Ouro, Fogo & Megabytes

Ouro, Fogo & Megabytes Felipe Castilho




Resenhas - Ouro, Fogo & Megabytes


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Jessica 09/07/2012

Uma crítica necessária na atualidade
Impressionada! Os tons usados pelo autor para evidenciar uma crítica necessária nos dias atuais, cria na consciência do leitor não só o interesse por uma mitologia negligenciada por nós - brasileiros, mas nos enriquece a medida que esse Legado Folclórico nos é apresentado; despertando em nós a mesma chama viva de coragem para apontar as falhas de nossa sociedade "saudavelmente desigual". Tudo isso no intuito de avivar esse interesse por ela e noção de proteção por ela. Espero que desperte em nossos jovens leitores essa noção de viver em seu próprio tempo, mas sem deixar de lado sua responsabilidade para com a sociedade na qual e existe - hoje - e que no futuro será o seu principal ator.
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danilo_livros 11/06/2012

O fantástico que o leitor brasileiro merece
Quer ver mais resenhas minhas? Acesse o Literatura:
http://literaturadecabeca.com.br

Falar de literatura nacional é sempre mais difícil para mim do que avaliar os chamados best seller internacionais. Ainda mais quando conheço o autor, como é o caso de Felipe Castilho.
Tive o prazer de falar com ele na Feira do Livro de Ribeirão este ano e vi, mais que um autor que faz o que gosta, um meninão cheio de energia e bom humor para espalhar para o mundo.
Ao pegar o seu primeiro livro solo e devidamente autografado, Ouro, Fogo e Megabytes (Gutemberg, 286 páginas) fiquei um pouco indeciso entre: o desejo de ler o livro - não só devido ao autor, vou logo esclarecendo, mas a excelente trama - e meio desanimado em ler mais uma série de CINCO livros!

Bom, assumo que não resistir a tentação e em meio a uma das semanas que menos tive tempo para ler, devorei esta deliciosa obra da nova geração de talentos nacionais! Felipe exalta nossa mitologia em uma trama completamente atual e um personagem tão parecido com a gente.
Isso é um fato, adolescentes, adultos e idosos de plantão: o querido Anderson não é forte, sarado, guerreiro, bruxo, vampiro ou anjo... É apenas mais um pré-adolescente comum, como aquele que a gente vê todos os dias. Passa a maior tempo dos seus dias enfurnado em frente ao PC jogando o MMORPG Battle of Asgorath, onde ele é o vice campeão mundial... Lifes, dungeons e levels fazem parte do seu universo, mas o garoto nem imagina que a aventura que ele tem no computador vai ser fichinha perto do mundo fantástico que a realidade lhe reserva.

Por sua habilidade nos videogames, ele vai parar em São Paulo para ajudar uma organização ecológica a fim de derrubar um magnata poderoso. E, por causa disso, Anderson vai ser confundido com um hacker, enfrentar criaturas fantásticas e ficar ao lado de ninguém mais, ninguém mesmo que o querido Saci Pererê! Não acredita? É porque você não sabe a galeria de personagens do nosso folclore que correm as páginas desse livro...

Eu poderia ficar horas e horas elogiando a obra de Felipe Castilho. Não só pela trama que é cheia de reviravoltas e você quer devorar as páginas incansavelmente, mas por ele mostrar literatura fantástica nacional como ela deve ser mostrada. Os leitores que estavam órfãos das sagas de meninos especiais como grandes missões, vão achar no Legado Folclórico (esse é o nome da série, gente!) tudo o que precisava. E o melhor, sem influências internacionais!

Aqui, os focos são nas nossas lendas! Quem mora em São Paulo, já imaginou uma luta contra a Cuca em pleno comércio da Santa Ifigênia? Pois é, isso é só uma pequena degustação do que te espera nessa obra singular... Misturando fantasia, aventura e muita comédia, Felipe Castilho dá um fôlego as novas obras nacionais, criando uma obra sem nomes americanos, vampiros igual a Edward Cullen, anjos ou qualquer outro monstro do gênero (que esteja fazendo sucesso lá fora)...

O ruim desta história é que fiquei fã inveterado de Anderson Coelho, a Associação e seu criador, Felipe Castilho. Guardem esses nomes, porque ainda teremos muitas surpresas ligadas a eles.
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Psychobooks 15/10/2012

Por que ninguém nunca pensou nessa premissa? Me respondam!

Folclore brasileiro + ação + videogame + a boa e velha fantasia infantojuvenil = diversão na certa!

