Jardins da Lua

Jardins da Lua Steven Erikson




Resenhas - Os Jardins da Lua


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Gisele @abducaoliteraria 30/03/2017

The HYPE is real!
De cara, me deparei com um dos prefácios mais legais que já li, no qual Esteven Erikson conta um pouquinho da sua jornada até conseguir publicar os livros e te alerta sobre o que está por vir, que o livro dele não sofre meio termo, é 8 ou 80, você ama ou você odeia.

"Jardins da lua é, por tanto, um convite. Segure-se e embarque na viagem. Tudo o que posso prometer é que dei o melhor de mim para entreter a todos. Maldições e aplausos, risos e lágrimas, está tudo lá".

Fui alertada que o primeiro volume é o mais complicado da série, que eu seria jogada dentro de uma história no qual o autor não iria se preocupar em ficar explicando tudo e, nas palavras dele, não iria subestimar os seus leitores.

Muito bem, challenge accepted! Até por volta dos 17% (entendedores entenderão), eu não estava entendendo bulhufas. Eu simplesmente fui ingerindo, fazendo marcações e anotações, relendo algumas partes quando necessário. Conforme a leitura ia passando, percebi que as coisas não eram tão difíceis assim, você é, inserido dentro de um mundo desconhecido e com inúmeros acontecimentos e é natural ficar confuso, mas aos poucos as peças vão se encaixando, você vai conhecendo os personagens, compreendendo suas motivações. Quando você menos espera, você se vê mergulhado na história, envolvido com os personagens - maravilhosos, diga-se de passagem - torcendo para as coisas darem certo.

Um ponto que achei interessante é que a razão dos personagens serem tão cativantes, é que eles são como nós: erram, acertam, possuem razões e motivações, independentemente de onde estão. Não existe bem e mal, e isso deixa ainda mais difícil você escolher os personagens favoritos ou para quais dos lados torcer. E, assim como o Erikson disse a princípio, esse livro realmente é um convite. Você se sente extremamente agradecido pela série ser grande e existirem outras séries dentro deste mundo, porque a história inicial só não desperta o seu interesse em continuar acompanhando a jornada dos personagens, você quer conhecer mais sobre o mundo, as raças, o sistema de magia, o passado.

Uma coisa que facilita bastante a leitura também, são os glossários no início e final da leitura. Fica a dica: eles esclarecem MUITA coisa.

Enfim, faço parte dos 80, dos que amaram o livro. Ele é bom. Excepcionalmente bom! A escrita, os personagens (ah, Anomander Rake...), o enredo, o mundo. Eu não tenho críticas para fazer. É com esse tipo de livro que você agradece por gostar tanto de ler.

É um livro no qual você, leitor de fantasia, irá se deleitar. Eu me vi lendo bem devagar, ingerindo a história e torcendo para não acabar, de tão boa que é. Estou muuuito ansiosa para ler a continuação e a boa notícia é que ela sai ainda esse ano!
Dani 30/03/2017minha estante
Ótima resenha. Deu pra sentir bem o quanto vc amou o livro. Fiquei bem ansiosa pra ler graças à seus comentários : )


Rogério Augusto | rogerioaugusto_ 30/03/2017minha estante
17% ???


Gisele @abducaoliteraria 30/03/2017minha estante
Que bom Dani, fico feliz! Gostei bastante mesmo, já está entre as minhas séries queridinhas. Espero que você também goste.


Milico 31/03/2017minha estante
eu preciso desse livro. Gi, otima a resenha, parabéns


Fernando 08/04/2017minha estante
Que bom que gostou, Gi. Só te digo uma coisa: O próximo livro é extremamente melhor do que o primeiro. Tipo, sem comparação. Fora que as coisas, ainda que confusas tb, começam a ficar mais corriqueiras, vc começa a se acostumar com os conceitos.


Gisele @abducaoliteraria 13/04/2017minha estante
Fernando, o segundo é Deadhouse Gates, certo?
Até agora só ouvi coisas positivas sobre o próximo livro e por já ter gostado bastante do primeiro, minha ansiedade e expectativa só aumenta. Não vejo a hora! rs


Paulo 17/04/2017minha estante
"Até por volta dos 17% (entendedores entenderão), eu não estava entendendo bulhufas."

Eu ri MUITO alto dessa parte. Melhor grupo que existe no Facebook! Hahaha

No mais, excelente crítica. Terminei de ler esse livro ontem e concordo com cada letra e vírgula que você escreveu e ainda assino embaixo!


Leonardo 16/03/2018minha estante
concordo com tudo que você disse, e qualquer crítica abaixo de 5 estrelas, pra esse livro, está errada.




Vagner 27/04/2017

Desbravando Jardins da Lua
Jardins da Lua, do autor Steven Erikson, era um dos lançamentos de fantasia mais aguardados no Brasil para esse ano de 2017. E isso que a finada Saída de Emergência havia adquirido os seus direitos um bom tempo atrás, mas acabou não lançando e faliu antes disso, então a obra caiu no colo da editora Arqueiro, que parece ser a mais indicada para tocar a série até o seu final, já que o Steven Erikson escreveu míseros 10 volumes para O Livro Malazano dos Caídos. O histórico da Arqueiro em não abandonar séries é muito bom, então vejo Malazan sendo finalizada em um período de 5 anos, até 2021, aproximadamente, com 1 livro sendo lançado a cada semestre.

Dois anos atrás, eu bem que tentei ler Gardens of The Moon (vulgo Jardins da Lua) em inglês mesmo, mas estava sem foco para ler fantasia na época e acabei largando depois de umas 200 páginas. Não tinha gostado muito, estava bem perdido na leitura, mas na 2ª vez foi mais tranquilo.

O estilo do autor é diferente dos que eu estava mais acostumado a ler, o que acaba tornando a experiência inicial com a série meio... estranha. Ele vai jogando personagens novos na nossa frente a cada 5-10 páginas, muitos vezes sem mencionar exatamente quem eles são, fazendo a ida ao Glossário uma busca constante pela luz no fim do túnel. Que porra é essa que tá acontecendo aqui? Não faço a mínima ideia, jureg. A sensação de "tô bem perdido" é comum nos primeiros capítulos.

Acompanhamos o avanço do Império Malazano no continente de Genabackis, onde boa parte dele já foi conquistada pelos invasores, mas duas das Cidades Livres ainda resistem, Pale e Darujhistan. Essa "ânsia" por conquistar vem da política de guerra da nova imperatriz, Laseen, que assassinou o antigo imperador Kellanved e seu principal conselheiro, Dançarino. Esse golpe é mencionado algumas vezes no livro, mas quero mais detalhes em breve. Pelo que soube, o livro A Noite das Facas, lançamento da editora Cavaleiro Negro, trata bastante dessas mudanças em Malaz.

