Uma Proposta e Nada Mais

Uma Proposta e Nada Mais Mary Balogh


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Resenhas - Uma Proposta e Nada Mais


79 encontrados | exibindo 1 a 15
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Ro 08/09/2018

Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome, Lady Gwendoline Muir, é uma viúva, vinda de um casamento com problemas e com traumas físicos e emocionais, uma historira envolvente dei muitas reisados com esse casal. Estou muito curiosa para os próximos livros, quero conhecer a historias de cada personagem. Amei a escrita da Mary.
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Malu 08/09/2018

A primeira coisa que preciso dizer sobre esse livro é que, por mais que a sinopse não deixe isso claro, esse não é um romance de época igual a muitos que vemos por aí. E, o principal motivo para isso são os próprios protagonistas. São dois personagens densos, cheios de traumas e marcas da vida que os tornam muito mais reais. Aliás, ambos foram construídos de uma forma que foge bastante dos padrões de romances de época.

Tanto a Gwen quanto o Hugo são personagens mais maduros do que estamos acostumados a ver nesses livros, não só por sua idade (os dois já têm mais que 30 anos), mas por um passado difícil que acabou moldando a personalidade deles. Além disso, é interessante ver como cada um deles lida com seus demônios e a forma como a autora deixa claro que, mesmo com o tempo, eles ainda tinham muito que superar.

No entanto, preciso confessar que, por mais que tenha amado os dois protagonistas, o romance demorou a me convencer. Eu gostava muito dos diálogos entre Gwen e Hugo, porque eram conversas maduras e que refletiam todo o peso que esses personagens carregavam na alma. Mas parecia que não havia química entre eles e as primeiras cenas mais sensuais acabaram não me convencendo. Porém, apesar de demorar, eu acabei acreditando e torcendo por eles; com a convivência e a forma como ambos foram se ajudando a lidar com seus traumas, o sentimento entre eles foi se tornando mais concreto e real.

Por outro lado, fui rapidamente conquistada pelos amigos de Hugo. Ele faz parte de um grupo composto por outros cinco homens e uma mulher que, de maneiras diferentes, tiveram suas vidas transformadas pela guerra, o Clube dos Sobreviventes que dá origem ao nome da série. À primeira vista, eles têm pouco em comum e apresentam personalidades muito diferentes, mas foram unidos pela dor e se ajudaram nos momentos mais difíceis de suas vidas, formando um vínculo muito bonito de acompanhar.

Com relação à trama, ela se desenvolve de forma mais lenta do que costuma acontecer em romances de época, mas isso não é algo ruim. Este é um livro que foca mais no desenvolvimento dos personagens do que no romance, permitindo que o leitor vá descobrindo suas camadas aos poucos. A leitura flui bem e se torna envolvente pelos diálogos inteligentes e pelo carisma dos protagonistas.

Deste modo, Uma proposta e nada mais é um romance de época diferente da maioria dos livros do gênero, mas que não deixa de ser uma leitura leve e envolvente. Com personagens mais complexos do que eu esperava, me encantei pela jornada pessoal deles ainda mais do que pelo romance. Assim, terminei a leitura apaixonada pelo casal principal, mas tocada pelas reflexões que encontrei. Recomendo para todos que adoram o gênero, mas que estejam procurando uma leitura diferente e mais madura.

site: http://www.dicasdemalu.com.br/2018/05/resenha-uma-proposta-e-nada-mais.html
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Dai 04/09/2018

Simplesmente encantador, amei como o relacionamento deles aconteceu aos poucos, foi se desenvolvendo e cicatrizando tantas feridas que existiam neles. Uma história deliciosa
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Rubia 03/09/2018

Lindo como tudo que a Mary Balog escreve!!
Apesar de ainda não ter acabado a série dos Bedwyns resolvi ler esse pq amo personagens sofridos.. Gwen, é uma viúva que teve um casamento muito triste, e depois de um acidente em que ela caiu de um cavalo, onde além de perder o filho ficou manca..tenta aparentar a pessoa que está sempre de bem com vida..Num passeio pela praia, ela conhece Hugo, ele é um homem de classe média que ganhei um titulo por méritos do exército, mas nunca se sentiu bem com a aristocracia...ele é muito direto, direto até demais, me diverti muito com as diretas dele! as vezes chegava a ser grosseiro...enfim ele socorre Gwen, que caiu na subida de um morro e torceu o tornozelo...ele leva ela para a casa onde ele esta hospedado. Apesar de não gostar nem um pouco da aristocracia,começa a gostar muito do Gwen. No meio de muitos dilemas sobre ele aceitar fazer parte do mundo dela e ela fazer parte do mundo dele, surge aquelas eternas dúvidas, de que essa relação nunca poderia dar certo..Mas a história se resolve de uma forma muito linda, amo a escrita da Mary e da para notar nitidamente que é um livro escrito por ela.. minha única reclamação é que o final, os últimos parágrafos ficaram meio esquisitos, não achei um final de suspirar como deveria ter sido...parece que ela estava sem inspiração nesta hora...mas não atrapalha em nada do que vc tenha lido do livro...
Dea 03/09/2018minha estante
Amei esse livro. Tive a mesma opinião.


