Fios de Prata

Fios de Prata Raphael Draccon




Resenhas - Fios de Prata


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Albarus Andreos 13/05/2013

As Linhas Tortas de Raphael
Quando tenho expectativas demais, me decepciono. Isso é batata! Geralmente, quando gosto de um livro, elogio porque sou movido pela emoção e ninguém segura meu contentamento. Já quando não aprecio, sou minucioso e emito minhas opiniões baseado na análise técnica de que sou capaz, para não deixar nenhum espaço para acusações levianas. E, infelizmente, o que li até o momento, me desagradou demais!

É de se admitir, num texto longo, alguns errinhos esporádicos, ainda mais quando o autor tem um renome no meio literário. Um ou dois descuidos de português em 300 ou 400 páginas e alguma falha lógica que passou em branco por uma revisão. Alguns esbarrões na gramática pode ser considerado passável, mas, no mínimo, significa que a revisão não funcionou. O World, por exemplo, vive me aprontando e erros de concordância de gênero e número às vezes me surpreendem, mas passo logo o rodo neles quando vejo e tento fingir que não estou envergonhado. Por isso revisar é tão importante. Contudo, ao bom texto, isso não é lá tão palatável, eu acho (eu acho? Eu acho, não, né. Isso é inadmissível! Erros demais em um livro inviabilizam-no como bom livro e ponto! E existem muitos erros em Fios de Prata).

Nesse momento nem faço questão de comentar sobre o enredo ou os personagens, tamanha é a voracidade felina com que cacei os ratos soltos pelos cantos do livro (e eles encheram um enorme balaio). Pode haver até uma boa fábula por aí, mas eu ainda estou tão distraído com o todo o ruído provocado pelos deslizes e equívocos da escrita que não consegui me ater convenientemente a ela. É de se admirar que a equipe editorial da Leya tenha deixado passar o livro, justo do Draccon, nesse estado (Raphael Draccon é editor-chefe da Fantasy, um braço editorial da Leya, encarregado de publicar autores nacionais que não o próprio Rapahel Draccon). Ressalto o péssimo uso da vírgula, deixando frases inteiras sem sentido. É falta de conhecimento da língua, mesmo. Seria conveniente que a Leya deixasse o trabalho de revisão e correção com profissionais mais qualificados e não a estagiários e aventureiros.

Sim, há uma história muito interessante, que o Draccon foi buscar nas HQs do Sandman, de Neil Gaiman (publicada originalmente pela Vertigo, braço da DC Comics, e trazido ao Brasil, pela primeira vez, nas décadas de 80/ 90, pela Editora Globo, e republicada a exaustão por várias outras editoras até hoje). O livro faz até uma invocação da série no frontispício do livro: Reconstruindo Sandman, como não poderia deixar de fazer, tal a alusão mais que ideal, à obra de Gaiman. Isso, na minha opinião, aproxima muito o trabalho de Draccon ao de uma fanfic, embora ele tenha criado dois personagens, o jogador de futebol Allejo e a ginasta Ariana, para encarnar os protagonistas de sua obra, que tenta ser original em algum ponto (incluindo o viés espírita correlato aos fios de prata, que dão título ao livro). Há também momentos de boa leitura, mas esses são sempre devidos a colagens que o autor faz de notícias e acontecimentos contemporâneos ou marcantes do século XX, onde guerras, crimes e turbulências sociais das mais variadas, são creditados aos pesadelos gerados devido à guerra no Sonhar (o universo dos sonhos onde se passa grande parte da aventura).

Há também o artifício bem interessante de mudar o tom impessoal quotidiano das falas, do mundo real, para o português arcaico, em segunda pessoa, quando nos transportamos para o mundo onírico (mundo dos sonhos). E pode-se perceber claramente o trabalho de pesquisa que Draccon liga ao plot (drogas, assassinatos, atentados etc.; tudo seria consequência de pesadelos no mundo imaterial), mas Draccon escorregue, às vezes, como no episódio que fala sobre o lançamento das duas bombas atômicas no Japão, durante a Segunda Grande Guerra: para Draccon, as duas bombas foram atiradas sobre Nagasaki, o que está errado (a primeira foi sobre Hiroshima). Noutra ocasião, ele se refere a Pôncio Pilatos (governante/ magistrado da Judéia, nos tempos de Cristo) como imperador de Roma (IMPERADOR??? Tenha só...). Descuidos que desqualificam a pesquisa e que, no contexto geral, refletem a falta de cuidado com que a obra foi produzida.

