A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista Jennifer E. Smith


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Resenhas - A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista


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Mafi 24/02/2013

No blog - http://algodaodoceparaocerebro.blogspot.pt/2012/12/opiniao-young-adult-probabilidade.html
Quem nunca se atrasou a um evento importante? E já pensou o que aconteceria se nunca se tivesse atrasado?

Este livro de certeza que passou despercebido a muita gente, mas mal vi o lançamento em português, quis logo lê-lo.Com uma sinopse pobre e uma capa fofinha, tenho pena que muita gente não o conheça pois é um livro bem ternurento. Não no sentido de fofinho, meloso, lamechas, pois não achei nada disso. Achei um livro doce com uma pitada de atrasos e romantismo. Ou não fosse o amor o principal ingrediente de “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”.


Todos nós já nos atrasamos alguma vez na vida, seja por nossa culpa ou não. Mas talvez nunca nos tenhamos perguntado se as coisas fossem diferentes, se não nos tivéssemos atrasado. Este livro mostra-nos esses “ses”.

Para azar ou sorte de Hadley, o voo mais importante da sua vida sai a horas, ou seja ela perde o avião por quatro minutos! Uma desgraça! Desolada por não comparecer a horas ao casamento do seu pai em Inglaterra, só lhe resta esperar pelo próximo avião.

No voo seguinte, irá conhecer Oliver, um rapaz tímido e misterioso, à primeira vista, mas que se revela uma grande companhia nas sete horas de voo até Londres, onde ambos ficarão. Hadley que sofre de claustrofobia apoia-se em Oliver que com a sua conversa a tenta distrair do seu pânico de estar num avião pequeno a milhares de pés de altura.

Até metade do livro, vemos nascer uma amizade entre estes dois adolescentes desconhecidos, que declaram os seus motivos de viagens, ambos bem íntimos. Hadley vai ao casamento do pai, cujo não o vê há mais de um ano e nem conhece Charlotte, a sua futura madrasta. Oliver afirma que também vai a um casamento mas numa localidade diferente, por isso é impossível comparecerem ao mesmo.
Quando ambos aterram, a despedida aproxima-se e num acto impulsivo, os jovens beijam-se e separam-se. Não há promessas, nem trocas de números de telefone, mail, nem revelações de apelidos. Apenas sabem o nome um do outro e que de alguma forma estão apaixonados. Cada um segue a sua vida e passamos a acompanhar Hadley que mesmo atrasada, apresenta-se no casamento, mas não se sente bem pois tudo o que consegue pensar é em Oliver e numa forma de o encontrar. E será que consegue? É claro que não vou contar!!! :D Senão perdia a piada toda não é?

O livro é claramente YA (young-adult) com problemas e dúvidas típicas dos jovens, mas nada que faça perder a cabeça ao leitor. Apesar da autora caracterizar bem os dois jovens, foca-se mais na Hadley e por isso identifiquei-me bastante com ela e com as suas questões sobre os “ses”.

Muitas vezes em alguns livros do género paranormal, há o chamado “amor instantâneo” que não acho a mínima piada, mas aqui funcionou bem, talvez porque o Oliver não é um deus grego, lindo de morrer, nem voa, ou brilha, ou seja, não é perfeito. E por isso, não me importei com toda a teoria do amor à primeira vista, apresentada no livro, pois achei mesmo que ambos eram compatíveis e que mereciam uma oportunidade de se encontrarem novamente. O livro é contado na 1ª pessoa, sobre o ponto de vista da Hadley e na 3ª quando se foca em ambos. Ao princípio parecia um pouco confuso mas depois habituei-me ao estilo de escrita.

Infelizmente não temos um grande mercado para este tipo de romances contemporâneos, destinados aos mais jovens, mas este livro é uma boa aposta para quem procura uma leitura leve que não exija muito. Eu gostei bastante e da minha parte aconselho.
Elias.Kruger 19/10/2016minha estante
amei seu resumo, me ajudou muito a fazer meu trabalho




Camille 26/03/2013

A (im)perfeição em 24 horas: você precisa ler. AGORA.
Delicado e romântico, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é, sem sombra de dúvida, um dos melhores livros que já li na vida. Sempre fui adepta de histórias simples e encantadoras, pelo menos comigo elas tocam os sentimentos mais profundos. Foi exatamente com esse tipo que me deparei.

Em apenas 24 horas, Hadley, uma garota de 17 anos, vê seu mundo mudar de cor. Quatro minutos atrasada, ela perde o avião para Londres - onde será o casamento do pai - e se vê tendo que esperar três horas para o próximo vôo. É quando, pelo mero acaso, conhece Oliver, um estudante de Yale bonito e bem humorado.

Uma situação com a mala faz com que os dois se aproximem e acabem indo lanchar enquanto esperam pelo embarque. A surpresa de estarem indo para o mesmo lugar, e sentados em cadeiras tão próximas (18A e 18C) os leva a uma conversa de mais de sete horas.

Sentados lado a lado, graças a uma senhora que não se importou em ficar no assento do corredor, eles falam sobre os medos de avião e escuro, sobre um elefantinho de pelúcia que era o melhor amigo de uma criança e sobre o filme ridículo de patos que vai passar durante a viagem.

Jennifer nos envolve em uma realidade na qual o acaso faz uma parte do trabalho, e o amor, a esperança de um reencontro, faz a outra. A simplicidade das conversas e das situações dão ao livro um ar diferente, arrisco dizer que mais bonito e apresentam aos leitores uma pureza pautada em sentimentos despertos de forma tão rápida e, incrivelmente, tão verdadeira.

Não se trata de personagens muito complexos e profundos. Não tomamos conhecimento do que vai além do necessário. Não passamos páginas apreciando uma enrolação gostosa. Lemos fatos, o importante para justificar a viagem e os sentimentos de Hadley (e até mesmo de Oliver, ainda que não em sua totalidade).

A separação de seus pais não foi muito bem aceita por ela, que se lembra dos dias de raiva e dor, dela e da mãe; da troca temporária de papéis entre elas para superar a partida do pai. Agora, ele vai casar novamente, e Hadley sente raiva do homem que estragou a espécie de perfeição na qual vivia.

Jennifer mostra uma transformação, explica como tudo que precisamos é apoio. Resumindo em uma frase presente no próprio livro, mesmo que retirada de "Nosso Amigo Comum", último romance completo de Dickens: "É de muita utilidade neste mundo aquele que torna mais leves os sofrimentos dos outros."

Talvez o amor seja simples. Talvez o importante seja entender como, em sua complexidade aparente, ele pode ser belo. E, talvez, Oliver e Hadley sejam um pouco de tudo que realmente procuramos em uma relação. Não porque na sua forma são perfeitos, mas porque notamos que não o são.
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Fernanda 19/04/2013

Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista - Jennifer E. Smith - Galera Record
CONFIRA A RESENHA COMPLETA AQUI:
http://www.segredosemlivros.com/2013/04/resenha-probabilidade-estatistica-do.html

Resenha “A probabilidade estatística do Amor à primeira vista” é um livro que me despertou diversos sentimentos e emoções atropeladas. Deu vontade de viver aquela história e me senti muito apegada aos personagens. Esse é o tipo de enredo que te faz refletir sobre anseios únicos e ainda refletir sobre os diversos tipos de amor, inclusive rever os relacionamentos entre família e amores em geral.

