Trono de Vidro

Trono de Vidro Sarah J. Maas




Resenhas - Trono de Vidro


423 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Queria Estar Lendo 22/09/2013

Só mais um - Trono de Vidro
Link oficial da resenha: http://goo.gl/iRfi4U

Confesso que a coisa que mais me fez comprar esse livro foi essa capa. Sinceramente, gente, olha que arte mais fantástica e chamativa! Sem contar que o escrito Trono de Vidro é brilhante e chama toda a atenção e... Ok, confissão feita. Depois de me apaixonar pela capa, eu fui dar uma olhada na sinopse: protagonista fodona - ok; história num mundo fantástico - ok; assassina numa competição para virar a campeã de um rei - OK; comprei. Vi ele no estande da Galera Record na Bienal e nem pensei duas vezes.

Preciso ser sincera: nos dois primeiros capítulos, achei que não iria gostar da história. A narrativa, no início da trama, é bem mediana, quase enfadonha. Celaena, a protagonista, não me conquistou logo de cara, como costuma acontecer com outras personagens principais bastante fodonas (vide Rose Hathaway e Tris, minhas favoritas). Mas ok, prossegui a leitura mesmo assim. E GENTE, COMO EU NÃO ME ARREPENDI! Meus deuses, que livro FANTÁSTICO!

Muito bem, vamos a um resumo da história: temos Celaena (nome estranho do caramba né? Leio Selina, sintam-se a vontade para inventarem a pronúncia que quiserem), uma escrava, condenada a viver o resto de sua existência num lugar horrendo conhecido como Endovier. Seu crime? Ser a assassina mais habilidosa e famosa de toda Erilea. No entanto, o príncipe tem outros planos para Celaena; ele a tira de lá com a promessa de que, se vencer um torneio contra os melhores soldados e criminosos escolhidos pelos lordes, receberá a honra de se tornar a assassina particular do rei (e, dali a quatro anos de servidão, ganhará sua liberdade). Escoltada por Chaol Westfall, Celaena aceita o desafio, sem ter ideia dos perigos que a ida até o palácio de vidro reservariam para o seu futuro...

A trama de Sarah é bem orquestrada durante as 392 páginas do livro. Temos muita ação, muitos mistérios, cenas de suspense e um romance sutil e empolgante. O romance, aliás, não é meloso. Sentimos a ligação dos personagens e torcemos para que eles fiquem juntos (ainda que eu, como boa shipper, prefira Celaena com o capitão, e não com o príncipe). ALIÁS a jogada da autora em fazer sutis referências a uma Cinderela assassina é bem genial. Se você notar os detalhes, vai adorar!

E, claro, temos os personagens, que são sempre o melhor, na minha opinião.

Celaena é uma assassina fria e sarcástica, acostumada a lidar com as piores coisas que a vida tem para lhe oferecer. Quando resgatada pelo príncipe, tendo em vista que sua liberdade é o troféu da competição, não pensa duas vezes; reforça-se de coragem e determinação para vencer. No início, vemos uma personagem perturbada e pouco simpática, aparentemente fraca, mas decidida. No decorrer do livro, Celaena cresce, não como assassina, mas como mulher. Ainda que tenha apenas dezoito anos, sabe que está sob a mira do rei - um tirano maldito e cretino que quer tomar todos os reinos de Erilea para si - e de forças ocultas que começam a imperar no palácio de vidro.

Chaol, o capitão da guarda, é, até metade do livro, enigmático. Sabemos pouco dele e estamos sempre acompanhando a maneira profissional e rígida com que ele trata a assassina; até o meio do livro, Chaol vê Celaena como uma ameaça. No entanto, há uma ligação entre eles, talvez por serem muito determinados, muito fortes, guerreiros exímios que só querem cumprir o seu dever - E ESSA LIGAÇÃO, AI MEU DEUS, DEIXA EU FALAR SOBRE O MEU SHIP! Até metade do livro eu simplesmente não sabia se amava Celaena com Chaol ou com Dorian (já falo dele) MAS CARA, CHALAENA É VIDA, apenas. E eu acabei de inventar o nome desse casal.

Sobre o Dorian: é o príncipe que, até o décimo capítulo, não me descia. Parecia mimado demais, bem humorado demais, I-don't-give-a-shit demais. Mas ai, como sempre acontece num bom livro, começamos a entender a mente do personagem. Entendemos seus medos, conhecemos suas fraquezas, vemos, pelos seus olhos, como ele enxerga aquele mundo - e, principalmente, o reinado do seu pai tirano. Na série A Seleção a coisa que MAIS me irrita no Maxon é o fato dele ser alienado quanto a maldade do pai - alienado a ponto de não fazer muita coisa, ainda que ele saiba do que o rei é capaz - mas Dorian não. Dorian entende, odeia e quer fazer alguma coisa. No fim do livro, vemos essa mudança claramente em sua postura - considerando o príncipe sorridente e sutil do começo, vemos um homem maduro e perigoso num dos capítulos finais. DÁ-LHE DORIAN NENÉM!

Ok, acho que já falei demais. Há outros personagens grandiosos a serem citados, como Elena e Nehemia, a princesa de um dos reinos rebeldes. Tenho CERTEZA de que uma rebelião fodástica está para acontecer na continuação do livro, porque sentimos que o estopim está prestes a explodir. Estou torcendo para uma virada no jogo, louca para que Celaena cumpra o seu destino (a situação toda envolve Elena e muitos spoilers, não posso comentar).

Recomendo o livro loucamente. A trama de uma leve pegada de início de distopia, e mistura sobrenatural com fantasia de uma maneira exemplar. Só tirei 0,5 estrela dele por causa do começo. Se tivesse sido menos enfadonho, minha leitura teria decorrido com mais rapidez. Leiam Trono de Vidro, não se arrependerão!
__________________________________________

Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Denise Flaibam, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.

Só mais um
http://migre.me/akZTi
Yara 13/10/2013minha estante
Uau, sua resenha ficou maravilhosa, disse tudo o que eu queria dizer sobre o livro.
E assim como você, não tinha gostado muito do Dorian no começo de tudo, mas depois acabei me afeiçoando à ele, mas eu fiquei meio irritada com ele perto do final.
Maaaaaaas, por mais que ele seja um amor, cara, não dá. O ship é a Celaena com o Chaol! ? Ai, eu morro com esses dois!kkkk
Parabéns pela resenha!


Queria Estar Lendo 16/10/2013minha estante
Yara, o livro é realmente fantástico né? Não dá pra não amar *-*
SIM, A CELAENA COM O CHAOL, eles são TÃO lindos juntos. O Chaol tão sofredor sozinho e ela JABNSFOASGBUOGAO gente, eu não sei lidar, quero eles juntos. O Dorian que arranje uma princesa ou whatever u_u HAHAHAHAHA
Obrigada pelo comentário!

Beijos,
Denise Flaibam.


Bee 21/07/2014minha estante
Super arrazoooooooooooou na resnha kiri ?


Mione 05/04/2015minha estante
Me abraça o/....Tava surtando com as pessoas que não gostam do Chaol(COMO ASSIM? '-') e me deparo com sua resenha que resume o que sinto em relação ao livro S2 Eu shippo ''CHALAENA'' (Amei o nome) com toda a minha alma.
Sobre ''A seleção'':Acho que sou a única que prefere o Aspen...
Bjs e ótimas leituras


Franciele 14/03/2016minha estante
Resenha maravilhosa! Sim CHALAENA é vida! :)


Clau 05/07/2017minha estante
Que resenha maravilhosa! Só me deu mais vontade de continuar lendo :D


Alessandra 15/09/2017minha estante
Meu Deus que tive que vir aqui comentar só porque tu citou Rose Hathaway lá em cima, em o que? 5 linhas? Só li isso e tive que vir aqui fazer não sei o que, pq amo tanto essa personagem (e Anita Blake também, recomendo alias), agora depois de vir aqui saltitar sobre gostos parecidos vou voltar a ler o resto.




