O Curioso Caso de Benjamin Button

O Curioso Caso de Benjamin Button F. Scott Fitzgerald




Resenhas - O Curioso Caso de Benjamin Button


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Mariana Knorst 19/02/2020

O Curioso Caso de Benjamin Button, de F. Scott Fitzgerald
Lançado em 1922, na revista Collier's Weekly, O Curioso Caso de Benjamin Button é um dos contos mais famosos de F. Scott Fitzgerald.

O Autor, que seria reconhecido mundialmente por O Grande Gatsby (1925), fez parte da geração perdida*, o que trouxe grande influência para seu portfólio.

A história é ambientada na mesma época em que foi lançada. Nos anos 20, os Estados Unidos vivia o seu melhor momento: havia saído vitorioso da Primeira Guerra Mundial e estava prosperando financeiramente (apesar da Crise de 1929), com o crescimento exponencial de grandes indústrias.

E é nesse cenário que nasce Benjamin Button, em uma família tipicamente americana, mas com características nada tradicionais: com aparência, consciência e temperamento de uma pessoa de 90 anos.

Como esperado, a condição de Benjamin traz alguns constrangimentos para a família, que não possui como explicar o que aconteceu com o filho e evita sua exposição social. .
Em determinado ponto de sua vida, Benjamin percebe que começa rejuvenescer, contudo, de forma ininterrupta. Assim, a tranquilidade momentânea é substituída por novas complicadas situações, vez que, como sua aparência, seu temperamento e consciência também regridem.

A história que foi reforçada após ganhar uma adaptação cinematográfica (aquela com Brad Pitt) é, se comparada com o filme, bastante superficial e sem os desdobramentos românticos, mas sua velocidade é peça chave para transmitir ao leitor o ritmo desenfreado da "anti" evolução da personagem.

O Curioso Caso de Benjamin Button é uma excelente forma de conhecer o trabalho do Autor, que, além da obra citada anteriormente, também é responsável por Belos e Malditos, Diamante do Tamanho do Ritz e Suave é a Noite, entre outros.

*Grupo de artistas, alocados na França, nos anos finais da Primeira Guerra Mundial, que faziam do país o berço das suas manifestações literárias e discussões filosóficas.
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Gabi.gregorio 09/02/2020

"tamanho não é sinônimo de qualidade"
Li em dois dias pois é pequeno pequeno pequeno. O que Fitzgerald escreveu foi genial, realmente. Indico inclusive o filme!!!
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Poli 07/02/2020

Diferente do filme
Muito bom, achei q tem um viés cômico bem diferente da intensidade do filme, apesar do final tbm ser triste. Comprei enganado achando q era o conto, mas os quadrinhos não me decepcionaram em nada kkkkk pretendo ler o conto tbm ainda.
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Paulo 19/12/2019

Fitzgerald é um monstro como escritor. Isso é inegável. Quem lê O Grande Gatsby consegue perceber a genialidade na construção frasal, a forma como ele enreda o leitor e até em como ele é sintético em suas ideias. Sintético, porém profundo. Aqui nós temos uma narrativa simples com um elemento fantasioso que serve de fio condutor: um homem que nasce velho e tem seu desenvolvimento ocorrendo ao contrário do natural. A partir desse mote ele vai criar uma narrativa que explora uma sociedade de aparências e um homem tentando viver ao máximo a sua existência.

Observar a escrita de Fitzgerald é sempre um espetáculo à parte. Mesmo com frases curtas e com poucas descrições, ele consegue criar uma narrativa rica em detalhes. História essa que possui várias camadas e pode ser interpretada de múltiplas formas pelos leitores. Sua narração é feita em terceira pessoa e a forma como ele faz isso me lembra uma narração de cinema. Parece realmente uma voz vinda de cima, explicando aos leitores as etapas da vida de Benjamin. Os capítulos são bem curtinhos, permitindo ao leitor terminar rapidamente sua leitura. Entretanto, recomendo a todos lerem uma segunda vez após alguns dias até por conta de algumas ideias que não são nítidas à primeira vista.

