Sob a Redoma

Sob a Redoma Stephen King




Resenhas - Sob a Redoma


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naniedias 06/11/2012

Sob a Redoma, de Stephen King
A pequena cidade de Chester's Mill, no Maine, era como outras tantas cidades do interior do estado, mas o aparecimento de um inesperado campo de força muda tudo! Agora Chester's Mill está isolada do resto do mundo.

O que passou a ser chamado de Redoma cerca toda a cidade - em todas as suas divisas terrestres e por vários quilômetros pelo céu.
Ninguém sabe o que aconteceu. Seria uma experiência do exército americano?! Aparentemente não, já que o mesmo começa a se esforçar de todos os jeitos possíveis para desfazer a Redoma.

Enquanto isso, os moradores começam a entrar em desespero. Assim que surgiu, a Redoma já causou vários acidentes - já que ela está lá, mas não pode ser vista. Foram batidas de carro, de avião... entre outros acidentes provocados por ela.
Não há eletricidade - e os geradores precisam de gás, cujo estoque é limitado.

Aos poucos, a cidade começa a entrar em pânico e nos deparamos com situações bizarras.


O que eu achei do livro:
Por que tão pequeno?
Acha que estou sendo irônica?! A ironia é que eu não estou. Apesar de suas quase mil páginas, Sob a Redoma é definitivamente um livro MUITO pequeno, cuja leitura é extremamente rápida e prazerosa.

A escrita de Stephen King é simplesmente perfeita.

Ok, antes de continuar a resenha, eu preciso deixar clara uma coisa: King é o meu autor favorito.
Disparado!
Não há nenhum outro autor que eu goste tanto quanto gosto desse cara.
Ele consegue escrever livros completamente diferentes um do outro e... bem, enfim, não vou começar a falar o quanto gosto do autor aqui, mas acho legal deixar claro o quanto aprecio a escrita dele.
Assim você, leitor-que-está-lendo-essa-resenha-agora, saberá que essa resenha além de não ser imparcial (minhas resenhas nunca são! Elas sempre contêm as minhas opiniões pessoais e subjetivas sobre os livros que leio) é sobre um livro escrito pelo cara que eu mais admiro enquanto autor.
Fica o aviso!

A escrita de Stephen King beira a perfeição nesse livro, assim como em tantos outros do autor!
Não é simples, mas é bastante dinâmica, tornando a leitura rápida e muito gostosa. O leitor praticamente não percebe as mais de novecentas páginas do livro e, ao final, certamente irá desejar que o livro tivesse três vezes mais páginas do que já tem.
O autor é bastante descritivo, mas em momento nenhum essas descrições tornam a leitura lenta ou passam a mais leve impressão de "enrolação". Cada um dos fatos narrados está intrinsecamente amarrado ao restante da trama, de forma que tudo parece ser simplesmente indispensável à história que está sendo contada.

Apesar de sermos apresentados apenas a uma pequena parcela da população de Chester's Mill, o número de personagens é assustadoramente elevado. Logo no início do livro nos deparamos com uma lista (muito interessante, por sinal) com vários personagens. Essa lista certamente irá assustar o leitor (ei, ela me assustou! Eu achei que nunca iria conseguir lembrar de todas aquelas pessoas), mas o mais assustador é chegar ao final e começar a preencher as lacunas da lista.
Embora sejam vários personagens, eles são muito bem caracterizados e bastante realistas - é possível amá-los ou adiá-los sem muito esforço.
Uma coisa que muito apreciei no livro é que não existe aquela coisa de alguém ser definitivamente do mal, apenas por querer se dar bem em cima dos outros. Mesmo aquele cara que só faz besteiras pensa que suas atitudes são para o bem - mesmo que sua visão seja claramente deturpada.

A evolução da história também foi muito bem feita!
No princípio, temos uma pequena cidade do interior, onde a maioria das pessoas se conhece, se gosta e se ajuda. Basicamente o que se espera de uma comunidade unida.
Mas na medida em que o tempo passa, as coisas vão mudando rapidamente! As pessoas ficam assustadas, se dão conta de que a Redoma pode não ser tão passageira e começam a pensar nas implicações de seu distanciamento do mundo ser permanente.
O tempo na Redoma, entretanto, não é como o tempo no mundo real. Não literalmente... literalmente, um minuto lá dentro é como um minuto aqui fora e demora exatamente o mesmo tempo para passar. Mas psicologicamente o tempo voa lá dentro.
O ritmo do livro é muito acelerado, o leitor irá devorar essa aventura rapidamente e se deliciar com a trama criada por King.

A edição da Suma de Letras está de parabéns! A tradução ficou muito boa, a revisão também está bacana (não perfeita, mas honestamente muito boa para um livro de quase mil páginas). A capa seguiu a versão americana e ficou linda demais!
A editora também não economizou nas margens ou nas fontes, deixando-as de um tamanho bastante agradável para a leitura. Além disso, colocou a já citada lista de personagens (cuja finalidade mais interessante, a meu ver, é ser preenchida ao final pelo leitor chato que se lembra de outros personagens que a seu ver deveriam estar ali - não que eu, ops, o leitor chato esteja certo... aquelas pessoas não deveriam mesmo figurar na lista, mas ainda assim é divertido completá-la) e um mapa da cidade, que é bem bacana para acompanhar a leitura (embora eu ache que ele não seja tão fiel quanto deveria à cidade, já que ela é descrita com um formato diferente do que é mostrado no mapa).

Quem nunca leu Stephen King não precisa ter receio quanto a esse livro. Apesar do autor ser reconhecido como mestre do terror (e ele é mesmo), esse não é um livro para te deixar acordado à noite de tanto medo (ou talvez seja... mas por outros motivos). O livro é um suspense psicológico que irá levá-lo a conhecer melhor a loucura humana.

Um livro pode ser perfeito?! Eu acho que não... mas esse definitivamente chega muito perto disso e se torna um dos meus livros favoritos.
Você não irá se arrepender de ler Sob a Redoma!


PS: É possível ter um pouco mais de Sob a Redoma depois de terminar de ler o livro!
Para quem sabe ler em inglês, há vários sites relacionados à história na internet - achei essa uma ideia bem bacana! E não estou falando de sites de fãs, mas do próprio livro - como se a cidade de Chester's Mill existisse e seus estabelecimentos tivesse uma vida online.
Siga os links e divirta-se (excetuando-se o site da cidade, não muito indicado para quem não leu o livro):
- Chester's Mill (site da cidade): http://www.chestersmill.com/
- Christ the Holy Redeemer (site da Igreja do Sagrado Cristo Redentor): http://www.christtheholyredeemer.org/
- Chester's Mill Democrat (site do jornal da cidade, o Democrata): http://www.chestersmilldemocrat.com/
- Chester's Mill Police Departament (site do departamento de polícia da cidade): http://www.chestersmill.org
- Cathy Russel Hospital (site do hospital da cidade): http://www.cathyrussellhospital.com/
- Big Jim Rennie's Used Cars (site da loja de carros usados do Big Jim): http://www.bigjimrennie.com/
- Burpees Department Stores (site da loja Burpee): http://www.burpees.net/
- Sweetbriar Rose (site do restaurante Rosa Mosqueta): http://www.sweetbriarrose.com/
- Dipper's Roadhouse: http://www.dippersroadhouse.com/
- WCIK (site da rádio): http://www.wcik-radio.com/
- Scarecrow Joe's Rants & Raves (blog do Joe Espantalho): http://www.scarecrowjoe.com/ (de todos os sites linkados, o mais bacana de se ler!)


PS2: Eu sei que a resenha não ficou boa... esse livro merecia muito mais. Acho que fiquei empolgada demais com a história e, por isso, não consigo escrever decentemente sobre ela.
Não julgue o livro pela resenha, entretanto. Stephen King realmente sabe escrever e o livro é perfeito! Leia-o.


