Úrsula e outras obras

Úrsula e outras obras Maria Firmina dos Reis...




Resenhas - Úrsula


175 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


@acumuladoradelivros 26/09/2021

Confesso que quando peguei pra ler esperava por outra coisa, um romance mais ferrenho em descrever a realidade dos escravizados. Mas na verdade ele é um romance romântico, desses bem ao estilo do Romantismo, o que pra mim não foi defeito, já que aprecio muito essa corrente artística. O ponto abolicionista da obra fica em passagens sutis e outras nem tão sutis. Não são o centro do enredo, mas se fazem centro na forma de narrar da autora. Sem dúvidas um favoritado.
comentários(0)comente



rafa_._cardoso 24/09/2021

Susana é o livro
Confesso que não sabia que era um livro de romance clássico, com mocinho, mocinha, vilão e todo um casting B de auxílio, mas é.

Não sou o maior leitor desse estilo de leitura e confesso que na verdade não gosto.

Por ser um estilo que não gosto, não foi um livro pra mim, com exceção do capítulo 9, que foi algo fora de curva em leitura dos últimos tempos. Um soco na cara a forma crua como a escravidão foi escrita (Vale ressaltar que sou preto e esse capítulo me pegou forte).

Valeu a leitura por esse capítulo e a Susana, que poderia ser um conto 5 estrelas!
comentários(0)comente



Thiago 22/09/2021

Merece ser lido, escrito por uma mulher extraordinária
"Oh! A mente! Isso ninguém a pode escravizar!"

Se pudéssemos definir Maria Firmina dos Reis em uma palavra, certamente seria extraordinária. Mulher, preta, escritora, professora, abolicionista... Tudo isso em pleno século XIX, em um país machista e escravocrata! Em 1859 pública, Úrsula, em pleno Maranhão, longe do grande centro na época e ainda hoje! Considerado o primeiro romance escrito por uma mulher e publicado no Brasil. Não é pouco!

O romance em si, bem como os personagens Tancredo, Úrsula, o Comendador Fernando, Adelaide, não deixam nada a desejar em relação aos escritos de Machado de Assis, um dos maiores do Brasil. Há aí ciúme, traição, sentimento de posse, machismo em todos os lados. E mais: é uma obra abolicionista! Os personagens escravizados, Túlio e Suzana, de longe, são os melhores, mais construídos. De forma inédita, são senhores de sua voz, história e memória! E eles descrevem o horror que é a escravidão e Eu imagino a elite maranhense lendo isso no auge do Império e no auge da escravidão no Brasil.

Firmina dos Reis subverte!

Logo de cara o escravo Túlio exclama horrorizado: "Senhor Deus! Quando calará no peito do homem a tua sublime máxima - ama ao teu próximo como a ti mesmo -, e deixará de oprimir com tão repreensível injustiça ao seu semelhante!... Àquele que também era livre no seu país... Àquele que é seu irmão".

O melhor capítulo, sem dúvida, é o nono (A Preta Suzana). Pela primeira vez dois personagens negros discutem sobre liberdade, escravidão, memória. Suzana narra sua vida em África, sua violenta captura, a travessia atlântica no navio negreiro, o sofrimento e maus-tratos em solo brasileiro. Conhecemos essa história de cabo a rabo, mas é impossível não chorar! E aí há uma mudança de paradigma, o bárbaro é o branco e não o negro:

"Tudo me obrigaram os bárbaros a deixar! Oh! Tudo, tudo até a própria liberdade!".

Como salienta Conceição Evaristo ela "situa os sujeitos escravizados como seres humanos roubados em seu direito sagrado, o de ter a liberdade".

Apesar de tudo, termino a resenha da forma como comecei, "a mente ninguém pode escravizar". Os nossos ancestrais lutaram para que chegássemos até aqui! Obrigado Firmina, onde estiver!

PS (é necessário): Firmina escreve uma África idealizada, onde não há escravidão, por exemplo, mas em nada isso tira os méritos do livro. Não sei se Lima Barreto a leu, mas ele adoraria uma mulher e escrita fora da curva!
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Jp 12/09/2021