Ândrea - LPL 08/09/2013

Decepção não é suficiente
Sem a intenção de destruir a obra, mas dentre os quarenta títulos que li este ano, isso pode variar de George Martin à Cassandra Clare (pra não dizerem que tenho preconceito), Trono de Vidro foi o pior, isso porque não consegui e arrastar além do primeiro terço do livro.
O motivo é simples, a autora tinha em mãos uma ideia relativamente boa e fãs da história previamente arrecadados no fictionpress, onde a história foi criada. Resumindo, ela tinha praticamente a faca e o queijo na mão, mas destruiu a história quando comparou a protagonista com a Cinderela Assassina, e mais, enquanto tentava encher Celaena de "originalidade" e "personalidade forte", tudo o que Maas conseguiu foi criar uma protagonista rasa, dessas tipo Bella Swan evoluida à matadora. Se é que isso é possível, mesmo em fantasia.
É incrível como fizeram uma arte perfeita para a capa, devo admitir. Mas no que se trata do livro em si, definitivamente Sarah J. não sabe dar fluidez em seu texto, não consegue entrelaçar os capítulos e nem instigar o leitor a querer saber mais sobre este mundo/lugar. O que isso quer dizer? Que ela escreve terrivelmente mal. Sinto muito, é intragável.
É apenas uma daquelas histórias que, caso o leitor tenha uma paciência infinita (e piedade da autora de fanfics da Disney) para terminar o livro, que simplesmente passam por nós, sem deixar nada de mais, nada de grande (nem de pequeno que fosse "/ ). E isso, vamos combinar, né? Não dá pra se admitir de um livro que seja considerado bom. O único personagem que chega a ser interessante é o Capitão Westfall, meus parabéns a ele.
Doa a quem doer, Trono de Vidro não vale o preço cobrado por ele, nem o tempo de leitores em busca de uma boa história de fantasia, menos ainda de leitores em busca de uma boa lição.
Calixto 08/09/2013minha estante
Essa capa realmente foi bem caprichada, já em relação a historia...


Ândrea - LPL 10/09/2013minha estante
Exatamente, Bruno. Eu me sentia completamente apática em relação à história, foram poucos os livros que me deixaram assim. É horrível ter uma história nas mãos que não flui e não lhe traz nada, nem admiração, nem ódio, nem saudade, nada. =/


Lys 12/09/2013minha estante
Eu pensei em comprar esse livro. Mas depois que li a sua resenha, acho que vou começar pegando uma amostra dele antes de me aventurar...


Aletha 17/09/2013minha estante
Poxa!... quando vi a sinopse e a capa achei que a história seria fantástica e bem empolgante... mas depois dessa resenha fiquei meio desanimada... Farei que nem a Lys comentou... vou pegar uma amostra antes de comprar...=/


Mila 02/11/2013minha estante
Ahhhh, essa resenha me desanimou! O pior é que há várias resenhas aqui que contradizem essa,o que me deixa muito confuza! :(


Luan 14/03/2014minha estante
Eu ainda estou me perguntando porque Celaena carrega o titulo de "Assassina" e ainda procuro as belas cimitarras da capa... Personagem fraca, cheia de inseguranças femininas genéricas, não tem bom comportamento nos diálogos, e fora suas habilidades físicas nada justifica ela ser quem é, nunca vi um personagem tão bobo, resumindo ela não é uma assassina, é apenas uma menininha boa.!E concordo com você, o unico personagem digno é o capitão. Tem até um principe encantado e estereotipado na historia, é quase uma historinha da disney... o livro é fraco, bem fraco.


Paloma 28/07/2014minha estante
Concordo com tudo o que escreveu. Eu até achei que a leitura do livro fluiu bem, mas a história deixa a desejar. a premissa do livro é maravilhosa, mas a personagem cumpre e não promete. Pela história de vida dela, era pra ela ser mais dura,mais fria, mas ela se mostra só uma menina frivola e até meio fútil. Eu queria ver mais da assassina tão citada na história, mas não é isso que acontece, sem contar o triângulo amoroso meio forçado.


Giovanna 26/12/2015minha estante
Pessoal antes de desanimar vejam outras resenhas. Ela não gostou mas tem gente que amou e vcs podem gostar tbm. ;)


Mariana.Machado 14/04/2016minha estante
Sempre tento procurar resenhas mais reais como a sua. Tem resenha que da para perceber que é de fã ai nem levo em consideração. Estava considerando ler esse livro mas sua resenha me fez ver que esse livro não é para mim haha.


Thah 28/04/2016minha estante
Não tem como traduzir melhor o que estou sentindo agora que terminei este livro.


Jeniffer 03/04/2017minha estante
Credo.. eu tava pensando muito em ler esse livro.. mas pelo jeito ele é muito ruim... eu pensei que seria uma personagem forte e assassina que não tivesse dó das pessoas sei lá... mas pelo que eu li ela é uma menininha boba? kkkkkk
sério acho que nem vou ler mais


Jojo 17/04/2017minha estante
Pelo que pude ver ninguém que comentou aqui gostou muito do livro, por isso vou defende - lo um pouco, este livro foi escrito pela autora nos seus 15 anos, como esperar personagens maduros? Eu posso garantir que este é uma saga muito legal e a evolução dos personagens é muito interessante! Cheio de simbolismos, o que é algo que acho muito bacana! E podem até não acreditar, mas na minha opinião o Dorian (também detestei ele no primeiro livro) é o personagem mais interessante até o ultimo livro da saga.
segue o link do post sobre Cealena no meu Blog, quem sabe mude a ideia sobre a personagem.

https://historiasnodiva.wordpress.com/2017/04/12/trono-de-vidro-personagem-no-diva-cealena-sardothi




Fernanda 03/10/2013

Resenha: Trono de Vidro
Resenha: “Trono de Vidro” de Sarah J. Maas é uma história de ficção tão intrigante e criativa que não é possível parar de ler sem que o leitor chegue ao desfecho. Possui um enredo fantasioso, repleto de expectativas e o principal é que apresenta uma protagonista forte, enérgica e intensamente corajosa.

Este livro é um misto de ação e mistério, cercados de personagens cativantes e diálogos dinâmicos. O conjunto da história é muito bem explorado e trabalhado de tal forma a conduzir o leitor para que entenda quais as reais intenções das cenas destacadas.

Celaena Sardothien é uma assassina cheia de habilidades e redefine todos os sentidos de sua personalidade. Claro que se destaca por ser tão bela e ao mesmo tempo perigosa. É determinada, precisa e muito inteligente, da mesma maneira em que sabe ser totalmente feminina e até sarcástica. A grande sacada da trama é que ela sabe quando é o momento certo para se libertar de sua vida para algo que lhe realmente é útil e não desperdiça nenhuma oportunidade que vê pelo caminho.

Há também a exploração de um triângulo amoroso, o que na verdade não conduz a muitas opiniões e é bem sutil, pois no meu caso fiquei um tanto dividida. Porém a parte boa é que a autora conseguiu abranger coerentemente as duas partes de uma maneira bem leve e sem grandes expectativas. Claro que tanto Chaol Westfall, capitão da Guarda Real, quanto o príncipe Dorian mostram maravilhosas características e diferentes traços típicos, o que torna a escolha bem difícil na verdade. Vale destacar também que todos os personagens parecem amadurecer durante suas trajetórias.