Nota: 10


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Max 14/12/2012minha estante
Se nada entrava ou saia da cidade por causa da redoma como é que o rio continuava correndo? Onde ele nascia,como e que ele atravessava a cidade? Uma pergunta que ficou na minha cabeça e nao sei se vai ser respondida pq estou na pagina 300 ainda,mais e no minimo curioso e pra nao ficar como um furo espero q ainda seja respondida


naniedias 15/12/2012minha estante
Max, eu infelizmente não estou com o livro aqui para pegar a passagem para você, mas o rio não continua correndo não...
O autor mesmo cita que apenas algumas gotas passam pela redoma.
Se você já está na página 300, eu tenho certeza que o autor já falou disso, talvez você não tenha reparado :)


Max 15/12/2012minha estante
Nani pagina 65 esta respondido sim passou despercebido por mim e foi respondido por um amigo meu da minha cidade que tmb esta lendo o livro é claro que Stephen King e genio demais para cometer um deslize desses eu que tentei encontrar uma falha em um livro tao perfeito rsrsrss perfeito demais ja estou na pagina 500 e nao consigo mais parar detalhe o danado do rio é citado inumeras vezes no decorrer das paginas q li,deveria ter terminado o livro antes de perguntar =) nota 10000,obg pela resposta bjao


naniedias 15/12/2012minha estante
Max, eu AMO o King... mas ele comete deslizes também >< hahahahahaahahha (Não que eu tenha achado algum... fico tão apaixonada e embriagada pela escrita do autor, que nem percebo falhas).
O livro é bom demais, né?! 1000 páginas, por incrível que pareça, é pouco >


Max 15/12/2012minha estante
King e muito detalhista em seus livros as vezes ate irrita mais sem duvida ajuda e muito na compreensao do livro desde o iluminado meu primeiro livro de king que vejo talendo de king como escritor sempre ao termino de seus livros ele faz uma analize profunda e descarta td q ele considera inutil no livro king e mestre e voltando ao livro acho q ele voltou aos velhos tempos sob a redoma esta pra mim entre os melhores de king como a coisa e dança da morte depois de um tempo adormecido com livros fracos para o padrao de king ele renasce com esse epico perfeito q venha logo a serie e q ela nao estrague o livro como muitos diretores fazem ah e q nao se esqueçam de a torre negra q merece tmb no minimo uma serie de filmes


Carla 18/12/2012minha estante
Amooo King, estava louca por esse livro, e ler a sua resenha foi a decisão final. Comecei ontem e ja estou na p. 350, enlouquecida e amando!


Natalia 25/12/2012minha estante
Max, o autor fala em uma determinada parte do livro que acontece que a água desvia de uma maneira meio estranha quando tem contato com a redoma. Algumas gotas passam, mas ela meio que recua. x)


naniedias 25/12/2012minha estante
Carla, o livro é uma delícia, né?! *-*

Natalia, é isso mesmo - e o Max conseguiu encontrar essa parte no texto :D


Tiago sem H - @brigadaparalela 12/02/2013minha estante
Nani, Sob a Redoma foi o primeiro livro do King que li e já estou reservando o cartão para adquirir a coleção da Torre Negra hehehe. Parabéns pela resenha e o livro é tão bom, mas tão bom, que para ser sincero, da metade pro final, eu nem me importava o que tira gerado a redoma, eu estava mais preocupado com os problemas internos dela, ou seja, comecei a ler com um propósito e fui logo arrebatado por um outro totalmente diferente. Muito bom ^^


naniedias 12/02/2013minha estante
Tiago, eu sou suspeita para falar, porque sou muito fã do autor! Ele é extremamente competente :D
Entretanto, não indico a série A Torre Negra para você ainda não... leia outros livros do King antes de encarar essa série - ela é MUITO mais legal para quem está familiarizado com as demais obras do autor.


Tiago Vieira 16/02/2013minha estante
Olá, desculpe estar comentando nessa resenha só agora...
Há alguns dias eu tenho pesquisado sobre esse livro e a cada resenha que leio fico mais animado para conhecer esse livro! Parecer ser muito bom.
O preço é um pouco salgado, pois sou estudante. Mas vou juntar dinheiro para poder comprar.
Eu queria ter o conhecimento exato do número de páginas (não que isso seja de extrema importância), pois no site da Saraiva diz que tem 720, e nos outros 900 e poucas.
Gostei muito da sua resenha. Ficou muito clara.
Até!


naniedias 17/02/2013minha estante
Olá, Tiago!
Fico feliz que tenha gostado da resenha.
Os livros do King são todos mais carinhos, mas eu considero que valem muito a pena (sou muito fã do autor).
Sempre coloco maiores informações na resenha lá no blog (não mais conteúdo na resenha, apenas informações sobre o livro) e você encontra o número de páginas certinho lá. São 954 páginas.
http://www.naniesworld.com/2012/11/sob-redoma-de-stephen-king.html


Jow 18/03/2013minha estante
Meu. Deus. Quando eu li sua resenha - e que fique registrado, ela que me convenceu de vez a comprar este livro - pensei: "Mas que diabo essa mulher tem na cabeça? Como assim um livro com 954 páginas é pequeno?!"
Mas dai eu comprei o livro. Ele chegou. E acabei de lê-lo a menos de duas horas, depois de vinte dias de leitura, mas não porque ele seja ruim de se ler. Pelo contrário. É porque ele é ótimo e eu não queria que acabasse nunca. E sou obrigado a concordar: o livro É pequeno.


naniedias 18/03/2013minha estante
Viu só, Jow? São 954 páginas e o livro consegue ser pequeno O.o hahahahahaha


Marinne 28/03/2013minha estante
Acabei de ler Sob A Redoma ontem e concordo completamente com vocÊ ... o livro é pequeno!
Fiquei presa de uma forma à história, que eu não conseguia - e nem queria - parar de ler nunca! O enredo é super envolvente e faz o leitor ansiar para saber o que vai acontecer no próximo capítulo.
Stephen King também é meu autor favorito, e posso dizer que já o subestimei algumas vezes (Impossível um carro de dar medo ... e no meio do livro, qualquer buzina que eu ouvisse me fazia pular da cadeira e me lembrar da Christinne), e esse livro foi mais um caso. Infelizmente, nos últimos anos eu li alguns livros do Titio Stephen que não corresponderam ás minhas expectativas, não que isso tenha reduzido o meu amor por ele, pelo contrário, mas tentei ler A Redoma sem criar muitas expectativas... e o livro simplesmente me seduziu!
O que pode parecer um enredo pacato para alguns, na verdade retrata o dia dia de uma cidade que pode ser até a nossa se estivéssemos passando pela mesma situação.
Confesso que o final me deixou um pouco decepcionada... queria saber mais, queria ficar mais um tempo "vivendo" com aqueles personagens cativantes, que te fazem sofrer e ansiar por sua sobrevivência.
Coloquei Sob A Redoma na minha lista dos favoritos, não pelo final, mas pelo todo. Sou a favor de lançarmos a campanha de um Sob a Redoma 2, apenas com a vida dos moradores de Chester's MIll. =)


naniedias 28/03/2013minha estante
Marinne, é um livro bem complexo! É impressionante e quase ninguém acredita quando digo, mas o livro é pequeno! Depios de ler,e entretanto, é unanimidade: todos acham que o livro é extremamente pequeno >< hahah

Eu queria era uma série televisiva do livro! E o meu desejo já foi atendido - em breve a série estreia \o/


Paulo Antonio 14/04/2013minha estante
O livro é muito bom mesmo, S. King é dos meus autores preferidos também; todavia o final do livro me desapontou, ficou muito óbvio; talvez um final mais aberto com menos explicações, ao estilo Lost fosse mais interessante.


Aline L Ramalho 28/06/2013minha estante
Alguns dias atrás num site de séries me deparei com o piloto de "Under the Dome". Assisti e fiquei muito intrigada.
Quando descobri que era um livro corri pra cá e pro submarino. kkkkk


Lais Ainá 25/07/2013minha estante
O livro é bem diferente da série, ja li e comecei a assitir a série ontem .


Flavio 03/08/2013minha estante
@naniedias, não se desculpe pela sua resenha ser parcial. Nenhuma resenha é imparcial, nem devia ser. O objetivo é o resenhista passar a impressão que a obra lhe causou (com os devidos argumentos, para que o leitor entenda por que o resenhista gostou/não gostou).

Então, pode continuar a bajular o King (ele merece). Ainda não li o 'Under the dome', mas está na lista.


Arutoo 17/03/2014minha estante
Acabei de ler o livro agora a pouco. Sua resenha ficou ótima! É mais ou menos o que eu pensei sobre o livro (Tenho um novo favorito!) hahaha

E MUITO OBRIGADO pelos links todos!!!


Ronan 25/07/2014minha estante
Sensacional o livro e a narrativa é 10! Mas confesso que eu não esperava um final assim: apocalíptico, abrupto e trágico, um pouco decepcionante. Pelo menos foi um final emocionante, triste, mas isso também é emoção né..., e o paralelo que ele faz entre formigas e humanos é enriquecedor.>>>>>>>>> SPOILER >>>>>>>> Mas a trama estava muito boa, com toda aquela ação, e o Big Jim estava no ápice da sua pior forma, no topo da nossa lista negra! E o Barbie na fuga da prisão, os exilados, toda aquela truculência dos novos policiais. Eu sequer estava entendendo como isso tudo podia estar acontecendo tão perto do fim do livro (perto do fim, proporcionalmente falando, a umas 150 páginas do fim) Acho que todo mundo gostaria de ver Big Jim subjugado num confronto com o Barbie, ou Brenda, ou a ("coisa-que-rima-com-aranha") da Julia Shumway, com o povo descobrindo sua verdadeira "cristandade". Mas em vez disso a explosão simplesmente comeu tudo na redoma e mais a história todinha junto! Ficou parecendo uma série que estava com pouca audiência e queriam terminar logo a história pra não dar mais prejuízo. Mas, tirando o final quase que plantado, todo o resto foi dez, impecável, a narrativa, os personagens, enfim! Excelente!