Logo nas primeiras partes já podemos ter uma noção de como a feitiçaria será tratada na série. Ela está ali, E MUITO PRESENTE, diga-se de passagem. Em meio aos massacres da primeira parte do livro, somos apresentados a personagens que nos acompanharão por muitas páginas de Jardins da Lua, como a conselheira Lorn, braço direito da imperatriz, e Ganoes Paran, atualmente tenente do Império Malazano e enviado a Genabackis para comandar o cerco a Darujhistan, joia do continente.

"Histórias não fazem ninguém sangrar. Histórias não deixam ninguém com fome nem machucam os pés. Quando se é jovem, cheirando a merda de porco, e se está convencido de que não há uma arma em toda a porcaria do mundo que seja capaz de matá-lo, tudo o que as histórias conseguem é fazer você querer se tornar parte delas."

À frente do esquadrão dos Queimadores de Pontes, que Paran assumirá, está o sargento Whiskeyjack. Antes uma unidade de elite do imperador Kellanved, agora os Queimadores foram relegados a tarefas ordinárias e frequentemente suicidas, uma mera amostra do desprezo que Laseen tem por eles. Quem pensa diferente disso é o Alto Punho Dujek Umbraço, o que pode/deve gerar conflitos.

Voltando a falar um pouco da magia em si, o sistema aqui é bem confuso, mas interessante ao mesmo tempo. Os tais Labirintos são legítimos quebra-cabeças para entendê-los, e creio que nesse 1º volume mal vimos do que eles são capaz. Segundo o próprio livro: "Os Labirintos habitavam o além. Encontre o portal e abra uma fenda. O que vazar é seu para modelar. Com essas palavras, uma jovem iniciou o caminho para a feitiçaria. Abra-se para o Labirinto que vem até você – que encontra você. Absorva seu poder, mas lembre-se: quando seu corpo fracassa, o portal se fecha". Espero ter mais para falar nas próximas resenhas, por enquanto vou ficar só nas especulações.

Focando mais em Darujhistan, percebemos claramente que MUITA coisa está em jogo no momento que o Império Malazano bate às suas portas. E é aí que a "escala" de Malazan começa a crescer. Depois de nos acostumarmos com as dezenas de personagens, o negócio começa a fluir de verdade.

Para não sucumbir aos ataques, as forças defensoras d'A Cidade do Fogo Azul, como é mais conhecida Darujhistan, por causa da sua iluminação à base de gás, forjam alianças com forças misteriosas. Uma delas é Anomander Rake, tiste andii,o Senhor da Cria da Lua, poderosa fortaleza voadora (WTF?!? hahaha). Com uma espada como Dragnipur nas costas, capaz de enviar as almas de deuses e mortais para serem aprisionadas em uma carroça monstruosa com correntes gigantescas, a balança da guerra pode mudar a qualquer momento. Pode depender de quem tiver mais sorte.

Darujhistan também é palco de diálogos interessantes, principalmente quando o personagem Kruppe estiver presente. Fiquem de olho nele e seus amigos. Envolvidos em uma conspiração junto à Sociedade dos Assassinos, assim como as manobras dos magos locais, os acontecimentos do grupo "principal" nessa parte do livro fazem a leitura fluir num ritmo bem melhor do que no começo.

"Por toda a nossa vida nós lutamos por controle, por um meio de moldar o mundo à nossa volta, uma caçada eterna e inútil pelo privilégio de sermos capazes de prever a forma de nossas vidas."

Quando alguns segredos do passado começam a ser desvendados e fatos milenares tendem a ser desenterrados, percebemos o quanto o worldbuilding (a famosa construção do mundo) faz o seu papel nessa série. Acho que é talvez o grande motivo por eu querer muito ler as sequências e descobrir o que vai acontecer e o que aconteceu. Saber mais sobre as Raças Fundadoras, sobre as guerras que antecederam o reinado de Laseen, entre tantas outras coisas que são pinceladas aqui.

Eu confesso até que não curto tanto essa parada de ter TANTA magia assim envolvida em uma obra de fantasia, onde ela parece não ter tantas limitações num primeiro momento, mas às vezes é bom sair da zona de conforto "espada + escudo" que leio sempre e partir para coisas diferentes. Investir junto com a Arqueiro n'O Livro Malazano dos Caídos é uma de minhas metas para os próximos anos.

Enfim, Jardins da Lua tem praticamente tudo que um leitor de fantasia épica pode desejar: worldbuilding massa, sistema de magia meio louco, mas que te deixa curioso, guerras para todo lado, várias raças, e mais, como as manobras dos deuses entre os mortais. Um mundo que não faz diferenciação entre homens e mulheres, divindades e discípulos. Todos têm um papel a cumprir.

Com tradução de Carol Chiovatto, a série deve ter sua continuidade no 2º semestre de 2017, com o lançamento de Deadhouse Gates, talvez "Portões da Casa Morta". É praticamente unanimidade entre os fãs da série que esse é o livro que arrebata todos os leitores para o mundo malazano. Veremos!

site: http://desbravandolivros.blogspot.com.br/2017/04/resenha-jardins-da-lua-steven-erikson.html
Fernando Lafaiete 29/04/2017minha estante
Meio difícil (eu acredito que seja impossível) ler este livro e não se sentir perdido. O livro é bom, mas que narrativa consfusa. Como você disse Vagner... eu consultei o glossário desesperadamente diversas vezes (rsrs).


@hialee 13/05/2017minha estante
Me senti perdida em vários trechos tbm. O glossário é extremamente importante pra esse livro.
Ainda não sei se darei continuidade, pq apesar de gostar da ambientação, basicamente não me apeguei a quase nenhum personagem.


Vagner 15/08/2017minha estante
Fernando, é bem isso, no começo a sensação de "estou perdido" é bem constante, mas aos poucos as coisas vão melhorando. Acredito que nos próximos a gente já vá se acostumando com os personagens e, em relação aos novos que aparecerem, já teremos uma base mais forte para lembrar de lugares, fatos, etc.


Vagner 15/08/2017minha estante
Hialle, esse glossário merece uma medalha de ouro! hahaha

Também não me apeguei muito aos personagens (pelo menos por enquanto), mas lerei com certeza o 2º para ter uma opinião melhor. Deve ser lançado agora em novembro, só ficar de olho!


Machado 17/05/2018minha estante
Apenas uma ressalva; a patente que que Wiskeyjack ocupava era a de sargento. No mais, excelente resenha.


Vagner 18/05/2018minha estante
Opa, já arrumei ali, Machado. Acabou passando mesmo, valeu por avisar!

