The Perks of Being a Wallflower

The Perks of Being a Wallflower Stephen Chbosky




Resenhas - The Perks of Being a Wallflower


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Alan 04/09/2011

As vantagens de ser invisível...
Imagine que um dia uma carta de um tal Charlie chegasse a você, sem mais nem menos, e que ele (Charlie) fosse alguém que por algum motivo confia muito em você e, como se fossem melhores amigos, começasse a contar a você tudo sobre sua vida e o que está acontecendo com ele. Pois bem, é assim que tudo começa, aqui. Um garoto prestes a fazer 16 anos, prestes a começar o ensino médio, com dúvidas, medos, um passado meio incerto e uma ingenuidade que, de tão pura, nos assusta, nos abala, e nos faz pensar: "Putz! Por que eu tenho uma mente tão suja?!". Jogue a primeira pedra quem nunca se aproximou de alguém apenas por interesse, ou falou mais do que deveria sobre alguém, ou ficou bêbado só por que todos os seus amigos também estavam bebendo...
Enquanto lia esse livro me fiz algumas perguntas como: Por que eu bebi aquilo se estava com gosto de vômito? Por que eu falei aquilo se nem sabia se realmente era verdade? E aos poucos mais e mais perguntas apareciam fazendo com que, a cada minuto, eu me perguntasse mais e mais coisas e, derrepente, a pergunta mais importante surgiu: Quem sou eu? ou melhor: Por que eu sou esse eu?
Muito mais do que apenas mais um romance bonitinho, esse livro é um tapa na cara da sociedade, sociedade esta que perdeu, ou distorceu, valores, fazendo com que tenhamos um futuro cada vez mais incerto, cheio de egoísmo e cada vez mais vazio de pessoas que valem a pena.
Se tiver a chance leia, pois, garanto, não será uma leitura em vão! Eu poderia escrever um livro com tudo o que pensei ao terminar essa leitura mas, acho que cada um é inteligente o suficiente para tirá-las por si só, apenas gostaria de (ousar) dizer que se cada um de nós fossemos um pouquinho do que Charlie, em The Perks of Being a Wallflower, é, o mundo seria um lugar um tanto melhor para viver... Boa leitura!
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UA 25/03/2011

Sinopse: “The Perks of Being a Wallflower” é um romance contado em forma de cartas endereçadas para um amigo anônimo. O personagem principal,Charlie, é sincero e sensível, e sofre de episódios de depressão provocada por uma lembrança reprimida de algo que ele sofreu quando era ainda criança.
Seu melhor amigo se suicida antes do início do ano letivo, e assim ele conhece os irmãos Patrick e Sam que apóiam a sua individualidade e amor pela literatura, música e poesia.
A história de Charlie contém pedaços da história de qualquer leitor. O estilo do romance pode tocar em vários temas como a experimentação de drogas e álcool, sexualidade, fazer amizades, relações familiares e perdas, mas não se fixam em nenhum tópico específico. Essa falta de foco é o que torna a história tão real e verdadeira para quem a lê.
Em alguns momentos você sente como se fosse o amigo anônimo para quem Charlie escreve, em outros você se sente como se fosse o próprio Charlie.

