Um Banquete Para Hitler

Um Banquete Para Hitler V.S. Alexander




Resenhas - Um Banquete Para Hitler


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Blog De Bem Com a Leitura 24/05/2018

Magda Ritter precisou deixar a casa dos pais e ir morar com um tio para fugir dos ataques aéreos dos Aliados. Ela não sabia ao certo o que estava acontecendo no país, o medo era visível em toda a parte e corriam rumores acerca dos judeus, mas até aquele momento ela havia feito vista grossa para a situação, pois o pouco que chegava aos seus ouvidos podia ser apenas boato, embora seu pai acreditasse veementemente na veracidade de cada caso.

Ao chegar à casa do tio Magda foi confrontada pela esposa dele e foi informada de que para viver lá seria preciso trabalhar, mas por não ser associada ao Partido seria difícil conseguir emprego. Para a sua surpresa, após se cadastrar na Liga do Reich ela foi chamada para trabalhar em um cargo secreto e de alta periculosidade: serviria diretamente ao Hitler como uma das provadoras de sua comida.

A partir de então, Magda passou a conviver diariamente com o perigo, a qualquer momento poderia ser envenenada ao provar a comida. Precisou passar por um intenso treinamento para aprender a identificar qualquer ameça à vida do Führer que pudesse se disfarçar em suas refeições. Eram quatro áreas: Cogumelos, arsênico, mercúrio e cianeto. Magda aprendeu sobre aromas, sabores e seus aspectos, bem como os sintomas que causavam.

O medo de morrer toda vez que provava a comida nunca a abandonou, mas ela havia aprendido a lição e estava mais segura ao analisar a comida antes de ingeri-la e constatar que não havia ameaças. O líder nazista estava convencido de que seria envenenado e por isso tinha ao seu dispor quinze provadoras. No começo Magda era só mais uma delas, mas com o passar do tempo foi ganhando espaço e conquistou a confiança de muitas pessoas em Berghof, até chegar à graça de Hitler.

Magda não nutria bons sentimentos por ele, sua vontade era de matá-lo, mas para se manter a salvo era preciso interpretar seu papel de mulher fiel ao Reich. Hitler, em sua intimidade, não parecia ser o monstruoso líder nazista, aparentava ser uma pessoa bondosa e preocupada com o bem da nação e mostrava-se cordial com seus funcionários.

O Capitão Weber e Magda se tornaram muito próximos, ambos compartilhavam o ódio por Hitler. Weber revelou a Magda sobre planos para matar o tirano, era algo grande e orquestrado por muitas pessoas, mas era preciso que outros líderes nazistas fossem atingidos também, para que nenhum deles assumisse o governo.

Décadas se passaram até que Magda Ritter decidisse contar a sua história. Os horrores do passado a seguiram por anos, o pavor constante e os pesadelos a assolavam. Mas ela precisava revelar a sua participação no rumo da História e trazer à tona todos os segredos escondidos em suas memórias.

Leia a resenha completa lá no blog e saiba mais sobre o livro e minha impressão com a leitura > https://goo.gl/kBPTw9

site: http://vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br/
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Liachristo 22/06/2018

Intenso e impactante!
Vocês já imaginaram a possibilidade de trabalhar próxima a alguém como Hitler? De estar próxima a ele todos os dias, cuidando de sua alimentação, ouvindo seus disparates e tendo que permacer estoicamente neutra? Podem imaginaram? Chega a dar arrepios não é mesmo? Pois é esta história que o autora irá nos contar através de Magda Ritter.

Magda Ritter, era uma jovem alemã que levava uma vida tranquila e normal, até que os horrores da guerra, começaram a se aproximar de sua realidade. Seus pais com medo que algo acontecesse a ela, já que era filha única, a mandaram morar com seus tios em outra cidade, achando que assim ela teria mais chance de ficar a salvo. Ela precisava de um emprego. Precisava se manter, ter possibilidades e quem sabe se manter viva e bem até que a fatídica guerra terminasse. Logo ao chegar a casa dos tios, sua tia a coloca para trabalhar e o emprego que seu tio acaba por lhe arrumar, não será nada daquilo que nenhum ser humano poderia esperar.

Ela nunca poderia ter imaginado que um dia iria trabalhar para Hitler, tão próxima a ele e as suas atrocidades. Seu trabalho? Provar a comida dele antes dele, para que ele não fosse envenenado. Hitler era cismado com isto, e talves tivesse lá suas razões. Ele tinha grande receio que seus inimigos e até mesmo algum aliado tentasse matá-lo.

