Codinome Lady V

Codinome Lady V Lorraine Heath




Resenhas - Codinome Lady V


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Ana 12/01/2017

Codinome Lady "eu sei o que quero"
Minerva Dodger é uma solteirona. Não por falta de propostas ou até mesmo de opções. Talvez seja por não ser uma beldade. Ou até mesmo por ser sempre tão franca, coisa que a sociedade e, principalmente, os homens, não toleram. Mas a verdade é que Minerva não quer saber de nenhuma delas. Ela se recusa terminantemente a ter menos do que merece, a viver em um casamento sem amor, só porque a Sociedade acha que é o dever dela ser uma esposa. Com isso em mente e aceitando o fato de que provavelmente nunca saberá o que é o amor, Minerva vai ao Clube Nightingale - onde homens e mulheres costumam ir secretamente ter encontros sórdidos -, para experimentar, nem que seja por uma noite, como é ser desejada por um homem. Usando o codinome Lady V, ela acaba se encontrando lá com o Duque Ashebury, que é bem conhecido pelo seu charme, ela não pensa duas vezes ao decidir que ele é exatamente o que ela precisa para aquela noite. Mas será que só uma noite irá ser suficiente?

Esse foi meu primeiro contato com algo escrito pela Lorraine, e só posso dizer que amei. Os personagens são cativantes ao ponto de você querer saber mais sobre cada um deles. A escrita é leve e fluída. Entretanto senti que faltou aprofundamento nos momentos individuais dos protagonistas. A história de Ashe, por exemplo, poderia ter sido bem mais aproveitada pela autora. Assim como a vida de Minerva, que é descrita como uma mulher bastante independente, mas que não teve muito destaque, a não ser nos momentos que tivesse relacionado a algum pretendente. Apesar disso e de um certo rumo na história que a autora tomou que não me agradou muito, o seu desenrolar foi gratificante. Tanto que ignorei o meu pequeno descontentamento e apreciei seu final.

Temos aqui uma história típica dos romances de época: uma mocinha que procura o amor e acaba o encontrando em um libertino. Mas não se atenha apenas nisso, temos também uma premissa instigante, que, juntamente com a ousadia e o charme da escrita de Lorraine, faz a história desses dois ser apaixonante.
Lulubernardes 14/01/2017minha estante
Gostei da sinceridade, eu realmente estou bem saturada de mocinhos libertinos, é sempre a mesma coisa: Um homem que sofreu um trauma no passado e por isso se acha no direito de usar as mulheres para suas necessidades sem se importar com os sentimentos delas. Estou lendo porque eu achei a premissa de confusão que a identidade secreta da mocinha poderia causar interessante, mas por enquanto está tudo bem mais do mesmo. Não que seja ruim, ela escreve bem, mas não tem novidade já que ela usa muito isso de libertino coitadinho que sofreu no passado.


Ana 14/01/2017minha estante
Então, Lulu isso é o clichê dos romances de época, né. Na verdade, da maioria dos romances (sempre alguém sofreu muito no passado). É bem difícil achar algum que não siga esse estilo, da mocinha e o libertino. Mas gostei da escrita da autora e dos personagem, porém acho que faltou algo...


Key 31/05/2017minha estante
Eu fiquei com a impressão que o Edward é apaixonado pela Julia, alguém mais ficou com essa impressão?
Já tem um segundo livro?


Ana 02/07/2017minha estante
Eu também achei, Key. O próximo livro vai ser com ele.




Andréa Bistafa 16/03/2017

www.fundofalso.com
"- Eu não acho que exista um homem capaz de me aceitar como eu sou. Pelo menos não na aristocracia. Não onde o comportamento apropriado é tão importante e é esperado que as mulheres se submetam ao marido em todas as questões. Não tenho talento para me submeter."

Minerva é mais uma solteirona britânica em meados de 1880. Considerada feia, ou pelo menos sem nenhum atrativo, não conseguiu conquistar nenhum homem, a não ser aqueles que estavam atrás de seu dote generoso. Filha de um homem que cresceu na vida por esforço próprio, sem nenhum titulo ou herança de familia, um homem muito esclarecido pelas dificuldades que a vida lhe impôs, incentivando sempre sua filha a agir com o coração, sem medo de ficar solteira, seguindo sempre suas convicções. Um homem admirável como poucos que vemos nos livros de época.

Minerva descrente de seu futuro, resolve que ao menos gostaria de saber como é ser tocada por um homem, e assim ela descobre com a ajuda da cunhada, o endereço de um clube noturno vip, onde as mulheres mascaradas podem manter encontros carnais com direito a tudo, sem expor suas identidades.

"Seu espirito competitivo, que mais de um cavalheiro tinha considerado nada atraente, estava chegando ao nível máximo Não era o desejo de toda mulher ser inesquecível?"

"Não era algo completo ou perfeito, profundo ou duradouro. Mas era calor e fogo, urgência e necessidade. Ela aceitava."

Ousada não é mesmo? O tipo de mocinha que eu torço para ter existido na vida real! Para complementar a atmosfera de "coisa proibida" até em seus momentos sociais ela geralmente está dentro do cassino de seu pai, jogando (e roubando) nas cartas.

No inicio da livro temos uma nota noticiada no Times em 1858, que relata uma terrível colisão entre trens, mas não consegui encontrar dados para levantar a veracidade da notícia e assim engajar essa história em um fato histórico, o que seria maravilhoso!