Este é um enredo de fantasia sobre sacrifícios, de lutas, competições e de muitas escolhas, bem como a exibição de talentos cruciais e representativos em busca da tão sonhada liberdade. Assim como os acontecimentos são descritos com características tão emocionantes que cada batalha vencida nos satisfaz de uma maneira única, e os desapontamentos nos deixam agoniados e infinitamente ansiosos, com uma profundidade emocional muito forte.

Há também algumas peculiares que lembram a magia e todo o simbolismo dos contos de fada em um lado mais obscuro e assustador. A narração atraente é rica em detalhes notáveis e o desfecho se dá numa chamada para uma nova continuação empolgante e com novas promessas de atuações épicas.



“Depois de um ano de escravidão nas Minas de Sal de Endovier, Celaena Sardothien estava acostumada a ser conduzida a todos os lugares em grilhões e com espadas apontadas para si. A maioria dos milhares de escravos de Endovier era tratada da mesma forma – mas meia dúzia de guardas adicionais sempre escoltava Celaena para dentro e para fora das minas. Isso era esperado pela assassina mais famosa de Adarlan. O que Celaena não esperava, porém, era um homem encapuzado, todo vestido de preto ao seu lado – como havia naquele momento.” Pg.09

site: http://www.segredosemlivros.com/2013/10/resenha-trono-de-vidro-sjmaas.html
comentários(0)comente



Catharine 14/12/2015

Então eu li trono de vidro...
Já faz muito tempo que eu tenho visto muitos comentários a respeito de trono de vidro, o que eu percebo é que um livro que conseguiu conquistar uma grande legião de fãs e consequentemente pelo que eu ouvi falar já tem os seus direitos comprados para virar uma série de tv. Apesar de eu estar evitando livros YA ultimamente, minha curiosidade (já que eu sou uma pessoa terrivelmente curiosa) e o meu gosto por livros de fantasia (com direito a castelos, magias e etc.) falaram mais alto. A primeira coisa que eu posso dizer sobre esse livro é que eu não achei de todo ruim, mas não achei tão espetacular quanto a maioria das pessoas considera, há uma série de problemas que eu irei comentar que me impediram de adorar esse livro.


A sinopse é simples, a história se passa no reino de Adarlan do qual o rei governante ao conquistar as terras do reino baniu toda a magia, nesse cenário temos Celaena uma jovem de 18 anos e também a mais famosa assassina que foi traída por alguém (nesse livro a autora não aprofunda muito na história da captura de Celaena) e agora cumpre pena como escrava nas minas de sal de Endovier da qual ninguém sai com vida. Porém ela tem uma chance de se livrar da sua pena se vencer a competição do rei e se tornar a sua campeã, caso vença ela terá que trabalhar como assassina do rei que tanto odeia por quatro anos em troca da sua liberdade. O problema é que alguns competidores são encontrados mortos ao longo da competição, de forma que Celaena tem que se preocupar em não só vencer a competição como também se manter viva.

O primeiro problema que eu já posso comentar diz respeito a personagem da Celaena, o que é interessante é que apesar de eu ver vários problemas na construção da personagem eu não a odiei, ela é uma personagem feminina com personalidade (diferentemente de quase todas as personagens de livros YA que são tão rasas que nem dá para diferenciar quem é quem), Celaena é bem humorada, inteligente, sabe se posicionar e também tem muitos defeitos como ser impaciente, estourada, competitiva e vaidosa. Essa combinação de defeitos e qualidades fazem com que a personagem não seja vazia e você não se aborreça de acompanhar a narrativa pela visão dela, então você irá me perguntar: qual é o problema com a personagem? O problema começa na questão dela ser uma assassina (a melhor e mais famosa como é destacada na narrativa toda) e na sua relação com as pessoas que não condiz com a suposta frieza da personagem.

Sendo assim, vou tentar explicar direito o que eu quero dizer com isso. No começo do livro Celaena pensa friamente várias vezes como poderia matar os guardas do castelo para fugir, outras passagens também contam como ela matou vários guardas de Endovier para fugir das minas e foi a única pessoa que conseguiu chegar mais longe numa fuga. Quando ela pensa em quem ela planeja matar ou já matou, não há nenhum resquício de remorso, pesar pelos mortos ou até mesmo algum pensamento em que ela se justifique como: “eu tive que fazer”. Até ai tudo bem, se o autor quer fazer um personagem anti-herói que mata sem sentir nada não vejo nenhum problema. O problema começa quando mais pra frente vemos uma Celaena bondosa que se importa com as pessoas ao ponto de em uma competição quando um dos competidores tenta matar outro ela se arrisca sabendo que também poderia morrer ou perder a prova para salva-lo, totalmente contraditório com a personagem do começo que aparentemente até acharia bom o competidor morrer por ser um a menos. Ao longo do livro você até esquece que a Celaena é uma assassina fria, ela pensa o tempo todo em proteger as pessoas que gosta, se sente mal pelo povo que sofre nas mãos do rei, mas não possui nenhum peso na consciência por quem ela já matou, algumas vezes dá a entender que eram pessoas ruins, mas eu não faço a menor ideia se ela matou pessoas ruins mesmo ou se havia pessoas inocentes também, mesmo ela dizendo que escolhia os serviços que queria fazer e não matava crianças, porém lendo esse livro para mim paira a dúvida de como ela sabia quem era inocente ou não, já que ela matou muitas pessoas.

Acho que a autora se perdeu bastante na construção da personagem, ela quis fazer uma personagem com um passado ruim e badass, mas que ao mesmo tempo os leitores gostassem e por isso não soube trazer um equilíbrio para o caráter da Celaena, uma hora ela é muito fria outra hora ela é uma pessoa sensível e empática. Outro palpite que eu tenho é que a autora provavelmente cortou todo o aprofundamento psicológico da personagem e o seu passado (flashbacks seriam muito bons para podermos entender melhor quem é a Celaena) para encher linguiça com um monte de coisas desnecessárias (vou falar melhor sobre isso mais adiante) e poder vender um outro livro que responda todas essas questões em aberto (soube que o livro “A lâmina da assassina” é justamente sobre histórias do passado da Celaena) e eu sinto dizer aos leitores de YA, mas o mercado desse gênero é o mais capitalista e mercenário de todos, não pense que o seu autor favorito está fazendo um livro de spin-off, de contos ou da visão do personagem x porque ele é muito legal e quer agradar os fãs que adoram esse universo (pode até ter um ou outro que faça isso), ele provavelmente está fazendo isso a mando da editora a mesma que provavelmente fazem esses autores se alongarem em sequências desnecessárias muitas vezes até estragando um livro que poderia ter uma premissa muito boa.

