Uma Proposta e Nada Mais

Uma Proposta e Nada Mais Mary Balogh


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Resenhas - Uma Proposta e Nada Mais


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Liih.Santos 05/11/2018

Uma proposta e nada mais
{RESENHA | UMA PROPOSTA E NADA MAIS #1 | #MaryBalogh | @editoraarqueiro | 272 p.}

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▪️Primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, Uma Proposta e Nada Mais é uma história lindíssima, intensa e cativante sobre segundas chances, perseverança do amor e nos presenteia com duas histórias de sobrevivência, uma após a guerra e a outra após perda de uma pessoa querida.
Um livro que me emocionou e me trouxe lindas reflexões, uma delas de que no amor há muitas barreiras, mas se quisermos fazer dar certo, temos que enfrentá-las custe o que custar.

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▪️Aqui conhecemos a jovem viúva Gwendoline, lady Muir que após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente.
Porém, passou a se sentir solitária e inquieta, começou então á considerar a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito de uma esposa.
Então ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, que também não tem a intenção de casar no momento, nota que ele, ao contrário, espera muito de uma mulher. Grosseiro e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra e após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pela madrasta e do futuro de sua meia-irmã, então, decide arranjar uma esposa para tornar sua nova missão menos penosa.

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▪️ Hugo, a princípio não queria cortejar Gwen, pois a julgava uma aristocrata mimada, porém, quando passam á se conhecerem melhor, se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. E Eela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.
O desejo e o carinho que Hugo e Gwen constroem durante a história é lindo, o que me fez torcer por eles durante a leitura, porém, a amizade entre Hugo com seus amigos do Clube dos Sobreviventes é maravilhosa, me surpreendeu todo esse cuidado e carinho entre eles que a autora nos presenteou, simplesmente amei esse livro, ansiosa para os próximos livros.

site: https://www.instagram.com/p/BpzX3WuglZ6/
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Thaisa 24/10/2018

Adorei!
Mary Balogh virou uma de minhas autoras favoritas desde o primeiro livro da série Os Bedwyns que li dela. Quando vi o lançamento dessa nova série, fiquei eufórica. Minha amiga Carol recomendou bastante esse livro, fazendo a minha vontade de ler aumentar e já posso garantir que (mais uma vez) ela acertou em cheio!

O primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes conta a história de Hugo Emes e Gwendoline Grayson, duas pessoas marcadas por adversidades em suas vidas. O romance tem um clima mais maduro, como os personagens. Eles não são dois jovenzinhos inocentes e sim, dois adultos que passaram por muitas coisas nessa vida.

Hugo, recém saído das guerras napoleônicas, carrega um peso em sua alma e busca a absolvição no grupo de amigos no clube. Gwen, viúva há 7 anos, convive com tragédias que feriram sua alma. Os dois se encontram por acaso (será mesmo acaso?) e descobrem que a vida pode ser mais interessante do que imaginavam.

Eu adorei o desabrochar desse amor. A autora trabalhou bem os personagens, explorando suas personalidades e nos apresenta um romance maduro, um amor forte e duas vidas que buscam se livrar dos seus fantasmas, apoiados um no outro, em si mesmos e nos amigos. O valor da família também foi muito bem explorado.

Amei os personagens, não só os protagonistas, mas também os outros integrantes do Clube. Estou super curiosa pra conhecer a história de cada um deles. Hugo virou meu mais novo crush e apesar dele ser um cara sisudo  e por vezes taciturno, conseguiu me encantar de um jeito avassalador. Gwen é a mocinha que amo! Uma mulher decidida, guerreira e vencedora.

Só tenho a dizer que Uma Proposta e Nada Mais me conquistou completamente. O romance é leve e ao mesmo tempo profundo, com personagens marcantes e cativantes que passarão um bom tempo em meus pensamentos. Super recomendo para quem ama o gênero.

Resenha publicada no blog Minha Contracapa:

site: http://minhacontracapa.com.br/2018/10/resenha-uma-proposta-e-nada-mais-de-mary-balogh/
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Kari 23/10/2018

O primeiro livro da série “Clube dos sobreviventes” conta a história de Hugo Emes, o lorde Trentham e Gwendoline Grayson, a lady Muir. Hugo é um soldado que retornou das Guerras Napoleônicas trazendo consigo muitos fantasmas. Apenas quando está rodeado pelos seus amigos que passaram pela mesma provação (o chamado Clube dos Sobreviventes) é que Hugo encontra um momento de paz de espírito, mas infelizmente, o mundo continua a girar ao seu redor.


Com o falecimento do seu pai, ele é o herdeiro e tem a obrigação de administrar todas as propriedades, além de precisar lidar com a madrasta e sua meia-irmã, Constance. Constance está com 19 anos de idade e já deveria ter sido apresentada à sociedade, mas graças à inaptidão de sua mãe Fiona, a jovem se vê presa em um limbo.