Felipe começa o livro nos inteirando sobre termos usados em jogos e que seu personagem principal – Anderson – e seus amigos usarão com frequência durante o decorrer da história. Esse começo é superdinâmico. O autor chega a usar inclusive a descrição do que ocorre dentro do jogo, em paralelo com as ações do mundo real. Achei essa parte superinteressante e esperava mais dessa fórmula durante o restante do livro, pena que não aconteceu.

A premissa se apoia na “jornada do herói”, não sabem o que significa o termo? Bora ver o que a tia “Wikipedia” tem para nos contar:

'O monomito (a.k.a “Jornada do herói”) está dividido em três seções: Partida (às vezes chamada Separação), Iniciação e Retorno.
A Partida lida com o herói aspirando à sua jornada; a Iniciação contém as várias aventuras do herói ao longo de seu caminho; e o Retorno é o momento em que o herói volta à casa com o conhecimento e os poderes que adquiriu ao longo da jornada.'

Perceberam? Conseguem por aí avaliar todos os livros que leram e que tinham exatamente essa fórmula em seu “código genético”? Vou analisar o livro do Felipe partindo dessa descrição e será por meio dela que farei minha observações:

Separação.

A apresentação da vida pré-separação de Anderson é rica e interessante. Achei todos os personagens bem-construídos e fieis às suas características. Anderson é um menino que mora no interior de Minas Gerais, tímido e não é dado às atividades físicas. Seu mundo se resume às atividades escolares – onde não é nenhum gênio, diga-se de passagem – e, claro, ao seu mundo virtual, onde joga o Battle of Asgorath (BoA), sob o codinome de Shadow Hunter. Nesse mundo virtual ele é uma lenda, o segundo melhor jogador da plataforma. Sua vida escolar é bem apresentada e espero que renda mais no próximo volume da série.

Essa primeira parte da narrativa tem uma queda no pós-separação. Felipe criou uma ponte entre a separação e a iniciação que achei completamente desnecessária. Anderson é encontrado pela Organização e vai enfim ao encontro de seu destino, mas, até que se inteire de tudo o que está acontecendo e o motivo para sua acolhida, passam-se muitas páginas com uma enormidade de inserções não tão importantes. Acredito que essas páginas poderiam ter sido melhor usadas na construção mais rica dos personagens dessa fase, já que são tão pouco descritos que suas características acabam se confundindo, fazendo com que o leitor tenha que voltar o texto continuamente para saber a quem o autor ou o protagonista estão se referindo.

A narrativa é em terceira pessoa, mas sob o ponto de vista do Anderson. Essa forma de narrativa é bastante usada na jornada do herói, por nos dar apenas a visão do protagonista e com isso, fazer com que o leitor entenda o desenrolar dos fatos junto com ele. Felipe escorregou nessa ferramenta apenas em um ponto. Há um momento em que ele troca a visão para que um personagem coloque sua opinião sobre o menino; eu me senti confusa de início, mas acredito que muitos de vocês não repararão essa escorregadela.

Iniciação.

Aqui as coisas começam a esquentar. Há uma parte entre a separação e a iniciação em que as duas se fundem, quando Anderson finalmente sabe a que veio e porque é tão importante que se doe completamente à empreitada. Felipe soube colocar muito bem todos os fatos, com cenas repletas de ação e as explicações para cada lenda ou característica de certo personagem, bem inseridas na narrativa. O motivo da escolha de Anderson não fica totalmente claro, espero que o autor explique-se melhor na continuação da série, mas isso não atrapalha nem um pouco a magia da história e seu desenrolar. Claro que há situações estapafúrdias onde uma criança consegue, sem muita ajuda, o que seria praticamente impossível até mesmo para um adulto, mas (gente, é um GRANDE MAS!), qual livro infantojuvenil que não usa dessa técnica? Essa é a magia do gênero!

Retorno.

Aqui, Felipe foi GENIAL. Arrematou de forma arrebatadora o livro, não deixando pontas exageradamente soltas para sua continuação, mas permitindo uma fresta cheia de possibilidades. Ele ainda pretende lançar mais 4 livros para sua série, então espera-se uma verdadeira jornada do herói, com o personagem crescendo tanto física quanto emocionalmente. Louca pra saber o que mais ele preparou para a gente.

Resumão da minha opinião.