A história gira em torno de Allejo, como Mikael Santiago é mais conhecido; um craque que está prestes a ser contratado pelo time francês Paris Saint-Germain. Conhece Ariana Rochembach (que, apesar do sobrenome germânico, é descendente de italianos, vai saber por quê...) e acabam se apaixonando e dividindo uma sina terrível: os sonhos que Allejo tem e que o transportam para o mundo de pesadelos e terrores. Por alguma razão, Morpheus, Phobetor e Phantasos, os lordes do reino dos sonhos e pesadelos, estão em guerra e Allejo é trocado por Ariana e seus pesadelos passam a ser habitados por ela. Uma proposta bem interessante e até ambiciosa, tendo-se em vista a imensidade de aspectos psicológicos (e parapsicológicos) a serem abordados.

O autor tem o hábito de apelidar seus personagens por adjetivos, porque, em algum momento do livro, é dito, por exemplo, que Morfheus é o irmão mais novo, então, lá na frente, Phobetor se refere ao caçula. Isso é muito confuso. Até você lembrar que o caçula é o Morfheus é um troço bem ruim. Draccon faz muito isso, com os outros personagens também. Deveria haver um tratamento mais condizente para com eles, até para facilitar para o leitor.

Em matéria de personagens Allejo foge muito do estereótipo de jogador de futebol. É que ele conhece muito da cultura popular que seria mais plausível a um nerd. Cá para mim (e isso não é preconceito, mas a simples visualização do arquétipo), jogadores de futebol profissionais (e mais ainda os profissionais que se tornam craques internacionais envolvidos em negociações milionárias), passam a vida jogando bola, só pensam nisso e só vivem nesse meio. Não tem lá muito tempo para ler Tolkien, assistir seriados de TV ou ler gibis cult como Sandman (referências muito abordadas durante a narrativa). Ignorar isso é até uma falta de bom-senso e conhecimento de mundo. Já Ariana é retratada como uma mocinha de sotaque gaúcho, e suas falas são permeadas com bás e guris por todo lado, mas o mesmo não acontece com Allejo, que não trás seus sotaque do sudeste no texto (opção do autor de fazer o gaúcho como alienígena ao seu padrão). Não ficou bom, mas nem por isso o livro poderia ser considerado ruim.

Num dado momento, Ariana some do texto e fica apenas Allejo como personagem principal. Ariana se torna apenas um joguete sobre o qual Allejo faz sua trajetória monomítica, a la Matrix, por centenas de páginas.

O pior de tudo é a péssima escrita (vou insistir) com que essa história é narrada. PÉSSIMA. As mancadas no português são de todos os tipos e dos mais cabeludos. Construções das mais bizarras, frases inteiras sem qualquer lógica, pontuação incompreensível, palavras escritas erroneamente (!), parágrafos de puro delírio literário, períodos risíveis, vocábulos equivocados nos piores lugares e por aí vai... Um exagero, sim, concordo! E não é culpa somente da revisão não! Muito pelo contrário. Imagino como esse texto deveria estar antes de ser revisado. Nada a dever para crianças de doze anos que se metem a escrever seu primeiro romance; deslizes dos mais absurdos, de uma incompetência que daria pau em qualquer ENEM.

Mesmo se dando ao trabalho de retirar as ciladas que o Word prega na gente, como já aventado, ainda assim ficam erros conceituais, de semântica, de concordância e de tempo (de tempo! Isso é imperdoável!) que denigrem qualquer imagem (a não ser que você seja um fã, e para o fã ao ídolo se perdoa tudo). Deixa eu ser mais claro: semântica é o significado de uma palavra, é a aplicação de uma palavra para exprimir o que ela é. Errar semântica é o que o Giovanni Improtta, o bicheiro, personagem de José Wilker, numa novela global (cujo mote era: Felomenal), mais fazia. É não saber o que uma palavra significa!!! É dizer navio quando se quer dizer canoa; é dizer amor, quando se quer dizer ciúmes; é achar que sapato é combinação de sapo com pato. Meu... Espera-se que um escritor saiba um mínimo da língua, certo? Ou é má vontade minha? Não é pouca coisa não! Dá dó ler um livro assim. Dó dos leitores desavisados, muitos deles crianças ainda, que um dia errarão o português num e-mail, numa questão na escola ou no vestibular por, talvez, terem desaprendido a língua com esse texto vergonhoso.
Carlos Augusto 30/05/2013minha estante
Albarus,

Corre o boato no meio literário que o seu romance, "A Fome de Íbus", foi recusado pelo selo Fantasy, atualmente gerenciado pelo Raphael Draccon.

