Eu, Robô

Eu, Robô Isaac Asimov




Resenhas - Eu, Robô


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Kadu Castro 08/01/2009

PARA PENSAR
De fato, Asimov estava à frente de seu tempo, quando escreveu toda sua obra sobre robôs. Obra essa que inspira produções de ficção científica até hoje! Diferente do filme (e eu li o livro antes dele), este livro vai muito mais além nas considerações sobre "o que é estar vivo", "o que é um robô" ou mesmo "o que é um ser humano".

Isaac Asimov trata de psicologia, religião, razão e sentimentos. Tudo isso através de robôs que, sendo uma criação humana, nos fazem olhar para nós mesmos e avaliarmos nossa maneira de ver a vida.

E Susan Calvin é foda! Tenho dito! =)
Gabriel 20/10/2018minha estante
Eu discordo de praticamente tudo isso.

Achei o livro bobo, bem pré-adolescente mesmo, com a história dentro dos contos se desenrolando bem no formato Scooby-Doo.
Algumas ideias boas mas mal escritas, especialmente no que diz respeito aos diálogos, alguns deles vergonhosos.

Também não acho que Asimov estava à frente de seu tempo, já que ele mesmo admite que baseou diversos desses contos em outros que ele havia lido, nem que tenha abordados vários dos temas que salientaste acima.

É nítido que são contos escritos por um iniciante, numa linguagem corriqueira e dignos de publicação em revistinhas (onde foram originalmente publicados mesmo).


Gileno 27/12/2018minha estante
Gostaria de ler seus livros, Gabriel.
Esculachar Isaac Asimov é fácil, escrever uma obra melhor que a dele nem tanto.




Nietking 06/03/2013

A semelhança entre sociedade robótica e humanitária.
É um livro extremamente interessante,onde uma sociedade robótica vai evoluindo ao decorrer das páginas,além de apresentar uma visão extremamente futura quanto a máquinas ele também deixa essa abertura e imaginação para comparar o futuro da era cibernética com o futuro que parece a ser a nossa atual sociedade.
Nada de anormal ou que seja impercebido por seres humanos, mas a leitura dessa obra só deixou mais claro a situação que se encontra a sociedade e o rumo que ela está tomando, vemos que no livro os robôs obedecem fielmente as leis da robóticas, assim são elas:
1° Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2° Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3° Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.
No entanto vemos que há algumas semelhanças das leis da robótica com a nossa atual sociedade assim são elas:
1°:Um ser humano não pode ferir o seu governo ou deixar que a sua nação sofra algum mau.
2°:Um ser humano deve obedecer as ordens e leis do seu governo, exceto que tais ordem entre em conflito com a primeira lei.
3°:Um ser humano deve proteger sua existência desde que isso não entre em conflito com a 2° lei ou a 1° lei.
As três leis humanas a que eu me refiro é baseada em experiencias e provas empíricas e estão presente na cultura ética e moral desse país, no entanto assim como os robôs obedecem fielmente as leis da robótica os seres humanos obedecem as normas do sistema, portanto não é heresia dizer que os seres humanos são robôs dos sistema.
Aline Stechitti 15/04/2013minha estante
Adorei a resenha. Mto boa :D


Ricardo.Brito 19/06/2016minha estante
resenha muito boa.




Allan 15/09/2010

Espetacular!
Isaac viu o mundo de maneira totalmente inovadora e acertiva quando escreveu este livro.
Grandioso na forma como fala da psicologia, política e economia.

Além de tudo engraçado e emocionante!

Uma obra completa e maravilhosa!
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Kat Munster 04/03/2010

Histórias de robô...
A maneira como o livro Eu, robô aborda a Robótica é tão interessante que o leitor mal consegue largá-lo.
Dividido por pequenos contos, descritos por Susan Calvin em entrevistas, traça toda a evolução de tecnologias que envolvem a montagem de robôs e seus benefícios e malefícios para os homens.
Desde viagens espaciais, antes impossíveis, até a suspeita que o candidato a prefeito era um robô, e passando pela maneira como as leis da robótica funcionam, Aasimov nos conduz com um humor ácido pelo mundo futurístico em que as maquinas são tão intrínsecas a civilização, que os seres humanos se tornaram dependentes destes seres complexos e fascinantes.
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Sybylla 09/09/2012

Excelente
Uma leitura obrigatória para os fás de robótica e ficção científica. Asimov faz uma análise inquietante dos robôs e como eles entram em conflito com as 3 leis da robótica. Situações inusitadas para os robôs com seus cérebros positrônicos que podem servir de alerta para o que nos aguarda no futuro.
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Blog MDL 22/01/2015

“Eu, Robô” reúne nove contos de Isaac Asimov publicados entre os anos de 1940 e 1950, abordando sempre a robótica e suas preciosas Leis, em todos os contos os leitores podem se deslumbrar com a maneira genial com que o autor esmiúça as várias possibilidades de ocorrências que podem acontecer por causa das três Leis que estão inseridas nos cérebros positrônicos dos robôs, ou, pela ausência delas.