No geral, o livro do Felipe leva 3,7 estrelas. Ele tem falhas, mas a narrativa é tão gostosa que as oblitera. Sugiro nos livros seguintes um maior cuidado com os personagens, ainda mais com os que serão de suma importância na narrativa. Alguns acontecimentos perderam o seu élan exatamente por essa falha na construção. Faço um aparte para a arte gráfica da Editora Gutenberg. O livro está lindo e a diagramação facilita a leitura. Todos os capítulos são iniciados com um ilustração que por algumas vezes traz um minispoiler dos acontecimentos, mas, mais uma vez, isso também é comum nesse gênero.

Também vale observar a questão ecológica que Felipe levanta.

Minha dica: Fiquem de olho no Felipe, é um autor que promete!

" - Ei, coisa feia! – gritou Anderson, saindo de trás de sua proteção e chamando a atenção de sua perseguidora. Um vento súbito ergueu o casaco longo do monstro e fez os seus fios loiros esvoaçarem. Pensando bem, ela realmente tinha um quê da Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo – Vem me pegar, sua paquita do inferno!"
Página 93
http://www.psychobooks.com.br/2012/08/resenha-sorteio-ouro-fogo-megabytes.html
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David.H.S 28/05/2012

Ouro, Fogo e Megabytes
Anderson é um garoto mineiro, viciado em computador e games. Ele é o segundo melhor na lista do seu jogo favorito...
Seu amigo de escola Renato também é viciado neste jogo,e em um dia comum quando eles estão jogando o game com mais alguns garotos tentando vencer um monstro mestre. Um homem chamado, José da Silva Santos, começa a conversar com Anderson pelo chat do jogo ele lhe faz uma proposta de emprego, para ele morar em SP. Anderson, acha isso muito estranho, ainda mais que este homem conhece o seu nome verdadeiro. Quando Anderson acredita que tudo acabou...
No dia seguinte esse homem aparece em sua porta e fala que ele passou nas olímpiadas de matemática, sendo que Anderson é horrível em matemática, mas tudo são apenas desculpas para convencer os pais de Anderson a deixarem o seu filho ir para SP.
Contra a parede, Anderson é obrigado a ir para SP e seus pais insistem com muito orgulho a que ele vá.


Lá descobre muitas coisas e vive muitas aventuras.... Descobre um grupo de ambientalistas chamado "Organização" formado por crianças orfãos e por criaturas mágicas do folclore brasileiro. Anderson vai ter que ajudar este grupo a invadir uma empresa e hackear seus computadores com um vírus. Eles querem que ele faça isso porque o que o presidente desta empresa faz é muito mal ao meio ambiente, e tem raiva das criaturas folclóricas e possue aprisionada em sua propriedade a mãe de ouro, que é uma criatura folclorica que produz ouro e quem a possue fica rico!!
Anderson acaba se envolvendo muito com todos da organização e faz grandes amizades. Com Valentina (conhecida como Tina), uma garota muito esperta para a sua idade e lutadora, amante dos animais. Com Elis, Chris, Platão, Olavo....
Na Organização Anderson aprende muitas coisas, e acaba se sentindo em família com todos esses amigos. Muitas aventuras, e mistérios acontecem com ele e todos da organização, para tentarem tirar das mãos de Wagner Rios a Mãe de Ouro...


Realmente este livro me conquistou, num primeiro momento achei muito estranho o folclore brasileiro no livro, mas depois eu me toquei. Grande parte dos livros que eu leio de aventura são de mitologias: vampiros, lobisomens, mitologia grega, mitologia egipcia, entre outros tudo são mitos. Por que não criar uma estória baseada na mitológia do folclore, só por que é nacional? Conforme eu fui lendo o livro, a narrativa, os personagens e o folclore me conquistaram!! Todo aquele preconceito de inicio teve fim, começei a lembrar das estórias da minha infância, foi muito bom.
Além do autor criar uma aventura completamente inovadora, por traz da estória tem um lado muito educativo. O meio ambiente que nós humanos queremos ou não estamos destruindo... O livro é muito gostoso de ler com uma narrativa leve e divertida, e ao mesmo tempo tensa, dei muitas risadas no começo e o li rapidamente para saber o que aconteceria nas próximas páginas!!
Uma obra muito boa, Felipe Castilho tem um sucesso em mãos, espero que esta série continue com estas diretrizes nos próximos livros, estou super ansioso!!!
Recomendo a todos os tipos de leitores!! Leiam, vocês irão adorar!

Mais resenhas minhas no meu blog:http://livrosemaisseries.blogspot.com.br/
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Adriana 17/07/2012

Incrivelmente perfeito! Ouro, Fogo e Megabytes foi um achado magnífico, que comprei das mãos do autor Felipe Castilho na 1ª Odisseia de Literatura Fantástica, que ocorreu em Porto Alegre no mês de abril. Aproveitando a onda de autores estreantes, este é meu nono Debut lido no ano.