Agora, a pergunta que não quer calar: a sua resenha (acima, sobre o livro do Raphael) teria sido influenciada por esse fato?

Obrigado,
Carlos


Vitor 22/08/2013minha estante
@Carlos Augusto:
A obra é tosca mesmo, o texto do livro é vergonhoso. Não é, portanto, "puro recalque" do Albarus direcionar à obra uma crítica tão negativa, veja bem: há outras inúmeras críticas negativas referentes a Fios de Prata. Não é por que ele não gostou que está recalcado. Eu mesmo compartilho da opinião dele.


Marcos 06/10/2013minha estante
Não é a primeira opinião "Não blog" que leio sobre o quanto os livros dele são ruins. Tenho esse livro para ler, mas tenho tanta coisa boa que esse sempre vai para o final da fila.




Noronha 08/04/2013

BONS MOMENTOS E SÓ....
A história é até legal, vem contando a história do jogador de futebol brasileiro mega famoso, Mikael Santiago, mais conhecido como Allejo. Allejo, esta quase fechando uma negociação de valor estratosférico com o Paris Saint-Germain, conhece umaa ginasta, também brasileira Ariana, e logo se apaixonam. O que Allejo não fazia ideia, entretanto, era que os dois fariam parte, cada um à sua maneira, de uma batalha onírica nunca antes vista.

Existem algumas confusões devido a mistura de mitos e religiões abordadas pelo autor. ele mistura, mitologia grega com budismo, cristianismo e misticismo. O livro contem muita enrolação no enredo deixando por muitas vezes o livro chato e sem empolgar.

Alguns momentos são bem divertidos, mas passam tão rapido que logo se perde a vontade de ler.

Eu gostei do livro e por seu um tanto bom e um tanto chato, demorei mais de um mês para lê-lo.

Guerras entre pequenos deuses irmãos pelo dominio de uma região que não os pertence e muita, mais, muita surpresa.

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Pedro Henrique 05/06/2013minha estante
gostaria que visse a minha resenha que foi, em sua grande parte negativa, e geralmente resenhas negativas apresentam mais argumentos, a sua teve poucos argumentos




Mário H. 30/01/2013

Fios de Prata - ótimo!
Bom, mais uma vez Draccon fez uma história super envolvente.

Esse modo de contar a história se utilizando do nosso mundo real e também o comportamento natural dos personagens o torna altamente diferente e muito bem vinda, uma das coisas que tornou esse livro muito bom de se ler.

Realmente estou gostando cada vez mais dos livros dele. Muita criatividade e inteligência na hora de contar suas histórias.
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Manuel 30/01/2013

Fios de Prata - Resenha
Confesso que comprei este livro pela capa e não me arrependi. A história é sobre um garoto conhecido pelo mundo como Allejo, que aos 22 anos possuía o passe mais caro da história do futebol. Mas o que parecia uma vida dos sonhos se extinguia a noite, quando seus olhos se fechavam e pesadelos animavam todas as suas noites. Sua vida muda completamente quando assiste uma apresentação de ginástica olímpica e se apaixona por sua compatriota Ariana que o encanta com sua beleza e desempenho na apresentação, usando de sua influencia consegue um encontro com ela com a desculpa de uma entrevista exclusiva, onde comentaria a vitória da equipe brasileira naquela noite. Quando a encontra fica sem palavras e soube que algo estava acontecendo, algum tempo depois descobre que está apaixonado e chega a prometer que atravessaria o inferno por ela...

“Algumas promessas não deveriam ser feitas.”

Com o tempo eles passam a compartilhar pensamentos e sonhos. Ela diz que os seus sonhos desde pequena a inspiram a continuar, que é sonhando ...


Para terminar de ler a resenha, acesse:
http://prologando.blogspot.com.br/2012/09/fios-de-prata-raphael-draccon.html#comment-form

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leoconcatto 23/01/2013

O que esperar de Fios de Prata.
Em “Fios de Prata” nos deparamos com perguntas difíceis de responder. “Existiria o bem caso não existisse o mal?”, “Um Deus é mais importante do que seus seguidores?”. Isso é apenas uma amostra do que encontramos em meio a futebol, deuses, viagens astrais, guerra, Tolkien, romance e muito mais que compõe este livro de fantasia e ótimo representante da literatura nacional.

