O Poder da Espada

O Poder da Espada Joe Abercrombie




Resenhas - O Poder da Espada


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Whebson 29/05/2019

A imersão no mundo medieval pela escrita de Joe Abercrombie
Leitura fluída e prazerosa, com algumas pitadas de mistério, personagens bem construídos. Mas faltou para mim algo, uma batalha épica ou um duelo que me impressionasse. Pensando sobre a trama desse primeiro volume, essas quatrocentas e oitenta páginas serviu-me para ver pontos incríveis no mundo medieval de Joe Abercrombie, contendo vários ganchos bons para para o segundo volume. Recomendo. :D
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Fernando Lafaiete 16/02/2019

O Poder da Espada: Um começo excelente para uma trilogia que promete
******************************NÃO contém spoiler******************************

Depois de ter finalizado a “trilogia Mar Despedaçado”, fiquei com sentimentos conflitantes acerca de Joe Abercrombie. Gostei demais de vários aspectos da trilogia, principalmente dos personagens e da ambientação. O meu grande problema se deu com o grande desfecho, repleto de reviravoltas e desconstruções narrativas que para mim não foram funcionais. Mas como meu saldo foi muito mais positivo do que negativo, resolvi dar continuidade às obras do autor e foi graças a esta sensata decisão que peguei para ler “O Poder da Espada”, o primeiro volume da “trilogia A Primeira Lei. ”

Confesso que minhas primeiras impressões não foram assim tão agradáveis. Levei um tempo para voltar a me acostumar com a escrita objetiva e simples do autor. Ainda estava me sentindo impactado com a escrita de Anthony Ryan, que é mais densa, mais descritiva e muito mais elaborada.

“A Primeira Lei” reforça o que eu já havia percebido na trilogia anterior que havia lido. Joe Abercrombie é claramente o tipo de escritor que gosta de criar e desenvolver narrativas que se focam em personagens arruinados tanto fisicamente quanto psicologicamente. São personagens enigmáticos, que despertam no leitor sentimentos conflitantes, e que estão muito mais para anti-heróis do que para heróis.

Sand Dan Glokta é o inquisidor do reino. Responsável por investigar, interrogar, torturar e descobrir traições e corrupções que podem levar ao colapso do reino que ele supostamente deseja proteger. A grande questão é que nem todo mundo parece culpado e tudo pode não passar de um grande jogo de poderes onde ninguém parece estar a salvo. Como um ex-prisioneiro de guerra, torturar e ceifar vidas parece ser o hobby preferido do inquisidor. Um tipo deturpado de vingança.

Paralelo a este estranho personagem, acompanhamos a jornada de tantos outros, que se veem em situações de fuga e que acabam tendo seus destinos cruzados. Um mundo muito bem construído, com bons personagens e com situações que nos intrigam e nos instigam. Os aspectos mágicos também são interessantes e nos deixam com uma pulga atrás da orelha. É um sistema regido por leis que ainda não ficaram muito claras, pelo menos não neste primeiro volume.

Gostei bem mais do que eu estava esperando gostar, mas senti falta de mais cenas de ação e de backgrounds mais sólidos. Como sempre digo, apenas me dizer que determinado personagem sofreu ou que determinada situação ocorreu, não me soam muito funcionais. Gosto de ter o vislumbre destes momentos, de forma a compreender melhor os personagens e suas atitudes. Preciso deste elo de ligação. Espero que passados sejam melhores explorados nos próximos volumes e que personagens femininas ganhem ainda mais espaço. Foi uma leitura imersiva, fluída e que me deixou com vontade de ler o próximo o quanto antes. Uma leitura e um autor mais que indicado para quem gosta de fantasia. Só espero que desta vez Joe Abercrombie me satisfaça por completo.
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@fabiano.poeta999 30/01/2019

Nunca Spoilers
Basicamente O poder da espada é um livro de introdução de personagens.

Pra mim foi uma história arrastada e com um final que não me deixou com muitas expectativas para os outros dois livros, que são... Antes da força e O duelo dos Reis.