O livro é uma aventura infanto-juvenil que poderia muito bem ser comparada a Percy Jackson e os Olimpianos de Rick Riordan. Aliás, permitam-me dizer, gostei muito mais da perspectiva brasileira dos fatos e da narração extremamente engraçada, sutil e inteligente deste autor nacional.

Ouro, Fogo e Megabytes conta a história de Anderson Coelho, um garoto que tem uma vida relativamente comum em Rastelinho, Minas Gerais, mas que é famoso no mundo de Battle of Asgorath (ou BoA, para quem não é um noobie completo, hehehe). Ele é o segundo melhor do mundo no ranking do jogo de RPG e, sob a “pele” do elfo Shadow Hunter, vive altas aventuras junto com sua guilda.

Se vocês não estão entendendo os termos utilizados na resenha, é porque PRECISAM ler o livro para adentrar ainda mais neste mundo totalmente fantástico dos jogos eletrônicos. Sério, eu não sou vidrada neste tipo de coisa, nem jogo RPG muito menos, mas simplesmente adorei!

Entretanto, a trama não se passa no mundo virtual, não… Anderson é chamado a ajudar a Organização, uma espécie de ONG de São Paulo, prestando um servicinho de hacker para eles. Lá ele vai descobrir que os seres do folclore brasileiro não são tão irreais quanto sempre fomos levados a crer. Isso mesmo! Cuca, Saci, Boitatá e tantos outros, não existem só na imaginação dos antigos brasileiros…

E agora, junto com novos amigos da Organização, Anderson irá lutar contra uma poderosa empresa multinacional, comandada por um cruel vilão, que ameaça estas criaturas mágicas e o equilíbrio tênue da natureza.

Primeiro volume da série O Legado Folclórico, “Ouro, Fogo e Megabytes” veio para me provar que este gênero de aventura infanto-juvenil pode sim ser excelente e me agradar por completo. Vocês já perceberam que Rick Riordan destruiu esta certeza em mim, depois de me fazer apaixonar por sua série no primeiro livro e, de certa forma, me decepcionar nos demais (e volto a repetir, não que eles sejam ruins, só não supriram minhas expectativas).

Enfim, o fato é que este livro, desde o glossário maravilhoso (sério, é absolutamente engraçado e deve ser lido), até as últimas páginas, é uma leitura obrigatória tanto para jovens quanto para adultos. Além de ensinar muito sobre nossa cultura, histórias que estão sendo esquecidas e que fiquei muito feliz por poder relembrar, ainda passa valores morais, éticos e trabalha muito a questão da preservação ambiental.

Com toda certeza, tiro meu chapéu para o autor. Além de ser super simpático, ele mostrou ter talento de sobra. Se tiverem a oportunidade, não deixem de ler esta obra maravilhosa!

Resenha em http://mundodaleitura.net/?p=3990
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Luciano 24/08/2014

Ótimo livro
Um livro que todos deveriam ler e refletir sobre sua mensagem. Nem tudo que vemos podem ser levado ao pé da letra e que temos que ser menos materialistas e vivermos mais em harmônia, não só entre humanos, mas com a natureza também.
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Lucas Rocha 06/10/2012

Pense em cucas, sacis, capelobos, lobisomens, sereias, botos e outras criaturas mitológicas do folclore brasileiro sem aquela roupagem tatibitate de ‘orgulho nacional’, ‘precisamos mostrar nossa identidade para o mundo’ e todo esse discurso pseudo-nacionalista. Pense neles apenas como criaturas bacanas para ser utilizadas em uma história de fantasia. Pois é. Foi exatamente assim que Felipe Castilho pensou quando construiu seu romance “Ouro, Fogo & Megabytes” (Editora Gutenberg, 286p.): sem encher seu saco e dizer que você precisa engolir folclore nacional só porque você é brasileiro e tem que ter orgulho disso, mas porque pode ser uma alternativa divertida pra caramba.

A história – a primeira de uma série de quatro livros – gira em torno de Anderson Coelho, um geek interiorano de 12 anos de idade que tem como único objetivo de sua breve vida ser o primeiro colocado no jogo de MMORPG Battle of Asgaroth. E ele está quase lá, em segundo lugar, perdendo apenas para o misterioso Esmagossauro. E todo esse tempo sentado em frente ao computador faz com que Anderson seja um desastre em qualquer outro tipo de atividade, sobretudo as físicas. Depois de uma aula de Educação Física que resulta em uma suspensão de três dias, o garoto se desespera: como contar para os pais que foi suspenso?