Rubia 04/09/2018minha estante
é muito lindoo...só o finalzinho deixou a desejar, mas eu amei amiga..




Ana 31/08/2018

Quando eu tinha mais ou menos dezessete anos, li uma trilogia de época que ganhou o meu coração. Desde então, nunca mais achei nenhuma que me agradasse. Ouvi falar tão bem da Mary Balogh que resolvi dar uma chande para Uma Proposta e Nada Mais, primeiro volume da trilogia O Clube dos Sobreviventes. Infelizmente, foi com esse livro que eu descobri que nunca mais terei um relacionamento sério com um romance de época na vida.

Nesse primeiro livro, somos apresentados aos sete amigos que fazem parte do clube, onde todos os membros foram marcados pelas Guerras Napoleônicas: Imogen Hayes, Flavian Arnott, George Crabbe, Ralph Stockwood, Hugo Emes, Vincent Hunt e Benedict Harper. Apesar de conhecermos um pouco da história de cada personagem, o enredo gira em torno de Hugo. O par romântico de Uma Proposta e Nada Mais se forma de um jeito muito estranho, quando Hugo encontra Gwendoline — viúva do Visconde de Muir — dentro de Penderris Hall, propriedade de um dos seus amigos, com o tornozelo torcido. Ao levá-la para a mansão, Hugo não imaginaria nunca que uma história de amor se desenrolaria entre eles.

Gente, sabem aquelas cenas de filme de romance em que um casal está terminando e, em dado momento, um deles vira e fala "o problema não é você, sou eu"? Ai, pois foi isso mesmo que eu quis falar antes mesmo de terminar esse livro, mas vou ao menos tentar explicar o porquê. Primeiro, eu só queria dizer que não há nada de errado com essa história, é o gênero em questão que não me atrai de jeito nenhum por diversos motivos que acredito que são característicos dele, e que vão contra todos os meus pensamentos.

Para início de conversa, eu não consigo ler e aceitar de boas a submissão das personagens femininas e as falas e atitudes machistas dos personagens masculinos. Sim, eu estou muito bem ciente de que a história se passa em uma época bem diferente da nossa — e que, na realidade, a maioria das mulheres retratadas aqui estão a frente do seu tempo —, mas EU estou no século 21 e é extremamente difícil para mim assimilar isso tudo, mesmo sabendo que o machismo ainda existe. Resumindo, o que eu não aceito é ler tanta baboseira e ter que aceitar porque "ah, ok, eles estão em outro século".

Por exemplo, logo no início do livro Lady Muir revela em uma conversa com Hugo que esteve grávida e perdeu o bebê no sexto mês de gravidez, quando caiu de um cavalo. Vocês sabem o que o homem falou? "Ah, mas o que você estava fazendo num cavalo nessa condição? Você queria mesmo esse bebê? Mas nossa, quanta irresponsabilidade", como se gravidez fosse doença ou empecilho para as mulheres fazerem o que gostam, como se ela fosse culpada pelo acidente ou como se ele simplesmente tivesse o direito de falar alguma merda com ela, sendo que foi ela perdeu o bebê e sofreu muito por isso. Misericórdia, não tenho paciência. Acho que vocês conseguiram entender um pouco o meu nível de ranço pelo gênero, porque em qualquer livro acontecem diálogos desse tipo.

Eu tenho certeza que uma pessoa que ama esse estilo de história vai se apaixonar por esse livro. Eu não posso mentir falando que ele é um lixo, porque ele têm todos os elementos que uma boa obra deve ter: personagens bem construídos — inclusive os secundários, que aparecerão nos outros volumes da trilogia —, enredo de fácil compreensão, um romance chove-não-molha característico do gênero e uma protagonista feminina que consegue salvar o conjunto da obra. Portanto, acredito de verdade que Uma Proposta e Nada Mais é um bom livro, apenas não funcionou para mim, assim como qualquer outro romance de época que eu pegasse para ler.

site: http://www.roendolivros.com.br
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Dai (Blog Virando a Página) 28/08/2018

Esse foi o meu segundo contato coma escrita da Mary Balogh, da primeira vez que li algo de sua autoria fiquei um tanto decepcionada, o romance em questão, Ligeiramente Casados, não me arrebatou (leia a resenha aqui). E por isso, não nego que comecei esse livro sem grandes expectativas, e para minha felicidade máxima, a obra me deixou completamente rendida. A autora tem uma escrita suave, que foi me inserindo naturalmente na história, assim como o romance foi acontecendo. Os cenários são bem detalhados, descritos com maestria; os personagens são incríveis, tantos os principais como os secundários. A trama tem um ritmo tranquilo, sem altos e baixos, mas que não se torna monótona em momento algum, as coisas coisas vão acontecendo no seu devido tempo, com calma, e assim, a cada página virada fui ficando cada vez mais entregue à leitura. Outro ponto que gostei muito foi o fato da autora tocar em questões mais densas, deixando mensagens reflexivas nas entrelinhas, mas sem deixar a leveza de lado. Fica bastante visível na trama a questão social; de um lado a nobreza pomposa, de outro a classe econômica. Hugo era um personagem totalmente intolerante nesse quesito, ele não suportava a aristocracia e não se importava em deixar isso bem declarado. Esse foi um dos empecilhos encontrados por ele e Gwen, e para que conseguissem ficar juntos, precisariam aprender a ceder, superar o orgulho, deixar seus conceitos de lado e entrar um no mundo do outro.