Mas lerei os próximos pois muitas pessoas falam que os outros são bem melhores, muito embora não me pareça pensando no final deste.
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kk3thess 23/03/2018

Eu não posso negar que me interessei pela história, pelos personagens e pela construção de mundo, assim como não posso negar que a sensação que tive ao decorrer da leitura foi a de que a trama deu várias voltas e avançou minimamente só para encerrar de maneira abrupta e desagradavelmente anticlimática..A qualidade da escrita está presente e é ela que me fará ler a sequência, mas de nada adianta isso se o resultado é uma história incompleta e arrastada.
Pedro 05/06/2018minha estante
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Douglas MCT 21/02/2018

Renovando o gênero com personagens ordinários em um contexto fantástico
Os acertos de Abercrombie com sua primeira série de sucesso começam quando ele joga na lama os conceitos estabelecidos na fantasia e trata seus personagens como se fossem amigos chapados de um roda de bar.

O autor tem uma escrita poderosa com bastante personalidade, mas de maneira alguma seu texto é empolado ou pomposo, algo que se espera de autores do gênero. Sendo um dos mais fieis escudeiros de George R. R. Martin que encontrei entre os contemporâneos, Abercrombie usa tudo o que aprendeu com o mestre de As Crônicas de Gelo e Fogo (os PDVs, os momentos inesperados, o contexto cru, o fantástico soando estranho entre o realismo etc) e faz do seu próprio jeito, mais solto e jogado, mas nunca pobre ou simplista.

Seus personagens são ordinários e claramente anti-heróis. Temos um esgrimista jovem e egocêntrico, esnobe e de alta elite, a típica figura colocada como contraponto de um herói, que aqui ganha as vezes de protagonista... Ao lado de um nórdico brucutu, à lá Conan, com um passado sangrento, mas que mesmo ao modo selvagem ainda guarda tanta experiência quanto sabedoria e é o mais temente dentre os homens, o que torna o mais crível também. Do outro lado, temos um ex-grande-soldado agora feito manco, quebrado e banguela, que passa metade do dia resmungando, no outro sentindo prazer na queda alheia, pelo pouco que lhe restou depois de perder tudo. Temos também um mago, em definitivo oposto ao clássico estabelecido por Gandalf, tanto na prática da magia, quanto na fisionomia, ainda que o perfil e a instabilidade emocional guardem certas semelhanças. Também temos uma moça improvável, ex-escrava, que caminha só pela vingança, numa energia envolvente, ainda que angustiante; do outro lado, outra jovem, totalmente despida do machismo presente na literatura do gênero, se provando uma figura muito além do que a história se espera dela, deixando isso evidente a cada linha.

Abercrombie conduz esses personagens e outros tantos como se eles fossem qualqueres e os joga na crueza de um mundo em guerra, dividido ao meio, entre o centro (onde tudo se espera que orbite e por isso mesmo é uma maçã podre), com o norte tomado por um novo e terrível guerreiro (e as ações que ele comanda por ora me lembraram o que vem sendo feito no mangá The Seven Deadly Sins), enquanto que no sul um imperador-ditador muda as regras do jogo causando um amargor geral. Fornecendo os devidos pontos de vista em capítulos de terceira pessoa, o autor mostra o que cada figura pensa, mesmo que diga ao contrário e nunca, jamais, eu ri tanto lendo um livro, como ri em O Poder da Espada. Nem mesmo com Percy Jackson, que é uma série meio voltada nesse tom. Mas não é um riso de nervoso, foram gargalhada das boas, como numa roda de bar mesmo, ou numa maratona de Two And Half-Men. O humor negro está impregnado em todo o texto, mas não faz nada soar bobo ou leviano, participando da narrativa como um elemento essencial, entre batalhas sangrentas e nunca nobres, e sequências estranhíssimas envolvendo magia negra, prováveis entidades demoníacas e até mesmo assaltos a beira da estrada, que culminam em banhos de... sangue.

Destaque para o antigo bando de Logen, com seis caricaturas de bárbaros pra lá de bem-vindas, que fornecem alguns dos melhores momentos do livro. O próprio Nove Dedos é alguém interessante de acompanhar, ainda mais quando vemos seu lado Sangrento despertar. Ferro é uma figura curiosa, mas ainda não disse a que veio. Glokta é o Tyrion da vez, por isso amamos odiá-lo, mas o que realmente sentimos ali é pena. Outro improvável de se gostar, mas logo estamos torcendo, é Jezal. Bayaz é sensacional, Ardee é apaixonante e Fenris precisa de mais espaço, porque ele já me assustou o suficiente.

