Todo Dia

Todo Dia David Levithan




Resenhas - Todo Dia


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Gustavo 20/10/2013

Resenha Todo Dia (Blog Leitores Compulsivos)
Recebi este livro através da parceria com O Grupo Editorial Record, foi uma surpresa, pois eu li o livro Will & Will do autor David Levithan em parceria com o John Green, e adorei, então fiquei com vontade de ler obras separadas dos dois autores, do David e do John, então eu recebi este livro do David Levithan e comecei a ler, uma coisa eu posso dizer: o livro é perfeito. Com certeza um dos melhores de 2013.

Somos apresentados primeiramente ao personagem do livro, que é chamado de A. Sim, o nome dele é A, digamos que ele não possui um nome, nem uma aparência fixa, pois todos os dias, A é uma pessoa diferente, ele não sabe como isso acontece, ele não reconhece os fatores desta transformação e nem os motivos para este acontecimento, A simplesmente é obrigado a mudar de corpo todos os dias, e o maior desafio desta rotina não é a preocupação com a aparência do novo hospedeiro, a aparência dos indivíduos é o menor dos problemas para A, lidar com a vida, os fatos, os sentimentos da pessoa é o maior problema para A, mas depois de tantos anos, ele já se acostumou a entrar e sair sem se importar com nada, uma de suas regras é viver a vida do individuo de forma normal, sem alterar nada e sem se apegar a nada, pois no outro dia, ele será outra pessoa, outro corpo.

Mas a regra de não modificar em nada a vida de seus hospedeiros é quebrada no dia em que A conhece Rhiannon, quando A acorda no corpo do namorado de Rhiannon, ele percebe que tem alguma coisa diferente, e quando ele se encontra com Rhiannon tudo muda, a vontade de poder amar é mais forte, e A luta para que aquele dia seja um dos melhores em sua vida e na vida de Rhiannon, mas ele sabe de que nada adianta, pois esta paixão, este amor nunca durará mais de 24 horas. Nos próximos dias, A vai acordando em outros corpos, mas não consegue esquecer Rhiannon, por mais que ele tente, o amor que ele sente por ela vence todas as barreiras, e então A resolve quebrar as regras, resolve mudar todos os empecilhos e obstáculos, e de alguma forma ele tenta alcançar o sentimento e a liberdade de Amar, uma coisa que todos os humanos normais podem e não se incomodam em utilizar, o poder e a liberdade de Amar era o que A mais queria, e para isso ele colocará a vida de varias pessoas em risco, ele ultrapassará as fronteiras do certo e do errado para amar, será possível A conseguir amar? Rhiannon aceitará A como ele é? E quando ele acordar no corpo de uma mulher, como será para Rhiannon? Mistérios, segredos e romance, nesta incrível aventura, que fará você questionar o sentido da vida e do amor.

Eu fiquei muito intrigado durante a leitura de Todo Dia, pois nunca me deparei com uma história deste porte, fiquei assustado no começo, tentando desvendar o porque daquilo, o que A era? Um Espirito? Um ser sobrenatural? Um Demônio? fiquei confuso tentando desvendar e entender o porque daquilo, e depois de pensar eu decidi embarcar na leitura, e não consegui parar de ler, o livro é viciante, a cada dia, um novo corpo, um novo personagem, uma nova história, uma nova casa, um dia pobre, outro dia rico, um dia magro, outro dia gordo, um dia negro e outro dia branco, um dia heterossexual, outro dia homossexual. Com a experiência de vida de A, percebemos que a vida pode ser tão simples e nós a tornamos complexa, separamos etnias, e categorias na sociedade, sendo que no fundo, somos todos iguais, e que cada um possui sua diferença interior e exterior, o que torna o mundo especial, as diferenças. Não é porque somos diferentes, é que temos que nos separar e nos distanciar. De certa forma, as mudanças repentinas da vida de A te fazem refletir um pouco sobre a vida.

E além deste teor social, o livro em si próprio é muito lindo, o amor entre A e entre Rhiannon é um amor que ultrapassa as fronteiras do normal, um amor puro e verdadeiro, será que Rhiannon será capaz de abandonar a visão e a separação das aparências? O amor chegara tão longe? O amor é mesmo capaz de ultrapassar as barreiras do tempo e das aparências? Apesar de cada dia ser um rosto e uma aparência, dentro daquele individuo, A está lá, dentro daquela pessoa, existe o amor de A por Rhiannon, será que Rhiannon é capaz de quebrar esta barreira, para alcançar e conseguir o verdadeiro amor?

Com certeza, o livro Todo Dia do David Levithan, orgulhosamente ganha nota máxima de 5 estrelas (*****) e entra para a minha lista de favoritos. Depois que você termina de ler o livro, sua vida perde o sentido kk, com certeza este livro mexerá com seu psicológico e com seu coração.

site: http://vampleitores.blogspot.com.br/2013/10/resenha-premiada-todo-dia-david.html
Beth 21/10/2013minha estante
Esta história é muito interessante e comovente. Coitado viver em vários corpos diferentes todos os dias, sem distinção de sexo. Deve ser uma barra.


Jéssica 21/10/2013minha estante
Nossa você falou tão bem desse livro que eu tenho que compra-lo,imagina viver cada dia na pele de uma pessoa?não tendo a chance de viver sua vida. Não conhecia esse autor ,mas me parece muito bom,deve ter sido bem difícil escrevo-lo tendo que descrever tantas características de tantos personagens.
Adorei a resenha!


Margareth K. 21/10/2013minha estante
Adorei a resenha e fiquei com vontade ler o livro agora, me lembrou um pouco a história de "te amarei para sempre" que também é muito bom (:


Alice G 21/10/2013minha estante
Já vi várias resenhas positivas sobre esse livro, que parece ser bem lindo e emocinante! Quero mto ler!


rafaela 21/10/2013minha estante
eu gostei muito da resenha fiquei realmente intrigada com essa historia que me parece que prende o leitor do começo ao fim


Gio 21/10/2013minha estante
Tá okay vou começar a ler desde já, são boas resenhas que motiva um bom leitor, e essa resenha está incrivel, assim que der vou ler.


Renata melo 22/10/2013minha estante
Imagine ter que viver cada dia uma vida diferente sem ser a sua própria,e se apaixonar sabendo que amanha tem que mudar de volta,esse livro com certeza é ótimo,adorei a resenha.


Edcléia Ferreir 22/10/2013minha estante
Achei mto interessante a história, me instigou a querer ler, mto boa resenha


Nina 22/10/2013minha estante
Olá! Ainda não havia ouvido falar desse livro. Me interessou muito. Hoje a maioria dos livros tem temas parecidos e encontrar algo completamente diferente é bem legal e instigante. Parabéns pela resenha


Patricia 23/10/2013minha estante
Adorei a resenha, ansiosa pelo livro.


SINISTRO171 25/10/2013minha estante
Resenha muito boa, abordando pontos relevantes do livro, despertando o interesse dos leitores


Maristela 25/10/2013minha estante
Fiquei muito interessada.Chama a atenção o fato dele se chamar só A. Também já li muita coisa positiva sobre esse livro, o que só reforça a vontade de ler.


Diandra 25/10/2013minha estante
Ótima resenha, já estava interessada em ler algo do David e com certeza vou gostar. Gosto de livros que um algo a mais.


Hystellen 25/10/2013minha estante
Gostei...


jack 27/10/2013minha estante
Um livro muito bom, diferente de todos que li.


