Uma Proposta e Nada Mais

Uma Proposta e Nada Mais Mary Balogh




Resenhas - Uma Proposta e Nada Mais


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Mila - @sharingbooks2 13/07/2018

"As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga"

Depois da guerra a casa de campo de um duque na Cornualha, tornou-se um abrigo para 5 ex-militares e a viúva de um oficial, que acabaram construindo uma sólida e bonita amizade. Anos depois, eles continuaram se encontrando para dividir seus problemas e estar juntos. Quando Hugo Emes vai reencontrar os amigos, ele compartilha a sua necessidade de arranjar uma esposa, após a morte do pai. Mas o que ele não esperava, depois de tantas pertubações e brincadeiras, era que acabasse realmente se sentindo atraído por uma mulher naquele local, ainda por cima uma dama. Gwendoline, Lady Muir, foi visitar uma "amiga" que se tornou viúva recentemente, mas a visita não aconteceu como ela imaginava. Em uma busca por espairecer na praia, algumas eventualidades a levam a conhecer Hugo, Lorde Trentham. Apesar das diferenças os dois logo se veem atraídos, o que resulta em alguns momentos apaixonantes. Eles são extremamente diferentes e inadequados um para o outro, mas nada disso vai impedir que sentimentos surjam. Contudo, será que o que eles sentem será suficiente?

Desde a série "Os Bedwyns" já gostava muito da escrita maravilhosa de Mary Balogh e da forma como ela cria seus personagens, mas esse livro elevou muito esses sentimentos. A história tem pontos incríveis, que me tocaram e emocionaram. O principal deles para mim, é a construção dos personagens. Eles são tão verdadeiros, tão de carne e osso como nós, que tocaram o meu coração. Além do conteúdo, que edição linda é essa gente? Tá demais!

" - E para que dizer algo se as palavras não tivessem significado?"

Tanto Gwendoline como Hugo já passaram por muitas coisas difíceis na vida. Ela teve um casamento cheio de altos e baixos, sofreu um acidente, perdeu duas pessoas que amava e se sente responsável por alguns desses fatos. Depois de anos como viúva, apesar de ter uma família maravilhosa, Gwen começa a se sentir solitária e a desejar um novo casamento, para quem sabe apaziguar a solidão recém descoberta. É uma personagem que carrega muita bagagem, mas mesmo assim, não se deixou amargurar. Ainda vê e espera o melhor da vida.

"...mas nunca sentia pena de si mesma. Bem, quase nunca. E, quando isso acontecia, passava logo. A vida era curta demais para perder tempo com lamentações. Havia sempre muito o que comemorar"

Já Hugo, acabou decidindo se tornar um militar, ao invés de seguir os passos do pai, depois de um acontecimento em sua vida. Ele batalhou muito por sua carreira, e é considerado um herói, o que não o impede de carregar culpa por decisões que tomou. Quando seu pai morre ele se torna responsável por sua madrasta e sua meia-irmã, Constance. Também se compromete em gerar um herdeiro, e são esses os motivos para ele buscar um casamento: ter um filho e ajudar Constance a se casar. Apesar da fachada rígida e carrancuda, ele é muito mais do que permite que os outros vejam.

Os dois são muito diferentes, tanto em personalidade como em história de vida. Ela nasceu aristocrata, ele se tornou um após seus atos na guerra. Apesar das singularidades, conseguem entender muito bem como o outro se sente. Gostei da interação entre eles, da construção do relacionamento aos poucos, apesar da paixão inicial, da forma como eles tentaram ver se podiam superar as diferenças. Achei mais uma vez, que Mary trouxe a vida real para seu romance.
"Conte tudo. A culpa vai permanecer. Sempre será uma parte sua, mas, ao compartilhá-la, ao permitir que as pessoas a amem apesar dos pesares, você ficará bem melhor"
Outra coisa que amei nessa história foi a amizade do clube dos sobreviventes formado por: cinco ex-oficiais militares, um duque que perdeu o filho na guerra e a viúva de um oficial. Eles foram para a casa do duque em um momento extremamente doloroso, e enquanto se curavam acabaram construindo uma linda amizade. Adorei como eles dividem suas cicatrizes, adoram estar juntos e a interação divertida.
"Eram sobreviventes e tinham força para levar a vida adiante. Contudo, de uma forma ou de outra, também carregavam cicatrizes. Entre eles, não precisavam esconder isso"
Entre todos os temas que a autora aborda nesse livro, gostei da atenção que ela da a saúde mental. Tanto a guerra como outros fatos da vida não deixam apenas marcas físicas no indivíduo e a autora abordou isso de um jeito muito bacana. É uma temática que precisa ser discutida, me empolguei com achá-la em um romance de época.
"...mas acho que o mar é vasto demais...nos lembra do pouco controle que temos sobre a vida, por mais que tentemos planejar e organizar tudo com cuidado. Tudo muda da forma mais inesperada e tudo é assustadoramente imenso.Somos pequenos demais"
A autora me surpreendeu muito nessa história porque ela nos apresenta um romance de época repleto de verdade, discutindo assuntos bem importantes. E ela faz isso, com leveza e fluidez. Apesar de me apaixonar pelo volume, não foi 5🌟porque esperava mais do final, achei que acabou sendo corrido. Mesmo assim, é um livro muito bom. Estou ansiosa pelos próximos volumes do "clube dos sobreviventes". Ah e se você ainda não leu "Os Bedwyns", é mais uma dica que vale a pena dessa autora maravilhosa!

site: www.sharingbooks.com.br/ @sharingbooks2
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PorEssasPáginas 05/07/2018

Sabe quando você se depara com personagens maduros? Eles não são maduros em idade, necessariamente, mas de espírito. Gwen é uma jovem viúva que teve seus desencantos com a vida, além de um casamento um tanto conturbado. Depois de anos de viuvez, ela pensa em se casar. Hugo, Lorde Trentham, é um homem simples e comum e por causa de seus feitos na guerra acaba recebendo um título.