Abraços


Carlos 29/05/2018minha estante
Vagner, confesso que quando li diversas criticas positivas a respeito desse livro fiquei empolgado para começar a leitura, o começo do livro realmente é super complexo e são jogados diversos personagens no leitor sem a minima previa explicação, mas até ai tranquilo se adaptar a esse tipo de leitura, o que realmente me fez desgostar do livro foram 3 fatores, (que por sinal ninguém citou em nenhuma critica que li), o primeiro de todos foi a precária descrição das batalhas em si, na primeira que aconteça na invasão de Pale tive de reler o capitulo para entender o que tinha realmente acontecido, relevei essa fato até chegar próximo ao final do livro, da luta que aconteceu com o tirano, foi tão mal descrita que simplesmente não consegui imaginar o que estava acontecendo, segundo foi a falta de desenvolvimento dos personagens, a motivação de cada um deles é muito vaga e acaba fazendo você não se apegar a nenhum. (pra você ter ideia o melhor personagem para mim foi o imass), e terceiro que pra mim fechou com "chave de ouro" foi a facilidade extrema com que derrotaram o tirano, sério cara, eu quando comecei a ler, achei que iam libertar esse ser superpoderoso e até imaginei essa trama se arrastando até o décimo livro da série, pensei que muito personagem ia morrer nas mãos dele, e ai um mago que de repente se revela ser superpoderoso (além de ter a habilidade de enganar deuses), derrota o tirano abrindo 7 labirintos (o que também foi mal explorado da parte do autor, onde em momento nenhum ninguém consegue abrir sequer 2 labirintos ao mesmo tempo, e com um deus ex-machina ele abre 7). emfim ... só queria compartilhar aqui minha frustração com esse livro o qual o hype me fez ler.




Naty 13/05/2017

Que história!
Este é o livro para aqueles que estão preparados. Não é um tipo de preparo comum, habitual, algo ligado ao nosso dia a dia e ao gênero literário que nos deixa sentados na cadeira divagando sem necessidade de concentração. Este livro é para os fortes, os fortes de emoção, de sentimentos, os fortes de paciência e preparo físico também, oras, por que não? Explicar-me-ei!

Antes de adentrar no enredo, aviso que o autor deixa claro que esta série não é fácil – e isso fica evidente em seu prólogo, quando Erikson afirma que não tinha intenção em escrever um livro fácil de ser lido. Ele ainda declara que quem lê a série terá uma experiência 8 ou 80, ou seja, não existe meio termo. Ou você vai amar a obra ou vai odiá-la.

Em Jardins da Lua vamos conhecer um mundo habitado por magos, bruxas, feiticeiros, dragões e, claro, assassinos – daqueles bem cruéis. Malazano é o principal reino neste universo, comandado pela Imperatriz Laseen, que conquistou o poder traindo e assassinando o antigo imperador, Kellanved. Com essa ânsia por conquistar o poder, Malazano acaba entrando em guerra.

Ganoes Paran sempre preferiu trocar os privilégios da nobreza mazalana por uma vida a serviço do exército imperial. Longe do que imaginava, o seu destino acaba se entrelaçando aos desígnios dos deuses e, por consequência, ele adentrará num dos maiores conflitos que o Império Malazano passou a ter. Disposto ou não, Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite.

Eu gosto de fantasias, mas confesso que esse estilo do autor foi uma experiência para mim e que me tirou, de forma abrupta, daquela zona de conforto. Erikson não está muito preocupado em saber se você está entendendo a história nas primeiras páginas – e não estamos mesmo. Conhecemos tantos personagens e em tão poucas páginas, fica difícil assimilar tantas informações de forma rápida e precisa. Um ponto positivo para o autor (e assustador para nós) é o Glossário criado por ele para conhecermos cada personagem; confesso que as 04 páginas de informações assustam-nos (e muito), mas serve como uma “cola” para quem não está familiarizado com cada um.

O trabalho é rico em informações, os detalhes são bem criados, a geografia existente é uma verdadeira aula, sem contar as pesquisas realizadas pelo autor para criar um cenário tão fora do comum foram incríveis. Além disso, mostra-se uma história inteligente e que nos coloca para pensar a todo instante. Entramos na história perdidos, ficamos perdidos e saímos dela com algumas perguntas, afinal, por se tratar de uma série, nem todas as respostas são encontradas.

Ao concluir a leitura, a gente percebe que todo o cansaço valeu à pena. Ah! E o preparo físico que falei logo no início é por conta do sono e do cansaço no corpo. A leitura quando é muito densa proporciona um maior desgaste físico e mental. Para aqueles que gostam do gênero, certamente vão adorar. Sugiro que quem não goste de fantasia procure um livro mais leve para embarcar nesse estilo literário, já que começar com este não será fácil e pode não ser uma experiência agradável aos iniciantes. Mas, mesmo sendo iniciante, se estiver disposto a um desafio dos bons, sugiro que seja este.

Quote:
“Histórias não fazem ninguém sangrar. Histórias não deixam ninguém com fome nem machucam os pés. Quando se é jovem, cheirando a merda de porco, e se está convencido de que não há uma arma em toda a porcaria do mundo que seja capaz de matá-lo, tudo o que as histórias conseguem é fazer você querer se tornar parte delas.”


site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/05/resenha-jardins-da-lua.html
Lana Wesley 13/05/2017minha estante
Realmente são poucos os livros de fantasia que me chama a atenção, por isso sou bem leiga no assunto, por isso talvez essa estória não seja uma leitura no momento que ira me agradar. Até porque a trama e densa e gera um cansaço no leitor, pelo fato de a todo momento ter de refletir, e repensar tudo que está acontecendo no desenvolvimento dessa trama. No entanto para quem gosta do gênero, e já esta mais acostumado deveria dar uma chance a essa leitura.


Yves 03/06/2017minha estante
Pelo visto, o livro parece ter sido feito para quem já é acostumado com livros de fantasia. Eu gosto muito do gênero, mas dele li poucas obras. Acho que vou esperar estar mais adentrado a esse tipo de universo para poder arriscar essa leitura.
Abraços.


Isabela | @sentencaliteraria 04/06/2017minha estante
Olá Naty ;)
Nunca li o livro, mas já vi tantas resenhas positivas que estou ansiosa para começar a série!
Adoro livros de fantasia, mas nunca tinha visto um que mistura bruxas, dragões e... assasinos kkk você me despertou a curiosidade! E estou sempre disposta a um desafio *-*
Já coloquei na lista de leitura, muito obrigada pela indicação!
Bjos


Marlene C. 07/06/2017minha estante
Oi Nat.
Eu amei a premissa desse livro, o autor realmente apostou alto e o fato de que o autor não se preocupa exatamente se o leitor esta entendendo é demais, eu não sei se leria mas confesso que a história me intrigou.
Bjs.


Gabi 08/07/2017minha estante
Oi! Sou apaixonada por fantasia e to super curiosa para ler a obra. Claro que tem aquele receio já que a leitura vai ser difícil e é muita informação para assimilar de uma vez só, mas eu aceito o desafio hahaha quero saber se vou odiar ou amar a obra hahaha Beijoss


Micheli 21/07/2017minha estante
Oi Naty,
Esse livro é um baita de um desafio hein? Mas como amo fantasia vou topar essa leitura ousada e difícil. Pelo jeito é um livro bem complexo e que exige completamente a atenção mesmo, afinal são tantos personagens e informações para serem assimiladas logo no inicio. Mas garanto que todo o esforço e cansaço valem à pena.
Está na lista, quando surgir a oportunidade vou ler.
Beijos




Dani 29/12/2017

Um exercício de paciência, mas confia que vale a pena
"Jardins da Lua" é sem dúvida, o livro mas confuso que já li. E mesmo assim, ao chegar ao final da leitura, tenho a impressão de que essa série poderá se tornar uma de minhas favoritas da vida.