O livro se passa em dois mundos, o real e o etéreo, que estão interligados pelos sonhos da população humana. Dentro do universo dos sonhos, existem três grandes deuses. Cada um possui um território usado para acolher os sonhadores da terra que são a fonte de poder divino. Os diferentes deuses possuem características distintas e seguidores compatíveis. Não é atoa que alguns transmitem sonhos e outros pesadelos. Abaixo dos deuses está Madelein, a Senhora dos Sonhos Despertos, que deseja ascender para um reconhecimento divino. Para isso, ela vai precisar da ajuda de um mortal.

O mortal em questão é nosso protagonista Mikael Santiago, apelidado de Allejo (personagem de videogame) devido à habilidade quase sobrenatural no futebol. Aos 22 anos ele é o melhor jogador do mundo e está envolvido na maior negociação da história do esporte. Mas depois de conhecer e se apaixonar por Ariana, uma ginasta brasileira, ele se vê obrigado a lidar com problemas que fogem da razão humana. Para isso, terá que se envolver em uma guerra divina, fruto da ambição dos deuses que ditará o destino de 7 bilhões de sonhadores, e viajar até o inferno em busca da amada.

O título e a capa já dizem muito sobre a história. Fios de Prata ligam o corpo espiritual ao corpo físico. Ele é a diferença entre o sonho e a morte, visto que, se partido, o espirito não pode retornar ao corpo. A capa, belíssima obra de Kentaro Kanamoto, representa uma das cenas da trama.

O autor do livro é Raphael Draccon, carioca de 29 anos, também escritor da trilogia “Dragões do Éter”. É roteirista, avaliador de roteiros e script doctor. Trabalha na editora LeYa e foi um dos responsáveis por trazer a série “Guerra dos Tronos” para o Brasil. Por seu trabalho, ganhou o selo “Fantasy – Casa da Palavra” , uma das empresas do grupo LeYa. Os Nerds de plantão se identificarão com ele ao saber que Raphael também é colunista do blog Sedentário & Hiperativo e eventualmente participa do RapaduraCast.

A obra demorou sete anos para ficar pronta. Mesmo que, segundo Draccon ele seja capaz de escrever uma média de dez páginas por dia, a maior parte do tempo foi dedicada à pesquisa. É este trabalho que eleva o livro a altura de genial. “Fios de Prata” é repleto de referências sobre várias religiões e acontecimentos reais. Para demonstrar como os dois mundos interagem, o autor lista várias noticias do mundo inteiro, muitas delas reais, mostrando a influência dos deuses nas ações dos seres humanos.

“A cada cinco segundos, uma criança morre de fome ao redor do mundo. Definitivamente sobram motivos para os demônios sorrirem.”

Existem muitos outros fatores que cativam o leitor. Um deles é a fluidez dos diálogos. Como estamos lendo a obra de um escritor brasileiro, não existe o processo de tradução. Isso traz uma sensação de naturalidade para o texto que faz com que nossos olhos corram pelas páginas. Além disso, Draccon incorpora um sentimento jovial e leve aos protagonistas que facilita ainda mais a leitura.

No início, o roteiro é um pouco embaralhado e é difícil entender o que está acontecendo. Mas acredite, este também é outro ponto positivo do livro. O protagonista Mikael é jogado em um mundo surreal e inacreditável para os valores humanos e aos poucos começa a compreender no que está se envolvendo e coloca lógica na situação. Esta é a maneira do autor transmitir o mesmo sentimento do protagonista para o leitor, que vai construindo a trama no decorrer dos capítulos.

Uma boa dica para facilitar a compreensão é ler e reler o prelúdio do livro. Dando uma atenção especial para os personagens Morpheus, Phantasos, Phobetor e a Senhora dos Sonhos Despertos.

Por tudo isso, o livro merece destaque na nossa prateleira. É muito bom ver o gênero de fantasia da literatura nacional sendo representada por nomes como Raphael Draccon. Ele é mais uma prova de que a nova safra de escritores brasileiros tem qualidade e promessa de bons lançamentos para o futuro.

Bruna Fernández 21/05/2013minha estante
Apesar de já conhecer o trabalho do Draccon, esse livro está parado na minha estante faz um tempo. Estava apreensiva com a história, mas sua resenha me animou, vou pegar ele pra ler logo! :)


leoconcatto 23/05/2013minha estante
Obrigado!
Boa leitura!