Comentado sobre a Celaena vamos aos outros personagens. Primeiro eu quero fazer o meu desabafo: achei o príncipe Dorian um pé no saco, provavelmente é o personagem mais bobo, mais mala e mais imaturo da história toda e eu não entendi como a assassina mais terrível de todas aguentaria um cara chato desses importunando ela toda hora e o pior ainda ficaria caidinha por ele só porque ele é bonito! Isso sem contar que ele é filho do rei que ela tanto detesta (tá certo que os filhos não tem culpa pelo o que os pais fazem, mas já se encantar com o cara tão rápido só porque ele parece diferente já é demais) e mais uma vez a autora deixou a coerência de lado para forçar um romance sem graça (era óbvio que o príncipe iria se interessar pela assassina) só porque não pode existir um único YA que não tenha romance ou que pelo menos não comece um romance logo no primeiro livro. E cabe dizer que eu acho preocupante como as autoras desenvolvem romances nesses livros, eu não iria me encantar por um cara que só porque é príncipe entra no meu quarto quando bem entende e dá risada quando eu digo que não quero falar com ele, não sai do quarto quando eu peço ou seja não leva a sério o meu NÃO e as minhas vontades. Autoras e autores eu faço o meu apelo, numa época em que estamos tão fortemente tentando desconstruir ideias machistas tão enraizadas na nossa sociedade e falsas concepções de amor, TOMEM CUIDADO EM COMO VOCÊS CONSTROEM ROMANCES PARA UM PÚBLICO ADOLESCENTE, POR FAVOR!!!!

E por falar em personagens e em romances também há o guarda Chaol (não quero dar spoiler, mas é meio óbvio que temos um outro possível interesse romântico). Porém o Chaol é um personagem do qual eu gostei bastante, achei ele maduro, de forma coerente a sua posição e o mais sensato de toda a história, rezo para que a autora não o estrague adiante. Outra personagem interessante é a princesa Nehemia, de um dos reinos conquistados pelo rei, que dizem comandar os rebeldes e desenvolve uma amizade com Celaena já que as duas são as mais deslocadas naquele castelo, seria mais interessante se a autora tivesse mostrado mais Nehemia e menos Dorian. Contudo uma personagem que eu também achei problemática, desnecessária e que a autora poderia ter evitado é a Kaltain. Típico estereótipo de mulher fútil da corte que quer subir na nobreza casando com o príncipe e obviamente vai ser rival da Celaena. Sinceramente eu ando bem cansada de ver mulheres rivais em histórias, ainda mais quando uma das rivais é sempre retratada como a “bitch” malvada e sem nenhum aprofundamento, acho que a autora poderia ter evitado utilizar esse estereótipo que já foi usado um milhão de vezes e ainda alimentando a ideia de que mulheres são rivais (principalmente por causa de homem).

Não vou falar dos outros personagens, mas é óbvio que Celaena vai arrumar alguns inimigos e alguns aliados. Focando na história eu preciso falar do problema da narrativa da autora, como eu disse antes me parece que ela enche linguiça. Se tirássemos tudo de desnecessário da história teríamos metade do livro para contar a história que realmente importa e o romance também é totalmente descartável, o livro ficaria bem melhor sem ele. Outro ponto negativo é que toda a parte interessante do universo que a autora criou ficou bem de fora, a questão da magia banida, do governo opressor do rei, das rebeliões, tudo ficou bem pouco explicado. Nas partes em que Celaena vai na biblioteca pesquisar algumas coisas relacionadas a magia eu fiquei doida para que a autora contasse mais sobre a história do reino e fui bem frustrada. Obviamente ela vai deixar tudo isso para os próximos volumes, por causa da necessidade dessas séries de se estenderem sem necessidade só para vender mais.

Fiquei muito na dúvida se dava duas estrelas ou três estrelas, porque ainda há uma história interessante por trás de todas as falhas, adoraria que nesse primeiro livro a autora tivesse enxugado tudo que não tem importância e focasse mais no desenvolvimento psicológico da personagem e do universo em que a história se passa. Por fim, decidi que nem a ideia legal e o Chaol me fazem esquecer desses problemas que me irritaram, então vai ser duas estrelas mesmo. Mas ainda pretendo dar alguma chance para as continuações porque acredito que a história tem salvação (só não sei quando vou fazer isso, já que a lista de livros para ler está bem grande).
Bia 31/03/2016minha estante
Concordo plenamente com cada palavra que você escreveu! Fiquei me sentindo uma estranha porque todos só tinham comentários maravilhosos do livro enquanto eu só conseguia ver defeitos.
Ótima resenha :)




Desi Gusson 13/10/2015

Aquele momento constrangedor que você percebe que nunca resenhou nenhum livro de uma das suas séries favoritas.

Bora, espremer cada gota de memória dessa leitura de 2, eu disse DOIS, anos atrás?

Não é novidade para ninguém que sou louca pela série Trono de Vidro e às vezes sou acometida de uma vontade imensa de reler esse livro, dar uma segunda chance como fiz com Sombra e Ossos, mas daí lembro da quantidade de livros não lidos na minha estante e desisto.

O engraçado é que o primeiro volume é o que menos gostei e quase, quase mesmo, parei por aí achando sem gracinha. No Skoob cheguei a dar 4 estrelas, choradas, mais por consideração que qualquer coisa. Eu admito, tinha uma expectativa insana em relação a essa estória. Quero dizer, vocês leram a sinopse????? Como poderia dar errado com uma sinopse dessas?

Acontece que a Celaena aqui é chata, chata e chata. Leva tempo e empenho pra gostar dela. Ela é arrogante, mega confiante e meio egoísta, mas e ai? Quem é perfeito? A verdade é que foi exatamente essa postura de patricinha mimada que tirou um pouco do brilho pra mim.

Mas daí temos rompantes de ‘maravilhosidade’ que nos dão esperanças de um mundo melhor, como frases assim:
“Eu posso sobreviver muito bem sozinha—se me fornecerem o material de leitura adequado.”

Ou atitudes de tirar o fôlego, que mostram que há de fato, uma profundidade velada nessa menina.

Além da tensão da competição, que Celaena parece driblar muito bem ARRUMANDO PRA CABEÇA DELA e de Chaol, temos dicas de como foi seu passado glorioso, antes de parar nas minas de sal. Bem, falando em arrumar pra cabeça, posso estar sendo injusta aqui. Ela não foi propriamente atrás de novos problemas, mas também não lutou muito pra se desvencilhar, se é que me entendem.

Daí é numa dessas que a moça arrasta Chaol, o Capitão da Guarda e dono de meu coração e Dorian, que poderia muito bem protagonizar O Retrato de Dorian Gray de tão bonito que esse Príncipe é. Eles ficam meio que hipnotizados pelos dotes da moça, depois dela tomar um bom banho e pentear o cabelo, e fácil imaginar que agora apoiarão muito uns aos outros.

Vale lembrar que a relação de Chaol e Dorian é linda, esses dois tem uma lealdade e um entendimento mútuo que só quem vive solto, porém preso a um grande fardo, sabe dividir.

Seria mais ou menos a relação de Celaena com Nehemia, uma amizade incrível e linda, se não fosse o mistério e todas as surpresas que a estrangeira guarda na manga. Nehemia é, sem sombra de dúvidas, minha personagem preferida.

Algo inusitado, e que eu gosto muito, na escrita de Sarah é que ela não se prende à personagem principal. Ela cria várias histórias paralelas e vai entrelaçando tudo de uma forma magnífica e nem um pouco cansativa, pra mim uma prova da criatividade doida dessa mulher!

Como se a enxurrada de nomes exóticos não fosse o suficiente, né, mas deixa pra lá.

Essa foi a estreia de Sarah J. Maas, e chegou chamando muita atenção. A questão é que mesmo achando falhas e ficar devendo nas minhas expectativas altíssimas, assim que soube do lançamento de Coroa da Meia-Noite instantaneamente precisei desse livro! E não me arrependi.