Ana Claudia 29/10/2013minha estante
Adorei a resenha, deu vontade de ler o livro *---*
muito bem escrita. parabens ;D


Micha 30/10/2013minha estante
Amoooo essa história! Já li em e-book, mas preciso do livro físico, tá na minha meta pra esse ano!


Belle 30/10/2013minha estante
Amei..to muitooooooo curiosa para ler, já vou colocar na minha estante...
:D


Nath 03/11/2013minha estante
Gostei bastante da resenha


Michelle Ladisl 03/11/2013minha estante
Olá!
Já li várias resenhas desse livro e todas elogiando. Estou super curiosa com a história.
O que é a era??? Ai,ai, não vale fazer isso!

Beijos


Michelle 03/11/2013minha estante
Depois de ler essa resenha, fiquei curiosa para saber: A é um homem ou uma mulher?
Fiquei tentada a ler esse livro depois dessa dúvida :)


Paulo 04/11/2013minha estante
Amei !!!!!!!!!!!


Bruno Marukesu 07/11/2013minha estante
Nossa, que história tensa e frustante essa, hein? Estou morrendo de vontade de ler esse livro só porque tem uma pitada a lá "A Hospedeira".
Bom, tudo na história leva crer que esse livro é mesmo inesquecível e difícil de esquecê-lo.

Parabéns pela resenha. :)


Mimi 08/11/2013minha estante
Doida por esse livro....a resenha só me deu mais vontade ainda de lê-lo.


Gy 09/11/2013minha estante
Já li várias resenhas desse livro, trás uma história muito interessante... Estou curiosa para ler...


Samuel 09/11/2013minha estante
Estou louco para ler todo dia!
A editora espalhou livros aqui pelo rio e por são paulo, mas nunca achei um. Bem que eu queria!


Julielton 17/11/2013minha estante
Quando li pela primeira vez a resenha desse livro, me encantei por A, quero muito ler esse livro, com certeza é um enredo fantástico.


Gabits 20/11/2013minha estante
Li um livro a um tempo atrás que, em alguns pontos, parece ser parecido com esse... e como amei o livro que li, já me interessei por esse logo de cara!


Francielle 23/11/2013minha estante
Já li dois livros do David em coautoria com a Rachel Cohn, e estou bem ansiosa para ler um só dele.


Tamiris 08/12/2013minha estante
Gostei bastante de sua resenha, e me deu uma vontade de ler esse livro :D


Dani Cabral 10/12/2013minha estante
Muito bom!


Camila 12/12/2013minha estante
Adorei a resenha!


Jess 16/12/2013minha estante
Muito bom espero ler logo o livro!

xx


La Lucena 23/12/2013minha estante
esse livro esta na minha lista de livros faz tempo, quero muito lê-lo e depois de ter lido essa resenha... vish


Paula 26/12/2013minha estante
Gostei. Muito bom.


Alberto 29/12/2013minha estante
Gostei da sua resenha. Realmente você conseguiu convencer quem leu isto que vale a pena ler o livro. Parabéns!


Bárbara 30/12/2013minha estante
" Depois que você termina de ler o livro, sua vida perde o sentido" Você me definiu. Acabei de ler, porém ainda to procurando o sentido da minha vida. Eu como pensando em A, durmo, acordo... ele não sai da minha cabeça.


Lucas 02/01/2014minha estante
" Depois que você termina de ler o livro, sua vida perde o sentido" é exatamente o que estou sentindo (senão pior). Clamo a todos os anjos por uma continuação, a história é muito envolvente e infelizmente (devo admitir) segue o velho mal de terminar na melhor parte.


Camila 14/01/2014minha estante
GENTE, será que esse livro vai ter segunda parte?


Bianca Steinmetz 21/01/2015minha estante
"Depois que você termina de ler o livro, sua vida perde o sentido"
Cara, exatamente isso! Esse livro acabou comigo de um jeito que... nossa, eu fico sem palavras pra ele. Tava pensando em resenhar, mas sei que sairia uma droga, porque eu simplesmente não consigo falar desse livro e do quanto ele me tocou! Eu ainda estou curtindo a fossa que ele proporciona, foi algo além de tudo que eu já tinha lido e sentido. E cheguei à conclusão de que A é um anjo. Enfim, você descreveu praticamente o mesmo que senti!
Dei 5 estrelas pro livro, pois não podia dar mais, porque pra mim ele é 100 estrelas!
Ótima resenha!


Rapha Écool. 04/05/2015minha estante
De longe um dos meus livros favoritos... Quando terminei a leitura percebi que estava em lágrimas! Me tocou bastante a história de A + Rhiannon.
Sempre que posso volto ás paginas de "Todo Dia" para rele-lo. Ansioso pela continuação...




Aione 19/08/2013

Sinto como se tivesse perdido as palavras para descrever minha experiência com Todo Dia. Fui arrebatada de tal forma que precisei de alguns minutos para me recompor após finalizar a leitura e ainda não sei muito bem como começar essa resenha, porque acho que nada do que eu disser será suficientemente fiel para reportar tudo o que senti, pensei e vivi junto de A, protagonista dessa obra de David Levithan. Tentarei começar da parte mais fácil e objetiva, distanciando-me das emoções em um primeiro instante.
Primeiramente, a proposta do autor foi extremamente criativa. A não tem corpo, acorda a cada dia em um diferente hospedeiro. Não sabe o porquê de ser assim, só sabe que essa é sua vida. Assim, tal premissa já é suficiente para instigar o leitor a continuar a leitura pela própria curiosidade de descobrir o que ela lhe reserva, sem contar o fato de que, com isso, diferentes histórias e situações serão narradas. Ainda, a escrita de Levithan é impecavelmente construída, sendo ao mesmo tempo fluida, convidativa e recheada de frases de impacto. Acho que nunca marquei tantos quotes em um só livro, porque cada frase me parecia incrível e brilhante, merecedora de ser destacada. Talvez, a maior característica tanto da história quanto da escrita do autor seja a sensibilidade nelas presente.

“Não sei como isso funciona, nem o porquê. Parei de tentar entender há muito tempo. Nunca vou compreender, não mais do que qualquer pessoa normal entenderá a própria existência. Depois de algum tempo é preciso aceitar o fato de que você simplesmente existe. ”
página 8

David Levithan conseguiu, com maestria, destacar diferentes pontos de reflexão. Primeiro, ao fazer de A alguém sem corpo, desvincula-o de um gênero. A é a essência, não é homem ou mulher, apenas existe de acordo com a vida que habita a cada dia, sempre havendo a separação entre ele e seu hospedeiro. Há dias em que vive como um garoto que gosta de garotas, outros nos quais vive uma garota que gosta de garotas. Nada disso, entretanto, importa para ele, porque o que ele é não é definido pelo que ele mostra ser e, com isso, consegue passar com clareza sua mensagem, bem como a dificuldade em que temos de aceitar tal ideia. Ainda, há também a forte distinção entre a essência e o corpo, nem sempre feita por nós, o que torna mais difícil compreender, por exemplo, muitas doenças que acometem uma dessas partes. Também, explorou o conceito de passado, presente e futuro, mostrando que apesar de ser importante viver o agora, porque ele é a única coisa real entre os três, são os outros dois que contribuem na construção do que somos e dos laços que criamos. Sem um passado e um futuro, somos apenas nômades em nossas próprias vidas.