Hugo faz parte de um grupo de amigos bem eclético. São pessoas que se conheceram em uma propriedade que servia para ajudar os enfermos da guerra. Quando a guerra acabou, esse grupo acabou solidificando uma amizade e eles se reuniam todos os anos nesse mesmo local, como se fosse um santuário para eles. E é nesse local, mais propriamente, numa praia, que Hugo e Gwen se conhecem.

(...)
Esse livro, como eu disse, foi bem diferente dos romances de época que estou acostumada. Ele tem uma carga emocional e dramática maior, além de não ter aquele frenesi de paixão à primeira vista. A autora trabalhou muito bem na relação do casal, embora isso tenha se prolongado bastante devido às dúvidas que ambos tinham sobre os sentimentos que nutriam um pelo outro e os prós e contras de uma união entre eles. Aliás, Hugo às vezes era tão grosseiro, que eu tinha vontade de bater nele, mas só depois eu percebi que ele não era grosseiro de forma deliberada – não o tempo todo, mas era de sua própria natureza expressar o que pensava, da forma que pensava, a verdade nua e crua.

É um livro mais comedido no que diz respeito também à cenas mais ousadas, mostrando que o foco não é a sensualidade, mas sim a construção de um relacionamento e também um tipo de processo de cura que ambos os protagonistas tinham que passar. Gwen se sentia mal pela morte do marido, mesmo depois de muitos anos. A história dela é realmente muito triste e sua experiência a tornou uma mulher forte, o que eu gostei muito. Hugo participou de uma missão suicida que custou a vida de muitos soldados sob seu comando e ainda foi condecorado, mas ele se sente tudo, menos um herói de guerra.

(...)
***Resenha completa no blog***

site: http://poressaspaginas.com/resenha-uma-proposta-e-nada-mais
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Kalyne @oreinodaspaginas 01/07/2018

Resenha
Uma proposta e nada mais
“Algumas pessoas aparentam ser fortes, mas na verdade não passam de plantinhas de estufa.” (Página 8)
Você já passou pela situação em que não iria á um determinado lugar, mas mudou repentinamente de idéia e ao ir, algo surpreendente acabou acontecendo? E nesse dia você chegou a conhecer alguém que iria mudar todos os seus conceitos e percepções de certo ou errado? Alguém que tiraria você do seu mundo particular e lhe traria novas descobertas e novos sentimentos? Se isso nunca lhe aconteceu, convido-o a conhecer a história de Gwen e Hugo, e descobrir o que os acasos da vida são capazes de fazer.
“As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga.” (Página 10)
Gwendoline, lady Muir é uma jovem viúva que já passou por terríveis provações em sua vida. Com a morte precoce de seu marido, ela se habituou a uma vida pacata e monótona, e jamais quis se casar novamente. Mas após um estranho sentimento de solidão massacrar seu coração, ela pensa que poderá ser à hora de tentar se aventurar nos caminhos do amor e se casar novamente.
“Quando alguém enfrentava um grande sofrimento, sempre restava alguma fragilidade, uma vulnerabilidade onde antes houvera integridade e força, até mesmo inocência.” (Página 45)
Um possível marido tranqüilo, culto e que se conforme com o seu modo de ser, isso é tudo o que Gwen desejaria. Porem como sabemos, a vida nunca está disposta a nos dar nada de bandeja. Gwen acaba conhecendo Hugo Emes, um homem do campo, austero, indelicado e que conquistou o titulo de lorde Trentham através de grandes feitos na guerra. Ele é extremamente rico, herdou toda a fortuna do pai e fez uma promessa de cuidar de sua meia-irmã e da madrasta. Hugo precisa urgentemente encontrar uma esposa da alta sociedade para lhe ajudar a se habituar à nova vida aristocrática.
“– Mas acho que o mar é vasto demais. Ele me assusta um pouco, embora não saiba explicar a razão. Não é medo de me afogar. Acho que o mar nos lembra do pouco controle que temos sobre a vida, por mais que tentemos planejar e organizar tudo com cuidado. Tudo muda da forma mais inesperada e tudo é assustadoramente imenso. Somos pequenos demais.” (Página 77)
Os opostos se atraem de acordo com a terceira lei de Newton. Mesmo sendo pessoas totalmente diferentes, Gwen e Hugo se sentem atraídos um pelo outro. Ele a considera mais uma dama mimada da sociedade, e ela o considera um homem rude e sem modos, mas essas primeiras impressões se mostram errôneas ao longo do tempo em que os dois passam a se conhecerem melhor. Um não consegue resistir ao outro, e a cada toque, cada beijo, o sentimento entre eles toma proporções inesperadas. Seria possível duas pessoas tão distintas se amarem?
“O medo deve ser desafiado, foi o que descobri. Ele fica poderoso quando permitimos que nos domine.” (Página 94)
Sabe quando um autor supera todas as suas expectativas e lhe presenteia com uma história maravilhosa? Pois foi exatamente isso que aconteceu comigo e com esse livro. Mary me deu personagens humanos, sensíveis, cheios de falhas e defeitos, mas que não desistem de tentarem se tornar pessoas melhores e buscarem a felicidade, mesmo em meio aos tormentos da vida.
“A vida era feita de escolhas, e cada uma delas, mesmo as mais insignificantes, faziam diferença na trajetória da pessoa.” (Página 149)
Um romance de época bem construído, e que nos apresenta situações tão reais que em diversas vezes me emocionei durante a leitura. O cenário gira basicamente em torno da vida pessoal de Hugo, um dos sete membros do “Clube dos sobreviventes”. Todas essas sete pessoas passaram por terríveis tormentos e quase se foram desse mundo. A história dos outros seis membros é citada nesse primeiro livro de forma parcial, nos dando a curiosidade em saber mais sobre suas vidas.
“ -... o suicídio é o pior tipo de egoísmo, pois em geral é um apelo para certas pessoas, que depois ficam perdidas para sempre na terra dos vivos, incapazes de atender a esse apelo.” (Página 182)
Gwen é uma mulher que sofreu perdas dolorosas e que mudaram totalmente a pessoa que ela era. Creio eu que não teria toda a força e coragem que ela teve para enfrentar algumas situações. O surgimento de um sentimento mútuo entre ela e Hugo, foi algo tão natural e espontâneo, que me aqueceu o coração. É incrível quando vemos duas pessoas opostas sendo entrelaçadas pelo laço do amor. Afinal, os opostos realmente se atraem.
“A vida era um pouco como caminhar numa corda bamba fina e desfiando, sobre um abismo profundo com rochas pontiagudas e alguns animais selvagens esperando no fosso. Era perigoso, e empolgante.” (Página 201)
Uma proposta e nada mais é um livro que fala sobre se livrar da culpa, muitas vezes infundada, se permitir novos começos, novos amores, fugir do preconceito entre as classes sociais e se permitir viver, antes que seja tarde demais. A vida é algo frágil e não temos certeza do amanhã. Recomendo esse romance maravilhoso com todo o meu coração.