A ambientação ocorre no final do século XIX e início do XX se passando em Baltimore, nos EUA. Vemos a sociedade americana da época com sua mania de bailes e de aparências que é um pouco do que vai ser aproveitado por Fitzgerald (muito na vibe que ele usa em O Grande Gatsby). Benjamin chega a participar da Guerra Hispano-Americana, que vai tornar Cuba uma espécie de protetorado americano. Através da visão do personagem vamos ver a banalidade das coisas, como somos julgados pelo nosso exterior e não pelo interior. Em várias ocasiões as pessoas sequer se preocupam em saber quem ou o que é Benjamin. Apenas o julgam como um velho ou como muito novo. Ele vai conseguir se casar apenas por uma semântica e uma preferência. Essa sociedade banal vai afetar as relações que o personagem estabelece com o mundo ao seu redor. Fitzgerald consegue transportar muito bem para nós a angústia que o personagem sente. A vergonha social produzida pelo fato de ele ser velho ou novo; a incapacidade dele de poder tomar suas próprias decisões. Em sua vida ele teve alguns momentos de brilhantismo e que mesmo assim são ofuscados pela forma como ele é tratado.

Fitzgerald foi um autor que morreu jovem, mas viveu intensamente ao longo de toda a sua vida. Ele transporta isso para a narrativa. Benjamin não é um boêmio inveterado, louco por glórias como Gatsby. Sua maneira de viver intensamente é aproveitar o que a vida lhe oferece ao máximo. Conhecer garotas, entrar na faculdade, ter um trabalho. Tudo o que dignifique a sua existência. Isso para que a sua vida tenha algum impacto. E o que vemos na figura de Benjamin é justamente essa busca: por isso a necessidade de entrar na universidade, de explorar o mundo. Ele é um sujeito inquieto que mesmo com a sua condição e sofrendo preconceito e incompreensão continua seguindo em frente.

Os momentos finais são realmente tristes. Vamos vendo o personagem perdendo suas liberdades pouco a pouco até que ele é apenas um estorvo para seus familiares. É uma relação invertida do que acontece no nosso mundo. Não quero entregar muito para não dar spoiler, mas a maneira como Fitzgerald mexe com a gente através de momentos simples é impressionante.

A história é curtinha, mas muito bem estruturada. Tudo acontece de forma orgânica embora eu reclame um pouco do ritmo acelerado demais. Em alguns momentos os gaps de tempos são grandes. As passagens não são bem demarcadas, ficando a cargo do leitor estabelecê-las. Perceber as diferenças na realidade do personagens, as presenças e as ausências. Porém, o autor consegue demarcar bem as características de cada personagem que passa pela vida de Benjamin, seja seus pais, sua esposa, seus descendentes. Novamente é preciso pontuar que não dá para exigir muito em desenvolvimento de personagens por conta do tamanho da narrativa. Só isso é elogiável e é uma aula para autores atuais que procuram meios de escrever histórias curtas sem perder a qualidade das mesmas. O que cortar, o que editar, o que acrescentar, no que focar.

O Curioso Caso de Benjamin Button é uma história clássica e memorável. Fitzgerald continua a ser um autor sensacional e que vale a pena entendermos a sua escrita e a sua maneira de ver o mundo. Assim como O Grande Gatsby, é uma obra que mostra a hipocrisia dentro da sociedade americana.

site: www.ficcoeshumanas.com.br
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Tatah 30/11/2019

Simplesmente perfeito
Totalmente fiel ao livro, com aquele jeitinho do beijamin do livro de não levar seus problemas e a sí mesmo a sério demais.

ilustrações impecáveis e uma linguagem fácil na qual deixou a leitura super agradável. Li devagar para aproveitar e admirar as ilustrações mas dá para ler em uma sentada.
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Lari 05/09/2019

Gostei do livro. Não possuo muito o que dizer sobre porque já havia visto o filme antes, e realmenre não tenho outra visão
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Jehssy Müller 02/09/2019

Único
Esta história é algo realmente original e muito criativo. Mesmo que Fitzgerald tenha "aproveitado" uma ideia de Mark Twain, ainda acho genial.
Já havia visto o filme, quando ouvi falar do livro fui atrás mais do que rapidamente, então, também já havia lido o romance. Assim que encontrei esta edição em versão grafic novel, fiquei maravilhada! Afinal, que história não fica ainda melhor em ilustrações? Então li esta versão e não me arrependi: muito boa!
Recomendo que leiam o romance, o grafic novel e vejam o filme (ah, o destaque fica por conta do filme ser melhor do que o livro, o que é bastante raro, então vale a pena).
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Loo - Bruxa Literária 31/08/2019