Steven Erikson simplesmente nos joga em uma história sem fornecer nenhuma informação sobre o mundo e os personagens. No prefácio, o autor nos diz que que esse livro não será para todos, que você irá amar ou odiar e que essa decisão normalmente é feita por volta de um terço da leitura. Devo dizer que não foi minha experiência. Sinceramente, até por volta dos 20% eu estava odiando. Não entendia nada do que estava acontecendo e não havia me apegado a nenhum personagem, em parte devido às constantes mudanças de POV antes que qualquer personagem fosse desenvolvido. Por vezes, senti que estava lendo apenas palavras avulsas sem qualquer significado. Já estava frustrada e só não abandonei a leitura porque queria entender o que tantos viam nesse livro. O que eu não estava vendo?

Dos 20-50%, a leitura melhora.Comecei a reconhecer melhor os personagens ( ainda com muita ajuda do glossário e das fotos que vem no fundo das capas - ótima ideia por sinal!) e a história já apresentava alguns eventos que me deixavam curiosa sobre seu desenvolvimento.

Mas foi apenas um pouco após a metade do livro que comecei realmente a gostar da narrativa. De repente me deparei incrivelmente envolvida com a história e os personagens, sem saber ao certo que evento desencadeou essa virada. Não queria que à história acabasse e ao finalizar meu primeiro pensamento foi : "Ainda bem que tem mais 9 volumes pela frente." Não estava pronta para desapegar.

Mas apesar de ter adorado a leitura, não posso dizer que concordo com a decisão do autor em iniciar uma série de forma tão confusa. Acredito que poucas pessoas terminariam esse livro se não fossem por recomendações e vários avisos sobre ter paciência com a primeira metade do volume. Afinal um livro de 600 páginas não deveria levar mais de 300 para te prender, correto?

Com essa confusão inicial, tenho certeza que deixei muita informação passar despercebida e que uma releitura proporcionará uma experiência bem diferente, talvez até melhorando a metade inicial do livro. Vi em comentários que esse primeiro volume é o mais fraco e que a série apenas melhora à cada volume, então, estou bem ansiosa para continuar. Torcer agora para que a editora brasileira realmente lance todos os volumes da série ( o segundo volume infelizmente já está com o lançamento atrasado).

Enfim, minha intenção no momento não é fazer uma resenha sobre a livro, mas compartilhar um pouco os sentimentos que experimentei nesse processo e quem sabe estimular àqueles que talvez estejam pensando em abandonar a leitura ou em dúvida se vale a pena começar. Se você gosta de fantasia épica, vá em frente e tenha paciência , pois ao final será recompensado.
JonLiberato 09/03/2018minha estante
Oi Dani, tudo bem? Vc disse que será lançado mais 9 livros da série, é isso mesmo?


Dani 10/03/2018minha estante
Isso mesmo Jon. É uma série de 10 volumes . E para quem gostar do universo, ainda existem algumas outras séries é trilogias no mesmo universo escrita por outro autor q criou o universo junto com o Erikson .


Dani 10/03/2018minha estante
Isso mesmo Jon. É uma série de 10 volumes . E para quem gostar do universo, ainda existem algumas outras séries e trilogias no mesmo universo escrita por outro autor q criou o universo junto com o Erikson .




Fernando Lafaiete 29/04/2017

Fascinante e confuso na mesma proporção.

Como uma pessoa apaixonada por fantasia e leitor assíduo deste gênero, posso afirmar que "Jardins da Lua" foi um dos livros de fantasia adulta mais difíceis que eu já li. Pois a narrativa do autor é extremamente confusa do início ao fim.

No prólogo, Steven Erikson já deixa bem claro que ele não tinha intenção alguma de escrever um livro fácil de ser lido e de ser assimilado. E nas palavras do próprio autor, a experência de ler esta obra é 8 ou 80. Ou o leitor se apaixona complemente pela estória ou a detesta na mesma proporção. E vou ser bem sincero... no começo eu estava detestanto.

Jardins da Lua é o primeiro livro de uma série composta (até onde eu verifiquei) por 10 livros. Neste primeiro volume conhecemos um mundo habitado por diversos tipos de criaturas. Deuses, criaturas imortais feitas de terra ou algo do tipo, feiticeiros (as), bruxas, magos, seres que vivem em uma lua que se move por todo o reino, um grupo de assasinos, dragões, espadas lendárias e muito mais. Malazano é o principal reino deste universo e o mesmo está em guerra. Ele é comandado pela Imperatriz Laseen que traiu e assasinou o imperador anterior. Não tenho como explicar exatamente o plot deste livro; por ele ser muito confuso e repleto de acontecimentos frenéticos o tempo inteiro.

O problema de embarcar nesta leitura, é que o autor não se preocupa em contextualizar o leitor sobre o que está acontecendo. Ele simplesmente nos joga no meio de uma guerra a qual não faz nenhum sentido durante no mínimo umas 200/300 páginas. Eu quando comecei a ler este livro, comecei achando que estava faltando páginas e que o meu e-book tinha vindo com problemas. Pois eu me vi no meio de vários personagens que estavam em uma guerra e eu nem sabia o porquê. Além de não fazer ideia de com quem eles estavam guerreando.

E além de me sentir complemente perdido no começo da leitura (e durante vários momentos mesmo depois de estar quase finalizando), o aparecimento constante de personagens também dificulta e muito o "virar" das páginas. São milhões de personagens. Eles aparecem e o autor mais uma vez não demonstra nenhum interesse em explicar quem eles são. Eles simplemente vão aparecendo sem parar. A cada página aparece uma pancada de personagens que nos obriga a interromper a leitura e voltar para o glossário no começo do livro. Portanto, eu já aviso, ler este livro sem consultar constantemente o glossário e os mapas é praticamente impossível.

A mitologia e os sistemas de magia também sao bem complicados e demorei muito pra entender como tudo funcionava. Pelo que eu entendi e acredito que estou correto; os feitceiros, magos e criaturas anscentrais acessam dimensões e extraem das mesmas seus poderes. Estas dimensões são chamadas de labirintos. Cada labirinto dá um tipo de poder para quem o acessa, desde controles elementais até controles de cura, luz e escuridão. Existe um glossário no final do livro que também explica cada labirinto.

Este livro tem mais cara de continuação do que o primeiro livro de uma série. Eu não sei se esta foi uma escolha acertiva por parte do autor. Esta confusão não é somente no começo do livro, ela permaneceu comigo durante toda a leitura. Muitas vezes eu achei a escrita maçante e prolixa. E não acho que pra não subestimar os leitores é necessário escrever um livro dominado pela confusão. Pra quem pretende ler "Jardins da Lua", dou mais um aviso... o livro é muito bom, mas vocês precisarão ter MUITA paciência.