Apesar de se tratar de contos, o autor traz personagens recorrentes em algumas histórias. A Dra. Susan Calvin, por exemplo, além de fazer a introdução dos contos, é protagonista de algumas histórias e sempre traz luz à maneira de agir e pensar dos robôs por ser uma psicóloga roboticista. Outros personagens que sempre podemos ter um vislumbre são os especialistas Mike Donovan e Gregory Powell, que além de serem divertidíssimos, possuem uma mente ágil quando o assunto é resolver os problemas de campo.

Ordenados de forma cronológica, as histórias acompanham vários anos da empresa de robótica U.S. Robots & Mechanical Men entre os anos de 1996 e 2052. Por causa dessa organização, os leitores podem observar a evolução dos robôs dentro da empresa, de modo que o que começa com a demonstração das funções de um robô babá, logo vai se transformando em amostras do poder do cérebro positrônico onde os robôs são capazes de fazer coisas extraordinárias, incluindo ter conhecimento sobre física avançada e a capacidade de comandar sozinhos trabalhos que antes precisavam da orientação humana.

Essa evolução acaba se revelando um problema em determinadas histórias, já que os robôs se tornam muito mais propícios a falhas. Em “Razão”, vemos um robô certo de sua superioridade aos humanos e a sua total descrença com relação a sua criação pelas mãos dos homens. Já em “Mentiroso!”, o autor apresenta um robô com a capacidade de ler pensamentos e que causa a maior confusão por acabar manipulando a mente dos envolvidos na investigação. E em “Um Robozinho Sumido”, Asimov mostra um robô que após uma modificação, possui um espírito altruísta o suficiente para colocar todos em risco.

Além dos contos, a edição da editora Aleph ainda traz um bônus escrito pelo autor, onde ele fala um pouco sobre o que há por traz das histórias dos romances de robôs. Dessa forma, os leitores têm a possibilidade de se aprofundar um pouco mais na vida e obra do prolífico autor que foi Isaac Asimov e ter sua imaginação aguçada para ler outros livros que tratem da robótica, e que representam tão bem o gênero da ficção científica.

Em suma, "Eu, Robô" é um livro perfeito para quem gosta de robôs e uma ótima opção para aqueles que ainda não estão acostumados a ler contos. Por ter a qualidade de uma história de Asimov, as histórias são completas em todos os sentidos e nos deixam sempre com aquela sensação de que em um futuro, talvez não tão, distante, as coisas poderiam ser tão extraordinárias quanto as que o autor propõe nesse livro.

site: http://www.mundodoslivros.com/2015/01/resenha-eu-robo-por-isaac-asimov.html
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Marina 26/01/2016

Resolvi ler esse livro porque não tinha lido nada do Asimov até agora, e esse título é um dos mais famosos dele por causa do filme. Só que ouvi muito gente falando que o filme não tinha nada a ver com o original, e que o livro é bem melhor.
Então resolvi iniciar a leitura, mas com um certo receio da linguagem ser meio chata, ou o livro ser meio parado. Bem, eu estava completamente errada. A linguagem é bastante acessível, a narrativa flui muito bem.

O que achei interessante nesse livro é que cada capítulo funciona de maneira independente, já que são casos envolvendo robôs que a personagem vai contando em uma entrevista. Então, eles tem uma ligação e uma ordem cronológica, mas basicamente funcionam sozinhos, como se fossem contos (depois, no texto do autor ao final do livro, a gente descobre que eles de fato foram escritos como contos e publicados separadamente no início).

Achei uma leitura muito boa, realmente, como me disseram, é totalmente diferente do filme. Não costumo ler livros de ficção científica, então acho que esse foi um excelente começo. Com certeza vou pegar outros títulos do escritor pra ler.
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AnaB 27/08/2010

Cansativo
O livro não é de todo ruim, faltaram bem poucas páginas para que eu terminasse de ler. Mas os contos são massantes e canstivos, no fim eu tinha a impressão que não ia aguentar ler nem mais uma página.
Filipe 17/12/2012minha estante
Achei cansativo também, li até o final, mas não deixa de ser bom.


Afonso 30/03/2013minha estante
Eu também achei, não sei se quando li eu era pequeno demais, não gostei ...


