As Crônicas de Artur: O Rei do Inverno

As Crônicas de Artur: O Rei do Inverno Bernard Cornwell




Resenhas - O Rei do Inverno


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Batalha 02/09/2009

Sangue, suor e aço... e muitas PAREDES DE ESCUDOS!
Tenho um carinho especial por este livro, pois este foi aquele que me introduziu no mundo de Bernard Cornwell...
Depois deste virei fã do homem e já tenho em minha coleção praticamente todos os livros lançados no Brasil, mais alguns em "pocket book".

O Rei do Inverno foi um livro que me surpreendeu pelo realismo e pela capacidade de prender minha leitura do início ao fim. BC simplesmente reinventou o mito do Rei Artur.

O realismo das cenas de batalha é tão grande que a gente praticamente pode sentir o cheiro de suor e sangue de uma parede de escudos ao longo das páginas...

Impossível não se revoltar com Lancelot, assim como também é impossível não se divertir com as tiradas de Merlin, com amostras do mais fino humor britânico. Ironico e sarcástico...

As religiões antigas, o crescimento da igreja católica, os antigos rituais, à reconstrução de época simplesmente perfeita, as táticas de guerra, as intrigas, a invasão saxônica...

Com esta obra Bernard Cornwell simplesmente me arrebatou! Sem rodeios, sem finais felizes e sem fantasia...

Até o momento, em conjunto com os demais livros da trilogia (pois considero o conjunto como uma obra única) este foi o melhor romance que já li em minha vida.

Depois deste eu comecei a me interessar por romances históricos e agora não consigo mais parar!

Recomendo a todos!
Vanessa 18/03/2013minha estante
Acabo de ler sua resenha, mas não entrei na sua estante ainda. Estou começando a ler a trilogia, mas como você comentou que está interessado em romances históricos, tomei a liberdade de te indicar dois. O primeiro é "Os pilares da Terra" e sua continuação "O muno sem fim" de Ken Follett; e a segunda é uma "La Catedral del Mar" de Ildefonso Falcones, apesar de ser espanhol, acredito que já haja alguma edição por aqui. ;)


Vanessa 18/03/2013minha estante
Acabo de ver que você já leu os de Ken Follett... Espero que não se importe com minha intromissão...


Marcia.Castro 20/09/2020minha estante
Estou terminando o último, Excalibur, lendo aos poucos pra retardar o máximo possível o final! Não quero q termine! Confesso q gostaria que houvesse um pouco mais de romantismo, principalmente em relação à forma como Artur é retratado. Mesmo assim, é uma obra imperdível!!




Claudia 27/04/2010

As Crônicas de Artur
Primeiro livro da trilogia de Cornwell. A história é contada por Derfel, guerreiro e amigo leal de Artur, que conta sem muito misticismo as lutas de Artur e seus guerreiros para garantir a paz na Britânia. Este é exatamente um dos pontos fortes da narrativa de Cornwell, que tornar Artur o mais real possível, deixando de forma questionável a magia que sempre envolveu suas lendas.

Os detalhes que Cornwell traz à obra com suas pesquisas históricas criam um ótimo e claro retrato da época. Detalhes como a vestimenta, comida, bebida, moradia, os reinos, além das excelentes descrições de batalhas, traz um grande realismo à história.

Nesta versão Artur não é rei, mas um guerreiro de bom coração e desde jovem bastante respeitado por seus soldados. Filho bastardo do Rei Uther, Artur faz um juramento a este para garantir o trono ao seu neto recém-nascido, Mordred, para quando estiver em idade de obtê-lo. A história de Artur sempre volta a este juramento.

Personagens que sempre conhecemos pegam uma vestimenta nova, mostrando-se diferentes de como sempre foram vistos, principalmente no caso de Lancelot e Guinevere. A narrativa é envolvente e apaixonante com vários personagens marcantes e fortes como Nimue, Merlin e a própria Guinevere. Obra fantástica e cativante, que conta uma versão diferente de uma história já conhecida. Super recomendado!
Guga 09/12/2015minha estante
Amo esse livro, acabei de ler e adorei. Indico pra quem gosta de muito, mas muito sangue e intrigas.


Claudia 04/01/2016minha estante
Amo esse livro também Guga, e a história continua excelente no segundo e terceiro livro da série!




