As Crônicas de Artur: O Rei do Inverno

As Crônicas de Artur: O Rei do Inverno Bernard Cornwell




Resenhas - O Rei do Inverno


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Batalha 02/09/2009

Sangue, suor e aço... e muitas PAREDES DE ESCUDOS!
Tenho um carinho especial por este livro, pois este foi aquele que me introduziu no mundo de Bernard Cornwell...
Depois deste virei fã do homem e já tenho em minha coleção praticamente todos os livros lançados no Brasil, mais alguns em "pocket book".

O Rei do Inverno foi um livro que me surpreendeu pelo realismo e pela capacidade de prender minha leitura do início ao fim. BC simplesmente reinventou o mito do Rei Artur.

O realismo das cenas de batalha é tão grande que a gente praticamente pode sentir o cheiro de suor e sangue de uma parede de escudos ao longo das páginas...

Impossível não se revoltar com Lancelot, assim como também é impossível não se divertir com as tiradas de Merlin, com amostras do mais fino humor britânico. Ironico e sarcástico...

As religiões antigas, o crescimento da igreja católica, os antigos rituais, à reconstrução de época simplesmente perfeita, as táticas de guerra, as intrigas, a invasão saxônica...

Com esta obra Bernard Cornwell simplesmente me arrebatou! Sem rodeios, sem finais felizes e sem fantasia...

Até o momento, em conjunto com os demais livros da trilogia (pois considero o conjunto como uma obra única) este foi o melhor romance que já li em minha vida.

Depois deste eu comecei a me interessar por romances históricos e agora não consigo mais parar!

Recomendo a todos!
Vanessa 18/03/2013minha estante
Acabo de ler sua resenha, mas não entrei na sua estante ainda. Estou começando a ler a trilogia, mas como você comentou que está interessado em romances históricos, tomei a liberdade de te indicar dois. O primeiro é "Os pilares da Terra" e sua continuação "O muno sem fim" de Ken Follett; e a segunda é uma "La Catedral del Mar" de Ildefonso Falcones, apesar de ser espanhol, acredito que já haja alguma edição por aqui. ;)


Vanessa 18/03/2013minha estante
Acabo de ver que você já leu os de Ken Follett... Espero que não se importe com minha intromissão...




Claudia 27/04/2010

As Crônicas de Artur
Primeiro livro da trilogia de Cornwell. A história é contada por Derfel, guerreiro e amigo leal de Artur, que conta sem muito misticismo as lutas de Artur e seus guerreiros para garantir a paz na Britânia. Este é exatamente um dos pontos fortes da narrativa de Cornwell, que tornar Artur o mais real possível, deixando de forma questionável a magia que sempre envolveu suas lendas.

Os detalhes que Cornwell traz à obra com suas pesquisas históricas criam um ótimo e claro retrato da época. Detalhes como a vestimenta, comida, bebida, moradia, os reinos, além das excelentes descrições de batalhas, traz um grande realismo à história.

Nesta versão Artur não é rei, mas um guerreiro de bom coração e desde jovem bastante respeitado por seus soldados. Filho bastardo do Rei Uther, Artur faz um juramento a este para garantir o trono ao seu neto recém-nascido, Mordred, para quando estiver em idade de obtê-lo. A história de Artur sempre volta a este juramento.

Personagens que sempre conhecemos pegam uma vestimenta nova, mostrando-se diferentes de como sempre foram vistos, principalmente no caso de Lancelot e Guinevere. A narrativa é envolvente e apaixonante com vários personagens marcantes e fortes como Nimue, Merlin e a própria Guinevere. Obra fantástica e cativante, que conta uma versão diferente de uma história já conhecida. Super recomendado!
Guga 09/12/2015minha estante
Amo esse livro, acabei de ler e adorei. Indico pra quem gosta de muito, mas muito sangue e intrigas.


Claudia 04/01/2016minha estante
Amo esse livro também Guga, e a história continua excelente no segundo e terceiro livro da série!