Hugo não tem paciência para lidar com o drama de Fiona, mas sabe que Constance merece o melhor e que a jovem precisa de uma mulher mais velha para auxiliá-la a navegar pela maldosa sociedade londrina. Hugo também sabe que está na idade de ter um herdeiro e para isso, precisa de uma esposa. Então a solução lógica para os seus problemas é encontrar uma esposa que se encaixe em seus planos.

Gwendoline é uma viúva de 32 anos de idade que aprecia a tranquilidade e a liberdade que o seu status social fornece, mas que após estar sozinha por sete anos, sente-se solitária. Porém, não está em seus planos arranjar um novo marido. Se teve algo que o casamento lhe ensinou é que após o matrimônio, o marido pode se transformar em alguém completamente diferente e isso é assustador.

Enquanto está hospedada na residência de uma conhecida, o caminho de Gwendoline e Hugo se cruza e os dois começam a desenvolver certo afeto um pelo outro. Hugo tem um jeito grosseirão e meio brusco, mas a protagonista não fica assustada. Pelo contrário, ela sente certa vivacidade em responder os seus comentários e os dois começam a desenvolver sentimentos.


É um romance intrigante, pois não se trata de dois jovens inocentes e sim de adultos maduros que passaram por inúmeras adversidades em suas vidas e por isso, possuem uma maior compreensão sobre a vida, a sociedade londrina e seus próprios sentimentos.


"-Sofremos neste lugar - explicou ele. - Nós nos curamos neste lugar. Desnudamos nossas almas uns para os outros. Deixar esta casa foi uma das coisas mais difíceis que fizemos. Mas era necessário para que nossas vidas voltassem a ter sentido. Uma vez por ano, porém, voltamos para recuperar nossa integridade ou para nos fortalecermos com a ilusão de que estamos inteiros." (p. 45)

site: http://www.alempaginas.com/
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Desireé (@UpLiterario) 23/10/2018

Já dizia o ditado: os opostos se atraem. (@Upliterario)
Hugo Emes, Lorde Trentham, recebeu seu título por seus feitos de guerra e carrega as cicatrizes de suas façanhas em sua alma. Foi o refúgio nas terras do Duque de Stansford e a companhia ali oferecida que lhe deram um pouco de paz, e assim nasceu o Clube dos Sobreviventes, onde feridos de guerra buscam por sarar suas feridas e reconstruir suas vidas. Anualmente, os membros retornam à Cornualha para um reencontro. Mas neste ano, Hugo encontrará por lá muito mais do que a companhia de bons amigos.
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Lady Muir tornou-se viúva aos 25 anos, depois de um curto casamento, cheio de altos e baixos. Agora sete anos depois, ela só procura um pouco de paz e tranquilidade em seus dias, ao lado de sua família e amigos mais próximos. Em uma visita à uma velha amiga, contudo, Gwen sofre um pequeno acidente e torce gravemente o tornozelo. Mas não é cavalheiro de armadura brilhante que vem em sua ajuda e, sim, o grosseirão e rude Lorde Trentham, filho de um comerciante de classe média, cujo título vazio não lhe forneceu a educação natural à aristocracia.
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Apesar de diferentes em tudo, Gwen e Hugo sentem uma amizade e uma atração mais forte do que o bom senso e as boas maneiras. E, mesmo que Hugo esteja à procura de uma esposa, Gwen seria a última opção. Até que...ela se torna a única escolha possível de seu coração.
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“-Acredito que eu prefira passear com você a valsar com outro, lorde Trentham.”
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Um romance que mescla bem temas mais sombrios, com momentos leves e doces. Hugo é muito fechado, rústico e carrancudo, mas guarda um grande coração. E para os fãs da autoras, vários personagens de outras séries aparecem por aqui e possibilitam ao leitor reencontrar velhos e grandes amigos. Recomendo!

site: www.instagram.com/upliterario
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Najara.Lena 12/10/2018