Evelyn Ruani 19/08/2010

Acho que assim como Igraine, Rainha de Powys, casada com Brochvael e patrona de Derfel, o narrador dessa história, eu ansiava pelo romance e beleza que sempre imaginei na história de Rei Artur. Assim como ela, também, imaginava feitos grandes para personagens como Morgana e Lancelot e ficava esperando flores onde as paisagens só podiam ser áridas, como a realidade: nua e crua.

A história começa com Derfel, um dos mais próximos guerreiros de Artur, reescrevendo a lendária história do próprio Artur a pedido da Rainha Igraine. Gostei muito desse recurso utilizado pelo autor, pois faz com que pareça ainda mais real a nossos olhos. Além disso, a narrativa é bastante objetiva e prende a atenção. O Rei do Inverno é o primeiro livro da coleção "As Crônicas de Artur" e é grande a diferença dessa história com outras tantas já contadas sobre ele. Cornwell, pelo que pude notar na leitura e pelo que escreveu em sua "nota do autor" foi o mais fiel possível aos fatos históricos da época e embasou sua pesquisa em recentes descobertas arqueológicas deste imortal personagem, o que deixa tudo ainda mais interessante.

Sou inegavelmente apaixonada pela história do Rei Artur e confesso que só não fui capaz de dar cinco estrelas a este primeiro volume pelos motivos explicados no começo desta resenha: eu esperei mais beleza, mais romance e mais charme, principalmente em personagens pelos quais sou tão apaixonada como Morgana e Lancelot, mas Cornwell só foi capaz de mostrar a realidade e foi ótimo neste quesito. A culpa das quatro estrelas é toda minha.

Abro um parênteses aqui para dizer que Guinevere se mostrou um pouco melhor aos olhos de Cornwell do que de outros autores que já li. E acho que se talvez tivesse lido primeiro este livro, antes dos demais, principalmente As Brumas de Avalon, talvez eu não a detestasse tanto. Mas não foi o caso, e o sentimento persiste.

Em resumo, ótima história: crua e memorável. Recomendo a leitura.
Lu 19/08/2010minha estante
Que ótima resenha, Ly!

É tão frustrante isso ás vezes: vc sabe que aquele livro tem uma qualidade superior, mas ainda assim a gente se sente incapaz de gostar mais dele, não é mesmo?


Sandra de Oliveira 20/09/2010minha estante
há muito tempo tenho vontade de ler esse livro, mas por algumas críticas negativas, acabei adiando....mas ele está na minha listinha de espera! ótima resenha!


Raíssa 17/02/2014minha estante
compartilho desse seu ódio pela Guinevere, doida pra arrumar um tempo pra ler essa trilogia, tá na minha estante já faz um tempinho


Gerson 11/03/2014minha estante
Ao meu ver Cornwell deu uma nova cor a Guinevere.
Ela é tradicionalmente odiada, é uma sonsa nas "histórias padrão" do rei Artur, é uma rameira nas Brumas de Avalon, mas quando o Cornwell põe a mão... antes de ler a série eu a desprezava, quando li o primeiro desgostei um bocado dela, no segundo passei a odiá-la, mas em "Excalibur", muda totalmente a coisa. Ela virou depois disso, um dos meus personagens favoritos das lendas de Artur.


Carlos 20/10/2014minha estante
Esse é um dos melhores livros que eu já li. Indico




Nicoly 29/06/2020

É o primeiro livro da trilogia então obviamente é introdutório. Sendo assim, seu andamento é lento, principalmente no começo. Gosto de como os personagens mais importantes são apresentados e de como a história foi contada. A sensação que eu tive nesse livro foi de estar lendo literatura épica. A escrita do autor é fantástica.

Fico grata pelo livro ser narrado pelo Derfel, que sendo guerreiro e servo de Artur, tem um olhar mais geral, ficando sempre a par de tudo que acontece, quase como se fosse invisível. Além de ser um maravilhoso personagem.

As batalhas são incríveis, o enredo é interessante e os personagens tem bastante profundidade. Tirando o Arthur, acredito que os outros personagens são totalmente diferentes das demais versões de que eu já tomei conhecimento.
Victor Dantas 29/06/2020minha estante
Tenho muita vontade de ler essa trilogia. Ainda não li nada do Cornwell


Nicoly 29/06/2020minha estante
É a primeira vez que leio algo dele e gostei muito da escrita. Parece que a gente viaja no tempo. Ele é muito fiel a história.