Altamente Ácido 18/01/2013

Literatura fantástica, brazuca e de qualidade
Fios de prata é uma ótima pedida para quem gosta de literatura fantástica, não deixa nada a desejar se comparado a outras literaturas espalhadas pelo mundo. Valeu a pena ler e conhecer este mundo criado em parte para nós brazucas. Sigo a procura de conhecer as outras obras do autor, pois, certamente ele é uma revelação na literatura brasileira.

Leia a resenha completa:

http://www.altamenteacido.com.br/livros_hq/livro-fios-de-prata-reconstruindo-o-sandman
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eibarba 15/01/2013

www.restaurantedamente.com
O novo livro do autor da série “Dragões do Éter”, Raphael Draccon, chegou para mostrar tudo o que o autor é capaz de fazer, trazendo o mundo fantástico na sua melhor forma. O livro envolve a trama de um homem disposto a ir ao inferno em busca do amor de uma mulher, ao redor de uma guerra de deuses envolvendo sete bilhões de sonhadores terrestres.

Mikael Santiago é um jogador de futebol mundialmente conhecido, que é incomodado por sonhos cada vez mais estranhos, até que conhece uma atleta também mundialmente conhecida, e se apaixona perdidamente por ela. Depois de um acidente, causado por forças sobrenaturais, ela fica presa em um mundo que só pode ser encontrado quando se está sonhando, o Sonhar, a Terra de Morpheus. Mikael precisa travar uma guerra com deuses e criaturas antigas e muito poderosas para recuperar o amor de sua mulher e nesse meio tempo, descobrir sobre suas origens.

Mais um livro do Draccon que leio e gosto bastante, todos os elementos da literatura fantástica estão aqui presentes de uma forma muito mágica e até emocionante. Diferente do livro “Espíritos de Gelo” onde tudo parece uma grande mistura, em Fios de Prata todos os elementos se interagem para contar a história do Mikael. Gostei bastante do tema do livro, usando a lenda do Sandman; gosto quando os autores usam um mundo completamente novo e que possam criar a suas próprias regras, assim eles têm total liberdade de expressar a sua criatividade, e o Raphael não poupou esforços e está de parabéns nesse quesito.

Umas das coisas que mais gostei, foi a área do sonhar reservada para as pessoas que trabalham com a arte, lá tem um espaço para a árvore da J.K Rowling, do J.R.R Tolkien entre outros autores bastante conhecidos do público, além de ter sido uma homenagem bonita as pessoas que inspiraram o autor, ficou muito bem colocado na narrativa essa passagem. Eu falei na resenha de “Espíritos de Gelo” que me incomodava bastante essas pequenas “homenagens” que vários autores brasileiros de fantasia colocam em seus livros, mas aqui isso não foi muito o problema, que bom né? Recomendo a leitura a todos que gostam de fantasia, com certeza não irá se arrepender.
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Mari | Triplo Books 06/01/2013

Olá, pessoas.
Eu não sou muito boa escrevendo, então a minha resenha de Fios de Prata e Espíritos de Gelo de Raphael Draccon eu fiz em vídeo nesse link:

http://www.youtube.com/watch?v=isIYMlZwJd4

É um canal literário e a ideia é fazer 1 video por semana e esse primeiro do ano eu escolhi falar de Raphael Draccon por ser meu escritor predileto.

Aceito sugestões de leitura e críticas construtivas tambpem, por que não?

Obrigada.
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RoFolDo 02/01/2013

Somos e sejamos todos sonhadores.
Confira a resenha no blog Elhanor:
http://elhanor.blogspot.com.br/2012/12/resenha-de-livro-fios-de-prata.html
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Leitor Cabuloso 11/12/2012

http://leitorcabuloso.com.br/2012/11/resenha-fios-de-prata-porque-sonhar-e-mais-do-que-importante/
Esse é o primeiro livro que li do Draccon. Gostaria de ter lido Dragões de Éter antes desse, mas não deu. Também não li Sandman – embora tenha vontade – então fica o aviso.

Mikael é um grande sucesso do futebol brasileiro. É tão famoso, tão bom que recebeu o apelido de Allejo, um craque dos jogos de futebol.

Com menos de 30 anos ele está fechando um contrato com o Paris Saint Germain e é milionário. Parece o tipo de rapaz que já conquistou tudo na vida e agora é só se deixar levar. Porém a noite Allejo sofre com pesadelos. Não são pesadelos como a maioria das pessoas têm, eles são mais horríveis e… mais reais.