"A vida era um pouco como caminhas numa corda bamba fina e desfiando, sobre um abismo profundo com rochas pontiagudas e alguns animais selvagens esperando no fosso. Era perigoso, e empolgante."

Uma proposta e nada mais é uma obra graciosa, cativante e inesquecível que roubou o meu coração de uma maneira única. A trama fala sobre seguir em frente, sobre recomeços, sobre se permitir, se aventurar, se dar uma nova chance. Fala sobre amizade, companheirismo, família, união, perseverança e amor. Retrata um amor verosímil, maduro, prudente, racional e profundo. Fala sobre encontrar um amor que acalente e transmita paz, que preencha a alma e que transborde o coração.

Leia a resenha detalhada no blog Virando a Página.

site: http://www.blogvirandoapagina.com.br/2018/04/resenha-uma-proposta-e-nada-mais-clube.html
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Blog Virando a Página 28/08/2018

|| Resenhado por Dai Quinelato ||

Hugo Emes é um homem intimidante, em todos os sentidos. Seu tamanho, sua força e sua expressão sempre carrancuda acabam repelindo as pessoas a sua volta, mas o que poucos sabem é que por trás dessa aparência sisuda existe um homem com um coração generoso e bondoso. O ex-oficial liderou nos campos de batalha missões denominadas de suicidas, lutou com bravura, perdeu companheiros, viu dor e destruição por todos os lados, e devido aos seus feitos honrosos durante a guerra, recebeu do rei o título de lorde Tretham. Mas não se enganem, Hugo nunca desejou esse título, nunca quis fazer parte da nobreza, muito pelo contrário, ele despreza ardentemente essa classe e tudo o que vem junto com ela. E mesmo que agora possua um título nobre, ele só deseja passar seus dias no interior, de forma simples e pacata, colocando a mão na terra e vivendo dela. Mas com a morte de seu pai, um comerciante que fez riqueza depois de muito trabalho e empenho aos negócios, Hugo ficou encarregado de cuidar da meia-irmã e da madrasta, bem como das finanças e de seu rico patrimônio. Sendo assim, ele teve que assumir novas obrigações e responsabilidades, incluindo algumas das quais não desejava, como por exemplo, arrumar uma esposa.

Viúva há sete anos, Gwendoline, lady Muir, está muito satisfeita com a vida que leva. Com uma família que a apoia, a acolhe e lhe dá carinho, ela não sente necessidade de casar-se novamente. Bem, era isso o que ela pensava, até que ultimamente uma onda de solidão começou a acometê-la inexplicavelmente. Por isso, a ideia de se casar novamente passou a se instalar em sua mente. Quem sabe um marido tranquilo, companheiro, cavalheiro, divertido, refinado, que não esperasse uma grande paixão e com quem pudesse dividir seus dias não fosse a solução? Gwen é uma dama em todos os sentidos das palavras; dona de uma beleza requintada, ela encanta todos a sua volta, não somente pela aparência, mas pelo seu jeito doce, carismático, gentil, educado e naturalmente bondoso. Mas, por debaixo de toda essa delicadeza existe uma mulher forte e de opinião, que guarda segredos que a atormentam diariamente.

Mas eis que o destino resolve cruzar – literalmente – o caminho de Hugo e Gwen, duas pessoas de mundos e ideologias completamente opostas, mas que de uma forma natural, se veem rendido pela presença do outro. Inicialmente eles não se bicam; Gwem fica intimidada pelo jeito bruto e ranzinza de lorde Tretham, entretanto, ela se nega a abaixar sua cabeça para cada grosseria proferida por ele. Hugo por outro lado não esconde seu desconforto com a proximidade de lady Muir, a quem ele julga ser uma aristocrata mimada, fútil e acostumada a ter tudo o que deseja. Mas o tempo começa a mostrar que nada é como eles imaginavam a princípio, e a cada troca de palavras, a cada beijo roubado, a cada carícia ousada e a cada gesto espontâneo, fica difícil esconder o forte desejo que sentem um pelo outro. Porém, tanto Gwen quanto Hugo possuem visões diferentes do que esperam para o futuro, e isso acaba os distanciando. Difícil mesmo é manter seus pensamentos e sentimentos adormecidos, fingindo que eles não dariam certos juntos, principalmente quando não conseguem se esquecer. Mas, para ficarem juntos, eles precisarão superar algumas questões e passar por cima dos obstáculos impostos por eles mesmos.