Inicialmente apavorada com seu trabalho, Magda se acostuma ao perigo e lentamente vai se acomodando na rotina do chalé, para onde foi levada ao ser contratada. Um dos motivos que a ajuda nessa adaptação é o fato dela se sentir profundamente atraída pelo capitão Karl Weber, um bonito oficial da SS encarregado da segurança do pessoal da cozinha. Eles rapidamente se jogam em um relacionamento, mas isso acaba se tornando desconfortável para Magda, já que Karl está determinado a conhecer a verdade da guerra, incluindo as atrocidades perpetuadas pelos nazistas. Com sua nova consciência do que realmente está ocorrendo, Magda fica cada vez mais enojada por fazer parte da equipe do Führer e está disposta a se juntar à conspiração de Karl para pôr fim ao controle nazista da Alemanha. Este é um jogo perigoso, porém, e logo se torna evidente para ela que é um jogo mortal em que você deve estar disposto a atacar seus inimigos ou morrer em suas mãos.

Para ler a resenha completa, visite o blog Doces Letras

site: http://www.docesletras.com.br
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Pâm 20/08/2018

Surpreendente
Uma narrativa envolvente, que te instiga a devorá-lo.
Um olhar melancólico e apaixonador do autor.
Um dos livros que mais enfatizam e tentam te levar pra dentro da mente de Hitler na 2 guerra mundial. O quão a Alemanha agonizou neste período e a visão alemã da guerra. Grata por ser tão surpreendida por essa leitura!
E ainda encerra com um toque de romance.
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GETTUB 10/06/2018

http://www.gettub.com.br/2018/06/um-banquete-para-hitler.html
O ato de se alimentar, comer uma boa comida, é de longe um dos maiores prazeres da vida. Mas e se do nada isso se torna um pesadelo? Para várias mulheres, o ato de levantar um garfo era o momento que as separava da vida e da morte.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Magda Ritter, uma jovem alemã de raça pura, foi recrutada pelos nazistas para exercer uma tarefa apavorante: ser a provadora de Hitler. Ela, junto de outras moças, era responsável por provar todos os alimentos que seriam destinados ao Führer. O líder da Alemanha, apavorado com a possibilidade de ser envenenado pelos inimigos, recrutava moças arianas para tal tarefa. E cada prato, cada garfada, poderia ser a última. Vivendo com esse medo diário, Magda precisa estudar e aprender a reconhecer os venenos presentes na comida antes de ingerir. Ao mesmo tempo em que se apaixona por um capitão da S.S., Magda se vê no meio de um complô para encurtar a guerra com o assassinato do líder do Terceiro Reich.

UM BANQUETE PARA HITLER vai se passar nos últimos três anos da guerra e acompanha o dia a dia de uma jovem alemã. Os rapazes eram necessários no exercito, os mais velhos nas fábricas, e os idosos no partido político, mas e as mulheres? Sua principal função, era se casar e produzir jovens arianos para a Alemanha, e Magda se vê no meio dessa questão. Inicialmente, a trama acompanha sua luta para conseguir emprego e um marido, uma visão bem diferente do que estamos acostumados, pois compreendemos que para uma jovem, a guerra não significava muita coisa. Em quase todos os casos, as moças não sabiam das situações nas batalhas, e suas cidades ainda não haviam sido tocadas pela brutalidade. E nisso, ela acaba esbarrando nesse emprego tenebroso.

A função, por si só, é um pesadelo, e o livro não cansa de chocar o leitor na hora da prova dos pratos. Mas a trama não para por ai: o livro aborda muito bem os luxos que circulavam a alta cúpula do Partido Nazista. Para eles, era tudo do bom e do melhor, nada faltava, e eles ainda tinham diversões, como clubes de dança e cinema, tudo isso em meio a uma guerra sangrenta. A máquina de propaganda nazista era de fato muito eficiente, pois, por mais ingênuos que essas pessoas fossem, elas sabiam dos horrores que estavam acontecendo na Polônia e na Rússia, nos famosos campos de concentração.