E aí?: A primeira coisa que eu devo falar é: Leia esse livro, ele é incrível. Entenda, eu sou uma pessoa que lê muito (não diga), pelo menos 4 livros por mês, então de tudo que eu leio poucos saem da categoria “leitura de passatempo” para o status de “livros que mudaram sua vida”. Perks deve ter entrado nesse status depois da segunda página.
Ok, talvez “mudar sua vida” possa soar meio estremo, mas eu não estou considerando apenas o fato do livro te trazer coisas novas (porque isso todo livro faz em menor ou maior escala), mas sim o fato de ele te fazer rever coisas antigas e enxergá-las de um novo modo.
“The Perks of Being a Wallflower” é um livro que tocante que faz o leitor sentir como se estivesse lendo sua própria história.
É impossível não se identificar com o personagem principal quando ele faz “mixtapes” (quem nunca fez isso? gravando as músicas preferidas do rádio?) ou quando ele diz coisas como “É estranho, porque às vezes, quando eu leio um livro, eu acho que eu sou a pessoa do livro”.
Na verdade, “The Perks of Being a Wallflower” é o tipo de livro que você tem vontade de transformar cada parágrafo em um quote. Ou pôster. Ou tatuagem.
Outra grande coisa são as várias referências a outros livros, filmes e músicas que ajudam ainda mais a criar um ambiente “familiar” para a história:
Literatura
To Kill a Mockingbird by Harper Lee
This Side of Paradise by F. Scott Fitzgerald
Peter Pan by J.M. Barrie
The Great Gatsby by F. Scott Fitzgerald
A Separate Peace by John Knowles
The Catcher in the Rye by J. D. Salinger
On the Road by Jack Kerouac
Naked Lunch by William S. Burroughs
Walden by Henry David Thoreau
Hamlet by William Shakespeare
The Stranger by Albert Camus
The Fountainhead by Ayn Rand
Filmes e Programas de TV
Rocky Horror Picture Show
The Graduate
Harold and Maude
My Life as a Dog
Dead Poets Society
The Unbelievable Truth
This Side of Paradise
It’s a Wonderful Life
Reds
The Producers
Hannah and Her Sisters
M*A*S*H
Saturday Night Live
Música
“Asleep” by The Smiths
“Vapour Trail” by Ride
“Scarborough Fair”, a traditional folk song popularized by Simon and Garfunkel
“A Whiter Shade of Pale” by Procol Harum
“Time of No Reply” by Nick Drake
“Dear Prudence” by The Beatles
“Gypsy” by Suzanne Vega
“Nights in White Satin” by The Moody Blues
“Daydream” by The Smashing Pumpkins
“Dusk” by Genesis
“MLK” by U2
“Blackbird” by The Beatles
“Landslide” by Fleetwood Mac
“Smells Like Teen Spirit” by Nirvana
“Another Brick in the Wall Pt. II” by Pink Floyd
“Something” by The Beatles
“School’s Out” by Alice Cooper
“Autumn Leaves” by Nat King Cole
“Broken Wings” by Mr. Mister
heyluua 04/06/2012minha estante
:D




Thays 13/10/2020

Nós somos infinitos
Charles é um adolescente muito especial. Ele tem uma pureza em ver as coisas, a vida, as pessoas. Mesmo sendo um adolescente cheio de traumas (que ele mesmo não entende até certo momento). E depois de tudo que passou ainda encontra forças pra seguir em frente.

A escrita em forma de cartas foi bem diferente, mas me fez sentir como se eu fosse o destinatário (acho que devia ser a intenção do autor...talvez)

Fiquei tocada com essa leitura, de forma tão simples nos ensina muito.

"Então, eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas."
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Bea 17/09/2020

E eu realmente estava lá...
Gostei bastante do formato em carta, me fazia pensar que eu era a receptora delas. Além disso, o Charlie é um personagem o qual me encantou tanto por ver o mundo sem preconceitos. Por fim, achei muito boa a abordagem de questões sociais neste livro
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Joyce.Sarmento 19/05/2020

Fantástico
A leitura é tão gostosa que consegui ler inteiro (em inglês) sem consultar o dicionário. Charlie é o personagem mais sensível e que exprime pensamentos tão incomuns (de se ver nos livros) que parecia que eu estava lendo minha própria mente. Simplesmente o melhor livro que já li!
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Sérgio 28/03/2013

As vantagens de ser admirável
Ficha Técnica

Gênero: Romance
Ano de lançamento: 1999
Ano desta edição: 2009
Editora: MTV Books / Gallery Books
Páginas: 214
Idioma: Inglês

Citação: "When I was done reading the poem, everyone was quiet. A very sad quiet. But the amazing thing was that it wasn't a bad sad at all. It was just something that made everyone look around at each other and know that they were there. Sam and Patrick looked at me. And I looked at them. And I think they knew. Not anything specific really. They just knew. And I think that's all you can ever ask from a friend."