O que pode acontecer por causa de um atraso de 4 minutos? E se Hadley não tivesse perdido seu vôo? E se ela não tivesse aceito ir no casamento de seu pai? E se (...) São tantas dúvidas e pensamentos perdidos, que no final, até podemos acreditar em probabilidades ou simplesmente no destino. O que você acha? Eu acredito que tudo na vida tem um propósito e neste livro Hadley e Oliver se encontraram por algum objetivo. Com certeza não foi por acaso, pois diante de seus próprios problemas e dilemas, cada um conseguiu a sua maneira, ajudar um ao outro. Por coincidência ou não, os dois acabam se sentando um do lado do outro, dentro do avião destinado à Londres. Neste percurso, eles conversaram bastante e acabaram, inevitavelmente, se envolvendo mais do que imaginavam que fosse possível. O leitor se vê totalmente envolvido nesses diálogos dinâmicos, sendo que faz uma aproximação e deixa a narração bem mais leve, divertida e ágil.

Teve uma hora que eu fiquei apavorada: quando o avião deles chegou finalmente ao seu destino. Pensei: E agora, o que vai acontecer? E pior que eu estava lendo no meu horário de almoço do serviço, e cheguei a um momento do livro surpreendentemente tenso e tive que parar para continuar a trabalhar. Fiquei a tarde inteira nervosa, até chegar em casa e finalmente poder saber o que tinha acontecido.

A trama se passa em exatamente 24 horas, e nesse tempo somos apresentados a fortes emoções e surpresas deliciosas. Os personagens são muito bem construídos e acabam se completando no desenrolar dos fatos. Acho que o legal nessa história são exatamente os detalhes, pois acabamos conhecendo a fundo à vida de Hadley e Oliver. Hadley tem dezessete anos, tem claustrofobia e apresenta vários medos bem estranhos, e está passando por um verdadeiro dilema. Seu pai se separou de sua mãe e ela ainda tem muitos ressentimentos, ainda mais por que ele já encontrou uma nova pessoa. Ela foi praticamente obrigada a participar do casamento. Não sei se eu teria a força que ela teve ao fazer tantas coisas pelo pai e até pela mãe, porém é perceptível o seu amadurecimento de acordo com tudo que vai acontecendo. Oliver tem certa contribuição, pois ele transmitiu desde o começo muita segurança e aconchego. Assim como Hadley, Oliver também está passando por alguns dramas e conflitos familiares. Mesmo assim, ele sempre pareceu muito seguro...mas pode esconder bem mais tristeza dentro de si...

A diagramação do livro está perfeita e de primeiro momento, me vi encantada pela capa do livro e até pelo título, que mesmo sendo grande para os conceitos habituais, exerce uma grande influencia para os leitores.

CONFIRA A RESENHA COMPLETA AQUI:
http://www.segredosemlivros.com/2013/04/resenha-probabilidade-estatistica-do.html
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MiCandeloro 25/03/2013

Fraco e cansativo
Olá pessoal, hoje vou resenhar o mais novo lançamento da Editora Galera Record, o tão esperado livro A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, de Jennifer E. Smith. Confesso que nunca tinha ouvido falar do livro ou da autora, e não entendi muito bem do por que dele estar sendo "tão esperado", mas como a sinopse aparentou ser bem fofinha, resolvi lê-lo e descobrir sobre o que se tratava.

O livro conta a história de Hadley, uma menina de 17 anos, filha de pais separados, que por força do destino, ou de pequenos atrasos ao longo do dia, como preferirem, perde o voo por causa de míseros quatro minutos.

Como ela mesma diz, milhares de pessoas diariamente se atrasam para pegarem seus voos, mas ainda assim conseguem embarcar nos aviões. Todas menos Hadley. Só que se não fosse por esse pequeno atraso, Hadley não teria conhecido Oliver e não teria sentado ao lado dele durante sete horas, rumo à Londres, no voo seguinte em que foi realocada.

Oliver é um menino de 18 anos, engraçado e charmoso, que mexe intimamente com os sentimentos de Hadley. Ao longo do voo eles se tornam cada vez mais próximos, compartilhando confidências e preferências. Hadley conta que está indo para Londres contra a sua vontade para participar do casamento do pai com a noiva que ela nem conhece.

Hadley guarda uma mágoa profunda do pai por ele tê-la abandonado sozinha com a mãe e ter começado uma nova família a milhares de quilômetros de distância. Apesar de Hadley ter sentido no início certo alívio por ter perdido o voo, e posteriormente uma preocupação absurda de como seria enfrentar um casamento do seu pai que não via há mais de um ano, o que mais estava mexendo com ela naquele momento era o fato de que nunca mais veria Oliver depois que o avião pousasse.

Quando o avião aterrisa, a mágica vivenciada nos ares ao lado daquele menino tão lindo praticamente se interrompe e ao pisar em solo Londrino, Hadley sabe que terá muitos desafios para enfrentar. O que ela não podia imaginar é que aqueles quatro minutos de atraso fossem mudar o rumo de sua vida tão drasticamente. Para alguém que não acredita em destinos, até ela teve que dar o braço a torcer no final.

Querem saber o que aconteceu? Leiam.

***

Quando decidi ler A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, o fiz porque fiquei seduzida pela capa, que é tão fofa, pela sinopse que aparentou ser meiga e divertida, mas meu amor à primeira vista pelo livro meio que parou por aí.

Apesar de o livro ser curtinho e ser rápido de ler, até quase metade da história achei tudo extremamente chato, cansativo e exaustivo. Os diálogos são fracos, curtos, sem desenvolvimento, alguns sem pé nem cabeça. As sete horas em que os personagens ficam dentro do avião é de matar qualquer um de tédio e o enredo é totalmente previsível.

Gente, a história tinha tudo para ser super divertida. A proposta do livro é bem legal, mas infelizmente achei tudo muito fraco e inconsistente. Talvez pelo fato de ter o lido o livro logo depois de tantos outros livros maravilhosos?? Não me digam que é porque se trata de um livro adolescente. Quem me conhece sabe que eu amoooo livros infanto-juvenis e jovem adulto, mas quando bem escritos, né?!

Ok, já imaginava que a história seria água com açúcar, já esperava por um romance clichê adolescente, mas existem livros que mesmo contendo certas obviedades conseguem nos impressionar e prender nossa atenção, o que infelizmente não foi o caso deste livro. Sinto realmente em dizer isso. Sinto mais ainda por ter lido várias resenhas e todas terem elogiado tantooo o livro. O que será que tem de errado comigo?

O livro só foi dar uma melhoradinha mais lá para o final, quando a Hadley finalmente percebeu que a vida não gira em torno do umbigo dela e que existem situações piores do que a que ela está vivendo no momento.

Fico triste quando faço uma resenha que contenha para mim tantos pontos negativos, porque sei que de certa forma isso influencia negativamente vocês, leitores. Quando faço uma resenha de um livro que amo, e que acabo contagiando-os com a minha paixão e como consequência deixo vocês com vontade de lê-lo, o máximo que pode vir acontecer é alguém ler o livro e não gostar, não concordar com a minha opinião.