Carlos 23/10/2014minha estante
Este é simplesmente o melhor livro do mestre em anos! Long live the King!!!!


sylvia.verre 02/12/2014minha estante
Amo o SK também... acabei de ler "Doutor Sono"... e agora vou começar este.. Entao so li o começo da sua resenha!! Obrigada por partilhar.


Janinha 19/02/2015minha estante
Adorei a sua resenha! Você conseguiu resumir o livro, evidenciar os aspectos mais legais e instigar o leitor que ainda não leu.
Dois fatores que você falou também passaram pela minha cabeça durante a leitura: o livro é pequeno e os personagens são muito reais!!
Esse é um dos poucos livros que eu queria que não acabasse, em parte, pelos personagens incrivelmente reais, pela escrita maravilhosa do King e pela ideia genial da redoma.


Caroline 24/09/2015minha estante
Que final mais decepcionante para um desenvolvimento tão bom!


Marcos.Leilson 11/07/2018minha estante
Este livro superou e muito as minhas expectativas. Assim como você, o mestre King também é meu autor preferido.
Agora vou assistir à série, "viver" mais um pouco Sob a Redoma e apontar as diferenças: No livro não é assim. Kkkkkk




Eder 05/03/2013

Sob a Redoma Stephen King
E se, de repente, sua cidade fosse isolada do restante do mundo e você se visse separado de parte de sua família e dos demais por uma barreira invisível? Esta é a premissa de Sob a Redoma, onde Chesters Mill, uma pequena cidade, localizada no Maine, acaba se encontrando na situação acima. Não se sabe a causa, origem ou natureza desta barreira.

Enquanto o exército americano tenta encontrar uma maneira de abrir a redoma, os habitantes locais começam a perceber que existem dificuldades mais urgentes para tratarem. Problemas ecológicos começam a assolar a pequena cidade, já que pouco, ou quase nada, de chuva ou vento passam pelo domo e o clima local começa a se elevar. Alguns acidentes acontecem, pessoas acabam morrendo e aparelhos eletrônicos explodem ao se aproximarem da barreira. Mas o verdadeiro problema da cidade se encontra na natureza humana daqueles que ficaram trancados pelo lado de dentro. Ambição pelo poder e insanidade, algumas vezes andando juntas, farão com que a cidadezinha, se veja em uma situação beirando o desastre.

É uma pena que King tenha estabelecido, neste romance, personagens unidimensionais, deixando sempre claro quem são os mocinhos e quem são os vilões da história. Os poucos personagens que aparentam escapar destes rótulos são estúpidos, manipulados e ganham pouco espaço na trama. Ainda assim, Junior Rennie, merece um destaque especial, por ser, sem dúvidas, o personagem mais marcante, repugnante e assustador de Sob a Redoma.

Este detalhe, porém, não prejudica a obra, pois o enredo do livro traz alguns dos aspectos que tornaram King conhecido como mestre do horror. O autor cadencia a narrativa conforme convém à trama, ora, de maneira lenta e minuciosa, ora acelerada, tirando o fôlego e chocando o leitor, fazendo com que mal sintamos a morte de alguns personagens em função da luta pela sobrevivência dos demais. Aconselho, aos incautos, estarem preparados para encontrar vísceras e massa encefálica esparramadas pelas mais de 900 páginas deste livro, mesmo que isto soe redundante aos leitores mais antigos do autor.

Mas não é somente disso que Sob a Redoma se sustenta. Se permitindo uma referência à sua própria obra, citando o ótimo filme O Nevoeiro (The Mist) dirigido por Frank Darabont, baseado em um conto homônimo de seu livro Tripulação de Esqueletos , King ilustra da melhor maneira possível a situação dos habitantes de Chesters Mill, comparando esta com a daquelas pessoas enclausuradas no mercado, no longa de 2007. Em ambas as circunstâncias, as pessoas, devido à reclusão e ao desespero, revelam sua verdadeira natureza não tão civilizada assim.

Sob a Redoma é daqueles livros que levantam questões pertinentes à nossa própria situação. Podemos não ter uma abóbada palpável sobre nossas cidades, mas será que não temos uma sobre nossas vidas? Não estamos à mercê de políticos que, em sua maioria, só defendem seus próprios interesses em detrimento às necessidades da população? Não somos subjugados por autoridades, que se protegem atrás de uma farda ou posição política? Não temos presos inocentes, pagando por crimes que não cometeram, enquanto os verdadeiros criminosos estão soltos por aí? Claro que não. Políticos como Big Jim, não existem na vida real. Abuso de autoridade e injustiças também não.

O desfecho do livro pode desagradar alguns leitores, mas deve-se levar em consideração que o motivo de a Redoma estar ali é simplesmente porque King quis nos contar a história daqueles que ficaram embaixo da cúpula, enfrentando seus próprios monstros interiores e não os ensejos dos que a mantinham ali. Aprendi, com o tempo, que ler Stephen King se encaixa no antigo jargão que diz que o melhor em uma viagem é viajar e não a chegada ao destino. E Sob a Redoma se mostrou uma excelente viagem, portanto, não tenho como dar outra nota, que não seja a máxima.

Sob a Redoma está sendo adaptado para televisão e será exibido pelo canal americano, CBS, com previsão de estreia para 24 de junho, ainda este ano.
Herick 06/02/2013minha estante
Ei, Eder, legal a resenha. Fiquei com medo de ler por causa de spoilers, já que estou na página 140, por aí, e o clima está começando a entrar no ritmo... Mas ficou muito boa.

Eu estou gostando. O tal do Junior Rennie só se destaca como personagem por ser psicopata. Mas ainda tenho muito que ver, claro. Estou meio enrolado com leitura pois mudei de cidade e por causa dos vestibulares; está tudo uma baderna e sem tempo pra fazer nada. Espero me ajeitar logo, logo, e retornar à Redoma.

PS: já é a resposta à sua pergunta pelo perfil. (:


Eder 07/02/2013minha estante
Valeu, Herick. Procuro evitar spoillers em meus comentários, exceto quando são muito necessários.
Junior não é o melhor personagem criado por King, mas é quem mais me marcou sm Sob a Redoma.

Quando concluir sua leitura, me diga o que achou.


João 14/02/2013minha estante
Muito boa a sua resenha!Gostei muito do trecho em que voce fala a respeito do desfecho do livro.


Eder 18/02/2013minha estante
Obrigado, João. Os finais dos livros de SK sempre acabam desagradando muitos leitores, este não é diferente. Abraço.


cadejuuh 29/04/2013minha estante
O final é só um detalhe depois do deleite que essas páginas proporcionam ao leitor!


Livro excelente! Stephen King foi brilhante retratando o ser humano em sua mais pura essência.


Augusto 21/08/2013minha estante
A questão dos personagens unidimensionais é a única ressalva que faço ao livro. Mas tentei "me convencer" durante a leitura de que se King aprofundasse alguns personagens o livro acabaria perdendo em ritmo ou se tornaria ainda maior do que já é (ou as duas coisas). Mas de qualquer forma, concordo com você: não tirou o brilho da obra como um todo.
A propósito, excelente resenha, Éder!
ps: também lembrei de "O Nevoeiro" enquanto lia.


Eder 22/08/2013minha estante
Verdade, Augusto. Em uma obra com tantos personagens, nenhum deles podendo ser considerado o protagonista, concordo que fica quase impossível moldar as personalidades de cada um de forma satisfatória. Ainda mais se tratando de um único livro e não de uma série.
Obrigado pela leitura e pelo comentário.




Phelipe Guilherme Maciel 08/12/2012

Excepcional.
O livro é excepcional mas eu terei de ler novamente em inglês ou em italiano porque infelizmente o nível da tradução é pífio. Além de ter muita coisa traduzida superficialmente ou quase beirando a censura, não sei, a tradutora não teve sensibilidade. Quando os personagens falam errado no livro, ela obtém recursos para colocar o texto em itálico, ou entra aspas, algo que enfatize isso, mas não, ela deixa o texto fluir, mesmo errado, sem enfatizar que é um erro propositado do autor, para seu personagem. Isso é um pecado em literatura, o que dizer aos novos que aprenderam na escola a falar direito e lêem um livro com tantos deslizes gramaticais? Fica a dica para a próxima tradução ou para o próximo livro que a Suma de Letras fizer de Stephen King. Ele dá vida real para seus personagens, e cria uma própria forma para cada um conversar... Tem que saber mexer com isto. E tantos outros fazem o mesmo.