Stevem Erikson acerta em cheio em vários aspectos que me saltaram aos olhos. As cenas de ação são muito boas e muito bem escritas. Ele também nos agracia com uma narratita polifônica (a estória sendo narrada por diversos personagens) que nos dá a possibilidade de saber o que se passa em várias partes do reino. Ele também acerta e muito nos apresentando diversas intrigas, mistérios, mentiras e reviravoltas. Pra quem assim como eu é apaixonado pela aclamada série "As crônicas de gelo e fogo", provavelmente gostará bastante deste livro.

Esta fantasia está acima da maioria dos livros do gênero não só pela escrita do autor, mas também pela complexidade de tudo que nos é apresentado. Eu curti muito, mas não sei se o indico. Ele é o tipo de livro que é complicado de indicar até pra quem é fã do gênero. Eu talvez o indique pra quem é muito fã de "Senhor dos anéis" e da série do George Martin, como citei no parágrafo anterior. Pois a dificuldade de ler este livro talvez se assemelhe com a dificuldade que muitas pessoas encontram em ler as séries supra citadas.

E como definir quem são os vilões e os mocinhos deste mundo? Todos são complexos e tomam atitudes muito questionáveis. É cada um por si... um querendo puxar o tapete do outro. Manipulações rolam o tempo inteiro e eu não consegui esteriotipar os personagens como bons ou ruins. Mais um ponto para o autor!

Jardins da Lua é um livro que deve ser encarado como um desafio. No final, analisando a obra como um todo, eu achei que valeu muito a pena a leitura. Mas também acho que esta maneira de contar a estória, fazendo o leitor se perder o tempo inteiro é um pouco maçante e o autor não soube dosar. Ele passou do ponto... e eu não sei até aonde a minha paciência irá se a narrativa dos próximos volumes for a mesma deste primeiro livro.

O final eu achei morno. Mas como gostei muito do universo; estou bem a fim de ler o próximo. Lerei com expectativas moderadas!
Andresa 19/05/2017minha estante
Maravilhosa sua resenha! Comecei a lê-lo agora, pois vou apresentar em um evento. Adivinha como? Tbm não sei, hahaha. O autor me jogou em Malaz e eu não tô sabendo nem pra onde olhar, rs. Obrigada por ter me ajudado a atender - pelo menos um pouquinho, o enredo. Abraços!


Fernando Lafaiete 21/05/2017minha estante
Que bom que você gostou da minha resenha Andressa e que bom que ela te ajudou a entender um pouquinho melhor este enredo complexo. Te desejo uma ótima leitura e que dê tudo certo na sua palestra. E muito obrigado pelo seu comentário! :)




Fabiano.Poeta 14/05/2018

Nunca Spoiler
Comprei esse livro em Junho do ano passado e depois de ouvir tanto as pessoas dizerem que era um livro muito pesado complexo que o autor não explicava nada e vc ficava muito perdido.......Fiquei com o pé atrás e foi só adiando essa leitura ate que peguei pra ler no começo deste mês e terminei hoje, e eis que digo a vcs esse é o livro mais rico que ja li em toda minha vida( junto com o senhor dos anéis) é muito épico, não acredito que lerei nada no patamar de grandiosidade desta obra.

Povão, digo a vocês que não é tão complexo assim, requer so um pouco mais de atenção, é simplesmente um livro grandioso a dica é vcs sempre da uma olhada no glossário e se poder sempre dando uma olhada na net sobre os personagem pois assim vcs poderão ver mais afundo a grandiosidade contida nesta obra, Uma dica é esse site... Ficções Humanas...pois eles fizeram um guia excelente que me ajudou muito.

E simplesmente fantástico, quem ainda não leu ta de bobeira ....
tipo eu antes rsrsrsr
Luana.Silva 14/05/2018minha estante
Caramba que bom saber disso! Eu estou de olho nesse livro desde o lançamento, mas vi várias resenhas falando que é um livro complicado, que por ser alta fantasia ele é bem complexo... mudei de ideia, vai pra lista de próxima compra! :)


Fabiano.Poeta 15/05/2018minha estante
Vale muita apena, so requer um pouco mais de atenção e não ter preguiça de olhar o glossário . =)




Carlos Silva 13/08/2017

Caminhada interessante, final não tão interessante assim...
Esse livro me pareceu quase um espelho invertido dos livros de "A Roda do Tempo (Robert Jordan)", enquanto que em "A Roda do Tempo" as histórias são um pouco maçantes para chegar se a finais empolgantes, esse é praticamente o contrário, um livro cheio de loucuras e aventuras, com poucas páginas de calmaria durante o desenrolar da história, só que com final não tão empolgante assim.
Agora é só esperar os próximos a serem publicados no Brasil e ver como vão ficar as coisas.
Paulo 16/08/2017minha estante
Eu acho que o autor quis mais deixar ganchos do que encerrar plots. Talvez isso tenha prejudicado um pouco o final do livro. No cômputo geral, gostei demais da escrita do Eriksson. Tentei buscar defeitos no livro e não encontrei.




Tamirez | @resenhandosonhos 07/08/2018

Jardins da Lua
Esse foi o meu primeiro contato com Steven Erikson e não foi fácil, portanto logo de cara já quero dar um conselho pra você que se interessou por esse livro: a não ser que você seja um leitor de fantasia frequente e que não se importe de se confrontar com um mundo completamente novo, criaturas estranhas e sem grandes explicações dentro da trama, talvez esse não seja um bom livro pra você se iniciar no gênero.

A sinopse não chega nem perto de traduzir a complexidade da história e a imersão que é necessária para compreender o que se passa aqui. A lógica da trama não é difícil, o que tumultua o caminho é a quantidade de novas raças, criaturas, tipos de magia e categorias de coisas que são atiradas ao leitor dentro da história sem uma explicação dentro da narrativa. O livro vem com um considerável glossário no final, mas nem ele é capaz de transmitir tudo o que precisamos saber, além é claro de a definição por vezes não ser profunda ou entendível o suficiente.

“Em uma guerra de paciência, o mortal está sempre em desvantagem.”

Ficar indo e voltando entre definições não ajuda o fluxo que já é bem lento. Isso pra mim foi o mais difícil, já que não tenho problema com mundos confusos ou alta fantasia, entretanto a falta de cadência na narrativa cobrou o seu preço, demandando um tempo enorme de leitura que eu certamente teria matado muito rapidamente se houvesse mais ritmo. Como por vezes a definição das coisas não vinha verdadeiramente a agregar eu abstrai de ficar toda a hora consultando o glossário e levei a história a frente. Isso foi bom em vários aspectos e o que vale a pena citar é que às vezes algo que ele mencionou, mesmo com a definição, só vai fazer sentido 200 páginas a frente e ir consultar o significado de forma repetitiva não vai resolver se o autor optou por esconder aquela informação.