“- É só que, sei que parece um modo horrível de se viver, mas eu já vi muitas coisas. É muito difícil ter uma noção verdadeira do que é a vida quando se está num único corpo. Você fica tão preso a quem você é. Mas quando quem você é muda todos os dias, você fica mais próximo da universalidade. Mesmo os detalhes mais triviais. Você percebe que as cerejas têm gosto diferente para pessoas diferentes. Que o azul parece diferente. (...) Você aprende o valor de um dia, porque todos os dias são diferentes. (...) Ao enxergar o mundo de tantos ângulos, percebo melhor a dimensão dele”.
páginas 93 e 94

Não bastasse ter achado Todo Dia brilhante por seu desenvolvimento de modo geral - o que inclui a criatividade de sua premissa e as reflexões construídas ao longo do enredo - foi seu romance que me arrebatou desde o momento em que apareceu. O amor sentido por A foi incrivelmente real, sincero e intenso, e foi impossível permanecer imune a ele. Quando o livro terminou, precisei de vários minutos para me recompor, porque as lágrimas continuaram teimando a cair, e tenho certeza de que esse foi um dos livros que mais mexeu comigo dentre todos os que já li.
Acredito que o único ponto que poderia ser considerado como "negativo" foi o fato de muitas perguntas não terem sido respondidas, tanto sobre a própria situação de A, quanto sobre o relacionamento inicial de Rhiannon, a garota por quem A se apaixona, e Justin, o primeiro corpo habitado por A no enredo. De qualquer maneira, isso não chegou a afetar a minha opinião sobre o livro nem o impacto que ele teve sobre mim. Tais respostas pareceram irrelevantes, contrapostas ao efeito geral da obra em mim.
Não sei o quão clara consegui ser, e provavelmente ainda deixei muito de fora para ser dito. Contudo, acredito que o mais forte indicador do que Todo Dia foi para mim é exatamente esse misto de pensamentos, palavras e sentimentos arrebatadores, possíveis apenas quando uma obra verdadeiramente nos toca. Tentar transpor tudo o que pensei sobre ele será, talvez, tirar parte da mágica que ele poderá trazer para cada um que ainda o deseja ler. Assim, finalizo dizendo que esse foi, provavelmente, o melhor livro que li esse ano e um dos melhores lidos em minha vida, um daqueles que me marcou para sempre. Recomendo, recomendo e recomendo.

site: http://www.minhavidaliteraria.com.br/2013/08/resenha-todo-dia-david-levithan.html
Thaynan 23/08/2013minha estante
Uau! Já tinha me interessado apenas por ler a sinopse, e depois de ler sua resenha essa vontade só aumentou... Obriada Mi, suas resenhas sempre são incríveis...


Isabela Xavier 28/08/2013minha estante
Sua resenha é simplesmente tudo o que pensei sobre esse livro. Fiquei apaixonada pela história e pelo A. É um dos livros mais diferentes que já li, e certamente um dos meus preferidos. Como você disse, parece mesmo que durante a leitura há uma espécie de magia. Eu também gostaria de conhecer as respostas que A procurava, e de entender, junto a ele, como tudo aquilo funcionava. Mas tudo bem, essas dúvidas não fazem o livro ser menos brilhante nem menos marcante.


Raiza 12/09/2013minha estante
Esse livro terá uma continuação??


Little 27/09/2013minha estante
Nossa! Só me faltaram as lágrimas de vontade de ler esse livro.


Mariana 06/03/2014minha estante
Uau. Sua resenha me deixou louca para ler esse livro. Eu o comprei no final de 2013 e emprestei pra minha avó, que ainda não me devolveu. Rs
Suas resenhas são msm maravilhosas. Vira e mexe qdo nao sei o que ler, venho olhar suas resenhas.


Helder 16/05/2014minha estante
Sua resenha é perfeita. Também fui arrebatado por este livro. Incrivelmente inteligente e incrivelmente bonito. Como não acreditar o amor de A?? Faltam estrelas aqui no skoob para ele. Também recomendo a todos.


Bianca Steinmetz 21/01/2015minha estante
CARAMBA, me senti exatamente assim! Até por isso não consigo resenhá-lo... Todo dia é excepcional e eu estou acabada. Não tem como viver depois desse livro! O tanto que ele tocou em mim, é de outro mundo... Enfim, faço das tuas palavras as minhas:
"Assim, finalizo dizendo que esse foi, provavelmente, o melhor livro que li esse ano e um dos melhores lidos em minha vida, um daqueles que me marcou para sempre. Recomendo, recomendo e recomendo."




dsvieira 23/09/2013

A ideia é bem interessante, porem o desenrolar da história é bem previsível e os personagens que "A" incorpora são bem padrões. A única qualidade é a fácil leitura. Faltam explicações, faltam motivos, poderia ser bem melhor explorada a questão dos outros como ele. Quando li o final disse: "A velho, vai se fuder!"

Não recomendo para pessoas com mais de 20 anos.
Sarah 22/01/2014minha estante
Tive uma sensação bem parecida com a sua. Esperava muito mais e, quando li a última página e vi que era só aquilo senti vontade de o atirar pela janela!


Marcia 03/09/2014minha estante
Eu achei bem diferente de tudo que já tinha lido, gostei da história em alguns momentos me perguntei onde tudo isso vai parar , como vai ser o final disso tudo.., mas enfim o livro tem bons momentos e me emocionei em alguns deles. Vale a pena ler!


José 01/08/2016minha estante
Olha, tenho mais de 20 anos e achei esse livro espetacular! Sério! Acho que vai muito de momento, e o final fez jus ao personagem, até porque não podemos ter tudo aquilo que queremos, infelizmente. E o que o A poderia fazer? Furtar o corpo alheio?




Ceile 26/09/2013

Existem 435 mil palavras no dicionário Aurélio e nenhuma faz jus à grandiosidade deste livro.
Existem 435 mil palavras no dicionário Aurélio e nenhuma faz jus à grandiosidade deste livro.

Cada dia A acorda em um corpo - ele é um gay, ela é uma suicida, ele é um drogado, ela é popular... as possibilidades são infinitas, a única certeza é que nunca será a mesma pessoa. A não é um garoto ou uma garota, ele simplesmente é aquilo que é. A sabe que não pode fazer mudanças bruscas nas vidas das pessoas, mesmo que fique muito tentado a isso. Até que um dia ele é Justin - um cara normal, mas que despreza a - como A acaba descobrindo - encantadora namorada.

"Enquanto cochilamos, sinto uma coisa que nunca senti. Uma proximidade que não é apenas física. Uma conexão que desafia o fato de que acabamos de nos conhecer. Um sentimento que só pode vir da mais eufórica das sensações: a de pertencer a alguém."

A se apaixona por Rhiannon, mas é simplesmente impossível qualquer romance, pois naquele dia ele é Justin, no dia seguinte ela é Leslie, no outro é Skylar e assim infinitamente. Todas as regras pareciam claras na cabeça de A, mas a cada dia que acordava, seu pensamento era Rhiannon. Até que ficou insuportável e ele faz de tudo para encontrá-la. Todo dia. Mas até onde ela consegue suportar não saber quem vai encontrar?