Querido amigo,

Eu terminei de ler recentemente este livro, "The Perks of Being a Wallflower", que uma amiga me emprestou. Ele estava em inglês, e foi legal lê-lo no original, embora exista uma versão em português lançada pela editora Rocco, com tradução de Ryta Vinagre. Confesso que folheei o livro para ver qual solução a tradutora encontrou para um termo específico, e não fiquei satisfeito. Não que isso comprometa todo o trabalho dela, mas não era algo tão difícil assim, sabe?

Talvez você esteja estranhando essa resenha, portanto é melhor eu me explicar: Charlie, o protagonista do livro, narra toda a história por meio de cartas, escritas para um destinatário que nos é desconhecido. Ele inclusive troca os nomes dos personagens, para que esta pessoa não possa descobrir quem ele, Sam, Patrick, Brad e outros são na realidade. Portanto a narrativa é totalmente subjetiva (temos que acreditar que tudo aconteceu como Charlie narra), e mostra as coisas sob a perspectiva deste garoto de 15 anos, cheio de problemas. E, apesar de seus 15 anos, ele tem um jeito de escrever, de narrar as coisas, um processo lógico bastante infantilizado para alguém dessa idade, mas que até é compreensível por tudo que ele passou. Por isso estou escrevendo essa resenha/carta assim.


Charlie é uma "wallflower", termo que em inglês é usado para descrever aquela pessoa tímida, que não se destaca, e que se confunde com a mobília ou o plano de fundo; termo muito difícil de traduzir, já que não existe um termo em português para isso, mas "ser invisível" funciona quando você conhece o contexto (não, ele não tem super-poderes): Charlie é tímido, sem amigos (pelo menos no começo da história), um esquisito. Perdeu a tia de maneira traumática e isso o marcou para sempre. E, aos 15 anos, ele vive um ano de descobertas sobre si mesmo e o mundo, que tornam o livro interessante.


É um livro que fala de coisas comuns da adolescência: as amizades, as paixões, o primeiro beijo, a primeira vez. Mas também aborda assuntos muito pesados, como o uso de drogas e as bebedeiras, estupro, abuso sexual infantil, gravidez adolescente e aborto, homossexualidade e preconceito, bullying e problemas psiquiátricos. Não deve ser fácil ser esse tal Charlie.


O livro vai agradar adolescentes por ser exatamente sobre esta época turbulenta da vida deles; mas também tem a possibilidade de agradar os adultos por retratar o ano de 1992: há inúmeras referências à música dos anos 80 e 90, como Smiths, Smashing Pumpkins e Nirvana, o que acabou me remetendo à minha adolescência, além de muitas referências literárias, já que Charlie é um leitor ávido, e que lê grandes clássicos da literatura americana (sob influência do seu professor da matéria).

A maneira como Charlie vê as coisas, como ele lida com suas paixões, sua família, seus medos e sua inexperiência não são lá muito tradicionais. E talvez essa seja a grande sacada do livro, mostrar alguém tão único, que passa por situações tão diferentes (algumas extremamente traumatizantes), e ainda assim que poderia sentar ao nosso lado na escola. Apesar de sua vida não ser invejável, ela ainda assim é admirável.