Diferente de outros romances de época que li, Uma proposta e nada mais me conquistou com um casal mais maduro, vivido, que aprendeu com suas experiências individuais, e por isso, espera muito mais de um relacionamento do que uma paixão explosiva, que pode se esvair com o tempo. Gwen e Hugo carregam uma bagagem cheia, sendo assim, sabem bem o que querem do futuro, apreciam a segurança do previsível e preferem não se arriscar no improvável. Hugo é um homem extremamente sincero, direto, que não mede as palavras e nem as floreia, é bruto, rústico e simples. Um homem de classe média que honra suas origens e não suporta a alta roda da nobreza, ele simplesmente a abomina. Tudo o que ele deseja, já que tem que se casar, é uma mulher tranquila, de seu mesmo nível social, que aprecie viver na simplicidade e que seja fogosa, afinal, ele abandonaria a vida de solteiro e se dedicaria somente a ela. Esse personagem me cativou de várias maneiras, sua dedicação a família e aos amigos, sua força, seu jeitão taciturno e, principalmente, o homem que ele esconde por baixo de tanta carranca (rs). A Gwen é uma personagem linda, que encanta com sua delicadeza, sua bondade, sua positividade, sua coragem e simplicidade. Sabe aquele tipo de pessoa que consegue enxergar beleza nas pequenas coisas? Então, essa é a Gwendoline. Mas não a subestimem com sua aparência, ela é mais forte e mais independente do que a julgam. Gwen carrega marcas tão profundas de seu casamento que a travam de seguir em frente, de buscar uma felicidade, torna-se difícil buscar algo dos quais ela se sente indigna de ter.

Então, quando junta duas pessoas assim, tão diferentes e inexplicavelmente tão parecidas, que se provocam a todo o momento e que se veem completamente rendidas aos sentimentos, resulta em um romance fascinante. A grande verdade é que eles se completam de uma forma única, e ver esse amor desabrochar, crescer e florir, transformando-os plenamente, é simplesmente delicioso.

Esse foi o meu segundo contato coma escrita da Mary Balogh, da primeira vez que li algo de sua autoria fiquei um tanto decepcionada, o romance em questão, Ligeiramente Casados, não me arrebatou (leia a resenha aqui). E por isso, não nego que comecei esse livro sem grandes expectativas, e para minha felicidade máxima, a obra me deixou completamente rendida. A autora tem uma escrita suave, que foi me inserindo naturalmente na história, assim como o romance foi acontecendo. Os cenários são bem detalhados, descritos com maestria; os personagens são incríveis, tantos os principais como os secundários. A trama tem um ritmo tranquilo, sem altos e baixos, mas que não se torna monótona em momento algum, as coisas coisas vão acontecendo no seu devido tempo, com calma, e assim, a cada página virada fui ficando cada vez mais entregue à leitura. Outro ponto que gostei muito foi o fato da autora tocar em questões mais densas, deixando mensagens reflexivas nas entrelinhas, mas sem deixar a leveza de lado. Fica bastante visível na trama a questão social; de um lado a nobreza pomposa, de outro a classe econômica. Hugo era um personagem totalmente intolerante nesse quesito, ele não suportava a aristocracia e não se importava em deixar isso bem declarado. Esse foi um dos empecilhos encontrados por ele e Gwen, e para que conseguissem ficar juntos, precisariam aprender a ceder, superar o orgulho, deixar seus conceitos de lado e entrar um no mundo do outro.

Uma proposta e nada mais é uma obra graciosa, cativante e inesquecível que roubou o meu coração de uma maneira única. A trama fala sobre seguir em frente, sobre recomeços, sobre se permitir, se aventurar, se dar uma nova chance. Fala sobre amizade, companheirismo, família, união, perseverança e amor. Retrata um amor verosímil, maduro, prudente, racional e profundo. Fala sobre encontrar um amor que acalente e transmita paz, que preencha a alma e que transborde o coração.


Leia a resenha completa no blog.

site: http://www.blogvirandoapagina.com.br/2018/04/resenha-uma-proposta-e-nada-mais-clube.html
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Vanessa Vieira 19/08/2018

Uma Proposta e Nada Mais - Mary Balogh
O livro Uma Proposta e Nada Mais, primeiro volume da trilogia Clube dos Sobreviventes, de Mary Balogh, nos traz um romance de época bem articulado e perspicaz sobre um casal maduro e já com uma certa cota de experiências na vida. Com uma abordagem inteligente e incrivelmente extraordinária, a história conseguiu me cativar do início ao fim e trouxe um romance soberbo e magistral, permeado de perseverança e segundas chances.

Após ter sofrido muito em sua dura vida, a jovem viúva Gwendoline Muir acabou se contentando com sua rotina tranquila e não acalentava mais o sonho de se casar novamente. Entretanto, depois de passar por um período solitária e até mesmo inquieta, ela acaba reconsiderando sua opinião e decide arranjar um marido que seja calmo, refinado e que, claro, não espere muito dela.