Como uma vez me disseram para Laranja Mecânica, essa é uma obra que eu acho funcionar melhor se você primeiro a compreender e depois for em busca de definições mais exatas, pois elas farão um sentido mais completo se você já tiver um contexto onde aquilo está inserido ou um histórico do que aconteceu. Então, quanto a isso, é preciso sim ter paciência e consideração. E ai ser um leitor acostumado com isso faz a diferença.

“Se quiser viver livre, garoto, viva sem fazer muito barulho.”

E não se engane, Ganoes Paran pode ser o nome mencionado na sinopse, mas está longe de ser o protagonista solo dessa história. Ele se posiciona como uma peça importante, mas Jardins da Lua tem vários narradores e personagens que vão muito além do papel de Paran no meio de tudo isso. Às vezes ele fica por muitas páginas sem dar as caras, dando espaço para as dezenas de outros terem também sua voz. Podemos tirar pelo menos outros cinco que tem tanto valor ou mais presença do que ele. Já ouvi dizer que em casa livro, mesmo que mantendo a história, o autor apresentará alguém para carregar a trama, mas mesclando sempre as visões.

Teremos pontos de vista variados e muitos narradores. Também há uma troca na forma como o tempo é contado quando mudamos de localidade, o que pode vir a confundir o leitor. Dentre as coisas que mais se destacam está certamente a variedade de raças e a complexidade da magia, mais bem explorada aqui no âmbito dos “labirintos”. Esses “portais” mágicos controlado pelos feiticeiros – e não só por eles – abrem um novo mundo de possibilidades e funções para o seu uso.

“Os labirintos de Magia habitavam o além. Encontre o portal e abra uma fenda.”

A estrutura do mundo, enquanto complexidade é muito ampla e certamente Steve Erikson tem uma grande história pra contar, e escolheu fazer de forma a deixar a carga de buscar entendimento para o leitor. A escrita do autor não é nada fluída, como já mencionei, e isso aliado ao estranhamento do livro pode causar problemas para alguns leitores. É preciso calma para avançar pelas páginas e aos poucos compreender o que cada ser está fazendo na história. Todos os personagens, sejam eles humanos ou não, tem algo a esconder e algum twist para acrescentar à história. Não se engane, ninguém é raso ou está ali apenas por estar.

Anomander Rake é sem dúvida meu personagem favorito aqui. Ele não fica tanto tempo em cena, mas quando aparece rouba completamente e atenção e quero ver bem mais dele nos próximos livros. Ele é apresentando como um inimigo no começo da história, mas certamente tem mais a dar de valor do que apenas só essa faceta e é fácil ver isso já nesse primeiro volume.

Esse é também um livro com bastante representatividade, há todo “tipo de gente” aqui, e as mulheres tem um peso forte na história também. Como o próprio autor menciona, há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e tanto caos nesse mundo que os questionamentos de papel do homem, papel da mulher, homossexualidade, tudo é deixado de lado, afinal, faz parte do contexto normal do livro, desse universo, que esse tipo de coisa não precisa ser discutido, apenas pertence ali.

A edição da Arqueiro esta bem bacana e ajudou super ter a ilustração dos personagens estampada nas partes internas da capa e contra capa, pois podemos visualizar melhor as diferenças entre cada um. E, mesmo tendo lido o livro com paciência, tenho certeza que ainda falta muito pra mim pegar desse universo. Acredito ainda que vamos andar por pelo menos mais um ou dois livros antes de ter o completo domínio sobre como as coisas funcionam ou qual a verdadeira ordem que rege esse mundo. Não há um bê-á-bá para decifrar esse livro e por mais que pela resenha não tenha parecido, o que o leitor encontrará aqui é confuso e amplo e deve ser digerido página a página mesmo sem compreensão total.

Vi várias pessoas comparando com As Crônicas de Gelo e Fogo ou Trilogia do Anel, mas acho que não é bem por ai. Esses autores apesar de apresentarem mundos ricos, explicavam suas construções dentro da narrativa, o que Erikson não faz. Achei a forma da disposição bem mais parecida com o S. L. Farrell em seu Ciclo Nessantico, por mais que o mundo seja mais restrito. De qualquer forma, é uma boa pedida.

O Livro Malazano dos Caídos apresenta um mundo complexo, vasto e voraz. Ninguém é o que parece ser e toda nova raça inserida acrescenta-se uma pitada a mais de amplitude e mistério. Há muito o que ser explorado e não parece haver limites para o que pode acontecer. É sim um livro difícil, mas acho que vale o investimento se você é realmente um fã do gênero e como eu mencionei, está acostumado a pegar histórias de fantasia que realmente investem em construção de mundo e complexidade narrativa.

site: http://resenhandosonhos.com/jardins-da-lua-steven-erikson/
Matheus 15/12/2018minha estante
Fantástica resenha. Sei que não é um bom caminho para trilhar, mas por demasiadas vezes encontro-me com a síndrome do protagonismo. Poderias me responder se há um protagonista? Até mesmo em 'As crônicas do gelo e do fogo' nós conseguimos perceber um direcionamento apesar de uma organizada e proposital bagunça que R.R Martin utiliza desde o primeiro livro.




Jesse 30/01/2019

Cansativo!
O excesso de personagens atrapalhou muito a leitura e tornou ela cansativa para mim. Tinha momentos que já não sabia quem era quem na história.

O livro ainda tem uma introdução do escritor, em que ele não é nem um pouco arrogante(estou sendo irônico) enaltecendo sua história, mais do que ela é na verdade!

Queria muito ter gostado desse livro, mas vou parar por aqui por enquanto. Existem outras obras de fantasia que me interessam mais, e me divertem mais que essa saga!
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Deivid Maurício 14/01/2019

Primeiro contato
Excepcional! Meu primeiro contato e sem dúvidas me surpreendeu. Uma obra prima!
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Gabriel 04/04/2018

Star Wars sem as letrinhas amarelas.
Imagine começar Guerra nas Estrelas sem aquele textinho em letras amarelas sempre presente no início de cada episódio da série para lhe situar sobre a situação da galáxia. Retire todo o maniqueísmo envolvendo a Rebelião e o Império, deixando dúbios os diversos interesses pelo poder que estão em jogo, e acrescente bem mais protagonistas e tramas do que as da saga de George Lucas. Pronto… Jardins da Lua é isso e ainda mais um pouco! Um livro que tinha um aspecto quase místico antes de sua chegada ao Brasil devido à complexidade que os leitores da obra diziam ter e que segue dividindo opiniões até hoje.

Sou totalmente contra aquela idéia de que literatura é como uma escadinha, tem que começar com Harry Potter antes de chegar nas obras de “alto nível” de Machado de Assis e Doistoiévski, mas no primeiro volume de O Livro Malazano dos Caídos farei uma pequena “exceção” ao sugerir que o leitor que decida encarar essa obra tenha certa experiência no gênero de Fantasia. Eu particularmente tive a sorte de ler esse livro após Duna, que curiosamente o autor diz no prefácio que “se existe um romance que me serviu de inspiração direta em termos de estrutura, foi esse”. Ambos os livros são pouco expositivos no início, jogando termos na cara do leitor que só descobrirá seu significado lá pra frente. Mas a Ficção Científica do Frank Herbert ainda assim é mais fácil de digerir do que a Fantasia de Steven Erikson.