O Poder da Espada é um livro envolvente, que sabe equilibrar os clichês do gênero de um jeito completamente novo, divertido e terrível ao mesmo tempo, mas que perde pontos próximo do final, pois veja só, o penúltimo capítulo se arrasta num momento anticlimático e excessivamente descritivo, a missão nunca é esclarecida e o golpe final fica por conta do livro, mesmo fazendo parte de uma trilogia, não ser autocontido. Ele não tem desfecho, com final aberto, e deixa um gosto ruim de quero mais. Por melhor que o livro seja, confiar tanto na história a ponto de não dá-la uma conclusão digna me parece pretensioso demais, algo que a trama nunca aponta (ela não é pretensiosa, pelo contrário). É claro, quero e lerei suas continuações, mas eu esperava pelo menos um encerramento aqui, com alguns detalhes melhores esclarecidos. Me sinto levemente enganado e embromado, ao chegar a última página com dezenas de pontas soltas.

De qualquer maneira, sou o tipo de leitor que considera a experiência de leitura num todo e ela foi realmente incrível, ainda que o final tenha me desapontado pela abertura besta. Joe Abercrombie entrou no meu top 10 autores prediletos de fantasia e ganha pontos por saber tratar tão bem o gênero com um sabor completamente diferente, meio amargo meio azedo, meio incompleto até, mas revigorante a sua maneira. Sim, a leitura é recomendável para todos os consumidores do formato, mas já vão sabendo que é um livro dependente dos dois que virão a seguir.
Autora Audrey Rose 21/02/2018minha estante
Me lembro de seu nome da época do Orkut kkkk. Gostei da resenha.


Douglas MCT 29/03/2018minha estante
Haha, seja bem-vinda de volta, Audrey e obrigado!




Amanda 17/02/2018

Na ponta da faca
Primeiro livro da trilogia A Primeira Lei, O Poder da Espada é a ponta do iceberg, o primeiro passo na jornada sangrenta e brutal proposta por Joe Abercrombie. Nossos companheiros de viagem serão Jezal dan Luthar, capitão da guarda da cidade, Sand dan Glokta, inquisidor, e Logen Nove Dedos, além de outros personagens secundários.

O livro é dividido em capítulos sob pontos de vista, em sua maioria, destes três personagens principais, tendo, ocasionalmente, um capítulo dedicado a outros plots. O narrador é onisciente, em terceira pessoa, mas é interessantíssimo como o autor consegue narrar de formas diferentes para cada um deles, criando um estilo único.

Os personagens são a grande sacada de Abercrombie, seu maior feito neste primeiro livro. Como são bem construídos! Luthar é um poço de arrogância, fraco, aproveitador, cheio de si. O autor grita seu escárnio em cada linha que escreve sobre o capitão. E nem é preciso tanto esforço para ele ser o personagem mais detestável do livro.

Logen Nove Dedos é um guerreiro nórdico com uma fama sanguinária e mais inimigos do que consegue contar. Ele se separou de seu grupo em uma emboscada e presumiu a morte de todos, de modo que decidiu seguir seu caminho sozinho. Para aonde nem ele sabe, talvez para longe de tanta matança. Uma nova perspectiva, um novo futuro. Ou não.
Apesar de ter o costume de resolver seus conflitos na base do banho de sangue, Logen tem uma natureza extremamente solitária, introspectiva e melancólica. Logen me lembrou bastante o saxão Uhtred, das Crônicas Saxônicas de Cornwell, o que criou em mim uma empatia instantânea.

E Glokta... ah, Glokta... palmas para Abercrombie por ter criado talvez o personagem mais original que já tive o prazer de conhecer em um mundo de fantasia. O torturado que se torna torturador. O ex-herói de guerra quebrado até a última fibra. O sacana mais adorável da história inteira. Muito disso se deve à forma como o autor abordou e deu profundidade a Glokta, explicitando seus pensamentos sórdidos através de passagens em itálico. São, com certeza, as melhores citações que você verá.

Outros personagens também são muitíssimo bem construídos, porém não tão explorados. Pessoalmente destaco a Ferro, a sulista mais mal humorada e perigosa que poderia cruzar o seu caminho, uma mulher violenta, decidida, implacável. Ainda que sem tanto espaço, Ferro rouba a cena em qualquer menção que receba. Nada de mocinhas indefesas aqui!

