Tempos Líquidos

Tempos Líquidos Zygmunt Bauman




Resenhas - Tempos Líquidos


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Elizangela 24/04/2021

Insegurança
Bauman, sociólogo e filósofo polonês, traz numa introdução e em cinco capítulos, reflexões a cerca da insegurança nas cidades, no ritmo de uma globalização ferrenha e esmagadora.
O livro em si, como bem alerta o autor, não se apresenta como respostas aos muitos caos vividos em tempos líquidos, flexíveis e confusos. Pelo contrário, sua leitura nos traz muitas perguntas e muitas dúvidas sobre a condição humana.
São tratados temas como o medo nas grandes metrópoles, os refugiados e o problema da "capacidade administrativa do planeta", como os Estados nação estão lidando com a democracia e a administração dos medos, a construção de guetos "voluntários" e "involuntários" gerados por esta insegurança.
O livro termina com a discussão da utopia. Estamos diante do fim?
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Adria 22/04/2021

Mesmo tendo que ler cada parágrafo duas vezes foi muito produtivo. Uma leitura da faculdade mas que posso levar pra vida. Gostei muito!
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Jessica.Goncalves 10/04/2021

A leitura desse livro do Bauman é um pouco mais fácil. O livro traz muitas questões sociais a serem analisadas
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Fernando Lisboa 01/04/2021

Que pancada!

A sensação de ler este livro é a de ser atropelado por um trator pelo menos umas cinco vezes. É pesado, pessimista, desesperançoso, e mais para o final, adquire um tom irônico e anedótico (mas não menos pessimista). O estilo de escrita é sedutor, com uma exuberância de ideias e agudeza intelectual raras - mas, mesmo por isso, perigoso, pois é muito fácil se deixar levar por elas e acreditar acriticamente em tudo o que o autor fala. Mesmo assim, levanta discussões e reflexões importantes.

O estilo tem outro detalhe que me incomodou bastante. Não é um estilo exatamente agradável, não é uma escrita que te puxa e te atrai. A fraseologia às vezes é desnecessária e tem aqueles vícios "academicistas" que vemos em muitos textos de pensadores da área de Humanidades. É um estilo um tanto vaidoso e um pouco pedante. Muitas ideias que poderiam ser colocadas de maneira mais objetiva se perdem nestes vícios de linguagem.

A análise que ele faz dos processo de globalização, passando pela questão dos imigrantes, dos super condomínios obcecados por segurança (ele inclusive menciona a cidade de São Paulo neste momento), com foco na questão do medo, é brilhante e elaborada. A tentativa de compreensão dessa "psicologia do medo" é muito bem construída e dá muito a que se pensar. Só achei que faltou identificar melhor o verdadeiro perpetrador deste medo, que é a elite global, montada em cima da grana. No texto, isso fica um pouco vago. E isso é um tanto irônico, porque um dos pontos do livro é como essa elite se esconde e joga o medo em todo o resto - no imigrante, no pobre, no outro, no vizinho...

Um livro brilhante e muito complexo, de um pessimismo arrasador, um livro que não traz saídas, quase que um "cyberpunk sociológico" no pior sentido, faltou identificar a luta social para além do sonho (que, para ele, é anedótico). Mesmo com minhas críticas, dou um cinco estrelas, porque as qualidades superam as falhas e fazem dele um autor necessário.
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Jéss 18/03/2021

Uma discussão necessária!
Com uma escrita bastante densa e sofisticada, Bauman apresenta reflexões e pontuações importantes e necessárias para se pensar na sociedade em que vivemos. Afrouxamento dos vínculos, individualização, egoísmo, uso desenfreado dos recursos naturais e descartes desnecessários, são temas abordados neste livro.
Gostei muito, demorei para terminar pois exige uma leitura bem concentrada.
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Fernanda Sleiman 14/09/2020

Bauman
Ler Bauman é um misto de desalienação e impotência. E perceber onde estamos indo sabendo que quase nada se pode fazer para que o caminho não desande.
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Lucas.Pasqualini 02/08/2020

Análise precisa
A visão de Baumman é muito coerente com a realidade. Os assuntos do livro são atuais e abrangem o mundo todo.
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Jaylan 13/06/2020

A era da liquidez
A obra de Bauman cumpre o que promete ao analisar a perspectiva dos tempos líquidos na sociedade pós-moderna. Segundo o autor, estaríamos vivendo em uma era marcada pelas inseguranças e por relações humanas rasas, dadas principalmente pela velocidade de alteração constante das coisas e pelas incertezas sobre o futuro no que se refere a condição social. A sociedade entra em um novo patamar, permitindo a relação com os mais diversos tipos de pessoas e em diferentes lugares do mundo (A sociedade se transforma em uma rede com múltiplas possibilidades de conexão). A obra não analisa apenas a questão sentimental, mas perpassa para uma análise da relação entre os paises, trazendo à tona também a questão dos imigrantes. Desta forma, o processo de globalização é parte da análise trazida pela obra. Quem já leu o livro: " A Condição Pós-Moderna" de David Harvey encontrará similaridades e uma leitura bem complementar.
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Bea 10/06/2020

Necessário
Extremamente importante para adicionar um olhar crítico e embasado a respeito dos dias atuais, aprendi coisas que irei levar ao longo da vida. Pra quem estuda e busca repertório pra redação é extremamente útil
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B. 14/05/2020

"Quando
O sonho e a esperança de uma vida melhor se concentram em nossos próprios egos e se reduzem a consertar nossos corpos e almas[...] "
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Gabriel Dummer 14/02/2020

