamirez | @resenhandosonhos 30/07/2018

JOGADOR Nº 1 - Ernest Cline
Primeiro de tudo: eu ouvi tantas coisas boas sobre esse livro que se por acaso ele fosse ruim, iria ser uma das grandes decepções do ano. Felizmente, atendeu todas as expectativas e de uma forma bem estranha.

Eu nasci nos anos 90 e tive quase zero contato com vídeo games. Minha família era pobre e portanto nunca foi uma prioridade. Quando eu cresci e talvez pudesse ter adquirido um console pra jogar, já não era mais a minha praia e nunca foi algo que me chamou a atenção. Logo, quase 100% das referências citadas aqui dentro dos vídeo games me fizeram boiar. Em qualquer situação isso poderia ter sido uma catástrofe, mas Cline é didático e propõe um estilo descritivo de narrativa que me inseriu dentro do livro mesmo sendo a primeira vez que eu “via” um Atari.

Salvo referências a Senhor dos Anéis, outros filmes e alguns livros, Jogador nº 1 foi o meu próprio OASIS. Um universo completamente novo onde eu adentrei e pude encontrar uma realidade paralela em que fiz mil descobertas e consegui ver as coisas com clareza. E, mesmo sendo um livro descritivo em vários pontos, é muito interessante e não fica cansativo.

Eu sei que para várias pessoas pode ser massante, principalmente se você tem zero interesse no assunto games ou acha bobagem. Porém, meu desinteresse nisso sempre foi por falta de oportunidade e tempo, e não esse outro aspecto. Portanto, foi quase como se eu tivesse preenchido a cota que nunca consegui durante os meus 27 anos de vida.

Na parte da experiência pessoal de imersão, nosso narrador é muito bom. Wade Watts tem 18 anos e é um garoto muito esperto. Precisou ser pra sobreviver e encontrou no OASIS, assim como a maioria dos jovens, um lugar seu. Assim que o testamento de Halliday se tornou público ele virou um caça-ovos, afinal, era sua chance de mudar de vida e sair do buraco que morava junto com a dia e outra dezena de pessoas. Mas, diferente da maioria dos outros caçadores, Wade não desistiu com o passar dos anos e mesmo 5 anos depois ainda estava à procura. Mais do que isso, usou cada minuto que tinha de sobra para pesquisar sobre a vida do criador, jogar seus jogos preferidos, assistir seus filmes, ler seus livros, buscando pistas que pudessem lhe ajudar. Através de sua voz, voltamos um pouco no tempo para acompanhar sua jornada e vamos dai em frente, vendo tudo o que acontece nessa busca.

Ele, entretanto, não será o único personagem a ter destaque. Temos pelo menos outros cinco caça-ovos, entre eles o melhor amigo de Wade e Art3mis, uma das mais famosas jogadoras. E, claro, temos o vilão dentro da história, uma corporação que quer vencer o jogo para tomar poder sobre o OASIS e monetizar tudo, cobrando taxas para uso, limitando acessos e, basicamente, expulsando aqueles que não tem dinheiro nem pra viver do lado de fora. É montado então um time de pessoas que vão trabalhar pra resolver os enigmas primeiro e tentar por no bolso da empresa o que Halliday queria ver na mão de algum jovem genial.

Preciso fazer um parênteses aqui pra exaltar um aspecto desse livro que eu acho necessário: o romance. Essa é uma pauta que eu sempre bato e que muita gente acha que sou chata por estar sempre reclamando. A questão é que tem sim como um livro ter um pouco de romance, ter personagens jovens, ser inteligente, de um gênero que não romance e trabalhar a narrativa de forma harmônica. Jogador nº 1 é a prova disso.

Temos uma relação aqui que se forma, ela é trabalhada durante grande parte do livro, tendo destaque em um ponto específico. Nunca toma o foco, nunca ninguém abre mão de tudo por amor, nunca a narrativa fica melosa desnecessariamente, nunca o livro deixa de ser uma ficção científica pra se tornar um romance água com açúcar e é isso que eu sempre desejo que os autores façam. Não coloquem suas histórias no lixo ou em segundo plano só pra fazer dois (ou três) personagens se apaixonarem. Então, podem tirar uma aula com o Sr. Ernest Cline, ok?

Além disso, as mais de 400 páginas do livro são uma grande aventura. Revisitamos velhos jogos, entramos pra dentro de mundos completamente novos, visitamos planetas, revemos filmes antigos e caminhamos ao lado de Wade por situações que vão de zerar um game, a explosões e a um medo real. Tem gente que simplesmente não está para brincadeira.

Há momentos de humor também e algumas questões importantes trabalhadas, como o bullying, homossexualidade, preconceito social e racial, e questões de abandono familiar. A ganância e a fuga de realidade são tópicos constantes. Eu me vi muitas vezes desejando visitar o OASIS e pensando o quão incrível era aquilo, ao mesmo tempo em que parava pra pensar que triste seria só poder “viver” virtualmente. Sem sentir as coisas de verdade. Sem existir de verdade.