Evelyn Ruani 19/08/2010

Acho que assim como Igraine, Rainha de Powys, casada com Brochvael e patrona de Derfel, o narrador dessa história, eu ansiava pelo romance e beleza que sempre imaginei na história de Rei Artur. Assim como ela, também, imaginava feitos grandes para personagens como Morgana e Lancelot e ficava esperando flores onde as paisagens só podiam ser áridas, como a realidade: nua e crua.

A história começa com Derfel, um dos mais próximos guerreiros de Artur, reescrevendo a lendária história do próprio Artur a pedido da Rainha Igraine. Gostei muito desse recurso utilizado pelo autor, pois faz com que pareça ainda mais real a nossos olhos. Além disso, a narrativa é bastante objetiva e prende a atenção. O Rei do Inverno é o primeiro livro da coleção "As Crônicas de Artur" e é grande a diferença dessa história com outras tantas já contadas sobre ele. Cornwell, pelo que pude notar na leitura e pelo que escreveu em sua "nota do autor" foi o mais fiel possível aos fatos históricos da época e embasou sua pesquisa em recentes descobertas arqueológicas deste imortal personagem, o que deixa tudo ainda mais interessante.

Sou inegavelmente apaixonada pela história do Rei Artur e confesso que só não fui capaz de dar cinco estrelas a este primeiro volume pelos motivos explicados no começo desta resenha: eu esperei mais beleza, mais romance e mais charme, principalmente em personagens pelos quais sou tão apaixonada como Morgana e Lancelot, mas Cornwell só foi capaz de mostrar a realidade e foi ótimo neste quesito. A culpa das quatro estrelas é toda minha.

Abro um parênteses aqui para dizer que Guinevere se mostrou um pouco melhor aos olhos de Cornwell do que de outros autores que já li. E acho que se talvez tivesse lido primeiro este livro, antes dos demais, principalmente As Brumas de Avalon, talvez eu não a detestasse tanto. Mas não foi o caso, e o sentimento persiste.

Em resumo, ótima história: crua e memorável. Recomendo a leitura.
Lu 19/08/2010minha estante
Que ótima resenha, Ly!

É tão frustrante isso ás vezes: vc sabe que aquele livro tem uma qualidade superior, mas ainda assim a gente se sente incapaz de gostar mais dele, não é mesmo?


Sandra de Oliveira 20/09/2010minha estante
há muito tempo tenho vontade de ler esse livro, mas por algumas críticas negativas, acabei adiando....mas ele está na minha listinha de espera! ótima resenha!


Raíssa 17/02/2014minha estante
compartilho desse seu ódio pela Guinevere, doida pra arrumar um tempo pra ler essa trilogia, tá na minha estante já faz um tempinho


Gerson 11/03/2014minha estante
Ao meu ver Cornwell deu uma nova cor a Guinevere.
Ela é tradicionalmente odiada, é uma sonsa nas "histórias padrão" do rei Artur, é uma rameira nas Brumas de Avalon, mas quando o Cornwell põe a mão... antes de ler a série eu a desprezava, quando li o primeiro desgostei um bocado dela, no segundo passei a odiá-la, mas em "Excalibur", muda totalmente a coisa. Ela virou depois disso, um dos meus personagens favoritos das lendas de Artur.


Carlos 20/10/2014minha estante
Esse é um dos melhores livros que eu já li. Indico




Ibérico 07/01/2009

Cornwell
No verão, por mais que tenha um sol exuberante, é difícil uma pessoa ir à praia enquanto tiver esse livro em mãos.
Mônica 03/10/2011minha estante
eu li em uma semana. Um ano depois, quando comprei os volumes 2 e 3, reli em 3 dias. Sim, era verão, e eu ia à praia de manhã, e passava o resto do dia enfiada no livro.