Uma proposta e nada mais com receita
Humm....não consigo parar de suspirar depois de ler o romance que trago para vocês hoje. Vamos falar um pouquinho de UMA PROPOSTA E NADA MAIS, da autora MARY BALOGH. Este livro é o primeiro da coleção CLUBE DOS SOBREVIVENTES e trata-se de um romance de época, ambientado em torno de 1815, período das guerras napoleônicas, onde nossa heroína é a jovem viúva Lady Muir, primeiro nome Gwendoline, e vamos chamá-la carinhosamente como chamam no livro de Gwen.
Nosso herói é o Lorde Terntheam, conhecido como Hugo Emes, e apesar do título de nobreza, logo descobrimos que nosso mocinho não é nada pomposo como a aristocracia inglesa e nem é tão cavalheiro assim. Hugo herdou o título em reconhecimento por sua atitude heroica na guerra e a fortuna herdou do pai que era comerciante, logo não tinha o hábito de frequentar as rodas aristocráticas que Gwen frequenta.
Por obra do destino, em um fatídico acidente em uma praia isolada que pertence as terras de um amigo de Hugo, ele conhece Gwen que está ferida. Muito a contragosto ele resolve socorrer a pobre moça e a levá-la para a mansão de seu amigo, onde está hospedado junto com outras pessoas que se reuniram para recuperar de traumas da guerra.
Como Gwen torceu o tornozelo, ela não tem outra alternativa a não ser ficar hospedada na mansão até que recupere de sua lesão, e neste interim ocorre o mais delicioso romance entre duas pessoas que aparentemente são totalmente opostos uma da outra. Hugo não quer se envolver com Gwen, pois ele acredita que eles vêm de mundos totalmente diferentes, por tanto não são compatíveis. Gwen por sua vez tinha decidido que após sete anos de viúves estava muito bem feliz e sozinha.
Uma das coisas que adorei neste romance é que a heroína não é nenhuma donzela desprotegida, muito pelo contrário, Gwen é uma viúva bem resolvida, alegre, rodeada por entes queridos e muito apreciada, e que apesar de ter sofrido durante o casamento e ter passado por um acidente que deixou sequelas, ela resolveu encarar a vida com felicidade. Outra coisa que gostei também é o fato de ela ter mais de trinta anos, normalmente em romances sempre temos a mocinha inexperiente, jovem e ingênua demais, e isso com o tempo cansa e se torna até previsível, então é um balsamo esta mudança de ares para personagens mais maduros.
No decorrer do romance vocês vão começar a notar que apesar da falta de tato e do jeito meio grosseiro de Hugo ele é um espetáculo, vão também perceber como ele é gentil, carinhoso e solicito além de muito, muito sedutor de um jeito que não é forçado e quando vocês menos esperarem vão se apaixonar por ele. Gwen também é um encanto de personalidade doce, mas determinada, com o decorrer da estória a gente fica na expectativa e na torcida que tudo dê certo para ela o tempo todo.
Enfim neste primeiro livro da série, Mary Balogh conseguiu trazer uma mistura inebriante de romance, desejo, quebra de preconceitos e paradigmas. Uma proposta e nada mais é uma leitura leve e deliciosa repleta de situações divertidas e de uma inteligência sutil e contagiante, para quem gosta de um bom romance de época esta leitura vai ser uma delícia.
E por falar em delicia, este romance é repleto de guloseimas, mas um prato que me chamou atenção em mais de um momento foi a sopa. Então pensei com muito carinho e resolvi criar uma sopa reconfortante para vocês, e acho que uma boa sopa não só alimenta o corpo como conforta a alma.

Hugo e Gwen
Ele a encarou, notou que sorria e lhe fez um seco sinal com a cabeça, depois voltou a atenção para o jantar.
A julgar pela sopa, pensou Gwen, o duque de Stanbrook tinha um excelente cozinheiro.
Constance e Fiona (sogra e enteada de Hugo)
_ Sua avó vai preparar sopa para mim- disse Fiona. - Sempre fez a melhor sopa do mundo.

Então vamos lá nos aventurar a fazer a melhor sopa do mundo ......
Sopa (Comfort Food)
Dicas e truques
Uma torradinha feita de pão francês com um pouquinho de azeite é o acompanhamento ideal para esta sopinha.
Sabe aquele detalhe verdinho salpicado em pratos de sopa que normalmente vemos em fotos de revista? Pois então é uma coisinha muito simples de fazer, basta você picar salsinha bem picadinha e depois secá-la no papel toalha. Você vai absorver todo o sumo da salsinha com o papel, pode até deixar ela descansando embrulhadinha no papel por um tempo, e o resultado vai ser uma erva sequinha parecendo com um pozinho verde. Fica lindo para decorar pratos de sopa.
Utensílios
? Faca
? Panela de pressão
? Panela normal
? Prato e concha para servir
? Liquidificador
Ingredientes
Vou separar a recita em duas etapas pois são os detalhes que fazem a diferença
Passo 1
? 3 batatas cortadas em cubos
? 1 cenoura fatiada
? 1 cebola picada
? 2 dentes de alho picados
? ½ xicara de abobora picada
? 1 colher de manteiga
? Azeite
? Sal e pimenta
? 1 litro de água
Em uma panela de pressão você vai colocar a manteiga e o azeite (dica para não queimar a manteiga). Quando estiver bem quente vai juntar a cebola e o alho e refogar até começar a dourar. Depois acrescente todos os legumes picados e tempere com sal e pimenta. Deixe cozinhar por cerca de 30 minutos, depois de cozido bata tudo no liquidificador e reserve (cuidado ao bater líquidos quentes no liquidificador para não se queimar)
Passo dois
? 1 batata cortada em cubinhos pequenos (bem caprichado)
? 1 cenoura cortada em cubinhos pequenos
Na panela normal, você vai cozinhar estes cubinhos em água com uma pitadinha de sal, até que fiquem ?al dente? sem ficarem muito moles e perderem a forma, escorra e reserve.
Por fim você vai juntar a sopa batida e os cubinhos de legumes que são para dar textura ao creme. A textura do creme fica por sua conta. Tem quem goste dele mais ralinho e tem quem goste mais encorpado. Se você for do time se sopas mais encorpadas, basta deixar a sopa ferver mais um pouco até que engrosse mais.
Sirva em pratos fundos ou pequenos bowls e decore com a salsinha que ensinei a fazer acima na dica. Além de nutritiva, esta sopa é muito saborosa e bonita, perfeita para um dia friozinho e nublado com uma carinha de Londres antes das temporadas de baile......
Até a próxima
Kisses,
NL
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Vânia 09/10/2018

Clube dos Sobreviventes #1
Já são vários os livros que lemos cujas histórias/romances se passam em plenas Guerras Napoleônicas.
A série desta mesma autora lançada anteriormente, os Bedwyns, inclusive traz esse período e algumas descrições dos horrores que aconteciam.