Ao conhecer o lorde Trentham, ela descobre que ele passa muito longe disso. Hugo Emes é grosseiro, carrancudo e ganhou o seu título de cavalheiro em reconhecimento aos seus feitos na guerra. Depois da morte do pai, um rico negociante, ele acabou se vendo responsável pelo bem-estar da meia-irmã e da madrasta, e decide se casar para tornar essa nova fase de sua vida um pouco mais agradável. A princípio, ele não deseja cortejar lady Muir, pois a julga uma típica aristocrata mimada, entretanto, ele acaba se encantando com seu jeito inocente e sincero, bem como com a sua risada espontânea e seu belo rosto. Gwendoline, por sua vez, acaba vivenciando sensações ao lado de Hugo até então nunca experimentadas, sendo conquistada por cada beijo e carícia de lorde Trentham. O desejo e o amor que pairam sobre o casal acabam alimentando a promessa de dias mais felizes e coloridos em suas duras vidas, entretanto, ainda não se sabe se os dois, tão maltratado pelas intempéries do destino, estão disposto a viver essa paixão...

Uma Proposta e Nada Mais nos traz um romance de época maduro e intenso sobre um casal com certa vivência de vida e que carrega na alma algumas mazelas do passado. Eu, particularmente, aprecio bastante histórias de amor entre protagonistas que já possuam uma certa bagagem emocional e acho que isso ajuda a endossar o romance e a torná-lo mais firme e consistente, e foi justamente isso que encontrei na história de Mary Balogh - uma das romancistas contemporâneas que tem me cativado cada vez mais. Narrado em terceira pessoa, o enredo é dotado de uma profundidade singela e tem traços bem irônicos e inteligentes, o que tornaram a trama ampla e impressionante.

Gwendoline é uma personagem forte, sensível e dona de si. Ela sofreu bastante com a morte do marido e com as circunstâncias que culminaram com o seu falecimento e desde então, resolveu viver de sua própria forma, pacífica e tranquilamente. Entretanto, os anos vão se passando e ela acaba se sentindo cada vez mais solitária e reclusa, o que a faz ruminar a ideia de se casar novamente. Quando conhece Hugo, ela percebe que ele foge completamente dos estereótipos de um nobre cavalheiro que ela almeja, mas, de certa forma, ela se sente atraída pelo enigmático lorde. A atração entre os dois acaba por costurar o romance que acontece entre eles e, apesar de relutantes, o casal não consegue fugir das teias do destino...

"As pessoas, sobretudo as religiosas, dão a entender que é errado, até mesmo pecado, amar a si mesmo. Não é. É o amor básico, essencial. Quando você não ama a si mesma, não tem condições de amar mais ninguém. Não de maneira completa e verdadeira."

Hugo é um homem repleto de cicatrizes na alma. As cinzas da guerra ainda o atormentam e acabam toldando o seu ser e as suas expectativas sobre a vida. Lady Muir, aos seus olhos, é uma típica aristocrata e não sabe nada de dor e sofrimento para que possa compreendê-lo e até mesmo, um dia vir a fazer parte de sua vida. Entretanto, a sua sinceridade e espontaneidade acabam mostrando um lado desconhecido da jovem viúva; lado esse que alivia a sua alma como um bálsamo e floresce esperança no solo árido e maltratado de seu ser. Encantado por sua beleza e o seu jeito de ser, ele acaba descobrindo que ela foi tão vítima das injustiças da vida quanto ele e que por trás de seu semblante angelical, se esconde uma mulher forte, guerreira e uma verdadeira sobrevivente...

"Não acredito que exista certo ou errado. O que existe é fazer o necessário sob determinadas circunstâncias e viver com as consequências, unindo todas as experiências, boas e ruins, no tecido da própria vida para, no fim das contas, encontrar um padrão e aceitar as lições recebidas. Não é possível esperar que alguém chegue à perfeição em uma única vida. Os religiosos diriam que é para isso que existe o paraíso. Penso que seria uma vergonha. Fácil demais, preguiçoso demais. Eu preferiria pensar que talvez recebamos uma segunda chance... e uma terceira, uma trigésima terceira, até acertamos."

Em suma, Uma Proposta e Nada Mais é um romance profundo sobre recomeços, segundas chances e, acima de tudo, perseverança. Com personagens fortes, maduros e até mesmo desacreditados no amor, Mary Balogh criou um enredo magistral e incrivelmente romântico, repleto de renascimento, esperança e beleza. A capa é simples e nos traz um fundo verde com o pequeno retrato de uma moça ao centro e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo, com certeza!

site: http://www.newsnessa.com/2018/08/resenha-uma-proposta-e-nada-mais-mary.html
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Suelen 01/08/2018

Minha relação com a Mary Balogh é no mínimo curiosa. Aquela relação amor e ódio. Tem livros dela que eu super adoro, outros nem tanto e quando recebi “Uma Proposta e Nada Mais” senti um pequeno receio em acabar não gostando tanto assim da leitura. Que belo engano o meu.

O livro é o primeiro volume de uma série que conta as histórias de um grupo de sete amigos que se reúnem anualmente intitulado de “Clube dos Sobreviventes”, que sofreram algum trauma na guerra, seja físico ou psicológico. Neste conhecemos Hugo Emes, também conhecido como Lorde Trenthan, que após um ano distante dos seus amigos por causa do luto pela morte de seu pai, volta aos encontros com uma missão: encontrar uma esposa. O que ele não esperava era encontrar e conhecer Gwendoline Grayson, Lady Muir.

