1984

1984 George Orwell




Resenhas - 1984


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FabyTedrus 14/08/2019

1984 - George Orwell
Definitivamente, não é um livro fácil de ler. A escrita é pesada e a história é soco no estomago atrás de soco no estomago ao longo de todo o livro. Não da para ler de uma vez só, enquanto lia li outros livros porque a necessidade de 'fugir' daquele mundo é real.
Sobre os personagens não consigo dizer que me cativaram mas duvido que seja essa a ideia. A história é assustadora, um misto de surreal e atual, aquela coisa meio black mirror e aquela sensação que o autor conhecia o dia-a-dia dessa geração ou que na verdade esses pensamentos, mesmo que exagerados, são comuns em todas as gerações. E isso tudo é muito triste, revoltante e angustiante. A sensação que cada um tem sua prisão e desde que você aceite isso, ok...
Acredito que seja impossível sair ileso, sem nenhum abalo nas estruturas mentais, dessa leitura, assim como A Revolução dos Bichos.
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Raul G. M. Silva 11/08/2019

Seria 1984 uma funesta é inevitável previsão do nosso futuro?
É impossível não traçar paralelos entre esse livro e a realidade que estamos vivendo hoje. Não apenas a realidade insana que vivemos no Brasil, mas também a acensão de antigos pensamentos ao redor do mundo. 1984 nunca foi tão atual e tão pertinente. As previsões de Orwell nunca foram tão assustadoramente possíveis. A pergunta que fica durante a leitura é: para onde estamos caminhando, afinal?

Meu medo é que a sociedade tão desejada por O?Brien não esteja tão distante de nós quanto imaginamos, principalmente quando a comparamos com a nossa própria nos últimos tempos. No entanto, também podemos tomar esse livro como um aviso, uma advertência, exatamente como diz Erich Fromm em seu posfácio do livro de 1961, ao dizer que o livro:

?é a expressão de um sentimento, e é uma advertência. O sentimento que expressa é de quase desespero a cerca do futuro do homem, e a advertência é que, a menos que o curso da história se altere, os homens do mundo inteiro perderão suas qualidades mais humanas [...]?.

Partindo dessa observação, ainda prefiro acreditar no pensamento de que nós podemos mudar o curso de nossa história através de nossas ações, porém para isso precisamos parar de ver o que está errado nos outros e começar a nos perguntar o que está errado em nós. Afinal, a sociedade nada mais é que um reflexo de nossos próprios anseios e 1984 é um livro que aponta essas falhas de caráter nas pessoas e nos força a fazer uma autoavaliação de quem somos e o que fazemos nesse mundo.

Em suma este não é um livro feliz, a narrativa de Orwell é extremamente envolvente e é ela que o mantém preso página após página, porém não esperem uma história bonitinha. Este é um daqueles livros magistrais e funestos que colocam a humanidade diante de um espelho (LITERALMENTE VIDE WINSTON NOS CAPÍTULOS FINAIS), e mostram como é que nós todos podemos perder a nossa humanidade de uma forma real e possível ao mesmo tempo em que brinca com a subjetividade das escolhas que fazemos através do jogo do: ?Até que ponto estamos dispostos a ir em nome do que acreditamos, seja isso bom ou ruim.?

Desse modo, só o que posso dizer é que 1984 não é apenas uma leitura recomendada é uma leitura essencial a todos aqueles que querem entender como chegamos a nossa situação atual e como tudo ainda pode ir de mal a muito pior. Não quero ser pessimista com esse texto, apenas realista, os pensamentos obscuros não deixam de existir apenas por que não pensamos neles e a prova de que eles ainda estão a nossa volta é jogada na nossa cara todos os dias, desde que estejamos dispostos a enxergar a realidade. Nessa história, a ficção nunca imitou tanto a realidade.
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Flávia HBS 28/07/2019

Assustadoramente atual
Livro denso, leitura arrastada e ao mesmo tempo prazerosa
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RafaelM 25/07/2019

1984
"Por quanto tempo pode uma história sobre um futuro que já passou continuar a alarmar seus leitores?"

"Como pode a natureza humana ser modificada?"