O acidente relata a morte dos pais de Ashe, que tornou-se conde de Ashebury sob a tutela do marquês de Marsden.

Ashebury cresceu assombrado por lembranças do passado, criadas pela imaginação de uma criança de oito anos frente a morte terrivelmente trágica dos únicos parentes que tinha. Se não fosse a companhia dos filhos do marquês, teria sido engolido pela solidão.

O marquês negligenciou completamente o crescimento dos livros e de seu afilhado, e a principio acumulamos implicância com o mesmo, mas no desenrolar da história notamos que a solidão que ele carrega pela perda da esposa, iria contribuir para o crescimento de nosso conde.

Então temos de um lado uma atmosfera libertina, sensual, onde sentimos aquele ambiente de "bordel" e do outro um sentimento carregado, assombroso e solitário. Esse encontro faz do livro algo totalmente viciante! Com pontos a favor para a fotografia da época voltada para a arte, o tabu da virgindade e sem esquecer da condição financeira, algo muito importante na época (e sempre né rs). Ashe está falido, apaixonado pela desconhecida do Clube Nightingale, e suspeitando que a solteirona que precisa agarrar o dote para sair do buraco, seja a mesma pessoa!
Ainda tem um sub tema, Ashe tem discalculia, que é algo parecido com dislexia, só que envolve conceitos numéricos. O que na época, ainda não era conhecido.

"- Eu não seria tão grosseira a ponto de suar. Eu poderia estar levemente coberta de orvalho."

A escrita da autora é extremamente divertida, os diálogos são inteligentes e ácidos. Apesar de alguns "enroscos" na tradução, fica evidente a sagacidade da autora. Puxando aqui e ali o machismo da época em cenas onde o prazer deveria ser mútuo.

"Os homens estavam estavam completamente vestidos, com calças paletós, coletes, camisas e gravatas com nós muito bem dados. Por que eles não eram obrigados a vestir trajes com os quais se sentiriam quase nus? Talvez porque a roupa de um cavalheiro não apelasse tanto à imaginação como a de uma mulher. Ainda assim, aquilo parecia muito injusto. Era certo que, se tivessem a opção, as mulheres gostariam de admirar braços musculosos e peitos nus."

Pesquisando brevemente, descobri que esse livro pertence a uma segunda série, onde a primeira conta a história de personagens que aparecem nesse, entre eles o pai de Minerva. Essa série tem o nome original de Diabos de Havisham, e acredito que a editora mudou para não ficar tão impactante (mas eu seria atraída muito mais fácil pelo titulo original!) assim como o nome desse livro que na verdade seria Caindo Na Cama com o Duque! Ual!

Curiosidade: o Clube libertino Nightingale foi baseado em um real chamado Parrot Club de 1850.

site: http://www.fundofalso.com/2017/02/resenha-codinome-lady-v-lorraine-heath.html
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Fran 08/01/2017

Lady V(alente)
Muitíssimo divertido, Lorraine Heath fez um livro com um ritmo muito gostoso.
Minerva é muito inteligente, espirituosa, e não tem medo de dizer o que pensa, dá um banho nas mocinhas bobas e fúteis da sua época, MAS infelizmente nenhum homem se interessou pela pessoa maravilhosa que ela é, e sim pelo seu dote mais que vantajoso ... E isso faz com que ela tenha que repelir cada caçador de fortuna mais idiota que o outro. Apesar de nunca ter despertado a atenção de alguém que valha a pena, Minerva gostaria de se casar por amor, mas ... Sem perspectivas em sua sexta temporada, ela resolve experimentar a paixão, mesmo que seja uma só vez .... Ai é que tudo muda, e ela se envolve com o Duque de Ashebury (vulgo Ashe) sob a identidade de Lady V.
Ashe é um aventureiro, "lindo como o diabo" (adoro essa expressão, morro de rir sempre que vejo nos livros), sedutor e popular com as mulheres. Tem traumas do passado e busca pela imagem perfeita que o faça esquecer seus pesadelos. Quando conhece Lady V ele tem certeza de que ela é a coisa mais linda que ele já viu.
Um livro muito legal e divertido, com diálogos bem engraçados ... Pra quem gosta de Romance de Época/Histórico, esse é uma boa pedida!
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Regiane Moreira 06/01/2017

Lorraine Heath me arrebatou novamente...
Em "Codinome Lady V" ela nos presenteia com mais um casal envolvente.

Ele: Ashe é um Duque lindo, órfão, sofrido, carente, traumatizado, orgulhoso, libertino, amante de fotografia e de mulheres.

Ela: Minerva, filha de Jack Dodger (cuja história conhecemos no segundo livro de Os Órfãos de Saint James) e irmã do Duque de Lovingdon (que conhecemos em "Quando o Duque era Imoral". o primeiro da série Scandalous Gentlemen of Saint James) não é uma mulher de beleza estonteante, é inteligente, tem tino para negócios como o pai, foi educada para ser forte, ter opinião própria e falar o que pensa. Qualidades que fazem dela forte candidata a solteirona ou a se casar apenas pelo seu, absurdamente valioso, dote, o que pra ela é impensável.
Ela quer amor mas, por não ter muita autoestima devido aos inúmeros imbecis caçadores de fortunas que cruzaram seu caminho, desiste e resolve conhecer os prazeres da carne e sentir-se desejada, nem que seja uma única vez.