No entanto, nenhuma outra série trouxe as sequelas de quem vivenciou de perto esse horror (pelo menos, nenhuma que eu tenha lido).

Esta série aqui se trata exatamente isso.

Seis pessoas. Cinco homens e uma mulher. Estes são os sobreviventes dessa guerra.
Trazendo ferimentos no corpo e na alma, eles se conheceram quando passaram um período muito longo de recuperação na propriedade de George Crable, o Duque de Stanbrook.
Este não foi pessoalmente à guerra, mas perdeu um filho muito jovem nela.
Ele, então, tomou para si a responsabilidade de cuidar de outros, e desse convívio uma grande amizade nasceu.

Ao longo da leitura deste livro, ficamos sabendo de algumas sequelas e/ou o que estes sobreviventes têm (logicamente, cada livro trará mais detalhes), mas vamos apresentar os participantes:

Flavian Artnott, Visconde Ponsonby (é gago)
Ralph Stockwood, conde de Berwick (tem uma enorme cicatriz no rosto)
Imogen Hayes, lady Barclay (foi feita prisioneira, e viu o marido ser torturado e morto)
Vincent Hunt, Lorde Darleigh (o mais jovem do grupo. Cego)
Benedict Harper (sofreu ferimentos severos nas pernas e anda com muletas. O médico queria amputá-las, mas ele se recusou e voltou a andar, mas ainda com grande dificuldade)

E temos o protagonista deste livro, Hugo Emes.
Hugo não nasceu nobre. Recebeu o título como condecoração por heroísmo, mas, na verdade, ele sequer imaginava que iria sobreviver.

Ele chefiou uma missão suicida e o mais certo era de que ele e seu grupo de homens não voltariam. Mas ele voltou. E apesar de não ter cicatrizes externas, ele as carrega na alma.

O grupo, depois de recuperado, passou a se encontrar 1 vez por ano na casa de campo de George.
Como Hugo não pôde ir no ano anterior por conta da morte de seu pai, ele estava ansioso para encontrar os amigos. E, também, porque ele vinha pensando em conversar com eles sobre a possibilidade de encontrar uma esposa.

Tendo herdado uma fortuna, Além da madrasta e a meia-irmã para cuidar, Hugo sabia que uma esposa o ajudaria a lidar com essas questões de traquejo social, coisa que ele possuía nenhum. Hugo era direto em suas palavras, se passava por grosseirão, e estava sempre carrancudo.

Ao contar para eles o seu plano, num jeito peculiar à amizade deles, foi dito que ele deveria encontrar a primeira solteira, jogar-lhe na cara o quão rico era e, simplesmente, pedi-la em casamento.

Isso quase aconteceu...

Gwen estava hospedada na casa de uma amiga, Vera Parkinson, próxima à casa do duque. Com o passar dos dias, Gwen percebe que a única coisa que tinham em comum era que ambas eram viúvas.
Vera era uma pessoa difícil de lidar, sempre reclamando da vida.

Após terem se desentendido, e Gwen ter saído para passear pela praia, ela acaba se machucando ao escorregar e é ajudada - melhor dizendo, carregada! - por ninguém menos que o homem que havia saído para encontrar uma esposa.

Depois disso, a interação entre o casal vai de muito engraçada ao fiasco total.

Gwen era viúva já há algum tempo e havia voltado a morar com a mãe. Sua família se preocupava com ela.
A princípio ela não se mostra disposta a mudar sua condição, mas quando a ideia começa a lhe bater, ela conhece Hugo.

Definitivamente ele era um homem diferente.
Não era nobre e há até bem pouco tempo, ele tinha total desprezo por eles. Suas amizades são poucas e leais. Prima pela sinceridade sempre e, apesar de não ter muitos motivos para rir, consegue enxergar em Gwen mais do que apenas a possibilidade de ser uma esposa ajudadora; ela poderia ser aquela que iria com ele transpor algumas portas em busca do autoperdão e felicidade.

"Sentir-se culpado quando não há erro indiscutível é muito perigoso."

"Quando nos sentimos como ovos podres, não queremos que ninguém quebre a casca, para o bem dos outros."

A história é rica de detalhes a que se propõe. Mostra pessoas feridas; traz a possibilidade de um romance (o cortejo desajeitado e inseguro que o torna mais charmoso); revela segredos e ainda faz o leitor pensar sobre a importância da empatia, além de querer torcer por dias melhores a cada um dos personagens.

