Todo Dia

Todo Dia David Levithan




Resenhas - Todo Dia


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Mariana.Grimes 19/06/2017

Todo Dia
Todo Dia, do David Levithan, conta a historia do "A", que é um "ser" (podemos chamar assim) que desde do dia em que nasceu habita um corpo diferente, porém, desde que tenha a mesma idade referente ao "A", que no caso é 16; um dia ele/ela (como já deu pra notar o "A" não tem sexo definido) ou seja, um dia "A" pode ser homem no outro mulher, gay, gordo, e por aí vai, até que um dia o "A" acorda no corpo do Justin, um garoto muito bocó, meio play boy, só que, Justin tem uma namorada, chamada Rhiannon, e o "A" de apaixona por ela, e a partir da aí, todos os dias quando o "A" acorda na manhã seguinte, ele/ela tenta fazer de tudo para ver Rhiannon, o que é muito difícil, já quê tem dias que ela acorda a horas de distância da cidade onde Rhiannon mora.
Depois de uns três dias após ter conhecido Rhiannon, e ter tentado ficar próximo dela, o "A" decide contar a Rhiannon o que acontece com ele/ela (isso não é spoiler) conta o fato de quê todo dia é uma pessoa diferente, ela se assusta no inicio, mas após um tempo, decidem tentar um relacionamento...
O livro é realmente incrível, com um monte de frases reflexivas, que nos colocam pra pensar, onde mostra como é estar no lugar do outro, e que pequenas ações podem mudar o mal estar de uma pessoa, mas este não é a principal moral da historia, Todo Dia mostra que não devemos dar tanta importância para a aparência, pois Rhiannon se apaixona por "A", mesmo ele/ela mudando de aparência todos os dias, ou seja, ela se apaixonou pelo que "A" era de verdade, pela sua personalidade, ignorando que um dia ele/ela era transexual, ou uma garota patricinha, ou uma com depressão, porque Rhiannon sabia que dentro daquele rótulo que as pessoas colocam umas nas outras, existia uma pessoas linda, não com olhos claros, cabelo loiro, ou corpo definido, mas sim uma pessoa capaz de fazer atitudes lindas.
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Garotas Devorando Livros 03/06/2017

Cardápio de hoje: Todo dia
[...]

A história é muito bem construída e surpreendente a cada página, não sei vocês, mas eu não tinha a menor ideia do que poderia acontecer no final. Mesmo com a minha super imaginação fértil, tive varias ideias mirabolantes mas nenhuma delas chegou perto do que foi o verdadeiro final (não, eu não vou ser spolhuda e contar pra vocês).

[...]

site: http://garotasdevorandolivros.blogspot.com.br/2017/05/resenha-todo-dia-david-levithan.html
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Giovana.Salvador 14/05/2017

<3
Deveria ser obrigatório para geral. Aceite a diferença e viva !
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Nádia 02/05/2017

#resenhapomarliterario Todo dia
"Sou um andarilho, e por mais solitário que isso possa ser, também é uma tremenda libertação. Nunca vou me definir sob os mesmos critérios das outras pessoas. Nunca vou sentir a pressão dos amigos ou o fardo das expectativas dos pais. Posso considerar todo mundo parte de um todo, e me concentrar no todo, não nas partes. Aprendi a observar, muito melhor do que a maioria das pessoas faz. O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver.
Conhecimento é a única coisa que levo comigo quando vou embora.
Sei de tantas coisas que Justin não sabe, que nunca saberá. Sento-me na aula de matemática, abro o caderno e escrevo frases que ele nunca ouviu. Shakespeare, Kerouac, Dickinson. Amanhã, ou algum dia depois de amanhã, ou nunca, ele verá essas palavras escritas com a própria letra, e não vai ter a menor ideia de onde vieram, nem mesmo do que são.
Este é o máximo de interferência ao qual me permito.
Todo o restante deve ser feito sem deixar rastros."
Imagine como seria acordar todo dia em um corpo diferente. Como seria não ter uma vida própria, mas viver todo dia uma vida que não é sua. Não ter uma forma física que você possa expressar seu ser, mas ocupar todo dia um corpo diferente, estranho. Num dia você se encaixa noutros não, mas tem que esperar que o dia termine e torcer para que o próximo seja melhor. Não ter família, amigos, uma escola e um romance, mas todo dia ser obrigado a conviver com a família, os amigos, a sala de aula e o romance alheios. E ele, que se nomeia A, já estava acostumado com essa situação até que ele ocupa o corpo de Justin, que tem uma namorada incrível. Até que ele não consegue controlar o próprio coração e se apaixona por ela. Até que ela, sem saber, toca sua alma e o torna pleno. E é aí que começa a confusão. Pois ele não suporta a ideia de não vê-la nunca mais. De não estar com ela todos os dias. Como? Mas ele vai tentar e vai ser lindo, e vai ser triste. E vai te fazer rir, mas vai te fazer chorar também. Uma chuva de sentimentos e intensidade, nessa história linda ♡