Com amor,

Sérgio

Originalmente publicado em: http://catharsistogo.blogspot.com.br/2013/03/the-perks-of-being-wallflower-as.html
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Sarah 29/02/2020

"And in that moment, I swear we were infinite."
o eterno sentimento de me sentir infinita depois desse livro. apenas perfeito.
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isangelotti 12/12/2013

The perks of reading this book
É incrível como alguns livros conseguem realmente nos tocar de um jeito especial. Não acontece com muitos livros que leio, me considero uma pessoa difícil de ser tocada por livros (músicas me fazem sentir mais), porém As vantagens de ser Invisível conseguiu, de uma maneira que me fez pensar no sentido da minha vida. Me fez pensar em coisas pequenas, porém importantes.
Eu lia um pouco e logo em seguida refletia sobre. O professor de Charlie dizia constantemente que ele deveria participar e me peguei pensando se eu realmente participo da minha própria vida, ou se fico apenas vendo o tempo passar.
É como promessas de ano novo... Nós só prometemos e não participamos dessas promessas, elas ficam ali vagando no ar, apenas esperando que nos juntemos a elas e as cumpramos.
Depois de ler este livro decidi que quero participar mais... fazer o que tenho vontade de fazer e não colocar a vida de ninguém na frente da minha. Vou ser eu mesma e não é apenas uma promessa de ano novo, é algo concreto, algo que eu quero muito pegar no ar e fazê-lo real em minha vida.
Se eu visse Sthepen Chbosky na rua eu provavelmente o abraçaria e agradeceria por me apresentar Charlie, Sam e Patrick. São personagens incríveis. São um pouco de mim e garanto que um pouco de vocês também.

Boa leitura!
Julia Nunes 23/12/2013minha estante
Tambem adorei o livro só fico me perguntando quem achou a carta do Charlie?bjs thau


isangelotti 28/12/2013minha estante
Julia, não sei se era a intenção do autor, mas sinto que as cartas são para nós sabe? Como se elas nos fossem enviadas. Por isso nos dá uma sensação tão boa, parece que estamos recebendo essas cartas, portanto queremos mais e mais conhecer o Charlie e sua vida. Sinto saudades dele. Obrigada pelo comentário! Beijos.




Gabi Fernandes 05/09/2012

Eu me sinto infinita após esta leitura.
Acredito que para uma história ganhar o satus de grande história, é mandatório que tenha uma grande conclusão. Isto, "The Perks of Being a Wallflower" fez de forma soberba. A conclusão deste livro provocou em mim uma sensação de acrescímo, de ter me tornado, ao longo da narrativa, uma pessoa diferente. Contribuiu para quem eu estou sou, para quem eu vou ser e, principalmente, para quem eu quero ser. Um definidor de caráter, este é o melhor tipo de história que existe.

A narrativa é toda construída em forma de correspondências endereçados, por um menino de quinze anos com pseudônimo “Charlie” que precisa ser entendido, a um remetente desconhecido, que, supostamente, é alguém que escuta, entende e não dorme com alguém só porque pode. A sensação que tive é que eu era este remetente, imagino que Stephen Chbosky tinha mesmo a intenção de remeter aquelas cartas aos seus leitores.

Esta é, decerto, uma narrativa repleta de simplicidade e sutileza. Desprenticiosa, mas cheia de significado em cada linha. Desta perspectiva, me lembra "O Pequeno Príncipe".

As personagens esbanjam carisma. São dotadas da capacidade de cativar, de serem amadas, odiadas e perdoadas. Afinal, a impressão que eu tenho, é que as personagens deste livro foram, em síntese e acima de tudo, personagens criadas para serem entendidas, para ajudarem o leitor a entender.

Foi uma leitura constante e regularmente agradável e inspiradora, desprovida de momentos de tédio, cheia de diálogos afiados e frases que fazem pensar.

Mas, voltando a comentar a conclusão do livro, para que este livro pudesse ser considerado infinito, tinha que ir além da leitura regularmente agradável, tinha que ter um encerramento marcante, um encerramento que fosse além do “The End”. Para mim foi assim que aconteceu. Uma verdadeira aula de catarse, "The Perks of Being a Wallflower" permanece comigo após o ponto final. Sem a menor dúvida, afirmo, uma grande história.
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Matt 04/05/2014