A maestria da autora está em trazer assuntos tão pesados de forma a querer que o leitor queira virar uma página após a outra. Há a introspecção, mas não um sofrimento.
Não se engane. O romance pode ter um final feliz, mas o seu ganho em lê-lo vai muito além disso.
Muito inspirador.
5 estrelas
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Michele Bowkunowicz 09/10/2018

recomendo!
Em Uma Proposta e Nada Mais, da autora Mary Balogh, conhecemos um grupo peculiar de sete pessoas. Todos eles escaparam com vida das Guerras Napoleônicas, cinco ex-oficiais militares e a viúva de um oficial morto pelo inimigo: Hugo Emes, lorde Trentham; Flavian Artnott, visconde Ponsonby; Ralph Stockwood, conde de Berwick; Benedict Harper; Vincent Hunt, lorde Darleigh; e Imogen Hayes, lady Barclay. Eles foram acolhidos na casa de campo de George Crabbe, duque de Stanbrook, que se tornou o sétimo membro do Clube dos Sobreviventes.

“Eram sobreviventes e tinham força para levar a vida adiante. Contudo, de uma forma ou de outra, também carregavam cicatrizes. Entre eles, não precisavam esconder isso.” (pág. 7)

“As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga.” (pág. 11)

“A negatividade podia ser assustadoramente contagiosa.” (pág. 16)

“A vida era curta demais para perder tempo com lamentações. Havia sempre muito o que comemorar.” (pág. 18)

“Ele se recuperara de suas feridas até onde fora possível.” (pág. 21)

“Teria aquela atração inesperada e um tanto ridícula alguma relação com a igualmente inesperada onda de solidão que ela sentira na praia, pouco antes de se encontrarem?” (pág. 38)

“Quando as feridas saravam, tudo deveria se curar. A pessoa deveria voltar a ficar inteira. Parecia fazer sentido.” (pág. 47)

“Às vezes, a vida é complicada demais para que haja uma resposta simples para uma pergunta simples.” (pág. 57)

Após criarem um forte laço de amizade, todos eles combinaram de se reunir sempre que possível na casa do duque de Stanbrook, para não só reforçar o companheirismo que surgiu das feridas internas e externas de uma guerra, mas também para colocar a conversa em dia. Hugo, não muito diferente de seus amigos, carrega cicatrizes por ter comandado uma missão suicida. Por causa de sua bravura recebeu um título de nobreza e uma identificação como herói de Badajoz, que ele acredita ser desnecessário. Sem contar esse grande fardo que ele precisa carregar nas costas, seu pai faleceu e deixou a responsabilidade de toda a riqueza e negócios da família para Hugo.

“Tinha muito a aprender. Crescera em Londres e partira para a guerra.” (pág. 69)

“Seria possível resistir à companhia de lorde Trentham?” (pág. 72)

“Felicidade e satisfação não eram a mesma coisa, eram?” (pág. 76)

“Acho que o mar nos lembra do pouco controle que temos sobre a vida, por mais que tentemos planejar e organizar tudo com cuidado. Tudo muda da forma mais inesperada e tudo é assustadoramente imenso. Somos pequenos demais.” (pág. 81)

“Apesar de tudo que se possa dizer em contrário, vale a pena viver até o último suspiro com que a natureza nos presentear.” (pág. 88)

“O medo deve ser desafiado, foi o que descobri. Ele fica poderoso quando permitimos que nos domine.” (pág. 100)

“Para alguém com algum senso de autopreservação, ele parecia ter uma tendência e tanto à autodestruição. Uma contradição intrigante.” (pág. 103)

Na casa de lorde Stanbrook, ele confidencia aos amigos que o tempo de reclusão tinha acabado. Agora, Hugo precisa encontrar uma esposa. Não só isso, ele também precisa tirar Constance, sua meia-irmã, das garras de Fiona, sua madrasta, enquanto ela ainda é jovem e tem tempo para apreciar a socialização da aristocracia e encontrar um marido. O Clube dos Sobreviventes, em uma brincadeira inocente, encoraja Hugo a pedir em casamento a primeira mulher que encontrar na praia perto da casa de Stanbrook.

“Tinha experimentado a paixão recentemente e não queria isso de novo. Era intenso demais, doloroso demais.” (pág. 137)

“Sonhos de juventude são preciosos. Não devem ser considerados irrealistas e tolos só por serem jovens.” (pág. 149)

“Ninguém pode experimentar o casamento. Quando se entra nele, não há como sair.” (pág. 150)

“A vida era feita de escolhas, e cada uma delas, mesmo as mais insignificantes, faziam diferença na trajetória da pessoa.” (pág. 158)

“O que acontece com o amor quando o romance acaba, George?” (pág. 211)

“Quando você não ama a si mesma, não tem condições de amar mais ninguém. Não de maneira completa e verdadeira.” (pág. 235)

“(...) não importo com o número de mundos que teremos que atravessar para descobrir nosso próprio mundinho.” (pág. 272)

Para satisfazer as gracinhas dos amigos, Hugo realmente vai para a praia, mas sem a intenção de fazer o que eles falaram. Como obra do destino, Gwendoline Grayson, lady Muir, também estava caminhando em direção ao mesmo lugar. Na verdade, ela só estava ali após uma discussão com Vera, uma colega com quem está passando os dias. Gwen precisava espairecer a mente, mas acabou pensando no fato de ainda estar sozinha mesmo após sete anos da morte do marido. Sem querer ela acaba machucando o tornozelo após cair. Vendo o estado dela, Hugo se aproxima para ajudar. Como era de se esperar, Gwen aceita a oferta com relutância.