Quando seus caminhos se cruzam tudo passa a ser misterioso, sensual, atrevido, engraçado e romântico, proporcionando a nós, leitores, uma viagem deliciosa.
Simplesmente mais uma obra fascinante da autora.
Laine 06/01/2017minha estante
QUERO




Bruna 12/03/2017

"Minerva nunca fugiu dos desafios: beber destilados, fumar os charutos do pai, falar palavrões."
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Pense em uma personagem socialmente inadequada para a Londres de 1878, na verdade "inadequado" seria um belo eufemismo; Minerva não tem uma gota da submissão das mulheres daquela época correndo em suas veias, e acredite, sua família não vê nisso um problema. E depois de muitos bailes e poucos candidatos a ser o marido do ano, a moça resolve que pode até ficar pra titia, mas precisa conhecer as baguetes de época em um clube restrito, refinado e que preza o anonimato para as damas que querem dar aquela escapada dos bordados entediantes.
Já Ashe e o libertino com título de Duque que teve um passado traumático - aquele cara que as mamães queriam arrastar para o altar junto de suas filhas.
E é escondida por uma máscara que Minerva consegue fisgar o Duque bonitão, mas isso não garante a atenção dele nos salões de festas da alta sociedade; mas o improvável acontece e não é que ele passa a admirar aquela qual ele nunca deu valor.
Motivo por desejo ele começar a corteja-la, porem quando descobre que está praticamente falido, o cortejo intensifica e com ele uma proposta de casamento, mas o que aconteceria se ela descobrisse que ele é apenas mais um atras de seu dote?
Bom, o livro tinha todas os ingredientes para dar certo, mas não me convenceu. Eu esperava intensidade, mas os sentimentos - paixão, amor, raiva e dor - eram sempre mornos. Até o fim do livro não sentia química entre o casal, eles pareciam se dar bem e funcionar bem juntos, mas só. Tinham diálogos incríveis, mas me aprecia muito óbvio. A trama gira em torno do mesmo ponto praticamente o livro todo, daquela forma apática. Minerva tinha um discurso feminista que não parecia muito honesto com ela mesma, mas algo que ela usava para se esconder, como um escudo. Ao mesmo tempo que se orgulhava de sua personalidade, desejava ser diferente e mais parecida com as outras mulheres. Realmente eu esperava MUITO mais. O epílogo foi fofo, mas para por aí. Acho que a Júlia Quinn me estragou para os demais livros de época.

site: https://www.instagram.com/naoemprestolivros/
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Jaque - Achei o Livro 23/03/2017

Minerva é uma mulher muito à frente do seu tempo e por esse motivo ela afasta qualquer candidato à marido. Ela fala absolutamente tudo o que pensa e entende de assuntos que eram apenas permitidos aos homens discutir.
Além disso, ela não chama a atenção pela beleza. Perto das outras mulheres da sociedade ela é uma moça muito comum, que passa despercebida nos bailes e eventos.
Porém, seu dote extremamente generoso atrai inúmeros cavalheiros oportunistas que querem tirar o pé da lama ou aumentar sua fortuna.
Depois de receber um pedido mais estranho que outro e no mínimo ofensivos, ela desiste de vez e se assume solteirona. Contudo ela quer conhecer os prazeres que um homem pode proporcionar e mais que tudo, quer ser desejada como mulher e não como fonte de dinheiro.
Então ela decide ir ao clube de mulheres Nightingale, lugar onde elas podem realizar suas fantasias, encontrar amantes e desfrutar da luxúria sem que ninguém saiba quem são, pois todas usam máscaras.
Logo de cara ela encontra o mais libertino de todos, o Duque de Ashebury, frequentador do lugar que imediatamente se sente atraído por ela. Estranho que para quem nunca havia notado a existência dela, ali de máscara ele se encantou.

Esse começo foi muito gostoso, a leitura fluiu rapidamente. Porém passado esse alvoroço inicial, a estória decaiu muito na minha opinião e o casal não me convenceu.
Poucos diálogos e muita, mas muita narrativa sempre girando em torno do mesmo assunto, incansavelmente. Ashe só pensava em levá-la para a cama e seus pensamentos eram somente sobre isso. Minerva que tanto me cativou pela sua atitude, após um tempo perdeu a graça e começou a fazer muito doce. Acabou me cansando!
A estória tinha tudo para ser incrível, mas a autora tirou a diversão. Ashe logo desconfia quem é a mascarada, e para quem nunca notou aquela mulher antes, achei que não convenceu. Também achei que faltou humor, joguinhos, mistério....
E quando tudo parecia certo, algo acontece e ele é posto contra a parede. Aí nessa hora ele se saiu horrivelmente, muito canalha.
No entanto, alguns outros personagens me interessaram mais. Espero outras estórias :-)
Enfim, mais uma vez eu vou contra a maioria. Não funcionou pra mim, mas essa é apenas minha opinião e o livro não pode ser baseado nela. Afinal, gosto é muito particular ;-)
Espero que você goste!

site: http://acheiolivroperdiosono.blogspot.com.br/2017/03/codinome-lady-v-lorraine-heath-os.html
Cris Paiva 23/03/2017minha estante
Eu estava com pé atrás com o livro desde que li a resenha. Não gosto de história onde tudo gira em torno das cenas hots, fica cansativo.