Aliás, fica até estranho eu reclamar tanto da Celaena aqui e construir um verdadeiro altar de adoração pra ela no próximo livro. (Se alguém se interessar, temos celebrações todas as sextas.) Então, se você ainda não leu Trono de Vidro, leia! Se já e amou, ótimo! Se já leu e ficou como eu, corra e garanta seu Coroa da Meia-Noite, você não sabe o que está perdendo!

Para essa e outras resenhas com emoção, acesse o blog!

site: www.desigusson.wordpress.com
Naty 14/10/2015minha estante
Concordo totalmente. Quase não leio o segundo livro, mas que livro é aquele? A história era tão densa que eu não tentava desvendar os mistérios que a autora lançava, apenas seguia a história e ia deixando fluir. O primeiro livro é bom, mas o segundo é espetacular.
Agora, você não achou a magia do primeiro livro meio macabra não? No segundo, a magia é mais explicada e dá para entender e se contentar com as loucas criaturas, mas, no final do primeiro, a aparição de demônios e o espírito da princesa que fala com ela realmente me fizeram ter vontade de largar esse livro. Ainda bem que não larguei.


Thaís 14/10/2015minha estante
eu quase abandonei a série porque achei o primeiro livro bem fraquinho (dei 4 estrelas depois hihi), mas li uma resenha no 2o livro no goodreads falando maravilhas dele e dei uma chance, simplesmente amei loucamente (meu favorito é o 2), e agora essa é uma das séries queridinhas do meu coração!!


Fany 14/10/2015minha estante
Vocês me convenceram a ler segundo, porque vou confessar que também fiquei bem desanimada com o primeiro.


Carol 29/10/2015minha estante
então não é só romance? porque até agora só esta tendo romance estou na pagina110 mais ou menos


Ana 17/05/2016minha estante
Definitivamente minha próxima aquisição! Já recebi avisos de que os dois primeiros são mais parados, mas a partir do terceiro, a coisa pega fogo. Mas não preciso de maior razão para ler, do que a autora. Ela é maravilhosa. Isso pode vir de uma leitora que se tornou órfã recentemente de 'Corte de Espinhos e Rosas', mas, sem duvida, Sarah é genial!


Jojo 17/04/2017minha estante
Olá!! Gostei da resenha! Se quiser ler tenho um post especial sobre a personagem Celaena, como o blog é sobre as historias e personagens vistos por um viés da psicologia, Cealena fooi um prato cheio, pois ela é cheia de simbolismos! Espero que goste do blog e do post! segue o link
https://historiasnodiva.wordpress.com/2017/04/12/trono-de-vidro-personagem-no-diva-cealena-sardothien/

PS: Deem uma chance pra série! Todos os personagens se tornam muito interessantes, na minha opinião Dorian vira o mais interessante de todos!




Yasmin 04/02/2014

Personagens complexos, bem desenvolvidos e um universo muito rico e interessante.

Desde que conheci a série no Goodreads sabia que era a história perfeita para mim e sabia que assim que o livro saísse por aqui eu iria ler. Para minha surpresa foi a Galera que comprou a série e anunciou seu lançamento para o ano passado. Quando o livro chegou de surpresa até para os parceiros da Record não contive a felicidade. Todos sabem que sou apaixonada por fantasias, e é raro encontrar fantasias que ficam na tênue linha entre adultos e jovens. Sarah J. Maas surpreende com um universo fascinante, cheio de nuances e elementos surpresas coroado com ótimos personagens.

A história começa nos apresentando Celaena Sardothien, uma jovem que mal fez 18 anos e há um sobrevive nas minas de sal de Endovier cumprindo sua pena por ser a famosa assassina de Adarlan. Celaena viu seus pais morrer, sua vida mudar ao ser tomada sobre a proteção do rei dos assassinos e durante anos viu o rei de Adarlan varrer reinos e conquistar com seu exército reino após reino, fazendo escravos e sacrificando a vida como se não fosse nada. Celaena fez fama como assassina e sobrevivia aos trancos em Endovier passando fome e aguentando o pior que há na vida humana. Porém sua sorte muda quando o príncipe de Adarlan chega com uma comitiva para buscá-la. O rei está promovendo um campeonato para escolher um campeão que lhe servirá como o assassino real. Em troca Celaena terá sua liberdade em quatro anos e o príncipe sabe que ela não pode recusar. Nem mesmo a assassina de Adarlan sobreviveria por mais um ano em Endovier. Acomodado no castelo de vidro Celaena terá de treinar duro para recuperar a boa forma que lhe rendeu a fama. Ela está pele e osso, e ainda tem calafrios ao se lembrar de Endovier. Temida e desprezada pelo guarda real e amigo próximo do príncipe Dorian, Chaol, Celaena sabe que precisará de astucia e força para vencer. A medida que o tempo passa Celaena conquista a simpatia do príncipe e começa a levantar dúvidas até em Chaol. Por baixa a camada de dureza que a garota mostra a todos existe uma pessoa sofrida, que teve de lutar a vida inteira e perdeu tudo o que amava, de riso fácil e lealdade feroz Celaena descobrirá no castelo mais do que a fórmula para conquistar sua liberdade. Ligada a segredos do passado, a garota descobrirá que sua vida tem um peso muito maior do que jamais sonhou e quando terríveis e cruéis assassinatos começam a assolar os competidores Celaena verá que proteger seus novos e primeiros amigos terá de fazer mais do que vencer.

É a partir dessa premissa que a autora desenvolve a trama central desse primeiro livro que apresenta um universo rico e fascinante ao mesmo tempo que desenrola paralelo a trama do livro um quadro maior que começa a dar forma a trama central da série. Com uma narração fluida e marcada por um ritmo cadenciado Maas leva o leitor através dos meandros da personalidade de Celaena, uma garota de 18 anos que não conhece outra vida senão a de luta, dor e sangue que se vê diante de uma escolha terrível. A ambientação é inovadora, uma fantasia de capa e espada sim, mas criativa, que vai além da concepção comum do gênero, trazendo elementos que formam uma trama central mais intrigante e misteriosa.

A forma como a autora desenvolver os personagens enquanto o campeonato acontecia foi ótima, possibilitando um amadurecimento da relação de todos eles. Uma coisa que ouvi alguns leitores negativando foi o tanto que Celaena ficava corada diante de algumas situações, mas vale lembrar que a personagem não é uma psicopata sem sentimentos. Ela tem 18 anos, só conheceu uma vida dura, mas ainda é uma garota jovem com sentimentos, muitos que ela nem conhecia e portanto sua reação é mais do que crível. A autora construiu a amizade da assassina com Dorian, Chaol e Nehemia de forma a passar ao leitor as fortes mudanças que a personagem estava vivendo, e isso inclui sentimentos e situações desconhecidos.

O desenrolar da trama ao contrário do que o sugerido não foca apenas no campeonato e nos assassinatos súbitos, o que possibilitou um final mais tenso, com pontas sendo amarradas e novas perguntas surgindo. Com diversos personagens escondendo suas intenções e repletos de segredos a trama fechou de forma inesperada. Maas investe em um pano de fundo rico, complexo e que de alguma forma vai unir tudo em torno de Celaena, por isso mal posso esperar para ler o próximo volume.

Leitura rápida, que flui com naturalidade, instigando o leitor não apenas pelos mistérios, mas pela gama de personagens, e por entrelinhas cheias de nuances e mistérios. Sarah J. Maas se prova uma grande contadora de história que consegue unir de forma harmoniosa nesse primeiro livro a apresentação de um mundo riquíssimo ao desenrolar de uma trama intrigante. A autora diz nos agradecimentos que levou dez anos concebendo o mundo em cada detalhe e mal posso esperar para conhecer mais esse universo fantástico. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:



site: http://www.cultivandoaleitura.com/2014/01/resenha-trono-de-vidro.html
Luan 14/03/2014minha estante
Personagens complexos? Sugiro que procure livros como: Nome do Vento, Poder da Espada, Cronicas de gelo e fogo...e com toda certeza mudarão sua concepção de "personagens complexos".


