O Aprendiz de Assassino

O Aprendiz de Assassino Robin Hobb




Resenhas - O Aprendiz de Assassino


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Jeff.Rodrigues 29/10/2019

Resenha publicada no Leitor Compulsivo
Boas sagas de fantasia costumam reunir alguns elementos-base, quase clichês, que são fundamentais para seu sucesso junto aos leitores. O livro de abertura d’A Saga do Assassino, de Robin Hobb, combina todos esses elementos para gerar uma trama em que as intrigas político-palacianas acompanham o crescimento e amadurecimento de um jovem bastardo que pode ser a solução de muitos problemas do reino.

O Aprendiz de Assassino é o típico livro introdutório de uma história maior. Sua primeira metade é focada na apresentação do protagonista, o bastardo Fitz, entregue pelo avô nas portas do reino para que o pai verdadeiro o assumisse. Abdicado do trono, seu pai está isolado e cabe a um fiel criado dar conta de sua criação. Assim se passam inúmeros capítulos em que vamos desvendando através dos seus olhos o cotidiano de um reino à beira de enfrentar gigantescos problemas. Quando o rei decide lhe conferir uma educação mais à altura sem, no entanto, reconhecê-lo como membro da família, a vida de Fitz dá uma guinada e ele vai sendo introduzido nos costumes nobres. Treinado para ser um assassino, alguém que elimina obstáculos.

Em um segundo momento, da metade final do livro, temos a política entrando em cena a partir dos acordos nupciais, disputas pelo trono, assassinatos e tentativas de traição e um clima de tensão crescente com o reino ameaçado por invasões de saqueadores. Aqui a história flui melhor e ganha um ritmo de mais ação. Somos envolvidos pra valer naquilo que certamente vai se desenrolar a partir do volume dois.

O Aprendiz de Assassino é o típico livro que se não encanta e enche os olhos, também não possui defeitos que nos façam repeli-lo. Seu maior problema, na minha visão, é a quantidade de páginas desperdiçadas em detalhamentos que não acrescentaram em nada na história em detrimento de muita subtrama que poderia ter sido mais explorada e esmiuçada. Isso faz o livro ter altos e baixos com trechos bem chatinhos e outros extremamente envolventes.

Importante destacar que a pegada do livro é quase autobiográfica. Narrado em primeira pessoa por Fitz, a história toda gira em torno do seu crescimento, suas experiências, ideias e frustrações. O reino nos é apresentado sob o seu ponto de vista e em nenhum momento protagoniza a história. A trama política que considero a parte mais interessante envolve diretamente Fitz a partir do momento que ele tem missões a cumprir e é, também, uma pedra no sapato de postulantes ao trono. Então, diferente de muitas outras sagas, aqui não temos uma história sobre um país, um reino ou um lugar mágico. Trata-se de um livro sobre um garoto e sua vida de treinamentos rumo a um futuro ainda incerto.

O Aprendiz de Assassino é uma boa abertura para uma trilogia e deixa claro que tem uma grande história em formação para os próximos volumes. Uma leitura super válida para quem curte tramas meio medievais de batalhas, com muitas intrigas, segredos e ameaças à espreita. Ah, e um protagonista que facilmente nos cativa.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2019/10/10/resenha-o-aprendiz-de-assassino-robin-hobb/
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Gramatura Alta 21/10/2019

http://gramaturaalta.com.br/2019/10/21/resenha-o-aprendiz-de-assassino-robin-hobb/
Aprendiz de assassino é o primeiro livro da SAGA DO ASSASSINO, relançado pela Suma de Letras, selo da Cia das Letras. Numa versão mais clean, veio para conquistar novos leitores, com uma história de fantasia capaz de se destacar entre tantas outras.

A história é narrada por Fitz, o filho bastardo do príncipe Chilvary, o Herdeiro do trono dos Seis Ducados. O garoto é abandonado pelo avô materno na porta da chamada Torre do Cervo, sem nome e sem expectativas de ser aceito pela família do pai. A família real deixou o garotinho aos cuidados de Burrich , homem de confiança de Chilvary. e por tempos dormiu nos estábulos junto com os animais. Fitz tem a Manha, magia capaz de conectá-lo com os animais e entrar na mente deles.