Dia Duit, Coven Literário! 📚👴🏻⏳👶🏻
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Este livro tem em torno de 40 a 50 páginas (dependendo da edição), é um conto.
A história já é bem conhecida por todos por conta da adaptação pro cinema.
Conta a história de Benjamin, um homem que nasce velho e rejuvenesce.
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Este livro tem uma narrativa diferente! Ao invés das pessoas ficarem impressionadas com o fato dele rejuvenescer elas julgam ele. Sim! Julgam! Como se ele estivesse fazendo isso de propósito!
Esse tipo de narrativa me lembrou A Metamorfose de Franz Kafka.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O filme é bem diferente do livro, da pra se dizer que o filme só se inspirou no conto. Pois o filme é mais romantizado. Enquanto o livro é mais direto.
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Neste livro a sociedade é bem podre, é uma sociedade que julga. E é uma sociedade burra e esquecida ao mesmo tempo!
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Esse livro é bem machista! Foi escrito em 1922. Não fala em nenhum momento da mãe de Benjamin.
Tem um momento que ele se casa com uma moça "mais jovem" e todos acham lindo! No momento que ela começa a parecer mais velha que ele (por ela ser uma pessoa normal que envelhece, e ele rejuvenesce) e as pessoas acham horrível uma mulher mais velha com um homem mais novo.
Ao mesmo tempo é uma excelente crítica à sociedade machista e preconceituosa!
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Acho que vale a leitura para reflexão.
É um livro rápido, li em meia hora.

site: https://www.bruxaliteraria.com/2019/08/o-curioso-caso-de-benjamin-button.html
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Shadai 12/08/2019

o filme é muito melhor!
os leitores costumam reclamar muitas vezes que as adaptações cinematográficas não fazem jus ao original literário. Bem, aqui o caso é inverso. David Fincher dirigiu um filmaço, enquanto o livro de F. Scott Fitzgerald é apenas bom.
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Juh - @dosedafelicidade ð 03/06/2019

Amei
O autor foi muito criativo na história... Se existissem casos assim no mundo, seria muito triste - imagina o doloroso desencontro da vida das pessoas ao redor???
O livro é curtíssimo, bem diferente do filme - mas senti que ambos puderam passar o sentimento que autor queria: fascínio, curiosidade, indignação, empatia... Uma história que vale a pena!
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Café com literatura 24/04/2019

O curioso caso de Benjamin Button
Os Roger Button eram uma família que tinha uma invejável posição, tanto social quanto financeira em Baltimore antes da guerra.
O Sr. e a Sra. Button iam ter um bebê e este ia nascer no hospital de Maryland. O sr. Button queria muito ter um menino para que pudesse enviá-lo para o colégio Yale, em Connecticut, instituição na qual ele era conhecido pelo apelido Cuff que significa abotoadura botão, por causa de seu nome Button.
O Sr. Button não via a hora da criança nascer, pois o bebê era muito desejado.
Quando a criança nasceu, ele foi visitar o filho na maternidade. Ele esperava encontrar uma criança normal, mas para seu espanto, o bebê havia nascido velho.
?A fria transpiração redobrou na testa do Sr. Button. Ele fechou os olhos e, depois abrindo-os, olhou de novo. Não havia equívoco algum...ele estava contemplando um homem de sete décadas...um bebê cujos pés pendiam nos lados do berço em que repousava.
No ínicio, o Sr. Button não queria aceitar o filho, mas com o passar do tempo acabou se acostumando com a aparência de Benjamin.
A vida de Benjamin foi se tornando complicada, O Sr. Button não conseguiu matricular o filho na escola Yale, por conta da aparência ?idosa? do filho.
Alguns anos depois, Benjamin se casa com Hildegarde Moncrief, tem um filho chamado Roscoe e passa a assumir os negócios de sua família.
Nos primeiros anos de casamento Benjamin amava e venerava a esposa, até que algo esquisito passa a acontecer com ele, pois quanto mais o tempo passava ele ia ficando mais jovem e a esposa ia envelhecendo, e por isso, Benjamin passa a rejeitar a esposa.
?Com o passar dos anos, porém, os cabelos cor de mel de Hildegarde assumiram um tom castanho que não era nem um pouco excitante, o esmalte azul dos seus olhos, ganhou um aspecto de louça barata?.
Um excelente livro, narrado em terceira pessoa, nos traz ótimas reflexões acerca da velhice e juventude, pois as questões que o autor coloca, são questões que perdura até hoje!
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Day 20/04/2019