Leia o restante no blog Rotina Agridoce:

site: http://www.rotinaagridoce.com/2018/05/resenha-1625-uma-proposta-e-nada-mais.html
Silvia 09/10/2018minha estante
Oi Michele, gostaria de saber se você ainda tem O Menino do pijama listrado para troca (no plus)? Obrigada




Kika.Oliver | @mixturaliteraria 06/10/2018

Ah que saudade eu estava da Mary Balogh!
Mais uma vez fui arrebatada por um lindo romance de época ao ler o 1º livro da série O clube dos sobreviventes da Mary Balogh que conta a história de um grupo de 7 pessoas que se conheceram no período das guerras Napoleônicas e que se uniram em um momento de muita dor e sofrimento, encontrando apoio e um novo sentido de viver em seus momentos de maior vulnerabilidade. . .

Em Uma proposta e nada mais (1º livro) temos o prazer de conhecer a história de Hugo e Gwendoline. Ele, membro desse clube é conhecido como o herói de Badajoz e ela uma viúva de uma família aristocrática muito respeitável que, aqueles que já conhecem os livros anteriores da autora já ouviram falar. .

Hugo é uma figura. Um homem enorme com a cara sizuda, aparentemente rude, sem habilidades sociais e principalmente sem nenhum jeito com as mulheres, mas tudo isso só nos serve para darmos muita risada, (de desespero e choque) em momentos em que ele simplesmente não segura as palavras na boca. Mas ele também possui um coração lindo e tão grande quanto ele. .

Gwen em termos de aparência e jeito é seu completo oposto, de compleição delicada, a leveza em pessoa e nitidamente uma dama aristocrática, que com muito jeito e sutileza consegue colocar o melhor que Hugo tem pra fora. Sendo uma mulher mais madura, ela nos cativa pela graça e habilidade características da idade, algo que não costumamos ter em personagens mais jovens. . .

Juntos, o casal protagoniza uma linda e madura história de amor, onde o perdão e amor próprio possuem muito destaque na trama. Eles carregam há muito tempo feridas emocionais abertas que não deveriam possuir, mas juntos e cada um à sua maneira e a seu tempo encontram no outro o impulso necessário para a cura. .

A leitura é mais do que recomendada! Para quem ama um bom romance de época com foco na construção do relacionamento e não em páginas e páginas de cenas sensuais essa é a escolha ideal. Deixando claro que sim, temos cenas calientes e deliciosas de ler, porém na medida e tempo certo. .

Vale dizer que são histórias independentes e o final é apresentado de uma forma que não causa desespero pelo livro seguinte.

site: https://www.instagram.com/p/Bn1kxgyHgKm/?taken-by=mixturaliteraria
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Michelle Trevisani 29/09/2018

Os livros de Mary Balogh da série “Os Bedwins” cativaram-me desde o primeiro, então já tinha uma grande expectativa ao começar a ler Uma proposta e nada mais da série Clube dos sobreviventes. Já posso dizer que o livro não me decepcionou.

Primeiramente, achei a capa linda. É delicada, agradável, chama atenção e dá vontade de saber sobre a história. Depois, o livro é uma delícia de ser lido! A narrativa flui e não dá vontade de parar de ler. Fiquei acordada até depois da meia-noite lendo, pois não conseguia parar!

Gwendoline, lady Muir, é uma jovem viúva que já sofreu bastante na vida e que já não pensa mais em se casar. Está resignada em ser tia e viver com sua família. Já Hugo, lorde Trentham, não nasceu nobre, mas conquistou seu título por seus próprios méritos. Também tem suas feridas internas, e conhece Gwen por um dos acasos da vida.

O Grupo dos Sobreviventes era formado por sete amigos: seis homens e uma mulher. Cada um com um trauma físico ou psicológico diferente causado pela guerra, e encontram um no outro força para lutar e superar seus traumas. São mais do que amigos, são uma verdadeira família. Reúnem-se em Penderris Hall, casa de campo do duque de Stanbrook, e é lá que Gwen e Hugo se conhecem. Ela está visitando uma amiga (muito chata e inconveniente) e torce o pé num passeio na praia. O problema é que ela já tem um problema naquele pé, e Hugo a ajuda e a leva à casa onde o grupo está reunido.

"O clima não o desanimava, embora preferisse viajar com sol. Estava a caminho da Cornualha. Ia a Penderris Hall, a casa de campo de George Crabbe, duque de Stanbrook. Sua graça era uma das seis pessoas que ele mais amava no mundo, algo até estranho de se admitir. Afinal, cinco delas eram homens. Eram as seis pessoas em que ele mais confiava no mundo. Não havia nada de impessoal em sua relação com esses amigos.”