"Se tudo o que eu tivesse feito na vida fosse ter nascido e ser descoberto, ainda assim teria deixado uma marca em toda aquela terra, para todo o sempre. Cresci sem pai nem mãe, numa corte onde todos me conheciam como um divisor de águas. E um divisor de águas me tornei."

Até que é finalmente aceito pela família real e é obrigado a abandonar todos os velhos costumes para viver uma nova vida à sombra do Rei Sagaz. O bastardo é instruído em artilharia, etiqueta, escrita, luta e a magia do Talento, porém, secretamente, o que Fitz realmente está se dedicando é a arte de matar silenciosamente, a serviço de seu Rei, por um instrutor muito misterioso.

Quando uma grande força de salteadores bárbaros começa a amedrontar a costa dos Seis Ducados, Fitz é enviado para sua primeira missão e não pode falhar. O bastardo se vê cercado de muitos segredos, dos outros e dele próprio, em uma rede de intrigas e aventuras que parece não ter fim. E enquanto alguns acreditam que ele seja uma ameaça ao trono, pronta para ser usada pelo inimigo, outros sequer notam sua presença, e Fitz vai costurando sua própria história junto a essa trama cheia de reviravoltas e mistério.

Hobin Hobb tem uma sensibilidade singular em sua escrita, logo nas primeiras páginas me fez encher os olhos de lágrimas. Só mesmo uma mulher para trazer uma fantasia tão profunda, ressaltando os sentimentos de uma forma muito bonita. Desde quando o pequeno Fitz é deixado na torre, passando por seu crescimento, por tantas vezes que é encurralado e sua força é colocada em prova, tudo é descrito da forma mais real possível. Capaz de tocar o leitor.

A edição também está bem caprichada, nas primeiras páginas encontramos o mapa das terras criadas por Robin. Os personagens foram bem elaborados e a narrativa em si tem um crescimento surpreendente. Espero que as continuações sejam lançadas em breve.

site: http://gramaturaalta.com.br/2019/10/21/resenha-o-aprendiz-de-assassino-robin-hobb/
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Juan.Victor 15/10/2019

A sofrida e trágica trama de Robin Hobb
Eis que finalmente termino essa deliciosa leitura para dizer aqui e já adiantar nessa breve resenha, o quão bom este livro é.

Aqueles que já ouviram falar, ou que estão na dúvida sobre o que se trata esse livro, absorvam cada detalhe que eu ou qualquer outro explanar porque sim, este livro vale a pena!

Aprendiz de Assassino se trata do primeiro livro da série do assassino de Robin Hobb e conta a história de Fitz (como o próprio nome diz, um bastardo), filho de Cavalaria (sim, muitos personagens da realeza dos Seis Ducados tem nomes que remetem a suas virtudes). Fitz não é um simples bastardo, mas um bastardo do filho mais velho do Rei Sagaz, ou seja, o filho herdeiro e também o príncipe mais adorado, honrado e diplomata da corte. Ao ser deixado na porta do palácio quando criança, Fitz provoca o exílio de Cavalaria pois toda sua pureza até então demonstrada, estava sendo posta em xeque com a revelação de Fitz. Sendo assim ele mesmo decide se exilar, não entrar em contato com Fitz e abdicar do trono. O bastardo da corte é então colocado sobre os cuidados de Bronco, mestre dos estábulos e aquele que um dia foi melhor amigo de Cavalaria. Fitz se torna um divisor de águas da corte, com todos sempre conspirando contra ele pelo medo que representava em ser mais um no jogo de poder. O Rei Sagaz ao observar isso, usa Fitz a seu favor e o treina em segredo para ser um assassino da corte, aquele que age nas sombras em favor do rei. Aquele velho ditado de manter os amigos perto e os inimigos mais perto ainda, conhece? Essa é sua intenção mesmo também observando a ameaça que Fitz representa.