Ibérico 07/01/2009

Cornwell
No verão, por mais que tenha um sol exuberante, é difícil uma pessoa ir à praia enquanto tiver esse livro em mãos.
Mônica 03/10/2011minha estante
eu li em uma semana. Um ano depois, quando comprei os volumes 2 e 3, reli em 3 dias. Sim, era verão, e eu ia à praia de manhã, e passava o resto do dia enfiada no livro.


Rayanne Peixinho 22/11/2013minha estante
Olá, passando pra te convida a curti minha pagina no face. é recém criada, ajude-nos a crescer. Beijos,

https://www.facebook.com/minhabibliotecapessoal




Anica 13/02/2010

O Rei do Inverno (Bernard Cornwell)
Está aí um livro que estou retirando da lista de atraso. O Rei do Inverno foi originalmente publicado em 1995, mas só ganhou tradução aqui no Brasil em 2001. Eu o ignorei solenemente desde os primeiros comentários, tinha cá minha birrinha pessoal contra bestsellers. Mas já vão aí quase 10 anos da publicação e as pessoas continuavam falando do livro, de como era legal, de como passava uma visão diferente das lendas sobre o Rei Artur e então ok, chegou o momento de deixar o preconceito de lado e peguei emprestado com meu tio para conferir.

O Rei do Inverno é o primeiro de três livros que compõem As Crônicas de Artur. Como já fica claro pelo nome, a história gira em torno de Artur, tentando deixar ao máximo de lado o elemento fantástico que vemos nas lendas mais conhecidas (como Excalibur sendo entregue para Artur pela Dama do Lago), focando no aspecto real do que eram aqueles tempos e partindo do teoria de que não houve um rei Artur, mas um equivalente a um general extremamente amado e respeitado chamado Artur. Esqueça daquela história de tirar uma espada de uma pedra e o que mais outras lendas possam ter apresentado porque o que você tem em mãos é mais um romance histórico do que fantasia.

E é um romance histórico, o problema é que as pessoas confundem muito romance histórico com sei lá, registro histórico. Eu não nego o mérito de Cornwell na caracterização do cotidiano das pessoas nos tempos de Artur. O que bebiam, comiam, vestiam. Como eram as batalhas, para que deuses rezavam, como dormiam. É um trabalho muito bem feito e, pelo que consta, baseado em pesquisas. Mas o próprio autor afirma em nota no final do livro que existem poucos registros, portanto o que ele escreve é incerto. Por isso é uma pena que editores tentem vender o livro como a mais fiel história de Artur narrada até hoje porque sem dados concretos fica complicado medir fidelidade. Mesmo Malory ou de Troyes podem ter lá seu quinhão de fidelidade coisa que provavelmente nunca poderemos saber.

Deixando esse detalhe de lado (que nem é culpa do autor, vale destacar), é realmente uma obra bem interessante se lida como um romance. A introdução de Derfel Cadarn como o narrador é uma boa jogada. A ideia é que ele está escrevendo a história de Artur a pedido de uma rainha (Igraine), que esporadicamente o visita para saber a quantas andam os escritos. Com isso, em vários momentos vemos Cornwell brincando com o que já está cristalizado no imaginário popular como um capricho de Igraine.

Como por exemplo, transformar Lancelote em um grande cavaleiro. Confesso que eu sendo fanzoca de Lancelote desde a adolescência foi inicialmente difícil aceitar o príncipe mimado e covarde que nos é apresentado, mas quando ele chega Derfel já envolveu o leitor de tal forma com sua história que chega até a vibrar nos momentos que o narrador dá umas desancadas no que seria o mais famoso dos cavaleiros de Artur.

A questão da magia também é colocada de forma dúbia, o que é bem interessante e colabora com a intenção de aproximar-se ao máximo possível da realidade. Ainda no início Derfel em conversa com Nimue, uma sacerdotisa de Merlin, questiona se não há de fato magia. Tudo parece ser simplesmente uma questão de truque, e mesmo o contato com deuses em vários momentos é relacionado com uso de substâncias alucinógenas, nunca deixando claro de fato se há magia mesmo, embora seja indiscutível a presença da superstição.