site: http://oreinodaspaginas.blogspot.com.br/
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Bárbara Alice 01/07/2018

Hugo Emes pertence a classe média trabalhadora, foi um militar e conseguiu um título de lorde devido a seus feitos na guerra. Após a morte do pai, resolve que deveria se casar para assim dividir a tarefa de cuidar da madrasta e irmã com sua futura esposa mas ele deseja que esta seja de sua classe, pois ele não nutre bons sentimentos com a aristocracia.

Gwendoline adora sua rotina como uma jovem aristocrata viúva, teve sofrimentos no casamento e com isso decide que não quer se casar novamente, sua vida está confortável do jeito que é. Mas num certo dia se sente solitária demais e considera a ideia de arranjar um marido desde que esse seja refinado.

O nome dessa série da Mary (o clube dos sobreviventes) se dá por causa de um grupo de amigos de Hugo, sobreviventes da guerra, que se reúnem todos os anos na casa de veraneio de um deles. E é nessa paisagem que Hugo esbarra com Gwen. Ele a salva de uma situação, assim eles se conhecem e passam a conviver mais juntos a cada dia, até que o inevitável acontece: ambos se apaixonam mas para darem início ao relacionamento,eles terão que lidar com suas divergências de classe e opinião.

Eu gostei muito desse livro, achei ele bem diferente de outros que já li. Mary tem uma narrativa distinta, com um tom intenso e de grande seriedade mas ao mesmo tempo não falta humor nas cenas. Achei que algumas coisinhas mínimas ficaram sem muito aprofundamento na obra,mas nada que impediu de ser uma leitura muito agradável.

Hugo, um honroso militar que não se sente confortável por receber toda a honra e muito menos com o título de lorde e Gwen uma completa lady, então temos um casal pouco tradicional... Mas ela é adorável e ele um amor. O romance deles é sutil, calmo e apaixonante! E a amizade de Hugo com os integrantes do clube dos sobreviventes é muito legal, eles são amigos de verdade e muito divertidos. Super recomendo esse livro!

site: https://www.instagram.com/p/BjdRQBUH1Xs/?hl=pt-br&taken-by=conflito_literario
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Laís Anulino @livrosdalais 28/06/2018

Simplesmente Maravilhoso!
Este é o primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes.

Este clube foi formado por sete pessoas que sofreram traumas devido à guerra e agora se reúnem uma vez por ano na casa de campo do Duque de Stanbrook. Entre eles está Hugo Emes, O Lorde Trentham, que apesar do título odeia pessoas que fazem parte da Aristocracia. Hugo ganhou o título graças a um grande feito na guerra, assim ele não tem o comportamento que se espera de um cavalheiro. Com a morte de seu pai, ele precisa cuidar da meia-irmã e da madrasta, para isso ele resolve que obter uma esposa seria uma ajuda bem vinda, e para ele uma mulher da classe média seria ideal, já que combina mais com seu modo de viver.

Gwendoline, Lady Muir era muito jovem quando se tornou viúva, vinda de um casamento turbulento ela resolve que não quer se casar novamente. Ao se passarem sete anos, de repente ela sente uma forte solidão mesmo na companhia da família do seu irmão. Então resolve reconsiderar, ela não está em busca de paixão, mas sim de um marido calmo e educado com quem passar o resto dos dias.

Um dia ao passear sozinha pela praia, Gwen se acidenta e Hugo acaba por encontrá-la, assim que percebe que ela é uma dama, ele se retrai, mas mesmo assim resolve ajudar. Ela por outro lado se assusta com o jeito grosso e carrancudo dele, será que ele não tem noção de espaço pessoal?

Assim começa a estória desses dois. Ri muito com os diálogos deles, e também com os integrantes do Clube. O jeito bronco de Hugo muitas vezes torna a leitura mais engraçada, e o modo como Gwen lida com ele também. Desde o princípio nos apegamos aos personagens, eles tiveram uma vida dura e tudo que desejamos durante a leitura é que encontrem a felicidade.

Apesar do passado deles, essa é uma leitura leve e fluida, que com certeza dá para ler em apenas um dia. Esse é o primeiro livro que li da autora, e simplesmente amei. Não vejo a hora de poder ler os próximos da série!

“Quando ele havia se transformado no sol e na lua para ela, no ar que respirava?”

“Só o romântico mais incurável pensaria que um casamento envolve apenas duas pessoas. Ele abrange muito mais do que isso, a começar pelas famílias e pela sociedade em que estão acostumados a circular.”

“Não, claro que não. Era impossível fazer alguém feliz. A felicidade precisava vir de dentro.”

“Às vezes a vida era uma bobagem.
E outras vezes era mais maravilhosa do que ele poderia ter sonhado.”

“Ele a amaria para sempre e até depois.”
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Monica 27/06/2018

Aguá com açúcar
Dilemas, classe social, uma mulher perturbada pelas perdas, um homem atormentado pela guerra.
O poder tem preço, preço de uma vida? Clichê? Talvez.
Mas quando muito bem entrelaçadas nada disse importa. E Infelizmente para mim não acontecei neste livro, gosto da autora e de todos que já li este foi o primeiro a me decepcionar.
Celina 27/06/2018minha estante
Monica querida, você que gosta de romances de época leia Borboleta Negra 1 e 2...pesquise sobre ele...beijos!