Rayanne Peixinho 22/11/2013minha estante
Olá, passando pra te convida a curti minha pagina no face. é recém criada, ajude-nos a crescer. Beijos,

https://www.facebook.com/minhabibliotecapessoal




Anica 13/02/2010

O Rei do Inverno (Bernard Cornwell)
Está aí um livro que estou retirando da lista de atraso. O Rei do Inverno foi originalmente publicado em 1995, mas só ganhou tradução aqui no Brasil em 2001. Eu o ignorei solenemente desde os primeiros comentários, tinha cá minha birrinha pessoal contra bestsellers. Mas já vão aí quase 10 anos da publicação e as pessoas continuavam falando do livro, de como era legal, de como passava uma visão diferente das lendas sobre o Rei Artur e então ok, chegou o momento de deixar o preconceito de lado e peguei emprestado com meu tio para conferir.

O Rei do Inverno é o primeiro de três livros que compõem As Crônicas de Artur. Como já fica claro pelo nome, a história gira em torno de Artur, tentando deixar ao máximo de lado o elemento fantástico que vemos nas lendas mais conhecidas (como Excalibur sendo entregue para Artur pela Dama do Lago), focando no aspecto real do que eram aqueles tempos e partindo do teoria de que não houve um rei Artur, mas um equivalente a um general extremamente amado e respeitado chamado Artur. Esqueça daquela história de tirar uma espada de uma pedra e o que mais outras lendas possam ter apresentado porque o que você tem em mãos é mais um romance histórico do que fantasia.

E é um romance histórico, o problema é que as pessoas confundem muito romance histórico com sei lá, registro histórico. Eu não nego o mérito de Cornwell na caracterização do cotidiano das pessoas nos tempos de Artur. O que bebiam, comiam, vestiam. Como eram as batalhas, para que deuses rezavam, como dormiam. É um trabalho muito bem feito e, pelo que consta, baseado em pesquisas. Mas o próprio autor afirma em nota no final do livro que existem poucos registros, portanto o que ele escreve é incerto. Por isso é uma pena que editores tentem vender o livro como a mais fiel história de Artur narrada até hoje porque sem dados concretos fica complicado medir fidelidade. Mesmo Malory ou de Troyes podem ter lá seu quinhão de fidelidade coisa que provavelmente nunca poderemos saber.

Deixando esse detalhe de lado (que nem é culpa do autor, vale destacar), é realmente uma obra bem interessante se lida como um romance. A introdução de Derfel Cadarn como o narrador é uma boa jogada. A ideia é que ele está escrevendo a história de Artur a pedido de uma rainha (Igraine), que esporadicamente o visita para saber a quantas andam os escritos. Com isso, em vários momentos vemos Cornwell brincando com o que já está cristalizado no imaginário popular como um capricho de Igraine.

Como por exemplo, transformar Lancelote em um grande cavaleiro. Confesso que eu sendo fanzoca de Lancelote desde a adolescência foi inicialmente difícil aceitar o príncipe mimado e covarde que nos é apresentado, mas quando ele chega Derfel já envolveu o leitor de tal forma com sua história que chega até a vibrar nos momentos que o narrador dá umas desancadas no que seria o mais famoso dos cavaleiros de Artur.

A questão da magia também é colocada de forma dúbia, o que é bem interessante e colabora com a intenção de aproximar-se ao máximo possível da realidade. Ainda no início Derfel em conversa com Nimue, uma sacerdotisa de Merlin, questiona se não há de fato magia. Tudo parece ser simplesmente uma questão de truque, e mesmo o contato com deuses em vários momentos é relacionado com uso de substâncias alucinógenas, nunca deixando claro de fato se há magia mesmo, embora seja indiscutível a presença da superstição.

Artur é um caso à parte. Na minha adolescência fui apaixonada por lendas arturianas, e a verdade é que todas as versões que eu lia pecavam em um ponto, que era retratar Artur como um bocó fraco. Há sempre alguma personagem que se sobressai, que o domina. Não é o que acontece em O Rei do Inverno, no qual Artur é retratado como um apaixonante Dux Bellorum (warlord), forte e inteligente e cujas falhas do caráter mesmo assim são qualidades: sempre disposto a perdoar os inimigos, acaba criando arapucas para si mesmo no futuro.