Este livro me trouxe uma infinidade de pensamentos e acho que cada pessoa vai entender uma coisa, vai se apegar a um fato e isso é, inclusive, uma das minhas teorias sobre ele: nem tudo é uma coisa ou outra. Por que tudo precisa de uma definição? Por que necessitamos catalogar cada pessoa como se fossem espécies em potinhos com etiquetas em um laboratório?

A primeira impressão que temos de A é que é do sexo masculino, pois seus adjetivos são do gênero, mas isso é mais uma impossibilidade da nossa língua do que uma indicação. Normalmente, em inglês, os adjetivos são impessoais e a determinação de gênero se dá pelo sujeito - o que deixa a indefinição de A muito mais clara.

Este livro é algo parecido com genial. Acho que o autor poderia dar qualquer rumo à sua história, eu ainda estaria encantada por suas palavras. Este é aquele livro que eu quero que todo mundo leia, que não se apegue ao amor instantâneo, que não se incomode com a indefinição de A, que não se importe com rótulos. Todo Dia fala de coisas que acredito e nenhuma pessoa próxima a mim pensa. Ele fala de coisas que nenhuma conversa seria profunda o suficiente para trazer à tona. É um verdadeiro encontro com meus pensamentos. Marquei inúmeras frases e gostaria de compartilhar todas, mas vou deixar para vocês conferirem no próprio livro e marcarem as favoritas. Porém, não poderia deixar de citar uma que fez total sentido para mim e instantaneamente me lembrou do Marcos Tavares (blog Capa e Título), mais precisamente de uma "conversa" que tivemos em dois ou três tweets e, como ele é extremamente especial pra mim, acabei associando esta frase àquele pequeno momento:

"Vamos até uma esquina onde algumas pessoas estão protestando contra a comemoração. Não entendo o porquê. É como protestar o fato de algumas pessoas serem ruivas.
Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio."

Assim que terminei o livro, conversei com a Mari (blog s2 Ler), porque eu precisava ver se mais alguém tinha entendido como eu entendi, se mais alguém teve a mesma sensação que eu... ah, nem sei como explicar, mas fiquei de queixo caído quando terminei este livro. Chegamos à conclusão que humano nenhum é capaz de ser tão altruísta ou evoluído o suficiente para isso, mas por que, como etc, vocês só saberão quando lerem, o que sugiro que vocês façam o mais rápido possível! (e se precisar externar alguma coisa depois, podem me chamar no twitter - @EsteJaLi)

site: http://www.estejali.com
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Helder 02/06/2014

A é o cara!
A é um cara muito legal. Bom, para mim ele é um cara, pois quando o conheci ele estava no corpo de um cara e se apaixonou por Rhiannon. Mas na verdade acho que podemos dizer que A é uma essência. A essência do que deveríamos ser. Sem preconceitos. Sem ideias. Sem traumas.
Confesso que comecei a ler este livro com ressalvas. Na época do lançamento houve alguns comentários sobre o mesmo, mas acabei de encontra-lo numa super promoção. Teria encalhado?? Sendo assim , para mim era mais um livro para adolescentes que paguei baratinho , então seria uma leitura leve e rápida. Mas agora, após terminar, posso dizer com certeza que ali não existe nada de superficial, e chego a considerar que este livro se aproxima de uma obra de arte. Sua premissa é incrível, mas é no roteiro e na quase poesia do texto, que vamos percebendo o extremo talento do autor, e ai fica o peso: Este livro merece uma super resenha, que faça todo mundo ficar morrendo de vontade de le-lo.
Então vamos a ela:

A acorda a cada dia em um novo corpo. E assim o autor em toda a sua criatividade vai nos mostrando diversos pontos de vista. Um dia A é um rapaz popular, outro dia um esportista, outro dia uma menina alcóolatra, outro dia um obeso, outro dia um gay, outro dia uma lésbica, outro dia um CDF, e assim por diante. Estereótipos? Sim! A realidade que nos cerca? Com certeza. A única coisa em comum entre eles é que todos tem 16 anos e se encontram numa mesma região dos EUA.
A vive assim há 16 anos. Ele não sabe o motivo e já se acostumou a passar um dia em cada lugar, sempre se esforçando para não trazer impactos negativos para aquela vida. Porém um dia, no corpo de um rapaz chamado Justin, ele conhece Rhiannon e se apaixona. E ai ele precisa que os dias se repitam, pois ele precisa estar com ela. Mas como fazer isso estando cada dia em um corpo diferente.
O autor é tão sensacional que realmente consegue nos fazer embarcar nesta estória doida, e é impossível não torcer pelo amor de A e Rhiannon.
Mas somos humanos e temos preconceitos. E então o autor nos coloca na posição dos dois. A acredita que Rhiannon possa ama-lo por sua parte interna, relevando os diferentes corpos em que ele habita. Mas somos mesmo capazes de amar somente a essência do outro, ou a embalagem também é importante? Você continuaria amando seu namorado (a) se ele se tornasse um obeso?
E mais do que isso, como conviver com um amor que um dia é homem e outro é mulher? Impossível não lembrar de Renato Russo e seu eu gosto de meninos e meninas.
São perguntas que com certeza nos fazemos após ler este belo livro.
Acho sinceramente que o livro traz algumas discussões mais pesadas para adolescentes, mas não sei se isso fica claro para todas as idades, portanto, se você é maior, já tem uma cabeça feita,e pretende ler, vá fundo e tire suas conclusões. Se você tem filhos adolescentes que vão ler, eu acho que vale uma supervisão e um apoio, pois as ideias podem sim se embaralhar.
Mas vale muito a pena. Muitos não gostaram do final, pois queriam explicações. Eu nunca imaginei que haveria explicações. Aceitei A desde o inicio e pronto, portanto gostei muito do final. Que a meu ver foi feliz na medida do possível.
E a minha conclusão é que A realmente é o cara.
R&N@T@ 13/06/2014minha estante
Ótima resenha!




Roberta 15/09/2014

Todo Dia
Esse livro, ah... Esse livro. Desde que ouvi a sinopse dessa história, me apaixonei. Lembro como se fosse ontem: minha pessoa vagando lá pelo youtube e me deparando com a resenha da Pâm, do Garota It. Ah, esse livro.

Da primeira a última linha David nos fisga pela peculiaridade de A. Desde que lembra existir, A acorda num corpo diferente todos os dias. Não importa o gênero (feminino ou masculino), o gosto ou o porte físico. A única coisa em comum que existe nos corpos que A pega emprestado por um dia é a faixa etária (16 anos). Só.

Certo dia, ao acordar no corpo de um garoto meio mal humorado chamado Justin, A conhece a namorada do pobre rapaz: Rihannon. E se apaixona. E se mete em encrenca. E cativa. Todos os dias, sequentes ao que ele acorda em Justin, A passa a buscar Rihannon. Pega o carro de seus hospedeiros, viaja e busca a garota, mas a parte mais interessante da história não foi, na minha opinião, a história do casal.

Você precisa ler esse livro. A forma como David explorou cada um dos corpos hospedeiros de A é tão sensível e rica que te faz ver as coisas de um jeito completamente. Depressivos, drogados, obesos, mesquinhos, invisíveis e populares. A riqueza de detalhes trabalhada em cada um desses dias é tão incrível, e a postura que A teve de tomar perante cada uma dessas circunstâncias é o que torna esse livro especial. A obra te faz ver que, por mais que tenhamos problemas que são pequenos aos olhos dos outros, eles não podem ser deixados de lado. Cada um tem seu problema, cada um trata seu problema de um jeito diferente.