O livro é EXTREMAMENTE bem escrito, narrado em primeira pessoa de um jeito completamente imersivo. Cada descrição, detalhe ou situação narrada pelos olhos de Fitz intensificam esta história que não tem muito de aventuresca, mas sim de drama. Toda a trajetória deste livro, vemos o crescimento de Fitz, desde pequeno até adolescente e todos os seus desafios perante uma corte podre, que o vê como ameaça e indigno de estar ali por ter manchado a honra de um dos homens mais adorados do reino. Em diversos momentos Robin consegue descrever situações que nos apunhalam no estômago pela maneira como o destino prega peças em Fitz e isso só conecta o leitor ao personagem.

Alem do drama, Robin consegue construir um universo ilustravel e rico em nossas mentes, com sua escrita dinâmica e monólogos antes de cada capítulo, enriquecendo o nosso conhecimento ao longo da história e nos cativando para saber mais dos personagens, povos e magias desse mundo. Falando destas, existem duas, a Manha e o Talento. São difíceis de explicar rapidamente, pois durante a leitura do livro me perguntei as possibilidades dessas magias, mas basicamente se trata de poderes psiquicos, a Manha com animais e o Talento com pessoas. O Talento se aflora em pessoas da realeza, passando de geração em geração. Fitz possui as duas, mas se identifica mais com a Manha pois cresceu em meio aos animais. Isso é interessante pois diversas vezes enquanto Fitz narra a história, ele se compara a um animal na maneira como é tratado e na maneira como ele se vê. Ele realmente se enxerga como um animal quando outros o subjugam ou quando subjuga a si mesmo. Muito disso tem relação com a utilização da Manha, que lhe permite entrar na mente de um animal e sentir suas emoções, se comunicar com ele e compartilhar a mente um do outro independente da distância, seja entre cidades ou países. Já o Talento é o mesmo, mas com humanos. Parecem magias sutis, mas ao longo do livro vemos como pode ser útil implantar ideias na mente de pessoas sem que percebam com a utilização do Talento, de uma maneira a ponto de favor a pessoa desistir de atacar, desistir de suas vontades, desistir de viver. Se tem algo que Robin é mestre, são nas sutilezas. Ao longo do treinamento de Fitz como assassino, você realmente enxerga a evolução dele na hora de tomar decisões, montar enigmas, analisar situações e investigar a melhor saída para alguém que treina em um ofício que preza a sutileza. É um personagem que cresce ao longo dos desafios.

Aprendiz de Assassino não é um livro de ação, não é um livro de aventura, é um livro de crescimento e amadurecimento. É um drama, é a construção de um personagem com camadas e com um enorme potencial para as sequencias. Faz jus em ter Aprendiz no nome. Aprendiz no ofício de assassino, aprendiz nas peças da vida, sempre aprendendo como as coisas podem piorar e como ainda se manter de pé. Tem uma leitura rápida, prazerosa e com um final recompensador, eu só posso recomendar esse livro a todos os amantes de fantasia e de uma boa história. Tenho certeza que quando lerem esse livro vão parar diversas vezes para observar o quão difícil é a vida de Fitz e como ele consegue seguir em frente e aos poucos valorizar o pouco que tem. Parece clichê, mas pode ter certeza, a construção de mundo e de personagens desse livro, nada tem de clichê. Super recomendo!
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Kari 11/10/2019

Olá queridos leitores, como estão? Hoje trouxe a resenha de um livro que estava me deixando bastante curiosa. Ele pertencia a outra editora e recentemente sofreu uma repaginada, sendo publicado pelo Grupo Cia das Letras, selo Suma.
Já ouvi falar muito desse livro e iniciei a leitura com grandes expectativas, e elas foram todas elevadas; apesar de uma parte do público não gostar do mesmo. A autora possuí uma escrita maravilhosa, ambienta bem seu enredo e trás personagens críveis e memoráveis! Além disso, a autora não se perde na forma de escrita, que é dividida em duas partes, onde temos o desenvolvimento do protagonista com tudo que o cerca e consigo mesmo e depois temos um foco maior nas intrigas que se formam!