Um homem batendo à sua porta pode ser a alternativa para Anderson sair ileso: Zé, um anão sorridente a la Nelson Ned, diz aos pais do garoto que ele foi convocado para um campeonato de Matemática em São Paulo, que cobrirá os três dias de suspensão do garoto. O anão, no entanto, faz parte de uma Organização (com ‘O’ maiúsculo mesmo) que pretende dissolver os planos do magnata Wagner Rios, multimilionário que vem usurpando os recursos da natureza e utilizando a Mãe D’Ouro, uma elemental do fogo. A Organização precisa de Anderson para invadir as redes de computador das empresas de Rios e orquestrar um ataque que possa desestabilizar os planos do homem.

A partir daí, Anderson enfrenta um milhão de situações diferentes: conhece criaturas fantásticas, duela com tantas outras e vai aos poucos aprendendo tudo o que nunca soube sobre problemas ambientais e a influência dos homens na desestabilização da natureza.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que esse é um livro muito competente. Já falei lá em cima e repito: Castilho conseguiu utilizar a roupagem do folclore sem cair no discurso nacionalista chato e forçado que muita gente utiliza quando escreve sobre folclore nacional. Ele conseguiu fazer um texto leve e agradável, que não soou ‘criaturas fantásticas brasileiras em uma fórmula de roteiro norte-americano’: Anderson é um moleque que mora em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, mas não é apaixonado pela roça ou pelos livros; gosta mesmo é de ficar enfurnado no quarto jogando RPG. É um garoto comum dos tempos atuais, que reclama de internet 3G e enfrenta os valentões da escola com a perícia de um desengonçado. Curti muito a construção do personagem, porque ele pareceu extremamente real: não é ingênuo e, apesar da pouca idade, já tem muitas opiniões sobre tudo o que o cerca. Acho que o grande mérito de Anderson é esse: não ser um pamonha. Ponto para o autor.

Outra apropriação muito bem feita foi o das criaturas folclóricas: desde o Patrão, um saci rabugento, passando por Zé, um meio-caipora ativado por aguardente de açaí, passando por meio-sereias, botos, lobisomens-guará, capelobos-capangas, o boitatá (o boitatá *-*) e a Mãe D’Ouro, todos caíram muito bem na narrativa e conseguiram se encaixar muito bem em suas funções dentro da história.

Quanto ao enredo, não tenho nada para reclamar: achei que foi bastante consistente do início ao fim. O clímax final é incrível, que me fez devorar quase 150 páginas em umas duas horas só para saber o que raios ia acontecer no final – que deixa qualquer filme de ação no chinelo com o tanto de tiros, helicópteros e UM BOITATÁ SUBINDO POR UM PRÉDIO! Os acontecimentos são passados com a velocidade certa para que possamos digeri-los sem que fiquemos perdidos; revelações são muito bem encaixadas em seus devidos lugares, e não percebi nenhuma ponta solta muito grave ao final da narrativa. Parece que tudo o que ficou em aberto ficou de forma consciente, para que fiquemos ansiosamente esperando pelo volume dois da história.

Um dos principais pontos-chave é o apelo educacional e, ao mesmo tempo, divertido que o livro possui. É uma história bem bacana para a molecada da idade do Anderson ou um pouco mais novos, porque consegue dosar muito bem as partes mais educativas sem apelo pedagógico, tanto para as criaturas folclóricas quanto para as questões ambientais colocadas no texto, além de temas como manipulação da mídia e desigualdade de camadas sociais diferentes. Também é um ótimo livro para adultos, exatamente por tratar desses mesmos temas. É aquele tipo de livro que passa mensagens para qualquer idade.

A capa é incrível, e as ilustrações internas também. Parabéns ao Octavio Cariello pela capa belíssima – com uma das cenas mais sensacionais do livro, vale ressaltar – e pelas ilustrações internas do Thiago Cruz. Não sei se foi ou não a intenção – acredito que sim –, mas as ilustrações me lembraram bastantes das xilogravuras do Nordeste utilizadas na literatura de cordel. Intencional ou não, ficaram excelentes.

Inevitável falar sobre a comparação que todo mundo faz com Percy Jackson e Os Olimpianos. Acredito que tenha alguma relação, mas é aquela de parâmetros comparativos que as pessoas precisam ter para avaliar a qualidade de uma obra. Eu, particularmente, acho Percy Jackson um livro ‘ok’, que não me empolgou muito a continuar lendo. Se essa comparação é mesmo válida, acho que quem gosta de Percy com certeza vai adorar ‘Ouro, Fogo & Megabytes’. Para mim, está uns dez degraus acima, sem nem pestanejar.