Mundo de Tinta 22/06/2018

Sobreviventes...
“... É este lugar – falou ele. – Tem sido o cenário de muitas revelações ao longo dos anos, algumas praticamente impronunciáveis e impensáveis. Existe confiança nesta casa. Confiamos uns nos outros e ninguém jamais traiu essa confiança.” Pág. 55

Penderris Hall, a sede do Clube dos Sobreviventes. Um grupo formado por pessoas bem peculiares que estão se reerguendo depois de pesadas perdas. Um deles é Hugo Emes, o herói de Badajoz, como é conhecido por toda Inglaterra. Mas Hugo traz uma grande dor e sentimentos confusos dentro de si, mas não está disposto a se livrar deles. Na verdade, até os cultiva.

Quer continuar a ler? Então me segue

site: http://blogmundodetinta.blogspot.com/2018/06/resenha-de-tinta-uma-proposta-e-nada.html
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Shara 20/06/2018

UMA PROPOSTA e nada mais ( Clube dos Sobreviventes #1)
Hugo, Lorde Trentham, muito conhecido como “o herói de Badajoz” é um jovem ex-militar que faz parte do Clube dos Sobreviventes, grupo composto por sobreviventes da guerra que se reuniam anualmente na Cornualha para celebrar juntos e fortalecer a amizade constituída em um período de sofrimento.
Em um desses encontros, Hugo resgata Lady Muir, uma jovem bela e teimosa que chama a atenção de Hugo à primeira vista ,de um pequeno acidente na praia que a torna hóspede na casa onde o Clube se reunia. Devido ao repouso recomendado à Lady Muir, Lorde Trenthan precisa conviver diariamente com a moça, que o incomoda com sua beleza e atitude desafiadora.
Após o encontro no clube dos sobreviventes que abalou a estrutura de Hugo por completo, ele reencontra Gwen e a pede em casamento, pedido que é imediatamente recusado, porém, a moça o desafia a cortejá-la e oferece a possibilidade de aceitar um futuro pedido, caso seja feito.
Diante disso, Hugo se vê encurralado em meio a um mundo que abomina composto por festas, títulos e aristocracia ,apesar de seu recente título de nobreza. Além disso, começa a se apaixonar por Gwen e sente a necessidade de conquistar uma esposa. Gwen também se vê em uma situação difícil, pois, sente-se solitária após sete anos de luto por seu marido e agora que Hugo faz parte de sua vida ela luta entre as imposições de uma sociedade londrina preconceituosa e orgulhosa e o desejo de viver um grande amor.
Esta obra retrata o desafio entre amor e nobreza, títulos e sentimentos verdadeiros em uma sociedade onde o casamento era visto como a possibilidade para união de fortunas, fortalecimento de títulos e ascensão social.
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Kamilla 08/06/2018

Foi um livro bacana!
***Resenha postada originalmente no blog Lendo e Apreciando***
Uma Proposta e Nada Mais é o primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes da Mary Balogh, daquelas séries de romances de época onde cada livro é com personagens diferentes. Nesse primeiro livro conhecemos a história de Hugo Emes, conhecido também como Lorde Trenthan, que é ex-soldado responsável por comandar uma missão suicida, apesar de ser considerado heroi por alguns, se sente culpado por muitos dos companheiros que faleceram. Por isso anualmente ele vai pra casa de um amigo, que também passou por um momento difícil, onde se encontra com outros companheiros que passaram por algum tipo de trauma e assim foi formado o Clube dos Sobreviventes.

Faz um ano que seu pai falecera e como ficou responsável pelo negócio da família, tem que ter herdeiros e ainda possui uma irmã mais nova pra cuidar e casá-la, resolve que depois do encontro com o Clube vai encontrar uma esposa pra ajudá-lo. Eis que conhece, no primeiro dia que chega para o encontro, a jovem viúva Gwendoline - Lady Muir. Uma mulher bonita, mas que foge da perfeição no que diz respeito aos padrões de beleza e sobre as opiniões. A atração fica claro entre os dois, mas será suficiente? Gwen é uma mulher da aristocracia e ele só conseguiu o título por ter sido soldado, mas é classe média. Pra nós leitores não há diferença, mas pra eles isso acaba pesando...

“Não acredito que exista certo ou errado. O que existe é fazer o necessário sob determinada circunstância e viver com as consequências, unindo todas as experiências, boas e ruins, no tecido da própria vida para, no fim das contas, encontrar um padrão e aceitar as lições recebidas.”

O livro é gostosinho de ler, já nas primeiras páginas nos deixam curiosos pra conhecer o restante dos participantes do Clube dos Sobreviventes, pelo pouco que apareceram parecem ter histórias incríveis pra serem contadas. Bom, o Hugo é um cara que se sente culpado pela missão suicida que comandou, por ter deixado o pai de lado pra lutar na guerra e isso acaba sendo um fardo grande pra ele... Já a Gwen é uma moça que de alguma forma se sente culpada pela morte de seu marido, mas só vamos saber um pouco mais sobre no final. O Hugo é daqueles homens turrões, mas que na verdade é só uma casca sabe? Eu gostei bastante dele, por mais que ele sentisse algo, não conseguia demonstrar por medo, receio, dúvidas. Já a mocinha me irritou...

“A vida era feita de escolhas, e cada uma delas, mesmo as mais insignificantes, faziam diferença na trajetória da pessoa.”

Gwen é uma mulher inteligente e algumas vezes eu gostei bastante da visão dela, porém as vezes umas frases totalmente desnecessárias, onde eu ficava com vontade de bater em seu rostinho. Ela sempre viveu no mundinho cheio de privilégios, e pra agradar a opinião de alguns familiares, diminuiu o Hugo porque o mesmo não fazia parte da aristocracia (ok, isso ele nem ficou sabendo, mas doeu em mim). E olhem que ele engoliu seus orgulhos e ela rejeitando sem nenhum motivo plausível pra isso. Me pareceu que a autora queria fazer aquele lance de gato-e-rato, mas nessa história não funcionou... os personagens tem uma bagagem forte, com problemas fortes e poderia ter trabalhado melhor nisso.