Por exemplo, a Little Bitch Street eles chamam de estrada da bostinha na nossa versão. Prefiro a americana.

Big Jim Rennie, o figurão malvado da história (onde ninguém é santo), é um fazedor de frases incríveis, eu vi numa versão em inglês na livraria essa semana, trechos das falas dele e é tão diferente... É De Brochar na verdade.

O livro é sensacional. A tradução nem tanto! Mas é quase o que devemos sempre esperar de traduções, claro. Mas essa... Pecou no simples. Nota 5 pela história, sensacional. O final do livro principalmente para alguns personagens, é Stephen King puro, visceral e em pleno vigor.
Ellen 31/01/2017minha estante
Nossa eu sou encantada por essa serie, eu fiquei sabendo recentemente que existia o livro, estava em duvida se valeria a pena ler, mas acho que agora vou correr pra ler esse livro.


Phelipe Guilherme Maciel 31/01/2017minha estante
Ellen, leia sim. O único pecado nesse livro é que a tradução dele não foi muito inspirada. Mas você consegue passar por isso de forma alheia tranquilamente.É um livro excelente. A construção que Stephen fez é maestral. Boa sorte na leitura :D




gleicepcouto 09/01/2013

Thriller digno de rei, mas com final de bobo da corte
http://murmuriospessoais.com/?p=5498

***

Sob A Redoma (Suma de Letras) é o último livro do autor norte-americano Stephen King, que já lançou mais de 40 títulos e vendeu mais de 350 milhões de cópias de livros ao redor do mundo. Bastante conhecido, diversos de seus livros ganharam prêmios, assim como foram adaptados para o cinema. Além disso, King foi nomeado Grande Mestre dos escritores de Mistério dos Estados Unidos.

Nesse lançamento, o autor nos apresenta Chester’s Mill, cidade pequena e pacata do Maine. Um dia, sem mais nem menos, uma espécie de redoma projeta-se sobre ela, a deixando separada do resto do mundo. Esse evento provoca acidentes e famílias são separadas.

Do lado de dentro da redoma, os presentes ficam ainda mais aflitos. Ninguém entende o que está acontecendo. Afinal, de onde veio esse campo de força invisível? Até quando irá durar? Do que realmente se trata? Mal eles sabiam que essas seriam as menores de suas preocupações... Diante de um caso de isolamento, a natureza humana é capaz de tudo. Sentimentos são revelados e podem expor os lados mais sombrios das pessoas. É isso o que acontece, por exemplo, com Big Jim Rennie, político que fará de tudo para continuar no poder.

Do lado oposto a ele, encontramos Barbara (Barbie), um veterano de guerra que, junto com alguns moradores (o enfermeiro Rusty, a jornalista Julia e outros) tentam manter a situação menos trágica.

Com a cidade dividida, conflitos surgirão, em uma luta por vezes sangrenta e injusta, onde a sobrevivência será o objetivo final – muitas vezes não importando os meios para alcançá-la.



"Um carro vinha da direção de Motton, a próxima cidade ao sul. Uma picape das menores, e vindo rápido. Alguém ouvira o acidente ou vira o relâmpago. Ajuda. Graças a Deus, ajuda. Cruzando a linha branca, mantendo-se bem longe do fogo que ainda corria o céu com aquele jeito esquisito de água na vidraça, Barbie balançou os braços acima da cabeça, cruzando-os em grandes X. O motorista buzinou uma vez em resposta, depois pisou com força no freio, largando mais de 10 metros de borracha. Saiu do carro quase antes de o seu pequeno Toyota verde parar (...). Correu para o lado da estrada, querendo contornar a principal cachoeira de fogo.
- O que aconteceu? - gritou. - Que merda foi...
Então bateu em alguma coisa. Com força. Não havia nada lá, mas Barbie viu o nariz do cara se dobrar de lado quando quebrou. O homem ricocheteou do nada, sangrando pela boca, pelo nariz e pela testa. Caiu de costas e depois conseguiu se sentar. Encarou Barbie com olhos perplexos e indagadores enquanto o sangue do nariz e da boca cascateava pela frente da camisa, e Barbie o encarou de volta."

Pouquíssimos escritores conseguiriam escrever uma história de quase mil páginas sem ser confusa ou enfadonha. Posso dizer que Stephen King está no rol desse tipo de escritor. O que ele fez com Sob A Redoma é quase digno de Guiness Book.

Fatos novos surgem a todo momento, não deixando a narrativa perder o ritmo em nenhum minuto. E quando eu digo nenhum, é nenhum mesmo. Há sempre algum acontecimento interessante (e importante para a trama) a ser descrito. O trunfo é a forma como King faz isso: direto, objetivo, sem firulas. Ele escreve o que tem que escrever e ponto. Não perde muito tempo divagando sobre o fato. Quer matar um personagem? Vai lá e mata (e das maneiras mais criativas). Pronto, fim de papo. (Quase o escuto dizer: Neeeeeeext!) Você nem consegue sentir luto pelo personagem que faleceu, pois, logo em seguida, outra coisa que requer atenção acontece e assim por diante.

Pode até parecer um livro cansativo, em se tratando de muitas informações, mas não é. Apesar da agilidade, ele sabe dosar as informações, sabe quando deve liberá-las ao leitor e o mecanismo para fazer com que o leitor memorize aquilo. Exemplo: há milhares de personagens, certo? Mas ele consegue fazer com que o leitor conheça cada um, mas aos poucos, por meio de diversas situações que ele expõe. Não é algo brutal, tipo: esse personagem é assim, assim, assim. Ele dá ao leitor a oportunidade de, por si só, desvendar a natureza daquele personagem. Talento para poucos, novamente.

(Para os esquecidos de plantão - eu! - há uma cola com os nomes dos personagens logo no inicio do livro. Há também um mapa da cidade para os perdidos geograficamente - eu, de novo!)

O modo como o autor esmiúça a natureza humana diante de uma situação limite é muito pertinente. O leitor acompanha as diversas consequências que podem ocorrer ao ser humano quando ele é separado da sociedade em um âmbito maior. Intolerância, falta de ética, desigualdade e perda da noção do certo e errado são algumas das questões abordadas pelo autor, que nos faz refletir sobre a importância de se viver harmonicamente e amparado em normas sociais razoáveis.

Tio King mostra ainda estar em ótima forma quando o assunto é mistério e a dicotomia anormalidade/normalidade. Ele começa Sob A Redoma como quem não quer nada, mas, no decorrer da trama, ela vai ganhando proporções gigantescas e quando o leitor se dá conta, passa a acreditar de que a tal redoma pode ser qualquer coisa - ou absolutamente nada (!). Esse suspense do qual ele sabiamente abre mão é levado até às últimas páginas e então...

Vem a escorregada do livro. A explicação para a redoma e todo o desfecho decorrente disso ficou muito aquém da magnitude da história. Quando o leitor percebe que o ápice do livro está se aproximando e se prepara para gritar um “Uau!”, ele se decepciona ao verificar que apenas saiu um muxoxo “Hum...”

É incontestável a qualidade ainda notória de Stephen King, mas até mesmo os melhores correm risco de derrapar aqui e ali. E não é um escorregão desse que denigre todo o trabalho fenomenal que ele fez no decorrer de Sob A Redoma. Por outro lado, é aquilo: a expectativa em torno de King é enorme, então as cobranças também. A premissa e o desenvolvimento da obra são dignos de rei, mas o final, de bobo da corte.
Diego 24/04/2014minha estante
Estava lendo as resenhas procurando uma q dissesse exatamente o q a sua disse, q o final foi extremamente bobo. Tambem fiquei super decepcionado e mesmo sabendo que era uma das possibilidades desde o começo do livro torcia pra ñ ser e ñ foi so o q criou a redoma q achei ridiculo mas tbm o motivo pra ter sido criada.