O Reino dos Antigos, possui uma grandeza em detalhes e a autora conseguiu passar bem sobre esse mundo que ela cria para nós leitores e seus personagens, além disso o Reino também trás culturas e diferentes com detalhes críveis e bem delineados e claro, muitos prefeitos que iremos descobrir no decorrer das páginas!

Com uma narrativa em primeira pessoa Robin Hobb consegue passar todos os detalhes da sua mente criativa em primeira mão e nos deleitamos em um mundo fantasioso e completamente interessante! A forma como ela constrói seus personagens foi algo que eu amei demais, justamente por trazer personagens muito palpáveis em uma fantasia, com falhas, defeitos, qualidades, dilemas morais e muito mais! Não gosto de personagens perfeitos, gosto de ver o crescimento ou queda dos mesmos de acordo com suas escolhas, tal qual é na vida! Entendem?

Fitz, nosso protagonista, possui a Manhã, uma forma de permitindo a conexão com animais, só que sua magia não é bem vista, ela é toda como perigosa! Além da Manhã, temos também o , outro tipo de magia, mas que está ligado a e controle mental. Essa magia era ensinada aos nobres selecionados e vem enfraquecendo, pois a muito jovens não são mais treinados nessa magia!

Nosso protagonista passa anos sendo rejeitado e vivendo em estábulos, quando finalmente é aceito pela família real, ele precisa reaprender muitas coisas, abandonar seus e viver de acordo com o que se espera, na sombra de um rei, o Rei Sagaz. Tido como bastardo, que não é também uma posição respeitosa, Fitz recebe treino em , escrita, luta e a tal magia do Talento. Só que o que ninguém sabe é que Fitz, na verdade está desenvolvendo um talento ou sei lá qual a palavra mais adequada, que é a arte de matar silenciosamente a serviço do Rei, tendo um tutor bem misterioso!

Lembra que eu disse que o livro consistia em duas partes? Pois bem, em uma delas vamos saber mais a de umas tradições que consiste em dar aos filhos da realeza que sugerem ou habilidades. E com isso acredita-se que o nome dado a uma criança que será treinada em um Talento, O Talento acaba por ser parte daquela criança e a mesma não tem como fugir de praticar seu Talento, como virtude pelo nome que recebeu! Essa tradição leva a outra e que leva aos Seis e resumidamente a realiza espera que o povo acredite em determinadas coisas e situações, pois seus interesses permanecem garantidos! Vamos dizer assim!

Em determinado momento Os Seis Ducados sofre com o ataque de bárbaros sendo Fitz enviado em uma missão que não permite falhas! Ele está cada dia mais envolvidos por intrigas e seus próprios , uns crêem que Fitz é uma ameaça ao trono, outros não o notam e com isso ele vai traçando seus destino em meio a tantas intrigas e ameaças.

O livro é cheio de reviravoltas e muita adrenalina. Sou apaixonada por este tipo de enredo e não poderia estar mais feliz por ter tido a oportunidade de ler esse livro!
Encantada com esse universo incrível criado pela Hobb! Quero muito mais desse universo maravilhoso! Espero que não demore muito para vermos mais lançamentos!
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Eduardo Nunes 05/10/2019

Impressionante
Genial, o modo como a história é contada, com lembranças do passado e comentários atuais do personagem nós prende do início ao fim e sempre nos deixa na dúvida sobre o desfecho que a obra vai alcançar. Tentei diversas vezes adivinhar o próximo passo da autora, mas confesso que me surpreendia a cada leitura. O menino Fitz que cresceu e tem que desenvolver o caminho do assassinato, passando por vários dilemas que envolvem o reino nos deixa entusiasmado a cada página.
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Gabriel 19/09/2019