Artur é um caso à parte. Na minha adolescência fui apaixonada por lendas arturianas, e a verdade é que todas as versões que eu lia pecavam em um ponto, que era retratar Artur como um bocó fraco. Há sempre alguma personagem que se sobressai, que o domina. Não é o que acontece em O Rei do Inverno, no qual Artur é retratado como um apaixonante Dux Bellorum (warlord), forte e inteligente e cujas falhas do caráter mesmo assim são qualidades: sempre disposto a perdoar os inimigos, acaba criando arapucas para si mesmo no futuro.

É até por conta dessas personagens cativantes que trata-se de um livro gostoso de ler, daqueles que você mal se dá conta que já está quase chegando no fim em poucos dias. E sim, fiquei bastante curiosa sobre a continuação, O Inimigo de Deus, que pretendo ler em breve. E alguém sabe dizer por que não saiu filme dessa trilogia ainda?!
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Sacripanta 15/02/2010minha estante
Pois é, sempre tive essa impressão de que os livros do Bernardo são bastante cinematográficos: enredo razoavelmente linear e sem muitos desvios nem desvarios psicológicos, histórias instigantes... Só falta chamar a Cate Blanchett, o Ian Mckellen, o John Malkovich ou o Jeremy Irons e pronto!!



Na Bienal aqui do Rio, o Cornwell falou que está para sair um filme sobre um livro dele, mas é de um livro de volume único, e não tipo as Crônicas.



Ah, sim, ótima sua resenha.




Priscilla 10/09/2020

O livro é muito bom! A história do grande Artur, pelo ponto de vista de um homem que o conheceu em vida e não está simplesmente cantando e exaltando a lenda!
Demorei um pouco para conseguir me engajar, mas Cornwell faz um ótimo trabalho escrevendo sobre esse universo fantástico, no qual quase acreditamos que a ficção é realidade.
Estou empolgada para ler o resto da trilogia!
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Karina 21/07/2020

Uma aventura digna de reis e rainhas
Logo de início é importante dizer que a história é contada por Derfel já velho, relembrando suas histórias e escrevendo. Nessa epoca, ele se encontra em um mosteiro junto ao bispo Samsum, a quem ele se refere em suas "memórias". 

Assim, a história cruza dois momentos da vida de Derfel: o tempo presente em que ele está no mosteiro e o tempo passado que ele vai relembrando enquanto escreve.

A história é escrita em primeira pessoa e tudo que vemos e presenciamos são as experiências deste locutor e sua trajetória mesmo antes de conhecei Artur, o quase rei.

Toda a narrativa é uma construção muito verossímil, tanto em suas caracterizações histórias, quanto na contrução de personagens complexos (talvez mais complexos que os que hoje vemos na vida real). Os personagens apresentam profundidade psicológica, como no caso de Derfel, o qual estamos sempre por dentro de suas impressões e pensamentos. Há também profundidade de caráter em vários personagens ao longo da história. 

As descrições dos hábitos de vida daquele contexto histórico são tão vividos que nos colocamos na história, mesmo nas cenas desagradáveis (que apesar de desagradáveis são extremamente fiéis a realidade). As informações sobre as invasões saxônicas e sua relevância nesse período de construção da Grã-Bretanha são impressionantes. 

Nimue e Guinevere destacam-se como representantes da figura feminina na história e despertam empatia durante a narrativa. 

A obra é excelente para quem já é fã das histórias arturianas. Recomendo vivamente a todos, mesmo para aqueles que não gostam, é uma ótima oportunidade para começar a ler uma obra de ficção com tanta qualidade como essa. 
Leoterário 21/07/2020minha estante
Parabéns pela resenha.


Karina 21/07/2020minha estante
Obrigada.


Lele 22/07/2020minha estante
Excelente resenha! O livro apresenta muitas cenas de violência?


Karina 22/07/2020minha estante
Bastante. Pra quem é sensível com esses detalhes é bom tomar cuidado. Mas eu diria que é bem fiel a realidade de como foi esse estilo de vida. Muitos rituais com sacrifícios animais, e as batalhas bem violentas.


Lele 26/07/2020minha estante
Nossa não aguento ler coisas desse tipo, ainda bem que me avisou!! Vou pensar muito ainda antes de pegar o livro para ler... obrigada Karina!




Wanderlei 15/07/2009

LIVRO FANTÁSTICO!!!Uma narrativa envolvente e bem construída, traições alianças e um Arthur nobre,fiel e carismático.Não é mais carismático apenas talvez que o próprio Derfel e sua amiga Nimue,que se tornou minha personagem favorita.Os melhores momentos de Derfel realmente são ao lado dela.Artur é o único personagem que parece não pertencer àquela época.Um homem visionário e à frente de seu tempo.Embora simplória, a mentalidade de Artur é uma com conceitos morais e éticos mais próximos dos de hoje, já os demais personagens são dotados de uma ideologia que o autor considerou mais adequada para a época. Sendo um texto realista, não há monstros nem fadas, mas sim vilões e até mesmo heróis que podem provocar pesadelos.As aventuras narradas por Cornwell são tão impressionantes que parecem terem sido escritas na época da idade média. Não é só um livro de aventura, pois engloba a história de uma época onde o crescimento do cristianismo e o modo de vida medieval estão presentes.Quem não leu nada dele, vai estranhar que o livro começa meio lento, mas quando você percebe, você está completamente fascinado e compenetrado pela estória.Sensacional.

"...o homem deve amar a paz, mas se nao puder lutar de todo o caração nunca tera a paz."

"- Bom. A fúria é muito útil, e a querida Nimue tem talento para isso. Uma das coisas que não suporto nos cristãos é sua admiração pela humildade. Imagine transformar a humildade numa virtude! Humildade! Vc consegue imaginar um céu cheio somente de humildes? Que idéia pavorosa! A comida ficaria fria enquanto todo mundo ia passando os pratos uns para os outros.

"Toque nele, Gorfyddyd e sua vida é minha. Irei enterre-la no monte de esterco de Caer Idion e chamar os cães para mijar em cima. Darei sua alma aos espiritos das crianças que não tem brinquedos, manterei você na escuridão até que o ultimo dia termine e cuspirei em você até que comece a proxima era e, mesmo então, senhor rei, seus problemas mal terão começado."

"Derfel, por que você não vai ser útil remendando um remo, ou qualquer coisa que os marinheiros fazem quando não estão se afogando?"
Merlin

"Os cristãos não fazem nada certo, o primeiro deles morreu pregado pregado numa cruz!"
Merlin

"Os druidas não tem permissão de escrever nada, é contra as regras. Assim que você escreve alguma coisa ela se torna fixa. Vira dogma. As pessoas passam a discutir a respeito, ficam autoritárias, referem-se aos textos, produzem manuscritos, discutem mais e logo estão se matando umas as outras. Se você nunca escreve nada ninguém sabe exatamente o que disse , de modo que sempre pode mudar."
Merlin
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Estevão 21/10/2020

Rei do In(f)verno!
Não é minha primeira leitura do Cornwell, mas já se tornou a preferida. A descrição das batalhas e como a história se desenrola na perspectiva de Derfel, me conquistaram. O autor não foca em Artur todo o tempo, mas sim no contexto histórico, político e religioso da época, tecendo uma narrativa singular. Já pretendo emendar o livro dois esse ano ainda e com certeza estará no meu top 5 de 2020.
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Jonas (@castelodepaginas) 11/06/2020

O rei do inverno
Fiz a resenha no meu blog, por favor acessem, se inscrevam e se gostarem adquira pelo link abaixo da obra

site: https://resenhasnonaarte.blogspot.com/2020/06/as-cronicas-de-artur-trilogia.html
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Claudia Beulk - @velejandoporlivros 11/04/2020

Guerreiro Artur
Cada autor que narra os contos de Artur apresenta um ponto de vista e neste livro, primeiro de uma trilogia escrita por Bernard Cornwell, conhecemos o grande guerreiro e líder, fácil de se gostar Artur, porém com falhas como qualquer ser humano. A narrativa é feita pelo personagem Derfel, que fora um de seus guerreiros, e nos apresenta relatos interessantes sobre Lancelot, Guinevere, Morgana, Merlin, entre outros personagens famosos para aqueles interessados nas lendas arturianas. Como em outros livros do autor, o ápice fica por conta das batalhas muito bem narradas, onde o leitor se sente dentro de uma parede de escudos lutando ao lado dos personagens. Destaca-se para a narrativa a importância de Nimue, sacerdotisa e amante de Merlin (apresentada também com outros nomes por outros autores). O Rei do Inverno é uma leitura envolvente que cumpre seu papel de instigar a continuação da leitura dAs Crônicas de Artur.
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valentina 13/08/2020

fantástico, simplesmente. a narração te prende de uma forma absurda, e, como alguém que sempre teve uma dificuldade particular em entender cenas de ação, devo dizer que Cornwell realmente É tudo isso que falam. não há um momento em que a leitura seja penosa, mesmo com os diversos nomes de lugares e pessoas estranhas. valeu muito a pena
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jusousan 01/08/2020

As crônicas de Artur: O Rei do Inverno
O Rei do Inverno conta a história mais fiel de Artur narrada até hoje. A partir de varias fatos e narrativas, o autor Bernard Corwell, retrata o maior de todos os guerreiros que luta para manter unida a Britânia.

Antes de mais nada, gostaria de alertar a você leitor que deseja se aventurar por esse romance e que não gosta muito de textos longos ou narrativas que tendem ao lento, afinal nesta tem um pouco dessa característica e pode acabar se tornando um pouco difícil no começo dos capítulos. Mas, confie em mim, logo tudo flui e você não se arrependerá.

Começo minha resenha indicando esta primorosa obra. Bernarnd trouxe neste romance tudo o que uma boa história deve ter. O autor consegue ter uma boa estrutura interna e organiza da melhor forma possível seus personagens, suas personalidades e toda a história se desenrola. Sim, sei que são muitos nomes, muitos lugares e muitas coisas acontecendo, mas logo você estará habituado. Me envolvi muito com a história e a escrita desde o começo e foi aí que eu soube que seria um ótimo livro. Percorri lugares junto aos protagonistas. Adentrei em suas guerras físicas e emocionais. Me senti no campo de batalha. Fiz tantas marcações e desejo logo dar continuidade aos outros volumes.
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Marlon Teske 21/03/2011

Formando a Parede de Escudos
Muitos conhecem as lendas que permeiam a história de Artur, o cavaleiro bretão que; trazendo consigo Excalibur, a espada mágica provinda do Outro Mundo - expulsou os saxões da bretanha e firmou um império de paz em plena idade das trevas. Também é de conhecimento geral que toda essa história pode ter realmente ocorrido como talvez nem mesmo um guerreiro chamado Artur tenha existido algum dia.

Porém, das muitas encarnações desta história, Bernard Cornwell nos trouxe, sem dúvida de erro, a mais verídica. Em O Rei do Inverno, somos apresentados a uma Bretanha superticiosa, mergulhada em guerra civil, sofrendo com doenças e com a ignorância do povo após o declínio do Império Romano que deixou para trás apenas suas ruínas e a tecnologia bélica da parede de escudos. E por detrás destas é que Artur se ergue.

Apesar de alguns anacronismos (dos quais o autor se desculpou, caso contrário eu sequer teria notado) como a presença de Merlin e de Lancelot já nesta parte da história, ela é descrita de tal forma e com uma crueldade tão simplória que em alguns momentos você se sente em meio a turba, empurrando escudos e brandindo lanças contra o inimigo visivelmente superior em uma era de ignorância, medo e combates.

Talvez ele pareça um pouco forte para um leitor ávido por romances perfeitos e histórias bonitas, por que o que mais se encontra no transcorrer das páginas são sangue, suor e a devassidão de exércitos invadores que pilham, matam e estupram numa época em que o conceito do cristianismo ainda estava sendo difundido no coração de um povo fortemente pagão.

Um livro épico não apenas pelo seu teor mas pelo ritmo imposto pelo autor que nos leva de uma página para outra desejando conhecer um pouco mais sobre os lugares e pessoas daquela Bretanha há muito perdida. Personagens cuja força reside justamente em sua simplicidade, devoção e crença em seus deuses e na força de seus braços.

Não apenas recomendado, mas sim obrigatório.

Lido em Março de 2011
Eder 16/04/2011minha estante
Excelente resenha para um excelente livro. A forma com Cornwell descreve os fatos e as pessoas nos faz desejar que realmente tenham existido.




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