Matheus 01/05/2017minha estante
Se "Eu, Robô" é cansativo para você, não consigo conceber o que seria leitura interessante do seu ponto de vista. Jojo Moyes? Gillian Flynn? Nicholas Sparks? Paulo Coelho, talvez...?




Our Brave New Blog 06/09/2016

RESENHA EU, ROBÔ - OUR BRAVE NEW BLOG
Asimov teve uma ideias incríveis, que foram as três leis da robótica, e para mim o que ele devia ter feito era contar para um escritor de verdade para o cara fazer algo com isso. Nossa, cara, esse foi um dos livros mais mal escritos que eu li esse ano, todos os erros possíveis que um escritor iniciante comete estavam lá: encheu o livro de adjetivos e advérbios desnecessários, prolixo (sempre que possível repetia a porra das três leis, como se o leitor tivesse amnésia), contava para gente o que a fala de cada personagem significava antes do personagem falar (talvez seja o pior exemplo de como não aplicar o Show, don’t tell que eu já vi), diálogos esses aliás que eram horrorosos, tirando a Susan, nenhum personagem tinha personalidade, e mais um monte de erros que dá para ir apontando página por página. Acho que se cortassem todos esses problemas, cem páginas sumiriam.

As histórias em si também são bem bobas, todas são simples de se adivinhar o final (e olha que eu sou uma negação quando a parada é enigma), elas são “pra cima”, e quem me conhece sabe que esse não é o meu tipo de história também, mas o problema é que o Asimov tem uma filosofia em relação à ciência que é praticamente uma religião para ele, a ponto de Susan dizer em determinado momento que só podemos acreditar na máquina, e isso para mim é no mínimo uma idiotice absurda. O toque especial fica para o último capítulo, que além de ser o pior e onde Susan pede para acreditar cegamente nos robôs e na ciência, tem um momento onde estamos na Terra, e na visão de Terra perfeita de Asimov, as florestas foram “desbastadas” (foi o melhor termo que o tradutor achou para não botar com todas as letras que elas foram cortadas e extintas) para terem mais solo fértil, mais ou menos como acontece na Amazônia hoje em dia.

Pelo menos quem não errou no livro foi a Aleph, que fez um objeto lindão...

CONTINUE NO BLOG: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/eu-robo-por-isaac-asimov

site: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/eu-robo-por-isaac-asimov
Regi 06/09/2016minha estante
Mal escrito? Quase o inclui na minha wishlist.


thinog 11/09/2016minha estante
Vale ressaltar que o livro é um compilado de contos que foram publicados individualmente, incluindo os primeiros contos escritos por Asimov, sendo criado apenas a entrevista com a Dra. Susan pra "unir" os contos. Além disso, é um livro muito importante pra quem pretende explorar todo o universo Asimov, já que há muitas referências dele em várias de suas séries, entre elas Fundação, Império Galáctico e Robôs.

Resumidamente, por mais problemas que o livro apresente, é um boa leitura para quem pretende continuar lendo Asimov.

Obs: "não possui" relação com o filme


Gabriel 20/10/2018minha estante
Ia escrever uma resenha sobre o livro quando li a tua, que diz quase tudo que eu queria.

Concordo com tudo, principalmente quanto ao fato de serem realmente contos bem bobos, com o enredo se desenrolando bem no estilo Scooby-Doo, dignos mesmo de publicação nas revistinhas onde foram originalmente publicados.

Algumas ideias bem imaginativas, contrastadas com outras sem qualquer imaginação. Robôs inteligentes e lutando contra emoções de um lado, gravadores de fita cassete gráficos impressos em rolos de papel do outro. E nesse mundo computadores são raros, e não há a possibilidade de simplesmente ligar um robô a um computador e gerar relatórios.

Outros autores mostraram muito mais imaginação, além de escreverem melhor.

Mas não me admira o livro ser tão bem avaliado, ele realmente tem apelo a um público menos literato já que, como disse, os contos foram escritos para publicação em revistinhas de ficção científica.

Tenho mais um livro de Asimov na fila, e espero de verdade que seja bem melhor do que esse.