Tudo que Gwen queria era voltar para casa, mas estava presa em uma visita sem fim a uma conhecida recém-viúva dos tempos de temporada londrina. Ao sair para um passeio, acaba sofrendo um pequeno acidente e torce o tornozelo já machucado no passado. Sem conseguir se levantar, ela se vê ajudada por Lorde Trenthan e levada para Penderris Hall, onde ele estava hospedado. Abandonada por sua colega neste lugar cheio de desconhecidos e sem poder andar, Gwen acaba se aproximando de Hugo.

Como quase nenhum relacionamento em romances de época é construído do dia para a noite, vemos como Hugo e Gwen começam a se gostar, vencer seus pré-conceitos, superar os traumas do passado e batalhar pela felicidade com uma narrativa bastante madura.

Um aspecto que achei interessante nesta obra é que a maioria do cenário é em Penderris Hall, ao contrário de muitos livros do gênero que se ambienta nos salões de baile ou na cidade de Londres. Claro que eles voltam para a capital em algum momento, mas o enredo já está tão bem construído que a mudança não muda muita coisa.

E por se tratar de uma mocinha não tão ingênua e viúva, aqueles receios de que ela tentaria de qualquer jeito “curar” Hugo de seus problemas com a guerra cai por terra, uma vez que ela é tão cheia de sofrimento quanto ele.

Como todo livro da autora, a obra é cheia de detalhes, conflitos sociais e personagens secundários que despertam o interesse do leitor para conhecê-los nos próximos volumes. Enfim, ela acertou em cheio e eu não poderia ter ficado mais feliz, e bastante empolgada para ler os próximos.

site: http://up-brasil.net/livros/resenha-de-livro-uma-proposta-e-nada-mais-mary-balogh/
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De Olivato - @olivatobooks 27/07/2018

EU TO VICIADO EM ROMANCES DE ÉPOCA
Este livro conta a história da Gwendoline – Gwen – que é uma jovem viúva que sempre acreditou na ideia de que não se casaria novamente e estava tranquila com a rotina que levava, mas uma sensação de solidão e inquietude começa a rondar os seus pensamentos, fazendo com que ela pensasse mais sobre realmente não se envolver novamente com alguém.

Do outro lado da história, temos o Hugo Emes, um cavalheiro que é conhecido por causa dos seus feitos durante a guerra. Após a morte de seu pai, Hugo acaba se tornando o responsável pela vida de sua madrasta e sua meia-irmã, além das terras da família, essa nova responsabilidade faz com que ele comece a pensar na possibilidade de se casar.

Gwen e Hugo não poderiam ser mais diferentes, ela sempre foi criada no meio da aristocracia e Hugo sempre desprezou a aristocracia por causa da arrogância e orgulho das pessoas que fazem parte desse meio. Alguns acontecimentos fazem com que eles acabem tendo que conviver juntos por alguns dias. Ao conhecer Gwen, ele acredita que ela é apenas mais uma mulher mimada e ao conhecer Hugo, ela acredita que ele é um grosseiro carrancudo. Os dois não poderiam estar mais errados sobre as primeiras impressões.

O livro é o primeiro volume da série “Clube dos Sobreviventes”, com uma escrita envolvente, Mary Balogh consegue conquistar os leitores e nos divertir enquanto lemos sobre esse casal que tem tudo para dar errado. O livro contém algumas críticas sociais e também fala sobre o fato de que o julgamento prévio que temos das pessoas não as define.

No Skoob, eu dei 4 estrelas e recomendo para quem está procurando um romance de época com personagens marcantes e uma história de tirar o fôlego.

Contém cenas de sexo explícito.

site: https://www.instagram.com/p/BjnA7ERn2kL/?taken-by=olivatobooks
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Notas.Literarias 19/07/2018

Eu nunca havia lido um livro de Mary Balogh e sempre achei que começaria por seus bem conhecidos Os Bedwyns. Porém, desde antes do lançamento de Uma proposta e nada mais, suas expectativas no mundo literário eram altas, então eu não pude deixar de lê-lo, quando surgiu a oportunidade.

SUPERAÇÃO. Esta é a palavra que resume este romance. Afinal, Trentham faz parte do Clube dos Sobreviventes, um grupo de seis homens e uma mulher, que sofreram traumas com a guerra - físicos e principalmente psicológicos. Gwen não faz parte do Clube, pelo menos não oficialmente, mas ela também tem a sua cota de sofrimentos do passado, relativos ao seu antigo casamento (ela é viúva e perdeu um filho ainda na gestação).



Então, quando um incidente na praia coloca Gwen e Trentham juntos, eles não se rendem imediatamente à atração que sentem. Se você acompanha minhas resenhas, sabe que odeio personagens orgulhosos, que ficam se alfinetando e dizendo não ao amor, mesmo quando estão apaixonados. Mas este livro é uma exceção.