Surpreendeu!
Não sabia o que esperar de “O Aprendiz de Assassino”, já que o público leitor de Fantasia parecia ser bem dividido quanto a sua qualidade. “A Saga do Assassino”, escrita pela Robin Hobb, ao que tudo indicava, era daquelas séries que ou você iria gostar ou odiar. Mas, particularmente, saí bem satisfeito do que li e espero começar em breve o seu segundo volume. No entanto, engana-se quem acha que esse livro irá tratar de irmandades assassinas ou sociedades secretas que vivem às sombras, a julgar pelo título da obra. Muito mais do que isso, a vida de Fitz, protagonista dessa trilogia, acaba indo além do aprendizado do assassinato e envolvendo outras artes ao longo da história.

Pode-se facilmente dividir “O Aprendiz de Assassino” em duas partes. Em sua primeira metade, há um grande foco no desenvolvimento do relacionamento do protagonista com aqueles que o cercam e com o mundo, que vão se mostrando às vezes assustadores como também receptivos em outros casos. Acredito que a Hobb consegue abordar bem a relação do Fitz com personagens a meu ver interessantes e bem construídos como o Bronco, Breu, Moli ou a Dama Paciência. Esse excerto inicial remeteu-me bastante a “O Ateneu”, não só pelo relato em primeira pessoa, como também por essa parte da história se passar na infância do protagonista, que apresenta características semelhantes ao Sérgio, da obra de Raúl Pompeia, além de outros aspectos.

Passado esse primeiro momento, a Robin passa a focar principalmente nas intrigas dos Seis Ducados e na ameaça dos Salteadores dos Navios-Vermelhos, que apresentam uns métodos bem estranhos de negociarem reféns. Toda essa parte política como militar da obra, todavia, deve sempre ser vista em segundo plano, afinal, o principal foco aqui é na realidade a história de Fitz, que se empenha em narrar sua vida nessa obra, e não a história dos reinos. Tais elementos, portanto, têm maior atenção quando começam a influenciar a trajetória do protagonista.

Eu gostei do fato das cortes serem mais simples e não tão complexas como as de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, por exemplo, apesar de suas intrigas não serem tão originais e facilmente entendíveis se o leitor já estiver habituado a obras que abordem essa temática. Além de dar um ar interiorano e feudal à obra, esse elemento faz com que a atenção do leitor não seja desviada da vida do Fitz para as questões da nobreza, que certamente se tornaria mais interessante que o protagonista se fosse mais densa. Mais uma vez, reitero que o plot principal não é a política, os ducados, as invasões, nem o sistema de magia, mas sim a história do protagonista. Deixemos esses outros aspectos, principalmente o último, para o Brando Sanderson...

Assim, considero “O Aprendiz de Assassino” uma leitura válida para o consumidor literário e hei de concordar com a frase do G.R.R. Martin na capa da obra. Trata-se de uma obra que acho bem escrita, com um final muito bom e que promete apresentar um antagonista de peso nos próximos volumes (tomara). Ainda que considere válida sim críticas ao estilo prolixo da escritora e à sua pouca vontade em avançar na história em alguns pontos, o livro fez meu estilo. Recomendo!
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Murilo 18/08/2019

Ruim
Definitivamente, não gostei.
O personagem principal demonstra muita insegurança, necessidade de auto afirmação, em diversos trechos a leitura chega a ser depressiva.

O livro se mostra muito bem escrito, e acredito que muitos vão gostar. Porém, particularmente, não darei continuidade a série.
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Fabricio.Fracaro 09/08/2019

O Aprendiz de Assassino
Um dos melhores livro que já li na minha vida.
Fitz, é um bastardo real, filho do príncipe sucessor, e a história é sempre pelo olhar dele, ele é o narrador e apenas a visão dele é mostrada, então ficamos na mesma situação que ele está, sem saber quem é bom, quem é mal, e nisto a gente vai vendo a evolução dele e vamos confiando em algumas pessoas e desconfiando das outras e isto faz a história uma experiencia magnifica.
Vale muito a leitura
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Bradley 26/06/2019