Agora, quando faço uma resenha de um livro que não curti muito, que de repente não o recomendaria, de certa forma isso já faz com que muitos de vocês não queiram mais lê-lo e, como os gostos de cada um são muito particulares, muito individuais, acaba afastando a possibilidade de alguém vir a gostar realmente do livro. Porque uma coisa é óbvia, se esse livro estava sendo assim tão "esperado", e é um dos grandes lançamentos da Editora Galera, é porque muita gente gostou dele ou virá a gostar. Isso me leva novamente a pensar, meu problema com o livro terá sido a narrativa em si, ou a tradução, que pode ter pecado em tão ter conseguido transmitir a essência da obra?

Bom, o que posso dizer é: leiam e tirem suas próprias conclusões, depois me digam se gostaram ou não, ok. Mas se alguém já estava curioso para ler o livro antes de ler a resenha, não deixem de lê-lo, sério! Lembrem-se, cada pessoa é uma, cada cabeça é uma sentença, o que pode não servir para mim pode servir para vocês. Nas minhas resenhas vocês encontrarão sempre minha opinião sincera e particular sobre cada obra, mas isso não quer dizer que vocês tenham que concordar comigo, ok.

Resenha originalmente postada em: http://www.recantodami.com/2013/03/resenha-probabilidade-estatistica-do.html
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oallisonandrade 01/04/2014

Fofo
O livro conta a história de Hadley Sullivan, 17 anos, que por um feliz acaso perde seu vôo para Londres e no próximo conhece um britânico fofo e gentil com quem passará 7 horas durante a viagem.
Chegando em Londres, ambos partem para caminhos diferentes, mas a questão é: "Qual a probabilidade de se reencontrarem?"

site: http://allison7potter.blogspot.com.br/2013/05/resenha-probabilidade-estatistica-do.html
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Henri B. Neto 19/07/2014

Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor A Primeira Vista
Para começo de conversa, eu gostaria de avisar que isto não é bem uma resenha. Como vocês bem sabem, as reviews do Na Minha Estante agora são em formato tripleta. Então, para falar a verdade, isto é mais um desabafo do que outra coisa. E, por isso, acho que uma parte importante do final (pelo menos para algumas pessoas) será revelada, então já quero que fiquem cientes de que - se você ainda não leu o livro - pode encontrar coisas neste texto que não gostaria de saber.
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Apesar da sinopse fofa, com referências à Um Dia e foco no romance, o ponto que considerei principal na história nem é citado nela. E qual seria este ponto? Bom, a relação conturbada de Hadley com o seu pai. A dois anos atrás, seu pai vai para a Inglaterra dar aulas em Oxford durante seis meses. Neste período, ele pede a separação da mãe da protagonista e se muda completamente para a Terra da Rainha. O motivo? Ele conheceu outra mulher, é claro... E agora, ele vai se casar com ela. E quer que Hadley esteja lá.
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No começo do livro, temos uma protagonista machucada. Apesar de ter se passado dois anos, e sua mãe já ter dado a volta por cima, Haydley não consegue perdoar o pai. E, mesmo podendo parecer muito mesquinho, eu concordei totalmente com o ponto de vista dela... Quero dizer, nem tanto pelo fato de não seguir em frente, mas por se sentir preterida pelo pai - pois, querendo ou não, ao deixar a sua família para trás para construir uma nova vida em outro país, foi isto o que ele fez. Ele não se separou apenas de sua antiga esposa... Ele se separou da filha também. É brutal, mas é a realidade. E, querendo ou não, isto deixa marcas profundas em qualquer um.
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Mesmo não querendo ir para o tal casório, Haydley é obrigada a comparecer. Sua mãe acha que, no futuro, ela pode se arrepender da decisão de faltar a cerimônia, então a embarca em um voo noturno com destino a Londres. É neste ponto que temos o lado bonitinho e apaixonante do livro, que todos comentam e blábláblá... Mas eu não vou me ater a ele. O que eu quero falar aqui é sobre Haydley e o seu pai.
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Apesar de ter gostado bastante da narrativa da autora, e ler o livro de uma tacada só, eu achei que Jennifer E. Smith não soube dar verossimilhança para este seu ponto da história. Como vocês já devem imaginar, o grande objetivo do livro é mostrar que Haydley pode ser uma pessoa melhor e pode sim perdoar o ''deslize'' de seu pai - o trazendo de volta para a sua vida, como se nada tivesse acontecido. Como se não houvesse entre eles longos dois anos de afastamento. Esta é uma mensagem realmente bonita, não nego... se não fosse conduzida de uma forma completamente errada e irreal. Como eu disse, Haydley tem marcas profundas pelo o que aconteceu, e forçar a personagem a não só amadurecer, como ''aceitar de coração'' toda a situação (de seu pai estar casando com a ex-amante, só para deixar claro) e no fim, ficar bem com isto e ''abençoar a união'' pois ele está feliz é justamente isto: Forçado.
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Vamos ser bem sinceros e menos hipócritas: isto NUNCA aconteceria na vida real. As marcas deixadas por este tipo de rompimento - e de sofrimento - são grandes e cruéis demais para qualquer um. A história exigia um final real, agridoce, com pessoas machucadas tentando seguir a vida... O casamento deveria servir para a garota amadurecer, ver que o seu pai estava seguindo a sua vida e ela tentar fazer o mesmo. Não o festival de açúcar e mel que a mulher jogou na nossa cara. Até - sei lá - Nicholas Sparks faria um final mais real do que isto.
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A mãe ter superado a coisa toda? Ok. Ela ter se apaixonado por alguém no avião? Ok. Perdoar o pai na noite do casamento dele com a AMANTE, a mulher que separou a família dela, depois de nutrir uma mágoa profunda e real durante anos? OLHA, seria lindo se não fosse um conto de fadas...
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Sei que estou sendo amargo, mas é a realidade.
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A minha revolta com o que o pai dela fez foi grande demais, e eu só estava observando os fatos... Imagina para a Haydley? A autora poderia ter feito ela ver que não precisava sofrer mais por isto, que foi uma escolha do pai, que ela iria seguir com a vida vendo que a mãe estava feliz de verdade e tal... Mas mudar de ideia de uma hora para outra, ainda mais depois das marcas que a situação deixou em todo mundo? Ela poderia simplesmente falar ''vou tentar'', mesmo sabendo que nada mais seria o mesmo. Do jeito que ela colocou, ''Oh, te perdoo, fui uma boba por ter te afastado'' foi no mínimo ridículo. As coisas não são assim.
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Para completar, ainda somos obrigados a ler uma cena onde mãe da Haydley ouve numa boa a filha dizer que achou a nova mulher do pai - sim, a ex amante, a responsável pelo fim de um casamento de anos (não tirando a culpa gigantesca de seu marido, é lógico) - bonita e simpática... Afinal, se já estamos forçando a amizade mesmo, para quê poupar esforços?!
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Sério, a reação que esta história trouxe para mim foi forte demais. Digo novamente, só me colocando no lugar da protagonista. E não tenho vergonha de dizer: chorei de ódio lendo isto... Ela quis simplificar uma situação SUPER complicada, e que todos sabem que NUNCA aconteceria na vida real. Uma coisa seria o pai se separar, para MUITO depois apresentar a nova mulher lá. Outra coisa, é ele deixar bem claro que está se separando DA FAMÍLIA por alguém que conheceu agora, que se sentia preso na vida antiga... Uma vida do qual você também faz parte. Não tem como encarar uma coisa dessas numa boa. EU me senti ofendido pelas duas.
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Enfim, se a autora tivesse se focado apenas na parte romântica, entre Haydley e o Oliver - ou na relação do rapaz com a família dele - acho que a história teria sido muito mais válida para mim do que realmente foi. Ao tentar dar um final ''grown up'', a autora se perdeu e errou a mão feio - o que acabou ruindo por completo a impressão que eu estava tendo do livro. É um livro ruim? Nunca poderia dizer isto... Mas que, neste ponto, ela deixou MUITO a desejar, isto é um fato. Infelizmente.
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Henri B. Neto
''Na Minha Estante''