Os pilares da história, nos quais o leitor tenta se sustentar para entendê-la, são, na maior parte do tempo, frouxos. Prepare-se para formar uma nova história do livro a cada capítulo. Sabe-se que tem um império, chamado malazano, que atualmente é comandado por uma mulher chamada Laseen, cuja ascensão após a morte de seu antigo monarca é bastante obscura. Seu domínio está se expandindo através de campanhas bélicas para outros continentes, como Genebackis, o centro geográfico da história de Jardins da Lua, mas acompanhadas das defesas das cidades sitiadas pelo Império alguns descontentamentos internos nas antigas forças militares do primeiro imperador devido aos interesses dúbios da nova imperatriz para com seus soldados começam a aparecer para atrapalhar a expansão. Isso é bem o resumo do resumo do resumo. Ainda não citei a parte em que os deuses parecem estar interferindo no meio desse caos político-bélico por causas desconhecidas, ou que um pedaço de terra flutuante comandado por um ser alto cinza com uma espada gigante aparece no meio do caminho para tentar parar a ampliação malazana fazendo alianças com as cidades sitiadas, por exemplo.

Essas informações, que pegamos aos poucos, são apresentadas por diversos pontos de vista que acompanhamos no livro. Na realidade, não há aqui sequer um personagem principal, um herói, embora a sinopse da edição da Arqueiro sugira que esse papel seja do Ganoes Paran. O protagonista é o próprio império malazano, sua expansão. Quem já leu O Cortiço, obra Naturalista de Aluísio Azevedo, vai entender essa ideia de personificar algo abstrato e inanimado. Uma hora estamos acompanhando os soldados malazanos e seus planos para quebrar as barreiras do inimigo e conquistar mais uma cidade, outra hora vamos para outra cidade que está na lista de planos do império e vemos as maquinações de sociedades de assassinos, nobreza e feiticeiros, para reprimir ou facilitar a entrada do império que está chegando. Numa hora temos lampejos dos líderes do império e sabemos um pouquinho mais dos seus interesses, depois adentramos na esfera divina e vemos os deuses maquinando sabe-se-lá-o-quê. Mas o nome do império, sua expansão, está sempre no centro de todos esses eixos.

Isso gera duas consequências, uma positiva e outra negativa (pelo menos pra mim). Por um lado, mesmo com o excesso de informações, é inegável que a construção desse universo consegue encher os olhos e instigar o leitor a descobrir mais. O autor criou diversas raças para sua obra, como os Tiste Andii, seres altos de cor preta e cabelos cinza, os T’lan Imass, que são basicamente esqueletos vivos, ou os Jaghut, criaturas com duas presas pra fora da boca, entre um bocado de outros seres. Não suficiente isso, a realidade em que a expansão do império se dá não é a única existente. Há outras dimensões, ou reinos, acessíveis por portais criados por feiticeiros, pelos quais se pode encurtar a distância até outras regiões do mundo convencional, ou retirar poderes dessa outra dimensão para realizar ataques, e elas ainda são a moradia dos deuses. Além disso, temos as divisões dos exércitos, dos magos, os grupos nas cidades. Sem sombras de dúvidas, aliás tem uma dimensão das sombras, há uma genialidade na mente criadora desse(s) mundo(s), para juntar esse amontoado de ideias de forma bem caprichada, sem que ele se tornasse desinteressante pela sua escala, pelo contrário.

No entanto, os personagens de certa maneira acabam ficando em segundo plano. Sabe em Dunkirk, do Christopher Nolan, em que a situação de evacuação das tropas da praia de Dunquerque está mais em evidência do que a vida dos soldados que nem chegamos a saber os seus nomes? Então, aqui acontece mais ou menos o mesmo. Os conflitos criados, as tensões e maquinações, parecem ser mais importantes do que os personagens que fazem as novas jogadas. Dos quinze ou mais pontos de vista que a história segue, você acaba criando empatia apenas com alguns, enquanto outros tornam-se enfadonhos por serem arcos “menores”, apenas elementos superficiais para se pescar uma nova informação da história “maior”.

Mas das figuras que o Erikson cria e chamam atenção, há de se dizer que ele o faz com classe. Anomander Rake, o Senhor da Cria da Lua, cuja rápida e eficiente imposição faz com que qualquer um tema ficar de frente com ele, mesmo que não em combate, apenas para discutir acordos. Destaques também para Ben Ligeiro, um dos magos do império malazano, Piedade, uma assassina que está gerando certa desconfiança entre os soldados, Whiskeyjack, líder dos Queimadores de Pontes, um dos núcleos que mais acompanhamos no livro, Kruppe, com suas maluquices e sonhos, e a própria Laseen, que mal aparece, mas que tem uma áurea misteriosa deixando o leitor maluco para saber mais.

O que fica mesmo são os entrelaçamentos entre eles. Sabe-se que certa pessoa tem um passado com outra, que uma delas está desconfiando de outra, e que essa por sua vez tem um plano para com outro personagem que pode ajudar ou não essa primeira pessoa, e vai se criando uma bola de neve gigante, embaixo da qual o leitor está sendo esmagado tentando entender a situação, e a bola vai rolando, rolando, descendo a montanha, até que cai de um penhasco e BUM…! Termina fazendo um estrago no chão! Se bem que, particularmente, achei o final um pouco anti-climático. Meio deus ex-machina, inferior se comparado ao início bem engajante pra mim (não caí na maldição do 17%). Mas ainda assim satisfatório, deixando o leitor ávido para conhecer mais desse universo.

Jardins da Lua é, portanto, um livro desafiador. Por começar no meio de uma mega-situação e não se preocupar em explicar muito ao público leitor como se deu cada etapa até cada grupo da história chegar onde está, com muitos personagens que podem confundi-lo pelo excesso de nomes (obrigado, glossário!), e que têm bastante segredos e tons cinza. Desafiador também por comprimir bastante informação em seiscentas páginas. Mas com a devida paciência, a obra consegue se tornar instigante à medida que cada peça desse quebra-cabeça é montada. Uma obra diferente e necessária para a Fantasia. Resta agora aguardar a sua continuação. Dizem que só melhora, hein…

site: https://leitoresvigaristas.wordpress.com/2018/04/03/resenha-jardins-da-lua-steven-erikson/
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J.Waters 13/03/2019

Jardins da lua!!! Que livro!!!!
Excepcional!!!! É como ler crônicas de gelo e fogo à partir do livro 4 (O fenstims dos corvo), vc realmente fica com uma curiosidade gigante a cerca do universo criado,sobre o que aconteceu e o que esta por vir,uma criação de mundo,personagens e mitologia muito grandiosa.
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Jessé 06/05/2018

Confesso, esperei muito pelo dia em que finalmente estaria aqui, resenhando esse LIVRÃO que é Jardins da Lua. Não apenas em tamanho, mas também em conteúdo. Conheci o livro pouco após seu lançamento, mas só agora tive oportunidade de lê-lo. Entretanto, valeu a espera. Cada página foi uma recompensa monstruosa.