Jaque - Achei o Livro 23/03/2017minha estante
Eu não curti Cris. Achei que faltou leveza, faltou cenas de descobertas dos dois, de amadurecimento da relação..... mas faço parte da minoria né? rsrs


Cris Paiva 24/03/2017minha estante
Sei não, acho que sou do mesmo time que você


Ana Ribeiro 23/08/2017minha estante
Meninas, eu amei esse livro!! Não consegui parar de ler até acabar!




Anne 31/01/2017

Lady V(iciante) x Duque Maravilha
Eu sou suspeita por falar porque adoro romance de época. Esse livro foi e não foi o que eu esperava. Esperava o clichê de sempre, aquela briguinha entre cão e gato, a história do homem que conhece uma mulher maravilhosa e se apaixona por ela, ela se apaixona por ele, porque ele é perfeito e toda aquela coisa. Mas "Codinome Lady V" ultrapassa esses clichês.
Minerva é muuuito inteligente, até mesmo nos dias de hoje ela intimidaria alguns homens devido a sua visão para os negócios, sua capacidade de calcular rápido, sua ousadia e coragem que lhe permitem impor que não se casará com alguém que só procura seu dote, mas alguém que a ame do jeito que ela é. Por ter uma aparência comum, sem aquele "quê especial" - se bem que eu amo a cor do cabelo dela! - e por ter passado por tantas decepções enquanto procurava um futuro marido que a amasse, Minerva já está quase sem esperanças quando o destino permite que, de modo um tanto indecoroso, conheça melhor o Duque (oh!) de Ashebury.
Ashe é maravilhoso, tanto por dentro como por fora. Ficou órfão cedo e soube tirar uma casquinha das mulheres que tentavam oferecer um amor "feminino". Lindo, aventureiro e extremamente sedutor, Ashe tem um pequeno problema: discalculia - achei muito importante a autora ter abordado o assunto, pois sempre que alguém tem uma dificuldade um pouco elevada para lidar com números, logo é mau-visto pela sociedade. É preciso lembrar que é um problema real e que existem medidas para auxiliar a ultrapassar esse obstáculo.- e esse problema fará com que ele e Minerva tornem-se parceiros perfeitos.
O que gostei nesse livro é que, embora tenha-se a ilusão de que antes eram todos muito respeitosos e perfeitos, nunca aconteceu. A sociedade sempre pratica atos de rebeldia para com os padrões estabelecidos, sejam eles quais forem.
E, meu Deus, esse é um dos casais mais mentirosos e descarados que eu já conheci. A mensagem central é: Nunca deixe de ser quem você é para que te aceitem. Sempre haverá um chinelo velho para um pé cansado e toda aquela coisa.
Essa é uma estória delicada, humana (uhu!), cheia de altos e baixos, risos altos e rostos corados (às vezes os personagens são bem sacanas). Você termina querendo levar um pouco da inteligência e simplicidade da Minerva, da coragem e determinação do Ashe, um amigo como o Edward e um pai como o Jack!
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Angélica 15/02/2017

A megera indomada?
Já começo dizendo que a autora é uma das minhas favoritas, que virei a noite lendo o livro e que sou apaixonada por duques.
Tendo dito isso, vamos a resenha.

A mocinha é a mais ousada possível, particularmente até um pouco mais do que eu esperava, e decide que depois de 6 temporadas é melhor arrumar alguém com quem passar uma noite, já que é melhor ser desejada por seu corpo do que por seu dote.
O mocinho é um duque, canalha, libertino, como a maioria dos personagens dos livros de época, que vive em busca da beleza.
Eles se conhecem em um clube exclusivo, onde as mulheres vão procurar companhia.

Indo direto aos pormenores. Eu gostei muito que ele desde o começo a reconhece, que não fica aquela coisa de ele está atrás dela pelo dinheiro, maaaaas, não suportei ele enganar ela pra casar pelo dinheiro. Entendi o baita problema que ele tinha, e o lance do orgulho, mas achei muito chato ele enganar ela.
Mas não consegui largar o livro e acabei com aquela sensação boa de que ele se redimiu, e viveram felizes para sempre!
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Blog Gordinha Assumida 27/02/2017