Confira o resto da resenha no blog! :)

site: http://pilhadecultura.blogspot.com.br/
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Núbia Esther 26/08/2013

“O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.

Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa.

Sempre foi assim.”

Todo dia A acorda em um corpo diferente, uma vida diferente que exige que ele se adapte rapidamente. Sempre foi assim, ele não sabe como isso funciona e após inúmeras teorias frustradas, parou de tentar entender. Suas únicas certezas? Todas as pessoas que A habita tem sua idade e nunca é a mesma pessoa duas vezes. O passado e o futuro também não lhe pertencem, somente o presente pode ser vivido e apenas através do corpo de outrem. Durante 24h uma nova vida se descortina e A se atem às suas regras para conseguir levar adiante essa existência singular: nunca se apegar e jamais interferir. Dezesseis anos sendo assim foram um bom treino, A geralmente não erra mais, não coloca mais a vida dos hospedeiros em risco e nem interfere em suas vidas…

Só que no dia 5.994 A acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada Rhiannon e pela primeira vez em muito tempo sente vontade de descobrir mais sobre uma pessoa do círculo de relacionamentos de um hospedeiro. Após ter aprendido a duras penas não se importar em criar relações duradouras, A esquece isso por causa dessa garota. Ao analisar e perceber que o relacionamento de Justin e Rhiannon está muito errado e que o garoto não é capaz de fazê-la feliz, A percebe que se importa com isso mais do que deveria e mesmo sabendo ser errado A dá a Rhiannon um dia como Justin nunca daria a ela. E pela primeira vez, A não queria ter de ir embora, pela primeira vez ele não queria esquecer…

Para estar com Rhiannon, A começa a interferir cada vez mais na vida de seus hospedeiros, e o quanto isso é ético acaba virando um borrão cinza. Cada vez mais A começa a achar que os fins justificam os meios, mesmo que os meios algumas vezes deixem os hospedeiros em situações perigosas e desesperadoras. E sim, é impossível não sentir empatia pela causa de A, mas ora bolas, como aceitar que pessoas como Nathan Daldry ou outros sofram por isso? Esses sentimentos conflitantes nos acompanham ao longo de toda a leitura e tornam o acompanhar do desenrolar da história ainda mais dramático. A está destinado a ser o todo quando tudo o queria era ser um, condenado a uma existência solitária mesmo cercado de gente e nunca tendo a experiência de pertencer a alguém, a algum lugar. Como não ficar na torcida para que seus anseios possam ser possíveis? Foram apenas quarenta capítulos, quarenta dias acompanhando A em quarenta vidas diferentes tentando manter um relacionamento com Rhiannon, quarenta dias tentando fazer a garota entender sua realidade e a acreditar em um futuro possível para os dois.

Levithan criou um romance singular, criativo, belo e trágico, no qual a esperança e a probabilidade caminham de mãos dadas. A esperança de ser, a probabilidade de se encontrar, a esperança de encontrar seu eu sem desfazer o do outro no processo, a probabilidade infinitesimal de A mudar sua realidade. Com um plot que beira a ficção científica, a história de A poderia ser apenas isso, um romance com um toque de irrealidade (o que por si só já seria deveras original), mas é aqui que a genialidade do Levithan entra em ação e o irreal torna-se palpável quando através dele temas tão cotidianos, alguns mais pesados outros mais sentimentais são tratados com leveza por meio das inúmeras vidas que vivemos juntos com A. Drogas, depressão, suicídio, trabalho ilegal, amizade, família, o sentimento de pertencer, questões de gênero, aparência e como isso influencia os relacionamentos. Com sua experiência singular A tem muito a nos ensinar sobre quebra de paradigmas e preconceitos, sobre aproveitar as chances que nos são dadas e fazer o melhor que pudermos dentro de nossas limitações.

“Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio.”

E por falar em gênero, a principal característica de A é de ter um gênero indefinido, não se sente um garoto, não se sente uma garota, mas vive alguns dias como um garoto, outros dias como garota, outros como garota que se sente garoto e por aí vai. Exprimir esse sui generis no inglês (suprimindo os pronomes pessoais) é mais tranquilo, no português por outro lado, a tarefa não é trivial e a Ana Resende, na medida do possível fez um bom trabalho de tradução, se não foi possível extinguir o uso do “ele” ou o “o”, paciência. O importante é que mesmo com os empecilhos, ao longo da narrativa fica clara a intenção de Levithan em não instituir um gênero para A, e em nada interfere na compreensão das implicações que isso tem para a história. Ponto para a Galera que aceitou o desafio de uma tradução difícil para garantir que mais leitores pudessem conhecer a obra desse ótimo autor. Se com Will & Will veio a vontade de conhecer outros trabalhos do autor, com Todo Dia Levithan definitivamente entra para a lista de autores favoritos. E que venham mais livros do Levithan!

Para quem se encantou pela história de A, saiba que o autor escreveu um prequel, lançado apenas em e-book, intitulado Six Earlier Days. Todo Dia começa no dia 5.994, Six Earlier Days fornece um pequeno retrato dos outros 5.993 dias da vida de A, seis dias anteriores de sua vida que nos permitem conhecer mais profundamente o personagem e a construção do seu eu. Já garanti meu exemplar e assim que ler resenho aqui.

[Blablabla Aleatório]

site: http://blablablaaleatorio.com/2013/08/26/todo-dia-david-levithan/
Carla 02/09/2013minha estante
Ótima resenha, e gostaria de citar uma frase sua que resume bem a essência de A, em que achei as palavras extremamente bem escolhidas:
"A está destinado a ser o todo quando tudo o queria era ser um".
Parabéns pelo ótimo trabalho de sintetização, fiquei impressionada!


Bianca Steinmetz 21/01/2015minha estante
David Levithan acabou comigo, gente! Acabou de uma maneira muito, mas muito linda e profunda! Tô jogada, apaixonada, destruída... Mil estrelas!




kit kat 16/01/2014

"Todos nós temos mistérios, especialmente quando vistos pelo lado de dentro."
Seu nome é apenas A. Menino ou menina? Não interessa, pois A troca de corpo todo dia. Tem sido assim desde que nasceu, 16 anos atrás, uma vida diferente, problemas diferentes, relações diferentes a cada 24 horas. A não sabe como a troca funciona, apenas aprendeu a se adaptar a ela e, por isso, cria para si duas regras importantes: jamais se apegar e, em hipótese alguma, interferir.

Mas um grande imprevisto surge no caminho de A: o amor. Ao acordar no corpo de Justin, A se apaixona pela namorada do rapaz, Rhiannon. Submissa, ela vive um relacionamento conturbado com Justin, um relacionamento no qual A subitamente se vê tão determinado a interferir. E, mesmo ao acordar num corpo diferente no dia seguinte, A percebe que deixar Rhiannon para trás não está nos seus planos. Mas como fazer com que ela enxergue a verdadeira essência atrás do físico de alguém que muda a cada dia? Como fazer um amor impossível se tornar possível?

"Sou um andarilho e, por mais solitário que isso possa ser, também é uma tremenda libertação. Nunca vou me definir sob os mesmos critérios das outras pessoas. Nunca vou sentir a pressão dos amigos ou o fardo das expectativas dos pais. Posso considerar todo mundo parte de um todo, e me concentrar no todo, não nas partes. Aprendi a observar, muito melhor do que a maioria das pessoas faz. O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver.” [pág. 12]

Todo Dia é um livro corajoso e único em vários aspectos, e eu não vou me estender nessa resenha falando sobre tudo que eu gostei no livro, porque senão iria descrever cada página. Cada capítulo representa um dia na vida de A, e a cada novo dia, David Levithan nos apresenta situações que estão sempre transmitindo alguma mensagem, implícita ou não.