Ela não queria ficar lá, mas todos a convencem de que é o melhor. Nos dias que antecedem a chegada de seu irmão, que vai buscá-la para levá-la para casa, ela consegue se dar bem com todos, porém é inegável que Hugo a intriga, e que ele está atraído por ela.

O romance entre eles vai acontecendo aos poucos, e quando ela vai embora já está apaixonada, porém acha que não vai mais vê-lo. Hugo, por outro lado, está à procura de uma esposa. Se quiser um filho legítimo, terá que se casar. A princípio, ele queria alguém de sua classe social, mas não estava interessado em amor, contudo, depois dos dias que passa com Gwen, vai até à casa de seu irmão e a pede em casamento. Ela promete que vai conhecer sua meia-irmã e ajudá-la na apresentação à sociedade, e diz que ele pode cortejá-la.

LEIA O RESTANTE DA RESENHA NO MEU BLOG >> LIVRO DOCE LIVRO.

site: https://meulivrodocelivro.blogspot.com/2018/09/resenha-uma-proposta-e-nada-mais-de.html
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Ro 08/09/2018

Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome, Lady Gwendoline Muir, é uma viúva, vinda de um casamento com problemas e com traumas físicos e emocionais, uma historira envolvente dei muitas reisados com esse casal. Estou muito curiosa para os próximos livros, quero conhecer a historias de cada personagem. Amei a escrita da Mary.
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Malu 08/09/2018

A primeira coisa que preciso dizer sobre esse livro é que, por mais que a sinopse não deixe isso claro, esse não é um romance de época igual a muitos que vemos por aí. E, o principal motivo para isso são os próprios protagonistas. São dois personagens densos, cheios de traumas e marcas da vida que os tornam muito mais reais. Aliás, ambos foram construídos de uma forma que foge bastante dos padrões de romances de época.

Tanto a Gwen quanto o Hugo são personagens mais maduros do que estamos acostumados a ver nesses livros, não só por sua idade (os dois já têm mais que 30 anos), mas por um passado difícil que acabou moldando a personalidade deles. Além disso, é interessante ver como cada um deles lida com seus demônios e a forma como a autora deixa claro que, mesmo com o tempo, eles ainda tinham muito que superar.

No entanto, preciso confessar que, por mais que tenha amado os dois protagonistas, o romance demorou a me convencer. Eu gostava muito dos diálogos entre Gwen e Hugo, porque eram conversas maduras e que refletiam todo o peso que esses personagens carregavam na alma. Mas parecia que não havia química entre eles e as primeiras cenas mais sensuais acabaram não me convencendo. Porém, apesar de demorar, eu acabei acreditando e torcendo por eles; com a convivência e a forma como ambos foram se ajudando a lidar com seus traumas, o sentimento entre eles foi se tornando mais concreto e real.

Por outro lado, fui rapidamente conquistada pelos amigos de Hugo. Ele faz parte de um grupo composto por outros cinco homens e uma mulher que, de maneiras diferentes, tiveram suas vidas transformadas pela guerra, o Clube dos Sobreviventes que dá origem ao nome da série. À primeira vista, eles têm pouco em comum e apresentam personalidades muito diferentes, mas foram unidos pela dor e se ajudaram nos momentos mais difíceis de suas vidas, formando um vínculo muito bonito de acompanhar.

Com relação à trama, ela se desenvolve de forma mais lenta do que costuma acontecer em romances de época, mas isso não é algo ruim. Este é um livro que foca mais no desenvolvimento dos personagens do que no romance, permitindo que o leitor vá descobrindo suas camadas aos poucos. A leitura flui bem e se torna envolvente pelos diálogos inteligentes e pelo carisma dos protagonistas.

Deste modo, Uma proposta e nada mais é um romance de época diferente da maioria dos livros do gênero, mas que não deixa de ser uma leitura leve e envolvente. Com personagens mais complexos do que eu esperava, me encantei pela jornada pessoal deles ainda mais do que pelo romance. Assim, terminei a leitura apaixonada pelo casal principal, mas tocada pelas reflexões que encontrei. Recomendo para todos que adoram o gênero, mas que estejam procurando uma leitura diferente e mais madura.

site: http://www.dicasdemalu.com.br/2018/05/resenha-uma-proposta-e-nada-mais.html
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Dai 04/09/2018

Simplesmente encantador, amei como o relacionamento deles aconteceu aos poucos, foi se desenvolvendo e cicatrizando tantas feridas que existiam neles. Uma história deliciosa
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Rubia 03/09/2018