Se pudesse apontar um problema dentro do livro, seria a revisão. Não é a pior que já li, não mesmo, mas há algumas coisas que deixam um pouco a desejar. Falta de quebra de linhas de uma cena para outra, algumas vírgulas fora do lugar, outros pronomes desnecessariamente repetidos... coisas que uma olhada para uma segunda edição podem ser facilmente resolvidas. Nada que atrapalhe o produto final da leitura.

Enfim, acho que é um livro que todos devem ler. Não pra fomentar a literatura nacional ou ter orgulho de lobisomens e sereias no acervo de criaturas mitológicas das nossas terras tupiniquins – não que isso não seja motivo de orgulho, é claro que é – mas para aprender algumas coisas que podem ser modificadas, sobretudo acerca da natureza. E para se divertir, é claro, como todo bom livro de aventura deve ser. Porque não é todo dia que você vê um boitatá subindo por um prédio de São Paulo.
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Saleitura 13/08/2013

“Como esconder uma suspensão escolar dos pais, resgatar uma criatura mágica das garras de uma poderosa e mal-intencionada corporação e ainda por cima salvar o país de um desastre sem precedentes?

Tem livros tão legais de ler, que você quase o faz de um fôlego só, e este é o caso de Ouro, Fogo & Megabytes de Felipe Castilho. Com o clima das obras Harry Potter de J.K. Rowling e Percy Jackson de Rick Riordan, misturado com o folclore brasileiro, questões ambientais, RPG online, é ideal para quem gosta de uma boa aventura.

O livro inicia com um glossário dos termos mais utilizados entre os jogadores dos MMORPG Massive Multiplayer Online Role-Playing Game (em uma tradução livre “jogo de interpretação de personagens online e em massa para múltiplos jogadores”), que familiariza o leitor “newbie”.

A trama gira em torno de Anderson Coelho, um estudante comum de 12 anos do interior de Minas Gerais, segundo melhor no ranking do MMORPG Battle of Asgorath, com seu personagem Shadow Hunter, que de repente vê o seu o mundo completamente revirado, quando é convidado por uma figura misteriosa, devido ao seu status no jogo e possível conhecimento em infomática, para participar de uma missão, A princípio ele recusa, mas para esconder uma suspensão escolar dos pais vê-se obrigado a acompanhar a Organização, uma ONG que procura melhorar o mundo, com métodos e membros não ortodoxos.

Ao chegar em São Paulo, o mundo de Anderson é completamente mudado, quanto mais conhece sobre a Organização, seus métodos, os inimigos que ela combate e seus membros, entre eles, Zé um anão carismático, a encantadora Elis, o valente Cris e o mais enigmático de todos o Patrão. É neste ponto que o fantástico e o real se misturam e Anderson se vê mergulhado em uma trama de assassinato, sequestro, que pode causar destruição do próprio país. E cada vez mais acaba se interessando pelo grupo, tentando descobrir mais sobre o “Legado Folclórico”, que dá nome a saga de Anderson.

A história é envolvente e a trama bem costurada, as relações entre os personagens, e a própria convocação e os motivos de Anderson para participar são bem feitos. O final é empolgante, deixando aberto para possíveis continuações. No momento que escrevo esta resenha, já está sendo anunciada a continuação: Prata, Terra & Lua Cheia, programado para ser lançado na Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Apesar de ser ambientado em cidades e folclores brasileiros, fiquei com a sensação de que a ambientação sofre bastante influência da literatura /cinema norte-americano, o que não desmerece a obra. A cidade natal de Anderson, me remeteu muito mais a uma cidade genérica estadunidense do que uma típica cidade do interior brasileiro.

Destaque para as ilustrações em preto e branco de Thiago Cruz, que misturam o estilo “cordel” a um traço mais moderno, e transmitem muito bem o clima da história.

Um excelente livro, bem escrito, com personagens carismáticos. Ficamos no aguardo do lançamento da continuação e das novas aventuras de Anderson Coelho & Cia.

Resenha por Marcelo Daltro
https://www.facebook.com/marcdaltro


site: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2013/08/resenha-do-livro-ouro-fogo-megabytes-o.html
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Literatura 11/06/2012

O fantástico que o leitor brasileiro merece
Falar de literatura nacional é sempre mais difícil para mim do que avaliar os chamados best seller internacionais. Ainda mais quando conheço o autor, como é o caso de Felipe Castilho.
Tive o prazer de falar com ele na Feira do Livro de Ribeirão este ano e vi, mais que um autor que faz o que gosta, um meninão cheio de energia e bom humor para espalhar para o mundo.
Ao pegar o seu primeiro livro solo e devidamente autografado, Ouro, Fogo e Megabytes (Gutemberg, 286 páginas) fiquei um pouco indeciso entre: o desejo de ler o livro - não só devido ao autor, vou logo esclarecendo, mas a excelente trama - e meio desanimado em ler mais uma série de CINCO livros!

Bom, assumo que não resistir a tentação e em meio a uma das semanas que menos tive tempo para ler, devorei esta deliciosa obra da nova geração de talentos nacionais! Felipe exalta nossa mitologia em uma trama completamente atual e um personagem tão parecido com a gente.
Isso é um fato, adolescentes, adultos e idosos de plantão: o querido Anderson não é forte, sarado, guerreiro, bruxo, vampiro ou anjo... É apenas mais um pré-adolescente comum, como aquele que a gente vê todos os dias. Passa a maior tempo dos seus dias enfurnado em frente ao PC jogando o MMORPG Battle of Asgorath, onde ele é o vice campeão mundial... Lifes, dungeons e levels fazem parte do seu universo, mas o garoto nem imagina que a aventura que ele tem no computador vai ser fichinha perto do mundo fantástico que a realidade lhe reserva.

Por sua habilidade nos videogames, ele vai parar em São Paulo para ajudar uma organização ecológica a fim de derrubar um magnata poderoso. E, por causa disso, Anderson vai ser confundido com um hacker, enfrentar criaturas fantásticas e ficar ao lado de ninguém mais, ninguém mesmo que o querido Saci Pererê! Não acredita? É porque você não sabe a galeria de personagens do nosso folclore que correm as páginas desse livro...

Quer ver a resenha completa? Literatura de Cabeça na área:
http://bit.ly/Mudsme
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Yorsh 22/06/2012

Um novo olhar pra nossa mitologia
Escrevo essa resenha chamando uma atenção especial para o nome da série: "O Legado Folclórico".

Ouro Fogo e Megabytes está na minha lista de "séries a acompanhar". Até porque, tenho lido praticamente apenas livros que estão abrindo portas para Trilogias e Séries.

Mas focando nesse livro em questão. Ouro Fogo e Megabytes nos apresenta o nosso mundo. Usando o cenário brasileiro como "pano de fundo". Acompanhamos a Jornada de Anderson Coelho, um garoto negro, mineiro e gamer. Enquanto joga Battle of Asgorath, RPG online. Anderson é confundido (ou talvez não tão "confundido assim"), como um hacker pelos membros de um grupo Paulista conhecido como "Organização".

Os eventos acabam levando Anderson a se comprometer com a Organização que precisa de seus serviços para algo que apenas com o passar das páginas descobrimos a imensa importância.

Bem com relação ao enredo não vou muito além disso pra não passar nenhum spoiler importante. Mas digamos que a "cobra de fogo" da capa, é algo muito bem conhecido por qualquer brasileiro que se preze...

O ponto forte do livro, foi a visão longe de clichês com relação ao folclore, figura central da história. Além da forma como Felipe Castilho aponta sobre a necessidade dos brasileiros de criar um senso crítico apurado. Nem tudo o que você vê como "notícia" é verdade. É preciso saber filtrar as informações vistas. E claro, ler mais.

O livro também conta com uma gama ambiental que acredito, será capaz de colocar muitos leitores a repensar certas ideias...

Enfim, não preciso dizer que a história além de ótima. Ensina muito também. O final do livro, apesar de ter um gancho para a série, é satisfatório, por hora. Mas preciso saber a data de lançamento do volume dois, porque sou desesperado mesmo. Fazer o quê?

Merece as 5 estrelas com certeza.

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Pablo Grilo 17/07/2013

Pendrive do Saci
Escrito pelo paulistano Felipe Castilho, Ouro, Fogo e Megabytes (2012, 288 p, Ed. Guttenberg) é um livro infanto-juvenil, o primeiro da série O Legado Folclórico. Caminhando entre o universo nerd/geek atual e o fantástico através das criaturas e lendas folclóricas brasileiras, o livro mescla de forma interessante dois mundos tão distintos, o que dá uma salada de referências que vai do Boitatá e o Boto a um pendrive, email e chat de jogo online.