Sociedade
Baumann observa a sociedade em seu âmago trazendo questões sobre a insegura que nos fazem parar a leitura e refletir a cada página. O tempo líquido nos envolve em suas profundezas e nos tira o fôlego em sua atualidade.
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jisolavilar 07/09/2019

Tempos líquidos e nosso angustiante cotidiano
Bauman retrata de forma crua as dores do planeta, das sociedades e dos seres humanos. Consegue refletir e buscar na raiz a origem de toda essa angústia que diariamente, aos poucos, nos consome e leva a entrar em um ciclo vicioso: quero, tenho, descarto. É interessante perceber a analogia das utopias existentes em nosso dia a dia, nas pequenas coisas que fazemos, e que muitas vezes não percebemos. Uma leitura necessária e esclarecedora.
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Juliana Costa 01/09/2018

Tempos de Insegurança.
Gostei muito dessa leitura e pretendo ler outros livros de Bauman. Tempos líquidos é um relato dos medos e da insegurança da humanidade que caracterizam os tempos atuais decorrentes de problemas políticos globais e que se pressupõem serem apenas locais. Daí o grande equívoco e insucesso das tentativas de assegurar segurança e bem estar para a sociedade: tratar a insegurança ou a sensação dela como um problema local quando suas causas decorrem da globalização e das barreiras criadas para darem proteção, ao passo, que só aumentam a ansiedade e o medo das pessoas.
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Paulo Silas 20/07/2018

Em "Tempos Líquidos", Bauman elenca a insegurança como o grande mote que conduz a obra. O medo é um fator presente principalmente nas grandes cidades, de modo que, dado o constante fluxo de globalização, tem-se a liquidez que se observa nos tempos atuais como um fenômeno decorrente desse processo, a saber, o choque das identidades locais com os poderes globais, fazendo com que os aspectos locais da cidade se percam. Disso que se advém a insegurança generalizada, fenômeno esse que é analisado e trabalhado no livro em suas pouco mais de cem páginas.

Dividido em cinco capítulos, o livro traz as reflexões do autor sobre a insegurança presente nas grandes cidades, expondo os fatores determinantes para esse fenômeno.
"A vida líquido-moderna e seus medos", capítulo inaugural da obra, trata das pressões da globalização para que toda e qualquer barreira de identidades locais seja quebrada. Nada mais acontece isoladamente em algum lugar do mundo, pois o planeta deve estar aberto para a livre circulação de tudo. A insegurança e o medo que disso resultam na formalização do capital do medo em que lucram aqueles que se propõem a a fornecer a segurança pessoal através do discurso "lei e ordem", acarretando num círculo vicioso exposto por Bauman.
O segundo capítulo, "A humanidade em movimento", traz uma fala de Rosa Luxemburgo contextualizada para a atualidade, salientando alguns fatores que levam a submissão à pressão global para que haja toda e qualquer abertura de territórios. A figura dos refugiados passa a ser analisada nesse capítulo pelo autor.
"Estado, democracia, e a administração dos medos", terceiro capítulo, trata de como se desencadeia a insegurança moderna, que é apontada pelo autor como sendo da suspeita com relação a outros seres humanos e suas intenções, uma vez que não há mais espaço para a confiança no companheirismo humano dada a ausência de disposição para uma relação duradoura e confiável. Cabendo ao Estado administrar o medo, isso passa a ser um discurso a ser sustentado e trabalhado para determinados fins, o que, dentre outras consequências, tem-se a figura dos excedentes (os que não se enquadram,os que não fazem parte, os que não consomem...) que devem ser mantidos "fora" para que o discurso seja sempre mantido.
"Fora de alcance juntos", o quarto capítulo do livro, fala de como as cidades se transformaram em abrigos e ao mesmo tempo fontes do perigo que se visa proteger. Os condomínios fechados, anunciados como autossustentáveis e funcionando como comunidades fechadas, criando-se uma espécie de "fora" estando "dentro" de algo, seriam o maior exemplo desse fenômenos observado
"A utopia na era da incerteza", capítulo que encerra a obra, trata da utopia sob dois pontos de vista, construindo o autor figuras ilustrativas para metaforizar as formas de se enxergar esse modo de encarar o mundo, a saber, o guarda-caça e o jardineiro, dialogando entre essas posições para refletir se estaríamos testemunhando o fim da utopia.

O livro é pontual e bastante reflexivo. Escrito ao estilo do autor, é bastante claro e compreensível, possibilitando acompanhar o raciocínio de Bauman para se chegar a conclusão de ser a insegurança a marca dos nossos tempos líquidos. Os grandes fenômenos dessa era seriam o desemprego, a criminalidade organizada, a solidão, o terrorismo e o medo sempre presente e insuflado por aqueles que vendem a ideia de segurança pessoal. As grandes cidades seriam o principal palco onde tudo isso é facilmente observável - e Bauman demonstra as razões disso, dentre as quais a própria globalização que acaba por pressionar identidades locais a se abrirem, constituindo essas em estranhos para os outros - que agora juntos convivem, ocasionando, cada vez mais, um ambiente de constante insegurança que se retroalimenta.
Um livro que merece ser lido!
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Igor 13/01/2018

Admirável tempo líquido
O livro é muito bom, atual e coerente. No início eu achei meio chato, mas com o desenrolar da leitura o começo maçante veio a fazer sentido. Ele parte de uma explanação mais política para uma mais humana, no sentido geral, psicológica e filosófica acho que dá para se dizer. Um livro que vale muito a pena para quem deseja entender melhor o admirável mundo novo em que vivemos.
Nathalia.Ramos 24/03/2018minha estante
Entendemos a referência




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