É uma exceção porque o casal de protagonistas sofreu muito no passado, então não é fácil seguir em frente. Suas sequelas emocionais são sérias, eles são pessoas maduras, experientes da vida, e não sabem se serão bons companheiros, por conta de sua bagagem. É algo completamente aceitável.

Além disso, nossos protagonistas são de classes sociais diferentes. Hugo é rico, mas vive no campo porque gosta, cuidando de tudo junto com os criados. Ele até é um lorde, mas seu título foi comprado por conta de sua participação heroica na guerra. Pelo contrário, Gwendoline mora em Londres e adora viver suntuosamente nos eventos da temporada. E é por conta desses tais eventos que talvez Trentham e Gwen se unirão. Por causa da irmã dele, que está em idade de se casar.

Uma proposta e nada mais é um romance que também nos traz personagens divertidos e extremamente sinceros. Lady Muir, nossa Gwen, é manca, e seu pretendente o tempo todo a lembra disso. Em outra situação, ele não a contradiz, quando ela se denomina um rato afogado.

A única coisa que ela lhe dissera ao vê-lo era que parecia um rato afogado. E ele, o cavalheiro educado e sofisticado, concordara. Poderia ter acrescentado que ela era linda em qualquer circunstância, mas não o fizera.
Separei mais alguns trechos para você, que achei interessantes. Esse:

A vida era feita de escolhas, e cada uma delas, mesmo as mais insignificantes, faziam diferença na trajetória da pessoa.

E mais esse:

Todos nós precisamos ser amados, Gwendoline, de uma forma plena e incondicional. Mesmo quando carregamos o fardo da culpa e acreditamos não merecer amor.
O ponto alto do romance poderá ser um convite de Trentham a Gwen, para que ela venha até o mundo dele, para descobrir que amar e desejar não são o bastante. Será?

site: http://www.notasliterarias.com/2018/03/resenha-uma-proposta-e-nada-mais.html
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Cris 19/07/2018

Aparência não diz nada
Livro lindo, gostei.
Livros de guerras ou pós guerra mexem comigo, as pessoas nunca são como aparentam ser, porque tem sentimentos envolvidos, marcas da vida, cicatrizes. Julgar pela aparência nunca dá certo...
e quanto perdemos
quando o fazemos,
perdemos pessoas maravilhosas ...
que só conhecemos quando olharmos dentro delas, conhecendo seus medos...
e ver que são só pessoas como nós com medos e insegurança mas com uma vontade enorme de ser feliz e fazer feliz.
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Mila - @sharingbooks2 13/07/2018

"As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga"

Depois da guerra a casa de campo de um duque na Cornualha, tornou-se um abrigo para 5 ex-militares e a viúva de um oficial, que acabaram construindo uma sólida e bonita amizade. Anos depois, eles continuaram se encontrando para dividir seus problemas e estar juntos. Quando Hugo Emes vai reencontrar os amigos, ele compartilha a sua necessidade de arranjar uma esposa, após a morte do pai. Mas o que ele não esperava, depois de tantas pertubações e brincadeiras, era que acabasse realmente se sentindo atraído por uma mulher naquele local, ainda por cima uma dama. Gwendoline, Lady Muir, foi visitar uma "amiga" que se tornou viúva recentemente, mas a visita não aconteceu como ela imaginava. Em uma busca por espairecer na praia, algumas eventualidades a levam a conhecer Hugo, Lorde Trentham. Apesar das diferenças os dois logo se veem atraídos, o que resulta em alguns momentos apaixonantes. Eles são extremamente diferentes e inadequados um para o outro, mas nada disso vai impedir que sentimentos surjam. Contudo, será que o que eles sentem será suficiente?

Desde a série "Os Bedwyns" já gostava muito da escrita maravilhosa de Mary Balogh e da forma como ela cria seus personagens, mas esse livro elevou muito esses sentimentos. A história tem pontos incríveis, que me tocaram e emocionaram. O principal deles para mim, é a construção dos personagens. Eles são tão verdadeiros, tão de carne e osso como nós, que tocaram o meu coração. Além do conteúdo, que edição linda é essa gente? Tá demais!

" - E para que dizer algo se as palavras não tivessem significado?"

Tanto Gwendoline como Hugo já passaram por muitas coisas difíceis na vida. Ela teve um casamento cheio de altos e baixos, sofreu um acidente, perdeu duas pessoas que amava e se sente responsável por alguns desses fatos. Depois de anos como viúva, apesar de ter uma família maravilhosa, Gwen começa a se sentir solitária e a desejar um novo casamento, para quem sabe apaziguar a solidão recém descoberta. É uma personagem que carrega muita bagagem, mas mesmo assim, não se deixou amargurar. Ainda vê e espera o melhor da vida.