Resenha pelo blog Gordinha Assumida
Estou a cada livro mais apaixonada por esse gênero, os romances de época tem me conquistado tanto que quando vejo uma promoção meus olhos estão sendo guiados involuntariamente aos livros com vestidos pomposos e sinopses de mocinhas além de seu tempo, e tudo que eu ando querendo na minha vida é um lorde para me cortejar hahahah.
Codinome Lady V é um daqueles romances de época incríveis, que você gosta tanto da mocinha que quer ser ela (ainda mais se considerarmos o incrível boy que está aos seus pés), você admira sua coragem, determinação, língua afiada e é claro sua inteligência.
“- Mas veja bem, Sheridan, eu vou junto com o meu dote. Mais do que isso, eu vou exatamente como sou. Com minhas próprias ideias, não necessariamente as do meu marido. Tenho meus próprios interesses, que, denovo podem não ser os do meu marido. Mas eu quero que ele respeite minhas opiniões e meus interesses. Eu quero ser capaz de conversar com ele sabendo que sou ouvida.”
Minerva Dodger é filha de um homem que saiu das ruas e fez muito dinheiro com seu Cassino, e por isso ela não é uma simples mocinha que dá risadinhas e esconde seu rosto com um leque. Ela sabe lutar boxe, jogar cartas melhor que qualquer um do Cassino, é extremamente inteligente para negócios e está atenta as notícias dos jornais, sabendo discutir muito bem sobre qualquer assunto político, geográfico ou que envolva dinheiro. Mas é claro que os homens não querem uma mulher assim, e por isso ela já passou seis anos debutando e ainda não conseguiu um casamento válido.
Todos os homens que vão corteja-la estão atrás de seu incrível dote, e deixam bem claro que após o casamento e um herdeiro iriam coloca-lá em uma casa no campo bem longe, e que não pretendem ouvir um pio dos assuntos que ela desejar conversar, eles só querem seu dinheiro e fim de papo. E é lógico que ela não aceita isso, afinal veio de um casamento por amor, seu irmão se casou por amor, por que ela deveria aceitar menos que alguém que a ame?
Então, cansada já de esperar pelo príncipe encantado ela decide ir à um clube de sexo da cidade, o Nightingale, em busca de experimentar os prazeres do sexo com um desconhecido e manter sua identidade em segredo, Lady V. Mas o que ela não esperava é que Ashebury iria querê-la naquela noite, o Duque mais cobiçado de toda Londres, o qual ela já ouviu várias mulheres cochichando sobre suas capacidades sexuais. Será que a noite sairá como ela planejou?
“- Seis temporadas, Grace, e eu nunca fui beijada. Nunca fui levada para as sombras de um jardim. Meus parceiros de dança tem diminuído em número e frequência. Sou reconhecida pelo que sou: uma solteirona. Está na hora de eu aceitar que nunca vou viver um grande amor, e não vou suportar o fardo de um marido que não me ame com a mesma intensidade que meu pai ama minha mãe. Ou com que o meu irmão ama você. Se vou ficar com alguém pelo resto da minha vida, quero um cavalheiro apaixonado por mim. E se não posso ter isso, quero saber pelo menos uma vez como é estar com o homem sem as barreiras que os costumes da sociedade impõem. Talvez, então, eu posso seguir adiante encontrar a felicidade em outro lugar.”
“- Case-se com um açougueiro, um padeiro, um fabricante de velas. Ou não se case. Eu não ligo. Nem sua mãe. Tudo que nós sempre quisemos é que você seja feliz.”
Como eu amei esse livro!
Minerva é tão diferente de TODOS os outros livros que já li que como disse acima eu queria ser ela hahahahaha. Ela é toda pra frente sabe, e não liga de ser assim, o que é melhor. Ela aprendeu tantas coisas com seu pai e seus irmãos que a tornou a mocinha mais fodástica de romances de época que já li, e quanto mais conhecia da sua história mais eu queria bater naqueles lordes que iam lá só para roubar seu dote.
Quando ela começa com a ideia doida de ir à um clube de sexo eu pensei: eita moça, tu sabe das coisas ehn! Porque os motivos dela vão além de perder a virgindade, ela trás em todo livro vários questionamentos a frente para sua época, das coisas que os homens podem fazer e as mulheres não, toda essa bolha em volta das regras que as mulheres devem seguir a irrita, o que tem de errado em uma mulher querer sexo tanto quanto um homem? De uma mulher saber se defender, saber das notícias do que está acontecendo ao seu redor e principalmente saber gerir sua fortuna? Porque só os homens devem lidar com esses aspectos e se espera que as mulheres fiquem dando risadinhas e só se importem com chá e tricô.
E é isso que chama atenção em Ashe quando eles se conhecem, Lady V é completamente diferente de todas as mulheres com que ela já saiu, essa língua afiada que ela possui logo o deixa louco e ele quer descobrir desesperadamente quem é essa mulher, e quanto mais as peças vão se encaixando mais ele fica apaixonado por Minerva, e mais ele se pergunta porque os lordes tratam ela com tanta falta de respeito e nunca ninguém se importou em conhecer ela melhor.
“Ela era uma contradição. Uma mulher corajosa o bastante para ir até aquele clube em busca de sexo, mas discreta ou bastante para exigir segredo, tanto que nem seu amante soubesse quem ela era. Porque ela não acreditava que ele não a magoaria? Será que já tinha sido magoada por alguém? (…) Ele não era um homem dado a violência, a não ser quando a sobrevivência estava em jogo, mas ela fazia com que Ashe não fosse ele mesmo.”
Ashe também é um fofo, convenhamos. Seu passado é bem trágico, e por isso ele teve uma infância difícil com um homem completamente louco como tutor, falhando com seu aprendizado em muitos pontos. Ver a dor da falta de seus pais é algo que deixa ele mais humano, e afasta um pouco a áurea de Deus Grego intocável que ele parece ter no início. Sua paixão pela fotografia é algo incrível e que foi muito bem trabalhado pela autora, principalmente quando vemos que naquela época ‘fotógrafos’ eram bem raros e ainda mais com o dom dele, que sabe muito bem capturar momentos e transforma-los em verdadeiras obras de arte.
Mas suas aventuras acabam custando um pouco caro demais, e em um determinado momento do livro vemos que ele está falido, e é claro que fica aquela pulga atrás da orelha se ele começa a querer o dote de Minerva também, se igualando a vários lordes que a queriam pelo mesmo motivo, mas a resolução disso foi muito bem trabalhada e bem amarrada, de modo que Ashe continuou em meu coração e me fez colocar na listinha de possíveis maridos literários.
Além do livro ter uma vertente muito sensual, afinal de contas Minerva é bem resolvida com isso, é muito engraçado. Por falar sempre o que pensa ela garante ótimas tiradas e comentários sarcásticos, e assim deixa o livro muito mais leve. Quando ela está com sua família também as cenas são ótimas, e dá vontade de fazer parte de ter irmãos tão legais assim, principalmente quando lemos a cena do jogo de cartas no Cassino onde todos jogam e todos trapaceiam.
“Ela estava vivendo duas vidas que, se um dia se chocassem, nada poderia salvá-la. Nem o dinheiro do pai, nem a influência da família, nem a posição de seu meio-irmão na Sociedade. Seu maior medo era arrastar todos eles para sarjeta com ela.”
Enfim, Codinome Lady V é um romance de época para aplaudir de pé. É engraçado, muito quente, possui um casal que é completamente diferente de tudo, e uma mocinha que vale mais que todos os lordes que já tentaram corteja-la juntos. Você vai ficar tão envolvido na história que quando perceber já está terminando, e precisará dos outros livros da série urgentemente. O trabalho da editora está incrível, e espero que os outros volumes da série sejam publicados logo, porque já não consigo me aguentar de ansiedade para ver o que os outros Diabos de Havisham vão aprontar.