Acho importante ressaltar que a força motriz de toda a trilogia, inclusive deste primeiro livro, é a violência. Ainda que seja um livro de fantasia, os maiores inimigos são os próprios homens, a ganância, o instinto assassino e destruidor, a necessidade de triunfar sobre o próximo, de esmagar a concorrência e de tomar para si tudo que pode. A vingança, o ódio, a guerra.

Abercrombie tem um estilo extremamente explícito de escrita, cruel, duro, frio. Nada é amenizado. A guerra é feia, senhores, e ele deixa isso bem claro. Descrições de duelos e lutas não bastam, ele vai além e fala de dentes quebrados, da fadiga, do desespero, da sujeira e do gosto de sangue. Aos perdedores, a morte. Aos vencedores, feridas, bandagens, frio e fome.

Não existem heróis, não temos uma linha definida entre bem e mal. Todos os personagens, principais e secundários, são cheios de erros e defeitos, são tão humanos! E o vilão nunca é o vilão sob o seu próprio ponto de vista, não é mesmo?

Porém, entre tantos pontos acertados, e são muitos, eu preciso falar do ritmo da narrativa. É lento, bem lento em certos momentos. Alguns capítulos do Luthar são um martírio e a única motivação é perceber que o próximo é o do Glokta. Hoje, terminando o terceiro livro, percebo que este primeiro parece uma enorme introdução, um Ato Um da história, e a falta de um objetivo claro nos dá a sensação de que estamos nadando num oceano de letras sem saber aonde vamos chegar. Bom, o importante é que chegamos, graças a deus.

O Poder da Espada é uma introdução grandiosa para uma trilogia de qualidade indiscutível que, apesar de alguns erros aqui e ali, mostra-se irônica, debochada, nua e crua. A história não é clichê, não é previsível e inclusive nos surpreende com algumas situações inusitadas. A trilogia como um todo é uma grande gargalhada maldosa bem na nossa cara. E a gente ri junto.
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Paulo 11/06/2017

Quando lemos um romance de fantasia costumamos buscar os heróis. Saber quem é a pessoa que vai salvar o dia. Geralmente um protagonista de uma história de fantasia é uma pessoa buscando salvar inocentes, trazer a justiça ou salvar aquela princesa de contos de fadas. Na Trilogia do Espinho, Mark Lawrence nos apresenta um personagem detestável, mas carismático que se torna o protagonista de uma longa sequência de atos de pura violência. Jorg Ancrath é um bastardo miserável, mas um cara que aprendemos a respeitar. Porém, Jorg beira ao exagero às vezes. Joe Abercrombie nos apresenta personagens reais: com qualidades, defeitos e características únicas em sua individualidade. Alguns críticos dizem que os personagens são anti-herois ou até antagônicos. Não penso assim. A maior virtude na escrita de Abercrombie é ter nos apresentado a realidade.

Na review desse primeiro livro gostaria de me focar apenas de três personagens: Logen Nove Dedos, Jezal Dan Luthar e Sand dan Glokta. Alguns podem me criticar por eu não falar um pouco sobre o mago Bayaz, ou o major West ou até sobre Ferro Maljinn, mas a verdade é que o primeiro livro trata mais da apresentação destes três.

Logen Nove Dedos é um personagem com uma aura mais introvertida. Em seus capítulos, o autor usa de uma descrição maior do que ele observa, sua mentalidade é bem simplória. Apesar disso, não devemos entender Logen como alguém fácil de ser decifrado. Ao longo deste primeiro livro, Abercrombie vai lentamente nos apresentando as camadas que formam este complexo personagem, como se ele estivesse descascando uma cebola. Quando acontecem alguns fatos mais para o final deste primeiro volume vamos ver que o personagem guarda uma profunda amargura dentro de si. E isto pode explodir raivosamente e ocasionar sérios problemas para ele.

Ao mesmo tempo, Logen ressente a falta do seu grupo. Ao longo da trama, é possível observar todo o respeito que Harding Sinistro, Tul Duru, Barca Negra, Rudd Três Árvores e Cachorrão nutrem pelo seu líder. E como Logen complementa esse grupo de guerreiros. Ao mesmo tempo Logen é um ser amargurado com o passado vivido junto com o seu grupo. O tempo em que ele passou com Bethod, rei dos nórdicos, parece tê-lo marcado profundamente. A presença de Bethod neste primeiro livro ainda é muito pequena, mais como uma ameaça do que como algo real e palpável. Mas já é possível observar como o autor valoriza a relação entre Logen e Bethod.