site: https://www.instagram.com/p/7iXKWKGv0z/?taken-by=pomarliterario
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Caroline Malagrino 19/04/2017

Incrível, inspirador e altamente reflexivo.
David Levithan é um autor bastante conhecido por seus livros de temática LGBT. Em Todo dia, conhecemos a história de A que não apresenta família, distinção de sexo ou aparência física, pois todos os dias acorda no corpo de uma pessoa diferente. A vive assim por anos e não sabe por qual motivo este fenômeno lhe ocorre. Seu principal desafio é lidar com a vida da pessoa em que está hospedado durante 24 horas. Para isso, criou uma regra: Não provocar modificações na vida das pessoas em que habitou. Entretanto, a sua ética é colocada a prova quando acorda no corpo de Justin, namorado de Rhiannon.
A se apaixona pela garota no instante em que a vê e ela, apesar de não saber que o corpo de Justin não está sendo habitado por sua consciência, encontra-se esperançosa, acreditando que os maus dias de seu relacionamento ficaram para trás.
No decorrer dos demais dias, A não consegue livrar-se do intenso amor que sentiu ao ver Rhiannon e decide ir ao seu encontro, mesmo estando em corpos diferentes a cada vez que a vê. A sua missão, a partir de então, passa ser lutar por esse amor tão difícil e complicado de se viver sem saber exatamente como ela reagirá em relação a sua condição.
Esta história é sobre um romance, mas também aborda temas muito relevantes e de importante discussão na atualidade, como os relacionamentos abusivos, questões de gênero, orientação sexual, etnia, condições financeiras e religião. Promove interessantes reflexões sobre o preconceito, a intolerância, o respeito e a aceitação, seja em relação aos outros, quanto a si mesmo.
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Eu Pratico Livroterapia 18/04/2017

Todo Dia - David Levithan
Ganhei esse livro de aniversário e já estava interessada em conhecer a escrita e os temas que o autor aborda nos livros dele.

O livro, realmente, é um encanto. Levithan trata de vários temas polêmicos de uma maneira suave, tranquila e, se você para pensar o modo como ele nos mostra parece tão natural que não haveria formas de julgamento.

Quando você entende que a fase da adolescência já é difícil, pois eles (jovens) não sabem ao que eles pertencem, onde se encaixam. Não são mais crianças e nem ainda adultos, então ficam várias perguntas.

Não imaginei que iria gostar tanto e ele coloca tantas frases e questões para refletimos que ainda não tinha li em uma escrita tão desprendida e solta. Alguns temas são (sei que vou esquecer alguns, mas...rsrs): amor ou a descoberta dele, paixão, as relações entre casais do mesmo ou de sexo diferente, a amizade, enfim vários poderia discorrer, mas o amor é sempre um tema que gosto de falar. É tão genuíno, ingênuo o que eles sente... como se tudo fosse possível entre outras coisas.



A narrativa é fantástica. Não imagino outro autor abordando tão bem. É simples de entender a escrita é bem tranquila. Eu literalmente entrei na história com A e senti as aflições e decepções que ele sentiu. Não sei definir o que ele é, mas lendo você, com certeza, entenderá.

Espero e muito que vocês possam ler esse livro. Ainda estou muito encantada com ele e me apaixonei por esse livro. Doida para ler o segundo que é Outro dia.


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2016/08/resenha-todo-dia-david-levithan.html
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Quel 15/04/2017

Todo dia – David Levithan
Autor: David Levithan
Páginas: 218
Ano: 2016
Editora: Galera
Adicione: Skoob

Sinopse: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.
Resenha:
A bondade tem a ver com quem você é, enquanto a gentileza tem a ver com o modo como quer ser visto.


Ganhei esse livro de aniversário e já estava interessada em conhecer a escrita e os temas que o autor aborda nos livros dele.

O livro, realmente, é um encanto. Levithan trata de vários temas polêmicos de uma maneira suave, tranquila e, se você para pensar o modo como ele nos mostra parece tão natural que não haveria formas de julgamento.