O livro é um romance baseado em fatos reais e em uma entrevista misteriosa que veio o público em 2013. O texto lembra um pouco o livro MUNIQUE (resenha, AQUI). O fato é real, porém, alguns personagens e subtramas são fictícios. Mas, infelizmente, alguns diálogos e situações ficam um pouco exagerados, nem sempre é possível mergulhar nas palavras. Porém, a leitura se recupera, e o sentimento de irrealidade logo some quando caminhamos para os capítulos finais. A leitura em si é rápida e flui com facilidade e chega a ser chocante o nosso estado ao finalizar o livro, passamos por tanta coisa, que parece que essa guerra durou décadas. O texto começa com uma moça jovem e uma escrita mais leve, em seguida a moça amadurece às pressas, graças ao medo constante que a persegue, e no final temos uma mulher em pedaços.

As últimas noventa páginas são um aperto constante no coração. O grau de brutalidade do texto e de suas descrições se eleva e todo o ar de desgraça em segundo plano é jogando na cara do leitor. Agora sentimos o real peso da guerra, principalmente para as mulheres que ficaram para trás em casa. O livro caminha por quase todos os horrores possíveis e impossíveis, e a leitura dessas linhas, principalmente para as mulheres, deve ser um martírio. Para mim, um leitor homem, tais capítulos foram um choque constante no coração, não esperava que a leitura fosse por esse caminho.

Esses horrores não podem ser esquecidos, pois nunca devem ser repetidos, e o que mais choca é saber que tudo isso ocorreu há menos de 80 anos. O que são 80 anos na historia da humanidade? A vida é um sopro, um sopro lindo e poderoso que deve ser valorizado e respeitado. A guerra desperta o pior nas pessoas, e nossa protagonista, Magda, sentiu isso na pele. O amadurecimento da moça sob nossos olhos, além de emocionante, é um exemplo de coragem e sobrevivência.

UM BANQUETE PARA HITLER é totalmente narrado por uma mulher que precisou se tornar forte para sobreviver. Sua visão, originalmente, não teria nenhum valor na mídia, mas felizmente o tempo reservou seu espaço na história. Nem todos os alemãs eram nazistas, nem todos eram irracionais e nem todos eram demoníacos. Através de Magda, o autor recria uma das piores eras da humanidade, dessa vez dentro da casa de um dos maiores inimigos da raça humana, Adolf Hitler.

site: http://www.gettub.com.br/2018/06/um-banquete-para-hitler.html
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Veruska 19/01/2019

Um banquete para Hitler
? Procuro evitar livros ambientados na época do nazismo, pelo tanto de sofrimento que a ambição de um homem foi capaz de causar. Mas a capa e o título deste livro me prenderam, e não consegui resistir.
A narrativa é feita por Magda Ritter, uma das quinze provadoras de Hitler - mulheres treinadas na identificação de venenos e que tinham por missão provar qualquer comida ou bebida antes de ser servida ao Führer.
O livro mescla ficção a fatos históricos e, em meio aos conflitos pessoais de Magda, que passa da indiferença ao ódio a Hitler, é possível ter um pequeno vislumbre dos dilemas e convicções daqueles que deveriam servir ao Terceiro Reich. Enquanto alguns são cegamente obedientes e fervorosos adoradores de Hitler, outros, como Magda, veem-se obrigados a servir em silêncio, fingindo lealdade, enquanto passam a compreender a dimensão da crueldade imputada aos inimigos do Führer.
Achei interessante o enredo se ambientar no círculo próximo a Hitler: a rotina nos seus refúgios e seus últimos dias no ?bunker? em Berlim.
Este livro levanta tantos questionamentos sobre aquela época - não muito longíqua - ao mesmo tempo que leva o leitor a viver cada minuto de angústia, sonho e esperança de Magda - que aqui representa tantos alemães daquela época.
Enfim, um livro interessantíssimo de ser lido, com um lembrete: ?O que aconteceu na Alemanha naqueles anos terríveis nunca deve acontecer novamente. Por mais que a humanidade se esforce para fazer o bem, a crueldade permanece?.
TÍTULO: Um banquete para Hitler
AUTOR: V. S. Alexander
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Sylvia 16/09/2018

Minhas impressões
O livro é baseado na história de Margot Woelf que, por alguns anos, trabalhou como provadora de comidas para Hitler. Nesse romance o autor usa da licença poética pra misturar ficção e realidade, misturando personagens reais e fictícios em uma trama que envolve vingança e romance, tendo os horrores da guerra como pano de fundo.