site: http://www.gordinhaassumida.com.br/2017/02/codinome-lady-v-os-sedutores-de.html
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Patricia Chame 27/01/2017

Adorei
Pra começar: que capa linda gente!
Além disso, história divertida com diálogos muito bem construídos é uma mocinha apaixonante
Clichê sim mas e dai ?
Amo um clichê
Franz 27/01/2017minha estante
Tb quero ler!!
kkkkkk


Drica 27/01/2017minha estante
Tbm amo um clichê!


Nathalia :3 29/01/2017minha estante
undefined


Prisciane.Lopes 03/06/2017minha estante
bom???




Ana Caroline 12/02/2017

Resenha | Codinome Lady V
Lorraine Heath já entrou pro hall das minhas queridas autoras de romance de época. Com Codinome Lady V, ela quebra todos os paradigmas com uma personagem forte, determinada, com opiniões corajosas que ao mesmo tempo tem seu lado sensível e carinhoso querendo encontrar o amor. No primeiro livro da trilogia Os Sedutores de Havisham, não terá um momento que você não irá se encantar.

Minerva está na sua sexta temporada à procura de casamento. Cansada de todo ano ter que afastar pretendentes — ela possui um grande dote e boa parte dos cavalheiros procura-lhe por causa disso e nunca por amor, por paixão ou qualquer fagulha de interesse — decide mudar. Já desistindo de ter um marido que a ame, ela quer conhecer os prazeres carnais sem que passe por um enorme escândalo. Por isso determina-se a ir ao Clube Nightingale perder a virgindade. Lá ela conhece o Duque de Ashebury, um homem com um passado um pouco turbulento.

Tendo de bagagem a morte dos seus pais aos 8 anos de idade e sendo criado por um homem com problemas psicológicos por causa da morte de sua mulher, Ashe jurou nunca se apaixonar ou amar. Seus planos aos poucos caem por terra quando conhece a Lady V — nome que Minerva escolheu para usar no clube — e fica encantado por ela. Porém os percalços são maiores que as vitórias, e por isso para os dois ficarem juntos, terão que passar por várias provas e construir confiança mútua, afinal o Duque irá passar por falta de dinheiro, e o dote da nossa Lady será mais do que bem vindo. Ele será apenas mais um caçador de dinheiro ou vai se render ao sentimento amor?

É incrível que pequenas nuances em um romance de época faz total diferença. E é o que mais encontraremos aqui. Nossa mocinha com personalidade diferente faz um total estrago para qualquer futura outra protagonista. Decidida e firme com suas opiniões, temos um livro em que temos embate de igual para igual entre ela e nosso protagonista fazendo com que tenhamos ótimas cenas. E ao mesmo tempo que ela é corajosa, após 6 anos sendo ludibriada por homens, Minerva acredita que é feia, tem sua autoestima baixa e é muito insegura. No momento que ela coloca suas opiniões em ações, vemos um desenvolvimento nato onde seu crescimento pessoal favorece o andar das situações.

"Minerva nunca fugiu dos desafios: beber destilados, fumar os charutos do pai, falar palavrões. E tinha certeza de que seu comportamento impetuoso e a sua falta de vontade de ser vista como uma mulherzinha frágil eram os maiores responsáveis por nunca ter encontrado um pretendente." pág. 36

E pelo fato dela ter sido criada por um pai que não é da aristocracia, que não se importa de lhe mostrar o mundo e não a diferencia dos seus irmãos — não sendo moldada completamente como Lady — não vemos uma forçação de querer colocar atitudes infundadas só para a personagem se parecer fora da sua realidade. Afinal como já falado, mesmo ela sabendo fazer investimento, sabendo jogar em clubes, sabendo dar soco e questionando a liberdade que o homem tem e a mulher não, ela é presa e fixada em certo momentos no que é realidade na época, até porque a sociedade é desse jeito.