“Já presenciei essa situação muitas vezes. A devoção gratuita. Preferir o medo de estar com a pessoa errada por não ser capaz de lidar com o medo de ficar sozinho.” [pág. 13/14]

“A bondade tem a ver com quem você é, enquanto a gentileza tem a ver com o modo como quer ser visto.” [pág. 52]

O final do livro tem causado opiniões divergentes. Alguns odiaram, outros amaram. Eu sou do grupo que amou, mas também consigo entender a frustração daqueles que odiaram, sei como é a agonia de perceber que o livro está acabando e ainda não ter uma resposta e sei também que iria adorar se houvesse uma continuação. Mas o lance é que a resposta não é o foco do livro, e se o final fosse diferente do que foi, (acho que) não seria condizente com tudo o que nos foi apresentado durante a leitura, especialmente em relação à personagem principal, A. Ok, não é um final fácil de ser lido, mas, principalmente, não é um final fácil de ser escrito, e é exatamente por isso que fiquei admirada pela coragem do Levithan.

Só para fechar, Todo Dia é de uma sutileza, de uma narrativa envolvente, bem escrita e reflexiva que, pela primeira vez, conseguiu fazer com que eu me visse fascinada por uma personagem que nem mesmo um rosto, ou um gênero, tem. E, mesmo que eu ame sorrir à toa com personagens masculinas sedutoras, viajar para lugares encantados e rir de situações hilárias até minhas bochechas ficarem vermelhas, os livros que me tornam uma pessoa melhor sempre serão os meus favoritos. Todo Dia é um deles.

Fotos do livro no link abaixo:

site: http://www.bibliophiliarium.com/2014/01/resenha-todo-dia.html
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Manuella 17/11/2013

Os desencontros do amor
De início um tanto morno, o livro só veio me conquistar depois das cinquenta primeiras páginas. Mas depois delas, mergulhamos na vida-louca-vida de A.
A é um adolescente de 16 anos que todos os dias acorda em um corpo da mesma idade, independente de ser menino ou menina. Não tem referências, sua vida sempre foi viver 24h da vida de outra pessoa. Não sabe quem é, de onde veio e o motivo dessa situação completamente inusitada.
Ao conhecer Rhiannon, A descobre também o primeiro amor e a vontade de permanecer ao lado dela para sempre. Nesses desencontros, estando cada dia num corpo e local diferentes, A começa a questionar sua vida (que vida?) e a necessidade de ser normal. Mas ele não é e nunca será.
Algumas confusões pelo caminho e a história avança gostosa, entretendo o leitor, que fica na torcida para que A e Rhiannon encontrem uma forma de resolver esse problema. O autor cria diálogos tão sensíveis e verdadeiros, traduz a linguagem e os sentimentos dos adolescentes que, não bastasse a fase complicada em que se encontram, ainda têm que lidar com essa loucura que é a vida de A.
É gostoso acompanhar o amadurecimento dos dois à medida que o cerco se fecha, que o amor pede espaço e a vida impõe seus cruéis limites.
O final é surpreendente e lindo.
Euflauzino 18/11/2013minha estante
que bom que tenha gostado do livro querida manu, realmente o início é um pouco morno, mas não menos interessante. quero dizer que gostei dele desde o início, por algumas frases lançadas a esmo, como se não fizessem parte da história, mas tão relevantes quanto o final emotivo.


Audrey J.C.S. 25/11/2013minha estante
Que legal a sua resenha!




wedlaaa 17/11/2016

"Kindness connects to who you are, while niceness connects to how you want to be seen."
2 estrelas.

este livro é cheio de bonitos quotes, mas fica só nisso. o desenvolvimento dos personagens é ínfimo e algumas coisas você simplesmente tem que engolir para continuar a leitura.

isso é o que eu sempre sinto quando estou lendo young adult. aparentemente os escritores subestimam a capacidade de os leitores lerem algo que pode, sim, ser mais denso. tudo é entregue mastigadinho, tudo escrito nas palavras mais simples possíveis que podem nem agregar pro vocabulário de alguém.

mas vamos falar sobre todo dia, em específico. todo dia segue a trajetória de uma entidade, que se auto denominou "A". A todos os dias acorda em um corpo diferente e vive uma vida diferente. ele tenta ao máximo não interferir na vida das pessoas que ele possui, até que ele conhece uma garota.

e, sim, amigos, temos aqui um caso de instalove. nossa entidade A se sente imediatamente atraído pela garota chamada rhiannon, e uns três dias depois já tá dizendo que a ama. sim, que a AMA. aí você me pergunta o que a garota fez que deixou nossa entidade toda apaixonada, e a resposta é: nada. absolutamente nada de excepcional, a não ser ser triste e estar dentro de um relacionamento abusivo (A está no corpo do bad boy que é namorado da garota).

depois disso temos a jornada de A violando as vidas que ele possui pra estar o tempo inteiro com rhiannon. é o tipo de stalk que daria cadeia se você estivesse sendo vítima. todos os dias, sempre que pode, A usa o corpo de sua vítima, violando sua rotina, para ir atras do "amor da sua vida".

até que um dos possuídos percebe a "possessão" e é ridicularizado por acreditar em possessão demoniaca. porque, por incrível que pareça, nossa entidade é quase 100% neymar: paz e amor o tempo inteiro. ele é bom e sabe que é bom e não está fazendo nenhum mal qdo sequestra o corpo que esta habitando para ir a outra cidade satisfazer o desejo de ver uma garota que ele se apaixonou instantaneamente por um dia.

isso sem contar que a garota não tinha mta coisa de extraordinária. há uma capítulo desse livro que a gordofobia rola solta e fica por isso mesmo, porque ser gordo é só ser relaxado, é só não se cuidar, e obviamente pessoas gordas/obesas não podem ser amadas.

não vou me alongar mais na review. não recomendo o livro em sua totalidade. as horas que passei o lendo infelizmente não me serão devolvidas.

EDIT: acabei me esquecendo de comentar que além da gordofobia presente neste texto, temos também o caso da garota negra hiper-sexualizada. david levithan aparentemente usa da escrita pra fazer justiça social à comunidade LGBT ao mesmo tempo que também encha páginas de pura gordofobia e misoginia.
Nicolle 27/12/2016minha estante
Meu pai, garota, você mal sabe escrever! Começa o parágrafo com letra minúscula, depois do ponto também letra minúscula. Antes de escrever resenha, que tal ir para a escola?


wedlaaa 27/12/2016minha estante
meu deus!! que coisa horrorosa, né? não sei escrever porque desativei o caps do teclado do meu celular ? by the way, não se sinta ofendida porque eu achei grandes porcarias o livro que você deu cinco estrelas.


Nicolle 27/12/2016minha estante
Eu dei cinco estrelas? HAHAHA! Eu nunca li esse livro como vou dar estrelas? Eu achava você ignorante, agora tenho certeza! Eu estou falando da sua escrita não dá sua opinião sobre o livro. Antes de escrever qualquer coisa, que tal pegar um livro de português e tentar absorver alguma coisa?