Magda Ritter é a heroína que narra a história. Com uma escrita leve, o autor consegue nos colocar dentro da cabeça de Magda, enquanto ela arquiteta seu plano para matar Hitler.

Enquanto lia, só conseguia pensar que o autor trouxe à tona o desejo de todos nós: matar o Führer, caso tivéssemos tido a chance. Envenenar sua comida. Cravar-lhe uma faca no peito, um tiro na cabeça, plantar uma bomba em seu bunker, enfim, tudo o que não conseguiram. Sem saber quando é verdade e quando é ficção, vamos torcendo pra que Magda mate-o o mais rápido possível, mesmo sabendo que não foi o que aconteceu na realidade. Por fim, fica aquele questionamento: "e se"?

Livro fácil de ler, leve (na medida do possível) e criativo, que faz com que não nos esqueçamos do que a maldade humana é capaz.
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Fabi | @psamoleitura 12/11/2018

{resenha feita no blog PS Amo Leitura}
Você sabia que na segunda Guerra Mundial, além de diversos acontecimentos trágicos, algumas mulheres eram contratadas para doar suas vidas em nome do país – mais especificamente para Hitler?

Vou começar essa resenha dizendo que este livro me impactou em diversos momentos. “Um banquete para Hitler” conta a história de Magda Ritter que estava entre as 15 mulheres que precisavam provar a comida de Fuhrer antes dele mesmo. Ou seja: qualquer veneno ou circunstâncias poderiam leva-las a morte. E afinal, como ela entrou para este mundo?

Ela queria sair de casa, ser independente e começaria a busca por um emprego. O problema que naquela época, a Guerra estava acontecendo. Não haviam tantas opções de trabalho no local e um certo dia, ela chegou em um local onde estavam contratando. Até o momento, Magda não sabia qual seria sua função, apenas sabia que era apta para a mesma. Quando descobriu que serviria sua vida ao Hitler, seu mundo praticamente desmoronou.

Magda nunca foi aliada a nenhum partido, porém não apoiava as ideologias de Hitler. Seus pais não ficaram orgulhosos também dessa decisão, mas viram como ela estava servindo ao seu país. O que ninguém desconfiava era que ela tinha um grande segredo e ninguém sabia, exceto seu marido. Se alguém descobrisse, ela estaria morta.

Foram longos dias com medo de saber se aquele dia seria sua última refeição, o seu último dia. A Guerra estava intensificando e os Aliados queriam ver Hitler morto. Tudo estava um caos e a cada momento, tudo piorava. Muitos momentos complicados e delicados são mostrados nessa intensa história. Você está preparado para grandes emoções?

💭

Como disse no começo dessa resenha, este livro teve um grande impacto em minha vida. Confesso que amo histórias passadas na Segunda Guerra Mundial, pois mostra um mundo no qual já conhecemos várias vezes nas aulas de histórias, mas de uma forma mais intensa e um outro lado que, muitas vezes, desconhecemos. Isso é um dos pontos que mais me desperta interesse nesse tipo de leitura.

Então nem preciso dizer a forma como eu amei este livro, não é mesmo? Eu tinha muita expectativa nele e fiquei muito feliz que todas foram atendidas. O livro flui de uma forma impressionante e você nem percebe as horas passando, quando vê, já chegou no último capítulo. A escrita de V.S. Alexander é formidável! Sem contar que em cada final de capítulo, ele instiga o leitor a continuar e descobrir todos os segredos e mistérios que aconteceram ao redor de Hitler.

Alguns momentos do livro eu senti vontade de chorar pois fiquei imaginando as cenas e era algo realmente forte. Mulheres que sofreram muito naquela época e eram vistas apenas como objeto sexual para os homens. Consegue imaginar uma sociedade tão machista assim? Infelizmente ainda temos alguns pontos para abordar em pleno século XXI, mas isso não vem ao caso neste instante. Mas este livro mostra um outro lado da Guerra, um lado talvez mais difícil de engolir.

Agora sobre a personagem criada por V.S Alexander... que personagem forte! Eu no lugar dela não saberia como enfrentar diversas situações. E referente ao segredo que ela escondeu por tanto tempo, já era algo que eu esperava conforme a leitura avançava, mas nada tirou a beleza do livro e o choque como tudo ocorreu porque vai além desse grande suspense.