Jezal dan Luthar é o tipo de homem que nunca teve que lutar por nada para se dar bem na vida. No início do livro ele descreve bem como são os seus dias: roubando dinheiro em apostas, treinando com o lorde marechal Varuz para um torneio que ele não sabe para que serve e paquerando mulheres. Mas, lentamente o enredo vai apresentando empecilhos e complicando sua vida: a aparição de Ardee, o desafio do Temível e o surgimento de Bayaz. Jezal se vê impossibilitado de continuar vivendo sua vidinha mansa e fácil. Ele será obrigado a tomar posturas que ele não teria normalmente. Se a gente pode falar em algum personagem realizando a jornada do herói, esse alguém é o Jezal. Neste livro, Abercrombie joga direto na nossa cara como este sujeito é desprezível. Ao final do primeiro livro duvido que existam muitos que falem bem das ações de Jezal.

Dos três personagens de Abercrombie, para mim, Glokta é o mais interessante. Ele é um herói-vilão. Sendo um inquisidor, sua missão é torturar as pessoas em troca de informações suficientes para que o arquileitor Sult possa mover prisões e exílios. Glokta foi um Jezal no passado, mas a guerra fez com que ele se tornasse um modicum do que já foi no passado. Glokta enxerga a vida em tons de cinza e sabe que é preciso jogar o jogo para continuar vivo. Seus braços de espadachim foram substituídos por dois práticos (seus auxiliares): Severard, que possui um jeito irônico e risonho ao mesmo tempo em que sabe pensar esquemas que facilitem a vida de Glokta e Frost, um albino imenso e extremamente violento que serve como o torturador de Glokta. Neste primeiro livro Glokta é mostrado em toda a sua crueldade, mas acabamos nos apegando a ele por tudo o que lhe foi feito no passado. O leitor acaba sempre encontrando desculpas pelo comportamento dele.

Apesar de estarem em lugares diferentes, todos os três personagens acabam sendo atraídos de uma forma ou de outra para a cidade de Adua (salvo Jezal que é um capitão da guarda da cidade). Somos deixados com mais perguntas do que respostas, mas a cidade é muito bem descrita pelo autor. Acho até que Abercrombie não gastou muito tempo sendo descritivo e preferiu se concentrar em seus personagens. Ele deu personalidade e individualidade a cada um deles. Isso os tornou muito complexos e carismáticos.

O Poder da Espada é uma longa introdução a uma trilogia. Existem alguns que acreditam que A Primeira Lei é um livro só dividido em vários atos. Não deixo de cogitar essa possibilidade que é bem real. Sei que eu recomendo muito este livro que, apesar de não ter tanta ação, apresenta uma história que parece ser bem fascinante. Algo que ele vai trabalhar melhor nos outros dois livros.

site: www.ficcoeshumanas.com
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Café & Espadas 09/05/2017

Drops C&E: O Poder da Espada – A Primeira Lei #1
Era o ano de 2013 e a Editora Arqueiro lançava no já consolidado mercado de literatura fantástica brasileiro o primeiro volume da trilogia A Primeira Lei de um desconhecido e promissor autor chamado Joe Abercrombie.

Passados quatro anos e terminada a leitura de O Poder da Espada (tradução de Alves Calado) – antes tarde do que nunca! – posso dizer que o primeiro contato com Abercrombie teve um resultado satisfatório. Imperfeito e demorado mas, no fim, satisfatório.

O Poder da Espada se mostra logo de início ser um livro que debocha de si mesmo. Ele é recheado daquele humor britânico (nacionalidade do autor) elegante e altamente irônico.
Os personagens mesclam alguns estereótipos já “prontos para usar”, vistos em larga escala na fantasia – mas aqui eles compartilham algo diferente. É como se eles já chegassem a narrativa cansados de suas vidas, já fadigados de carregar em suas bagagens experiências tão árduas.