Quando você entende que a fase da adolescência já é difícil, pois eles (jovens) não sabem ao que eles pertencem, onde se encaixam. Não são mais crianças e nem ainda adultos, então ficam várias perguntas.

Não imaginei que iria gostar tanto e ele coloca tantas frases e questões para refletimos que ainda não tinha li em uma escrita tão desprendida e solta. Alguns temas são (sei que vou esquecer alguns, mas...rsrs): amor ou a descoberta dele, paixão, as relações entre casais do mesmo ou de sexo diferente, a amizade, enfim vários poderia discorrer, mas o amor é sempre um tema que gosto de falar. É tão genuíno, ingênuo o que eles sente... como se tudo fosse possível entre outras coisas.



A narrativa é fantástica. Não imagino outro autor abordando tão bem. É simples de entender a escrita é bem tranquila. Eu literalmente entrei na história com A e senti as aflições e decepções que ele sentiu. Não sei definir o que ele é, mas lendo você, com certeza, entenderá.

Espero e muito que vocês possam ler esse livro. Ainda estou muito encantada com ele e me apaixonei por esse livro. Doida para ler o segundo que é Outro dia.





site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2016/08/resenha-todo-dia-david-levithan.html
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Daisy 10/04/2017

Fiquei esperando mais.
Não irei falar muito do que se trata este livro, uma vez que a maioria das pessoas já o conhecem.


Comecei a leitura com bastante expectativa é de fato o livro me impressionou. O que me deixou intrigada, foram as muitas dúvidas ao final da leitura.

"A" é um andarilho,hospedeiro,como ele mesmo se define logo de início.
Acorda todos os dias em um corpo diferente e um certo dia acorda no corpo do namorado de uma moça pelo qual se apaixona.



O final embora tenha sido muito lindinho, deixaram algumas lacunas. Talvez a resposta para elas esteja no próximo livro que pelo que pude ver, é a versão da mocinha.



Enfim,pela falta de esclarecimentos do que é e o porquê dessa condição de "A",tirei uma estrelinha.



Indico. Bjs bjs
Adainara 07/06/2017minha estante
Penso o mesmo, mas ao invés de ter tirado uma estrelinha, tirei apenas meia estrelinha kkkk Pela forma que o livro me prendeu, não consegui tirar uma inteira.


Daisy 07/06/2017minha estante
Ooow... Eu fui malvada em tirar um estrelinha mesmo. Mas eu fiquei numa espectativa para que ele explicasse mais, no fim,nem veio.


Você já leu o segundo livro?


Adainara 07/06/2017minha estante
Kkkkk foi mesmo. Eu tbm fiquei com uma expectativa, até me certifiquei de que era o fim mesmo...
Não sabia que tinha mesmo um livro de continuação, qual o nome? Você leu?


Daisy 08/06/2017minha estante
O segundo livro é Outro dia.
A mesma estória contada pela visão da Rhiannon ( não tenho certeza se o nome dela se escreve assim), por fim, eu li, e até achei legal, principalmente o final, ele é um pouquinho mais estendido que o final de Todo dia. Maaas a gente continua sem as resposta com relação a A. A coisa boa é que o autor deixou abertura para um terceiro livro,vi rumores de que se chamará Someday.
Estou arrancando os cabelos esperando por ele.


Adainara 10/06/2017minha estante
Ah, obrigadaa. Agora estou com vontade de ler ele, vai ser legal ver um pouco mais sobre ela...


Daisy 10/06/2017minha estante
Quando o ler, volta pra dizer o que achou. Assim você entra para o time das que estão esperando por Someday também hahah


Adainara 12/06/2017minha estante
Ok, vou fazer isso hahaha




Laiane 07/04/2017

O fav da vida
Meu amor por esse livro não cabe em palavras. Tudo o que ele aborda, tudo o que ele representa... E mesmo que o final tenha deixado um pouquinho a desejar, não desmerece em nada a mensagem que ele quis passar.
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Emily 03/04/2017