"Viver de forma que possa continuar a criar possibilidades."
O APRENDIZ DE ASSASSINO da Robin Hobb é uma grata surpresa da fantasia fantástica. Com uma estória bem elaborada, bastante descritiva e com uma profundidade primorosa, APRENDIZ DE ASSASSINO é um sem dúvidas um clássico instantâneo.
O Reino dos Antigos, como é chamado o mundo ficcional criado pela Hobb, é rico e vasto em detalhes interessantes, com uma diversidade de povos e cultura, além de ameaças e perigos ousados.
A cada início de um novo capítulo do livro, a autora entrega ao leitor mais informações sobre esse mundo e os mistérios que o cerca.

A narrativa é em primeira pessoa, e também, bastante descritiva. A autora não se apoia na ação para uma imersão mais interessante na estória contada, o ponto forte aqui é justamente
a escrita lenta e progressiva
acerca da construção dos personagens e seus dilemas morais, situações do dia a dia, e motivações de conflitos de interesse que, aos poucos vão ganhando tons épicos para um ótimo fechamento.
Todas as construções de personagens coadjuvantes são
calmamente construídos, e conta com ótimos personagens marcantes e misteriosos.
Essa narrativa em primeira pessoa faz com que os arcos narrativos dos outros personagens estejam quase sempre encontro com os dilemas do FitzCavalaria, fazendo assim com que seus conflitos pessoais e interpessoais ganhem mais peso e empatia por parte do leitor, através de uma ótica emocionante sobre como ele se sente em relação à sua condição de bastardo real, e como ele se sente ao tentar conceder a ele mesmo um lugar nesse mundo conflitante.

Outra coisa muito bacana no Reino dos Antigos, é o sistema de magia criado por Hobb,
e sobre como ela funciona, e como é usada; é algo diferente em leituras do gênero, por ser sucinto e discreto, sem alarde.
É algo que molda profundamente a conjectura dos personagens acerca de sua realidade, uso e por fim, consequências.

O APRENDIZ DE ASSASSINO é uma leitura madura e interessante de ficção fantástica, com personagens profundos e carismáticos.
De fato, uma leitura obrigatória para fãs do gênero.


"Não faça o que não pode desfazer, até ter considerado o que não poderá fazer depois de tê-lo feito."
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Felipe 04/06/2019

Uma ambientação de mundo reconfortante e sólida
Ultimamente, quando adentro num novo mundo de fantasia, consigo discernir de mim duas energias emanadas à história em questão: A primeira são calorosas boas vindas e desejos de que nós nos relacionemos da melhor forma possível, já que somos muito compatíveis. A segunda é um certo receio em vê-la como merecedora do meu tempo. Depois de tantos universos fantásticos que já adentrei (parcial ou totalmente), fica naturalmente mais difícil me impressionar. Me entreter é fácil, (sério, eu me divirto com livros bem ruins), mas trazer elementos interessantes que nunca vi, contar uma história de uma forma que ainda não conhecia, reverter expectativas? Poucos autores estão no hall da fama do meu coração, e quando qualquer outro tenta se aproximar deles, vai ter de enfrentar um caminho longo e difícil. Índio velho não se assusta com onça pequena.

Eu já li muita fantasia. Desde sempre foi meu gênero preferido da literatura ficcional, e com o tempo passei a perceber vários padrões nas histórias, que podem levar a uma experiência tanto ruim quanto ótima. E O Aprendiz de Assassino segue vários deles. A história de um jovem órfão num mundo medieval metido com políticas, assassinatos, magias e viagens dialoga diretamente com obras já consolidadas do gênero. Acredito que nem preciso citar os autores: cada leitor tem seu repertório, mas muitos de nós teremos vários dos "clássicos" em comum.

E de modo geral, O Aprendiz de Assassino de Robin Hobb não foge de absolutamente nada do meio. Os mistérios, as intrigas, o sistema mágico (?), é tudo num formato consideravelmente esperado.