site: http://naestante-henribneto.blogspot.com.br/2014/01/resenha-probabilidade-estatistica.html
Mayara 21/07/2014minha estante
O li ontem e terminei com esse mesmo pensamento. Ia lendo os acontecimentos dela e do pai e pensava: "eu jamais faria isso. Eu não perdoaria assim..." Talvez se o relacionamento dos pais já fosse conturbado antes dele viajar e tal, seria mais lógico a separação. Só que tudo tá bem e ele viaja(com o consentimento da esposa pra q possa realizar um sonho) e do nada liga dizendo que não vai mais voltar? Faça-me o favor...

Enfim, gostei da escrita, da fácil leitura, do romance e tal, mas realmente esse ponto da história deixou um gostinho amargo na boca.

Curti sua resenha.
May.


Henri B. Neto 22/07/2014minha estante
Mayara, foi exatamente isto! O casamento estava bom, a mulher estava apoiando esta mudança dele... E ele simplesmente abandona A FAMÍLIA por causa de outra mulher. Foi uma canalhice sim, não importa o que a autora quis ''disfarçar'' durante o livro. Eu senti que ele sacaneou a ex-mulher e a filha, e a coisa toda se passar no CASAMENTO dele com a amante foi o fim para mim. A história dela se apaixonando no avião é realmente boa, mas este lance dela com o pai foi forçado e irreal!


Dani - Bibliotecária Leitora 28/08/2014minha estante
Graças a Deus uma resenha - ou comentário, desabafo.. rsrs - bem feita!! Todos as resenhas que li aqui até agora estavam fofas demais, bonitinhas demais. Será que todo mundo vive num conto de fadas? Meu Deus. E outra... encontrei várias coisas que não batem na história. Em um ponto a garota diz que ela é atirada para as coisas, que simplesmente vai lá e faz. Não senti isso no livro inteiro. Ao meu ver, Haydley é mais uma garota machucada, uma garota na dela, uma garota fechada, que está ali porque mandaram. Não tem características no livro que mostram que ela é atirada assim não. Fiquei incomodada com a parte em que ela se dá conta que "nossa, o pai do Oliver morreu". WHAT? Em nenhuma parte ele deixa claro isso. Simplesmente porque a mulher lá no casório disse que ela vai a um funeral em tal canto da cidade, ela pensa isso? Coisa de gente maluca.
Ainda sobre Oliver: quase pro final ele diz que foi honesto com ela o tempo todo. Mentira das boas, hein?! Se fosse realmente honesto, admitiria para ela que ele não estava indo a um casório, mas a um velório.

E o título?! aiaiai
Ufa, desabafei hahaha
Ótima resenha Henri ;)


Patrícia m 20/11/2014minha estante
Finalmente alguém com bom senso pra conseguir expressar o que esse livro realmente é. A capa e a sinopse me enganaram muito, juntamente com inúmeras resenhas que li/assisti dizendo o quanto esse livro é fofo, lindo, meigo etc. Mas NINGUÉM realmente fala do ponto principal, o motivo pelo qual tudo acontece: o casamento do pai de Hadley. Não vou tentar colocar em palavras o que penso sobre toda essa história extremamente hipócrita, mas com exceção da escrita fácil e do restante dos acontecimentos (que, pra mim, são no máximo água com açúcar), esse livro me decepcionou bastante e a autoria não me pareceu ter sequer o mínimo de inteligência emocional ou seja lá o que for.

Enfim, parabéns pela sua resenha e pelo seu desabafo!


Mada 20/04/2015minha estante
??????????????
Acabei de ler esse livro, e posso dizer que gostei muito mais da sua resenha!


@hialee 30/11/2017minha estante
Nossa que resenha maravilhosa, adorei a sinceridade.
Essa capa e essa sinopse encana horrores.
O livro pra mim, nem se trata do romance dela com o Oliver, mas sim, dela com o pai.
A autora errou feio, errou rude total com o final desse livro, fiquei o tempo todo ela, desabar, desabafar, gritar, espernear, fazer qualquer coisa pra mostrar o quanto o pai a abandonou, e no momento que ela faz isso, na verdade ele chora por um cara que conheceu a menos de 24 horam?? WTF??
Não, não e não.
O que eu vi, foi uma garota reprimida, que nem tem a chance de amadurecer os sentimentos em relação casamento do pai, porque a autora já corta pro final.
O que esse pai dela fez, foi abandono. ABANDONO do pior tipo. Não dá pra perdoar isso de uma hora pra outra.




O Livreiro 01/05/2013

www.o-livreiro.com/
Quatro minutos: tempo necessário para que a jovem americana Hadley Sullivan, 17 anos, perca seu avião rumo à Londres, Inglaterra, e todos os seus planos sejam categoricamente abalados. Quatro minutos: agora, ela está atrasada para o casamento do pai que não vê há um ano, com uma mulher que ela ainda tampouco conhece, e para o qual, definitivamente, não gostaria de ir. Quatro minutos: tempo o suficiente para que toda a sua vida mude de uma maneira que ela não poderia prever… Quatro minutos: Hadley conhece Oliver no aeroporto lotado enquanto espera pelo próximo avião para Londres, às 22h. Ele é inteligente, fofo, atencioso, bonito e britânico. Oliver está no assento 18C, Hadley, no 18A. À medida que se conhecem, ambos não conseguem imaginar que quatro minutos são capazes de mudar tudo, e que o amor verdadeiro às vezes pode surgir mais rápido, e contra todas as estatísticas, do que se espera.

No final das contas, não são as mudanças que partem o coração, e sim esse quê de familiaridade."

Maravilhosamente sutil e incrivelmente apaixonante, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é escrito para os fãs de romance. Jennifer E. Smith acerta em cheio na dose de doçura, previsibilidade, clichês e na concepção dos personagens, na dinâmica e no desenrolar das situações narradas, fazendo desse livro uma leitura imprescindível e que o manterá cativo do início ao fim.

— Já sabe o que quer?
Se eu já sei o que quero?
Hadley pensa sobre a pergunta.
Ela quer ir para casa.
Quer que seu lar volte a ser o que era.
Quer ir para qualquer lugar, menos para o casamento do pai.
Quer estar em qualquer lugar que não seja este aeroporto.
Quer saber o nome dele.
Depois de certo tempo, olha para ele.
— Não sei o que quero — responde. — Ainda estou decidindo."

A história de Hadley e Oliver pode enganar à primeira vista. Smith não se detêm tão somente ao amor repentino, ou à construção de um amor em curto prazo, mas explora algo mais intricado e dramático que ambos (no caso do relacionamento da protagonista com o pai) — o que pode destoar da premissa, mas que ampara a obra na criação de uma base mais profunda. É um livro bonito e doce, que o faz sorrir e suspirar inúmeras vezes e, no entanto, é ao mesmo tempo cheio de camadas, nuances e problemas, que conferem um ar de factibilidade à ficção.