Melhor livro, não sei nem explicar...
A. não tem gênero, não tem cor, não tem corpo, é apenas uma alma, a essência que todos temos dentro de nós, a vida em sua forma mais complexa e linda. Um personagem tão extraordinário e ao mesmo tempo tão solitário, mas que tem em si uma beleza tão grande que é impossível descrever. A cada novo dia ele ocupa a vida de alguém diferente e tem o poder de vivenciar sua existência da forma mais completa possível, adquirindo toda sabedoria que pode ter, porque é a única coisa que ele leva consigo à cada novo corpo. Além de seu amor por Rhiannnon.
?
Esse livro é muito mais do que um mero romance. É claro que você torce pelo amor dos dois, que mesmo com tantos obstáculos, a verdade de seus sentimentos é quase palpável e ultrapassa os limites que podemos compreender, mas também é mais profundo e intenso do que apenas isso, é sobre a verdadeira essência do ser humano, da importância do caráter que nos molda e que nos faz sermos quem somos, que vai muito além das aparências e de toda beleza que alguém pode ter.
?
Uma história que possui uma infinidade de lições e sabedorias que o autor nos passa a cada capítulo, a cada nova vida de que A vive por um dia, que te faz parar e refletir sobre toda sua vida.
?
Posso dizer que esse livro me deixou com sentimentos conflitantes em relação à quem eu sou e quem quero ser, ainda não sei se é algo bom ou ruim. São tantas informações, tantos novos modos de ver o mundo, jogados na sua cara de forma tão crua e direta, que sinto que não estava preparada o suficiente para essa avalanche de novos ideais e conceitos que foram jogados em cima de mim de uma vez. Ainda estou aprendendo a entender as coisas do mundo, então esse livro simplesmente chegou, invadiu minha mente e abriu meus olhos para certas coisas (grandes e importantes coisas), mas à deixou ainda mais confusa do que ela já é. Não sei se é compreensível, mas é como me sinto. Acho que me sinto como Rhiannon se sentiu com toda essa complexa situação.
?
Mas nada disso diminui o amor que eu criei por essa história, nem faz dele um livro ruim, porque acredito que seja esse o propósito do autor, nos fazer ler com a mente e o coração abertos, dispostos à aprender e absorver tudo que esse livro tem a ensinar, porque são coisas incríveis que irão quebrar barreiras e mudarão sua forma de pensar e de encarar a vida. É preciso se desprender das coisas que te aprisionam, então é bom estar pronto para isso. Estou absorvendo aos pouquinhos cada coisa que aprendi com esse livro e posso dizer que é algo extraordinário.
?
Então recomendo, mil vezes. Quero que vocês os tenham no coração assim como eu. Nota: 5/5??+??
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90invencao 02/04/2017

Incrível! <3
Todo dia realmente capta o sentimento adolescente de não se encaixar, como disse Jodi Picoult, além de retratar as perdas e aprendizados que um relacionamento pode nos proporcionar.

Basicamente: chorei horrores! Mesmo que o começo tenha sido um pouco arrastado pra mim, depois eu não consegui largar.
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Rafa 30/03/2017

Surpreende!
Não achei que o livro iria me surpreender, mas a medida que fui me aprofundando nele, ele se mostrou ser maravilhoso. Que certamente a maioria das pessoas vão gostar, é uma leitura fácil (pelo menos pra mim), tem bastantes partes que são lindas, outras que são como "momentos para refletir". Valeu cada centavo que paguei. Já estou partindo para o Outro Dia.
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Thamyres 27/03/2017