Passeando por Paris, tentando aprender uma língua que irá usar bastante futuramente, ele vai até uma apresentação de ginástica – A apresentação de ginástica – onde a brasileira Ariana pode levar o ouro para o Brasil.

A apresentação de Ariana é maravilhosa e empolgante, ela supera Adriana dos Santos e se transforma no novo ícone da ginástica brasileira. Mikael então, se apaixona.

A união desse casal traz grandes acontecimentos. Não só na mídia, onde um jogador famoso namora com uma medalhista famosa, mas em outro lugar… no mundo dos sonhos.

E agora, pergunto a vocês: e se o mundo parasse de sonhar? E não digo de deitar a noite e ter um belo sonho, mas um sonho de vida, um sonho de realização. E se o homem deixasse de ser um sonhador? Se sua vida fosse recheada de pesadelos e somente?

Isso está prestes a acontecer. No mundo do sonhar uma guerra se aproxima. Os pequenos deuses Phantasos e o famoso Morpheus – mais conhecido como Sandman – lutam contra o irmão Phobetor que deseja transformar todo o sonhar em um grande pesadelo.

O casal é muito importante nessa guerra e em um trato entre Phobetor e Madelein – o anjo dos sonhos, Ariana acaba caindo em uma profunda escuridão, acaba nas garras do Senhor das Moscas no interior do inferno.

E como o herói que está destinado a ser, Mikael se une a outros sonhadores e desce até o inferno à procura de sua amada. Lá ele descobre o que realmente é: o maior sonhador de todos os tempos.

Quando terminei Fios de Prata o livro não ficou muito tempo na minha cabeça, mas a mensagem que ele passa sim: nunca deixe de sonhar. Quanto maior o seu sonho, maior você é. É uma mensagem muito boa para todos nós e eu concordo plenamente.

Como disse no começo da resenha, eu não li Sandman embora tenha muita vontade. Fios de Prata pareceu para mim um livro para ser épico, onde paramos no meio da leitura e pensamos: Que foda! Mas não me atingiu dessa forma. Talvez realmente pelo fato de não conhecer a obra de Gaiman, embora a leitura tenha me deixado ainda mais curiosa. Logo lerei os outros livros de Draccon e vou tirar minha dúvida com relação a esta característica na narrativa, se foi algo exclusivo com Fios de Prata ou se é característica do próprio autor.

Recomendo Fios de Prata para os sonhadores. E se você ainda não o é, com certeza passará a ser.
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Newton Correa 28/11/2012

Uma viagem fantástica que vai muito além do que você pode imaginar!
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Tati oliveira 13/11/2012

Mikael Santiago é um jovem, e promissor, jogador brasileiro que hoje reside na frança, seu talento é conhecido no mundo todo, inspirando milhares de pessoas.

Apesar disso ele é solitário, e atormentado por sonhos medonhos, sonhos esses que não o deixam dormir, e médico nenhum consegue descobrir o porque.

Diante sua solidão ele decide assistir à uma competição de outra atleta brasileira, Ariana, uma ginasta de 19 anos que promete ser a melhor entre as melhores.

Em quanto o jovem se aproxima da bela garota, no Sonhar uma batalha épica se inicia, uma batalha entre deuses menores, anjos e demônios, uma batalha envolta em trapaças que poderá mudar o destino do mundo. Uma batalha na qual o jogador brasileiro tem um papel importante, e não tem idéia disso.

"Eu quero acordar... Eu quero acordar..."

Ao ler esse trecho lembrei de todas as vezes eu disse isso desesperada para sair de um sonho ruim. Isso, e o fato do autor ser nacional, fez com que eu me identificasse com a história de uma forma que eu nem imaginava ser possível.

 ler um livro de um autor nacional é totalmente diferente, mesmo que não se passe no Brasil ele traz traços de nossa cultura, o que te faz você se identificar muito mais com a história, não era algo que eu tinha reparado antes, mas com fios de prata isso fez toda a diferença.

...

Raphael Draccon consegue elaborar uma história fantástica, cheia de detalhes, e, ao mesmo tempo, utilizar sua influencia como escritor para nos fazer pensar na sociedade e em nosso próprios atos, realmente não tem como não se apaixonar por esse livro.


http://frasesrabiscadas.blogspot.com.br/2012/11/fios-de-prata.html
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