Vitorgish 17/12/2014

Sob a Redoma
Stephen King, autor renomado com mais de 60 títulos, nos surpreende mais uma vez com sua criatividade. O Autor aprisiona os habitantes de Chester's Mill (cidade fictícia situada no Maine) sob uma Redoma, uma "bolha" ou Domo , transparente e aparentemente impenetrável, exceto por um pouco, bem pouco aliás, de água e vento.
Quando a Redoma cerca Chester's Mill, quem cruzou suas fronteiras antes disto (os que tiveram sorte), abandonaram suas famílias, casas e vizinhos. Os que ficaram entre as fronteiras, foram cortados ao meio ou pelo menos perderam alguns de seus membros.E foram muitas as pessoas que cruzaram as fronteiras de Mill naquele dia, afinal era Sábado de manhã, e Mill é uma cidade pequena, seus habitantes costumam depender das cidades vizinhas. O que é um ponto negativo para eles, já que quando a Redoma cai, os deixam com poucas provisões e sem energia, a mercê dos geradores e botijões de gás que restaram.
Imagine que um muro se materialize instantaneamente em uma rodovia. Já imaginou o estrago que isso pode causar? Agora imagine que este muro fosse invisível, se escondendo dos olhares dos motoristas que, apressados para a morte, correm em alta velocidade.
Foram muitos os estragos imediatos que a Redoma causou, mas o livro não foca somente neste mistério. o livro conta acima de tudo, como se comportam os seres humanos quando estão isolados do mundo com o pouco para sobreviver. E explora o egoísmo, maldade e ganância destes. E que como alguns abusam do poder, diante da necessidade do próximo.
São muitos os personagens deste livro, entre eles se destacam Dale Barbara (ou apenas Barbie) que é ex-tenente do Exército dos Estados Unidos, que agora vive seus dias na chapa do restaurante Rose Mosqueta, Barbie se envolve em uma briga com Junior Rennie (filho de Big Jim Rennie 2º Vereador da Cidade) e seu grupinho, e no dia da redoma, resolve sair da cidade, para evitar grandes problemas, afinal em uma cidade pequena, cada um conhece seu lugar, mas é claro ele é impedido pelo domo. Se destaca também Julia Shumway que comanda o jornal local da cidade O Democrata. A jornalista é destemida e sedenta por justiça, além de muito inteligente. Mas o maior destaque vai para o grande vilão da história Big Jim. King criou um verdadeiro FDP, isso mesmo, você odeia esse cara do começo ao fim do livro. Isso porque além chefe dos egoístas ele é manipulador, politico corrupto e falso religioso, que usa desta para comover as pessoas e manipula las.
O segundo vereador da cidade tem os outros dois vereados, Andy e Andrea, na sua mão, deixando o Dona da Cidade. Se há alguém para ficar feliz com a redoma, este alguém é Big Jim que se aproveita da necessidade e isolamento para ganhar a todos e promover seu joguinho sujo. Mas é claro, como todo vilão, ele tem suas pedras no caminho, e isto inclui Barbie, Julia, Duke o chefe de policia (que morre logo no primeiro capitulo, deixando a cidade em apuros) sua mulher, Rusty o médico, entre outros. Mas para Jim Rennie, não há problemas, ele está disposto a passar por cima de tudo e todos para que as coisas funcionem exatamente do seu gosto. E Junior seu filho, não fica atras, ele está em segundo lugar no top vilões FDP. Desde o primeiro momento o rapaz se mostra um lunático e causará muitos problemas aos habitantes de Mill, inclusive seu pai.
O mistério que permeia todo o livro, é claro, é a Redoma, o que é isso e por que ela está ali. Antes de ler este livro eu fui atrás de críticas, e grande parte destas críticas diziam que o final do livro não era o que esperavam ou que não era o ponto forte deste livro. Na verdade eu gostei do livro como um todo, o final realmente faltou algumas explicações, mas é um final diferente, que nos surpreende, e o livro acaba meio que dando uma lição de moral ao leitor.
É difícil não gostar deste livro, King escreve de um modo totalmente envolvente e realístico. Este não é um livro de terror, gênero que consagrou deste escritor, mas acredito que nos dá mais medo do que muitos outros livros, pois seu monstro é mais real, mais próximo: O mal que mora em todo ser humano. Há dois pontos que eu amo nos livros de King, o primeiro são as referências, sejam marcas de cigarros, filmes, livros até repórteres famosos da CNN, e isto deixa a história com um tom de verídica. O outro ponto são os capítulos curtos, que nos incentivam a ler cada vez mais "só mais um capitulo, afinal são apenas 2 folhas". Sem contar que cada capitulo o autor permeia por uma zona de perigo e risco, que é incrível como ele elabora tudo com muita inteligência e perspicácia.

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A Resenha do livro sem Spoiler acaba aqui, reservei este final para comentar sobre os acontecimentos do final do livro, se você ainda não leu este livro, aconselho que pare aqui, pois não são Spoilers simples. tratarei do desfecho do Livro.
/////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////ALERTA SPOILER, ALERTA SPOILER.
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Pois é, o grande "tchâm" deste livro, é que você fica mega curioso pra saber que raios de redoma é essa, e isso te leva a ler até o final, bem rápido. Mas nós não temos muitas respostas quando nos aproximamos do Fim.

Joe, Norrie e Benny encontraram, com a ajuda do Contador Geiger, a "caixa da luz" que projeta a redoma. Junto com os resto do grupo, que se safaram indo para a Serra Negra, descobriram que os "donos da redoma" se tratava de crianças alienígenas. Mas isto tambem não fica muito claro, afinal esta é a teoria dos personagens. Até aí eu gostei. Curti o desfecho da história e de como Julia implorou para a Menina-alienigena-cabeça-de-couro, que por ser uma forma de vida mais inteligente ignorava os seres humanos, a tal ponto que eles nem se importavam com o nosso sofrimento. Da mesma forma, como o autor cita exemplos, fazemos, ás vezes sem querer, com criaturas inferiores a nós ou iguais que não nos importam.
Mas eu gostaria de ler alguns pontos na história que faltaram:

- Um final mais horrendo para Big Jim.

O problema é que eu não gostei da Explosão Final, embora já estava um tanto obvia desde quando Chef começou a mostrar importância com o controle. Mas a explosão acabou com todos antes, que todos vissem a verdade sobre Big Jim. O "Imperador de Mill" teve um final bacana, mas eu gostaria de vê lo humilhado diante da cidade que ele enganou e manipulou.

- Um Epílogo.

Eu gostaria muito de ler sobre o reencontro dos personagens com o mudo de fora. Joe e sua mãe encontrando o pai. Alice encontrando a mãe. Ollie ganhando seu momento de fama, pela sua bela batalha pela vida, ou mesmo que um simples reencontro de Barbie com o resto do grupo, explicando como aconteceu e abraçando a todos.

- Uma explicação melhor sobre os cabeças de couro.

eu não fiquei insatisfeito com a falta de informação sobre os alienigenas, se afinal era isso o que eram. Mas não seria ruim saber pelo menos o motivo da redoma.

- A morte de Benny, Thurse e Aidan.

Foram três mortes que me deixaram triste, eu gostaria muito de um epilogo, mas ficaria triste deste epilogo ter não ter a presença de Benny, formando o trio que acabou ajudando a todos. Thurse também não estava tão doente, aparentemente, embora ele ja fosse idoso. E eu gostaria de que ele visse Alice e Aidan vivos nos braços da mãe.


E pela falta de um epilogo e também pela falta de uma humilhação de Big Jim, além de um esclarecimento de seus crimes, que dou 4 estrelas e não 5.
Lívia Gomes 18/12/2014minha estante
gostei muito da resenha (li só até a parte recomendada para quem quer evitar spoilers, rs)! estou ansiosa para lê-lo. é a primeira vez q tenho contato com uma obra do Stephen King e essa resenha só fez eu me interessar mais! parabéns (:


Lucas 23/12/2014minha estante
Concordo com sua opinião, ainda mais sobre o final de Big Jim.
O final desse livro soou como fim de novela das 7, morno que só.


Isis 08/01/2015minha estante
CONTÉM SPOILERS : Concordo com tudo que você pontuou. Queria que o final do Big Jim fosse ele vivo, perdendo tudo e pagando pelo o que fez e vendo as pessoas irem contra ele. Mas ele era doente se ele fosse pra cadeia iria começar a manipular por lá e iria conseguir tirar vantagem, apesar de continuar achando que a morte é até um presente eu não sei se consigo ver um final melhor que fizesse ele sentir na pele se nem o filho conseguiu.
A morte do Aidan e do Benny acabaram com o meu coração acho que foram as únicas mortes que eu realmente achei desnecessária. Mas eu também fiquei triste com a da Caro.
Eu também queria saber muito mais sobre essas pessoas que 'prenderam' eles. Mas realmente não torna o livro menos grandioso por isso, porque o enfoque mesmo é sobre o comportamento humano, mas eu sempre irei querer saber o motivo e quem causou isso.


Hugo 17/11/2015minha estante
Demorei meses lendo e achei o livro péssimo. Muito longe do padrão King.