Então, sim, eu recomendo “um banquete para Hitler” para aqueles que gostam de narrativas na Segunda Guerra; para aqueles que gostam de conhecer um outro lado da história, para aqueles que simplesmente tem curiosidade em iniciar no gênero ou está com extrema vontade de ler este livro. O livro é arrasador em diversos pontos e você precisa estar preparado para fortes emoções!

site: https://www.psamoleitura.com/2018/10/resenha-um-banquete-para-hitler.html
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Caroline.Weise 29/01/2019

Livro sensacional
Indico esse livro para quem gosta das histórias sobre a segunda guerra, pois me deixou sem palavras. Envolve acontecimentos reais com ficção e me senti presa na história onde levei apenas dois dias para terminá-lo.
Inclusive apresentou curiosidades que eu não sabia sobre o hittler e o partido nazista.
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Luciana Souto de Oliveira 12/12/2018

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Eu gosto muito da temática de livros sobre a Segunda Guerra Mundial, mas devo admitir que esta história foi a mais diferente que já li sobre o assunto, vez que fora narrada por uma personagem que estivera ao lado de Hitler, participando do seu dia-a-dia, enquanto milhares de pessoas tentavam sobreviver ao inferno do holocausto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma época infernal para muita gente, Magda Ritter, alemã, teve que deixar seus pais e se mudar para Berchtesgaden, para morar com um casal de tios, pois o seu pai, apesar de ser capaz de dar a vida pelo Führer, suspeitava que as coisas ficariam insustentáveis, em Berlim, por conta da guerra. E ele tinha razão...

Em Berchtesgaden, Magda teve mais facilidade para encontrar emprego, já que seu tio tinha acesso ao comando do Reich, e, por isso, conseguiu uma entrevista para a sobrinha, que fora escolhida para ser uma das provadoras da comida de Hitler, vez que a possibilidade de envenenamento ao mesmo era um perigo sempre iminente.

Magda não ficou nem um pouco satisfeita com o emprego que arrumou, pois, apesar de ser alemã, não estava de acordo com o que Hitler vinha fazendo com a humanidade e, ao contrário da maioria de seus conterrâneos, não estava pronta para morrer em prol do ditador.

?Seu trabalho é importante, talvez um dos mais importantes no Reich. Você está entre Hitler e a morte. Sempre deve se lembrar disso?.

Ela fora enviada para a morada de Hitler nas montanhas, Berghof, e, no início, teve muito medo do desempenho de suas funções, já que podia morrer a qualquer momento, bastava que algum traidor estivesse infiltrado naquele meio e envenenasse a comida que seria servida a Hitler. Mas, logo se acostumou com os seus afazeres.

No decorrer do trabalho exercido por Magda, ela teve acesso a muita fartura, pois comia tudo do bom e do melhor - embora pudesse morrer envenenada - e fez boas amizades, sendo uma delas com a chefe da cozinha, Cook, que lhe ensinou tudo sobre envenenamento, fazendo de Magda uma exímia provadora e uma pessoa da confiança de Hitler. Em Berghof, Magda também conheceu Karl, um capitão do alto comando do Reich, por quem se apaixonou e que viria a ser, posteriormente, o seu marido.

Assim como Magda, Karl não era de acordo com toda a desgraça que Hitler vinha fazendo à humanidade e, em face da função que sua esposa exercia, ele armou um plano para matar Hitler, envenenando-o; o problema é que talvez eles não fossem os únicos que quisessem ver o Führer morto e muita coisa estava por trás das várias tentativas de assassinato contra Hitler, que podiam estar vindo de onde menos se esperasse.

?Gostei muito dessa história, apesar de ter sofrido um bocado com ela. O foco, aqui, não é o sofrimento passado pelos judeus nos campos de concentração, mas o outro lado da moeda, ou seja, de como era a vida boa de Hitler ? pelo menos a princípio -, enquanto milhares de pessoas estavam sendo massacradas e mortas nos campos de concentração. Como tive ainda mais ódio de Hitler durante tantos momentos dessa leitura... Mas, o interessante foi a forma como a autora nos mostrou a possibilidade de nem todos os alemães pensarem como ele e no desejo que alguns tinham de vê-lo torturado e morto. A protagonista, assim como muitas mulheres alemães, sofreu muito nas mãos de soldados aliados (parte bem pesada do livro), quando já estavam perto de vencer a guerra, como uma forma de vingar o que Hitler fizera com os seus, mas o fato de ter trabalhado diretamente com o Führer sempre ajudara Magda e ela faria uso desse atributo, se essa fosse a única forma de mantê-la viva.
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Ana Luiza 19/08/2018

Um Banquete Para Hitler – V. S. Alexander
SOBRE O LIVRO

Magda Ritter é uma cidadã alemã comum, filha de um trabalhador industrial descrente e de uma mãe devota ao Führer, que tem fé cega no partido e na vitória alemã sobre a guerra, enquanto ela, pessoalmente, não se preocupa muito com os assuntos que dizem respeito ao governo, ao partido ou à guerra. No entanto, sua vida toma um rumo diferente quando ela é enviada de Berlim à Berchtesgaden para fugir dos perigos de ataques e morar com seu tio Willy, um policial fervoroso e sua esposa, que assim como sua mãe é devota a tudo que diz ou faz o “salvador da Alemanha”.

Ao chegar à casa dos tios ela se vê obrigada a encontrar um emprego e, sendo sobrinha de um respeitado militar, não tem dificuldades para encontrar um lugar em meio aos empregados pessoais de Ritler. Ela agora será uma de suas “provadoras” e terá a missão de protegê-lo, se preciso, com sua própria vida.

“A vida me castigou e os pesadelos rondam meu sono. Não há escapatória dos horrores do passado. Talvez aqueles que leiam minha história não me julguem com tanta dureza como julguei a mim mesma.”

Em meio aos perigos de seu novo emprego e ao caos em que se encontrava a Alemanha Nazista, Magda vai encontrar o jovem capitão Karl Weber, o homem responsável por seus suspiros apaixonados e por lhe mostrar a verdade por trás de um governo cruel, causando-lhe sede por vingança.

MINHA OPINIÃO

Ao misturar ficção e realidade, V. S. Alexander consegue criar uma trama envolvente e tocante que faz com que o leitor se perca entre fatos reais e inventados e se pegue desejando que o romance tenha realmente acontecido, e que os horrores vividos durante a Segunda Guerra Mundial possam ter criado laços de amor, amizade e compaixão sendo, em meio à tristeza. O livro foi inspirado na história da vida de Margot Woelk, que revelou ao mundo o seu trabalho como uma das provadoras de Hitler durante a guerra e, juntamente aos seus relatos, uma grande pesquisa foi feita para a criação desta obra.

Um ponto interessante é o fato de que durante toda a narrativa, desde sua introdução o leitor é questionado sobre o quanto o povo alemão foi influenciado por uma personalidade carismática e por um espírito de liderança capaz de persuadir toda uma nação, se teriam eles uma parcela de responsabilidade por tudo que o Nacional Socialismo fez ao país.

“Como todos na Alemanha podiam olhar para o outro lado? Me perguntei se aqueles que viviam nas cidades ou em fazendas nos arredores dos campos conseguiam sentir o cheiro de carne queimada. Será que olhavam para os céus quando flocos cinza caíam sobre eles? Como podiam não saber o que estava acontecendo e, se sabiam, por que não se importavam? Onde estavam as pessoas que precisavam se mobilizar com indignação e horror contra o que nosso governo estava fazendo?”

Ao acompanhar a protagonista vamos ser induzidos a refletir sobre diversos aspectos, como por exemplo a fartura de alimentos entre os funcionários do Reich e os membros do governo, enquanto o país sofria com a escassez e a fome. Em Berghof, o clima era em parte o reflexo do caos em que se encontrava a Alemanha, enquanto o Führer tentava manter as aparências de uma vitória iminente. Mas a desconfiança e o medo já haviam sido instaurados, inclusive para os membros da SS e demais funcionários. Durante a trama vários acontecimentos mantém o leitor apreensivo, como tentativas de assassinato, envenenamentos e até sacrifícios.

Entre os personagens, um de meus favoritos é Cook, a excêntrica “chefe” da equipe de cozinheiros e provadoras, uma pessoa inicialmente desconfiada, mas que ao criar laços de amizade é leal e carinhosa, mesmo a seu modo. Além disso, é fácil nos identificarmos com eles, cada um a seu modo, foram criados de uma forma a serem tão humanos quanto o tirano ditador parecia ser desumano. O desenvolvimento deles ao longo da narrativa também é bastante marcante, tanto afetivamente quanto internamente, tornando-os cativantes em todos os sentidos.

De maneira geral, não encontrei problemas durante a leitura, por vezes algumas partes podem parecer descritivas demais, mas no final acabamos descobrindo que nada foi colocado ali sem um porquê. Os capítulos variam de médios a longos, mas a diagramação e a forma de escrita fazem com a leitura flua bem, e é claro, é praticamente impossível parar a leitura no meio de algum acontecimento marcante, o que acontece praticamente durante todo o desenrolar da trama.

Pelo pano de fundo, o cenário histórico e as pesquisas realizadas (também elencados ao final da obra), pode-se dizer que foi um tiro certeiro e que com certeza merece uma chance. Aliás, Penso até mesmo em uma adaptação para os cinemas. Enfim, fica aqui a dica de uma ótima leitura, e espero que mais livros do autor sejam trazidos ao Brasil.

site: http://resenhandosonhos.com/um-banquete-para-hitler-v-s-alexander/
Luciana 23/08/2018minha estante
Muito boa sua resenha, vou ler com certeza!


Suzane.Carvalho 09/09/2018minha estante
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Luciana 10/09/2018minha estante
Amei esse livro!!!!




Luciana 04/09/2018

Um banquete para Hitler
O que dizer desse livro maravilhoso sem soltar spoiler? Me prendeu da primeira até a última página e quando acabou fiquei querendo mais. O livro é uma mistura de realidade com ficção que vc se pergunta se realmente tem ficção no meio de tanta realidade. Vale muito a pena ler!!!
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Paulyne 18/11/2018

Impossível de largar!!!
Durante a Segunda Guerra, alguns homens eram convocados para servir o exército e as mulheres precisavam cumprir a parte delas.

Magda Ritter por sua vez, personagem principal, optou por trabalhar a serviço do Führer, pois a outra opção não estava à seu alcance. Seu tio conseguiu uma indicação de vaga para Magda trabalhar na Berghof, lugar no qual Hitler vivia.

Então Magda foi sem saber ao menos a qual serviço se prestaria, apenas ficou admirada por ser um serviço próximo a Hitler. Para os arianos, Hitler era uma espécie de símbolo, alguém tão importante quanto qualquer um. Para eles, Hitler seria a solução e a salvação para todos problemas.

"Você deve trabalhar ou encontrar um marido. O Reich precisa de bebês fortes do sexo masculino para o futuro serviço." (p. 22)

Porém quando ela chega na casa é encaminhada para realizar cursos para identificação de venenos nas comidas, então por um instante ela se deparou com o que estava lidando: sua própria vida a serviço de outra.

"Este é o Omphalotus olearius. Cresce na Europa. Raramente é mortal, mas pode causar doenças graves. É bem parecido com o Canthaellus cibarius, um cantarelo que cresce aqui como um fungo. Tem o gosto picante." (p. 47)

Assim como o gosto, ela precisava saber distinguir o cheiro, a cor, a textura, todas características que poderiam indicar de fato se um alimento poderia ser fatal. Magda faria esse trabalho junto com outras quatorze mulheres, assim haveria menos chance de Hitler ser envenenado em seus refeições.

Por mais que Magda estivesse perto de Hitler, o partido nazista em si ocultava tudo o que realmente estava acontecendo a serviço do Führer. A partir de um relacionamento dela com um capitão, ela teve conhecimento das atrocidades que vinham acontecendo. O capitão a mostrou uma foto de Auschwitz retratando os inúmeros mortos que ali haviam e explicou o que realmente estava acontecendo no país, como o Holocausto.

Em consequência disso, Magda e o capitão começaram a tramar alguns planos contra o Führer a fim de tomarem suas próprias providências.

Por mais que o livro gire em torno disso, vários aspectos da Segunda Guerra são abordados no livro. Numa cronologia linear do início até o final da guerra. A personagem tem diálogos com Hitler e sua família, incluindo a esposa dele, o que acaba dando mais veracidade na estória.

O livro é ficcional, porém baseada em fatos reais. O autor, que optou por utilizar um pseudônimo, criou seu enredo de acordo com o que foi relatado por essa mulher que resolveu contar sua história muito depois de tudo acabar.

Notas do autor: "A senhora Woelk manteve sua profissão em segredo até completar 95 anos. Ela disse ao repórter que, por décadas, tentou esquecer as lembranças de seus dias com Hitler, mas que "elas sempre voltavam a me perseguir de noite". Um banquete para Hitler não conta a vida da senhora Woelk, embora eu tenha baseado várias cenas do romance em suas experiências. O romance também não se destina a ser uma biografia velada de sua vida." (p. 298)

O livro tem 300 páginas em capítulos curtos e fluídos que cativam o leitor cada vez mais. Todo capítulo acontece algo, por mais que seja um livro voltado para história por se tratar de guerra, também é recomendável para leitores de suspense e biografia.

Infelizmente ainda não foi publicado outros livros desse autor no Brasil, então se você ainda não leu esse, já pode incluir na lista! Posso dizer que foi um dos melhores livos que já li e quero muito ler os outros do autor o quanto antes possível!
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Suka 03/10/2018

Costumo falar que livros que traz como pano de fundo a Alemanha de Hitler mexe comigo e isso é fato, seja ele baseado em fatos reais ou ficção. E eu sempre choro.
Não foi diferente com esse livro, que apesar de o autor ter feitos várias pesquisas para a construção de seu romance e trazer datas e momentos que o Führer viveu, é uma ficção.
Iremos conhecer a história de Magda Ritter, uma jovem que ao ir viver na casa dos seus tios acaba conseguindo um trabalho como uma das provadoras de Hitler, ao chegar no seu destino ela será ensinada a como identificar venenos nos alimentos e não havendo a identificação ela é obrigada a comer para que depois o próprio Hitler possa se alimentar. Um trabalho perigoso, mas um trabalho, era assim que ela via sua situação. Até conhecer Karl Weber capitão da SS, os dois irão se apaixonar, mas até isso é proibido dentro do reinado de Hitler. Assim que começa haver cumplicidade entre eles, Karl conta o que de fato acontece nos campos de concentração. Magda já não era a favor do que o Führer fazia e junto com Karl e alguns outros pensarão em possíveis formas de assassinar Hitler.
Ambos passarão por momentos bem difíceis em suas vidas, mas com alguns privilégio diferentemente do povo alemão.
É uma história emocionante de se ler, de leitura fluída e instigante. Recomendo a todos que gostam de romance e história. Confesso que demorei para lê-lo, porque eu não queria descobrir o que aconteceria com os personagens, estava muito apegada a eles já e por se tratar de uma época em que a morte estava sempre presente pra mim foi uma leitura mais densa.

site: http://www.suka-p.blogspot.com.br
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Simone de Cássia 11/09/2018

Normalmente não gosto de livros que mesclam ficção com realidade... sempre fico em dúvida tentando descobrir até onde vão os fatos e onde começa a imaginação. No geral é um bom livro; traz uma nova faceta do nazismo por retratar algo bem do núcleo, da intimidade de sua elite, sem que pra isso tenha que fazer defesa desse horror. Um ponto ou outro achei um pouco forçado (aí pesa a ficção...ou não?!), mas cumpre o papel até mesmo pedagógico de dar a conhecer algo da rotina dos algozes da humanidade.
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douglaseralldo 12/08/2018

BOM APETITE, E CONFIRA AS 10 CONSIDERAÇÕES SOBRE UM BANQUETE PARA HITLER, DE V. S. ALEXANDER
1 - Um Banquete Para Hitler é um competente romance histórico que insere novos personagens em pequenas lacunas históricas para narrar a seu modo a Segunda Guerra Mundial, especialmente o círculo íntimo de Hitler visto sob a perspectiva de uma profissional de alto risco, ou seja suas provadoras, que no auge das paranoias do tirano eram responsáveis por provar - e certificar-se que não estão envenenados - todo e qualquer alimento destinado a ele;

2 - A provadora, no caso, é Magda Ritter, que com o avanço da guerra precisa sobreviver e acaba encontrando trabalho junto a um dos círculos próximos a Hitler, tornando-se uma provadora de alimentos que testemunha os movimentos derradeiros da guerra, e que acima de tudo, construirá a seu modo, aproveitando os mistérios não resolvidos da história, para escrever o desfecho do ditador estando a narradora-protagonista do romance na centralidade destes atos finais;

3 - Segundo o próprio autor em nota integrante da narrativa, o romance surgiu inspirado em um fato real que só viera à tona em 2013. A partir da ideia, segundo ele "[uma colega]... me disse que esperava que eu não o [o romance] transformasse em uma celebração do fascismo e da vida do ditador alemão. Assegurei que não tinha atenção..." algo que se confirma, ainda que visto de uma perspectiva pouco usual dos romances ambientados na Segunda Guerra, sendo totalmente habitado por personagens alemães;

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