Porém, ao mesmo tempo que me chateou essa demora para as coisas acontecerem, fez com que os dois se conhecessem melhor e puderam amadurecer realmente a relação deles e os sentimentos que nutriam. A protagonista começa a conhecer a realidade do Hugo e a família dele e isso eu achei bem bacana, apesar de ter tido um pouco de receio, foi sem nenhum preconceito e aproveitou bastante a presença deles e vendo que na real não há tantas diferenças assim... principalmente quando se há sentimentos.

“– As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga.”

Uma Proposta e Nada Mais tem uma trama gostosa, que me irritou algumas vezes, acabei sentindo falta de mais aprofundamento nas questões emocionais e traumas dos personagens (adoro um drama), mas foi um livro que me cativou e encantou. Simplesmente adoro ver quando os personagens evoluem, amadurecem no decorrer da trama! Sem dúvidas já quero ler os demais livros dessa série.

“O medo deve ser desafiado, foi o que descobri. Ele fica poderoso quando permitimos que nos domine.”

site: http://www.lendoeapreciando.com/2018/06/resenha-uma-proposta-nada-mais-mary-balogh.html
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Amanda Ferreira - @Mandy_itbook 08/06/2018

Uma proposta e nada mais - Mary Balogh (Nota: 3,5)
{ As pessoas compreendem a linguagem do coração, mesmo que a cabeça nem sempre consiga }

Hugo Emes ganhou um título devido os seus feitos de guerra, assim tornando-se Lorde Trentham.

Anualmente o clube dos sobreviventes do qual Hugo faz parte se reune, todos os membros desse clube são pessoas que carregam os horrores da guerra em suas vidas. Justamente em um desses encontros, Hugo conhece a viuva Lady Muir.

Hugo e Gwendoline se sentem atraídos um pelo outro, porém nenhum dos dois imagina que qualquer envolvimento entre eles pode dar certo. Afinal, Hugo é apenas um cavalheiro pelo título ganho, pois não gosta da aristocracia e nada que a envolva, já Gwendoline é uma perfeita dama e a aristocracia sempre fez parte da sua vida. E nas palavras de Hugo, talvez nem mesmo o amor fosse o bastante nesse caso. Será que não?

Uma proposta & nada mais não foi meu primeiro contato com a Mary Balogh, e se tem algo que adoro em seus livros sem dúvida é sua escrita. Neste livro a autora apresentou elementos que me agradaram, como protagonistas bem maduros e diretos. Por outro lado, achei que faltou mais paixão e emoção entre o casal. A história de Hugo e Gwendoline é bonita, ainda que no fundo eu esperasse mais. Não foi um livro que me prendeu a ponto de não parar até terminar, mas foi uma boa leitura. Quero muito ler os próximos da série.

site: https://www.instagram.com/mandy_itbook/
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Uinayara 05/06/2018

Resenha Uma proposta e nada mais
O livro inicia contando a história do Clube dos sobreviventes, formado por 7 amigos, cada um com a vida marcada pela guerra de alguma maneira, que se juntaram para retornarem sempre a casa, Penderris Hall (onde se recuperam após a guerra) para poder renovar a amizade, conversar e sempre se apoiarem com os percalços da vida que pudessem surgir. Hugo Emes, Lorde Trenthan pulou um ano de reencontro, e depois de um ano de luto por seu pai, decidiu que voltaria a casa para rever seus amigos e se aconselhar pois precisa se casar! E nessa sua estada conhece Lady Gwendoline Grayson (Lady Muir), que sofre um pequeno acidente, machucando seu tornozelo que já era ruim devido a um acidente no passado. Gwen se vê largada na casa de George Crabbe, duque de Stanbrook, dono de Penderris Hall por sua amiga viúva que estava visitando, com o tornozelo machucado e sem poder andar. Gwen também é viúva e carrega muitas cicatrizes de seu casamento e acho que uma vida solitária é a melhor solução para ela. Mas acaba se apaixonando por Hugo, mas ele não quer corteja-lá pois a julga uma aristocrata mimada. Então, ao desenrolar da história vemos Gwen e Hugo tentarem fugir um do outro, mas sua atração mútua é mais forte que eles.
?????????
É impossível falar dos aspectos, personagens e enredo dessa leitura, pois desde o princípio a autora construiu muito bem cada personagem do Clube dos sobreviventes e suas histórias e a história de Gwen e Hugo. Aqui temos um amor que é construído pouco a pouco e pela relutância de amar e se entregar ao casamento, pois nenhum deseja assumir seu amor e afirma não pertencerem ao mesmo mundo. Recomendo essa leitura devida a riqueza de detalhes presentes em todos os personagens e suas nuances, pois você deseja saber mais e mais da história de cada sobrevivente do Clube e de como será o final de Hugo e Gwen! A diagramação do livro me incomodou um pouco, pois achei as páginas muitos cheias devido às letras serem um pouquinho menores! Mas a história em si é extremamente deliciosa de se ler.
????
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Bia 01/06/2018

Mary Balogh volta a surpreender
"Eu tinha que querer. Não porque precisasse provar algo a alguém (...) Não: só foi possível, Gwen, porque eu quis aquilo para mim. Tudo fluiu a partir desse desejo. As pessoas, sobretudo as religiosas, dão a entender que é errado, até mesmo pecado, amar a si mesmo. Não é. É o amor básico, essencial. Quando você não ama a si mesma, não tem condições de amar mais ninguém. Não de maneira completa e verdadeira"