Clarice 14/07/2016minha estante
Vim procurar uma resenha com spoilers pq acabei de terminar o livro e achei muito elucidativas as suas considerações. O q ficará em mim como legado dessa leitura será a ideia das relações humanas e a mensagem sobre ''seres inferiores'' x ''seres superiores'' mesmo. Concordo com sua visão e achei o final pobre, eu queria explicações sobre, por exemplo, pq foi nessa cidade? e melhores detalhes sobre esses alienígenas e tal.... Eu não aguentava mais o Barbie tbm, trocaria facilmente o final dele para o Thurse. Obrigada pela resenha.




Psychobooks 07/03/2013

Resenha Dupla
www.psychobooks.com.br

Alba: E comecemos os floreios e os volteios. Porque sério, gente. Nada. NADA do que dissermos aqui será o suficiente para que vocês entendam quão bom e dinâmico é esse livro. Mas a gente é brasileira, não desiste nunca e bora tentar.
Bora dividir em partes?

- Premissa:

Alba: A premissa do livro é instigante, mas não é novidade. Uma cidade chamada Chester's Mill, no Maine, é limitada por uma redoma em toda sua fronteira, quem está fora não entra, quem está dentro não sai. A redoma tem mais de 14 km de altura e sua profundidade parece ser a mesma. Os cidadãos estão envoltos por esse "vidro" inquebrável e intransponível. Quem colocou a redoma sobre a cidade? Como sair? Algum dia eles sairão?

Mari: Imaginem uma sábado como outro qualquer, por volta das 11:40 da manhã, quando algumas pessoas foram para a cidade vizinha fazer compras, ou ir à feira, e de repente, sem grandes explicações, uma barreira se forma ao redor dos limites da cidade. Quem está fora não entra, quem está dentro, não sai e quem está no meio, bem, vai ser dividido assim como a terra, de acordo com os limites da cidade.
Dale Barbara, um veterano de guerra, fez a besteira de se meter com o filho do segundo vereador e seus amigos, por ser um forasteiro, muitas pessoas não gostam da presença dele na cidade. A fim de evitar brigas desnecessárias com os mauricinhos da cidade, ele resolve mudar-se, mas antes que ele consiga sair, a redoma cai sobre a cidade e ele se vê preso em uma cidade pequena onde os poderosos o odeiam.
E esse, é só o começo da história...
Mas não se engane, o enredo não é sobre a redoma que apareceu misteriosamente e é relativamente permeável, nem em como ficará a qualidade do ar e clima embaixo dessa redoma. O enredo é desenvolvido com base nas reações humanas perante ao intransponível, inacreditável e a perda da esperança.

Alba: Prontinho, premissa fundamentada, história apresentada. Aí a partir de agora vamos aos desenrolar dos fatos e apresentamos então a segunda parte da resenha:

- Desenrolar dos fatos (ou Stephen King, você é ninja?):

Alba: Daí ele criou a premissa e falou.: O que faço pra tornar esse livro um verdadeiro sucesso? Foco no problema "redoma contra cidadãos" ou "cidadãos contra cidadãos"? São dois caminhos que diferem MUITO. Focar em uma cidade unida contra um mal externo seria fácil, o livro seria colorido, com arco-íris saindo da boca de todos de dentro e de fora da redoma. Todos juntos, num só coração, uma só união pra derrubar a barreira. E eu pergunto: qualé a graça? ZERO. Stephen King é ninja e sabe disso. Então o livro é focado em relações interpessoais. Relações que não se iniciam ali, naquele momento, relações que têm bagagem de uma vida toda. Relações tensas.
E pra haver identificação com os personagens, precisamos conhecer suas histórias de vida. E King faz isso excepcionalmente bem.

Mari: King é tão gênio, que o grande acontecimento é narrado por uma marmota, sim meu querido leitor, você leu direito, uma M-A-R-M-O-T-A! E esse capítulo é fenomenal! Me diz, qual outro autor é bom ao ponto de narrar o fato mais importante do livro por um animal irracional e conquistar o leitor? Quem? Só o Sr. Stephen King mesmo. E se você acha que os narradores excêntricos terminaram, não meu querido leitor, ainda temos uma parte importantíssima narrada por um cachorro.

Alba: Todas as apresentações de todos os personagens são bem-fundamentadas. Não importa que eles morram na próxima cena. Sua morte PRECISA ser validada. Se for ficar vivo, o personagem tem que ter um motivo para isso. A caracterização deles é rica, mostrando passado e presente e por vezes com pinceladas no futuro. King é mestre em dar minispoilers do tipo "mal sabia ela/ ele que essa era sua última refeição" ou alguma outra inserção que nos revele a morte iminente do pobre coitado.

Mari: Vamos fazer uma pequena observação aqui, quem viu meu vídeo da Caixa de Correio dessa semana, já sabe sobre o que vou falar. Escrever um romance para adultos com MUITOS personagens não é para qualquer autor. Respeito e gosto muito da J.K. Rowling por sua inovação ao criar o mundo de Harry Potter (e que fique claro, eu AMO Harry Potter), mas ela não foi muito feliz ao escrever The Casual Vacancy (na minha opinião). Ao apresentar seus numerosos personagens, ela o fez tudo em apenas um capítulo sob diferentes pontos de vista, deixando o leitor (eu) um pouco confuso. Já Stephen King, apresenta seus personagens por ordem de importância, com construção de caráter realista, ou seja, ninguém é completamente bom ou mau. Mesmo que esse personagem vá morrer alguns parágrafos a frente, King constrói seu personagem de forma esplêndida com passado, presente e papel FUNDAMENTAL, vejam bem amiguinhos, na trama. O mais importante é que até nos capítulos finais temos novos personagens sendo acrescentados à trama e esse é o diferencial para não deixar o leitor completamente afogado em nomes diferentes.

Alba: A cidade é pequena, com todos acostumados aos mandos e desmandos do 2º vereador (algumas pequenas cidades dos Estados Unidos não têm prefeito, esse papel é realizado por 3 vereadores; a força de cada um deles é crescente, de acordo com sua ordem numérica. Formam uma comissão de decisão) Jim Rennie, que tem uma concessionária de carros e uma mania de grandeza bem-fundamentada. A cidade é sua, poucos pessoas levam ele pelo cabresto e é essa linha tênue que se rompe logo no início do livro e que dá asas para o maior vilão de todos os tempos.

Mari: Tenho duas palavras para Big Jim - TE ODEIO!

Alba: Mas sabem o lindo? Não tem só um vilão! São vários vilões. Na verdade, é toda uma horda, porque nessa vida, minha gente, basta as coisas apertarem para todos mostrarem seu lado vilão, porque a verdade é uma só: na hora do desespero é cada um por si. E sai debaixo que eu tô passando.

Mari: Ah, a beleza da escrita desse cara! Todos são vilões e mocinhos, só depende do ponto de vista (egoísta) de cada um, o quão isso é crível, minha gente!?! How cool is that hat?

Alba: Mas claro que a linha entre o bem e o mal - se é que podemos dividir as coisas dessa forma em uma cidade como Chester's Mill - é traçada. Barbie, um sargento reformado do Exército está, por um acaso, dentro da cidade quando a redoma cai sobre ela. E claro que ele tem que ter uma bagagem com os ditos vilões.
Aí conhecemos Júnior Rennie, filho de Jim. O negócio é que Júnior não está bem, e sua piora física e mental vai decaindo durante toda a narrativa e ela é inversamente proporcional ao crescimento de poder que ele tem.

Mari: Mais uma vez, Júnior é um grande personagem! A forma como ele foi construído, com seu caráter e sentimentos deixa muito fácil o trabalho do leitor em imaginar esse sujeito, eu o conseguia visualizar PERFEITAMENTE andando pela cidade pequena e aprontando as suas, cheguei até a sentir pena das suas crises lascinantes de dor de cabeça.

Alba: E daí a gente tem... E são tantos, tantos, mas TANTOS personagens importantes, com tantas histórias pra contar, conta TANTO pra acrescentar à narrativa que passaríamos a resenha toda só os apresentando e ainda assim alguns seriam deixados de lado. E a importância de todos é vital. A cidade é como um organismo vivo, pulsante. Uma engrenagem funcionando com perfeição, a caminho do desastre.

Mari: Todos os habitantes de Chester's Mill são impostantes, as crianças, adultos, adolescentes, jovens que mal saíram da escola e já têm um poder assustador perante aos habitantes da cidade, o bêbado e até os animais de estimação são fundamentais para a criação da beleza que é Sob a Redoma.

- E chegamos então à terceira parte:

Final? Mané final!