Yasmin 02/04/2014minha estante
Personagens complexos para a faixa etária do livro, é isso que quis dizer, já li uns livros de fantasia YA que dá vontade de chorar, e Trono de Vidro não foi assim. É tudo uma questão de ponto de vista, se você fala da fantasia como um todo ou só da fantasia YA. E a resenha é da fantasia YA. Comparar fantasia adulta com fantasia YA é um despropósito. Ninguém tá falando que os personagens são complexos no nível de fantasia adulta. É ridículo só pensar nisso, comparar Glokta com um personagem YA, ou Arya, ou Dianora, ou Rand, ou Nynaeve, ou qualquer outro personagem da fantasia épica. Sempre que resenho faço comparações dentro do gênero do livro. Entende? Compara Fantasia Épica YA com Fantasia Épica YA. Seria injusto comparar de outra forma, e burrice. Seria injusto com os livros porque tudo ia ser sempre horrível em comparação as fantasias como A Roda do Tempo, A Primeira Lei, As Crônicas do Império Malazano, Stormlight Archive, e tantas outras. Jamais aproveitaria outro tipo de livro, ficaria limitado a um só gênero. E limitação nunca é bom, de nenhum tipo. E sim, Trono de Vidro é muito bom dentro da fantasia YA. Posso te listar uns beemmm ruins.


Jojo 17/04/2017minha estante
Olá!! Gostei da resenha! Se quiser ler tenho um post especial sobre a personagem Celaena, como o blog é sobre as historias e personagens vistos por um viés da psicologia, Cealena fooi um prato cheio, pois ela é cheia de mistéros e simbolismos! Espero que goste do blog e do post! segue o link
https://historiasnodiva.wordpress.com/2017/04/12/trono-de-vidro-personagem-no-diva-cealena-sardothien/




Stefano 03/06/2014

Livro adolescente.
O livro tem uma proposta interessante, mas é mal desenvolvido. De nada adianta criar um cenário elaborado para o seu personagem se você não faz uso dele. A "maior assassina do reino" sequer se precavê contra possíveis armadilhas, deixando-se levar por impulsos infantis (que deveriam ter sido arrancados dela, segundo o backstory) a todo momento.

Não se deixe enganar: mesmo com o escopo de traumas, treinamento árduo e o tempo exilada na prisão, Celaena é apenas mais uma menininha no triângulo-amoroso-proibido que voltou à moda depois de Crepúsculo.

A garota homicida deveria ser fria, com uma personalidade tão marcante quanto as cicatrizes que carrega, mas não é. É, tão somente, a personificação das inseguranças femininas, à flor da pele lá pelos 14-16 anos.

Este é, sem dúvida, um romance adolescente. Se esta é a sua praia, vá em frente; do contrário, fuja deste livro!
Drica 24/06/2014minha estante
Stefano, estou até agora procurando a Assassina destemida, poderosa e 'badass' da capa desse livro... A autora viajou demais, inseriu coisa demais na trama. A Celaena pode ser tudo, menos assassina. De assassina ela passou longe. E como ela me irritou no livro!
Qualquer dia vou apresentar a Aveline de Grandpré da série Assassin's Creed pra essa tal Celaena aí Hahahaha


Mariana.Machado 14/04/2016minha estante
Nossa obrigada! Estava considerando ler esse livro, depois da sua resenha e de algumas outras, não mais.




Cris Paiva 13/10/2014

Assassina da Disney
Quando eu li o resumo da contra-capa eu imaginei uma historia bem diferente da que eu encontrei. Esperava uma mulherzinha arrogante e sanguinária, que não gostasse de ninguém e estivesse cercada de inimigos igualmente cruéis e sanguinários.

A mocinha Celaena parece mais saída de um desenho de princesas da Disney, fora, claro, a parte onde ela é uma assassina sanguinária.

Celaena foi traída e feita prisioneira nas minas de sal, onde a sobrevida dos prisioneiros não é maior que 3 meses, e ela durou 1 ano por lá. Ela é tirada da mina para participar de um campeonato, e ser a concorrente do príncipe Dorian. Ela vai ser treinada pelo capitão da guarda Chaol e concorrer com os piores assassinos do reino pela honra de ser a campeã do rei, e ao final de 4 anos de servidão ela vai poder ser livre novamente...

No começo ela está bem arisca, mas depois ela vai abrandando, usando vestidos de princesa, tiaras na cabeça e fica fazendo reverencias, nem parecendo a mulher sanguinária que é.

Acho que entendi a parte da autora querer humanizar a personagem e mostrar que existe, na verdade, uma garota de 18 anos por trás da personagem, mas sei lá, acho que faltou uma dureza maior para a personagem. Ela aceita as coisas muito facilmente e não tentou matar o príncipe babaca nem uma vezinha só, apesar de ter tido oportunidades, e depois ficou toda caidinha pela vossa alteza.

O livro é boa diversão, a história tem umas sacadas muito boas e como aventura é um prato cheio, só a Celaena que não me convenceu muito no papel de assassina.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Bia 19/04/2016minha estante
Adorei sua resenha! Tive a mesma opinião ao ler o livro!


Hemojiso 07/07/2016minha estante
Cara, concordo com tudo o que você disse. Não achei o livro péssimo, mas sua descrição foi muito boa.

Um detalhe importante que acabei de ler, é que os próximos livros da série ganham mais maturidade. Não sei se tenho intenção de me aventurar, mas não descarto a hipótese. Vamos ver.

Abraço.




Júlia 04/06/2015

Limítrofe entre Mediano e Ruim
Existem dois arquétipos de personagens femininas que me deixam com uma veia saltando da testa (e elas quase sempre andam de mãos dadas, uma fofura!): A Donzela em Perigo e A Ingênua.

Quando vi a arte de capa deste livro e sua sinopse, achei que minhas preces haviam sido atendidas e que eu finalmente veria uma obra de ficção que não houvesse qualquer traço desses Arquétipos. Com uma mulher que pudesse dar conta de seus problemas sozinha e ainda chutar algumas bundas sem tropeçar no meio do processo.

E... Bem, ela podia chutar bundas? Sim. Resolvia seus próprios problemas sem depender de uma personagem masculina? Sim (que eu me lembre). Mas mesmo assim estas duas características não foram suficientes para fazer com que "Celena" fosse uma personagem realmente forte ou simpática, e este livro me fez abrir os olhos para isso.

"Celena" - e é assim que eu lia aquele nome maravilhoso - é apenas uma Mary Sue com incríveis habilidades de luta e que, se eu não me engano, é uma Mestra Assassina. Mas sem qualquer preparo psicológico para tal cargo. Sendo assim uma máquina de matar (risos) com a psiquê e competência de uma menininha ordinária de 12 anos. Mais um'A Ingênua, enrustida com arrogância desmedida e impulsividade, que me faziam questionar suas habilidades a todo instante. Até mesmo cheguei a pensar que Celena era uma 'Miles Gloriosus' que havia sobrevivido até os 18 anos por pura sorte.

Reclamações quanto a personagem principal a parte, o enredo não se mostrou tão atraente também. Sendo a trama principal tão sem sal quanto a sub-trama - perfeito para hipertensos (ba-dun-ts). Apesar disso, consegui me interessar por alguns personagens secundários que pareciam ser mais desenvolvidos e com mais personalidade do que a protagonista.