Essa sensação transborda pra o leitor. Podemos em determinados momentos pensar até que esses personagens estão vagando a esmo em uma narrativa sem um objetivo claro. Abercombrie compõe todo o cerne da sua história utilizando tramas individuais que vão sendo amarradas gradualmente, por meio de sua escrita prazerosa e bem adequada para esse tipo de fantasia.

Há pontos negativos, sem dúvida. O personagem Jezal e o seu plot é um deles.
Previsível e com clichês que não foram trabalhados de forma alguma, trata-se basicamente de um romance entre nobreza e burguesia bem “mais do mesmo”.

Apesar do orgulhoso espadachim ser um dos protagonistas, o arco criado para ele é insossa e pode ser evitada facilmente e sem danos para o conjunto da obra.
Outros personagens sofrem com a carência de uma melhor elaboração, como Ferro por exemplo. Apesar de estar inserida em uma faceta instigante do mundo criado por Abercombrie, sentimos falta de um sentido de objetivo para a personagem.

Na verdade isso é uma constante nessa obra: os protagonistas de O Poder da Espada parecem já ter vivido várias outras histórias antes e por isso, quando fazemos um primeiro contato, encontramos homens e mulheres já desgastados. Uma premissa interessante, mas mediocremente executada.

Em contrapartida, temos Glokta que toma para si a melhor das várias camadas da história. Com todo seu auto questionamento e sua ironia crítica, ele traz o humor negro e desenvolve a trama política, coalhada de muita corrupção e mostrando que o Agriont nada mais é que um perigoso ninho de víboras.

Entre qualidades e defeitos, O Poder da Espada rende uma leitura não tão fluida (poderia ser bem menor e se houvesse um pouco mais de objetividade) mas que lentamente diverte o leitor e o instiga a prosseguir.

Ao terminar a leitura, temos a sensação de que a história só vai realmente começar em Antes da Forca, o segundo volume da trilogia. Se Abercombrie conseguirá corrigir os deslizes cometidos aqui só as próximas páginas irão dizer.

Há muito mais para ser dito sobre A Primeira Lei, mas vou deixar para um próximo Drops. Até lá!
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Carlos 09/05/2017

El primer libro de esta trilogía, “La voz de las espadas” introduce una serie de personajes bien desarrollados y complejos junto a un mundo basado en la Europa medieval. Primero, no queda totalmente claro cuál será el arco principal de la historia, así como tampoco quienes son los buenos y quienes los malos – algo así como lo es en la vida real. Esto me recuerda con sinceridad a Canción de Hielo y Fuego, empero, ambas series son muy diferentes, aun cuando compartan algunos elementos: personajes moralmente ambiguos, preguntas cuya respuesta no resulta fácil, y un mundo muy bien construido con una larga historia y muchas culturas distintas. Logen Nuevededos, el bárbaro norteño es un personaje al que resulta fascinante leer, pero es solo uno de los muchos buenos personajes. No obstante lo anterior, Sand dan Glokta es sin lugar a duda alguna el mejor personaje de este libro, el torturador más simpático que he hallado. Si gustan de la fantasía, den una oportunidad a este libro. El final es tanto satisfactorio como inesperado.
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Thi_Rock 11/12/2016

O poder da espada - Trilogia a primeira lei.
Era noite. estava em meu quarto e terminei mas um livro.

E pensei - CARALHO QUERO IR PARA ESSA EXPEDIÇÃO COM BAYZ - me vi imaginando como seria lutar ao lado de Logen nove dedos e a menina Ferro. Ou ver Bayz o primeiro dos magos careca e barbudo lutar contra o que é que virá para cima dele.

"O vento pareceu mais frio do que antes. Se Logen passasse a vida inteira sem ver
Bethod de novo, ainda acharia cedo demais para reencontrá-lo. No entanto, algumas
coisas precisam ser feitas. É melhor fazê-las do que viver com medo delas. Era o que
o pai de Logen teria dito"
Nesse primeiro livro tive vontade de está naquelas fogueiras que Logen fez no inicio do livro e está papeando com o ele, cachorrão, Rudd três arvores e poder xingar um bocado o barca negra, mas que filho da puta não ? que se emocionou com a morte do fraco, que era péssimo para brigas, mas tinha um puta coração enorme, que grupo hein... eles ficaram sem o seu líder o Nove sangrento (Logen) que estava em uma luta contra os shankas e porra ele caiu de um penhasco, com certeza estaria morto né ? mas não é esse o fim que o Logen, o nove sangrento teria.