O que você considera amor, afinal?
Confesso que perdi as contas de quanto tempo esse livro morou na minha estante. Eu vivia olhado pra lombada, mas nunca pegava. Dessa vez foi.
"A" acorda todos os dias no corpo de uma pessoa diferente, seja homem ou mulher. Pra ele, a vida é assim, mutável, e dura sempre 24 horas. Já faz algum tempo que desistiu de lutar contra o que quer que isso seja e se contenta apenas em continuar vivendo da forma que sabe desde pequeno, tentando causar o mínimo de impacto possível na vida dos corpos que habita.
Resignado com essa rotina, certo dia desperta no corpo de Justin, conhece sua namorada doce e carinhosa, Rhiannon, e leva apenas alguns minutos pra se apaixonar perdidamente. Não demora muito pra menina sentir a mesma conexão imediata que parece ligar os dois. Desde então eles dão um jeito de estarem sempre juntos todos os dias, escondidos, mesmo que ele possua diferentes aparências e more em lugares distintos toda vez que acorda.
Mas como fazer isso dar certo, se ele não tem um passado fixo e não pode assegurar um futuro? Como manter um relacionamento se o que possui é somente o presente, composto por 24 horas? Será que A e Rhiannon vão conseguir superar essa dificuldade, juntos?
A premissa de "Todo dia" é inusitada e o desenrolar dele também. A história é unica e bem intrigante.
Adoro a escrita do Levithan, é leve, simples e fluida. Contado em primeira pessoa, diversos capítulos passam sem que você se dê conta. A construção dos personagens, sem dúvida, foi uma das melhores que já vi. O autor dá toques extremamente humanos a cada um deles, caracteriza-os de forma clara e detalhada, sem contar que aborda inúmeras questões sociais e polêmicas nas entrelinhas.
Em determinados momentos fiquei com o coração apertado com os dramas vividos pelo protagonista e me coloquei no lugar dele. Tentei pensar em como seria a minha vida daquela forma. Nisso Levithan foi mestre: nos colocar em xeque e nos fazer refletir sobre o quanto somos agraciados por possuirmos um passado, presente e futuro. Por podermos acompanhar diariamente o crescimento de um filho, ter lembranças familiares antigas ou planejar o futuro ao lado de alguém. Com a permissão do trocadilho, essa é uma história recheada de ensinamentos pra serem praticados todo dia.
Mas aí, quando tudo caminhava pra 5 estrelas, bam! Acaba. Sim, o livro acaba desse jeito, meio do nada. Você começa a ler os agradecimentos e fica com a sensação de ter perdido alguma coisa no meio do caminho. Esse, com certeza, foi um dos pontos negativos da trama. O outro foi a inexistência de explicações. Fiquei esperando por respostas que não vieram. Eu revirei o livro todo e não encontrei. Só fiquei com aquela expressão no rosto de 'Masoq??'
Não achei essa batata frita toda que as pessoas falam, mas não cheguei a ficar decepcionada. Eu até que gostei bastante da leitura. Ela me fez refletir em diversos trechos. Acho que, no fim das contas, a lição que fica é sobre o amor genuíno, não aquele pelo qual a gente mata, mas principalmente o que estamos dispostos a morrer.
Nota 4.
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Rodrigo Pamplona 20/03/2017

Bonito e instigante (SEM Spoiler)
Extremamente gostoso de ler, Todo Dia poderia facilmente se tornar um épico. A trama original de contar a vida de uma pessoa através da perspectiva de uma entidade que habita o corpo dela é fantástica. O livro trás lições muito relevantes sobre empatia, amor, aceitação e paciência, prendendo a atenção do início ao fim.

O único revés, a meu ver, é o pouco aproveitamento de muitos aspectos que deveriam ser considerados sobre a existência do principal protagonista, "A", os quais poderiam render outros tantos capítulos para compreendê-lo mais a fundo. Isso, talvez, seja justificado pelo fato de ser um livro para um público mais jovem e, por isso, a proposta não é exatamente aprofundar-se tanto nas questões existenciais do protagonista. A profundidade, muitas vezes, fica por conta do leitor e da sua maturidade.

Leitura altamente recomendada.
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Ana 20/03/2017

Todo Dia
“Acordo.
Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata apenas do corpo – de abrir os olhos e ver se a pele do braço é clara ou escura, se meu cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhas. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.
Todos os dias sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa.
Sempre foi assim.”
E é nesse tom que dou inicio a minha resenha sobre essa experiência completamente diferente que foi ler Todo Dia.

Nunca havia lido nada do David, embora ele tenha vários livros já publicados aqui no Brasil e na minha estante ter 6 livros dele… APENAS.

esqueceram de mim Miga sua loka, tudo isso e nenhum lido. Absurdo nénón???



Então estava mais que na hora de dar esse pontapé inicial, e pelo que eu percebi deste autor, seus livros são em sua maioria, voltado ao publico homossexual masculino, como por exemplo “Will & Will”, “Garoto encontra Garoto” e “Dois Garotos se Beijando”.

No caso do nosso livro de hoje, o homossexualismo é sim abordado, mas o tópico principal, não é esse. Vejamos o que eu deixo vocês descobrirem…

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Todos os dias “A” acorda em um corpo diferente. Desde que se lembra, em sua mais tenra idade, nunca passou mais de um dia em um corpo, uma família, um lar. “A” sempre acorda em corpos com a idade semelhante a sua, que atualmente é por volta dos dezesseis anos, e tem como meta principal, alterar a vida das pessoas ao qual ele “toma”, o mínimo possível e principalmente, jamais se envolver com qualquer pessoa que seja. Jamais se deixar apaixonar.

Certo dia, mais um de tantos outros, “A” acorda no corpo de um rapaz, e como sempre, procura ser o mais nulo possível, manter a vida normal do rapaz com o mínimo de alterações efetuadas. Sempre que necessário, A vasculha a mente da pessoa para que saiba como se comportar, agir e principalmente saber o nome das pessoas que o rodeiam no momento, e assim, seguir o roteiro.

Mas, tudo muda quando, no corpo de Justin, “A”, encontra Rhiannon, a namorada de Justin.

“Que história é essa sobre o instante em que você se apaixona? Como uma medida tão pequena de tempo pode conter algo tão grande? De repente, percebo por que as pessoas acreditam em déjà vu, por que acreditam em vidas passadas; porque não há meio de fazer com que os anos que passei na Terra sejam capazes de resumir o que estou sentindo. O momento quem que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si – tudo isso se reorganizando para que essa interseção precisa e incomum possa parecer. Em meu coração, em meus ossos, por mais bobo que saiba que é, você sente que tudo levou a isso, que todas as f lechas secretas estavam apontando para este lugar, que o universo e o próprio tempo construíram isso muito tempo atrás, e agora você acaba de perceber que chegou ao local onde sempre deveria ter estado.”
“A” fica encantado com ela e decide aproveitar o dia de maneira espontânea e curtir ao máximo. Mas tendo sempre em mente que é apenas o hoje. Pois amanhã, ele não estaria mais ali.

E tudo ocorreu como o programado. No dia seguinte “A” estava no corpo de outra pessoa. Leslie Wong. Porém, seus pensamentos permaneciam lá, junto de Rhiannon e seus momentos juntos.

A trama toda rola em torno de “A” ficar com Rhiannon e ele tentar ser apenas “A”, e viver esse amor tão difícil, tão complicado de se viver.

“Não quero amá-la. Não quero me apaixonar.
As pessoas não dão valor à continuidade do amor, assim como não dão valor à continuidade do corpo. Não percebem que a melhor coisa sobre o amor é sua presença constante. Assim que você estabelece isso, sua vida ganha uma base extra. Mas se você não pode ter essa presença constante, só tem uma base para sustentá-lo, sempre.”
Nesse livro podemos ver claramente o dilema que envolve o preconceito na humanidade. “A” é tudo e nada ao mesmo tempo. É homem, mulher, negro, branco, latino, asiático, gordo, drogado, linda… “A” é um ser sem gênero. Sem estereótipos. E pra ele, esse ser que viveu tantas vidas em uma só, é difícil compreender a atitude das pessoas, o preconceito, a necessidade de demonizar o que não se consegue entender, essa obrigação de viver no lado certo ou errado da vida.

“Vamos até uma esquina onde algumas pessoas estão protestando contra a comemoração (Parada do Orgulho Gay, em Annapolis). Não entendo o porquê. É como protestar contra o fato de algumas pessoas serem ruivas.
Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor, nunca me apaixonei por um gênero, apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo porque é tão complicado, quando é tão óbvio. Lembro-me da hesitação de Rhiannon em me beijar por mais tempo quando eu era Kelsea. Torço para que esta não seja nem de perto a razão. Tinha tantos outros motivos naquele momento.
Um dos cartazes dos manifestantes chama minha atenção. Está escrito: ‘HOMOSSEXUALISMO É OBRA DO DIABO.’ E, mais uma vez, penso em como as pessoas usam o diabo para dar nome às coisas que temem. A causa e o efeito estão invertidos. O diabo não obriga ninguém a fazer coisas. As pessoas é que fazem as coisas e culpam o diabo por isso.”
A luta de “A” é exatamente essa, tentar convencer Rhiannon a amar ele como um ser e não como o negro jogador de basquete de dois metros, ou a clone da beyoncé, ou o gordo obeso ou a asiática, a lésbica ou o gay. A luta de “A” e fazer com que Rhiannon ame “A” e apenas “A”.

Todo Dia é um livro pra te por pra pensar e repensar sobre seus atos, sua vida, seus conceitos de certo ou errado, do politicamente correto ou ético.

Todo Dia é um livro que conta uma linda história de amor e superação.

Todo Dia é um livro que fala sobre a vida de um adolescente que ama um ser, mas esse ser talvez não esteja pronto para amá-lo, assim como a sociedade também não esteja pronta para recebê-lo.

Todo Dia é um lindo, triste, engraçado, feio, real e inacreditável.

Todo Dia é um livro que eu recomendo.

site: https://literakaos.wordpress.com/2016/08/23/resenha5todo-dia-de-davi-levithan/
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