O meu veredito quanto a qualidade deste livro é que ele é limítrofe entre mediano e ruim. Mesmo com suas falhas (gritantes) e triangulo amoroso desnecessário, alguns personagens secundários legais e escrita razoável salvam a leitura.

A trama entediante é recomendada para quem tem problemas em pegar no sono.
comentários(0)comente



Paola 27/10/2014

Bom
Comecei a ler Trono de Vidro depois de uma super recomendação de uma blogueira. Confesso que esperava mais do livro, mas ainda assim foi um bom entretenimento.

A história se passa em um cenário tipicamente medieval, em um outro mundo com elementos fantásticos. Celeana, a maior assassina de Ardalan, é presa aos 17 anos e passa um ano terrível de trabalho forçado nas minas de sal de Endovier. Então o príncipe aparece e faz uma proposta à assassina: se ela concordar em ser sua campeã em uma competição real poderá reconquistar sua liberdade.

Eu sinceramente demorei muito para me conectar com a protagonista. Acho que ela passou do estado "odeio o rei e tudo que passei nesse ano terrível" para o "amo minha vida de princesa na corte" muito rápido. Gostaria que a revolta tivesse demorado mais para passar, e também achei forçado que Celeana lutasse e comesse como uma guerreira, mas se comportasse como uma donzela fútil em relação às roupas, festas, etc.

Há elementos interessantes de fantasia, como marcas mágicas e demônios de outras dimensões, e eu particularmente gostaria de ter vivido esses elementos com mais intensidade.

Li o livro em quatro dias porque tive bastante tempo para ler, mas não é aquele livro que você não consegue largar. Quero ler o resto da série na esperança de que os próximos serão melhores, e a história é sim interessante, mas não passou nem perto de entrar nas minhas séries favoritas.
comentários(0)comente



Jadna 24/04/2015

Trono de Vidro - Sarah J. Maas

Apesar dos elogios,minha experiência com esse livro não foi das mais legais por diversos motivos.

1º Não gostei da escrita da autora,ela faz muito sensacionalismo em torno da protagonista,e isso não se reflete nas atitudes dela.

2º Tava pronta pra ler sobre uma verdadeira badass,mas o que a gente encontra é só uma pessoa que sofreu com as circunstâncias da vida. Celaena na verdade é muito doce,e isso fica bem aparente nas situações em que ela não tem que se defender. Ou seja,ser forte e determinada não faz parte da personalidade dela,ela aprendeu a ser assim porque precisava. Bem diferente da Rose de Vampire Academy por exemplo (com quem infelizmente fiquei comparando o tempo todo) que se destacava até nas situações mais divertidas.

3º O triângulo amoroso. Geralmente isso é uma coisa que me irrita naturalmente,mas sou capaz de passar por cima se for bem escrito. Só que sinceramente, Chaol e o Príncipe Dorian não tinham nem comparação. O Chaol é bem melhor desenvolvido,já o Dorian é exatamente o que se espera de um príncipe: doce e romântico,o que achei um pouco óbvio demais.

Enfim,achei um livro ok. Não tenho intenção de continuar com a série,mas entendo quem gosta. Realmente,eu também queria ter gostado.
comentários(0)comente



De repente, no último livro 13/09/2016

Decepção...
Como leitora, eu já "me conheço" muito bem. Sei que tipo de livros posso gostar e que tipo de livros não vou curtir apenas lendo a sinopse ou as suas primeiras páginas. Há certas histórias que não sei porquê insisto em tentar ler, mesmo sabendo de antemão que é o tipo de leitura que não consegue prender a minha atenção. Da mesma maneira, também há certo tipo de personagens que, de antemão, já sei que não vão me convencer, seja por seu caráter, por suas atitudes ou por suas personalidades... E Celaena Sardothien de Trono de Vidro foi um deles, infelizmente...

Detesto essas meninas que se deixam levar tão facilmente atraída por um mundo de luxo e poder, depois de haverem sido elas mesmas testemunhas das maiores tragédias. Detesto essas garotas que se permitem esquecer dos seus em troca de alguns beijos com o monarca do mesmíssimo império que anteriormente a oprimia.
A dor muda as pessoas, isso com certeza. O sofrimento nos faz ser mais durões, mais desconfiados. Quando comecei essa leitura, de pronto simpatizei com a pobre garota que, um dia, quando ainda era apenas uma menina, despertou ao lado do cadáver dos seus pais, e acabou sendo resgatada por um assassino que a ensinou todos os seus truques, e desde o princípio, eu esperava que suas reações fossem reflexo de sua história.
Não vou dizer que eu gostaria que Celaena fosse uma megera. Não! Longe disso!
Acontece que me surpreendi com a facilidade em que a garota se lança no mundo de luxo do palácio, se esquecendo bastante rápido de seus próprios princípios. Me surpreendeu a naturalidade com que aceitou servir ao rei em troca de sua liberdade, ainda que o preço venha a ser o sangue de seu próprio povo. Talvez, eu acho que esperava uma novela mais carregada de intrigas e conspirações e ao fim terminei me deparando com tão apenas a história de uma garota que, apesar de haver conhecido o lado mais duro da vida, agora sim que se sente bastante cômoda nos braços de seu belo príncipe.

Trono de Vidro foi uma leitura que me decepcionou muito. Não apenas por Celaena que, creio eu, já devem ter se dado conta que não me agradou em nada, mas também porque a trama me pareceu confusa e cansativa, além de que tampoco a ambientação conseguiu chamar muito a minha atenção. A ambientação medieval que já pude conhecer em outras novelas como Graceling, não me pareceu tão original como eu esperava. O vilão, o malvado rei, tampoco chega a me convencer. E o príncipe mulherengo que, ao final revela ter um coração puro e adorável, transformando-se no mais apaixonado e leal dos amantes, me pareceu tão semelhante à tantos outros personagens masculinos que já li em outras histórias que fica impossível dizer que tenha me surpreendido em algum momento. Os únicos personagens que eu realmente gostei foram Chaol, o capitão da guarda, e Nehemia, uma princesa rebelde e adorável que se apresenta como a prova mais concreta de que, às vezes, um personagem secundário é infinitamente mais interessante do que a protagonista.
A história não conseguiu me prender, houveram momentos que me pareceram absurdamente cansativos, esse foi um livro que me tomou um tempo grande para terminar, simplesmente porque eu não tinha o menor interesse em prosseguir com a leitura.

Celaena Sardothien é a assassina mais famosa do reino de Adarlan. Condenada a viver nas terríveis minas de Endovier, Celaena recebe a oportunidade de ouro quando o princípe Dorian faz uma visita à ela e a convida a ser Campeão do Rei. Para isso, Celaena deverá derrotar à outros oponentes de mesmo nível que ela: assassinos cruéis, ladrões treinados, homens ágeis e astutos, dispostos a vencer para alcançar a liberdade. Se Celaena consegue vencê-los neste torneio, deverá servir ao rei por um período de quatro anos e, ao final, será uma mulher livre.
Celaena aceita a oferta do príncipe e parte das minas de Endovier rumo ao palácio, junto aos outros competidores. Ali, alguém começa a matar um à um dos competidores e Celaena logo se dá conta de que o perigo que espreita é maior do que ela poderia supor. Celaena deverá encontrar o assassino antes de que seja ela mesma a próxima vítima.