Comprei esse livro depois de assistir o filme, então as expectativas eram bem altas. Nas primeiras 100 páginas, mais ou menos, o humor ingênuo e as eventuais reflexões do Charlie conduziram tudo, e foram até suficientes. Mas desde o começo estava claro, e depois se confirmou, que os eventos do livro eram um pouco vagos e desconexos. Eu demorei muito para chegar até a página 100 porque não conseguia ler muito de uma vez; embora os eventos fossem tratados de forma superficial, acontecia muita coisa então era preciso absorver. Depois eu ignorei isso e ontem peguei da página 130 e terminei o livro hoje porque queria terminar logo mesmo.
O fato é que os acontecimentos rasos dão um tom muito realista ao livro , e isso é um mérito, mas ainda é um livro. Do que adianta frases boas se elas não têm um contexto que lhes reforçe, que lhes faça ter impacto? Eu não consegui me conectar muito com os personagens e o livro não me arrepiou nenhuma vez, o que pessoalmente é um sinal ruim. Mas a história é muito boa. Só parece que não se ateve ao essencial, e teria muito a ganhar com isso.
Parece que o Charlie não está só amadurecendo, ele está realmente descobrindo o mundo pela primeira vez. A atitude dele com a Mary Elizabeth foi tão frustrante quanto enfuriante de ler, tamanha a imaturidade. Ele poderia ter tomado uma atitude, o que seria uma evolução, mas se deixou levar; isso foi até compreensível visto a situação. Porém não deixou de ser frustrante.
Não sei se The Perks é um história boa com um livro problemático, por assim dizer, ou um livro realmente muito bom que eu ainda não estava preparado para ler. Talvez a estrutura, ser feito de cartas, tenha contribuído para essa questão. Alguém realmente leu todas as datas no começo e os "Love always, Charlie." no final?
Joao Marcos 04/05/2014minha estante
Ótima resenha. Já ouvi falar muito bem de "As Vantagens de Ser Invisivel" na escola, no meu grupo de amigos. Tenho uma amiga que amou a história, mas essa resenha foi bem esclarecedora. Continue assim! =)




Lu 17/09/2012

As cartas de Charlie
Um garoto chamado Charlie escreve uma carta para você. E, acredite, lê-la (e ler todas as outras) é uma das melhores coisas que você fará na vida. Suba atrás de uma caminhonete e abra os braços quando ela atravessar um túnel, viva nessas páginas e viva fora delas, assim você se sentirá mais próximo de Charlie. Porque, invisível ou não, ele vai te ensinar a viver como ninguém jamais fez.
Uma das coisas mais cruéis que Stephen Chbosky fez foi, logo no início do livro, dizer que tudo ali é essencialmente produto da imaginação dele. Como se qualquer leitor, depois de ler The Perks of Being a Wallflower, fosse acreditar que Charlie não existe na vida real. Pois Charlie é um dos personagens mais verdadeiros e reais, no melhor sentido da palavra, que já foram postos em palavras. Charlie pode estar em cada esquina, no corpo de um garoto tímido vestido como um escritor, fazendo comprar no supermercado, andando pela rua enquanto as outras pessoas preferem usar carros. E, agora eu sei, Charlie está em mim também. Eu não me importo se, na história, ele vive nos Estados Unidos e nunca ouviu falar de mim ou de qualquer um de vocês, o fato é que Charlie é qualquer um que ousa levantar os olhos do chão e se sentir infinito.
E como não se sentir infinito?
Depois de terminar o livro eu decidi ler todos os livros que Charlie gosta (todos os que ele leu durante o período em que escrevia suas cartas)e escutar suas músicas. Pode parecer algo típico de uma fã que quer ficar mais próxima do ídolo, mas é bem mais que isso. Porque eu estou determinada a não deixá-lo ir. Não permitir que o livro acabe na última página, a buscar pelo prazer de viver todos os dias.
Então leia sobre Charlie, leia o que ele escreveu ou o que Chbosky escreveu por ele. Entre na alma desse garoto pequeno para sua idade e muito maior do que a maioria jamais ousou ser.
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15/05/2014

Sensible Chbosky
Escolhi "As vantagens de ser invisível" para ser o meu primeiro livro lido em inglês. Trabalho numa livraria e tive a oportunidade de topar com o exemplar quando estava ajudando uma colega de setor a organizar a prateleira de títulos em outras línguas.