Alba: O engraçado - ia dizer legal - da escrita do King é que ele começa um livro já com nossas expectativas nas alturas. Sua narrativa já começa cheia de ação, com vários acontecimentos se desenrolando a cada virar de página. O homem é incansável. Aí é comum o leitor pensar que uma barriguinha na fluência da escrita é normal, que não é possível que o autor não vá se cansar e dar uma tropeçada e nos entediar. Pois bem. Ele leva o enredo todo numa crescente: seu livro já começa de um patamar alto, difícil de ser alcançado e só cresce mais a cada página, com um detalhe: ele não fica 2 páginas sem que alguma ação aconteça ou sem que a narrativa tenha alguma reviravolta espetacular. Isso já é difícil de manter num livro de 200 ou 300 páginas, imaginem em um livro de quase 1.000 páginas. Mas ele consegue. E lindamente.

Mari: Ain, esse livro é MUITO AMÔ minha gente! Não se deixe intimidar pelas mais de 900 páginas, você vai ser sugado para a cidade de Chester's Mill e não vai mais querer sair de lá. A cada virada de página uma nova surpresa, um fato a ser descoberto e um pequeno aviso aos futuros navegantes, ao chegar na página 700, prepare-se pois vai ser impossível largar o livro, até mesmo para ir ao banheiro.

Alba: O foco, como já disse, são as relações dos personagens, então o motivo da redoma na cidade é completamente inexpressivo. O interessante é ela ESTAR lá e não O PORQUÊ de ela estar lá. O interessante é o que ela CAUSA com a sua chegada e permanência, e não quem CAUSOU sua existência.

- Garçom, veja o arremate da resenha por favor, com gelo, de preferência.

Alba: Eu não quero terminar. Não quero virar a última folha, não quero abandonar Chester's Mill. Esse livro do King é de uma inteligência ímpar. É o conhecimento puro da essência do homem e de todos seus anseios. É conhecer o ser humano e suas ações nas horas de crise e não ter medo de revelar seu lado mais torpe. É leitura obrigatória.
Não é um livro 5 estrelas. É um livro PQP, se é que vocês me entendem.

Mari: Alba minha linda, esse livro é mais que 5 estrelas, é um PQP, Car@!$o, Po@$%#, e todos os adjetivos mais fodas do MUNDO!!!
E a marmota... NUNCA vou me esquecer da marmota...

"— Não sei se sim nem se não, mas quando estava no Iraque alguém me arranjou um exemplar do Livro Vermelho do camarada Mao. (...) A maior parte dele faz mais sentido que os nossos políticos em seus melhores dias. Uma coisa que nunca esqueci foi: Torça pelo Sol, mas construa diques. Acho que é o que nós... que você, quer dizer..."

"(...) O sangue jorrou e palpitou; as tripas tombaram na terra; as pernas traseiras deram dois chutes rápidos e pararam.
O seu último pensamento antes da escurião que vem para todos nós, marmotas e seres humanos: O que aconteceu?"
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Rafa P. 06/03/2014

Uma ótima história , mas com um final que deixou muito a desejar..
Sob a Redoma conta a história da pequena cidade de Chester Mill que em uma pacata manha de outubro se vê misteriosamente isolada do restante do mundo por um campo de força de origem desconhecida, que posteriormente passa a ser conhecida como a Redoma. A história tem como foco principal a convivência entre esses habitantes e a maneira como as pessoas lidam com o fato de estarem presas por um campo de força invisível. A partir dessa premissa, o autor conduz o leitor por uma incrível jornada pelo comportamento humano diante de situações adversas, e mergulhamos no caos de violência, ignorância, prepotência e maldade que alguns homens podem chegar.
Stefan King demonstra mais uma vez sua fantástica habilidade em construir personagens e situações tensas, provando mais uma vez porque é um mestre na arte de escrever. No entanto, embora tenha gostado muito do livro, existem pontos que não me agradaram e outros que me incomodaram bastante.
Em primeiro lugar fica o comportamento de alguns personagens, que foram muito estranhos na minha opinião, e me pareceram bem forçados.Outro ponto foi o fanatismo religioso explorado pelo autor, que se mostrou exagerado e pouco convincente. Confesso que em diversos momentos eu me pegava pensando que certas atitudes dos personagens soavam desconexas e sem sentido.
Com relação desfecho final, embora óbvio já em uma certa altura da narrativa, foi insatisfatório, justamente por tratar de maneira superficial e não se aprofundar na explicação da origem da redoma. Não que eu não tenha gostado do final, só achei que o autor poderia ter explorado melhor a origem da redoma.

Analisando a obra como um todo, é uma ótima leitura, e embora apresente diversos pontos negativos, ainda assim é um livro que merece ser lido pela criatividade e qualidade da escrita de KING.
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Roberto 22/11/2012

950 páginas sem tirar o pé do acelerador
Não é qualquer escritor que consegue um feito desses. Com certeza esse livro entra para a lista dos melhores de Stephen King.
Silvia 16/12/2012minha estante
E tomara que vire filme :)


Eder 07/02/2013minha estante
Silvia, vai virar série. =)




spoiler visualizar
Kelly 01/07/2013minha estante
com relação ao preço , eu consegui compra no submarino por R$ 48,00 com frete incluso e novinho.
Mas eu pagaria os R$ 80,00 (que o preço dele aqui em BH) sem problema algum , Livro incrível e muito bem contado e a estrutura da cidade pequena com todos os seus personagens e coisas características.
Quando ouço alguém falar que o livro é ruim ou que os personagens não foram bem, estruturados ou coisas piores , eu fico sem entender e chego a achar que essa pessoa só pode estar falando de outro livro . a sua resenha por sinal , ficou bem legal. vou escrever a minha tbm .


eriksonsr 02/07/2013minha estante
Obrigado! Comprei no submarino também por 47, ou 48, mas infelizmente não me safei de pagar o frete. Hehehe

Sim, o jeito que ele contou a história e falou da cidade ficou muito bom, se alguém fala mal do livro, logo penso que estão falando do livro errado ou não o leram. Cheguei a ver algumas pessoas que disseram que os personagens não foram bem estruturados, mas eu gostei, da pra ter uma ótima ideia da personalidade e vida de cada um, sem contar que se ele falasse mais sobre os personagens, concerteza iria ter muita coisa e detalhes que não fariam diferença para a história...


Kelly 02/07/2013minha estante
concordo com vc !




Marcos 03/05/2013

Propulsivamente intrigante. Surpreendentemente viciante
Mesmo tendo 960 páginas ainda é um livro pequeno. Ler Sob a Redoma é uma experiência única, indiferente ao tamanho, à história é rápida e sem partes desnecessárias. Apesar de todos os personagens e conflitos que ocorrem King não se reduz a muitos detalhes, há apenas o essencial para um bom entendimento. Uma comparação boa seria se imaginar viajando num carro de corrida com o próprio Stephen King ao volante. Sabemos o quão loucamente ele dirige, mas a sensação é ótima, embarcamos com um sorriso no rosto e o coração na garganta. O mestre não perde tempo mal se sentamos e colocamos o cinto de segurança, já acelera desvairadamente nos tirando o fôlego com as imagens, ao mesmo tempo maravilhosas e grotescas, que passam rápido pelas janelas.
Big Jim Rennie é, de longe, o personagem mais odiável que eu já li na vida. A forma que ele coloca as principais autoridades do vilarejo “no bolso” e consegue manipular todas as situações a seu favor são mais aterrorizantes do que qualquer filme de terror, pois sabemos que essas coisas de fato acontecem.
A normalidade da tristeza e dos medos que dominam aqueles que estão presos sob a redoma é o mais insuportável porque é o mais crível. São tantas maneiras diferentes de encarar o acontecido que dificilmente não achamos nossas ações transcritas no papel de outro personagem. Sob a Redoma agita o nosso íntimo com sua profundidade e as complexas questões que são levantadas, toda a idealização de bem e mal é colocada em jogo, o que impera é o instinto de sobrevivência e a pergunta é: Até onde somos capazes de chegar numa situação dessas para sobreviver? Quais são os limites para nossas ações?
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Rosana Morena 13/11/2014

Uma caixa de formigas
História interessante, com muitas tramas, muitos personagens e tudo entrelaçado. O desenrolar de todos os fatos dentro da redoma te segura do início ao fim. Sua narração é extremamente detalhista e sem pudores nas palavras... O final é, simplesmente, uma lição de vida.
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Lelê 15/01/2013

Resenha:
OMG! Que livro!!
"Sob a Redoma" é mais do que eu esperava, envolvente, alucinante, pirado, assustador, enlouquecedor...