"Uma Proposta e Nada Mais" é o primeiro livro da nova série "O Clube dos Sobreviventes" de Mary Balogh e nele somos apresentados a estória de Hugo, também conhecido como lorde Trentham, um ex-soldado responsável por comandar uma missão suicida da qual foi um dos poucos sobreviventes.
E ao retornar para casa, o homem depara-se com o falecimento de seu pai e uma nova responsabilidade cai sobre seus ombros ao assumir seu novo título aristocrático e cuidar da irmã e madrasta desamparadas.
Sozinho e ainda atordoado com seu passado, Hugo descobre que apenas uma esposa poderia ajudá-lo nessa nova etapa de sua vida. Eis então, que o rapaz conhece Gwen.
A jovem viúva estava longe da perfeição, manca de uma perna devido a um terrível acidente de cavalo e com um antigo casamento permeado de infelicidades, a última coisa que Gwendoline queria era unir-se em sagrado matrimônio novamente. Todavia, ao encontrar lorde Trentham, a moça descobrirá que eles possuem mais em comum do que imaginavam.
Ninguém está mais surpresa do que eu mesma, pelo quanto gostei desse novo livro de Mary Balogh. Após colocar o resto da série "Os Bedwins" na lista de espera, não iniciei essa leitura com grandes expectativas e foi uma verdadeira alegria encontrar - finalmente - um romance de época digno de seu gênero.
O primeiro livro da série nos apresenta a todos os personagens que farão parte do famoso "Clube dos Sobreviventes" e diferente do que esperava, Mary Balogh não se prolonga ou aprofunda-se nas descrições de todos esses guerreiros. O que já foi o primeiro ponto positivo da obra, pois temia que a autora se alongasse na descrição de todos esses personagens, fato que deixaria a narrativa cansativa.
Além disso, a obra também surpreende o leitor ao quebrar inicialmente a ambientação tradicional dos salões londrinos e explorar locais diferentes, como a casa onde está reunido esse grupo e sua localização praiana. Até a metade do livro, todo esse cenário nublado a beira mar, marca a narrativa e dá um novo fôlego antes de os protagonistas, infelizmente, caírem em seus locais corriqueiros.
Porém, até mesmo a parte sobre a sociedade londrina não foi algo em vão nessa narrativa, visto que a escritora utilizou esse momento para contrastar as realidades e origens distintas dos protagonistas.
Não bastasse todos esses detalhes, que foram como pequenos presentes para os olhos cansados dessa leitora a qual não aguentava mais a mesmice dos romances, Mary Balogh veio dar uma aula de amor próprio e criar um relacionamento realista entre os mocinhos.
Gwen e Hugo eram polos opostos na sociedade, porém através do diálogo ambos os protagonistas foram descobrindo um ao outro e entendendo a si mesmos. Foi gratificante ler um livro onde a mocinha sentia-se sozinha e desesperançosa, porém não procurou sanar esses problemas ao casar-se de maneira desesperada com o herói apenas para ter uma companhia masculina.
Por não ser uma debutante e já ter tido um marido, Gwen não era aquela típica protagonista iludida. E foi uma surpresa descobrir que a jovem também possuía suas próprias feridas.
Ao iniciar a leitura, imaginei que a garota passaria o livro inteiro tentando libertar Hugo de seu sofrimento - já que ele era o membro "oficial" do clube dos sobreviventes - mas, na realidade os dois se ajudaram mutuamente.
Hugo, com sua personalidade durona e fechada, amoleceu aos poucos durante suas interações com Gwen. E em nenhum momento da narrativa houve um desequilíbrio entre eles, tanto o homem, quanto a mulher cederam igualmente para fazerem o relacionamento funcionar.
E foi maravilhoso perceber o quanto eles viam o casamento como algo além do simples fato de amar a outra pessoa. Portanto, durante toda a narrativa eles trabalharam para transformar aquilo que nutriam um pelo outro em algo substancial, de maneira a fazer a união e todos os seus mecanismos funcionarem.
Em um universo sempre utópico e as vezes, levemente machista, as autoras tendem a escrever veladamente que as heroínas terão todos os seus problemas resolvidos quando casarem-se com alguém e Mary Balogh foi uma das poucas escritoras a criar uma narrativa, elucidando o fato de que nós mulheres devemos amar a nós mesmas em primeiro lugar.
Ela fez uma mocinha viúva e um pouco mais madura que realmente aprendeu suas lições na vida. O mesmo ocorreu com o protagonista masculino. Logo, ao chegarmos no final da narrativa foi bonito de ler/ver o quanto os dois protagonistas ajudaram-se mutuamente a curarem suas feridas de maneira sensível e carinhosa.
Ainda que Balogh não possua o humor típico de Julia Quinn ou o dom para cenas mais picantes de Lisa Kleypas, sua narrativa vem permeada de um sarcasmo sutil, junto de elementos levemente poéticos que compõem toda a moral de sua obra, a qual não gira apenas em torno do romance em si.
Todos os elementos desse enredo se encaixam perfeitamente e apesar do flerte entre os protagonistas seguir a ordem inversa da maioria de seu gênero, o leitor fica inquieto para ver o desenrolar da corte entre Hugo e Gwen, esperando ansiosamente o próximo beijo do casal ou até mesmo seus encontros. E essa inquietação é tudo o que eu quero sentir ao ler esses livros.
Com personagens bem estruturados, uma narrativa progressiva e um desfecho adorável, Mary Balogh acerta em cheio na criação de seu novo romance e eu mal posso esperar para ler o restante dessa série e guardar essas capas encantadoras na minha estante.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo:

site: https://beahreads.blogspot.com.br
Evy 01/06/2018minha estante
Tens que ler o sexto, o livro da Imogen. Bia é sensacional, lindíssimo.
A propósito, linda resenha.


Bia 01/06/2018minha estante
Evy que eu só li o primeiro dessa série e já adorei. Já coloquei esses livros no topo da prioridade da lista de leitura. Fico feliz q vc gostou da resenha




La Oliphant 30/05/2018

Existe uma squad de autoras de romance de época que eu amo de paixão e Mary Balogh, definitivamente faz parte desse time incomparável de escritoras. Sua nova série, Clube dos Sobreviventes, chegou aos leitores brasileiros para mostrar que ela não é só uma escritora maravilhosa, mas também é capaz de criar os enredos mais interessantes e os melhores diálogos que uma apaixonada por romances de época como eu poderia querer. Uma Proposta e Nada Mais é o primeiro livro desta nova série e seus personagens não deixam a desejar. Com um enredo criativo e personagens inteligentes, este novo romance de Mary Balogh vai ser a melhor leitura que vocês poderiam colocar na estante.