É até por conta dessas personagens cativantes que trata-se de um livro gostoso de ler, daqueles que você mal se dá conta que já está quase chegando no fim em poucos dias. E sim, fiquei bastante curiosa sobre a continuação, O Inimigo de Deus, que pretendo ler em breve. E alguém sabe dizer por que não saiu filme dessa trilogia ainda?!
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Sacripanta 15/02/2010minha estante
Pois é, sempre tive essa impressão de que os livros do Bernardo são bastante cinematográficos: enredo razoavelmente linear e sem muitos desvios nem desvarios psicológicos, histórias instigantes... Só falta chamar a Cate Blanchett, o Ian Mckellen, o John Malkovich ou o Jeremy Irons e pronto!!



Na Bienal aqui do Rio, o Cornwell falou que está para sair um filme sobre um livro dele, mas é de um livro de volume único, e não tipo as Crônicas.



Ah, sim, ótima sua resenha.




Wanderlei 15/07/2009

LIVRO FANTÁSTICO!!!Uma narrativa envolvente e bem construída, traições alianças e um Arthur nobre,fiel e carismático.Não é mais carismático apenas talvez que o próprio Derfel e sua amiga Nimue,que se tornou minha personagem favorita.Os melhores momentos de Derfel realmente são ao lado dela.Artur é o único personagem que parece não pertencer àquela época.Um homem visionário e à frente de seu tempo.Embora simplória, a mentalidade de Artur é uma com conceitos morais e éticos mais próximos dos de hoje, já os demais personagens são dotados de uma ideologia que o autor considerou mais adequada para a época. Sendo um texto realista, não há monstros nem fadas, mas sim vilões e até mesmo heróis que podem provocar pesadelos.As aventuras narradas por Cornwell são tão impressionantes que parecem terem sido escritas na época da idade média. Não é só um livro de aventura, pois engloba a história de uma época onde o crescimento do cristianismo e o modo de vida medieval estão presentes.Quem não leu nada dele, vai estranhar que o livro começa meio lento, mas quando você percebe, você está completamente fascinado e compenetrado pela estória.Sensacional.

"...o homem deve amar a paz, mas se nao puder lutar de todo o caração nunca tera a paz."

"- Bom. A fúria é muito útil, e a querida Nimue tem talento para isso. Uma das coisas que não suporto nos cristãos é sua admiração pela humildade. Imagine transformar a humildade numa virtude! Humildade! Vc consegue imaginar um céu cheio somente de humildes? Que idéia pavorosa! A comida ficaria fria enquanto todo mundo ia passando os pratos uns para os outros.

"Toque nele, Gorfyddyd e sua vida é minha. Irei enterre-la no monte de esterco de Caer Idion e chamar os cães para mijar em cima. Darei sua alma aos espiritos das crianças que não tem brinquedos, manterei você na escuridão até que o ultimo dia termine e cuspirei em você até que comece a proxima era e, mesmo então, senhor rei, seus problemas mal terão começado."

"Derfel, por que você não vai ser útil remendando um remo, ou qualquer coisa que os marinheiros fazem quando não estão se afogando?"
Merlin

"Os cristãos não fazem nada certo, o primeiro deles morreu pregado pregado numa cruz!"
Merlin

"Os druidas não tem permissão de escrever nada, é contra as regras. Assim que você escreve alguma coisa ela se torna fixa. Vira dogma. As pessoas passam a discutir a respeito, ficam autoritárias, referem-se aos textos, produzem manuscritos, discutem mais e logo estão se matando umas as outras. Se você nunca escreve nada ninguém sabe exatamente o que disse , de modo que sempre pode mudar."
Merlin
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Marlon Teske 21/03/2011

Formando a Parede de Escudos
Muitos conhecem as lendas que permeiam a história de Artur, o cavaleiro bretão que; trazendo consigo Excalibur, a espada mágica provinda do Outro Mundo - expulsou os saxões da bretanha e firmou um império de paz em plena idade das trevas. Também é de conhecimento geral que toda essa história pode ter realmente ocorrido como talvez nem mesmo um guerreiro chamado Artur tenha existido algum dia.