Orwell foi genial na condução desse clássico. Leitura fácil, de escrita leve, fazendo as páginas correr de maneira super fluída. Simplesmente demais. Vale a leitura.
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mug 18/07/2019

Agora sei o poder desse clássico. E não saio ileso da leitura.
1984 me abalou, cuidado se for lê-lo. Há muito tempo um livro não me trazia sentimentos tão sinistros: um pouco de raiva um pouco de pena, indignação, medo, tristeza. Eu não fazia ideia do quão pesado 1984 pegava, Orwell pune mesmo o seu leitor com a história de uma realidade vigiada. A segunda metade do livro é um soco no estômago! Agora sei o poder desse clássico, superou muito as minhas expectativas!
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BeatrizMartins2 18/07/2019

As paredes tem ouvidos.
Sim, as paredes tem ouvidos que, despercebidos, mascaram-se atrás de quadros... O livro de George Orwell nos revela coisas que estão de baixo do nariz mas somos incapazes de perceber e, ao se colocar em evidência em um livro, choca e nos faz comparar com a nossa realidade. Escrito em 1949 o livro ainda é atual e, ao meu ver, sempre caberá com o contexto de nossa realidade e história. Até onde vai a nossa liberdade? O que é a verdade? Se existe uma verdade.. 2+2=5 se alguém com autoridade maior quiser que seja, será. Até que ponto um ser humano pode ser fiel? A linha entre a fidelidade e o instituto que, naturalmente humano, busca a sobrevivência, é tênue. Tudo é manipulado, tudo é passível, o presente é moldável e o passado existe de forma inconsistente em nossas mentes, pois quem realmente o decide está além de nós mas em tudo que nos cerca.
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Ricardo.Prado 17/07/2019

É triste
É triste, claustrofóbico, incômodo e infelizmente muito atual e a leitura em si não é tão fluída.
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Deia 16/07/2019

Mais um livro lido! O que posso dizer desse clássico? Como diz meu querido amigo Poirot, nossas "células cinzentas ' funcionam bastante, é um livro que nos faz refletir e nos mostra algo muito atual. Ele é descritivo demais para mim, foi um desafio, mas valeu a pena.
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Fabio Shiva 13/07/2019

Duplipensar
Finalizei hoje, em chocado e atônito silêncio, a terceira leitura de “1984” de George Orwell. Li pela primeira vez essa obra-prima do horror e do caos na década de 1990, para a matéria de Ciência Política da Faculdade de Comunicação Social, a fim de estudar as características do totalitarismo e a manipulação das massas pela mídia. Depois li uma segunda vez, na década de 2000, como tributo pessoal ao gênio literário de George Orwell, um de meus autores favoritos. E agora, ao ler pela terceira vez, ao final da década de 2010, posso concluir, assombrado: o Brasil está cada vez mais perto de “1984”!

Cito como exemplo dessa constatação a pavorosa técnica do “duplipensar”, que no livro aparece como alicerce de uma sombria ditadura futurista:

“Saber e não saber, ter consciência da completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade.”

Se eu lesse essa citação sem saber de onde veio, pensaria que se trata de uma lúcida e minuciosa análise das estratégias utilizadas pelo atual governo brasileiro...

Outra triste percepção advinda dessa leitura diz respeito à apatia e inércia do povo, que permite e autoriza incontáveis males. Cito novamente o livro, mas poderia estar falando de nossa sociedade brasileira:

“Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes e não se tornarão conscientes enquanto não se rebelarem.”

“1984” dá seguimento a uma série de leituras que tenho feito e que vem demonstrando como o mal supremo é o totalitarismo. O nazismo alemão e o comunismo russo, como afirma claramente Orwell em seu poderoso libelo, são facetas do mesmo e terrível Mal. Isso me fez refletir como estão equivocados aqueles que querem dividir a sociedade entre “direita” e “esquerda”. Além de ser uma divisão pra lá de obsoleta e inútil, não expressa a verdade sobre as pessoas e suas convicções. Se é para dividir, penso ser mais apropriado classificar as pessoas em duas categorias básicas:

1) Pessoas que defendem seus próprios direitos.
2) Pessoas que defendem os direitos de todos.

Assim temos, para expressar apenas alguns exemplos:

1) Pessoas que defendem sua própria religião, etnia e sexualidade como sendo a “correta” e todas as outras como sendo “erradas”.
2) Pessoas que defendem todas as manifestações religiosas, etnias e opções sexuais como igualmente merecedoras de respeito.

O mais sombrio nessa divisão é que as pessoas da categoria 1 cedo ou tarde começam a desumanizar as pessoas da categoria 2, a fim de justificar práticas de violência progressiva. E assim chegamos ao ápice da violência, que é a tortura, que encontra nas páginas de “1984” uma descrição que chega a ser poética em sua hediondez:

“O que acontece aqui dura para sempre. (...) Havemos de te esmagar até ao ponto onde não se volta. Vão-te acontecer coisas das quais não te poderás restabelecer, nem que vivesses mil anos. Nunca mais poderás sentir sensações humanas comuns. Tudo estará morto dentro de ti. Nunca mais serás capaz de sentir amor, ou amizade, ou alegria de viver, riso, curiosidade, coragem, ou integridade. Ficarás oco. Havemos de te espremer, deixar-te vazio, e então saberemos como te encher.”