Lindo como tudo que a Mary Balog escreve!!
Apesar de ainda não ter acabado a série dos Bedwyns resolvi ler esse pq amo personagens sofridos.. Gwen, é uma viúva que teve um casamento muito triste, e depois de um acidente em que ela caiu de um cavalo, onde além de perder o filho ficou manca..tenta aparentar a pessoa que está sempre de bem com vida..Num passeio pela praia, ela conhece Hugo, ele é um homem de classe média que ganhei um titulo por méritos do exército, mas nunca se sentiu bem com a aristocracia...ele é muito direto, direto até demais, me diverti muito com as diretas dele! as vezes chegava a ser grosseiro...enfim ele socorre Gwen, que caiu na subida de um morro e torceu o tornozelo...ele leva ela para a casa onde ele esta hospedado. Apesar de não gostar nem um pouco da aristocracia,começa a gostar muito do Gwen. No meio de muitos dilemas sobre ele aceitar fazer parte do mundo dela e ela fazer parte do mundo dele, surge aquelas eternas dúvidas, de que essa relação nunca poderia dar certo..Mas a história se resolve de uma forma muito linda, amo a escrita da Mary e da para notar nitidamente que é um livro escrito por ela.. minha única reclamação é que o final, os últimos parágrafos ficaram meio esquisitos, não achei um final de suspirar como deveria ter sido...parece que ela estava sem inspiração nesta hora...mas não atrapalha em nada do que vc tenha lido do livro...
Dea 03/09/2018minha estante
Amei esse livro. Tive a mesma opinião.


Rubia 04/09/2018minha estante
é muito lindoo...só o finalzinho deixou a desejar, mas eu amei amiga..




Ana 31/08/2018

Quando eu tinha mais ou menos dezessete anos, li uma trilogia de época que ganhou o meu coração. Desde então, nunca mais achei nenhuma que me agradasse. Ouvi falar tão bem da Mary Balogh que resolvi dar uma chande para Uma Proposta e Nada Mais, primeiro volume da trilogia O Clube dos Sobreviventes. Infelizmente, foi com esse livro que eu descobri que nunca mais terei um relacionamento sério com um romance de época na vida.

Nesse primeiro livro, somos apresentados aos sete amigos que fazem parte do clube, onde todos os membros foram marcados pelas Guerras Napoleônicas: Imogen Hayes, Flavian Arnott, George Crabbe, Ralph Stockwood, Hugo Emes, Vincent Hunt e Benedict Harper. Apesar de conhecermos um pouco da história de cada personagem, o enredo gira em torno de Hugo. O par romântico de Uma Proposta e Nada Mais se forma de um jeito muito estranho, quando Hugo encontra Gwendoline — viúva do Visconde de Muir — dentro de Penderris Hall, propriedade de um dos seus amigos, com o tornozelo torcido. Ao levá-la para a mansão, Hugo não imaginaria nunca que uma história de amor se desenrolaria entre eles.

Gente, sabem aquelas cenas de filme de romance em que um casal está terminando e, em dado momento, um deles vira e fala "o problema não é você, sou eu"? Ai, pois foi isso mesmo que eu quis falar antes mesmo de terminar esse livro, mas vou ao menos tentar explicar o porquê. Primeiro, eu só queria dizer que não há nada de errado com essa história, é o gênero em questão que não me atrai de jeito nenhum por diversos motivos que acredito que são característicos dele, e que vão contra todos os meus pensamentos.

Para início de conversa, eu não consigo ler e aceitar de boas a submissão das personagens femininas e as falas e atitudes machistas dos personagens masculinos. Sim, eu estou muito bem ciente de que a história se passa em uma época bem diferente da nossa — e que, na realidade, a maioria das mulheres retratadas aqui estão a frente do seu tempo —, mas EU estou no século 21 e é extremamente difícil para mim assimilar isso tudo, mesmo sabendo que o machismo ainda existe. Resumindo, o que eu não aceito é ler tanta baboseira e ter que aceitar porque "ah, ok, eles estão em outro século".

Por exemplo, logo no início do livro Lady Muir revela em uma conversa com Hugo que esteve grávida e perdeu o bebê no sexto mês de gravidez, quando caiu de um cavalo. Vocês sabem o que o homem falou? "Ah, mas o que você estava fazendo num cavalo nessa condição? Você queria mesmo esse bebê? Mas nossa, quanta irresponsabilidade", como se gravidez fosse doença ou empecilho para as mulheres fazerem o que gostam, como se ela fosse culpada pelo acidente ou como se ele simplesmente tivesse o direito de falar alguma merda com ela, sendo que foi ela perdeu o bebê e sofreu muito por isso. Misericórdia, não tenho paciência. Acho que vocês conseguiram entender um pouco o meu nível de ranço pelo gênero, porque em qualquer livro acontecem diálogos desse tipo.

Eu tenho certeza que uma pessoa que ama esse estilo de história vai se apaixonar por esse livro. Eu não posso mentir falando que ele é um lixo, porque ele têm todos os elementos que uma boa obra deve ter: personagens bem construídos — inclusive os secundários, que aparecerão nos outros volumes da trilogia —, enredo de fácil compreensão, um romance chove-não-molha característico do gênero e uma protagonista feminina que consegue salvar o conjunto da obra. Portanto, acredito de verdade que Uma Proposta e Nada Mais é um bom livro, apenas não funcionou para mim, assim como qualquer outro romance de época que eu pegasse para ler.

site: http://www.roendolivros.com.br
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