Porém, das muitas encarnações desta história, Bernard Cornwell nos trouxe, sem dúvida de erro, a mais verídica. Em O Rei do Inverno, somos apresentados a uma Bretanha superticiosa, mergulhada em guerra civil, sofrendo com doenças e com a ignorância do povo após o declínio do Império Romano que deixou para trás apenas suas ruínas e a tecnologia bélica da parede de escudos. E por detrás destas é que Artur se ergue.

Apesar de alguns anacronismos (dos quais o autor se desculpou, caso contrário eu sequer teria notado) como a presença de Merlin e de Lancelot já nesta parte da história, ela é descrita de tal forma e com uma crueldade tão simplória que em alguns momentos você se sente em meio a turba, empurrando escudos e brandindo lanças contra o inimigo visivelmente superior em uma era de ignorância, medo e combates.

Talvez ele pareça um pouco forte para um leitor ávido por romances perfeitos e histórias bonitas, por que o que mais se encontra no transcorrer das páginas são sangue, suor e a devassidão de exércitos invadores que pilham, matam e estupram numa época em que o conceito do cristianismo ainda estava sendo difundido no coração de um povo fortemente pagão.

Um livro épico não apenas pelo seu teor mas pelo ritmo imposto pelo autor que nos leva de uma página para outra desejando conhecer um pouco mais sobre os lugares e pessoas daquela Bretanha há muito perdida. Personagens cuja força reside justamente em sua simplicidade, devoção e crença em seus deuses e na força de seus braços.

Não apenas recomendado, mas sim obrigatório.

Lido em Março de 2011
Eder 16/04/2011minha estante
Excelente resenha para um excelente livro. A forma com Cornwell descreve os fatos e as pessoas nos faz desejar que realmente tenham existido.




Lucas 30/05/2009

Arthur em carne, osso e sangue.
Faço essa resenha para os três livros.

Já havia lido outros livros sobre a história do Rei Arthur. Inclusive a trilogia da Mary Stewart, que listei dentre os lidos.

E talvez não tivesse o interesse em ler mais uma, se não fosse, confesso, a chamada que lí em um 'busdoor'. Dizia lá que Arthur não era rei. Fui me inteirar sobre o livro e descobri, antes de ler, que o livro fora escrito a partir de novas descobertas arqueológicas e históricas feitas sobre o mito e sobre a ilha durante a época em que teria vivido o filho de Uther Pendragon.

Nestes aspectos, o livro realmente surpreende. Primeiro, ao tratar o Rei Arthur não mais como aquele herói normalmente retratado nos filmes hollywoodianos. Pelo contrário. Arthur beira o inocente que vive um sonho de união de uma ilha dividida por povos diversos, inimigos, religiões que convivem em permanente conflito. O livro retrata, com sofisticação de detalhes, uma alta idade média de batalhas reais, de sangue e morte, de dor e sujeira, de doença e miséria. Não há nada de bonito. É um épico de violência. Muito mais próximo do filme Excalibur, da década de 80.

O livro tem a audácia de mostrar Arthur como alguém a quem o reino cai no colo, contra sua vontade. Mostra Arthur defendendo um reino perdido, para um rei corrupto. Mostra a derrota das religiões pagãs para um cristianismo corruptor.

E tudo isso é contado com uma qualidade de imagens e diálogos, com uma ambientação perfeitamente convincente.

Mas não é só por isso que o livro é fenomenal. A história de Arthur e do reino, da távola redonda, de Guinevere e Lancelot, de Mordred, Merlin e Morgana é contada com brilhantismo, onde os personagens se relacionam em diversos campos: do religioso ao político, do militar ao das relações de amor e paixão.

A batalhas são descritas com riquezas de detalhes sem se tornarem enfadonhas ou desnecessárias, a partir do ponto de vista dos guerreiros em campo de batalha, onde a espada traça um corte ao lado da sua cabeça e o sangue jorra aos seus pés.

Tudo isso é feito com uma qualidade narrativa que falta aos romances de ficção histórica.