Edison Eduarddo 28/12/2016minha estante
Vc está coberta de razão... Não sou gordo, conheço alguns gordinhos e o capítulo do gordo me incomodou bastante... Tb não gostei do autor usar a moça negra para tentar enganar o namorado da menina, ficou esquisito, não sei como não protestaram por aí...


Edison Eduarddo 28/12/2016minha estante
Vc está coberta de razão, wedlaaa... O capítulo do personagem gordo, mesmo eu não sendo um, causou-me um tremendo desconforto... É nítido o preconceito como se o problema de tiodo gordo fosse comer demais... E a personagem negra foi utilizada nu dos piores momentos do livro para a tentativa do autor de ridicularizar (com mentiras, no caso, a negra mentindo) o namorado da queridinha do protagonista... Não sei como não sairam por aí reclamando disso... Estranho...


wedlaaa 28/12/2016minha estante
gente do céu, menina, sério que eu preciso abrir um livro de português porque prefiro não usar o padrão textual? se eu for te contar minha carreira acadêmica provavelmente você perceberia que eu fui mto além de abrir um livro de português, mas isso não é importante. e, olha, eu escrevo onde eu quiser, a hora que eu quiser, qdo eu quiser, ou agora você é a presidenta temey do skoob e da internet, e vai sair apagando tudo o que uma pessoa que não escreve nos moldes do padrão textual? bah. que bobajada. veja se eu fui ao seu perfil fazer qualquer comentário sobre a forma como você se expressa? eu tou aqui na minha, escrevo uma resenha sobre o que eu senti lendo a obra, e você se acha no direito de vir dizer que eu não sei português, não por erros de concordância e ortografia mas porque eu não escrevo no padrão? gente, parece eu com 15 anos patrulhando a vida alheia e tentando me sentir melhor que os outros. paz e te desejo maturidade pra lidar com esses caprichos bobos, tá bom? tá bom.


wedlaaa 28/12/2016minha estante
menino edison, fico mto feliz por você ter se identificado com o que escrevi. infelizmente não vi ninguém problematizando a forma como o autor se dispôs a descrever pessoas obesas e garotas negras, que foi feito de uma forma extremamente ofensiva.


Nicolle 28/12/2016minha estante
Você vem falar que não tem erros ortográficos na sua escrita sendo que nem letra maiúscula coloca depois do ponto final. Se você soubesse escrever direito não ficava falando que desativou o sei lá o que do teclado. Lê e fica quietinha já que nem escrever você sabe.


wedlaaa 28/12/2016minha estante
gente do céu, sério, qual o problema da tua vida? eu tenho vários, mas nenhum deles me faz o tipo de pessoa que se acha no direito de dizer se uma pessoa sabe escrever ou não. e, aliás, isso tem nome. chama elitismo você achar que é melhor que outras pessoas por "saber escrever". isso é bobo, infantil até. eu não preciso dizer o que você deve ou não fazer da sua vida se eu >>achar


Nicolle 28/12/2016minha estante
Ah vai cagar. Aprende a escrevera depois vem falar comigo. Não vou perder meu tempo com uma idiota que mal sabe escrever. Fala sozinha.


wedlaaa 29/12/2016minha estante
obrigada. fazer coco faz bem ao organismo, mostra que você tá reguladinha. espero fazer coco em breve e vou pensar com mto carinho em você qdo eu der a descarga ;-)


Nicolle 29/12/2016minha estante
Gostou de mim, né? Haha. Sei que gostou.




Marcela 17/08/2013

Recomendo
"O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver"p. 12

Quem tiver o livro dê atenção as páginas 93 e 94, são lindas!!

Eu amei "Todo Dia". O início já capturou meu coração e mente, achei lindo lindo e lindo.
Amei esse livro porque me apaixonei junto com o personagem e depois como David Levithan consegue mexer tão bem na questão do gênero, ou seja, não importa se somos meninas, meninos, o que importa é que somos pessoas! Isso é o essencial! O que sentimos é importante! O que somos.

"Todo dia"conta a estória de A. Isso mesmo o nome do personagem principal é A, na verdade ele não é uma pessoa, ele é um "ser" que habita o todo dia o corpo de uma pessoa diferente, pode ser menino, menina, gordo, magro, negro, branco, gay, drogado, bonzinho, rebelde...e é assim desde que ele se entende por vivo. Mas um dia entre todos esses, ele conhece Rhiannon e se apaixona por seus olhos tristes, por seu jeito meigo, e a partir dai sua vida que era simplesmente viver a vida dos outros por um dia, sem grandes surpresas, se torna uma vida para amar Rhiannon.

A narrativa é tão interessante, e como Levithan consegue nos contar a estória é tão perfeito, que não consegui parar de ler. O livro é curto 273 páginas, e você lê rapidamente, porque é muito encantador.

A vida de A é como se fosse um deja vu na vida de quem ele vive por um dia, até que ele conhece a paixão, e tudo muda, ele começa a se importar com as vidas que interfere, e nos dá tantas lições, que fiquei triste quando o livro acabou.

Já adianto que o final é lindo! :)


site: www.mulhericesecialtda.com
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Viviane 29/05/2014

"Tudo o que tenho é o amanhã."
3 fatos sobre esse livro:
É diferente de tudo que já li.
Tem citações e reflexões incríveis.
Abre a cabeça acerca do indivíduo e sua individualidade.

Cai de paraquedas nesse livro, o preço estava barato então pensei: "porque não?"
Não esperava de jeito nenhum me envolver tanto assim nele, não pensei que fosse ser uma leitura tão intensa.

Afinal, o que fazer quando você acorda todo dia em um corpo diferente? Você é você mas, ao mesmo tempo, é todos e não é ninguém. Já pensou se ver pelos olhos de outro alguém? Experimentar entrar na pele de alguém totalmente desconhecido? Vivenciar, nos mínimos detalhes, como é ser cego, rico, depressivo, popular?

O personagem principal, A, é uma icognita. Não sabemos como ele é fisicamente, o que sabemos são as características de todos que ele habita. A, é um dos personagens mais honestos e cheios de caráter que já li. Ao habitar a pele de Justin por um dia, ele acaba conhecendo mais do que a rotina habitual de seu hospedeiro. Ele conhece o amor da vida dele. Uma pena que nem tudo é fácil. Ao ler esse livro me tornei amiga de A e só conseguia torcer pra que ele conseguisse descobrir o que havia com ele.

"A bondade tem a ver com que você é, enquanto a gentileza tem a ver com o modo que quer ser visto."

