O Livreiro de Cabul

O Livreiro de Cabul Åsne Seierstad




Resenhas - O Livreiro de Cabul


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Felipe Albiero 31/12/2010

Torrente de uma triste realidade.
Muitos não têm paciência ou não gostam de ler sobre a cultura afegã, tampouco sobre as nuances da mesma. A partir da vida de uma família de classe média, a autora consegue percorrer as diversas sendas que tanto diferenciam a cultura afegã das demais.

Asne Seierstad teve uma incrível sensibilidade para descrever tão bem as entranhas desta cultura. Se não estiver disposto(a) a deparar-se com contrastes culturais chocantes, dificilmente gostará deste livro.

Apesar de poder ser lido como romance, não espere por uma história contínua. Na verdade, poucos são os capítulos que guardam tal característica, os demais são escritos de modo mais independente – o que, para mim, não prejudicou em nada o transcorrer da obra.

Sou um apaixonado pela cultura do Afeganistão. Esta obra é um incrível relato sobre a sofrida vida naquele país. É impressionante deparar-se com uma cultura tão empedrada e quase nunca questionada, bem como com os diversos relatos de guerra. Confrontamo-nos com o domínio soviético, passamos pelo período da guerra civil, que envolve tanto o Regime de Cabul quanto o controle dos Mujahedin e chegamos ao tenebroso regime Talibã. Do meio para o final, o livro ganha um tom menos fundamentalista e mais ‘liberal’, que é o período “pós-Talibã”.



A leitura foi fantástica, o livro é cativante e, sobretudo, ensina!


Mariana Cardoso 09/06/2013

Em terras longínquas
O Livreiro de Cabul foi meu primeiro - e impactante - contato com a rica cultura afegã. Além de alguns artigos e reportagens, nunca havia me sentido tão próxima do que antes me era desconhecido.
A característica riqueza de detalhes que apenas uma jornalista poderia oferecer e a narração clara dos fatos constituem os melhores atrativos do estilo da obra. Åsne Seierstad apresenta ao leitor a rotina e a história de uma família de classe média alta da capital afegã, Cabul. Através de explicações sobre costumes e tradições, a autora consegue trazer deliciosa familiaridade à leitura e parece sempre ter feito parte do clã - apesar de vez ou outra não conseguir ser totalmente imparcial, principalmente nos momentos em que relata, por exemplo, a crueldade do tratamento recebido pelas mulheres; e, francamente, não se pode culpá-la.
Uma obra indispensável para que se possa entender muito dos conflitos que conhecemos.
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Luciane 03/06/2010

Muito bom!
Descreve com muitos detalhes a realidade do Afeganistão. Muito bom!
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Raquel Lima 16/01/2011

Outro livro que segue a linha da cidade do sol...
Sei que este livro é outro da moda comercial de falar do sofrimento das mulheres nos países árabes e o choque de cultura entre o ocidente e oriente.
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AleGaldo 07/06/2009

Cabul sob um ponto de vista norueguês
Apesar de ter se proposto a isso, achei que a jornalista Asne Seierstad não conseguiu abrir mão do seu ponto de vista ocidental ao relatar a história da família Khan. Na minha opinião, não se pode interpretar uma cultura sob o ponto de vista de outra realidade. Ao longo da história da humanidade, erros irreparáveis já foram cometidos pela dificuldade em olhar com os olhos do outro. Assim que tenha tempo, vou ler também, "Eu sou o livreiro de Cabul".
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Ellen 06/03/2010

É um livro muito interessante, principalmente por tratar de outras culturas, algo que me fascina. É uma verdadeira aula sobre a história do Afeganistão, no estilo documentário. Mas ainda existem histórias pessoais dos familiares do livreiro relatadas pela escritora. O que mais me impressionou foram as situações vividas pelas mulheres todos os dias, o fato de elas praticamente não saírem de casa, e quando o faziam, o uso da burca era obrigatório (após a queda do regime Talibã, o seu uso era facultativo, mas muitas mulheres não tiveram coragem de deixá-la). Ou como elas tinham de se espremer nos últimos bancos de um ônibus, sendo que muitas vezes havia bancos livres na frente. E também como alguns membros da família são feitos de escravos, como um dos filhos do livreiro que não tem o direito de estudar porque tem que trabalhar, ou a filha mais nova de Bibi Gul, Leila, que vive para servir à família. Entre muitos outros aspectos, as histórias ali contidas são no mínimo revoltantes. A submissão das mulheres é algo enraizado e a autoridade dos homens jamais é questionada.
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Jessy 08/04/2010

Mudei de opinião
Esse livro fez eu simplesmente me apaixonar pela história e cultura mulçumana,passei a respeita-la e a ve-la de forma diferente,passei a admira-la.
Esse livro sed resume numa única frase: pessoas mesmo com restriçoes religiosas e culturais conseguem ser felizes.
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Caarol 28/07/2010