Clube dos Sobreviventes me lembrou bastante de O Clube dos Canalhas, da Sarah Maclean, exceto pelo fato de que neste caso não temos uma casa de jogos, mas sim um grupo de pessoas unidas pela dor. Podemos esperar personagens atormentados de dor, culpa ou até mesmo arrependimento, tudo o que compõe um bom romance de época e revela heróis e heroínas ainda mais interessantes. No caso de Uma Proposta e Nada Mais, primeiro livro da série, conhecemos Gwen e Hugo, dois personagens que perderam muito ao longo da vida e que buscam uma forma de continuar com suas vidas solitárias.

“- Todos nós precisamos ser amados, Gwendoline, de uma forma plena e incondicional.Mesmo quando carregamos o fardo da culpa e acreditamos não merecer amor. “

Quando eu li a sinopse de Uma Proposta e Nada Mais, eu realmente achei que iria entrar num livro bastante mórbido e cheio de personagens tristes, mas eu me esqueço que estamos falando de Mary Balogh, a mesma mulher que criou o carrancudo duque de Bewcastle e, ao contrário do que eu esperava, Balogh me convidou para um universo de personagens inteligentes e diálogos que me prenderam até a última página. Sua escrita está ainda melhor do que na sua primeira série publicada aqui, Os Bedwyns. A forma como o enredo se desenvolve é maravilhosa e, eu fiquei muito feliz de perceber que a autora não poupou capítulos para dar profundidade aos seus personagens principais.

Eu estou particularmente apaixonada por Gwen. Eu sei que em romances de época, nós normalmente gostamos de heroínas que são impulsivas ou românticas apaixonadas, mas Gwen tem uma personalidade racional interessante, que foi me conquistando aos poucos ao longo do livro. Eu gosto muito do fato de ela tomar decisões pensadas, de ter sempre certeza do que quer e nunca se arrepender. De todas as heroínas de romances que eu li até hoje, essa foi a primeira personagem realmente madura e disposta a considerar os dois lados da balança na certeza de tomar a decisão correta, e eu adorei essa personalidade dela.

Hugo, por outro lado, foi um personagem bem mais complexo do que eu imaginava. Ele carrega as dores de alguém que lutou numa guerra muito sangrenta e que viu muitos dos seus homens morrerem. Embora ele não tenha perdido nenhuma pessoa próxima, ele carrega nos ombros a decisão que causou a morte de muitos soldados e, embora as pessoas o considerem um herói, ele não consegue se ver dessa forma. Eu gostei muito de Balogh não tenha tratado a personalidade dele como algo superficial e nos tenha dado a chance de conhecer a fundo o homem por trás do “herói de guerra”. Uma vez que você entende Hugo como personagem, não se apaixonar por ele fica impossível.

“- A senhora não é, de forma alguma, o tipo de mulher que busco para ser minhas esposa – disse ele. – E faço parte de um universo muito diferente do marido que espera encontrar. Mesmo assim, sinto um poderoso desejo de beijá-la.”

O que eu mais gostei no romance de Uma Proposta e Nada Mais é que os personagens não ficam naquele jogo insano de negar a atração que sentem um pelo outro. Pelo contrário, logo quando se envolvem, Hugo e Gwen tem consciência do sentimento que está nascendo entre eles, mas o que os faz dar um passo de cada vez é o fato de virem de mundos completamente diferentes. Apesar de ser um lord, Hugo é filho de comerciantes e não teve a educação da alta sociedade, ao contrário de Gwen, que foi criada como uma verdadeira dama.

Eu gostei muito da forma como ambos escolheram lidar com seus sentimentos. Apesar de estarem loucamente apaixonados um pelo outros, Hugo e Gwen são pessoas racionais e preocupadas com o próprio coração e, por isso, eles se deram a chance de se conhecerem melhor, de cada um ter a oportunidade de explorar o mundo do outro, para então eles decidirem se valeria a pena arriscar tudo o que tinham construído até então para ficarem juntos. E quando a decisão final é tomada, você tem certeza de que eles fizeram a escolha certa por saberem balancear tão bem a razão e o coração.

“E assim, decisões de grande importância eram tomadas, pensou ela. De forma impulsiva, sem devida consideração. Com o coração, em vez de usar a cabeça. A parti de um impulso sem levar em conta uma vida inteira de experiência e moralidade.”

Mary Balogh simplesmente ganhou o meu coração com esse livro, sério. E eu não costumo gostar muito de primeiros livros, sabe? Talvez o enredo de Uma Proposta e Nada Mais não agrade todos os leitores por causa desse cuidado racional que Balogh colocou no enredo, mas eu acho que estava mais do que na hora de a gente fugir um pouco daquele enredo engessado que nós já conhecemos. Eu, particularmente, mal posso esperar para os próximos livros serem lançados no Brasil. Eu sinto que essa série ainda promete romances maravilhosos.

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-proposta-nada-mais-mary-balogh
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Junior.Silva 29/05/2018

Resenha postada no site Leitor Compulsivo
Olá, Compulsivos! Hoje vamos mergulhar no primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, da autora Mary Balogh. A série nos apresenta a um grupo de 07 sobreviventes de guerra, acolhidos pelo Duque de Stanbrook, após perder seu filho. Cada um dos personagens tem em sua história uma tragédia pessoal relacionada às guerras da época e juntos puderam de alguma forma curar, ou aliviar, suas feridas. O mais legal é que o ponto de partida dessa série é o elo de amizade que se forma entre os sobreviventes durante o período de recuperação. Após chegar a hora de cada um retornar para suas vidas, eles combinam de a cada ano se reunirem em Penderris Hall para compartilhar da amizade, matar as saudades e celebrar o fato de estarem vivos. Convenhamos que só essa apresentação já mostra que o Clube dos Sobreviventes não é uma série qualquer sobre romances de época.