O livro também não se destaca na construção de personagens e muito menos na tentativa (se é que existe) de criar uma empatia entre leitor e protagonista. Veja só: há várias maneiras de se criar personagens pelos quais iremos nos importar, e eles nem sequer precisam ser pessoas bondosas, ou habilidosas, ou fazer coisas grandiosas. Nesse universo onde a galera tem nomes como "Veracidade" e "Cavalaria", não encontraremos isso.

Entretanto, eu gostei desse livro. Eu realmente gostei. E qualquer um que curta fantasia provavelmente também irá gostar, porque aqui estão elementos postos de forma harmônica e... realista. Esse é um daqueles raros exemplos de histórias extremamente improváveis no mundo real que efetivamente soa real. Porque mesmo tendo "zumbis", sistemas de magia obscuros, vilões, povos exóticos, tudo funciona num mesmo sistema sem "brilhar" demais e tornando-se organicamente parte da paisagem. Logo, isso cria um feeling do livro e uma sensação do mundo que pra mim são o que há de mais valioso em O Aprendiz de Assassino.

Eu li esse livro há alguns meses. Confesso que a história em si pra mim não foi marcante e que boa parte da trama eu já esqueci. Entretanto, as sensações do universo me acompanham. O universo que a narrativa de Hobb vai trazer não é algo doce: não é um conto de fadas e também não é uma história épica e fora da realidade contendo dragões e batalhas estrondosas. É uma terra de pessoas de vida calma, mas que vivem cercadas de mistérios, perigos e inseguranças. É um sistema político em que todos os tipos de interesses humanos entram em jogo. É desse tipo de coisa que estou falando.

O livro se destaca muito pela ambientação, digna dos mestres da fantasia que eu admiro.
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Laura.Damasceno 10/04/2019

Ótimo
É um livro sobre um bastardo do príncipe cavaleria o próximo a subi ao trono mas por conta desse filho acaba não assumido, o rei sagaz tem mais 2 filhos veracidade e majestoso que é o mais novo e filho da segunda rainha no livro é apresentado duas formas de magia manha que é algo como a magia negra é considerado perigoso a quem usa e consiste em falar com animais e o talento que é como evadir a mente ,o Fitz foi abandonado pelo o próprio avô materno quando tinha 5 anos na porta do castelo e é criando até um certo tempo nos estábulos do castelo pelo Bronco, tudo se dar tbm a ao o fato de paciência mulher de cavalaria não poder ter filho,bem a história é muito bem escrita e vai concerteza te prender eu particularmente não gosto de fantasia porém essa história mim prendeu a até o fim.
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vanessa.susie 02/01/2019

O que dizer...
O livro é rico em detalhes, o que faz com que em vários momentos o leitor se sinta emocionado, ao menos foi assim no meu caso.

Porém em meio a tantos detalhes existe também o enfado, devido a lentidão com que a história vem a se desenrolar.

Um outro ponto que me desagradou muito era a extrema negação, e o ar de que não sabia de nada do personagem, o tempo inteiro, e como literalmente cagava pra saber. Isso em alguns momentos pode vir a ser compreensível, em outros, se torna simplesmente um absurdo o tamanho da burrice que pode haver numa pessoa...

Alguns aspectos da trama são previsíveis, mas um ponto positivo foi que a forma q as respostas foram se revelando, não se mostraram de forma tão previsível.
.
Em alguns momentos a leitura foi muito muito maçante, mas mesmo assim, me esforcei pra conseguir terminar esse livro kkk
.
No fim das contas o livro é bom, porém nada extraordinário.
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Jo 11/11/2018

Com apenas uma palavra consigo definir esse livro, SENSACIONAL.....
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Tamirez | @resenhandosonhos 17/10/2018

O Aprendiz de Assassino
Fitz, nosso protagonista vai nos contar sua história a partir do momento que chega ao castelo e é obrigado a se refugiar nos estábulos, sobre o olhar atento de Bronco, o braço direito de seu pai, o Príncipe Cavalaria. Cavalaria que é o filho mais velho do Rei Sagaz e herdeiro do trono é casado com Paciência e não possui filhos conhecidos, o que muda com a aparição do bastardo.