— É aquela velha história — disse o pai —, se você ama alguém, deixe que se vá.
— E se não voltar?
— Alguns voltam, outros não — respondeu e apertou o nariz da filha.
— Eu sempre vou voltar.
— Mas você não tem luz — explicou.
O pai sorriu.
— Quando estou com você, tenho sim."

Contado em um período de tempo de vinte e quatro horas, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira é conduzido com esmero — Jennifer sabe manter o ritmo leve e macio da narrativa sem cair no marasmo ou apressar o desencadeamento das cenas. O ótimo trabalho da autora pode ser verificado a todo instante, nos diálogos fofos e agradáveis, no humor peculiar e sofisticado, e na fluidez inquestionável com a qual a trama é encaminhada.

A relação entre Hadley e Oliver se desenvolve de maneira progressivamente genuína, terna e instigante. Os personagens — apesar de não serem explorados a fundo e da narração em terceira pessoa não permitir um reconhecimento inteiro sobre seus sentimentos, apenas a visão unilateral do narrador onipresente focada em Hadley — são absolutamente cativantes e comoventes. Há o amor à primeira vista, porém não ele não é instantâneo. O amor surge arrojadamente entre as conversas, nas trocas de olhares, na sensação de comodidade e familiaridade que os dois sentem um junto ao outro, no anseio pela continuidade e pelo medo iminente da partida. E talvez este seja o diferencial: uma construção sólida para um sentimento súbito, mas que, definitivamente, não é efêmero. Smith, assim, consegue enaltecer os dois pontos principais da história: que alguns minutos podem ser suficientes para mudar uma vida e que o tempo, no amor, é, de fato, relativo.

Mas, assim que se vira para sair, ela escuta a voz dele dizendo uma palavra cujo peso abre portas, como um fim e um começo, como um desejo.
— Espere — pede ele, e ela obedece."

Uma história sobre segunda chances, laços familiares, destino e de como estamos fadados às micro (ou macro) interferências dos segundos e minutos em nossas vidas, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é para aqueles que amam e que continuam sempre a se apaixonar.
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Sergio 23/12/2014

Originalmente postada em www.decaranasletras.blogspot.com
Em 'A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista', conhecemos Hadley, uma adolescente de dezessete anos que está em um momento um tanto quanto conturbado de sua vida. Seu pai, um professor de literatura inglesa, havia há algum tempo se mudado dos Estados Unidos para a Inglaterra, para lecionar na universidade de Oxford. Entretanto, lá ele acabou conhecendo outra garota (Charlotte) e se apaixonou por ela, acarretando assim no término do relacionamento entre os pais da protagonista.

Deixando um pouco o passado da garota e voltando ao presente, Hadley encontra-se em um dilema: ir ou não ir ao segundo casamento de seu pai em Londres? Mesmo à contragosto, a garota acaba indo, mas por QUATRO minutos perde o avião. Após algumas conversas com a companhia aérea, acaba conseguindo um voo três horas mais tarde. Antes de embarcar, ainda mesmo no saguão, Hadley acaba conhecendo Oliver, um jovem inglês descontraído e um tanto quanto nerd, mas que nunca perde a pose e formosura.

Os dois logo se identificam e ficam andando pelo aeroporto juntos (e, por coincidência, se sentam na mesma fileira do avião). Durante a viagem de cerca de sete horas dos EUA à Londres, ambos se conhecem mais e acabam se gostando, um sentimento muito maior que o da amizade. Porém, ao chegarem na alfândega, o 'casal' acaba se separando e não conseguem mais se achar pelo aeroporto! Vale salientar que toda a obra acontece em cerca de vinte e quatro horas. A partir daí, o enredo desenrola.

Como vocês devem saber, não sou do tipo que costuma ler romances, mas devo admitir que me surpreendi positivamente com a obra. Comecei a leitura sem muitas expectativas e tive uma excelente surpresa. A forma de escrita da autora é fluida, nos proporcionando uma leitura rápida e simples. Mesmo sendo um livro que fica na superfície, sem muito aprofundamento, consegue tratar de temas super atuais e até mesmo polêmicos, como 'casamento', 'divórcio', 'relações familiares' e 'morte' de uma maneira leve e sutil.

Os personagens, em sua maioria, são parcialmente bem estruturados e sempre com tiradas sarcásticas ou frases que nos arrancam sorriso durante a leitura. Oliver é o maior exemplo disso. Mesmo com toda a sua história (que só descobrimos lá pela metade da obra), o personagem demonstra-se sempre uma pessoa alegre e confiante.

O romance Young Adult, diferente de tudo que eu já tenha lido, apresenta uma pegada geek/nerd que me cativou de forma singular. Com sua fofura e maestria, Jennifer E. Smith nos concede um ótimo livro para curar ressaca literária.

Embora o livro possua um final previsível e até clichê, a autora consegue acrescentar diversas reviravoltas ao enredo, fazendo com que ele fiquei mais dinâmico e gostoso de ser lido. As páginas correm de maneira rápida e constante: torna-se quase impossível largar o exemplar.

Enfim, indico o livro aos amantes de um romance leve e àqueles que querem fugir um pouco de sua zona de conforto. Aos que estão em uma ressaca literária, aceite a dica: A Probabilidade do Amor à Primeira Vista pode ser a cura.

Até logo,
Sérgio H.


site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Ju 13/02/2014

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista
Eu precisava urgentemente de uma leitura bem leve. Como esse livro tinha acabado de chegar de uma troca que fiz no skoob, achei que era um sinal de que deveria ser o escolhido. A capa dele já mostra a leveza que vamos encontrar. Tem tudo a ver com a história (exceto pela cor do vestido), inclusive por ser ilustrada com nuvens cumulus... Sim, Oliver, eu concordo, elas são as nuvens perfeitas porque se parecem com nossos desenhos... rs... O título, as nuvens, os corações e o aviãozinho têm uma textura diferente do restante, fiquei passando a mão, obviamente... Amo texturas de capas!

Hadley é uma garota de 17 anos que começa o livro tendo que enfrentar duas coisas bem difíceis. A primeira, assistir ao casamento do pai com uma mulher que ela ainda não conhece. A segunda, diretamente ligada à primeira: para que isso aconteça, precisa enfrentar um voo de 7 horas, já que seu pai mora na Inglaterra - o que seria relativamente simples, se ela não tivesse claustrofobia. Como se isso não bastasse, acontece mais um probleminha de última hora: ela se atrasa 4 minutos e perde o voo.

A atendente consegue colocar Hadley em um avião que sairá algumas horas depois, e só lhe resta aceitar a espera. E é enquanto aguarda a hora de embarcar que a garota conhece Oliver, um rapaz britânico que estuda nos Estados Unidos. Ele é lindo e se mostra a pessoa mais gentil e fofa do mundo. Os dois descobrem que estão indo para o mesmo lugar e sentem uma ligação instantânea entre eles.

"O amor é a coisa mais estranha e sem lógica do mundo."

Hadley e Oliver estão enfrentando momentos difíceis. Só que o que está atingindo Oliver, no início, não é revelado. A narrativa se concentra no estado emocional de Hadley.

"No final das contas, não são as mudanças que partem o coração, e sim esse quê de familiaridade."