No exterior já foram publicados 07 livros da série, um para cada personagem, mas no Brasil a Editora Arqueiro acabou de publicar o primeiro volume: “Uma Proposta e Nada Mais“, que conta a história de Hugo Emes, um dos sobreviventes, e Gwen Grayson. Hugo vive um dos momentos mais difíceis de sua vida: após a morte do pai ele precisa assumir a madrasta e sua irmã mais nova, sendo que essa precisa ser apresentada à sociedade. O desafio é apresentá-la, já que Hugo, apesar de seu um lorde, não frequenta as rodas de prestígio. Gwen, por sua vez, é uma viúva que vivia muito feliz assim até então, respeitada na sociedade, mas em uma visita à casa de uma amiga vê que ser eternamente a viúva rica não seria uma solução para sua vida naquela época.

Já contei muita história, mas basicamente, em outras palavras, isso tudo vem bem exposto na sinopse do livro e é bem importante para mergulharmos em todo esse universo. Toda a história vai começar quando em um acaso do destino os dois, Hugo e Gwen, se cruzam e enxergam a possibilidade de se ajudarem mutuamente, sem maiores envolvimentos: ele precisa de uma esposa que apresente a irmã à sociedade e ela um marido para deixar de ser viúva perante a sociedade. Daí começa uma confusão deliciosa pra gente que adora uma boa história de amor.

Vocês que acompanham minhas resenhas aqui no Leitor sabem que eu não sou muito fã de séries, principalmente pelo fato da maioria das vezes os livros serem publicados a cada semestre e, em alguns casos, os mais irritantes, a cada ano. Mas, depois de Rosemary Beach e Sea Breeze (da Abbi Glines), essa última ainda estamos acompanhando, fiquei completamente envolvido nesse universo criado pela Mary Balogh, me conquistando já nas primeiras páginas. Primeiro que quando comecei a ler esse livro pensei que fossem apenas 03 volumes (bobinho eu, rs), depois porque a leitura é simplesmente MARAVILHOSA. Já nos capítulos iniciais a autora nos apresenta aos seus sobreviventes e o enredo que irá cercar todos os demais livros. Sério, é praticamente impossível não ficar apaixonado e já pedir (com todo carinho) pra Editora Arqueiro acelerar a publicação dos próximos volumes.

Vale destacar também o cuidado da autora na criação dos cenários, no enredo e na personalidade de cada personagem desse livro. Mary Balogh criou uma história consistente, que consegue despertar o desejo do leitor pelo próximo livro. Saindo da linha dos romances de época comuns, aqui temos um enredo interessante, com a história das guerras napoleônicas como pano de fundo e como ela afetou a tantas pessoas durante e depois dos conflitos.

O Clube dos Sobreviventes é uma série que você pode abraçar de peito aberto, pois ao que tudo indica não vamos nos arrepender. O primeiro livro deixou um gostinho de quero mais e isso é que mais importa para prender o leitor e nos fazer viajar pelo tempo em uma nova aventura.

site: http://leitorcompulsivo.com.br
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Leilane 28/05/2018

NOVA SÉRIE “CLUBE DOS SOBREVIVENTES” DE MARY BALOGH É REFLEXIVA E CATIVANTE
Gwendoline, lady Muir, é uma viúva que leva uma vida tranquila e confortável com a mãe e outros familiares desde que perdeu seu marido. Entretanto, ao visitar uma amiga da época de debutante que recém viuvou, um série de fatos a faz sentir uma solidão incomoda e ao ser salva de uma situação embaraçosa por Hugo Emes, lorde Trentham, um herói de guerra austero e direto, que desperta sentimentos contraditórios em Gwen, está na hora de ela reavaliar se é realmente tranquilidade e sossego que realmente deseja para o resto da sua vida.

Já era fã de Mary Balogh por conta de sua série anterior, “Os Bedwyns”, mas este primeiro livro da nova série já se tornou o meu favorito da autora de tanto que amei! Ela criou personagens bem densos, com passados que os tornaram mais reclusos e apegados a tranquilidade, de modo a evitar outros sofrimentos.

Hugo é um herói de guerra que liderou uma missão suicida e foi um dos poucos que sobreviveu, o que lhe rendeu um título de lorde, após a eforia de se tornar esse herói, a realidade do que foi necessário fazer cobrou seu preço psicologicamente, e foi no Clube dos Sobreviventes – composto de seis homens e uma mulher castigados pelas guerras napoleônicas – que ele encontrou apoio para retomar sua sanidade e aprender a lidar com o turbilhão de emoções dentro de si. E esta construção da autora me fez amar o personagem, criando uma admiração que eu raramente tenho por personagens masculinos em romances de época, pois normalmente a personagem feminina que é realmente forte e que torna a história incrível, mas neste livro os dois são incríveis.

Gwen carregou um peso silencioso em seu casamento devido aos altos e baixos do marido que claramente sofria de depressão – apesar de não ter um diagnóstico. Ela amava o marido, mas na maior parte do tempo era difícil não se sentir perdida e exausta, e foi em um desses momentos que tudo mudou para ela e o marido morreu, o que a fez se sentir culpada por muito tempo. Conhecer Hugo a leva a encarar esses momentos e seus sentimentos, e ambos têm uma maturidade já intrínseca que é muito cativante de ler.

Outra escolha da autora que amei foi levar um para o mundo do outro, já que Gwen foi criada como uma lady e Hugo foi criado para o mundo dos negócios, além de não ser fã da aristocracia, então ela os insere em cada contexto e prova que relacionamento é um esforço de ambas as partes, não um contos de fadas no qual todos têm finais felizes para sempre.

Os personagens do Clube dos Sobreviventes para os quais fomos apresentados também são bem interessantes, a série tem 7 livros publicados lá fora, então, tirando como base este livro, sei que vou adorar acompanhá-la. E um dos que estou mais curiosa é a história de Vincent que felizmente já é contada no segundo livro, então não vou ter de esperar muito para lê-la.

site: http://lerimaginar.com.br/2018/03/nova-serie-clube-do-sobreviventes-de-mary-balogh-e-reflexiva-e-cativante/
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