Fora isso, temos também a construção no paralelo de quem são os Havisham. Formado por 4 rapazes, dois dele sendo gêmeos e todos se considerando irmãos, temos um prelúdio de como é a vida de cada um e de como será a base dos próximos volumes da série. Com certeza o destaque ao meu ver vai para o Edward que desde aqui já promete, como o libertino que é, e com um sarcasmo nato. Está meio óbvio qual história mais anseio né?!

Ashe é um homem que pode não te conquistar de primeira, mas aos poucos com suas atitudes irá te ganhar. Orgulhoso, ele irá passar por altos e baixos durante toda a narrativa. E esse é um mega diferencial que eu particularmente adoro. Com capítulos sendo narrados pelo ponto de vista dele, conseguimos acompanhar a evolução dos seus sentimentos, fazendo-nos ter um contato maior e aproximação com ele. Sempre falo que sinto falta de pontos de vistas masculinos em determinados dramas, porém aqui se faz presente e com maestria. É um ponto muito positivo. Fora também a sua paixão por fotografia. Com um belo contexto, a autora conseguiu inserir essa arte como característica dele e enriqueceu a história.

E o assunto desenvolvido é bastante pertinente. Não temos argumentos para atitudes, cenas que sejam ilógicos ou impossíveis para o tempo datado. Foi um ponto que a Lorraine me conquistou e muito. Com alguns toques de humor, a pitada de erótico presente, ela fez um livro que irá agradar todos que gostam do gênero.

"— Eu não espero que você compreenda a surra que a autoestima de alguém leva depois de seis anos vendo as outras se apaixonar ou fazer bons casamentos que não sejam baseados apenas no dote. Eu quero um homem que olhe para mim da maneira que meu pai olha para minha mãe, da maneira que Lovingdon olha para você." pág. 126

Mais uma vez tenho que elogiar a belíssima edição que a Gutenberg fez, mostrando o capricho e a dedicação que eles tem com quem gosta de romance de época. A capa tentou ser o mais fiel possível do que podemos esperar do seu conteúdo, a diagramação, a revisão estão impecáveis e os pequenos detalhes que fazem diferença: cada início de capítulo tem uma adornação de uma cantoneira desenhada e a quebra de cenas com uma máscara que é a marca principal daqui.

Enfim eu só tenho elogios para arrancar sobre a leitura e por isso estou bem ansiosa para o próximo.

site: http://diariasleituras.blogspot.com.br/2017/02/resenha-codinome-lady-v-lorraine-heath.html
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Glauci 19/01/2017

Eu não gosto de romances de época escrito por autoras contemporâneas. São atribuídos aos personagens características que não condizem com a época e então caímos ai em uma grande contradição, e o livro é cheio disso. Outra coisa que me desagradou foi a escrita da autora. Ela intercala reflexões dos personagens no meio dos diálogos, e quando volta ao diálogo, eu já não lembrava mais o que os personagens estavam falando... Tirando esses dois detalhes cruciais, temos ai mais uma história clichê com personagens divertidos. Eu gostei da capa também ... classifiquei com tres estrelas.
Vanessa Motaa 22/01/2017minha estante
Estou na página 26 e já estou de saco cheio dessas reflexões todas. Achei que deixa o livro mais "parado", você não? mas vou continuar lendo... tomara que melhore :(




Bia 01/03/2017

Lorraine Heath, sua linda
O universo inteiro tem aquele autor favorito que te traz boas recordações de tempos que não voltam mais e no meu caso, Lorraine Heath é essa pessoa (virtualmente abraçando por uns cinco minutos essa mulher maravilhosa).
Perdi a conta de quantos romances de época li dessa autora na minha fase de adolescente (when I was young and beautiful, como dizia Lana Del Rey). Então quando a Editora Gutenberg resolveu lançar a série "Os Sedutores de Havisham" eu primeiro infartei e depois fui igual louca comprar o livro na pré-venda. E após finalizar a leitura é com orgulho que digo que essa obra valeu cada centavo.
"Codinome Lady V" conta a estória de Minerva. Outra garota solteirona que por conta de seu dote milionário não conseguia arrumar um pretendente interessado em casar-se com ela por amor, já que todos os homens que aproximavam-se da moça estavam de olho em sua fortuna.
Mas, eis que um dia (depois de passar seis temporadas nos salões londrinos, sem conseguir arrumar um marido) a garota resolve ter uma aventura sexual com um rapaz desconhecido em um clube devasso que permite as mulheres deitarem-se com seus amantes sem serem descobertas (olha só essa evolução #partiuparty)
Chegando ao Clube Nightingale (onde todas as moças eram obrigadas a usarem máscaras para manterem o anonimato), Minerva logo se depara com o Duque de Ashebury, também conhecido como o maior libertino; devasso; libidinoso e depravado homem da aristocracia (além de ser moreno alto, bonito e sensual).
E na primeira troca de olhares, a atração é inevitável. Ashebury e Minerva rapidamente providenciam um quarto para terem sua primeira noite de amor e paixão, só que a expectativa acabou falando mais alto do que a realidade e no momento crucial do encontro, as coisas não saíram como esperado.
Porém, os problemas de Minerva estavam apenas começando, uma vez que Ashe (sintam minha intimidade) começou a se aproximar da garota fora do clube Nightingale. Acontece que nosso esperto mocinho, logo desconfiou que Lady V (codinome que a moça utilizou no clube quando o encontrou) e a Srta. Minerva Dodger (verdadeiro nome da garota) eram a mesma pessoa (momento revelação bombástica).
Apesar do tom brincalhão dessa resenha, eu confesso que adorei esse livro com todo meu coração. E fica aqui registrado que essa obra sintetiza tudo aquilo que eu espero de um romance de época. Mesmo com um enredo limitado na questão da sedução de Minerva (porque o livro só gira em torno desse problema) a autora consegue fazer personagens tão envolventes que o leitor embarca no livro naturalmente.
Ashe é tudo aquilo que eu pedi à Deus (sério, cadê esse ser humano na vida real?). Ele é o libertino que realmente faz coisas indecentes com outras mulheres (para ter experiência no currículo), porém isso não diminui seu carácter de homem que sofreu e tem traumas do passando assombrando seus sonhos. E devido a esses momentos difíceis que ocorreram em sua infância, o rapaz desenvolveu o hobby de tirar fotografias (não bastasse ser lindo, ele também tem alma de artista! Quero amá-lo eternamente).
Minerva é a típica protagonista com problemas de autoestima, porém não senti que isso afetou o julgamento dela com relação as coisas ou pessoas. O fato dela querer ter sua experiência e estar desiludida com os homens, não transformou a moça em uma completa desmiolada (como ocorre com algumas protagonistas por aí). A garota era determinada, sabia o que queria e no final da obra fez o experiente Ashebury ficar igual louco querendo sua atenção (uma salva de palmas à moça).
Sem falar que a heroína também foi responsável pelas partes mais cômicas da obra, ao escrever um livro/guia instrutivo paras as moças debutantes reconhecerem os caçadores de fortuna (até Ashe acabou lendo a obra para pegar algumas dicas). Os diálogos de Minerva com os pretendentes que queriam apenas seu dinheiro, eram engraçados e serviam para mostrar toda a inteligência da protagonista.

