Paris é uma festa

Paris é uma festa Ernest Hemingway




Resenhas - Paris é uma Festa


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Maria 03/01/2020

Paris é uma festa!
Ainda que no mesmo estilo árido de sempre, Hemingway conseguiu escrever uma obra transbordando poesia. Que livro delicioso! Sentimo-nos inteiramente integrados ao Universo do Hemingway, desde a sua vida doméstica aos encontros com grandes artistas. Nunca senti tanta vontade de viver em Paris. Recordou-me o genial filme do Woody Allen e a Síndrome da Era do Ouro.


Amanda 14/09/2019

Leitura muito gostosa!!!
Tive acesso a essa obra por acaso, foi quando li um artigo dizendo que o filme Meia Noite em Paris de Woody Allen é baseado no livro Paris é uma Festa de Ernest Hemingway. Como sou apaixonada pelo filme tinha que ler e simplesmente me apaixonei ainda mais pelo livro.

A obra é uma autobiografia de Hemingway que conta os momentos vividos em Paris nos anos 20. Durante a leitura tive a sensação de que essa época foi a mais feliz vivida pelo autor.

Em Paris Hemingway vivia com a esposa e seu filho, a princípio se mudaram para a Europa devido ao trabalho de Hemingway que era jornalista, foi quando ele largou o emprego e começou a escrever pequenos contos para um jornal norte-americano.

A vida em Paris não era nada fácil, a família chegou a passar fome, porém os bons momentos compensavam: Os cafés, as corridas de cavalos, a magia de Paris e principalmente a convivência com grandes escritores (F. Scott Fitzgerald, James Joyce, Ezra Pound, T. S. Eliot, Ford Madox Ford, Gertrude Stein. Enfim, uma lista bem extensa).

Se tornou grande amigo de Sylvia Beach, proprietária da livraria Shakespeare & Company e como não tinha dinheiro para comprar ou alugar livros, ele fazia empréstimos e foi assim que teve acesso a grandes obras como de Dostoiévski e D. H. Lawrence.

Uma leitura que vale muito a pena de ser feita, saber como era a vida dos escritores, as conversas e modo de pensar, com toda certeza é um livro fantástico.
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Sérgio 12/09/2019

Paris e sua eternidade representada por personagens que vivem e nem sempre ostentam a beleza da Cidade Luz. Por vezes sem dinheiro, muitas vezes em conflito o narrador mostra sua vida e suas amizades no período anterior a 2a grande guerra.
Viver da arte de escrever em contato com escritores de vários países não foi tarefa fácil, mas se mostrou uma tarefa muito edificante.
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Leonardo.Tadeu 30/04/2019

Paris é uma festa
Um livro maravilhoso escrito por um grande cara.
Sempre gostei de John Fante e Kerouac,mas Ernest Hemingway foi uma grata surpresa.
Além de ter toda graça de ser autobiográfico é muito bem escrito e nos apresenta pessoas como só ele.
Sou seu fã.
Li escutando a trilha de Meia noite em Paris.
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Julio.Argibay 22/08/2018

INACCROCLIABLES
Paris eh uma festa.


Neste livro Papa Hemingway relata sua passagem em Paris nos anos 20, após sair do Canadá, abandonar o jornalismo e tentar viver apenas como escritor de romances. No início da obra ele até descreve como se desenvolve uma boa estória, quanto ao ritmo e tal. Nessa época ele relatada no livro que era muito pobre, já estava casado e tinha um filho. Vivia de alguns poucos contos que vendia para algumas revistas alemães, etc. Passava alguns dias até com fome, fato que o ajudava a compor personagens mais densos, segundo ele mesmo. Bebia que nem uma caipora: whisky, champanhe, vinhos e tudo que pudesse fazer a cabeça. O autor, apesar da pobreza, pelo que eu percebi, aproveitou bastante este período: comeu bem, foi a diversos museus, acompanhava de perto as corridas de cavalo e escrevia nos diversos cafés da cidade. Conheceu muita gente - escritores, críticos, pintores, etc e leu bastante, principalmente, os autores russos: Tolstoy, Dostoiesvski, Tchekov, Turgueniev, além de Joyce, este americano, e outros escritores. Aqui, destaca-se a amizade com Scott Fitzgerald, seu temperamento difícil, conforme o autor descreve, e seus problemas com a sua esposa, que veio a enlouquecer mais tarde. Papa encerra o livro nas férias de inverno na Áustria, mas já não demonstra o mesmo entusiasmo que antes. Para quem curte este autor, acho interessante aqui lincar esta obra com o filme ? Papa Hemingway, um dos meus prediletos, onde o escritor eh descrito como um homem, maduro, rico, bem sucedido, um pouco antisocial, com crises de criação, depressivo, impotente e com uma atuação política intensa, pois estava envolvido na Revolução Cubana e morava em Havana, na época. Talvez estes sejam os motivos que o levaram a um final de vida tão apoteótico.
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Luciana 05/07/2018

Para conhecer um pouco da vida de Hemingway!
É um livro fácil de ler, que conta um pouco da história do escritor, durante sua estada em Paris!
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marfsousa 12/06/2018

Segunda vez que leio Paris é uma Festa.
De longe um dos melhores livros que já li! Se você quer ter o gostinho do que era viver na Paris dos anos 20 - na Paris da era do Jazz -, o que era encontrar celebridades em cada esquina e café, o que é ver o nascimento de um grande escritor no seu âmago, a poesia do dia e da noite perfumando as ruelas e jardins, se você quer embarcar em grandes momentos inesquecíveis, lembrados até hoje. Paris é uma Festa é o seu livro. Acredito que nunca houve na história da humanidade, uma quantidade tão expressiva de gênios num mesmo lugar como a Paris dos anos 20. Duvido que quem ler este livro, será o mesmo ao acabar a leitura; depois de lê-lo eu ainda recomendaria ver o filme ?Meia Noite em Paris? do Woody Allen. Sem dúvida vou ler este livro ainda mais vezes no decorrer da minha vida, pois tudo o que uma boa literatura deve ser ele é, e a viagem no tempo para a década de vinte em Paris é garantida.
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Adriana 29/05/2018

Encantador
O livro é bem escrito, bem humorado, irônico e saudoso.
Dá vontade de ler o livro com um mapa de Paris ao lado!
Gostei muito qdo ele fala da "transplantação ao escrever", de sentir frio, vontade de beber. Mais alguns trechoe memoráveis: "Ensinamentos sobre sexo e homossexualidade com miss Stein. Fregueses assíduos e malcheirosos. Escrever até que tivesse alguma coisa acabada e sabendo o que aconteceria depois. Pessoas que eram tão boas como a própria primavera. Se vc não se alimentasse bem em Paris, tinha sempre uma fome mortal. Pq por toda parte se via comida ou sentia o seu cheiro. Falta de sono ou de comida deixa doentio, mas brilhante"
Gosto do jeito irônico como fala de Dostoiévski, e tb sua relação com Fitzgerald. "Scott era um homem eloquente, e ninguém contava uma história como ele".
Bebiam bastante, apesar do pouco dinheiro. Bebida na França é realmente barata, até hoje!. Muitas referências!
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Paty Mendicino 26/05/2018

Como viver a vida loucamente
A primeira vez que eu me interessei pelo livro foi assistindo ao filme Cidade dos Anjos, onde a personagem principal fala um pouco sobre a obra.
Paris é uma festa é um ótimo livro sobre memórias e passagens do escritor em Paris de 1920.
Fala de aventuras e de vida intensa... Pessoas com sensibilidade aguçada devem le-lo.
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Valeska 10/03/2018

"Chink me ensinara a não cultivar tragédias. " Ernest Hemingway
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Mario Miranda 27/02/2018

Definitivamente Paris é uma festa não figura entre as principais obras de Ernest Hemingway, como Por Quem os sinos dobram ou Adeus às Armas. É uma obra concisa que, apesar de seus livros serem extremamente autobiográficos, neste o autor empenha menos sua habilidade em recontar sua trajetória de maneira literária, para fazer um relato mais fiel sobre seus anos logo após o término da Primeira Grande Guerra (abordada em Adeus às Armas).

Diferentemente do seu costume de abusar dos discursos diretos, dando pouca participação em si ao escritor-narrador, em Paris é uma Festa o autor reduz a utilização deste artifício, dando maior espaço para seus comentários, para suas impressões e pensamentos.

Recheado de autores renomados, como James Joyce, Gertrude Stein, Scott Fitzgerald, Ezra Pound, a obra tem impacto essencial para àqueles que buscam conhecer melhor a formação do escritor Ernest Hemingway, suas primeiras impressões e contatos literários.

site: https://www.instagram.com/marioacmiranda/?hl=pt-br
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Thiago 23/02/2018

- Ter boas recordações é uma maneira de ter fome -
Hemingway reconstrói a (sua) Paris de 1920 com os cafés, restaurantes, avenidas, parques, outonos e primaveras. Nessa primeira fase da vida, Ernest ainda firmava os pés como escritor, trabalhava com jornalismo e estava no primeiro casamento. Descreve a sua vida dos vinte e poucos anos em Paris dando a ela os contornos do real e retrata o quanto essa relação com a cidade e com as pessoas de lá influenciaram e deram condições dos seus contos nascerem e, depois, o seu primeiro romance (O Sol Também se Levanta). É um livro de reconstrução de memórias e biografias, as suas e de seus amigos igualmente da ?geração perdida?.

Por ser assim um livro de memórias, talvez eu devesse ter dado uma pausa quando identifiquei isso. Eu vinha de três romances de Hemingway e minha cabeça não virou essa chave, por isso estranhei um pouco (e foi ótimo lê-lo depois dos romances, já que identifica-se o cruzamento de fatos da sua história pessoal com os acontecimentos dos romances). Mas depois que me acostumei e entendi do que se tratava então o livro, percebi os traços da escrita dele numa ?romantização da própria história?, se assim posso dizer. Estava ali o Ernest. Enquanto lia, não parava de pensar em quanto eu gostaria de viver numa cidade como Paris, mas a Paris de 1920, e, quem sabe, isso faria de mim também um contista ou romancista. Fechei o livro e pensei: será que há em algum lugar do mundo uma cidade como essa, agora, que seja tão inspiradora? Eu gostaria de ir para lá.
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Tati.Frogel 01/02/2018

Paris É Uma Festa
Numa especie de diario, Hemingway relata os fatos e momentos acontecidos com ele na decada de 20, os aureos tempos de uma Paris da Belle Epoque. Um livro de leitura fluida, boa, mas que não emociona muito! É interessante ver os momentos que ele narra seu ócio criativo, da vida dura em Paris, dos cafés e dos vinhos!!
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Juh Lira 26/12/2017

Paris já deixou de ser uma festa...
Hemingway é um dos diversos autores que zumbia nos meus ouvidos nos últimos tempos enquanto eu procurava livros para inserir nas minhas listas de leitura. Porém a oportunidade só veio agora depois dele ser escolhido como leitura do Clube do Livro de Junho do blog A Vida Humana..

Paris é um Festa é um livro de memórias biográficas do escritor durante os anos 20 enquanto viveu e conviveu em Paris com diversos outros artistas dentre eles escritores famosos como Ezra Pound, Gertrude Stein e F. Scott Fietzgerald.

O olhar de Hemingway sobre os seus colegas escritores acaba por humanizá-los a tal ponto desses grandes nomes da literatura se tornaram também personagens cheios de suas peculiaridades, incluindo qualidades e defeitos. Destaco em especial o relacionamento de Hemingway com o Fietzgerald - autor de O Grande Gatsby (1922) - que rendeu momentos cômicos no final da obra.

Hemingway possui um estilo narrativo de ser objetivo na mensagem deseja passar ao leitor sem floreios ou lirismo das escolas literárias românticas anteriores a ele. Isso porém não perde a beleza e a poesia de sua forma de escrita que flui entre as páginas ao descrever a sua Paris, cheia de cores, sons e garrafas de champagne, enquanto ele se dedicava aos seus contos para conseguir sobreviver neste mundo tão diferente dos EUA, sua terra natal.

É interessante notar que o narrador-personagem coloca uma ênfase em dois coisas nesses anos narrados em suas memórias: a pobreza que se encontrava e a dificuldade dele como escritor em esboçar um romance completo, o que irá culminar no final de Paris é uma Festa junto com outros acontecimentos que mudará a vida de Hemingway para sempre.

A obra em si mesma é um testemunho de um escritor em um ponto de transição de sua vida que ainda não havia atingido o clímax, mas que se encaminhava para ele nestes anos narrados em Paris. Hemingway é muitas vezes modesto em relação a sua obra e posição como escritor quando se comparava a um de seus colegas. Até pode se afirmar que ele não achava que conseguiria produzir uma grande obra e nos dá a entender que ele acreditava que morreria esquecido.



O livro possui um clima nostálgico e saudosista de uma época que não irá mais voltar, de um tempo que ficou gravado em memórias e fotografias em preto e branco quando a arte ainda possuía um valor moral e belo para alguns homens e mulheres, em um período conturbado da história como foi o sangrento século XX. Todo esse cenário entre guerras e arte irá influenciar os romances de Hemingway como O Velho e o Mar (1952), o citado no livro O Sol Também se Levanta (1926) e Por que os Sinos Dobram (1940).

Este mundo de pintores e escritores bebendo e convivendo juntos meio que sem querer, cada um buscando à sua maneira fazer sua arte é o que fascina Hemingway que por consequência fascina também o leitor. Não é possível dizer que tudo narrado por ele realmente aconteceu ou tudo é ficção, como diz no primeiro capítulo do livro. Pode se dizer que o livro é ambas as coisas misturadas entre ficção e realidade que se completam de fatos que poderiam terem sido completamente esquecidos.

As memórias do autor nos jogam uma luz para não somente entender seu legado, mas também para conhecermos o homem por trás das palavras. Paris já deixou de ser uma festa há muito tempo, porém seus momentos de glória estão gravados nestas memórias de Ernest Hemingway para sempre no qual ele mesmo diz, foram anos que foi muito pobre porém feliz.

site: www.mundosilenciosoblog.com.br
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