Mesmo com as dificuldades que os dois precisam enfrentar, a história não fica pesada em momento algum. A autora aborda o perdão, a amizade, as relações familiares; tudo de uma forma bem leve. O livro é despretensioso: nos mostra uma história fofa, entretém, mas não me causou grandes reflexões, embora trate de assuntos bem legais. Era exatamente o que eu estava buscando.

A narrativa flui muito bem, o livro é curtinho e pode ser lido em poucas horas. Torci muito por um final feliz para todos, porque a autora não nos apresenta a nenhuma personagem chata ou irritante, todas elas se tornaram queridas para mim. Aliás, apesar de ser uma história curta, achei as personagens bem trabalhadas, senti como se realmente conhecesse algumas delas.

"Neste instante, só deseja que as coisas fossem diferentes. Não da maneira como vem desejando há meses; não é um desejo amargo, meio ruim, mas o tipo de desejo que você faz de todo o coração. Ela não sabia que era possível sentir saudade de uma pessoa que está na sua frente, mas é: sente tanta falta dele que fica sem reação."

E teve uma coisa que me marcou na história. Hadley leva um livro na bagagem, Nosso Amigo Comum, de Charles Dickens. É impressionante como o livro "conversa" com ela, rs, sempre que ela o abre lê uma frase que precisava ler exatamente naquele momento. Claro que me deu vontade de ler o livro, até procurei na Amazon, mas só está disponível em inglês. :/

"Estava dando para a filha a coisa mais importante que queria dar, a única que conhecia. Era um professor, um amante das histórias, e estava construindo uma biblioteca para a filha, da mesma forma que outros pais construíam casas."

Não podia terminar a resenha sem esse quote!! *-* Fiquei completamente apaixonada por ele. A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista foi uma leitura da qual gostei bastante, recomendo que leiam, mas sem esperar o livro mais extraordinário do mundo; tenho certeza que esse não foi o objetivo da autora ao escrevê-lo. Acredito que ela queria apenas proporcionar bons momentos aos leitores e mostrar que o amor sempre é possível e que as mudanças podem trazer boas surpresas. =)

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com.br/2014/01/resenha-galera-record-probabilidade.html
Sarah 14/02/2014minha estante
Eu adoro leituras assim para momentos de cansaço ou depois de uma leitura mais densa. Adorei a dica, vou procurar!


Juh 14/02/2014minha estante
Oie Ju!!
Já faz um certo tempo que eu quero ler esse livro, ele parece ser bem leve e muito fofo e as vezes a nossa mente pede um livro assim! hehe
Achei interessante o fato da Hadley ter um livro que praticamente conversa com ela e o que dizer desse encontro inesperado entre ela e Oliver!!
Outra coisa que me chamou a atenção foi o fato de todos os personagens serem cativantes, isso é tãaao bom ?!!!
Ótima resenha!!!

Beijos!!!


Thaís 15/02/2014minha estante
Aah Ju, agora você fez a resenha de um livro que eu tenho e AMO! haha. Ganhei ele ano passado e já li duas vezes haha.
Concordo com o que você disse, é um livro tão leve, tão gostoso..
Tenho que admitir que depois de ler fiquei sonhando com o Oliver, eu amei os diálogos no avião, e fiquei morrendo de vontade de abraçar a senhora que pensou que eles fossem um casal.
"- Como vocês se conheceram? Eles se entreolharam. - Acredite se quiser - diz Oliver -, foi nesse aeroporto"
Não sei porque mas eu acho que esse livro tem aquele gostinho de romance da sessão da tarde haha eu só acho que deveria virar um filme! E assim como você fiquei com muita vontade de ler o livro Nosso Amigo Comum do Dickens, porque algumas vezes no livro tem algumas frases citadas, e eu me interessei muito. Ah, e eu amo esse quote "O amor é a coisa mais estranha e sem lógica do mundo." Se você pegar algum caderno meu do ano passado você vai encontrar essa frase, no minimo, em umas 20 folhas haha. Meu Deus esse comentário vai ficar gigante.


Dani 15/02/2014minha estante
Este livro parece ser mesmo muito leve e bom para se ler quando estamos cansados de estórias mais "tensas" rsrs
Achei o enredo bem interessante, gostei de saber que se trata de perdão, amizade e amor e parece ser mesmo uma estória linda e fofa! Outra coisa que gostei de saber foi que nenhuma personagem é chata...não gosto muito de ficar com raiva de personagem rs




Bells 06/07/2013

Amor a Primeira Vista.
Peguei o livro hoje e terminei menos de três horas. Simplesmente, me conquistou. Eu já havia ouvido falar dele, porém nunca me senti empolgada para lê-lo, por haver outros livros. Mas, quando minha amiga me diz que eu precisava ler ele urgentemente, não pensei em duas vezes e acabei baixando o livro e foi amor a primeria vista.
O livro é tão... Fofo, meigo e simples. Conquistou-me já nas primerias páginas e não consegui parar de ler, apenas queria chegar ao fim logo e ao mesmo tempo ficava enrolando por não querer o fim.
A história se passa em quase 24 horas, faltavam 4 minutos para se formar um dia, e isso me fascinou mais ainda. Normalmente, eu esperaria aquele livro com aquele tipo de protagonista que se apaixonaria pelo cara de primeira e faria de tudo para ficar com ele, mas é claro que isso não acontece. Os dois acabam se apaixonando em menos de 24 horas, graças a 4 minutos que mudaram a vida de Hadley e de Oliver. E é claro que não poderia deixar de lado questões da adolecencia (não só dessa época) como a separação de pais e outras coisas que deixam o livro mais perfeito. Além é claro dos personagens que não são cansativos, eu não tive nem um pouco a vontade de entrar no livro e matar todos eles. Sem falar no inglês fofo Oliver, que me consquistou desde o primeiro momento que apareceu na história.
Sinceramente, eu recomendo a todos que queiram um livro apaixonante. Que desejam ler algo ligth, mas ao mesmo tempo encantador. E quem já leu "Um Dia", acredite que esse livro chega a ser tão bom quanto.

Por: Isabella, que quer encontrar alguém como o Oliver quando for para Paris.
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Amanda Azevedo 08/06/2013

Afinal, perder a hora pode ser algo bom.

Pontualidade — infelizmente — nunca foi o meu forte. Vivo me atrasando para os meus compromissos, mas, felizmente, até hoje, nunca perdi nada importante devido a esse meu defeito. Já recebi alguns olhares tortos, alguns “puxões de orelha”, mas ok... ok. Sobrevivi. Apesar de nunca ter tido grandes problemas com isso, também nunca dei nenhuma sorte como a que Hadley — nossa protagonista — deu. Ela chegou quatro minutos atrasada para o seu voo e por isso precisou pegar o próximo avião para Londres. E neste próximo voo ela terá uma agradável surpresa ao conhecer a pessoa do assento ao lado — Oliver.

Hadley terá que esperar três horas no aeroporto até a saída do seu novo voo. Entediada pela espera, ela pede a uma mulher que está próxima que olhe sua mala por alguns minutos — para que ela possa ir ao banheiro, fazer um lanche... —, mas a mulher não demonstra boa vontade para lhe fazer esse favor. É aí que o charmoso, educado e encantador, Oliver, entra em cena. Ele se oferece para tomar conta da mala para Hadley.

Ele segura a sua mala e a acompanha em seu trajeto. Ela, um tanto sem jeito, a princípio estranha a companhia dele, mas não o afasta. Assim, eles acabam fazendo um lanche juntos e é ali, que as conversas começam. E eles acabam descobrindo que estarão em assentos próximos no voo para Londres — 18A e 18C.

A história me pegou, porque a forma como tudo se desenrolou foi bastante crível. Os fatos narrados são casuais, simples... Isso trouxe para a história um ar comum, porém bonito. Não vou dizer que é um fato corriqueiro você se atrasar para um voo e no avião seguinte conhecer alguém especial... Não, não é isso. Mas se pensarmos bem e tentarmos trazer a história para o nosso dia-a-dia, as coisas que fazemos todos os dias podem mudar se resolvermos sorrir para alguém na fila de um banco, começar uma conversa com o passageiro ao lado no ônibus... Ser gentil, dar um sorriso, dar um bom dia, poderá, quem sabe, trazer alguém especial para a sua vida. Mas se não trouxer, eu garanto que, pelo menos, tornará o seu cotidiano mais agradável.

Toda a história acontece em apenas 24 horas, mas não pensem que isso pode ser algo negativo. Apesar do tempo curto que passamos com os personagens não sentimos falta de nenhuma informação, à medida que eles vão conversando e se conhecendo, nós também passamos a conhecê-los. E em suas conversas eles citam acontecimentos passados, isso faz com que, tenhamos uma visão melhor sobre suas vidas.

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista nos apresenta um romance adolescente fofo. Não é uma história inédita, e, acredito, não é um daqueles livros capazes de mudar a nossa vida, mas é uma leitura divertida, leve, rápida e nos faz relembrar como é maravilhosa a sensação de se encantar, à primeira vista, por alguém.
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Vickie 30/04/2013

Qual é a probabilidade estatística de se apaixonar à primeira vista?
http://www.youtube.com/watch?v=Y7PAmZQ6wg8
Um livro fofo. Fofíssimo. Desde a capa, fosca com detalhes brilhantes, cheia de desenhos fofos, às cores escolhidas (verde e laranja), e a fonte, o espaçamento e as folhas, amareladas e perfeitas.
A história contada é a seguinte: Hadley é uma garota de 17 anos, e tem que embarcar para Londres, para ir ao segundo casamento do pai. Ela está brava, chateada, frustrada e desanimada. Mas então, conhece um menino super gentil: Oliver. E quem diria? Estão juntos no avião.
Entre conversas, sorrisos, piadas, e pensamentos, os dois começam, a lentamente, se apaixonar. O livro se passa nessa seguinte ordem:
-Aeroporto
-Avião
-Londres
O desenvolvimento da história é cheio de surpresas, partes fofas e reflexões ótimas. Eu me identifiquei muito com o livro. Chorei, ri, abracei, e virei a noite tentando descobrir o desfecho dos personagens. Oliver é um personagem super meigo, e fiquei marcando milhões de falas e quotes enquanto lia. Tudo é agoniante, o livro é rápido, gostoso, apaixonante. As últimas falas são perfeitas. Eu simplesmente não tenho o que falar sobre esse livro. É lindo.
Separei algumas quotes bem legais, só para vocês terem uma ideia do que está te esperando:
"Há dias, nesta vida, dignos da vida, e outros, dignos da morte." -Charles Dickens
"Será melhor ter alguma coisa e perdê-la, ou nunca a ter tido?"
"Nem sempre os pais acertam. Às vezes, eles demoram um pouco para perceber isso."
"A impressão (de que ele a compreende)deve ser fruto da maneira com a que ele a observa, com aqueles olhos que cavam um buraco em seu coração."
"...não estão se tocando, mas dá para sentir os pelos do braço dele roçando os seus, e novamente sente uma vontade enorme de pegar sua mão."
"Nenhum dos dois se mexe ou fala; ficam em pé, olhando-se no escuro, ouvindo o som dos motores do avião. Ela acha que, por mais que pareça impossível e improvável, ele está prestes a dar um beijo nela. Hadley se aproxima um pouquinho, com o coração batendo forte no peito. Ele passa as costas de uma das mãos na dela e Hadley sente uma descarga elétrica subindo pela espinha. Para sua sua surpresa, Oliver não se afasta; em vez disso, ele pega sua mão como se procurasse por apoio e a puxa devagar para mais perto. É quase como se estivessem sozinhos (...) Hadley respira fundo e inclina a cabeça para olhar nos olho dele (...);"
"Oliver é como uma música que ela não consegue esquecer. Por mais que tente, a melodia do encontro entre os dois fica tocando na cabeça repetidamente, cada vez mais agradável, como uma canção de ninar, como um hino; não tem como ficar cansada daquilo."
"Uma pessoa contou certa vez que há uma fórmula para o tempo que se leva para esquecer alguém: é a metade do tempo que ficaram juntos."
"Parece que estão torcendo seu coração como se fosse uma toalha molhada. Sua vontade é ir embora para casa."
"-É aquela velha história, se você ama alguém, deixe que se vá.
-E se não voltar?
-Alguns voltam, outros não. EU sempre vou voltar.
-Mas você não tem luz.
-Quando estou com você, tenho sim."
"(...) desta vez, sem nem perceber, ela se apoia na dor, em vez de afastá-la. Afinal de contas, uma coisa é sair correndo, fugindo de alguém que quer lhe pegar. Outra coisa bem diferente é correr sozinha."
"Talvez ela esteja mesmo fazendo a coisa errada. Mas não há outro lugar aonde queria ir agora."
"Não é para fazer (sentido). O amor é a coisa mais estranha e sem lógica do mundo."
"Ela fecha os olhos para conseguir lidar com a torrente de palavras que não saem, tudo o que não foi dito"
"É de muita utilidade neste mundo aquele que torna mais leves os sofrimentos dos outros."
"De repente, percebe que a maneira como vem tentando tirá-lo de sua vida é totalmente em vão."
"(...) não importa quantas vezes eu o tenha afastado, ele sempre volta. E eu não gostaria que fosse de outra maneira."

Acho que o único ponto que me incomodou no livro, foi que as vezes pareceu que a autora queria escrever na primeira pessoa, mas já tinha começado na terceira. Então no meio do livro, eu me confundia, e pensava que estava lendo na primeira, então meus pensamentos se embaralhavam, e acho que realmente seria melhor se tudo fosse contado pela Hadley.
O livro traz muitas reflexões, pontos sobre família, perdão, distância, saudade, paixão, e sempre conta várias coisas sobre o passado de Hadley, e como sua personalidade foi formada a partir das coisas que ela viveu.

Amei o livro. É maravilhoso, e dou 5 estrelas. Você tem que ler. ♥

"As pessoas que se encontram em aeroportos têm 72 por cento mais chances de se apaixonarem que as pessoas que se encontram em outros lugares"


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Tahh Camargo 03/05/2013

A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista
Sabe aqueles livros fofos demais que fazem você suspirar, rir e passar vergonha em publico? A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é exatamente esse livro.

Hadley está prestes a embarcar em um avião rumo a Londres para o casamento de seu pai com uma mulher que ela nunca viu. Ela está prestes a embarcar rumo ao pior final de semana de sua vida. Ela não queria ir, mas a mãe praticamente a obrigou e graças a um atraso de apenas quatro minutos Hadley acaba perdendo o voô e tem que esperar algumas horas em um aeroporto lotado pelo próximo.

Mas é graças a esse atraso que conhece Oliver, um britânico fofo, lindo e super gentil que primeiramente a ajuda com suas malas e que por um golpe do destino senta ao seu lado durante o longo voo para Londres.

Oliver é fofo, eu sei que já disse isso, mas ele é! Suspiro. Os dois conversam sobre tudo e em pouco tempo até esquecem que acabaram de se conhecer. A química entre eles é incrível. E todo o tempo rola um romance divertido e despreocupado.

O livro é narrado em terceira pessoa, mas a narrativa gira sempre em torno da protagonista, Hadley que é fascinantemente verdadeira. Seus questionamentos, medos e duvidas são muito reais. Amei os diálogos, inteligentes e dinâmicos que não deixam o livro perder o ritmo.

Apesar de um titulo imenso o livro é relativamente curto e é perfeito para ser lido em um único dia, do mesmo jeito que a historia acontece. Sim, tudo acontece em exatamente 24 horas. Parece rápido né? Mas não é. Jennifer E. Smith soube dosar o conteúdo da historia e se alguma coisa precisava de um pouco de explicação um rápido flashback resolvia o problema.

A Probabilidade Estatistica do Amor à Primeira Vista é um livro despretensioso e deve ter passado despercebido por muita gente, mas é lindo. A capa e a diagramação também não deixam a desejar.

Não é nenhum historia tocante e excessivamente romântica, mas cumpre seu papel que é entreter e te fazer suspirar pelas meiguices de Oliver. Perfeito para ser lido em uma viagem.

A pergunta é: POR QUE ISSO NUNCA ACONTECEU COMIGO?!?
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Raffafust 24/03/2013

Quatro minutos podem mudar uma vida?
Lendo esse livro me lembrei quantas vezes corri para pegar uma conexão em aeroportos gigantes e perdi por causa da imigração. Aeroportos são assim, um mundo de gente chegando e indo de diversas nacionalidades e você ali perdida doida para chegar no destino final. Por esse motivo e por já ter trabalhado um ano indo quase todos os dias para o aeroporto internacional do Rio de Janeiro me identifiquei de cara com Hadley, a americana de 17 anos que mora em NY e que está indo para Londres. Feliz? Nem de perto ela está feliz, e tudo porque o motivo dela estar indo não são férias para conhecer o Big Ben ou tirar fotos no Palácio de Buckingham e sim para o casamento de seu pai com sua futura madastra que nem conhece!
Hadley perde o voo por exatos 4 minutos e enquanto ela vê que não cosnegue embarcar ela nos conta como seu pai destruiu sua família em um curso que faria em Londres e nunca mais voltou. Sua mãe entrou em depressão, ele começou a namorar uma moça bem mais nova e para completar agora se via obrigada a fazer sua primeira grande viagem internacional para o casamento daquele homem que amou a vida inteira mas que no momento lhe parecia um traidor!
Mas apesar de tudo isso, a vida dela no aeroporto JFK parece não estar tão ruim quando um rapaz fofo de nome Oliver e de lindo sotaque britânico aparece e lhe oferece pra fazer companhia enquanto espera o próximo voo. Certamente ela deveria estar preocupada em chegar a tempo no casamento do pai mas ela parece não ligar e concentrar suas forças naquele lindo e agradável britânico.
Para completar a sorte do atraso ele está sentado na cadeira ao seu lado do avião e as horas intermináveis que fazem parte de seu voo se tornam bem mais legais ao lado dele.
O livro é rápido de ser lido e é tão bom do início ao fim que se percebe logo porque uma história que parece ser simples fez tanto sucesso no mundo todo.
Porque é tudo que esperamos, quando temos um problema grande na vida, que ele desapareça porque algo muito bom veio.
E deixo para vocês descobrirem o que acontece entre o casamento do pai de Hadley e a chegada dos dois em Londres. Oliver e Hadley são deliciosamente fofos!
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Lari 23/08/2014

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista - Jennifer E. Smith
Procurando livros novos para ler em um site, eis que me deparo com esta linda (e muito fofa) capa. Sem mencionar o título do livro e a sinopse. Me apaixonei logo de cara, e, um dia depois, lá estava eu na livraria comprando-o.

Confesso que, mesmo ansiosa para ler, eu não esperava muito deste livro. Achava que teria muitos clichês e afins. Este foi um dos meus (muitos) casos de ler uma obra somente pela capa. Não estava preocupada em me decepcionar.

A minha maior surpresa foi me pegar virando as páginas sem conseguir parar antes do final; foi me identificar com a Hadley e me apaixonar pelo Oliver; foi torcer pelos dois, principalmente nos desencontros deles. E quando eu descobri a explicação do título do livro, pensei: Owwnnnnn!!

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista se passa em 24 horas (mesmo assim não deixa pontos soltos), é narrado em terceira pessoa e possui alguns mini-flashbacks. Cada capítulo nos mostra a hora da Costa Leste - EUA - e de Greenwich - Inglaterra.

A Hadley tem 17 anos e está indo para o novo casamento do seu pai na Inglaterra e, por apenas 4 minutos, perde o voo para Londres. Quatro minutos que mudam completamente a sua vida, pois é nesse momento, enquanto espera o próximo voo no aeroporto de Nova York, que ela conhece Oliver. Um britânico fofo e divertido que, por coincidência, viaja ao lado dela no avião.

"Hardley olha para ele pela primeira vez. Seu cabelo é escuro e meio grande demais, e há migalhas na frente da camisa, mas ele tem alguma coisa interessante. Talvez seja o sotaque que, com certeza, é britânico, ou a boca tensa, evitando um sorriso. O coração dela bate mais forte." - pg. 21

Ela não queria ir ao casamento pois se sentia traída pelo pai, mas sua mãe insistiu para que ela fosse. Na minha opinião, a Hadley tem essa resistência com o novo relacionamento do pai (além do óbvio, é claro!) por não conhecer a nova madrasta. Ela vê Charlotte pela primeira vez quando esta entra na igreja, já com o vestido de noiva, para casar com o seu pai.

O que mais me surpreendeu foi o fato de que a relação Hadley-Oliver não é a principal. Me emocionei bastante com a relação da Hadley com o pai. Além disso, a autora conseguiu surpreender com o desenrolar da história do Oliver (eu não esperava aqueles acontecimentos).

"- Bem, o dia de hoje está quase chegando ao fim. - comenta Hadley. [...]
- Isso significa que nos encontramos em 24 horas. - diz Oliver.
- Parece ser mais tempo." - pg. 222

É um livro leve e curtinho, sem ser bobinho. Lá pela metade temos uma certa dose de drama. Bonitinho, bem escrito, nada bobo. É gostoso de ler, faz o tempo passar rápido, não tenho do que reclamar... e entrou para os meus favoritos!

P.S.: O Oliver é... ahh, sem palavras. Eu tenho uma queda por sotaque britânico então, foi só a Hadley falar que o garoto tinha esse sotaque para eu me apaixonar.
Ah, outra coisa, eu adorei a Charlotte! Mesmo a Hadley detestando-a até, praticamente, o final do livro. E o pai dela me comoveu. Dei risadas com a mãe da Hadley e torci bastante para ela dizer sim ao Harrison. Bem que podia ter uma continuação.

site: http://nomundodoleitor.blogspot.com.br/2017/01/resenha-probabilidade-estatistica.html
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