A literatura negra como forma de resistência
Maria Firmina dos Reis (1822-1917), primeira romancista negra brasileira. Seu romance, Úrsula (1859), se destaca no contexto do século XIX por trazer a perspectiva dos negros sobre a escravidão. Os personagens negros ganham voz e se expressam por si mesmos, algo inédito na sociedade conservadora e racista da época.
Túlio, um jovem escravo, que apesar de sua sofreguidão, ele não perde sua sensibilidade. Ele salva a vida de um jovem rico e branco, que futuramente se tornaria seu amigo. Mãe Suzana relata, em primeira pessoa, sua vida de liberdade na África, até ser sequestrada e trazida como escrava para o Brasil. Apesar de todas as injustiças e preconceitos que eles sofrem, os personagens têm uma alma nobre e são bondosos, até mesmo para com os seus algozes.
Além de Úrsula, estão reunidos neste livro o conto A escrava: conto também de temática abolicionista, Gupeva: conto sobre a conturbada relação entre indígenas e homens brancos europeus, e Cantos à beira-mar: um conjunto de poemas.
Esta obra tem uma relevância histórica e social enorme para a literatura brasileira. É a verdadeira literatura de resistência!
comentários(0)comente



Jana 09/09/2021

Emocionante
Considerado o primeiro romance brasileiro escrito por uma mulher, é muito triste que tenha caído no esquecimento e só há pouco tempo foi reeditado, e mesmo assim continua pouco conhecido. No epílogo já me conquistou: "sei que pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira". Uma história trágica e que nos prende do início ao fim.
comentários(0)comente



Duda 09/09/2021

Importante
Primeiramente, Maria Firmina era muito corajosa e autoconfiante para lançar um romance abolicionista, sendo uma mulher negra, em uma sociedade cuja a literatura era dominada por homens brancos.

Li esse livro por causa de uma prova, geralmente não leio clássicos ou livros mais antigos. No geral ele não é um livro tão "denso" de ler por mais que algumas partes fique confuso o que está acontecendo na história, tanto por causa da escrita (que é muito diferente da época atual) tanto pela falta de detalhamento da própria autora.

Firmina deixa bem explícito a parte abolicionista no seu romance e com certeza esse livro tem um papel fundamental na história podendo ser o primeiro romance escrito por uma mulher negra brasileira.

De toda forma é um livro bom e recomendo a leitura.
comentários(0)comente



leila.goncalves 06/09/2021

Ponto Fora Da Curva
O LIVRO:
Publicado pela primeira vez em 1859, no Maranhão, ?Úrsula? é a obra-prima de Maria Firmina dos Reis. Com estratégias folhetinescas, amor impossível, coincidências e incesto, como convinha à época, ele consolidou sua importância graças a certas singularidades. Trata-se de um ponto fora da curva da nossa literatura.

Sinteticamente, ?Úrsula? é reconhecido como o primeiro romance escrito por uma mulher no nosso idioma. Também é precursor do abolicionismo, historicamente o movimento só começou em 1860, e os demais com essa temática jamais conseguiram alcançá-lo no tratamento dado às personagens negras. Maria Firmina retratou-as como indivíduos, desconstruiu estereótipos e descreveu com propriedade a tragédia da diáspora africana no Brasil, à medida que era uma afrodescendente.

A bem da verdade, ela foi uma mulher muito à frente de seu tempo. Atuou como professora, compositora, folclorista e, sobretudo, foi uma intelectual que legou um romance do século XIX que cai feito uma luva no século XXI, afinal, numa época em que a democracia está sob risco e é constante a tentativa de retroceder o direito das minorias, o romance é um convite à inquietude daqueles que não se conformam com a injustiça e o racismo, além de uma ferramenta de denúncia e aprendizado para quem luta por liberdade.? (Apresentação - Preta Ferreira, página 9)

A EDIÇÃO:

De inequívoca qualidade, a edição contempla projeto gráfico e capa de Giulia Fagundes, mais ilustrações, em branco e preto, criadas por Heloisa Hariadne e elas despertam a atenção do leitor em virtude do aspecto lúgubre, bem de acordo com o encaminhamento da trama.

Outro destaque é a Fortuna Crítica que não deve ser tratada como opcional. Composta por três textos, eles funcionam como um Posfácio e elevam a compreensão narrativa para outro patamar. São eles:
* África, A Pasárgada De Mãe Susana, Conceição Evaristo.
?? Pode-se afirmar que o desejo de construção de uma África-mãe em textos de autoria afro-brasileira se confunde com o movimento de construção de uma identidade afro-brasileira. Esteticamente se constrói então um sujeito poético que amalgama África e Brasil. O espaço-tempo vai ser costurado, transversalizado por eventos históricos, pertencentes ora à África, ora ao Brasil. Espaços distintos e tempos históricos diferentes se fundem como se tudo fosse uma realidade única, um continuum.? (Páginas 277 e 278)
* Uma Autora À Frente Do Seu Tempo, Fernanda Miranda.
?O romance Úrsula é um grande clássico da literatura brasileira. Uma obra que somente há pouco tempo começou a ser pensada, estudada, compreendida, pois sua trajetória é marcada pelo silenciamento ? dispositivo que acomete a autoria negra no Brasil de forma sistemática.? (Página 292)
* Maria Firmina Dos Reis: Precursora Negra Da Abolição, Régia Agostinho.
?Se Gama, Patrocínio e Rebouças, homens negros letrados, lançaram suas falas nos fóruns, na imprensa e na corte, Maria Firmina jogou sua rede na literatura e esperou pacientemente convencer aqueles homens brancos do valor de sua fala contra o regime escravocrata.? (Página 306)