O livro nos segura com acontecimentos que levam a consequências que levam a outras que não podem ser impedidas, em um processo interminável que, sabe-se de início, levará a um inevitável fim trágico, ao qual todos os leitores esperam ansiosamente chegar, porque um caminho assim tão maravilhosos, não pode nos levar a um final ruim.

E têm razão em esperar.

E também não. Mas é para ser lido.
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Pappa 13/11/2009

O Arthur Real
Os três livros das crônicas de Arthur de Bernard Cornwell (O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur) contam a história de um orfão, Derfel Cadarn, que cresce aos cuidados de Merlim, junto com muitas outras crianças, para enfim se tornar amigo e companheiro de batalhas do famoso (Rei) Arthur.

As histórias da távola redonda já foram desmembradas e usadas à exaustão em diversos livros e filmes. Porém a maior parte destas obras é muito pouco imaginativa e nada original, parando no cliche do rei Arthur, das batalhas e estilo de vida medievais. Os heróis são honrados e imbatíveis, são seres humanos perfeitos, enquanto os bandidos são seres desprezíveis e mesquinhos. É claro que As Crônicas de Arthur não conseguem se descolar totalmente deste cenário, mas elas adicionam muito mais à essa trama batida, fazem dos famosos personagens (Arthur, Guinevere, Lancelot, Merlin etc) humanos e não lendas. Dá uma visão diferente da história, uma visão mais encaixada com dados históricos do suposto período em que Arthur viveu (o trabalho de pesquisa nas obras de Bernard Cornwell é sempre excepcional).

As batalhas são as partes mais emocionantes. Não são só a glória e a estética que vemos nos filmes, são feitas de suor, dor, força. Não vemos briguinhas de capa-e-espada, vemos paredes de escudos frente a frente, esperando o momento certo, chocando-se e depois a carnificina das espadas que passam entre os vãos. E ainda bem que elas são de certa maneira numerosas, porém não superutilizadas. Mesmo nas partes que teoricamente seriam as mais chatas, como a parte política que Arthur busca entre os reinos ingleses para lutar contra os invasores, são muito bem escritas, e assim não deixam o ritmo dos livros diminuir ou tornarem-se enfadonhos.

Outro ponto interessantíssimo da saga são as partes que envolvem Merlin. A magia é uma parte fundamental em todos os livros com esta temática, e aqui não é diferente. Porém mais uma vez Cornwell se destaca: nunca temos certeza se as coisas acontecem pela magia ou por coincidência. Merlin é respeitado pela crendice popular, mas não vemos raios saindo de suas mãos, ou qualquer outro tipo de magia "pirográfica". Em muitas passagens temos certeza que ele é apenas um velho esperto, se aproveitando da ignorancia dos homens ao seu redor, em outros ele realmente parece ter poder além das leis da física, mas mesmo assim sempre existe uma dúvida pairando sobre ele. A religião também aparece na trama, como um contraponto à magia, e a luta entre os pagãos e os cristãos é parte ativa nos livros.

Enfim é uma tentativa de sucesso de colocar a lenda de Arthur ligada a história real. Para mim é quase que um novo gênero de romance que me agrada muito.
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Miguel 04/09/2015

O Rei do Inverno
A primeira coisa que eu tenho a falar sobre não so o Rei do Inverno, mas de todas As crônicas de Artur é que são uma coleção digna de se tornar um clássico, de tão incrível que são. Mas vamos nos focar no Rei do Inverno.
O livro realmente começa lento, muito lento, inclusive eu desisti de lê-lo umas duas vezes antes de conseguir terminar a leitura. O início do livro é assim porque são apresentados todos os personagens, que não são poucos, e todo o contexto para a história. Deve-se deixar claro que apesar de ser uma história arturiana, o personagem central da trama e o seu narrador é Derfel, um personagem carismático como pouquíssimos.
Após esse início um tanto maçante, a historia começa a se desenrolar de uma maneira incrível, com traições e batalhas. Sobre isso devo dizer que Cornwell consegue narrar uma batalha medieval de maneira espetacular, o modo como ele descreve uma parede de escudos (acostumem-se com isso, vocês verão muitas no desenrolar da história) é algo que eu nunca li antes, e isso somado com suas tramas complexas, o torna, para mim, um dos melhores escritores atualmente.
Eu recomendo esse livro para todos que já leram alguma historia arturiana, principalmente quem já leu As Brumas de Avalon, mas já aviso que as histórias se divergem bastante, e isso pode causar estranhamento em quem ler as duas obras; eu, por exemplo, li primeiro as Crônicas de Artur antes de ler As Brumas, e vi uma diferença gigantesca entre os personagens e suas características em cada livro.
Eu também recomendo para todos aqueles que gostam de histórias de fantasia, histórias medievais, guerra...enfim, para todos aqueles que apreciam uma boa história. E também peço que não cometam o mesmo erro que eu, antes de pensarem em desistir da leitura do Rei do Inverno, leiam pelo menos até a metade dele, eu prometo que vocês não irão se arrepender.
Rodrigo 12/09/2015minha estante
Esse é o tipo de resenha que eu precisava ler pois como você também tive dificuldades com o inicio do livro, mas vou me esforçar pra seguir em frente assim que começa-lo de novo. Espero dessa vez chegar na parte menos parada e começar a apreciar melhor a historia.


Sil 31/01/2016minha estante
Nossa, eu tambem estava precisando dessa sua resenha. Vi muitas pessoas escreverem que é bom, mas isso ja aconteceu com outros livros tambem e no final me decepcionei totalmente. Vendo que mais pessoas pensaram em largar esse livro no começo, estou animada novamente para continuar. OBRIGADAAA!!! :D




Rico 24/12/2009

Perfeito
Bernard Cornwell mostra um Artur como nunca vimos. Baseia-se em fatos e documentos Históricos pra escrever o primeiro livro desta trilogia maravilhosa.

Um mestre em criar personagens cativantes.

Não são raros os momentos em que vc se sente no meio da batalha graças a sua narrativa rica em detalhes.

São poucos os autores q me fazem chorar, rir e não querer largar um livro...Bernard Cornwell é um deles.
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Diego Matos 18/02/2012

Simplesmente alucinante
Uma história classica contada com uma primorosidade apaixonante. Bernard Cornwell renova a lenda de Arthur com uma roupagem mais históriaca e menos mística apresentando personagens delirantes e fantatiscos como o narrados da história um lanceiro incrivel e um dos corações mais nobres que já conheci.
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spoiler visualizar
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Serafim 06/04/2012

Crescente
Começa num marasmo que chega a enjoar, pois os nomes que surgem não são familiares e repetitivos dando ao início uma confusão que leva a quase desistir do restante do livro.
Mas ainda bem que parei no "quase"!!
Com o desenrolar da história, começa ficar bom. Na 3° parte o leitor ja esta apaixonado pelo livro se sentindo na idade média, com um elmo na cabeça, armadura, uma espada em uma mão e a lança na outra bem no meio de uma parede de escudos!!
Os últimos 2 capitulos (metade em diante) são ]mais apaixonantes ainda,são viciantes!! Um dinamismo onde tudo começar a acontecer e vc é colocado realmente no centro de uma batalha, com muito suor, orgulho e sangue!!
Esse romance contraria tudo o que conhecemos sobre as lendas de Arthur, vc começa a por vários conceitos que tinha sobre Lancelot, Guenever, Gallaad, Merlin e o próprio Arthur por agua abaixo.
O livro mostra o lado 'humano' dos personagens demonstrado fraquezas e virtudes como ego, vergonha, medo, angustia, falsidade, entre outros sentimentos mas sem perder o romantismo da lenda.
Muito bom o livro, pra quem gosta de história, principalmente da idade média sendo um livro que quase parece um documento historico.
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mara sop 07/12/2009

As Cronicas de Artur - O Rei do Inverno
Trilogia fantastica!

Narrado por Derfel Cadarn, conta a saga de Artur e seus cavaleiros da Tavola Redonda através de uma visão historia do periodo pós queda do Imperio Romano.

Recomendo pra todos!
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