Num dia tranquilo na cidade de Chester's Mill, no Maine, uma redoma cai circundando toda a cidade. Quem estava fora não entra, quem estava dentro não sai, e quem infelizmente estava no meio... imagine o que aconteceu com quem ficou no caminho deste campo de força invisível. Aviões que sobrevoavam a cidade no momento batem e explodem, assim como os carros que estão nas estradas.


"Além da calça vestida de jeans, ele viu
um braço cortado, a mão parecia apontar
para uma cabeça, como se dissesse Aquela
é minha."
Pag. 25


É escrito em terceira pessoa, pelo ponto de vista de quase todos os personagens da história, inclusive os animais. No início quem começa a contar é uma marmota que estava livre e saltitante passeando pela estrada...
Logo somos apresentados aos moradores da cidade que estão isolados dentro da redoma.


"Ela fora meio escalpelada por um pedaço
do para-brisa destruído e uma imensa dobra
de pele pendia sobre a face esquerda como
uma mandíbula fora do lugar."
Pag. 60


O mais incrível é que a redoma definitivamente não é o real problema, mas sim os habitantes que ficaram dentro. E talvez pelo problema que todos estão enfrentando, as personalidades se mostram com mais intensidade, dando destaque claro aos vilões. E o maior vilão é Big Jim Rennie, dono da loja de carros e primeiro vereador. O cara é ruim demais da conta, a única coisa que ele quer é o poder, logo ele vê neste isolamento uma forma de se tornar um grande imperador, ele leva os moradores a confiarem nele e elimina seus inimigos e quem ficar nos eu caminho, "tudo em nome de Deus".
Big Jim e seu filho Junior, tocam o terror na cidade. Junior é um garoto malvado, mas acho é que ele não passa de um boneco na mão do pai. Enfim, a dupla é monstruosa.


"Girando os braços, ela cai contra a
vidraça, a mandíbula pendurada de
forma grotesca, quase no peito, a
boca escancarada despejando sangue."
Pag. 428


No lado oposto existem os heróis da história, e o principal deles é Dale Barbara, Barbie para os amigos. Barbie é um veterano da guerra do Iraque que estava trabalhando na cozinha do restaurante da cidade quando tudo começou. Inimigo número um de Big Jim, Barbie faz o que pode para impedir as atrocidades dele, mas nem sempre consegue.
Então Barbie se une a moradores de personalidade forte, corajosos, que não acreditam em Big Jim, mas principalmente querem descobrir um jeito de sair da redoma.


" - Barbie? - perguntou ela, mantendo a voz
baixa. - Como vai Ken?
- Foi pra São Francisco marchar na Parada
do Orgulho Gay. Sempre soube que aquele
rapaz não era hétero."
Pag. 815


O livro também é cheio de diálogos muito bons, o que deixa a leitura mais ágil, além de divertida algumas vezes.


" - Eis o conselho: nunca dê a um bom político
tempo pra orar."
Pag. 915


" - Nora Roberts? Sandra Brow? Shephenie Meyer?
Você lê esses troços? Não sabe que o bom
mesmo é Harry Potter? ..."
Pag. 261


Eu sei que não é um livro baratinho, sei também que é bem pesado, mas eu juro que vale cada centavo e cada grama. Ah! E vale cada minuto de sono perdido lendo.


"A marmota planejara (na medida em que
se pode dizer que marmotas planejam)
voltar para a floresta muito antes de chegar
ali. Mas, por enquanto o acostamento
estava agradável."
Pag. 16


Se você quer conhecer a cidade de Chester's Mill, suas igrejas, mercados, restaurantes, tudo, visite o site chestersmill.com (É fictício, mas dá pra viajar).

É uma obra fenomenal! Inesquecível!
Leia!!
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Gustavo 04/06/2013

Prazer, eu sou o novo morador de Chester's Mill.
Eu, fã incondicional do King, desde a primeira vez que eu ouvir falar sobre "sob a redoma" já queria devorar este livro. Ok, 960 páginas até que me assustou, mas decidi aceitar esse desafio, afinal, é King, ele nunca me decepcionou em nenhum livro até hoje. Mas o meu maior erro, (ou talvez maior acerto) foi ler a sinopse, "um grupo de pessoas, que por uma forma misteriosa ficaram presos por uma redoma invisível...", mas a grande surpresa é que esse livro é muito mais profundo e ágil do que qualquer resumo rápido de coluna de revista.

Stephen King não só te conta a história de "sob a redoma", mas ele vai te colocando aos poucos, sem você nem perceber, dentro dela. Quando me dei conta eu não era um simples leitor, mas sim um morador de Chester's Mill, e então comecei ter uma opinião sobre todos os aspectos do livro. Vibrava com as loucuras de Junior, queria matar Big Jim, arrancava pedaços da minha pele quando as Jotinhas tinham seus ataques e principalmente queria conseguir sair daquela redoma junto dos habitantes da cidade, afinal agora eu fazia parte daquilo, em certo momento o livro se tornou uma realidade paralela da minha vida.

Resultado, quando percebi, depois de cerca de duas semanas, eu já tinha lido todo o livro, isso porque a cada segundo eu queria saber o que acontecia em Chester's Mill, e King conseguiu me prender ao seu thriller de uma forma inovadora, um emaranhado de histórias que no fim de tudo se soltavam e formavam um belo nó.

Essa experiência foi única, e tenho que agradecer todos os dias ao grande mestre do terror/ficção cientifica, Stephen King (não só por essa experiência, mas também por tantas outras que ele já me proporcionou) e agora o que me resta é esperar o próximo romance dele que cada vez vem com um banquete de bizarrices diferente.
Kelly 01/07/2013minha estante
cara eu to muito apaixonada por esse livro. incrível
mais uma moradora de Chester's Mill.




Igor 16/11/2012

O Mestre Surpreende Novamente !
Já leio os livros do Stephen King à algum tempo, e esse livro, sem sombra de dúvida, é o melhor dos que eu li do mestre.
Talvez, você vendo o tamanho do livro, fique meio desanimado para começar (como fiquei também), mas isso passa em um piscar de olhos, pois se tratando do Mestre do Suspense só se pode esperar coisas boas.O livro é daqueles que você começa e não quer largar o que é muito bom para um livro de 960 páginas.
A trama é algo envolvente do começo ao fim. A cidade se vê isolada do mundo(de um dia pro outro), por uma força invísivel que envolve os limites da pequena cidade de Chester's Mill. Ninguém sabe da onde vem e quando essa força invisível vai embora, e com o passar do tempo,os habitantes da cidade começam a lutar pela sua sobrevivência das mais variadas formas possíveis,algumas até chocantes. Outros buscam a ânsia pelo poder sem limites, passando qualquer obtáculo para exercer seu poder. O que nos leva a uma pergunta: Até aonde o ser humano é capaz de ir para sobreviver em meio ao caos?

O toque de King sobre os personagens é algo singular, pois você se conecta com eles de uma tal forma, que parece que vocês são velhos conhecidos se encontrando depois de algum tempo. Você acaba por se afeiçoar com alguns deles. Destaques para Dale Barbara, Rusty Everett, Joe McClatchey e Big Jim Rennie.

Esse livro para mim é um sonoro 10,ficando à frente de "O Cemitério" e "Angústia". Se você estiver em dúvida se deve ler o não, LEIA , porque não irá se arrepender. Se for leitor assíduo do King, aconselho a le-lo sem hesitar, mas se for de primeira viagem talvez a leitura fique cansativa pelo tamanho do livro. Comece por livros menores, como "Carrie, A Estranha", por exemplo.

Sob A Redoma, é um livro que nos apresenta a natureza humana da melhor forma, o confinamento dos personagens mostra que a sede de poder e a sobrevivência andam lado a lado, mas não se olham.

Não sou de ler o mesmo livro mais de uma vez, mas esse merce.
comentários(0)comente



Silvia 06/11/2012

Surreal
Hoje não farei uma resenha, pois posso deixar alguns spollers, mas claro falarei sobre o que senti do livro. Gosto de livros onde o autor explora a maldade que carregamos em nosso ser, uma maldade que só as circustâncias podem deixar aflorar. Sempre ouvi e sinto isso também que o ambiente onde vivemos e as circustâncias é que vão definir o nosso verdadeiro caráter. Mas fiquem tranquilos pois este livro não só desvenda a maldade nua e crua, mas também mostra que o amor e a solidariedade podem surgir de quem menos esperamos. E você está disposto a desvendar-se e escolher qual personagem de Sob a Redoma você se encaixaria ou se espelharia? Eu já escolhi o meu: Linda esposa de Rusty, ela não será a mocinha da estória, mas é humana e cheia de falhas e fraquezas, assim como eu!
Maurinho 01/04/2013minha estante
Livro muito bom!




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