O Curioso Caso de Benjamin Button
Esse livro apesar de ser tão curto, me trouxe grandes reflexões, o Fitzgerald tem uma escrita bem suave, e a história claramente faz parte das literaturas nonsense como Dorian Gray deve ser por isso que gostei kkk. Estou embasbacada como alteraram completamente a história na adaptação cinematográfica, entretanto é interessante ver esse outro ponto de vista, pois no filme o Benjamin não leva uma vida tão amargurada e cheia de mazelas e para mim é justamente a melhor parte da adaptação pois apesar da forma que a vida dele é e ainda encarar os preconceitos da época, ele teve muitos momentos bons e isso apesar de ser completamente diferente no filme foi bem explorado.
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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 25/03/2019

Resenha para o blog Pétalas de Liberdade
Publicada originalmente em 1922 e composta por 11 capítulos curtos, a história se inicia em 1860, em Baltimore. Roger Button vai à maternidade buscar seu filho recém-nascido, mas ao invés de um bebê, ele se depara com um idoso com uma barba enorme! Sem outra alternativa, Roger leva o não tão pequeno Benjamin para casa, e tenta fingir que não há nada de errado com seu filho. Os anos vão passando e algo estranho acontece: enquanto todos envelhecem, Benjamin vai rejuvenescendo.

"Sobre a vida de Benjamin Button entre o décimo segundo e o vigésimo primeiro ano, pretendo dizer pouco. Basta registrar que foram anos de decrescimento normal. Quando Benjamin chegou aos dezoito anos, estava ereto como um homem de cinquenta; tinha mais cabelo, numa tonalidade de cinza-escuro; tinha passo firme, a voz perdera o tremular rachado e descera para um saudável barítono." (página 23)

Nesse conto, acompanhamos uma vida ao contrário, e o final, por mais que torçamos por algo diferente, é previsível. Talvez alguém aí tenha visto o filme baseado no livro, mas eles têm muitas diferenças, por exemplo, no livro, Benjamin nasce com gostos e pensamentos de idosos, que vão mudando conforme o tempo passa, já no filme, pelo que eu me lembro, ele tem um corpo envelhecido, mas uma mentalidade de criança.

"O processo continuava. Não havia dúvida alguma - ele agora parecia um homem de trinta anos. Em vez de se regozijar, Benjamin sentiu inquietação - estava ficando mais jovem. Até então havia esperado que, atingida uma idade corporal equivalente à idade em anos, o fenômeno grotesco que marcara o seu nascimentos deixaria de funcionar. Ele estremeceu. O destino lhe pareceu medonho, inacreditável." (página 37)

Não é explicado o motivo de Benjamin rejuvenescer; é interessante como algumas pessoas próximas dele pensam que a "culpa" por isso acontecer é do próprio Benjamin, eu não consigo entender como esses personagens podem pensar assim. A mãe do protagonista também não aparece, então não temos ideia de como ela lidou com um filho tão diferente.

Foi o meu 2° contato com a escrita do F. Scott Fitzgerald, o primeiro foi em "O Grande Gatsby" (resenha aqui no blog no ano passado), e novamente não encontrei uma linguagem rebuscada, e sim uma narrativa fácil de ler, proporcionando uma leitura fluida e rápida, com um ar de conto de fadas.

A edição tem capa dura, com a imagem de um rosto masculino, uma capa que eu particularmente não acho bonita. As páginas são amareladas, não encontrei erros de revisão e a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

Fica a minha recomendação para quem procura uma leitura rápida ou quer conhecer um clássico com uma história bem peculiar.

site: https://petalasdeliberdade.blogspot.com/2019/01/resenha-livro-o-curioso-caso-de.html
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Desirrê 20/01/2019

Mas que neném chato (quando ele nasce).
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