é tão triste, historia de mulheres oprimidas que não podem fazer nada alem de serem escravas do lar, é horrivel saber que isso ainda existe num mundo tão desenvolvido.
Senti muita pena da Leila, eu estava torcendo por ela, bom acho que todo mundo que leu estava, quase chorei quando li o final, e descobri que o destino dele era igual o da maioria, sem sorte.
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Lori 03/08/2010

Por causa do título é possível imaginar que seja um livro sobre um homem específico ou sobre a profissão. Da para se imaginar um bom número de possibilidades, porém não creio que uma delas seja sobre como é ser mulher no Afeganistão. Não que o livro seja focado neste assunto, contudo boa parte dos capítulos conta as experiências das mulheres da família. Penso que fosse inevitável para a autora viver ali e não mostrar como cada uma se sente e vê o mundo. Imagino que seria para qualquer mulher em sua situação. Todavia o livro não se resume a isso. Também trabalhava sobre o cotidiano e a história afegã. E o bom é que a autora desde o início deixa claro que seu livro não é a representação do Afegão, principalmente por que ela vivia com uma família que era exceção em seu meio.

Livros sobre o Oriente Médio me fascinam, a possibilidade de poder conhecer algo tão obscuro. Independe que seja literatura ou não, se foi escrito por alguém que teve a experiência, creio que seja uma forma de quebrar meus preconceitos e ignorância. Só tinha lido um sobre um espião no meio do Jihad, sendo ele um muçulmano, assim pude conhecer um pouco a mentalidade de um guerrilheiro como também seus preceitos. Com esse busquei saber um pouco mais sobre o cotidiano. Novamente, o cotidiano de uma exceção, mas ainda assim pode ser visto de uma forma mais ampla. Como a hierarquia na família, as obrigações da mulher na casa, os costumes orientais.

Seierstad mostra o já conhecido, como a desvalorização da mulher, contudo também mostra outro lado. Aquelas que enfrentam o sistema vigente, como também aquela que se abaixa frente a ele. Mostra mulher felizes no casamento como as infelizes. Revela sobre poesias e músicas de mulheres que sonham com liberdade e igualdade. Lembra de mulheres com sonhos, como também aquelas que são ignoradas embaixo de uma burca. De uma forma, pouco convencional e forte, ela mostra as complexidades de qualquer pessoa.

O livro como trata de seres humanos, faz você ter diferentes emoções sobre as pessoas. Meu caso especial é com o livreiro em si, Sultan Khan. No início, achei-o corajoso por buscar levar conhecimento para o seu país e fascinantes seus objetivos. Depois fui sentindo desgosto pela forma que ele tratava sua família, o homem que queria levar cultura não deixava os filhos irem para a escola. Uma parte resume bem, ele queria liberdade nas ruas, mas era tirano em sua casa. Como todas as pessoas têm atitudes contraditórias e sentimentos complexos. Acho que ver as diferentes faces das pessoas em uma cultura distinta lembra que no fundo somos todos farinha do mesmo saco. Talvez essa seja uma das maiores belezas humanas.

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http://depoisdaultimapagina.wordpress.com/
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Jana 16/03/2020

Leitura sofrida
Estou até agora sem entender porquê esse livreiro mereceu ter sua história contada. Pelo título, dá a entender (ou eu entendi errado mesmo) que o livreiro é um revolucionário, um homem "das letras", que quer levar conhecimento a todos... Mas não é bem assim. A única coisa que ele quer é dinheiro no bolso.
Fiquei muito chocada pela diferença cultural, claro, mas sobretudo pela crueldade das pessoas, que se aproveitam dos menos favorecidos...
Vou dar uma estrela pelo fator "conhecer outra cultura", mas em geral foi um livro sofrido de ler, com personagens detestáveis e histórias sem pé né cabeça, com muitas dúvidas a respeito da veracidade dos fatos narrados.


Kellen 22/05/2010

Toda mulher ocidental devia ler esse livro...
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Maike 28/05/2009

Durante a leitura, muitas vezes me deparei torcendo pelos personagens como se fosse um romance, no entanto "O LIVREIRO DE CABUL" é uma reportagem sobre a vida afegã após a queda do regime Talibã;sobre a rotina; as leis impostas, principalmente, às mulheres...É um livro que nos emociona.
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KlyciaFontenele 06/06/2009

Reportagem que invade a literatura!
Livro que emociona. A jornalista norueguesa, Âsne Seierstad, tem uma escrita rica em detalhes, mas suave. O Livreiro de Cabul nos chama para viajar pela estranha e curiosa cultura afegã.
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Márcia 14/08/2009

Fiquei em cima do muro.

Esperava outra coisa do livro; mas não me decepcionei.
Sultan, o livreiro, era um homem culto e liberalista sob muitos aspectos; pena que não soube ser um homem de verdade. Ele não aproveitou toda a educação proveniente dos livros que tanto amava. Tratava a família como escravos.
Gostei do Epílogo. Gostaria de ter uma continuação dele.
O jeito como a autora narra a vida das personagens e a história de guerras do Afeganistão e de seu povo tão sofrido, nos agarra.
è uma leitura fácil e prazerosa.
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