Fitz possui a Manha, que é uma forma de magia que permite a conexão com os animais, porém é tida como algo proibido e muito perigoso. Nesse universo também existe o Talento, outro tipo de magica, mas que é voltada para a conexão humana de telepatia e controle mental. Porém esse tipo de magia, que somente era ensinada aos nobres previamente selecionados, está enfraquecendo, pois há anos não são treinados novos jovens nessa arte.

Depois de algum tempo vivendo nos estábulos e sofrendo a rejeição de todos Fitz é finalmente aceito pela família real e é obrigado a abandonar todos os velhos costumes para viver uma nova vida, à sombra do Rei Sagaz. O bastardo é instruído em artilharia, etiqueta, escrita, luta e a magia do Talento, porém, secretamente, o que Fitz realmente está se dedicando é a arte de matar silenciosamente a serviço de seu Rei, por um instrutor muito misterioso.

“Há duas tradições sobre o costume de dar aos filhos da realeza nomes que sugerem virtudes ou habilidades. A mais comum é aquela que diz que, de alguma maneira, são mandatórios; que quando um certo nome é atribuído a uma criança que será treinada no uso do Talento, de alguma forma o Talento marca a criança com o nome, e ela não consegue evitar crescer praticando a virtude indicada pelo seu nome. Essa primeira tradição é aquela em que acreditam as pessoas com mais propensão para tirar o chapéu na presença de qualquer um da mais baixa nobreza.

Uma tradição mais antiga atribui tais nomes a um acaso, pelo menos no começo. Diz-se que o Rei Tomador e o Rei Regedor, os dois primeiros Ilhéus a governar a região que mais tarde se tornaria os Seis Ducados, de fato não tinham nomes dessa natureza. Em vez disso, os seus verdadeiros nomes na sua língua nativa soavam de modo similar a outras palavras na língua dos Seis Ducados, e assim vieram a ser conhecidos por esses homônimos, em vez dos verdadeiros nomes. Mas, para os propósitos da realeza, é melhor que o povo acredite que um garoto que recebe um nome nobre tem de desenvolver uma natureza nobre.”

Quando uma grande força de salteadores bárbaros começa a amedrontar a costa dos Seis Ducados, Fitz é enviado para sua primeira missão e não pode falhar. O bastardo se vê cercado de muitos segredos, dos outros e dele próprio, em uma rede de intrigas e aventuras que parece não ter fim. E, enquanto alguns acreditam que ele seja uma ameaça ao trono, pronta para ser usada pelo inimigo, outros sequer notam sua presença e Fitz vai costurando sua própria história junto a essa trama cheia de reviravoltas e mistério.

“Há algo num garoto que o faz pegar o mundamente difícil e desagradável e transformá-lo num desafio pessoal e numa aventura”.

Não é mais mistério pra ninguém que eu AMO fantasias e a Robin Hobb fez da Saga do Assassino um prato cheio, pra gente como eu. Então, se você curte livros como Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e fogo, Saga Outlander, Trilogia Trono do Sol ou As Crônicas do Matador de Rei, se joga, porque você com toda certeza vai curtir :D

Confesso que o início do livro foi um pouco complicado e lento, mas isso já é de praxe em todo começo de fantasia, já que todo o universo e mitologia precisa ser explicado e compreendido pelo leitor. Então, caso você tropece nas primeira páginas, não desista. Depois da paginas 150 já estava enlouquecida querendo saber o que ia acontecer com o protagonista e a leitura fluiu muito bem. A autora conduz bem, mantém o leitor cativado e desdobra a história com maestria, encerrando o livro ao melhor estilo George R. R. Martin, naquele momento chave, em que você precisa saber o que acontece depois.

site: http://resenhandosonhos.com/resenha-o-aprendiz-de-assassino-robin-hobb/
Cássia Lima 17/10/2018minha estante
Opaaa! Eu amo livros assim! Espero gostar da leitura desse tbm!




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