O livro no começo é lento, mas da para perceber que nesse primeiro momento é mais para aprender sobre a politica da união, sobre o norte e como os personagem são e agem, mas nem por isso o livro é ruim, é bom demais.

– Lutei em três campanhas – começou. – Em sete batalhas difíceis. Em inúmeros
ataques rápidos, escaramuças e defesas desesperadas, e em ações sangrentas de todo
tipo. Lutei durante uma nevasca densa, no vento furioso, no meio da noite. Venho

lutando toda a minha vida, contra um inimigo ou outro, com um amigo ou outro.
Conheço pouca coisa além disso. Vi homens serem mortos por causa de uma
palavra, de um olhar, de absolutamente nada. Uma mulher tentou me esfaquear
uma vez por ter matado o marido dela e eu a joguei num poço. E isso nem de longe
é o pior. Para mim, a vida tinha tanto valor quanto a poeira. Menos até.
– Por dez vezes fui escolhido o campeão para duelar por meu exército e por dez

vezes venci, mas lutei no lado errado e por todos os motivos errados. Fui implacável,
brutal e covarde. Esfaqueei homens pelas costas, queimei-os, afoguei-os, esmagueios
com pedras, matei-os enquanto dormiam, quando estavam desarmados ou
fugindo. Eu mesmo fugi mais de uma vez. Já me mijei de medo. Implorei pela vida.
Fui ferido muitas vezes, ferimentos graves, e gritei e chorei feito um bebê que quer o
peito e a mãe não dá. Não tenho dúvida de que o mundo seria um lugar melhor se
eu tivesse sido morto há anos, mas não fui, e não sei por quê.
Ele olhou para as mãos, rosadas e limpas na pedra.
– Há poucos homens com mais sangue nas mãos do que eu. Nenhum, que eu
saiba. Sou chamado de Nove Sangrento por meus inimigos, e eles são muitos.
Sempre há mais inimigos e menos amigos. O sangue não traz nada além de mais
sangue. Agora ele me segue, sempre, como minha sombra. E como acontece com
minha sombra, nunca posso me livrar dele. Eu o ganhei. Mereci. Busquei-o. Esse é o
meu castigo.

- Logen
Gostei para caralho do inquisidor Glockta que era um espadachim foda, o melhor do próprio do rei, mas foi capturado e torturado na última guerra o que fez ele se tornar um homem aleijado que não serve nunca mais para carregar uma espada.

"Corações partidos se curam com o tempo, mas dentes quebrados, não."
- Glockta
de modo geral é uma historia muito bem escrita e que tem personagem muito fodas, se você gosta de historia medievais no estilo game of thrones, acho que você pode adorar essa leitura.

"Quando chegar a hora, mandaremos três sinais, vocês terão notícias nossas."
- Hansul Olho Branco


site: https://desacocheioemauhumor.wordpress.com/
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gustavo.padilha 04/09/2016

Resenha A Primeira Lei - Livro 1
O poder da Espada é o primeiro livro da trilogia Primeira Lei escrita por Joe Abercrombie. A primeira vez que vi este livro foi quando o site Jovem Nerd, que por curiosidade me chamou muita a atenção. Antes de pensar em comprar fui ver em outros lugares para saber mais soube o livro, e todos diziam a mesma coisa. Por isso perdi o medo e o comprei. Este livro mudou tudo o que eu achava dos livros de fantasia, porque eu nunca tive coragem de comprar livros, portanto, ele foi o primeiro de todos que tenho e me orgulho muito de telo comprado. Mas vamos ao que interessa.
O livro começa com Logen Nove Dedos um Nórdico com um passado cruel, mais quer mudar de vida, mas a vários acontecimento ao decorrer do livro que forção a ele usar a brutalidade que a dentro de si.
O segundo personagem é Sand dan Glokta, ele é o carrasco a serviço da inquisição de sua Majestade. Sem duvida meu personagem predileto, não só por seu carisma mais sim no seu jeito de resolver e achar problemas.
O ultimo e não menos importante Jezal dan Luthar, um jovem e encantador de mulheres que esta em busca do tão sonhado campeonato de esgrima. Olha no começo eu não gostava muito dele por ser muito arrogante mais mudei de ideia, porque estive pensando muito sobre ele depois de ter lido e relido o livro, e ver como ele é necessário no arco, foi muito bacana e também muito carismático.
Bom no final de tudo o livro tem ótimos personagem (tanto o principal quanto os secundários), os diálogos e interação com o leitor foram fabulosas. Este livro como eu falei no começo mudou muita coisa na minha vida, não só na leitura, porque eu odiava ler, mas sim para eu procurar mais e mais livros para ler. Agradeço muito ao Joe por escrever este livro, porque ele me fez enxergar o mundo que as nas paginas, e a cada dia que passa eu não paro de ler outros títulos sem me lembrar desta trilogia.