Basicamente, essa é a premissa de Trono de Cristal. O mistério sobrenatural proposto pela autora me pareceu bastante original (creio que esse foi um dos únicos pontos que eu gostei nessa história) e realmente gostei como a autora conduziu todos os acontecimentos para pouco a pouco desvendar os escuros segredos do palácio e seus habitantes.
Por outro lado, a história de amor entre Celaena e Dorian me deixou enjoada e me fez perder o interesse pela leitura. Celaena e Dorian me pareceram um casal jovem e muito egoísta. Celaena, como já disse, não me agradou em quase nada, inclusive me pareceu bastante incoerente e contraditória, e Dorian tampoco me despertou a atenção.

Não tenho certeza se seguirei lendo essa série. Por agora estou segura que não já que muitas outras sagas me chamam muito a atenção e me parecem mais interessante do que a continuação de uma história que não funcionou tão bem para mim.


site: http://aliceandthebooks.blogspot.com.br/2016/09/review-98-trono-de-vidro.html
comentários(0)comente



Ana 10/12/2013

Surpreendente?
Lá estava eu, andando pela livraria a espera da seção do filme começar, e me deparo com essa capa maravilhosa. Fiquei admirada e ao mesmo tempo assustada com as 392 páginas, já que os livros que eu li não passavam disso, mas fiquei tentada a comprar, o que não foi nada barato.

Depois do episódio com as páginas, o que me deixou com um pé atrás na leitura, foi ler a sinopse e ver que a protagonista era uma assassina. Não foi nada fácil, já que estou acostumada com mocinhas boazinhas. Celaena sem sombra de dúvidas, não é sem sal.

Após iniciar minha leitura, como uma boa shipper que eu sou, já defini meu casal favorito, e fui torcendo por eles ao londo da história. Dorian, o príncipe herdeiro, não é um mimado sem noção, o que fez me apegar muito com ele, e torcer para que ele enfrentasse o Rei, o soberano. Mas Chaol também não ficava pra trás. O charme do capitão ficava na sua seriedade e firmeza. Com esses dois preocupados com a nossa assassinava, não dá para escolher um só. Mas, acabei ficando com Dorian, o que me levou a ficar bem triste com o final...

Mas o livro não é só romance! Essas páginas todas são bastante regadas de mistério (previsível até) e ação. Cain, ah Cain. O que falar do brutamontes nojento? E Nehemia, a amiga fiel?

Devo assumir que quando começou a pitada de magia que o livro ofereceu, fiquei um pouco desanimada com a leitura, já que eu esperava ação, ação sem magia. Mas, com o desenrolar da história, e o mistério sendo mostrado, vemos que não é algo mágico, como fadas e Glitter. Não. É mais obscuro que isso. Quando a nossa campeã descobriu o mistério que gira em volta do castelo, foi realmente o ponto alto de livro. Me senti realmente com o coração na mão nas cenas da ação de Celaena, e me vi torcendo por ela, me vendo tentada a fechar o livro, respirar, e voltar a leitura.

E o Rei? Que homem seguro de si, não? Vontade de tacar a o livro na cabeça dele durante a leitura, não me faltou. Junto dele o Duque, que me tirou do sério com sua falsidade sem limites...

Confesso que apesar dos pesares, apesar de que no meio da minha leitura, me senti um pouco desanimada, a história conseguiu repor todas as minhas expectativas que eu havia colocado no começo. Agora é só esperar a continuação, que espero que não demore muito.
Senar 16/12/2013minha estante
Olá Ana,agradeço por incorporar a minha rede de amigos.
Confesso que ainda não tive a oportunidade de ler o "Trono de Vidro", mas acredito que seja muito bom, pois é o estilo que eu mais gosto de ler.curtir sua resenha.


Ana 07/01/2014minha estante
Olá ^^
É um ótimo livro Senar, e acho que irá gostar bastante. Se prepare para uma protagonista interessante, rs




Tracinhas 06/07/2015

por Raquel Santiago
Celaena é pica das galáxias e ela sabe bem disso (totalmente meu estilo u.u). E foi assim que eu comecei a ler esse livro, com essa precipitada impressão. Sim ela é incrível, oras! É a assassina de Ardalan afinal, mas nossa querida autora Sarah Maas não soube aproveitar isso.

Celeana é inteligente, atlética, talentosa e bonita. Ela adora música e leitura, é fluente em línguas diferentes. Ela é Demais e adora esfregar esse fato na cara das pessoas. O livro começa com toda essa apelação de que ela é uma assassina incrível e de que está pagando pelas incontáveis mortes que realizou em seus 18 anos deixando você louco para ver a ação. (Que ação)

O que ganhamos é um pouco de romance ridículo (não vou dizer com quem) que me deixou o tempo todo revirando os olhos em agonia, principalmente pelo fato de que a única atração que existia entre os dois foi pelo simples fato de ambos serem bonitos. Eu deveria falar aqui sobre o “Triângulo amoroso” (em aspas porque não teve algum ainda), mas me recuso a isso. As únicas pessoas aos quais me deixaram interessadas - e se o maldito livro não fosse em um único POV teria rendido um maravilhoso enredo - são Chaol Westfall, O Rei Havillard e Nehemia Ytger. Principalmente o Capitão Westfall, um personagem que valia à pena, não vivia em um mundo cor de rosa como o príncipe e Sardothien.

Porém nossa querida autora Sarah Maas não fez isso acontecer.

A maior parte do tempo eu ficava sem entender realmente o que era a Celeana, pelo simples fato dela ser totalmente infantil em horários inapropriados e ainda mais (é uma competição, querida, você deveria matar seus adversários e não dormir e pensar qual vestido irá usar no próximo dia, por favor). Eu não sei mesmo o que Celaena passa a maior parte da segunda metade do livro fazendo. O torneio e assassinatos são mencionados vagamente aqui e ali (ontem tivemos tiro ao alvo. Outras três pessoas foram mortas ao longo das últimas três semanas!). E o livro foca - eu não sei no quê - Celaena sentada em seu quarto, Celaena se admirando na frente de um espelho, Celaena se gabando de suas habilidades como assassina incríveis (que você não sabe se são incríveis mesmo porque é em primeira pessoa a porcaria), Celaena indo para caminhadas, Celaena admirando os vestidos cheios de babados, Celaena desejando que alguém a convide para o baile e blábláblá.


O ponto ápice que me pegou rindo durante horas foi quando a nossa tão mega assassina de Ardalan acorda uma bela manhã e encontra um saco de doces ao lado da cama sem notar qualquer coisa. Isso acontece quando um assassino louco está à solta por aí matando Campeões e um bocado já morreu. E o que a “maior assassina de todos os tempos” faz?

*pausa, agora é a hora da inteligência ser posta em ação*

Ela COME! Imediatamente! SEM AO MENOS SABER DE ONDE VIERAM!!! E SE TIVESSEM ENVENENADOS, HEIN, ASSASSINA PICA DAS GALÁXIAS DE ARDALAN, HEIN? K.O IDIOTA!

O livro tem um mistério, tem uma magia ali que conseguimos ver, mas perde o encanto pelo tempo que passa em coisas pequenas e não dando importância a fatos mais importantes - uma grande falha de livros com apenas um ponto de vista (principalmente se o pov for de um mala). Sarah acabou vendendo um peixe que não era um bacalhau e me decepcionou pra caramba, porém tenho esperanças de que no próximo ela tenha corrigido isso.

(A quem estou enganando? Eu sei que não.)

site: http://jatracei.com/post/123254431052/resenha-50-trono-de-vidro
comentários(0)comente



423 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |