A Espada do Verão

A Espada do Verão Rick Riordan




Resenhas - A Espada do Verão


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Queria Estar Lendo 08/12/2015

Resenha: A Espada do Verão
Quem deixou de ler esse livro porque achou que ele seria mais do mesmo deveria morder a língua. Com força. Porque Magnus Chase é tudo, menos mais uma história sobre heróis envolvidos com deuses. Rick Riordan é tudo, menos repetitivo. E, agora, somos apresentados à riqueza e aos desafios da mitologia nórdica numa série que conquistou totalmente o meu coração.

Quando você para e pensa: eu gosto mais de Magnus Chase do que de Percy Jackson, dá pra saber que o tio Rick deu uma dentro. Uma ótima tacada, inclusive. Eu boiei totalmente a respeito da mitologia nórdica, mas devorei o livro com uma voracidade que não tinha desde Herdeira do Fogo!


"Meu nome é Magnus Chase. Tenho dezesseis anos. Esta é a história de como minha vida seguiu ladeira abaixo depois que eu morri."

Magnus não tem nada de herói. Ele é só um garoto órfão morando nas ruas de Boston. Eis que seu tio esquisito o encontra, um cara bem vestido o mata e ele vai parar em Valhala, lar dos heróis nórdicos. Por que? Bom, ele talvez tenha agido heroicamente, ainda que sem intenção. Ele talvez seja filho de um deus nórdico. E ele talvez tenha o tempo contado para evitar o começo do Ragnarök - o apocalipse deles.

De todos os livros do Riordan, esse foi o mais engraçado. Os títulos dos capítulos ganharam de lavada dos de Percy Jackson. É um humor todo baseado no sarcasmo do Magnus, que diferenciou bastante a narrativa do Percy e dos irmãos Kane. O Magnus já começa a história com dezesseis anos, passou dois morando na rua, vivenciou o assassinato da mãe, então ele é totalmente na defensiva. Ele não gosta da ideia de se tornar herói assim como não gosta da ideia de ser abraçado ou de dar abraços. Ele sente muito falta da mãe, que morreu num misterioso acidente envolvendo lobos medonhos, e morre de medo das criaturas por causa desse trauma. Quando ele descobre qual é sua missão lá na dimensão viking, bem... Ele fica bem chateado.

"Eu não queria ser um caso extremo. Queria ser um caso fácil: Ei, bom trabalho. Você é um herói. Aqui, tome um biscoito."

Ao redor dele, temos todos os semideuses mortos honrosamente durante batalhas, guerras, brigas na rua ou salvando criancinhas de um navio em chamas. Samirah, a valquíria que o salvou e o levou até Valhala, tem que provar que a morte dele foi digna de um herói para que ambos não sejam punidos pelos lordes. Entre algumas confusões, Magnus acaba tendo que fugir de lá para buscar a espada perdida de seu pai - a Espada do Verão - para impedir que o horrendo lobo Fenrir se liberte da prisão onde está há milênios e, assim, cumpra o início do fim do mundo dos nórdicos.


"- Sim, mas isso foi escolha dos deuses, não minha. A questão do destino, Magnus, é a seguinte: mesmo que não possamos mudar o cenário, nossas escolhas podem alterar os detalhes. É assim que nos rebelamos contra o destino, como deixamos nossa marca. Que escolha você vai fazer?"

Acompanhado de Sam, Blitz - um anão com um senso de moda duvidoso, mas extremamente bem elogiado - e Hearthstone - um elfo surdo e mudo, Magnus vai passar por esquilos gigantes mortíferos até Thor e Loki para atrasar o Ragnarök. Ou tentar.

"- Não guardo ressentimentos. Além do mais, quando Odin recebeu minha cabeça decepada, não se vingou. O Pai de Todos foi inteligente. Ele sabia que os vanires e os aesires precisavam se unir contra nosso inimigo comum, a máfia chinesa.
- Hã... Acho que o senhor quis dizer os gigantes, chefe."

A forma como o Rick ministra a mitologia, inserindo-a ao cotidiano moderno, ao mesmo tempo em que mantém suas raízes, é absolutamente genial. Temos a riqueza de detalhes a respeito da história nórdica ao mesmo tempo em que vemos um adolescente lidando com as próprias crises da juventude. Magnus era mais sombrio no início do livro, mas, com a convivência e o apoio dos amigos, acaba se abrindo mais para as aventuras que estão por vir. Ele acaba abraçando o seu lado herói com o passar do tempo, mas nunca completamente. Há heróis maiores que ele bem ao seu lado. Eu amei cada traço de personalidade que o Rick deu para esse novo protagonista. Amei seu humor azedo e suas tiradas infames e sua tola percepção de que não gosta de abraços. Ele gosta. MUITO.

Samirah foi outra grata surpresa. Ela é uma valquíria, encarregada de levar almas dignas para Valhala, e foi escolhida pelo próprio Odin. Ela também é uma aluna muito dedicada e vem de uma família rigorosa - especialmente por causa da mãe que, aos olhos dos avós, é uma vergonha para eles. Tem a ver com o fato de ela ter sido mãe solteira. O que tem a ver com o fato de a Sam ser filha de um deus nórdico; te desafio a adivinhar de quem. Sam é bastante corajosa, mas não quando se trata da família. Ela quer honrá-los; quer que sintam orgulho dela. Não sabendo do seu lado viking, ela precisa se esforçar para conquistá-los de outra maneira. No lado viking, no entanto, ela também não tem popularidade. As pessoas não confiam nela, não gostam dela e não querem colocar sua fé nela, o que traz todo aquele medo de rejeição para o outro mundo desta história. O crescimento dela na narrativa é palpável e estou muito ansiosa pelo resto da sua participação na série!

"- Aos seis anos, comecei a desenhar aviões. Eu queria ser piloto. Quantas pilotos mulheres árabe-americanas você conhece?
- Você seria a primeira.
- Gosto dessa ideia."

Blitz e Hearth são dois opostos adoráveis. EU SHIPPEI MUITO ELES, espero que o ship se concretize. Hearth é contido e amável, Blitz é escandaloso e impulsivo. Os dois têm sérios problemas com o próprio passado, ainda que o de Hearth seja mais tumultuado e doloroso. Blitz e Hearth formam uma dupla infalível e inusitada, do tipo que, num primeiro momento, te faz duvidar da força deles para, logo num segundo momento, estar caída no chão chorando de amores. Eles são incrivelmente unidos. Não precisa de muita interação para que eles se olhem e você saiba que existe uma faísca ali. O tio Rick não pode ter colocado os dois tão próximos à toa. Estava conversando com a Eduarda sobre o ship e eles são o Sirius e o Remus. PORQUE SÃO MESMO! O Hearth é o amoroso, cuidadoso e coitado. O Blitz é o coitado, corajoso e querido. Os dois se apoiam para a luta, os dois se protegem e os dois se amam. Ambos estão protegendo Magnus e cuidando para que os planos saiam como desejado; ambos estão ali para se provarem capazes também.

"Nas mãos enluvadas, Blitz segurava uma haste de madeira apavorante com uma placa amarela de trânsito que dizia: ABRA CAMINHO PARA OS PATOS.O cachecol listrado de vermelho e branco de Hearth voava atrás dele como asas esfarrapadas. Ele armou outra flecha no arco de plástico cor-de-rosa de Cupido e disparou."

Eu urrei, claro, com as participações dos deuses que eram de meu conhecimento - porque, honestamente, a cada palavra nova que o livro citava eu ficava O QUE? Mitologia nórdica dá muitos nós na sua cabeça, se prepare para usar muito o Google. Ou não. O tio Rick explica bastante o que tem que explicar, eu é que fiquei muito curiosa mesmo.

"Samirah e eu trocamos olhares. Não tínhamos tempo para sermos capturados e enviados de volta para Valhala. Eu não tinha tempo para ter minha alma jogada em um lugar cujo nome eu nem conseguia pronunciar."

O Loki e o Thor tiveram seus melhores momentos. Não imagine os caras da Marvel não, ok? Eles são muito opostos dele. Loki ainda é ardiloso e manipulador e o Thor ainda é um bobão, mas a aparência e as aparições marcaram eles como totalmente opostos dos seus eus cinematográficos. Loki está por trás de sonhos e revelações que Magnus vem tendo, e o Thor aparece para dar gancho ao segundo volume da série - se você der um olhada no título vai ter uma pista sobre o que eu estou falando. Ambos muito bem caracterizados e especialmente satirizados - o Thor foi hilário. Pensa num deus nórdico viciado em séries!

Outros deuses, como a Freya, Hel, apareceram mais rapidamente, mas foi aquele marcante "olá, estou aqui e vou voltar". Odin foi a MELHOR PESSOA! Eu fiquei totalmente abismada com o jeito com que ele surgiu porque não esperava aquela revelação nem em mil anos, mas foi genial. Estava ali o tempo todo, só eu não vi. Diferente de Zeus, todo pomposo e chatonildo (desculpa, migo) e do Osíris e do Hórus (ambos mais sérios e compenetrados), Odin é todo trabalhado na zoeira motivacional.


"Uma vez me disseram que a bravura de um herói não é algo planejado, mas sim uma verdadeira reação heroica a uma crise. Tem que vir do coração, sem qualquer pensamento na recompensa."

O que eu gostei muito em Magnus Chase foi essa percepção de heroísmo. Como cada um dos personagens, especialmente o quarteto fantástico ali, queria se provar forte para alguém e acabou se provando para si mesmo. A história cresceu em meio a missões arriscadas e momentos de descobertas medonhas e uma promessa de que o pior ainda está por vir, e Riordan deu início a mais uma série de maneira magistral como em todas as outras. A promessa de novos grandes heróis para nós.
Rhaisa 15/07/2016minha estante
Olá,
Concordo que o jeito de juntar a mitologia com o cotidiano comum de um adolescente se repete nos livros e é um ponto maravilhoso e esperto de todos os livros. Porém, acho que o sarcasmo de Magnus é o mesmo de Percy. Ambos são jovens e com problemas, descobrem o sangue mestiço em momentos delicados da vida e não lidam bem com isso logo de cara. Percy não queria ser herói tanto quanto Magnus (Olha, eu não queria ser um meio-sangue vs. Eu não queria ser um caso extremo. Queria ser um caso fácil). Os capítulos não ganham de lavada de Percy por que estão no mesmo nível que Percy Jackson e os Olimpíanos e da próprias série Crônicas dos Kane. Apenas Heróis do Olimpo ganharam títulos simples. Como falei na minha própria resenha, Rick pode ser um pouco repetitivo, mas nunca enjoativo. Adorei a leitura de A Espada do Verão, mas não há duvida que segue os mesmos parâmetros das outras sagas.
Abç




Hsc_Aju 06/10/2015

Do mesmo, porém MARAVILHOSO!
Um personagem a lá Kurt Kobain (só nas aparências), uma Valkiria, um anão, um elfo e uma espada chamada Jacques tem em comum nos nove mundos da mitologia nórdica? Livro repleto de referências ao universo Rick Riordan e a outros personagens. Vem me acompanhar nessa resenha Paradoxal de A Espada de Verão. Nova Trilogia do Aclamado e Amado Tio Rick.

Restante da Resenha no Link Abaixo.

site: http://blogpapeletas.blogspot.com/2015/10/magnus-chase-e-os-deuses-de-asgard.html
eliveltonbs 08/10/2015minha estante
Primeiro mitologia grega, depois romana, depois egípcia, agora viking, o que vem por aí? Mitologia oriental? Enfim, já quero ler afinal tio Rick mantem sempre o mesmo padrão que é top. E valquírias


Hsc_Aju 09/10/2015minha estante
Realmente Elive... e ainda vem mais uma série que lançou a informação ontem... daqui a pouco nem dinheiro dá mais!




André Souza 12/10/2015

Semideuses + profecias + fim do mundo = fórmula do sucesso
A nova série do tio Rick, Magnus Chase e os deuses de Asgard, conta a história de Magnus, menino que desde a morte misteriosa da mãe em uma explosão em seu apartamento, da qual é também suspeito, vive sozinho nas ruas de Boston, sendo algumas vezes cuidado por dois "mendingos" Blitz e Heart que depois irão se revelar muito mais do que isso (impossível não fazer uma associação sútil com Grover da série Percy Jackson). Tudo muda quando Magnus resolve buscar algumas respostas na casa de seu tio Randolph, de quem sua mãe o advertira inúmeras vezes a manter distância, onde descobre aquilo que mudará para sempre sua vida.

Ele era o filho de um deus e estava no centro de tudo o que levaria ao fim dos mundos (Ragnarok na mitologia nórdica). ZzZzZzZz De novo??? Sim, de novo, mas titio Rick vai te prender até o final de novo também.

Comecei o livro com expectativas gigantescas, não só por ter amado as outras séries de Riordan, mas pelo plano de fundo ser a mitologia nórdica, muito mais densa, complexa e pelo menos para a maioria (como eu) não tão conhecida quanto a mitologia greco-romana. Felizmente, o livro atendeu a tudo isso e muito mais. Aprender mitologia com RR é incrível, e tirando o fato de não haver semideuses na mitologia nórdica (O QUÊ??? Pois é, eles eram extremamente rígidos com eles mesmos, há heróis e heróis, mas nenhum deles eram filhos de deuses), o livro continua sendo uma introdução incrível a essa cultura e espero que os outros livros da nova série me surpreendam ainda mais, distanciando-se da fórmula das antigas séries.

Em suma, assim como nas outras séries do autor, a escrita fluída, os personagens cada vez mais interessantes e os mistérios que não te deixam fechar o livro, ainda vencem a falta de originalidade pelo uso constante do que citei no título, então se você, como a Carol D. Torre disse em uma crítica aqui, nunca leu nada do Rick, corre para a livraria que será amor na certa.


Obs: Para quem ainda não leu ou ainda não fez nenhuma associação entre o nome de Magnus CHASE com outro personagem de RR, pode dar pulinhos que essa personagem também aparece no livro, menos do que eu gostaria, e no final (não darei spoilers) um encontro entre Magnus e seu pai fará com que você deseje ao máximo ler a continuação dessa nova série torcendo por uma mistura entre nórdicos, gregos e romanos.

Não custa nada sonhar. Que comece o novo vício.
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Thalys 18/10/2015

amei!!
Esse livro me surpreendeu de muitas maneiras. Eu começei ele, pensando: mais uma historia do tio Rick, mas ela foi diferente. Diferente das outras séries dele, essa como a profecia, foram deixados um pouco de lado, para dar mais atenção a aventura em si. Para aqueles que conhecem um pouco de mitololgia nórdica, sabe que as historias não são "tao final feliz." Os deuses são cruéis, como seus passados. Não ha tantos mocinhos.
Enquanto Riordan contava sua historia, em dialogos longos de explicações (que eu gosto bastante) um humor em certo momento foi e teve de ser um pouco forçado. Porque como todos sabem, e um livro infanto-juvenil. As historias dos deuses são brutas. Abandonos. Traições. Assassinatos, e por ai vai. Eu li esse livro em dois dias, e já ansiosamente pela continuação, e ela nova serie dele, que será contada no ponto de vista de Apolo.
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K.G | @entaoeuli_ segue lá bb 16/10/2015

APENAS MAIS DO MESMO. OUTRO PERCY JACKSON SÓ QUE ASGARDIANO.
APENAS MAIS DO MESMO. OUTRO PERCY JACKSON SÓ QUE ASGARDIANO. Semideuses, uma profecia, uma missão, um pouquinho de mitologia " Teenzinficada" viloes pra la de conhecidos. Nada fora da zona de conforto do autor. Mas é ruim? nao kkk e um livro gostoso de ler, comecei ontem e ja acabei, e a possibilidade de Crossover entre as outras sagas e oq vai me fazer ler os proximos
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spoiler visualizar
Angélica 15/10/2015minha estante
Acho q o fato dele dizer q só tem a annabeth como prima é porque quando ele viu ela é o tio pela última vez ela ainda não tinha irmão nenhum. Posso estar errada mas acredito que seja isso.




Ghoulbot 11/10/2015

Tem o Selo Riordan de Qualidade mas...
... eu esperava mais.

Quando se trata de escrever uma série baseada em mitologia ninguém chega aos pés de Rick Riordan, outros autores ate fazem alguma pesquisa e pegam uma referencia aqui e outra ali, mas o Tio Rick vai realmente fundo na coisa. Acredito que só aqueles que já leram um bom livro sobre mitologia nórdica saibam por exemplo que Thor "realmente" desafiou Jesus pra um duelo, ou quem são os Vanir, ou ainda que Balder e não Loki é meio irmão de Thor. E também acredito que menos pessoas ainda saibam que Ahmed Ibn Fadlan Ibn al-Abbas realmente existiu (inclusive o filme O 13º Guerreiro foi baseado nele). Então sim, quando o assunto é fantasia mitológica Riordan é primeiro e supremo no panteão. Mas, e sempre tem um "mas", esse primeiro livro me decepcionou um pouco, e a culpa é dos Kane.

Explico. Apesar de também ser uma série mitológica e até no mesmo universo, As Cronicas dos Kane são completamente diferente de Percy Jackson. A estrutura da narrativa é diferente, a dinâmica com os deuses, a magia, os personagens, enfim...
Com essa nova série isso não acontece. A todo momento, ou a quase todo momento, parecia que eu estava lendo uma versão remixada de Percy Jackson e o Ladrao de Raios com uns ajustes aqui e ali. E uma versão ligeiramente piorada pelo menos na minha opinião.
Claro, é o primeiro livro, provavelmente as coisas devem melhorar nos outros principalmente com a dica-spoiler (ops spoiler :p ) que o Frey fala pro Magnus no final do livro mas sinceramente, esperava algo no mínimo no mesmo nível das crônicas. Não foi dessa vez.

O livro até que não é ruim, uma nota justa pra ele seria 3,5.

( Pessoal do skoob, implementem meia estrela pra nois ai. ;) )



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Carol D. Torre 12/10/2015

Magnus Chase já começa perfeito desde a dedicatória (os fãs da Cassandra Clare vão me entender) e continua ficando melhor e melhor até a sua última página. Eu estava com tantas expectativas, resultado de amar tanto suas outras séries, que estava com medo de me decepcionar feio, Mas não poderia estar mais enganada. O Tio Rick trouxe tudo, absolutamente tudo, de melhor que já fez em seus outros livros e combinou isso com uma mitologia completamente desconhecida por mim (e acredito que pela maioria). O resultado é um dos melhores livros que já li do Rick Riordan até hoje.

Como eu disse, o Rick Riordan juntou tudo o que já fez de melhor nesse livro. Eu me senti de novo lendo os livros de Percy Jackson e os Olimpianos pela primeira vez, com aventura atrás de aventura, mágica em todo lugar, encontros inesperados com deuses totalmente diferentes daqueles que imaginávamos e muito, mas muito bom humor. Não tenho como explicar qual é essa sensação, mas qualquer fã do autor vai entender quão única é a experiência de se ler um livro do Rick Riordan e nesse primeiro livro de Magnus Chase temos a experiência completa!
Mas eu preciso fazer uma observação: acho que esse é o livro mais engraçado que já li dele até hoje. Sério. Não sei lidar com a quantidade de comentários geniais que os personagens soltam durante a estória. Eu absolutamente amo isso, como o livro é inteligente até nas suas sacadas de humor. Mas o mais legal são as reações do Magnus em relação a todas as loucuras que ele tem lidar conforme conhece cada vez mais sobre esse mundo do qual faz parte. Como não sabia absolutamente nada sobre a mitologia nórdica eu me senti super representada pela reações dele e por seus comentários irônicos há cada nova maluquice.

Falando sobre isso, o diferencial do livro está exatamente na escolha da mitologia. Como eu disse, não sabia nada, mas nada mesmo sobre os deuses de Asgard (tirando os filmes do Thor, que não contam como muito). E isso fez com que essa experiência fosse diferente de qualquer outra que já tive com os livros do Rick Riordan. Porque das outras vezes mesmo que não soubesse de tudo, ainda tinha bastante noção do que estava acontecendo. Mas em A Espada do Verão eu estava completamente perdida, mas perdida ainda do que o Magnus, e tive a oportunidade de aprender tudo junto com ele e tirar o máximo de cada surpresa preparada pelo autor. Fiquei surpresa com a riqueza dessa mitologia e de como ela se distingue das que já conhecemos, também adorei acompanhar como o Rick adaptou tudo isso para a sua estória e conseguiu aos poucos fazer o leitor se sentir confortável naquele mundo. Não vou mentir e dizer que isso não fez com que o começo da leitura fosse um pouco confuso, porque é exatamente essa a razão pela qual não dei nota máxima para o livro. Mas de forma geral, essa confusão não me impediu de continuar a leitura, amar cada momento e transformar esse em uma das minhas melhores leituras do ano. Ah, e preciso dizer que adorei o fato dos personagens serem mais velhos nessa série, acho que deu a maturidade necessária para a estória.

O Rick Riordan criou alguns dos meus personagens preferidos da vida, como o Percy e a Annabeth, e muitos outros personagens memoráveis e inesquecíveis. Então é claro que não esperava nada menos dos personagens de Magnus Chase e os Deuses de Arsgard. O Magnus é um personagem que me lembra muito o Percy ao mesmo tempo que se parece bem diferente também, ele tem um humor incrível e é um protagonista perfeito. Logo na primeira página você já simpatiza com ele e torce para que tudo dê certo. Também adorei a "equipe" criada pelo Rick, a Sam é uma personagem muito interessante, além de ser corajosa e inteligente na medida certa! Mas preciso expressar meu amor pelo Blitz e pelo Hearth, não tem como não amar esses dois personagens e adorar suas peculiaridades. O laço de amizade criado entre esses quatro personagens é incrível de se ver e não vejo a hora de acompanhar mais aventuras deles juntos. E, como sempre, o livro também tem outros ótimos personagens que com certeza vão brilhar e se destacar mais para frente.

Eu esperava muito de Magnus Chase e os Deuses de Asgard, mas nunca iria imaginar que logo o primeiro livro já entraria para a minha lista de favoritos do Rick Riordan. Ele continua me surpreendendo mais e mais com sua inteligencia, criatividade e bom humor e simplesmente não vejo a hora de ler os próximos livros dessa série e da sua nova série de mitologia grega, The Trials of Apollo, anunciada por ele na semana passada. (Clique aqui para saber mais, mas só digo uma coisa: VAMOS VER PERCY E COMPANHIA DE NOVO SIM!). Qualquer fã do tio Rick vai se apaixonar assim como eu pela A Espada do Verão e se por acaso você nunca leu nada do autor, o que você ainda está esperando? Corre, porque você vai se arrepender por cada minuto que viveu sem conhecer essas aventuras.

"Mitos nada mais são do que histórias sobre verdades que esquecemos."

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
nelson rodrigues 18/10/2015minha estante
é isso ai, pelo jeito será mais um sucesso do riordan, resenha legal.




Nuria.Maia 27/10/2015

Receita de bolo que dá certo.
Magnus Chase pode acabar sendo mais do mesmo para alguns que já leram as sagas do Rick, mas apesar de ser a mesma receita de bolo, é uma receita que dá muuuuito certo. Magnus é esse personagem muito divertido que conta com a ajuda de seres muito inusitados, mas que fazem todo um diferencial pro livro. A aventura te deixa sem fôlego e as referências com o mundo atual deixam ao mesmo tempo a história super leve. Eu amei o livro e quero logo o próximo .
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Lu 08/01/2016

Meu 2015 foi simplesmente desastroso em matéria de leituras. Tirando algumas boas surpresas, como "As Crônicas Saxônicas" e o "Casamento da Princesa", eu cheguei ao final do ano precisando, urgentemente, de um bom livro. Algo bem escrito, de preferência, engraçado e com personagens bem construídos. Eu precisava de um livro do Rick Riordan.

Minhas primeiras impressões do livro, contudo, não foram tão boas quanto eu esperava: Magnus tinha o jeito espertinho do Percy. Os personagens secundários quase podiam ser relacionados aos da série dos Olimpianos. Profecia de novo.Missão impossível de novo, blá, blá, blá.... até mais ou menos a página 100, eu fui lendo e resmungando, xingando o Riordan.... Mas não parei de ler. Eu queria saber como aquilo ia acabar.E percebi que, à medida que as páginas passavam, eu fui sendo recompensada pela minha insistência: Conforme a história vai evoluindo, ela vai ganhando contornos próprios. Os personagens começam a ganhar força e personalidades próprias. Lá pelo terço final, eu já não estava me sentindo tão rabugenta em relação a tudo.

Acho que o que eu mais gostei foi, justamente, o perfil dos personagens. No início, eu achava Magnus parecido com o Percy. Isso me incomodou, porque o Riordan é ótimo criando personagens com personalidades díspares e marcantes. O Magnus demora um pouco pra mostrar a que veio, mas o personagem, aos poucos, vai se distanciando de Jackson e ganhando uma cara própria. E o mesmo acontece com seus amigos mais próximos.

Apesar da narrativa continuar ótima, eu teria gostado muito de ver a excelente narrativa em terceira pessoa do autor, como na série "Heróis do Olimpo" , mas a opção do Riordan não compromete a leitura.

Quanto à mitologia nórdica, ela é bem interessante. Pessoalmente, gostei muito mais do que a mitologia egípcia. Depois de ler " A Rainha Normanda", eu passei a ter muita curiosidade sobre os vikings. O "Magnus Chase" meio que completamente essa leitura e ilustra as lendas que são tão importantes para personagens como Ragnar Lothbrook e Uhtred Ragnarson.

Enfim, apesar de algumas falhas, eu acho que o saldo do livro é bastante positivo. Fiquei com vontade de ler o segundo e, por isso, a nota é de 4 estrelas.

Recomendo.
Joice (Jojo) 08/01/2016minha estante
Ainda não li nenhum livro do autor, apesar do Percy Jackson estar na lista.


Lu 09/01/2016minha estante
Ele é muito bom, Joice!


Márcia 31/01/2016minha estante
Quero reler Os Olimpianos em 2016, amiga. Rick é um delicioso passatempo.


Lu 31/01/2016minha estante
Nossa, saudades dos Olimpianos! Vale a pena ler a Heróis do Olimpo, Máah! Muito divertida!


Aline Memória 03/03/2016minha estante
Só li do Rick Riordan o principal do Percy Jackson, tenho aqui o primeiro dos Heróis do Olimpo mas nunca li...
Sempre amei mitologia, e saber que as 3 que eu mais me interessava (grega, egípcia e, agora viking) me deixam com muita vontade de ler todos... mas cadê o tempo? haha
Qual delas deve ser minha prioridade, Lu?
Beijos




Fernanda 18/10/2015

Bom, mas previsível...
Como em todos os livros do autor, a narrativa é divertida e o texto bem escrito. A leitura é agradável e por isso muito rápida. O incomodo que senti durante a leitura foi a identificação imediata do padrão e dos elementos que compõem todos os livros das séries de Riordan: o mesmo personagem principal, a mesma profecia, a mesma garota embarcando na aventura, o mesmo vilão, os mesmos alívios cômicos. Isso faz com que a trama seja bastante previsível. Ainda assim, a leitura vale a pena, especialmente pela expectativa de que todas as histórias se encontrem em algum momento.
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Andreza 28/12/2015

RECOMENDO *u*
Eu gostei bastante do livro, da escrita e principalmente dos personagens.
Cada um deles tem uma personalidade diferente, e foi mais isso que chamou minha atenção.
Também gostei da união que cada um deles tinham uns com os outros, e que eles eram capazes de sacrificar a vida por qualquer um.
Agora, o livro, é realmente bom, engraçado e emocionante muitas das vezes, e vejo que a cada livro que o Tio Rick escreve ele se supera.
Recomendo bastante *u*
Kissus de luz.
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Bia 02/12/2015

Velha demais para Rick Riordan
Conhecido mundialmente pela série "Percy Jackson e os Olimpianos", "A Espada do Verão" é o mais novo livro do famoso escritor Rick Riordan e marca o início da nova saga intitulada "Magnus Chase e os Deuses de Asgard".
Como uma forma de interligar suas obras fictícias, Magnus Chase é primo de Annabeth Chase a companheira fiel de Percy Jackson. Porém diferente dos Olimpianos enfrentados pela garota, Magnus depara-se com os brutos deuses nórdicos e toda a mitologia sobre Vikings que envolve esse universo desconhecido.
Seguindo seu estilo habitual de escrita, "A Espada do Verão" conta basicamente como Magnus entrou em contato com esse novo mundo. O livro inicia-se com o garoto morando na rua após tornar-se órfão com a perda de sua mãe. Contando apenas com a ajuda de outros dois garotos Blitz e Hearthstone para poder arranjar comida, locais para dormir, tomar banho e principalmente fugir de qualquer pessoa que possa lhe causar problemas, como seu tio Randolph.
Antes de morrer, a mãe afastou o garoto de todos os membros da família e mesmo não entendendo o motivo desse distanciamento, Magnus passou a fugir de todos os seus familiares. Portanto ao ser avisado que uma garota loura e um homem mais velho o estavam procurando, o menino entra em pânico e começa a fugir desesperadamente apenas para encontrar seu tio Randolph que prontamente diz à Magnus que pessoas o estão perseguindo para matá-lo já que ele havia completado dezesseis anos.
O que o tio "doidinho" da família não explica é o motivo de um gigante, uma Valquíria e quase metade dos guerreiros do Valhala estarem perseguindo o garoto, fato que ocasiona uma grande confusão na cidade de Boston e dá início ao enredo da narrativa.
Essa resenha não terá nenhum tipo de spoiler, porém preciso adiantar que ela será levemente negativa já que tive alguns problemas com a leitura desse livro e pretendo explicá-los nos parágrafos seguintes. Portanto leitores ou não leitores da obram sintam-se convidados a prosseguir na leitura da resenha.
"A Espada do Verão" é um livro repleto de resenhas positivas, porém ao iniciar a leitura com expectativas elevadas confesso que me decepcionei com o enredo criado por Rick Riordan.
Em primeiro lugar percebi que a obra não iria prender minha atenção, pois infelizmente já não pertenço ao público alvo cujo livro é destinado (getting old sucks). No Goodreads esse livro é classificado como leitura infantil e inclusive ganhou o prêmio de melhor livro para crianças desse ano, portanto é possível perceber que após ter ultrapassado os vinte anos eu não me encaixo no perfil de Riordan.
O que nos leva ao segundo problema: não ter mais paciência para livros desse gênero. Quando era mais nova li os três primeiros volumes da série "Percy Jackson e os Olimpianos" e posteriormente li o primeiro livro da série "As Crônicas dos Kane", portanto ao ler o quinto livro do autor senti inúmeras semelhanças com suas outras obras e isso me desanimou ainda mais.
Durante vários momentos percebe-se que a personalidade de Magnus e Percy são quase idênticas, assim como as situações vividas por ambos os heróis. Riordan segue um padrão em sua escrita e praticamente todos os seus livros seguem a mesma "receita" e no meu caso que já estava familiarizada com as obras do autor era possível prever a direção que a história levaria, o que acabou tornando o livro tedioso em vários momentos.
Magnus tinha uma única missão nesse livro e os inúmeros empecilhos criados pelo autor para atrapalhar a vida do herói deixou o livro arrastado demais, todo capítulo havia um novo problema a ser resolvido e eu (ansiosa como sempre) acabei ficando cansada de esperar Magnus finalmente chegar ao seu destino final.
O único elemento que me tiraria da permanente sensação de déjà vu seria a exploração da mitologia nórdica e nem isso me animou muito. Se você, assim como eu, é fã declarada da série Vikings do History Channel nenhuma explicação feita por Rick Riordan sobre os deuses nórdicos e seus costumes serão novidade.
Porém a obra não é de todo ruim e apresenta algumas qualidades, como por exemplo, o autor tem um jeito bem didático de explicar a mitologia pertencente aos povos Vikings e isso encaixa-se em um ponto positivo do livro. Apesar desse fato não ter sido relevante para mim, os leitores mais novos que não conhecem ou possuem referências sobre esse tópico sairão com uma boa base de conhecimentos históricos sobre essa nova mitologia.
Outros pontos positivos foram a aparição de deuses como Thor, Loki e Odin. Diferentes da versão criada pelos filmes da Marvel, porém engraçadíssimos para os leitores.

"- Espere ai. O que Sam quer dizer de novo? Você já perdeu esse martelo antes?
- Só uma vez - disse Thor. - Mentira, duas. Três se você contar essa, mas não devia, porque não estou admitindo que o martelo sumiu.
- Certo... - concordei. - E como você o perdeu?
- Não sei! - Thor começou a andar de um lado para outro de novo, com o cabelo ruivo e comprido soltando fagulhas e estalando. - Foi só... Puf! Eu tentei refazer meus passos. Tentei o aplicativo Encontre Meu Martelo, mas não funcionou!"

Foi interessante ler a releitura de deuses históricos adaptando-se ao mundo moderno, assistindo séries, aprendendo a usar o Power Point e os Smartphones. Estou tão acostumada a relacionar os vikings com épocas pré-históricas que foi proveitosa essa mudança de ares.
As Valquirías, o poder das runas, o pós morte no Valhala, a participação da völva e a preocupação com o Ragnarök são os elementos mais marcados sobre a mitologia nórdica no livro e o autor explica com maestria o simbolismo e significado de cada tópico.
Com um herói verossímil e diálogos sarcásticos e inteligentes a série "Magnus Chase e os Deuses de Asgard" tem todos os elementos para conquistar seu público alvo. Infelizmente a obra não funcionou comigo, culpo 50% minha idade avançada e os outros 50% o seriado Vikings.
Quando leio sobre deuses nórdicos eu já quero ver homens e mulheres com um machado e escudo na mão, correndo iguais loucos para o campo de batalha com aquele sangue nos olhos e ódio no coração, porque a série de televisão (que é exatamente assim) destruiu minha capacidade de imaginar uma versão suave ou diferente para o povo nórdico e seus deuses (caso não deu para perceber eu fiz uma leve digressão na resenha só para fazer propaganda gratuita desse seriado maravilhoso que todos vocês deveriam assistir).
De volta ao livro, não irei dar continuidade com essa série, porém confesso que buscarei alguns spoilers sobre os outros livros no futuro, já que fiquei curiosa para saber sobre algumas coisas que irão acontecer nos próximos volumes.
A obra fica recomendada à todos que gostam do autor ou se interessam pelo tema abordado, pois as chances de vocês realmente gostarem de "A Espada do Verão" são altíssimas.

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Taty Vasconcelos 24/05/2016

Morrer para Viver
Ao ler as primeiras páginas desse livro a sensação é: Já vi isso em algum lugar, claro que não é exatamente a mesma história, mas tudo é muito parecido com a série Percy Jackson e os olimpianos, Os nomes dos capítulos seguem exatamente as mesmas regras e em alguns momentos tem até algumas cutucadas cheias de referências do tipo "Odeio azul" ou então "Uma caneta que vira uma espada? É a coisa mais idiota que já ouvi" quem leu os outros livros do autor sabe do que estou falando.

Bom, a história gira em torno de Magnus chase que sê vê totalmente envolvido com todo o universo da mitologia nórdica, isso é um ponto forte na escrita do autor, lendo um de seus livros da pra aprender mais sobre o assunto do que sentado em uma sala de aula.

Depois da morte misteriosa de sua mãe, Magnus vai morar na rua, ao encontrar seu tio que nao vê a muitos anos, Ele descobre que é o unico que pode resgatar a Espada do verao que esta perdida ha muitos anos, nessa busca ler encontra um inimigo e acaba morrendo e indo para o hotel valhala.

Mas a vida (?) De morto como ele acaba descobrindo nao tem nada de descanso eterno, pelo contrário, agora começa a grande aventura de Magnus, que com seus novos e velhos amigos partem em uma missão muito simples: Procurar o Lobo mais feroz de todos, adiar o Ragnork e Tentar salvar o mundo.

Apesar dessa sensação de dejà vu no início, a escrita do autor e o grande senso de humor de magnus e seus amigos conseguiram me conquistar.
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Desi Gusson 05/05/2017

Sabe aquela música, Hotel California? Ela te dá uma leve introdução a Valhala…
Ok, confesso que levei um tempo para me habituar a ideia de meu herói ser um morto. O Magnus também demorou a aceitar, pra falar a verdade, e o começo dessa história foi tão rápido e bizarro que estou surpresa por não me perder no caminho pro pós vida dele. Afinal é uma criação do Rick Riordan e, depois de 14 livros, eu já deveria ter me acostumado.
Porém eu não estava preparada para isso.
giphy
Tirando o fato do mocinho estar morto e não ter como desmorrer ele (você, caro leitor, pode reparar que fiquei perturbada com isso) eu já estava no clima do Acampamento Meio Sangue, imaginando um treinamento super legal e aquelas provas “inofensivas” pelas quais os adolescentes passavam. Mas Magnus não faz mais parte desse plano espiritual e nem os colegas de corredor dele. Ou qualquer outro hóspede/residente/prisioneiro do Hotel Valhala (leia VAL-RRA-LA), tirando as Valquírias. O nosso personagem principal estava fadado a passar a ETERNIDADE jogando passatempos e recriando batalhas todos os dias… até a morte. Sim! Até a morte, pois aparentemente se você é esviscerado em Valhala no dia seguinte está novinho em folha e pronto para morrer de forma criativa mais uma vez!
Entendem meu estranhamento?
Até então meu conhecimento de mitologia nórdica provinha do livro Runas, da Joanne Harris, os filmes do Thor e horas e mais horas jogando Age of Mythology. (Ai cara, que saudade)
Runas
Só que o Riordan gosta de dar uma repaginada nos deuses e deixá-los um pouquinho mais… humanos. Como sempre seus deuses são vaidosos, frequentemente esquecem que deveriam cuidar dos humanos e se deixam levar pelo menor desentendimento. Thor, por exemplo é um deus preguiçoso, flatulento e viciado em séries de TV. E beeeeeeeeem diferente do Chris Hemsworth. 😦
E é claro que Loki é ambíguo, sem deixar você saber se simpatizar com ele será uma grande burrada ou não até lá pro fim do livro.
tenor
Mas você pode ter uma visão geral de como as coisas são em volta da Árvore da Vida (que, por acaso é guardada por um esquilo gigantes psicótico) e conhecer anões, elfos e todo tipo de criatura e lenda que a mitologia nórdica tem a oferecer.
Os capítulos desse livro foram nomeados da forma mais engraçada possível! E nem me deixe começar a falar sobre as aparições de Annabeth! Apesar de não haver spoilers propriamente ditos, Tio Rick deve ter uma pessoa encarregada disso, eu aconselho fortemente a leitura de Percy Jackson e os Olimpianos e também Os Heróis do Olimpo. Até As Provações de Apolo tem uma menção de leve a uma crise familiar que Annabeth está enfrentando longe de Nova York.
Tio Rick parece ter um prazer diabólico em misturar elementos de todas as suas séries umas nas outras, e consequentemente assistir seus fãs morrerem um pouquinho cada vez que faz isso. É inexplicável a sensação que sinto quando leio “Percy” nas Crônicas dos Kane, ou em Magnus Chase. Só posso esperar que você que já leu sinta o mesmo e saiba do que estou falando.
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“E por que não 10,0 de uma vez, blogueira?”
Pergunta justa. Eu acho que Magnus poderia ser mais trabalhado. Me acostumei com as palhaçadas dele, mas isso é coisa de todos os personagens principais do Rick. Percy, Apolo, Carter & Sadie são mais distintos, com diferentes “camadas” de personalidade e acho que uma caprichada nesse sentido faria bem ao Magnus.
Também posso ter ficado um pouco entediada no caminho pro final, esperando batalhas épicas e de tirar o folego. Mas ok, é o começo de uma nova série e pensando em como as outras sequencias evoluíram, posso me preparar para toda a ação (e desmembramento e aniquilação de monstros) que eu quero.
Então sim, fiquei obcecada com Magnus quando acabei, e sim, agradeci aos deuses da literatura por já ter a continuação em mãos! Recomendo pra quem goste de coisas esquisitas, mitologia nórdica e obviamente Percy Jackson.
Alias, sinceramente, ainda não me decidi se quero ir pra Valhala quando morrer…

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