Nath 04/10/2014

Genial
Sempre ouvi dizer que o Asimov era um gênio da ficção científica e nunca dei bola pra isso até que finalmente resolvi emprestar esse livro pra ler. Me arrependi de não ter lido antes.
Tendo como base sempre as três leis da robótica, a robôpsicologa Susan Calvin conta pra um repórter e para nós 9 contos que narram a evolução dos robôs, desde o "quadradão" sem fala até a Máquina que controla a sociedade.
Cada conto trás um robô mais evoluído que o outro e todos eles tem algum problema, normalmente ligados a algum conflito em seus cérebros positrônicos por conta das leis.
É extraordinário ver como os humanos de cada história resolveram os problemas com os robôs, normalmente são coisas simples que a gente fica se perguntando porque não pensou naquilo antes. Além disso não tem como não aprender um pouco sobre robôs, pelo menos os criados pelo Asimov.
Eu humildemente gostaria que ele tivesse ficado vivo por mais alguns anos pra poder os avanços tecnológicos do nosso século, tenho certeza que ele adoraria ver como sua obra influenciou tanto as mentes futuras.
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Mara 11/08/2015

Asimov não me desaponta
Isaac Asimov está a cada dia mais próximo de entrar na lista dos autores mais incríveis que já li. Comecei ao contrário, lendo a trilogia Fundação - para alguns a "assustadora" trilogia Fundação, toda séria, complexa, diferente de qualquer coisa de ficção científica que o leitor já tenha se deparado - e já me encantei com a criatividade do Asimov para construir um enredo sci-fi. Quando peguei o livro "Eu, robô" já imaginei que encontraria algo incrível e não me desapontei. O livro traz uma série de nove contos sobre a evolução da robótica na Terra e é através da psicóloga, especializa em robôs e não humanos, Susan Calvin que descobrimos mudanças mais drásticas e revolucionárias da ciência ao longo de 50 anos.
Os contos começam com certa simplicidade (e também beleza) para mostrar como no início a robótica era descoordenada e incompleta. Mas não é isso que o Asimov quer nós mostrar... não é um livro somente de ficção científica, preocupado em criar um mundo futurístico e tão distante da nossa realidade. Através dessas histórias percebemos a beleza dos robôs, a crueldade humana, e começamos até mesmo a acreditar que os robôs são de fato (como Calvin deixa explícito) melhores que humanos.
O livro é o relato de um jornalista que entrevista a psicóloga para compreender qual foi sua importância para os 50 anos de evolução da robótica. Assim que Calvin começa a lembrar de seu passado somos transportados para uma narração em terceira pessoa com um narrador onipresente (até podemos pensar que aquilo que lemos é uma romantização de tudo que o jornalista conseguiu extrair da mente da genial Calvin).
Claro, é também nesse livro que nos deparamos com as fantásticas "Três Leis da Robótica" criadas por Asimov e repetidas à exaustão pelo mundo da ficção científica. O mais interessante é ver como cada conto consegue trazer uma observação diferente sobre a bondade dos robôs, de como eles são melhores, mais altruístas, perfeitos, caridosos que nós, humanos. Afinal de contas, a primeira lei deixa claro que um robô nunca vai colocar em perigo um humano, seja por ação ou inação. Asimov não era um pessimista ao retratar o futuro da humanidade e sem estragar com spoilers, fica difícil não simpatizar com cada uma dessas poderosas máquinas, responsáveis pelo bem estar humano (e claro... como amante de ficção científica sempre penso: será que vamos encontrar isso no futuro distante?).
Uma observação, que fica difícil não fazer, é a respeito da protagonista do livro, a cientista Susan Calvin: já havia percebido que o Asimov, como muitos escritores de ficção científica, não escreve livros com personagens femininas como protagonistas ou personagens fortes. Ok, aqui existe a Calvin, poderosa, famosa e até temida, mas em diversos pontos o Asimov prefere colocá-la como uma menina apaixonada e fútil, ou então, descrevê-la como "histérica", um termo pesado e tão repleto de preconceitos para retratar de uma mulher (especialmente ao pensarmos que ela é uma psicóloga). Os outros homens do livro nunca são tratados como loucos, amargos ou com temores "fúteis". São figuras inteligentes e poderosas. Fim. Mesmo que a Calvin também seja extraordinária, não é só isso que lemos no livro.
Enfim, poderia falar por muito tempo, mas não quero entregar spoilers ao possível leitor. Só falo que se você ama ficção científica deve ler esse livro, se nunca leu nada do gênero, deve dar uma chance, porque Asimov não está interessado apenas em narrar um universo futurístico e fantasioso. Vale cada página.
Vinyamar 13/08/2015minha estante
Análise sensacional!




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Gláucia 31/05/2015

Eu, Robô - Isaac Asimov
O livro se inicia com uma espécie de entrevista, onde um interlocutor desconhecido conversa com a dra. Susan Calvin, uma das figuras centrais do livro e da empresa U.S. Robôs e Homens Mecânicos S.A. a fim de obter informações sobre a extinta empresa em que ela trabalhou como robopsicóloga coordenando algumas pesquisas na área da robótica anos antes.
O livro então se desenvolve em nove contos que são algumas das experiências vividas por ela e sua equipe: Robbie; Brincadeira de Pegar; Razão; Pegar o Coelho; Mentiroso!; Pobre Robô Perdido; Fuga!; Prova e Conflito Evitável.
Destaque para dois membros da equipe: Gregory Powell e Mike Donovan, divertidíssimos! A eles são reservadas as tarefas e expedições mais perigosas e eles sempre parecem ser enviados sem grandes informações até que descobrem onde foram metidos.
Não gosto do gênero FC pela sensação de frieza que os ambientes e personagens me passam mas esse aqui me ganhou por não ter essa feição. Ao contrário, me deparei aqui com algo que não teria imaginado possível: robôs fofinhos! O próprio autor parece ter sido um fofo. Confrontados sempre com as 3 leis da robóticas, vivem conflitos internos quase incontornáveis. O livro é cheio de analogias religiosas, políticas e éticas, especialmente o último conto que pode ser visto como um tanto quanto profético.
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Franco 15/03/2014

Ficção científicas gostosa de ler.

O livro se estrutura em capítulo/contos: é uma só narrativa mas com várias histórias internas, inclusive repetindo muitos dos personagens. Isso também faz a leitura fluir bem.

Oferece aventura e humor, sendo então divertida, mas também provoca reflexões - o que é de se esperar de boas ficções.

Não é, então, uma ficção vazia, do tipo só ação ou só romance, com a diferença de ser ambientado no espaço ou afins... Não, Asimov tinha mesmo um tato para suscitar questões sobre robôs, seus usos, e os possíveis problemas das famosas três leis - como toda lei, quando na prática, tudo torna-se potencialmente problemático.

Particularmente gostei da história com o robô Cutie - que crítica! - e também a última delas, que encerra o livro de forma a dar aquele gosto nó em nossas cabeças e em projeções de futuros possíveis: o que será que a Máquina vai fazer?

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Marcus Lemos 01/09/2012

Eu, robô
Eu, Robô foi meu primeiro contato com uma obra do Isaac Asimov e, ao ler, certamente notará, porém, que não se trata do primeiro contato com um criação sua. O legado que o autor deixou para os livros e filmes de ficção científica são claramente vistos neste, de leitura rápida, agradável e surpreendente.

A obra foi escrita na década de 1950, época em que o mundo saia da Segunda Guerra Mundial, as pesquisas atômicas mostravam seus resultados práticos e o mundo dava os primeiros passos na Guerra Fria. Nesse contexto, Asimov apresenta sua versão do futuro, daquilo que seria nossos dias atuais, em que robôs interagiriam com humanos de maneira submissa, apesar da sua superioridade intelectual, de força, resistência e lógica.

Dividido em nove contos, a evolução dos robôs é contada por Susan Calvin (presente em diversas outras obras do autor), uma robopsicóloga capaz de desvendar os conflitos presentes em todos os contos, em que tais robôs se deparam em "conflitos pessoais" a cerca das três leis da robótica. Resumindo: 1) Um roboô não pode ferir um humano ou deixar que se fira por inação; 2) Um robô deve obedecer o ser humano, desde que não fira a primeira lei; 3) Um robô deve se preservar, desde que não fira as leis 1 e 2.

Porém, como agir nessas leis quando um robô recebe a ordem de revelar uma verdade, mesmo que isso possa ferir a emoção ou orgulho de um ser humano? Conflitos do tipo permeiam todos os contos e dão um toque de investigação dos quais todos os casos apresentam conclusões interessantes.

O livro é atemporal e o que acho mais gostoso na leitura é enxergar como o futuro era visto há décadas atrás, quando inúmeras tecnologias não estavam à disposição dos autores para fomentar suas imaginações. Porém, toda e qualquer ficção tem toques de verdade e possibilidades.

Enfim, hoje não temos robôs como os descritos por Asimov, porém, os computadores e máquinas automatizadas atuais são uma perfeita descrição do que o autor chamou de futuro. As diferenças que eu enxergo são a ausência de interação social e inteligência artificial. Mas, quando chegarmos nesse ponto, possivelmente teremos nossas três leis da robótica. Assim, o autor deixa seu legado para inúmeras obras da literatura e cinema e, quem sabe, para o nosso futuro.

(Sim, o filme é inspirado no livro, porém, uma estória própria. Assim como este livro possui contos, considere que o filme seria mais um, no qual a própria Susan Calvin também marca presença, assim como as três leis).
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