Folheei duas ou três páginas e notei que a leitura era muito simples. Achei que seria capaz de ler.

Dito e feito.

Deu muito certo! Terminei o livro rápido. Não como uma leitura da língua nativa, mas não foi complicado. Ampliei o leque do meu vocabulário e descobri que entendo muito mais do que achava possível.

Fiquei apaixonada pela história. Me emocionei diversas vezes! No fim, me senti absolutamente satisfeita. A obra completa é dotada de uma sensibilidade e inocência absurdas! RECOMENDO ABSOLUTAMENTE!

O filme, que foi dirigido pelo autor do livro, Chbosky, também resguarda àquela atmosfera única, que perpetua, durante e depois da leitura. Fabuloso. Nota um milhão!

site: http://espelhoinverso.blogspot.com.br/2013/08/perks-of-being-wallflower-bla-bla-bla.html
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Rita 29/06/2019

The perks of being a wallflower (escrita em julho de 2017)
Na primeira vez que li As Vantagens de Ser Invisível, eu tinha 16 anos. Na época, se tornou um dos meus livros favoritos. Agora, 4 anos depois, no quarto período de Letras, li novamente, mas no seu idioma de origem e de uma forma mais crítica.

O livro é em formato de cartas, ou seja, cada dia é contado em uma carta/capítulo diferente e a história é ambientada nos anos 90. O protagonista se chama Charlie, tem 16 anos. Ao iniciar a leitura, percebe-se que ele é um menino que não se encaixa em nenhum dos grupos da sua escola. Também ficamos sabendo que ele está iniciando o High School (equivale ao Ensino Médio no Brasil) e (como evento drástico e condutor da trama) seu único amigo foi encontrado morto em casa. O drama inicia-se quando, em um fim de semana, ele decide ir a um jogo de futebol americano da sua escola e lá conhece Sam e Patrick, dois “irmãos emprestados” e do último ano que irão mudar a sua vida.

O livro fala abertamente sobre inúmeros assuntos “tabus”, como uso de drogas ilícitas, machismo e homofobia. Ao desenrolar a história, descobrimos que Charlie possui alguns problemas psicológicos e posteriormente, como ele os adquiriu — sendo este o clímax da história, cujos sentimentos prevalentes que senti foram angústia, tristeza e indignação, durante minhas duas leituras.

O meu personagem favorito do livro, sem dúvidas, é Bill, professor de Inglês Avançado de Charlie. Ele sempre o empresta livros e pede que ele faça uma resenha do mesmo. Gosto dele, mesmo que seja um personagem um pouco afastado do foco principal do enredo. Além disso, nota-se que ele faz muito bem ao Charlie. É da sua boca, também, que sai uma das frases mais famosas do livro, e, consequentemente, do filme baseado nele:

“We accept the love we think we deserve.”

The Perks Of Being A Wallflower foi escrito por Stephen Chbosky e é seu primeiro romance. Possui uma leitura fluida e de fácil entendimento tanto em inglês quanto em português. Os personagens são construídos de forma satisfatória e consistentes. A história foi muito bem ambientada: ao ler, é possível sentir a “aura anos 90”.

Seu gênero é Young Adults, que em português equivale ao infanto-juvenil. O fato do livro abordar assuntos sérios é um ponto positivo, pois é uma boa maneira de iniciar pré-adolescentes e adolescentes em tais tópicos. Além disso, o livro também faz menção a músicas e outros livros, que, para mim, é mais um ponto. Considero que assim, instigando a curiosidade a fim de que a história atual fique mais completa no imaginário do leitor, é uma ótima forma de fazer o jovem leitor adentrar ainda mais no mundo da literatura.
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LokiGirl 11/09/2012

This is a different book and, even though I’m not really sure what I was expecting, I can say that this wasn’t it. In honor of this rare occasion, I’ll do a different review as well. For those who are reading this review in hopes to read this book, I’ll give a little taste of what to expect of it. I’m pretty sure this won’t be much difference, cose this book is a surprise no matter what you expect.

