Clara dos anjos

Clara dos anjos Lima Barreto




Resenhas - Clara dos anjos


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Andressa 18/05/2010

historia de uma menina pobre que engravida de um menino de maior condição que se divertia com diversas mulheres. e no final não sabia quem era e seu valor. "Nós não somos nada"
Fabio Shiva 24/11/2010minha estante
Olá Andressa!
Você possui um admirável poder de síntese, parabéns! Mas acho que nessa resenha você acabou contando o final do livro, o que pode atrapalhar a experiência de outras pessoas que não leram ainda...


Felipe Cabuto 26/11/2010minha estante
presta atenção né!


Elenai 23/11/2012minha estante
Atrapalhou a minha!
E na real, quantas histórias iguais não ocorrem por aí?




Fabio Shiva 23/11/2010

“Livro triste, que me fez chorar...”
Não cheguei a chorar, mas tive vontade. Uma história pungente, sentida, que tem como tema principal a denúncia ao racismo, que o próprio autor sofreu literalmente na pele. Mas a abrangência de “Clara dos Anjos” é muito maior...

Lima Barreto é um mestre em retratar a vida simples do povo, com suas dores miúdas do dia a dia, pequenas frustrações, sonhos desfeitos, esperanças rompidas... Não foi à toa que li esse livro nesse exato momento. Foi como olhar no poço de meus maiores medos.

Como foi sofrido esse homem! É possível sentir a sua asfixiante angústia pingando de cada página, não evidente, mas pairando como uma sombra sinistra que aperta aos pouquinhos o coração do leitor.

Sobre a trama: Clara dos Anjos é uma jovem simples e ingênua, que no dia de seu aniversário conhece o mal afamado tocador de modinhas Cassi Jones. Sedutor compulsivo, Cassi vê em Clara sua próxima vítima. Conseguirá concluir seu vil intento?

Quem mora ou morou no Rio tem um ponto a mais de interesse no livro, que é a descrição de vários locais da cidade bem no início do século XX.

Em termos de estrutura e ritmo, achei esse livro superior a “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Parece que Lima Barreto levou mais de dez anos escrevendo “Clara dos Anjos”, que só foi publicado postumamente.

(23.11.10)

Léia Viana 24/11/2010minha estante
Sua resenha me leva a concluir que é um livro que "desnuda" a gente. Adoro leituras assim, que eu possa me sentir dentro delas, minhas emoções, sem fazer parte daquele contexto.
Deve ser muito significativo sua leitura...



Léia Viana 24/11/2010minha estante
Mas, por que três estrelinhas neste livro?


Fabio Shiva 24/11/2010minha estante
Olá queridíssima!!!
Agradeço seu carinho e os comentários!
Eu dei 3 estrelas (bom), porque é um livro muito bem escrito, mas eu particularmente não gosto de histórias tristes...




Malu Andrade 15/09/2013

Um dos livros que marcaram o Pré-Modernismo brasileiro, traz marcado nas suas páginas a realidade do próprio autor: Lima Barreto. Negro, nascido no subúrbio carioca, enfrentou muitas dificuldades em sua breve vida.
Em Clara dos Anjos, o "romance" entre os personagens principais não é muito ressaltado. Mesmo assim nem de longe o livro chega a ser insípido ou sem conteúdo: demonstra de forma cruel e sincera como era a realidade das camadas mais pobres da sociedade carioca do início do século XX.
É uma ótima dica para quem procura conhecer um lado não muito realçado na literatura brasileira do século passado: a vida nos subúrbios.
Bruno 15/09/2013minha estante
Muito bom. Parabéns!




Daniel 16/03/2017

Clara dos Anjos
Resenha no link abaixo!

site: http://blogliteraturaeeu.blogspot.com.br/2017/03/clara-dos-anjos-de-lima-barreto-resenha.html


Claudio Rosa 08/10/2017

Livro Incomum
O que torna esse livro interessante em primeiro lugar é o enredo construído em um período histórico em que os bairros da cidade do Rio de Janeiro estavam sendo construídos. Lima Barreto descreve muito bem a maneira de como os cariocas viviam naquela época.

A situação de inferioridade da mulher com relavao ao homem também está muito presente no livro, de como a mulher, naquele período histórico era vista como um mero objeto para o sexo masculino. Ainda bem que a história mudou não é mesmo?

A imprevisibilidade com relação ao desfecho da narrativa também torna essa obra instigadora. Esperamos um final clichê e o autor nos presenteia com a verdade nua e crua, que nem sempre é o que a literatura nos mostra. Na verdade a literatura atual nos leva a fantasia que em nada nos ajuda a enfrentar a realidade que bate a nossa porta.

Vou dar 3 estrelas no skoob e indico a leitura.
Samara 29/10/2017minha estante
A história não mudou, continua a mesma coisa, as mulheres negras continuam sofrendo nas mãos de malandros




Agenor 06/05/2017

Escrevi uma resenha sobre esse livro, quem se interessar, link logo abaixo


sueli 01/03/2012

CLARA DOS ANJOS - LIMA BARRETO
Este romance de Lima Barreto passa-se no subúrbio carioca e ele o descreve com riqueza de detalhes tanto nos ambientes como a vida das pessoas que ali vivem. Apresenta o advento dos “bíblias”, os protestantes e sua forma muito eloquente e tenaz de conquistar novos fiéis para seu culto. É um romance profundo e denuncia toda espécie de injustiças praticadas contra os menos desprovidos financeiramente, os humildes. É carregado de referencias sobre o preconceito racial.

Clara é uma mulata jovem, pobre, humilde, ingênua, que vive no subúrbio carioca com seus pais, Joaquim e Engrácia. Joaquim era carteiro, tocava flauta, gostava de violão, compunha valsas, tangos e acompanhamentos de modinhas. Não gostava de sair de casa e sua diversão era passar as tardes de domingo jogando solo com seus dois amigos: o compadre Marramaque e o português Eduardo Lafões.
Clara tinha 17 anos, era tratada com muito desvelo, recato e carinho pelos pais e como eles não gostavam de sair de casa, quando ela raramente saia era sempre acompanhada pela vizinha, Dona Margarida, uma viúva muito séria.
Apesar das cautelas e cuidados da família, Clara é iludida e seduzida por um rapaz de classe media carioca. Os dois se conhecem quando ele, cantor de chorinho, vai tocar no dia de seu aniversário em sua casa. Cassi não era belo e nem virtuoso do violão, mas canta dengoso, meloso e a seduz.
O padrinho Marramaque, que já lhe conhecia a fama, tenta afastá-lo de Clara quando percebe seu interesse. Na festa de aniversário da afilhada, recita e provoca Cassi, deixando claro que ele não é bem-vindo ali. Cassi também antipatiza com Marramaque e sabia que ele percebe seus maus propósitos em relação a Clara. Cassi enche-se de fúria e vinga-se de modo violento: se junta a um capanga e ambos assassinam Marramaque. Clara, logo desconfia do rapaz, mas o perdoa, pois ele diz que matou por amor a ela.
Clara na ingenuidade de sua idade e na falta de contato com o mundo, concluía que Cassi era um rapaz digno e podia bem amá-la sinceramente.
Malandro, mau caráter e perigoso, Cassi já havia se envolvido em problemas com a justiça antes, mas sempre fora acobertado pela sua família, especialmente sua mãe, que não queria que fosse preso.
Clara engravida e Cassi Jones desaparece. Ela pensa em morrer, abortar mas convencida pela vizinha, dona Margarida, vão procurar a família de Cassi e pedir “reparação do dano”. A mãe do rapaz humilha Clara, mostrando-se profundamente ofendida porque uma negra quer se casar com seu filho.
E, na cena final, ao relatar o que se passara na casa da família de Cassi Jones para a sua mãe, conclui, em desespero, como se falasse em nome dela e de todas as mulheres em iguais condições: “— Nós não somos nada nesta vida.”

Michelle Gimene 09/03/2012minha estante
Taí mais um clássico da literatura nacional que eu nem fazia ideia sobre a história. Muito boa escolha!




Linha 22/12/2010

Clara dos Anjos
Lima Barreto com sua característica unica de falar do povo, para o povo com simplicidade e complexidade ao mesmo tempo, mostra em Clara dos Anjos a realidade vivenciada por uma familia do subúrbio do Rio de janeiro. Clara, uma menina humilde e inocente é seduzida por um conquistador oriundo da classe media carioca, Cassi Jones. Os dois se conhecem quando ele, cantor de chorinho, vai tocar em uma festa de conhecidos dos pais de Clara. O final do livro mostra escancaradamente a discriminação socioeconomica vigente à época, quando grávida de Cassi, Clara vai a casa dos pais dele e ouve da mãe dele que nada pode fazer por ela. A frase final do livro, quando Clara volta-se para sua mãe e diz "Nós não somos nada", além de forte é dissecadora da realidade brasileira vivenciada pelos contemporâneos de Lima Barreto. Essa discriminação encontrada nos romances de Lima Barreto são vigentes ainda hoje, e vale dizer que embora escritos no final do século XIX e inicio do século XX,as temáticas abordadas pelo autor ainda são bem atuais.
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Samuel 20/02/2012

Clareando..
Este livro, que pode ser comparado a um farol, iluminou o cômodo que estava desativado em meu coração. Retirou e dissipou toda névoa que encobria meus olhos sentimentais.Com final emocionante e altamente tocante, essa obra fará com que as cortinas de ferro de preconceito que há em seu ser sejam desintegradas!
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J.S.Moraca 26/06/2018

Clara dos Anjos
Livro histórico porque demonstra uma sociedade conservadora, patriarcal e com resquícios da escravidão.
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Fernanda 10/01/2010

Livro chato, o sexismo do livro é o que importa por nos fazer pensar, mas sinceramente a leitura não me atraiu.
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spoiler visualizar
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ana (@outraspaginas) 01/01/2018

Profundo
Esse é um dos livros mais intensos que eu li na minha vida. Lima Barreto expôs toda a realidade dos subúrbios cariocas e sem delicadeza nenhuma conseguiu nos mostrar todas as tristezas que milhares de jovens devem ter passado e ainda passam hoje em dia. Merece a leitura, mas não espere um final feliz.
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Celia 16/05/2009

Li esse livro aos 13 anos e derramei muitas lágrimas. Recomendo esse livro, pra que você mesmo aprenda como se sente quando se é humilhado seja por qual for o preconceito.
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Priscila.Araujo 13/09/2016

É interessante como Lima Barreto coloca muito de si em suas obras. Ele foi humilhado diversas vezes, deixado de lado por ser mulato e pobre, não conseguia a ascensão e o reconhecimento que tanto almejava. Era brilhante, mas só depois de sua morte, conseguiu notoriedade. Os escritores medíocres da época conseguiam quase tudo em vida, ele nada. Mas quem são esses autores agora? Lima Barreto é grande, estudado, analisado. Suas obras são ícones. Gostaria muito de encontrá-lo e dizer que hoje ele é um ícone da literatura brasileira, hoje ele tem notoriedade. Pena que não conseguiu em vida. Morreu jovem, bêbado e na sarjeta. Lima Barreto e Aluisio Azevedo são meus autores brasileiros preferidos, ambos realistas.
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