Jardins da Lua é o primeiro livro da série O Livro Malazano dos Caídos, do autor Steven Erikson. Logo no prefácio, o autor nos mostra que a história veio para encontrar seu lugar de destaque entre os livros de fantasia. São vários personagens, várias cidades e uma mitologia riquíssima, ainda levando em conta os cenários e as batalhas, que são descritos com perfeição.

Não há um único herói ou um único vilão. São vários personagens, com motivações diferentes. Uns lutam por princípios, enquanto outros buscam apenas mais poder do que já possuem. A princípio, talvez você fique um pouco perdido no começo da história. São vários personagens, buscando coisas totalmente diferentes. Não há uma apresentação formal deles. O livro já começa no pá pum, com toda a ação acontecendo. Porém, em determinado ponto, tudo vai se encaixando, como um quebra-cabeças gigantesco. E, meu amigo, quando isso acontece, é impossível parar de ler.

O Império Malazano busca conquistar Darujhistan, a Cidade do Fogo Azul, a última das Cidades Livres de Genebakis, e a Imperatriz Lassen fará de tudo para conquistar a cidade. Entretanto, essa conquista está longe de ser tão simples. O capitão Ganoes Paran é enviado para Darujhistan, para assumir o comando dos Queimadores de Pontes, lendário esquadrão de elite liderado pelo sargento Whiskeyjack. Após vários atos e descobertas, os Queimadores de Pontes percebem que muita gente está envolvida num jogo criado pelos deuses, e que algo muito maior se aproxima. Até mesmo Anomander Rake, o Filho da Escuridão, busca suas próprias respostas, sabendo que uma guerra iminente se aproxima.

Em termos de construção de universo, Erikson não escreveu uma simples história, ele deu uma aula sobre como criar algo com qualidade. Sem dó, e escrevendo com maestria, ele nos entrega uma obra épica. Criaturas únicas, deuses, cidades enormes, magia e tudo o que você pode querer num livro de fantasia. A mitologia, como um todo, pode parecer um pouco complexa mas, quando você se entrega de vez para o livro, é difícil não querer seguir adiante. Se você busca uma história nova à qual se apegar, Jardins da Lua é a melhor escolha que você poderia fazer.

site: www.dicasdojess.com
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Fábio 16/07/2017

Épico
Se existe uma palavra que descreve bem este livro é simplesmente "épico", um mundo vasto, complexo e interessante, uma mitologia rica e personagens tão interessantes como poderosos.

Apesar de ser um livro de fantasia ele não segue os clichês do gênero, a ambientação tem características romanas (tanto no Império Malazano como no seus exercito), medieval e vitoriana, tudo em maior ou menor grau, também é digno de nota o perfeccionismo com as diferentes culturas e as diferentes raças deste mundo que por sinal são muito diferentes de outros mundos de fantasia, não espere achar elfos e anões por aqui, o sistema mágico é tão original quanto "esquisito" mas muito interessante.

Apesar de toda a qualidade deve-se alertar que Jardins da Lua não é uma leitura para principiantes, o mundo é complexo não só por si mesmo mas por que a todo momento o autor alude a épocas diferentes, são muitos personagens e nada é dado de graça ao leitor, você deve ler atentamente e juntar as peças para desvendar a historia.

Mas sem duvida é um livro que merece ser lido, faz por merecer todo sucesso que teve lá fora e tomara que faça por aqui para que possamos ler o resto da saga.
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Hoje é dia de Livro 12/04/2017

Resenha - Hoje é dia de Livro
Publicada originalmente em 1999, a série de Erikson é conhecida por ser um tanto quanto complexa e não destinada à leitores preguiçosos, como o próprio autor comenta e deixa bem claro no prefácio de Jardins da Lua — o primeiro de dez livros do arco "O livro Malazano dos caídos" — e quanto a isso, não tiro sua razão. Confesso que após ler suas considerações, fiquei um pouco apreensiva com toda essa complexidade, mas veja, se não fosse por esse toque, considerado por mim um desafio pessoal, eu nunca teria conhecido e tirado tanto aproveito de uma leitura e de todo o seu universo.

Em Jardins da Lua acompanhamos o início da expansão e da busca pelo poder do Império Malazano, que se intensifica após a morte do Imperador Kellanved, realizada pelas mãos de Laseen — comandante de uma organização secreta do Império —, ocasionando uma traição que dá a ela o cargo de Imperatriz do continente de Malaz. Em sua busca desenfreada pelo poder, ela domina algumas das Cidades Livres de Genabackis — um conjunto de cidades com ricos recursos a serem explorados —, restando-a apenas uma, a resistente Darujhistan. Em sua campanha, ela travará lutas com e entre várias espécies, entre elas os Tiste Andii, seres ancestrais governados por Anomander Rake, que lutará bravamente para conter a sede de poder de Laseen. No meio de tantos conflitos, o comandante malazano Ganoes Paran lutará para sobreviver no meio de um jogo orquestrado por deuses e outras criaturas, que almejam também um poder maior, e perceberá que o Império não é tão justo quanto ele pensava. Nessa procura pelo controle, muitas coisas acontecerão e caberá ao leitor ter a vontade e curiosidade de descobrir e apreciar em seguida a genialidade do autor.

Acompanhamos o desenrolar dessa história junto aos mais variados tipos de personagens, desde um simples ladrão até um deus ancestral. Alianças são formadas e quebradas, perigos estão presentes a cada virar de páginas e grandes reviravoltas e surpresas são consequências dessa narrativa épica, que acontece em terceira pessoa e é alternada entre os personagens, que são em suma, marcantes e muito bem desenvolvidos.

Erikson possui uma escrita inteligente, utilizando com fulgor sua imaginação e criatividade para nos presentear com esse universo tão singular. Jardins da Lua é um prato cheio para quem admira e exige uma boa história fantástica, onde deuses ancestrais, raças não humanas, magos, assassinos e até mesmo dragões, são nossas companhias constantes.

A diagramação do livro é notável. Encontramos informações de grande importância para qualquer leitor, como o significado de muitas coisas presentes na história e ainda as ilustrações dos personagens principais na segunda e quarta capa da obra, o que facilita a compreensão e o usufruir da história e de seus personagens.

O universo Malazano, foi inicialmente projetado para uma campanha de RPG GURPS, Generic and Universal Role Playing System (Sistema Genérico e Universal de Interpretação de Papéis em tradução livre). Com a vastidão do universo, ocorreu até a criação de um roteiro para um possível filme, coisa que infelizmente não aconteceu, por falta de interesse de produtores. O universo Malazano, possui vários prequels e contos, mas isso é assunto para uma outra postagem.

site: http://hojeediadelivro.com.br
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