Reviewed on 06/25/2012.


Dear Friend,

I’m writing to you so I can share something I think is just too special for me to keep it to myself. I just read a book called The Perks of Being a Wallflower.





I know, I know, it doesn’t sound so great and the cover is really dorky, but sometimes a dorky cover can hide a really cool story. The story is about this guy named Charlie.





He is really shy and doesn’t have many friends, so I was really happy for him when he told me he had made some new friends.





People often say they are happy for other people’s happiness without meaning it, but I totally do. So, Charlie meets Patrick who is really outgoing and knows a lot of stuff. He is fun and has a really great laugh that makes you want to laugh with him, because he is so happy that his happiness leaks and reaches everyone around him.




Charlie also meets Sam. She is so cool and pretty, but in an honest kind of way. You don’t know what kind of pretty is this? Well, is like this, she doesn’t cover every inch of her face in heavy makeup and when she smiles she really smiles. Not that kind of smile that looks like is painful because is so stretched, or the kind that makes you uncomfortable because is creepy.





The best thing about them is that they are the coolest people Charlie knows and still, they make him feel welcome and they really get to know him, like I did.





I wish I could say that this story is about Charlie making friends and being happy all the time, but that would be a lie. He does tell some really happy and funny stories, but also some really sad ones.
I wish I could’ve done more for him than just listen to him tell me his stories and his experiences in life. I wish I could’ve talk to him back and tried to give him advises about what he was telling me. And sometimes I wish I could punch someone for making him feel so sad, but I guess that wouldn’t help him much, would it? Well, I guess not.
Charlie loves to read and makes mix tapes. A mix tape, if you don’t know what it is yet, is a tape where you pick up a selection of songs with a purpose. It can be mix of happy songs like: Road Trip Mix Tape, Going To The Beach Mix Tape, Happy Birthday Mix tape, etc. Or it also can be a mix of sad songs like: I Just Got Dump Mix Tape. It can really be anything you want it to be.
Charlie gives the best music and book recommendations and when he talks about the songs, the meaning behind it and how he feels when he listen to it is really moving.
This is really a great story and I was so happy to meet Charlie and hear him talk about his life, family and friends. I cried with him, got mad with him and for him, got sad and confused, but I also felt happiness and laughed with him.
If you are reading this review in hopes to see if this book is all what everyone says it is, I’m not sure this review will help you, because I have no idea what you think this book is, but you’re probably wrong. I can’t tell you what this book is, because for me or anyone else to try to explain how it felt to listen to this book (I listened to the audio) is like trying to explain to a blind what the sky looks like. I can tell you this book is about a teenager that had some really deep problems and keeps writing to someone about them and what happens in his life like writing to a diary. That would be accurate and it’s what this book shows, just like if you tell the sky is blue.
That fact is not the heart of this book, is just the outlines. What makes something special is how it makes you feel. Just like I felt sucked in by the writing and the audio record. Connected to a fictional character to the point of seeing trough his eyes and feel like I’m part of the story too. While I listened to the book I was the one Charlie was talking with, I was his friend and that feeling of belonging, of being part of something, is what made me love this story.

But I must warn you that this is a sad book and bad things happen in it, so if you don’t like sad stories, even the ones with hope, and friendship, and love in it, you shouldn’t read it.

Since I can’t explain exactly how I felt, I’ll use one quote that seems to be as close as it can be. This is in the beginning of the book, so it’s not spoiler at all.



“I want you to know that I am both happy and sad and I'm still trying to figure out how that could be.”


The movie is coming up soon and I can’t wait to watch it.
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