"...mas nunca sentia pena de si mesma. Bem, quase nunca. E, quando isso acontecia, passava logo. A vida era curta demais para perder tempo com lamentações. Havia sempre muito o que comemorar"

Já Hugo, acabou decidindo se tornar um militar, ao invés de seguir os passos do pai, depois de um acontecimento em sua vida. Ele batalhou muito por sua carreira, e é considerado um herói, o que não o impede de carregar culpa por decisões que tomou. Quando seu pai morre ele se torna responsável por sua madrasta e sua meia-irmã, Constance. Também se compromete em gerar um herdeiro, e são esses os motivos para ele buscar um casamento: ter um filho e ajudar Constance a se casar. Apesar da fachada rígida e carrancuda, ele é muito mais do que permite que os outros vejam.

Os dois são muito diferentes, tanto em personalidade como em história de vida. Ela nasceu aristocrata, ele se tornou um após seus atos na guerra. Apesar das singularidades, conseguem entender muito bem como o outro se sente. Gostei da interação entre eles, da construção do relacionamento aos poucos, apesar da paixão inicial, da forma como eles tentaram ver se podiam superar as diferenças. Achei mais uma vez, que Mary trouxe a vida real para seu romance.
"Conte tudo. A culpa vai permanecer. Sempre será uma parte sua, mas, ao compartilhá-la, ao permitir que as pessoas a amem apesar dos pesares, você ficará bem melhor"
Outra coisa que amei nessa história foi a amizade do clube dos sobreviventes formado por: cinco ex-oficiais militares, um duque que perdeu o filho na guerra e a viúva de um oficial. Eles foram para a casa do duque em um momento extremamente doloroso, e enquanto se curavam acabaram construindo uma linda amizade. Adorei como eles dividem suas cicatrizes, adoram estar juntos e a interação divertida.
"Eram sobreviventes e tinham força para levar a vida adiante. Contudo, de uma forma ou de outra, também carregavam cicatrizes. Entre eles, não precisavam esconder isso"
Entre todos os temas que a autora aborda nesse livro, gostei da atenção que ela da a saúde mental. Tanto a guerra como outros fatos da vida não deixam apenas marcas físicas no indivíduo e a autora abordou isso de um jeito muito bacana. É uma temática que precisa ser discutida, me empolguei com achá-la em um romance de época.
"...mas acho que o mar é vasto demais...nos lembra do pouco controle que temos sobre a vida, por mais que tentemos planejar e organizar tudo com cuidado. Tudo muda da forma mais inesperada e tudo é assustadoramente imenso.Somos pequenos demais"
A autora me surpreendeu muito nessa história porque ela nos apresenta um romance de época repleto de verdade, discutindo assuntos bem importantes. E ela faz isso, com leveza e fluidez. Apesar de me apaixonar pelo volume, não foi 5🌟porque esperava mais do final, achei que acabou sendo corrido. Mesmo assim, é um livro muito bom. Estou ansiosa pelos próximos volumes do "clube dos sobreviventes". Ah e se você ainda não leu "Os Bedwyns", é mais uma dica que vale a pena dessa autora maravilhosa!

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PorEssasPáginas 05/07/2018

Sabe quando você se depara com personagens maduros? Eles não são maduros em idade, necessariamente, mas de espírito. Gwen é uma jovem viúva que teve seus desencantos com a vida, além de um casamento um tanto conturbado. Depois de anos de viuvez, ela pensa em se casar. Hugo, Lorde Trentham, é um homem simples e comum e por causa de seus feitos na guerra acaba recebendo um título.

Hugo faz parte de um grupo de amigos bem eclético. São pessoas que se conheceram em uma propriedade que servia para ajudar os enfermos da guerra. Quando a guerra acabou, esse grupo acabou solidificando uma amizade e eles se reuniam todos os anos nesse mesmo local, como se fosse um santuário para eles. E é nesse local, mais propriamente, numa praia, que Hugo e Gwen se conhecem.

(...)
Esse livro, como eu disse, foi bem diferente dos romances de época que estou acostumada. Ele tem uma carga emocional e dramática maior, além de não ter aquele frenesi de paixão à primeira vista. A autora trabalhou muito bem na relação do casal, embora isso tenha se prolongado bastante devido às dúvidas que ambos tinham sobre os sentimentos que nutriam um pelo outro e os prós e contras de uma união entre eles. Aliás, Hugo às vezes era tão grosseiro, que eu tinha vontade de bater nele, mas só depois eu percebi que ele não era grosseiro de forma deliberada – não o tempo todo, mas era de sua própria natureza expressar o que pensava, da forma que pensava, a verdade nua e crua.

É um livro mais comedido no que diz respeito também à cenas mais ousadas, mostrando que o foco não é a sensualidade, mas sim a construção de um relacionamento e também um tipo de processo de cura que ambos os protagonistas tinham que passar. Gwen se sentia mal pela morte do marido, mesmo depois de muitos anos. A história dela é realmente muito triste e sua experiência a tornou uma mulher forte, o que eu gostei muito. Hugo participou de uma missão suicida que custou a vida de muitos soldados sob seu comando e ainda foi condecorado, mas ele se sente tudo, menos um herói de guerra.

(...)
***Resenha completa no blog***

site: http://poressaspaginas.com/resenha-uma-proposta-e-nada-mais
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