Eu achei a proposta do livro em si, muito curiosa. Afinal, na vida real isso não acontece. Mas o que me prendeu nesse livro foi ver a jornada que A passou pra encontrar o amor, se encontrar e ainda não bagunçar a vida de quem ele habita. Achei fantástico vivenciar um número gigante de personagens em apenas um livro. Como disse, diferente de tudo que já li. Amei.
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Andressa 12/07/2015

Minhas impressões sobre "Todo Dia - David Levithan"
Amor. É o pano de fundo predominante no livro. Amor por pessoas e não por esteriótipos, por consciências e não por existências.
A história é sobre A, um ser, que é puramente consciência; não tem forma física, somente pensamentos (os quais ele luta para manter intactos). E a cada novo dia, surge em um corpo diferente( tipo teletransporte mesmo), onde ele, por opção, prefere não interferir na rotina de seus hospedeiros, para não causar problemas e alterar o rumo de suas vidas. Ele (o ser), tem 16 anos e só habita corpos de adolescente de mesma idade: às vezes homem, mulher, transgênero, gordo, magro, esquisito, depressivo, drogado, entre outros, e é assim desde o seu nascimento. De certo modo, acostumado a essas mudanças, ele vive na inércia de existir, somente.
Um dia, ele acorda no corpo de Justin, cuja namorada, Rhiannon, vai virar a sua vida de pernas pro ar, onde ele começa a sentir falta daquilo que ele nunca teve: um lugar próprio. Mas esse romance não é o que realmente vai te prender à narrativa.
Eu, sinceramente, ainda estou digerindo boa parte do que li. Pode parecer um simples livrinho jovem/adulto, mas, se você tiver um pouco que seja de percepção de vida, vai ver a profundidade em cada linha escrita pelo autor. O livro é tão sensível, tão genuíno, que tenho medo desse meu texto não ficar perto do que ele teve a intenção de passar aos leitores.
Nele, é retratado que o conhecimento é a única coisa intransferível. A existência, como algo que não deve ser compreendido, apenas vivido. A dualidade entre fazer o bem ou o mal e a possibilidade de fazê-los. A empatia, que muitas vezes, deixamos de lado até que algo nos incomode de verdade. Ensina que esteriótipos são apenas casca, onde existe algo muito maior por dentro: o ser propriamente dito. Mostra a traição de um corpo, no caso dos transgêneros. Doenças graves como a obesidade e a depressão, são discriminadas, pontuando sentimentos, anseios, exclusão social e outras coisas que as envolve. E pra mim o principal de todos: o altruísmo.
Livro belíssimo!!!!!!!!!! 5 estrelas no Skoob, rs.
Recomendo.a.qualquer.pessoa.que.saiba.ler.

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gleicepcouto 11/06/2014

Conheci David Levithan com Will & Will, que ele escreveu em parceria com o nerdfighter-mor John Green. Gostei do livro e, para mim, o diferencial da obra mesmo foram as cenas escritas pelo Levithan. Então, estava mega curiosa para ler um trabalho solo dele e ver como se sairia.

Recebi Todo Dia da editora Galera Record assim que saiu e logo vi o rebuliço que causou. Milhares de leitores/blogueiros favoritando o livro, dizendo que era excepcional. Decidi deixar de molho e esperar a poeira abaixar (tenho por hábito olhar com desconfiança para livros que causam muito auê). Dia desses, peguei-o novamente e quando li na quarta capa um elogio de Daniel Handler (aka Lemony Snicket), vi que já estava na hora de dar uma chance ao livro.

"Se tem uma coisa que aprendi, é isso: todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente."

Olha, e foi bacana, sabia? A premissa criada por Levithan é original e muito interessante, com 'n' possibilidades de desenvolvimento. A que ele escolheu, o levou para o caminho certo: o meio termo entre entretenimento e conteúdo. Dois itens que, dificilmente (infelizmente) dão as mãos na literatura jovem atual, mas que aqui se tornaram bons amigos.

O autor levanta diversas questões em sua obra, mas de modo nada monótono ou didático. Isso é difícil, gente. Se o autor não dosar a mão, o livro poderia ter ficado mais parecido com auto-ajuda do que com qualquer outra coisa. No início, senti Levithan forçando um pouco, mas já na metade do livro, as "lições de moral" e "frases de efeito" já se encaixavam melhor na história, mesmo que ainda, por vezes, pudessem quebrar o ritmo da narrativa.

Dentre os vários assuntos importantes tratados de modo sensível no livro, o grande destaque vai para a questão do amor que em Todo Dia não se leva em conta a questão do gênero masculino/feminino. Amor é amor. That's it. "A" caracteriza muito bem esse ponto de vista, quando mesmo no corpo de uma jovem, lida com naturalidade ao beijar um menino ou até mesmo uma menina. O contraponto é Rhiannon que, mesmo gostando de "A" e o reconhecendo nas diferentes pessoas em que ele habita por um dia, tem dificuldades de relacionamento físico quando ele aparece na figura de uma menina ou de um garoto gordo, por exemplo. Ela, mesmo não querendo, fica presa ao físico. E, convenhamos, é assim que agiríamos também. Sem hipocrisia. Podemos até achar lindo o que A pensa e realmente queremos alcançar esse ideal, mas na verdade somos Rhiannon e temos nossas limitações. É essa constatação que nos leva a pensar sobre a verdadeira condição da natureza humana.

Apesar de todas as dificuldades, a relação de "A" e Rhiannon é muito bonita, e o fato de "A" ter se apaixonado rapidamente por ela não me incomodou. Na minha cabeça, "A" só poderia se apaixonar dessa forma, ele não tem o privilégio do tempo para gostar de alguém aos poucos com sua alma itinerante.

"Sou um andarilho e, por mais solitário que isso possa ser, também é uma tremenda libertação. Nunca vou me definir sob os mesmos critérios de outras pessoas. Nunca vou sentir a pressão dos amigos ou o fardo das expectativas dos pais. Posso considerar todo mundo parte de um todo, e me concentrar no todo, não nas partes. Aprendi a observar, muito melhor do que a maioria das pessoas faz. O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver."

Por "A" ser uma pessoa diferente a cada dia também, isso me fez pensar nos muitos papeis que assumimos ao longo da vida. Claro que não mudamos de corpo todo dia, mas realmente acredito que a nossa morada se modifica a cada amanhecer, pois estamos em constante mudança. Passamos pelo o que "A" passa (claro que resguardadas as devidas proporções), e todo dia temos que dar adeus a certas coisas. Se você parar para pensar, há tristeza nisso, mas também beleza. Todo recomeço depende de que haja um fim.

Uma das cenas que mais me emocionou no livro não tem relação com amor, com lições de moral, com nada disso. Quando A percebe que ele nunca terá alguém que realmente o conheça por quem ele realmente é, ele desmorona. E eu fui junto.

site: http://murmuriospessoais.com/resenha-todo-dia-david-levithan-galerarecord/
Rapha Écool. 04/05/2015minha estante
De longe um dos meus livros favoritos... Quando terminei a leitura percebi que estava em lágrimas! Me tocou bastante a história de A + Rhiannon.
Sempre que posso volto ás paginas de "Todo Dia" para rele-lo. Ansioso pela continuação...




Tânia (@ritmoliterario) 16/12/2014

Nada de mais!
Quando vi os comentários desse livro fiquei curiosa, pois a critica é muito boa nos blogues que sigo. Mas quando comecei a ler, fiquei triste, pois não era nada daquilo que eu imaginava. A premissa é ótima, mas a forma como é contata a estoria não me agradou, o autor perde tempo demais contato como é o dia a dia de A no corpo de quem ele habita e esquece de nos mostrar porque isso acontece com ele e se tem um modo de parar.

E quando já esta no final, ele da indícios que o mistério pode ser desvendado, mas ai ele simplesmente pula essa parte e encerra a historia, que na minha opinião ficou muito vaga. A única parte do livro que gostei, foi o fato do autor mostrar as diferentes vidas que o protagonista vive e as dificuldades e ensinamentos de cada uma, mas fora isso não gostei, não é um livro ruim, mas também não é uma historia que prende do inicio ao fim, tanto que demorei quase 10 dias pra ler, mas gosto é gosto.
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