Te di ojos y miraste las tinieblas -

    Irene Solà

    Editorial Anagrama
    2023
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788433906281
    Espanhol

    Una novela desbordante, llena de historias y personajes malditos más allá del tiempo. ​Escondida entre riscos lejanos, en algún remoto lugar de las Guillerías transitado por cazadores de lobos, bandoleros, emboscados, carlistas, hechiceras, maquis, pilotos de rally, fantasmas, bestias y demonios, la masía Clavell se agarra al suelo como una garrapata. Es una casa, sobre todo, habitada por mujeres, y donde un solo día contiene siglos de recuerdos. Los de Joana, que para encontrar marido hizo un pacto que inauguró una progenie aparentemente maldita. Los de Bernadeta, a quien le faltan las pestañas y, de tanta agua de tomillo que le vertieron en los ojos cuando era una niña, acabó por ver lo que no debía. Los de Margarida, que en vez de un corazón entero tiene uno de tres cuartos, rabioso. O los de Blanca, que nació sin lengua, con la boca como un nido vacío, y no habla, solo observa. Estas mujeres, y más, hoy preparan una fiesta.

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    Aline Aimée Oliveira06/01/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Delírio infernal

    Conheci Irene Solá com "Canto eu e a montanha dança", romance (?) em que a autora entrelaçava tempo e espaço e intercalava personagens humanos, animais, vegetais e minerais, sem hierarquia. Ali os capítulos, que admitiam uma única perspectiva por vez, funcionavam tanto isoladamente quanto em conjunto, o que difere bastante de seu romance mais recente "Te dei olhos e olhaste as trevas". Se em ambos há um aproveitamento poético e criativo das lendas e tradições catalãs, neste último livro a autora radicaliza o método narrativo. A história acompanha um dia na vida de mulheres de uma mesma família, ocupadas com um jantar e uma espera bem específicos. Só que neste dia cabem eras, gerações, tempos diferentes, versões diversas dos acontecimentos; os mundos real, espiritual e imaginário - tudo muito mais misturado que no livro anterior. Confuso, enigmático e excessivo, é um livro que se revela aos poucos. As vidas desse mulherio são atravessadas por um pacto sombrio, mas também pelos eventos políticos e pelas transformações culturais ocorridos na Catalunha, aos quais são contrastados os saberes cultivados para a sobrevivência ao longo de tantas crises. É difícil não lembrar de "Cem anos de solidão" ou de "Pedro Páramo", sendo que, no romance de Solá, o feminino se destaca, aparentado não só ao mágico, mas ao humor e a uma natureza mais chã, que incluiu tripas, fedores, sexo e deformidades. O feminino não se opõe ao brutal nem ao racional, mas os amalgama ao físico e ao cuidado. "Te dei olhos e olhaste as trevas" é um livro que trata da força dos vínculos, das marcas do tempo, da luta pela vida e da teimosia para a permanência, que raramente são leves ou simples. De uma escuridão em que, há muito, transitam as mulheres, e de onde uma beleza ruidosa, primitiva e suja é possível.

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