Bom é isso pessoal espero que tenha ajudado, um obrigado e boa leitura
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icaro 01/06/2016

O Poder de Tornar Um Livro Bom Numa Introdução Quase Ruim
Logo na sinopse, Joe Abercrombie promete o destino de três personagens - Sand dan Glokta, antigo prisoneiro que, agora, é o Inquisidor de Sua Majestade; Jezal dan Luthar, capitão do exército inexperiente que ambiciona vencer o Campeonato, porém é indisciplinado e irresponsável e Logen Nove Dedos, nórdico que após apoiá-lo durante grande parte de sua vida, agora luta contra Bethod, que se autoproclamou Rei do Norte - eclodindo após a chegada de Bayaz, o Primeiro dos Magos. Porém, o que ele entrega ao leitor é uma leitura demasiadamente introdutiva, algo que, talvez, seja justificável, já que O Poder da Espada é o primeiro livro da trilogia A Primeira Lei, porém, não é. JK Rowling, por exemplo, escreveu uma saga de oito livros e nenhum deles foi muito introdutivo.

Apesar do que Abercrombie nos promete só ser entregue (muito) mais tarde, é fato que ele tem um incrível conhecimento da posição humana. Os diálogos são incríveis. São personagens ardilosos, cínicos, irônicos e falsos e, sem ofensas, iguais a nós. Joe consegue criar diálogos naturais, diferentes do que estamos acostumados a ver em outros livros onde nos são apresentados diálogos plásticos e narrações artificiais. O desfecho, apesar de surpreendente, não é exatamente um desfecho, afinal, como eu já disse, o livro todo é bastante introdutivo à sua sequência Antes da Forca.

É bom, porém, só vale a pena se você estiver disposto a comprar o segundo livro. E se no final você ainda não se convenceu se o segundo livro merece o desembolso em tempos dr crise, spoiler: vale.

Em relação à capa, fonte, diagramação e edição não se tem muito a dizer. A capa é maravilhosa, perfeita, linda de bonita. Traz um mapa do Círculo do Mundo e o objeto que estampa o título: a espada. Sobre a fonte e diagramação, ficamos sem ter o que dizer, já que é tudo muito simples. A edição deixa um pouco a desejar com erros simples, mas que poderiam ser evitados. É uma fala sem travessão, nome de personagem com letra minuscula.

Com um pouco de bondade, podemos dizer que o livro é bom, pois suas qualidades superam seus defeitos.
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Nena 23/05/2016

Introdução
É um livro um pouco cansativo de ler pois é contada a história de várias personagens ao mesmo tempo, tendo um capítulo por vez de cada uma se intercalando, e quando você começa a se empolgar com a leitura de uma personagem/situação mudam o ponto de vista quebrando um pouco o ritmo de leitura. Acho que o primeiro livro é mais introdutório, focando mais na construção do mundo e nos fazendo entender um pouco mais como pensam cada personagem, apesar de não ficar muito claro qual o papel de cada uma na trama. No geral o mundo e as personagens são bem construídos, e a história parece se encaminhar por um caminho interessante.
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Gokuafricano 06/05/2016

Passando ás 100 primeiras páginas o livro é ótimo.
A introdução dos personagens é tediosa e confusa.
Às 100 primeiras páginas do livro não empolga e a leitura é penosa.
Após o livro deslancha e você se apega aos personagens quando percebe melhor o quanto são complexos e carismáticos.
O modelo de narração parece com guera dos tronos com a visão de 1 personagem por vez, alguns são melhores que outros, mas não chega a desanimar como quando lê "Sansa" no titulo.

No final vale muito a leitura e penso que os outros 2 livros são melhores ainda.

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