Curta Sinopse: A rotina do menino de 12 anos Anderson Coelho, mineiro natural de Rastelinho, resume a jogar o MMORPG Battle of Asgorath (onde é o segundo colocado e todos tem alta estima por ele), e desviar dos bullys na escola. Até que um dia é contactado dentro do jogo por alguém interessado em suas habilidades especiais para lutar contra uma malvada organização e seu empresário na cidade grande de São Paulo.

Alguma semelhança com o filme Matrix? Não somente o nome dos protagonistas é o mesmo (embora Felipe explique a escolha nos agradecimentos), os pontos em comum não param por aí. Os outros elementos cyberpunks da obra cinematográfica dos irmãos Wachowski estão lá: as explicações para vários dos equipamentos tecnológicos utilizados, a característica especial do protagonista (que todos do seu grupo o consideram um hacker) é essencial na luta contra uma empresa malvada (ainda que não sejam máquinas).

Já a diferença se dá em outros elementos também: o autor explora um universo não comum entre os autores de literatura especulativa brasileira: o folclore brasileiro. Fora a coletânea da Editora Draco, Brasil Fantástico, e da Llyr Editorial Mitos Modernos, é difícil encontrar a mitologia brasileira inserida em algum nível no meio do mar de obras medievais, de espada e feitiçaria e de ficção científica no mercado nacional. O que é uma pena, já que o universo nerd/geek se prende tanto a mitos e lendas estrangeiras não dando um possível (e devido) valor ao nosso misticismo.

E é aí que o livro ganha a sua força. Felipe está de parabéns pela coragem em abordar o folclore brasileiro em um cenário fantástico, ainda que em um livro infanto-juvenil. No entanto, ele seria mais audacioso se tivesse transportado à uma história mais adulta, com protagonistas mais velhos e seus dilemas e ações mais complexos.

Como o clima do livro é infanto-juvenil, a narrativa, o universo, os diálogos e as excessivas lições de moral podem cansar ou até mesmo chatear leitores mais adultos que queiram se aventurar, mas deve agradar aos mais jovens. Já outra característica foi curiosa, a presença do universo geek trouxe algumas das melhores metáforas da obra, que o autor usou de forma interessante, por ex, na página 159: “Anderson empurrou sua cadeira para trás com força. Estava possesso, nunca havia ficado tão alterado em toda a sua vida. Nem quando estava quase no final de Call of Duty 4 e a luz de seu bairro acabara antes que ele conseguisse salvar o seu progresso no jogo.”

Um maneirismo de Felipe incomodou, o narrador por muitas vezes comenta algumas cenas, ao invés de simplesmente descrevê-las ao leitor e deixá-lo livre para interpretá-las. Algumas vezes ele também antecipa informações de forma desnecessária, ex: pág 222: “Aquela era só a primeira coisa que dava errado para Anderson e seus amigos.“

Houve um deus ex máquina na metade do livro que diminuiu a força da história. As pequenas ilustrações no início de cada capitulo que antecipam alguma cena contribuíram para igualmente enfraquecê-la. Por fim, o livro é maior do que deveria, a edição poderia ter cortado até 20 porcento que traria mais agilidade à obra, ao diminuir os maneirismos do narrador ou até mesmo cortar algumas das cenas.

Ponto para a Editora Guttenberg pelo bom acabamento da obra tanto na capa quanto nas partes internas, e por apostar em um autor que trouxesse o folclore nacional para debate ao inseri-lo na literatura especulativa brasileira.

Vale a leitura? Sim, se o leitor estiver disposto a se aventurar em uma divertida e instigante trama que passam por locais, mitos e lendas brasileiras.
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Alana 21/08/2013

Nacional, sim! Chato, nunca!
Comecei a ler logo de cara e estava bem empolgada e pensei "ah, se eu posso ler Percy Jackson e os Olimpianos que fala da mitologia grega, ou algum livro das Cronicas de Kane, que fala da mitologia egípcia, então por que não posso ler sobre a minha própria mitologia?"
Dai eu comecei a ler e me amarrei!!
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Debinha 11/07/2013

Eu AMO essa história!!!
Espero que goste dessa maluquice abrasileirada, foi o que o Felipe me escreveu no dia que comprei o livro...
E agora que li tenho que dizer sim eu gostei e não vejo a hora do lançamento do próximo!!!
Anderson é corajoso, divertido e estupido ao mesmo tempo. A história me prendeu do começo ao fim, principalmente por falar de um tema que não se encontra em muitos livros jovens: O Folclore Brasileiro!!!
Espero que o próximo siga os mesmos passos e será perfeito!!!
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