"- Você vai me dar amor?
Ele rangeu os dentes antes de responder.
- É possível que, com o tempo, meu afeto pela senhorita cresça.
Ela lhe deu um sorriso tolerante.
- Eu creio que o senhor vai achar muito difícil conviver comigo.
- Eu tenho duas propriedades - Ele redarguiu. - Depois que eu tiver meu herdeiro, não vejo motivo que nos obrigue a morar na mesma residência (...)
- Pode me visitar, meu lorde, mas saiba que de modo algum vou me casar com o senhor.
- Não vai receber uma proposta melhor.
- Isso pode mesmo ser verdade, mas duvido muito que eu receba uma proposta pior."

Na minha opinião o grande diferencial dessa obra é a peculiaridade de escrever romances que só a Lorraine Heath tem. A autora transforma um livro, cuja sinopse promete apenas cenas de sexo sem sentido, em uma estória extremamente romântica de ler (aliás, não sejam induzidos pelo resumo da contracapa, metade do que lá está escrito não acontece).
Durante a narrativa é possível observar todo o desenvolvimento do amor entre Minerva e Ashe; o leitor sente-se seduzido e envolvido pela estória do casal, querendo ler incessantemente a obra para descobrir o que eles iriam fazer ou como resolveriam seus problemas.
Sem falar que no final dessa leitura eu não sabia quem estava mais apaixonada por Ashebury: eu ou Minerva. As cenas nas quais ele queria fotografar a moça, me deram o maior déjà vu de Titanic, onde Rose fica deitada no sofá para Jack pintá-la (Leonardo DiCaprio jovem = perfeição).
Em suma, o livro apresenta um enredo simples e conhecido por todas nós leitoras de romances de época, porém Lorraine Heath consegue transformar com maestria uma estória totalmente clichê em algo inesquecível. Fica até difícil voltar para a realidade após finalizar a leitura de seus livros.
Agora é controlar a ansiedade e aguardar o lançamento do restante da série, pois a estória de Edward e sua mocinha peculiar promete superar todas as expectativas.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo .)

site: beahreads.blogspot.com.br
Evy 11/04/2017minha estante
Bia, só agora vi tua resenha desse livro. Ele é maravilhoso né?
Resenha maravilhosa, parabéns! *-*


Bia 11/04/2017minha estante
Obg Evy, eu amei esse livro, estou torcendo para a editora lançar logo a continuação dessa série (e tbm lançar os livros da Suzanne Enoch .D)




Vanessa 16/02/2017

Que livro mais delicioso
Comprei um livro, muito com o pé atrás. A capa parecia um erótico bobo, a sinopse já trazia uma trama sexual, mas depois de ler o primeiro capítulo (na livraria, eu confesso, eu faço isso), não consegui mais largar.
Codinome Lady V é o primeiro da série Sedutores de Havisham. Minerva, uma "solteirona" com um lindo dote resolve ir a um clube em Londres onde poderia aproveitar os prazeres da carne sem revelar sua identidade. Ao chegar se depara com o Duque de Ashebury, que se interessa logo por aquele linda dama de máscara branca.
Se eu contar mais vou revelar muito, mas estou amando. Minerva, a Lady V (de virgem) se apresentará para aquele duque gostoso? Hummmmmm
Ansiosa pelos próximos.

(lembrete: para quem conhece meus gostos sabe que detesto cenas de sexo sem lógica. Fico feliz em informar terminei o livro e as cenas que aconteceram foram totalmente necessárias à história, o que me deixou muito feliz)
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