Mesmo tendo uma pegada jovem, é impossível que uma criança dos anos 80, hoje com quase 40 anos não vá se divertir imensamente relembrando todas as referências e se enxergando em Wade nas sua caça ao tesouro. Assim como as gerações que vieram depois, como a minha. Em 2018 tivemos a adaptação chegando os cinemas e o filme passou bem longe do conteúdo do livro, porém, mesmo assim achei que foi uma boa produção individual e que se sustenta sozinha, mesmo que claramente voltada a um público mais jovem.

Jogador nº 1 foi uma experiência incrível de leitura e eu super recomendo se foi um tipo de livro que te interesse. Como eu falei, é preciso ter pelo menos afinidade caso falte o conhecimento, porque mesmo entrando cega como eu, é possível fazer a imersão, aproveitar a jornada e abraçar essa história grandiosa e super bem escrita.

site: http://resenhandosonhos.com/jogador-no-1-ernest-cline/
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Furrinho 07/07/2020

Conceito, coesão e aclamação
Esse livro me entregou tudo o que eu queria, uniu todas as tribus assim como o "norvana" kkkkk, fez o impossível, fez-me sorrir novamente...
Obrigado Ernest Cline por cada pagina deste livro, você conseguiu misturar aventura, romance, amizade e mais dezenas de temas incríveis.
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rckmisa 05/06/2020

Genteeee
Eu amei demais esse livro. Não é um gênero que leio muito, mas esse livro me prendeu demais! A historia é maravilhosa e está repleta de referências aos anos 80. AMO
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Rafa 12/07/2020

O mundo chegando ao ápice da degradação social e a única saída é recorrer a uma ?realidade virtual?. A sociedade se estabelece, se molda e se entrega a ?realidade virtual?, e sua ânsia de predatória, faz com que agora tente conquistar um universo fantástico dos games.
O livro me ganhou de uma forma completamente diferente! Não foi por conta das 1001 referências à História dos Games, Filmes, Músicas de anos atrás e sim o tom crítico ao atual sistema social com relação ao isolamento, à desconexão humana, à disfunção psicológica em detrimento à tecnologia, em como nos distanciamos presencialmente renegando o que somos, mas querendo nos tornar um ser complemente diferente a partir de uma outra dimensão.
Senti um profundo paradoxo na narrativa, onde os sentimentos das personagens são colocados à prova em todo o momento dentro do Game, mas no mundo real elas não conseguem lidar com os sentimentos mais primitivos. E que na realidade o desafio final não era simplesmente descobrir o enigma, mas sim se voltar para a realidade e se entrar aos sentimentos mais simplórios: amor, amizade, companheirismo e honestidade.
Consegui enxergar pontos além do necessário, mas a escolha de alguns elementos pelo autor me incomodaram, como por exemplo, um plot twist no 80% do livro, criando uma conexão forçada com um objeto encontrado pela personagem principalmente momentos antes. Se fosse algo mais trabalhado e não tão ?óbvio? e evidente, seria mais aceitável.
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Elucorreia 07/06/2020

Um livro que vai nos mostrar muito mais do que aquilo que esperamos. Aqui não encontramos somente referencias geek, mas referencias de um futuro não muito distante devido o que o ser humano vem fazendo com o planeta.
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Andressa | @literdreams 26/06/2020

Uma verdadeira homenagem aos anos 80.
O jovem Wade Watts nos leva a uma aventura ao mundo desconhecido por nós chamado OASIS, em 2045, a população mundial sofre com a fome, falta de água, energia e etc. O jogo de realidade virtual chamado OASIS criado por James Halliday coloca-se como um mundo mais interessante em se viver. As pessoas utilizam óculos e luvas sensoriais e passam horas do jogo, trabalhando, estudando ou se divertindo com as imensas possibilidades de ser quem quiser.

Tudo vai bem até que James Halliday falece e deixa uma mensagem avisando que deixou um enigma a ser desvendado dentro do seu jogo e a principal pista está dentro do Manual de Anorak que está cheio de referências a cultura pop e a decáda de 80 correspondente aos tempos da sua juventude, aquele que conseguir decifrar o enigma será o novo dono do OASIS com um bônus de se tornar um multibilionário.

Os perigos de vida tornam-se reais para aqueles que estão envolvidos na caçada, pois, Sorreto dono da empresa IOI e interessado em comprar o OASIS fará de tudo para impedir que alguém consiga ficar no lugar de Halliday. Wade juntamente com seus amigos Aech, Art3mis, Daito e Shoto vão em busca do grande prêmio juntando pistas e decifrando mistérios para conseguir a recompensa final.

Ernest Cline, consegue nos envolver em uma escrita fluída e cheia de aventura, uma verdadeira homenagem a década de 80 e a sua cultura, convidando o leitor a tornar-se parte da história junto com os personagens que são bem contruídos, cada um com sua personalidade. O livro também conta com uma adaptação cinematográfica dirigida por Steven Spielberg no ano de 2018.
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