Essa passagem foi escrita em 1948, mas infelizmente representa boa parte da população brasileira da atualidade, que consciente ou inconscientemente ainda apoia um presidente que declaradamente é a favor da tortura. Esse talvez seja o Brasil que imaginam para seus filhos:

“Se queres uma imagem do futuro, pensa numa bota a pisar um rosto humano, para sempre.”

“1984” é aqui. “1984” não é aqui.

https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2019/07/1984-george-orwell.html


site: https://www.facebook.com/sincronicidio
Euflauzino 14/07/2019minha estante
todas as vezes que leio suas resenhas sei que o ato de parar e ficar remoendo suas palavras valeram a pena. elas enriquecem o que levo dentro da cabeça e do coração. enfim, você é iluminado e ilumina a todos. estou maravilhado!


Fabio Shiva 14/07/2019minha estante
Salve querido amigo! Valeu demais por sua luminosa amizade, por suas generosas palavras e por essa energia boa! Abração!




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Leitor Nerd 10/07/2019

Mais assustador que muito livro de terror
Orwell, um ex-marxista intensamente desapontado com o rumo que o comunismo estava tomando, assistiu chocado quando a grande experiência soviética foi reduzida a um estado totalitário e repressivo igual a Itália fascista ou a Alemanha nazista. Ele percebeu que a ideologia em um estado autoritário é apenas uma distração, e que o ponto de controle é mais controle e mais tortura, o objetivo de todas essas ideologias fracassadas era moldar um mundo em que as pessoas não possuíssem autonomia.

Foi a partir dessas experiências e percepções, que ele nos presenteou com 1984. Imagine ter a sua vida controlada pelo Estado: trabalho, o que você come e bebe, com quem você se relaciona, suas conversas, seus pensamentos! A obra é sombria e visionária. Não sei se a intenção dele foi chocar. Tendo sido ou não, conseguiu.

A linguagem é modificada para reduzir a capacidade de comunicação, o passado é reescrito diariamente. Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado. Não há verdade real. A verdade é o que o Estado diz que é: preto é branco, 2 + 2 = 5. Mas aí você pergunta: “Como um governo assim consegue se manter de pé?”. A resposta é: através de tortura, intimidação, violência e lavagem cerebral.

No entanto, nem tudo são flores. Os personagens são desinteressantes e você só se preocupa com eles por causa da terrível situação a qual eles vivem. A crítica político-social é tão forte, que às vezes parece ser mais um ensaio do que um romance. Há também algumas pequenas falhas no enredo, porém, nada que diminua a engenhosidade orwelliana.

Qualquer que seja a atual encarnação do “Big Brother”, o objetivo é sempre o mesmo: uma nação de fanáticos, todos com o mesmo pensamento limitado e gritando os mesmos slogans.

site: https://www.instagram.com/leitor.nerd/
Victor Dantas 11/07/2019minha estante
Ótima resenha! Quero muito lê esse clássico, assim como A Revolução dos Bichos.


Leitor Nerd 11/07/2019minha estante
Obrigado, Victor! Eu vou ler A Revolução dos Bichos agora na Maratona Literária de Inverno, do Geek Freak =D




Bruna.Ferreira 09/07/2019

Incrível e bizarro!
Incrível por ser uma história construída tão bem a ponto de mesmo ao tratar de uma distopia e o livro ter sido publicado há 70 anos atrás, ele parecer ser tão real e atual. E bizarro por pensar na existência de um governo tão tirano a ponto de tentar (e conseguir) privar as pessoas de todo e qualquer tipo de liberdade, inclusive a do pensamento. Chegar na conclusão de que isso tá mais próximo da realidade do que de uma distopia é, sem dúvidas, de arrepiar.
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Julia Rodrigues 06/07/2019

1984 é passado ou futuro?
Apesar de grande parte dos leitores desta obra relatarem seu choque ao lê-la, o mesmo não aconteceu comigo. Talvez a minha visão de mundo já fosse pessimista demais, quem sabe? Entretanto, eis um bom livro. Achei sua escrita lenta, não que seja algo negativo em todo o contexto da história; a questão é: você não vai querer se demorar neste universo sufocante.
Não há saída para a realidade em que nosso camarada Winston vive. A morte e o definhamento rondam tudo o que ele conhece e é impossível escapar do sentimento de desesperança que o livro narra, pelo menos até a chegada de Julia.
É importante frisar que nenhum leitor, ao percorrer os olhos por este livro, consegue não fazer paralelos com a vida e com o mundo atual. Com tanta tecnologia, com a ciência da espionagem de super-potências sobre nós, quem nos garante que o caminho que estamos trilhando não acabe em algo parecido com o que Orwell um dia escreveu?
No mais, minha dica é: leia sozinho e quando tiver tempo para refletir. Uma leitura com tamanha carga de crítica e aviso não deve ser deixada de lado sem nenhum tipo de reflexão.
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