Enfim, eis uma edição que não pode faltar em sua biblioteca, quer ela esteja nas nuvens (e-book) ou seja física (livro). Até a próxima!
comentários(0)comente



Lorena 05/09/2021

Uma história por trás da história
Exatamente. O romance daquela que talvez seja a primeira romancista abolicionista do Brasil, 'Úrsula' - da maranhense filha de escrava liberta - conta uma história de amor entre um casal de brancos ao passo que, na verdade, conta a história Túlio e Susana, dois escravos. E assim o faz.
O segredo desta leitura é justamente se ater às falas e pensamentos desses dois personagens.
Kah Morais 05/09/2021minha estante
Que complexo, amei!!!




Neto 31/08/2021

Livro interessante
Quando estava lendo esse livro, eu estava tendo a minha maior ressaca literária que durou quase um ano, e por algum motivo esse foi o livro que me tirou dela. A escrita parece ser complicada porém, quando você começa a ler você percebe que é uma leitura fácil e rápida, mesmo com um vasto vocabulário. Os acontecimentos que estão presentes no livro são muito surreais, mas dá pra entender o motivo disso quando você vê a data em que o livro foi escrito, (Uma vibe bem Romeu e Julieta e afins). O livro também tem vários personagens negros escravos que a autora faz com que eles sejam vistos como pessoas e não como objetos. (O que é um fato surpreendente pois quando o livro foi escrito o Brasil ainda era um país escravocrata) porém esse fato não é muito bem explorado, fazendo com que esses personagens fiquem sem muito destaque. Terminei o livro em menos de uma semana e foi uma experiência muito boa. Apesar de ainda achar estranho que esse foi o livro que me fez sair da ressaca.
comentários(0)comente



andy. 29/08/2021

livro paradidático
Bom, esse livro eu precisei ler pra fazer um trabalho da escola. Minhas amigas começaram antes de mim e falaram que o começo era muito chato e nao passavam da primeira página (esse livro foi publicado em 1859), realmente quando fui ler o começo é puxado, só descrição e acaba cansando. Como eu precisava ler tudo pra fazer o trabalho direito, tive que ler até o final e acreditem: não me arrependi.
Depois dos três primeiros capítulos a história vai ficando interessante, acaba te prendendo e você nem percebe. Antes da metade do livro voce ja tem vontade de saber oq vai acontecer e pasmem você se surpreende com o final.
comentários(0)comente



Aly 14/08/2021

História escassa
Eu não gostei muito, pois achei a história com um vocabulário extremamente desnecessário, não sei se foi pela época em que foi escrito, mas a história também não é bem construída, tudo acontece muito intensamente e muito rápido. Acho impossível uma declaração de amor na hora que você olha para alguém. Fora a questão da violência contra a mulher sendo normalizada por uma mulher, sinceramente me incomoda.
comentários(0)comente



Milena Lemos 12/08/2021

Rainha dos plot twist!
O tanto de plot twist que tem nesse livro!
Cada momento eu gosto de um personagem por um motivo, é um livro que merece releituras, pois sempre tem alguma coisa nova a ser observada.

Mas se tem uma coisa que posso afirmar é que o personagem que eu não suporto é Fernando P. e isso não vai mudar, cada releitura dessa obra terei um motivo diferente para não suportá-lo.

Na minha frente ninguém fala mal de Maria Firmina dos Reis, ela simplesmente é maravilhosa, debochada e rainha dos plot twist!
comentários(0)comente



Marcos Antonio 06/08/2021

Úrsula
Maria Firmina dos Reis esse é o nome da primeira mulher romancista do Brasil, gostei do livro, porém não esperava uma escrita tão rebuscada de uma pessoa que no qual eu achava que ela era escrava, porém depois que pesquisei sobre ela vi que sua mãe era uma escrava alforriada e seu pai um homem rico no qual não lhe deu o nome, pois teve ter apenas usado o corpo de sua mãe escrava.
Maria Firmina era professora e seu poema histórico me lembra muito do O morro dos ventos uivantes, pois me parece trágico.
Livro para mim foi muito legal.
comentários(0)comente



175 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR