Auto da Compadecida

Auto da Compadecida Ariano Suassuna




Resenhas - Auto Da Compadecida


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pelamente.wordpress.com 15/04/2017

Auto da Compadecida - Ariano Suassuna
Esse livro que já virou peça teatral, filme, série.. enfim.. muitas releituras de um dos maiores clássico da nossa literatura. Escrito por Suassuna, no formato de peça teatral, tem como narrador "O Palhaço". É um drama nordestino que contém elementos da literatura de cordel.
João Grilo e Chicó, são amigos que ganham uns trocados ludibriando as pessoas com suas facetas e armações.
O livro nos traz o enterro de um cachorro em latim, o testamento desse mesmo cachorro para um padre, um bispo e um sacristão, o debate de João Grilo com o diabo, um gato que “descome” dinheiro e uma gaita que ressuscita os mortos.
Mas sobretudo fica a reflexão sobre o real motivo de cada um a cada tomada de decisão, é comum julgarmos atitudes sem sabermos o todo de uma história.. então como seria se conhecêssemos todos os motivos e todo o percurso de cada pessoa? A miséria humana, a avareza, o racismo e a desigualdade social são outros temas fortes nesta obra. Recomendo! Boa Leitura!

site: Em breve no https://pelamente.wordpress.com/
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Helen.Martins 27/03/2017

Prefiro a série
Eu li esse livro por causa de um trabalho na escola, bom o que eu achei, ele é muito rápido por ser uma peça, porém prefiro a série, talvez por que eu assisti primeiro e depois li o livro ou por que eles acrescentaram cenas, recomendo porém não espere que seja melhor que á série ou que o livro mude sua vida
Bertelli 28/03/2017minha estante
Eu achei a leitura da peça mais interessante que o filme.




Gabriela 26/03/2017

Que leitura maravilhosa!
No final do ano passado, decidi que leria mais autores nacionais a partir de 2017. Então, catei pela internet listas dos livros brasileiros mais relevantes para ler (fora os poucos brasileiros que têm na lista dos 1001 livros para ler) e acabei montando minha própria lista entre clássicos e livros mais recentes. Com a lista em mãos, fui vendo os que já tinha em casa, os que são de domínio público e os que ia ter que comprar, para já ir atrás de promoção.

Coloquei como meta ler, pelo menos, 6 deles este ano e decidi começar lendo algo de um conterrâneo meu. Como tinha conseguido comprar "Auto da Compadecida" numa promoção e sabia que seria algo divertido de ler, pois já assisti ao filme (que volta e meia passa na Globo), optei por lê-lo logo. E foi uma decisão muito acertada! Que leitura maravilhosa!

O livro "Auto da Compadecida" é, na verdade, o roteiro da peça, então é uma leitura bem rápida. O filme insere mais personagens do que os que existem na peça original, inventaram até uma mulher para fazer par com Chicó. Ao ler o roteiro da peça, percebe-se que as adaptações feitas, embora não comprometam a história, foram desnecessárias. Mas confesso que Selton Mello e Matheus Nachtergaele foram escolhas perfeitas para os papéis de Chicó e João Grilo, não consegui imaginar os personagens de outra maneira.

O roteiro original é simplesmente excelente e hilário e não necessita de uma produção grandiosa. Pela descrição do cenário, você percebe que a ideia é que seja tudo muito simples mesmo. Ao terminar de ler, fiquei desejando que a peça estivesse em cartaz em algum teatro por aqui para ir vê-la. Recomendo demais a leitura e já fiquei curiosa para ler outras obras de Ariano Suassuna.

site: https://bibliomaniacas.blogspot.com.br/
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Maisa 17/02/2017

Suassuna é um mestre do teatro brasileiro, com peças cômico-dramáticas; Auto da Compadecida é mais uma célebre construção e concatenamento de estórias de cordel que permeiam o imaginário coletivo popular do nordeste.
Essa é uma peça que tornou-se bastante popular por meio da filmagem dirigida por Arraes, mas que se mostra muito mais completa e cercada de minúcias quando da leitura da peça.
Ressoa em suas páginas críticas, ironias, ruptura de conceitos prévios e adotados como verdades universais, e, obviamente, como não poderia deixar de ser, muito bom-humor.
Nos deparamos com uma ácida crítica à igreja, a desnudez das desigualdades sociais, os preconceitos de raça e de classe e, ao meu ver, a brilhante construção de um personagem singular no Brasil; o anti-herói João Grilo, que mesmo cheio de bom humor, deixa transparecer um dos atributos dos brasileiros - a malandragem.
João Grilo é o típico malandro brasileiro, que em meio as dificuldades diárias tenta tirar vantagem das adversidades por meio da esperteza e da malandragem, sempre desejoso de se dar bem de alguma forma.
Vemos representado um cenário nordestino em uma atmosfera de desalento e compaixão.
Recomendo a leitura! Literatura da mais alta qualidade!
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Hemy Gomes 10/02/2017

“Muito bem. Como é o nome de Vossa Senhoria? [...] Diga então o nome de Vossa Desgracência!” (Página 101)
Ariano Suassuna criou uma história/peça baseada em cordéis e histórias do Nordeste que ele encontrava e adiciona uma pitada de humor para falar sobre a miséria, mesquinharia, o jeitinho brasileiro, costumes regionais e até religião.

Os protagonistas da história são Chicó e João Grilo, que trabalham em uma padaria em que patrões cuidam melhor do cachorro do que de seus funcionários. Quando o cachorro está prestes a morrer, a mulher do padeiro exige que João Grilo e Chicó peçam ao padre que benze o cachorro antes que ele morra. E para convencê-lo, João Grilo inventa que o cachorro era um cristão devoto e que gostaria de ser benzido antes de morrer, e que ainda por cima, seu dono era um dos homens mais ricos da cidade. O padre fica abismado quando descobre que há uma doação de 10 contos para a igreja, mas ainda se recusa porque deveria ter autorização do bispo e a mulher do padeiro insiste que o cachorro morto deve ter um enterro digno em latim.

Durante uma confusão entre o senhor rico e o padre e por um dos protagonistas venderem para a mulher do padeiro um gato que supostamente “descomia” moedas em troca de entrar no testamento do cachorro, um cangaceiro e um homem chamado Severino – uma espécie de serial killer nordestino – chega na cidade e invade a igreja e mata todos, mas deixa vivos apenas João Grilo e Chicó. Muito astuto, João comenta com Severino sobre uma gaita mágica que consegue ressuscitar as pessoas e ele e seu amigo encenam a morte de Chicó e sua ressurreição. Severino fica impressionado e pede que seu comparsa o mate para que ele converse com seu padrinho Padre Cícero e o subordinado obedece. Ao ver que tudo era uma farsa, o cangaceiro tenta matar os dois homens e consegue dar um tiro em João Grilo antes de morrer e Chicó foge para rezar na igreja.
No último ato, todos os mortos se encontram no purgatório para o julgamento final e, após uma discussão acirrada com dois demônios em forma de vaqueiro e Jesus/Manuel, João Grilo consegue a presença de Nossa Senhora que sugere ao filho, que envie Severino diretamente para o céu, pois ele não era responsável pelos seus atos, já que foi uma vítima de uma infância difícil. O padeiro e sua esposa também seguem o mesmo caminho, já que se perdoam antes de serem assassinados. O mesmo acontece com o padre e o bispo, pois na hora da morte perdoaram seus agressores. Nossa Senhora – a Compadecida – João Grilo ganha uma segunda chance e a permissão de voltar para a Terra, se ele fizesse uma pergunta que Jesus não pudesse responder. Ao voltar para a Terra, João Grilo e Chicó se encontram pobres novamente por causa da promessa de Chicó de doar todo o dinheiro para Nossa Senhora se João Grilo voltasse à vida.


Confesso que estava com as expectativas muito baixas para esse livro, já que não sou muito fã de livros desse estilo. Foi uma leitura até agradável, o livro é bem simples e rápido (li em menos de duas horas) e a escrita em falas de teatro facilita bastante a leitura e foi muito interessante a experiência de ler o teatro com os “bastidores” (por exemplo, a parte que o palhaço manda os atores fazerem algo e mudarem o cenário) e ter um palhaço narrando essas cenas.
Não achei tão engraçado assim como diziam, mas a parte quando o Severino e o Cangaceiro chegam, foi a mais bem-humorada que eu encontrei. Me senti um pouquinho desconfortável lendo o terceiro ato por causa das “brincadeiras” com religião, mas foi tranquilo... Foi também e o final deixa um ar de “o que aconteceu com eles depois disso?”

Recomendo para quem gosta de ler sobre a cultura nordestina e quer rir um pouquinho.

Nota 3 de 5
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Bruno 01/02/2017

Maravilhoso.
É muito bom ver um livro recheado com a cultura nordestina escrito pelo grande Ariano Suassuna. Falando sobre o livro, é uma história muito boa e muito divertida que por outro lado também tem seu lado sério.
Recomendo muito esse livro.
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Kellbet 31/01/2017

É uma tragédia cômica.
Não dá para ler ou assistir o filme sem dar boas risadas, mas no fundo é uma tragédia que começa com um pobre cachorro à beira da morte.
Ariano foi muito feliz ao conseguir retratar as dificuldades da vida em um texto fácil, leve e divertido.
Os personagens eternos de Chicó e João Grilo são exemplos de vida sofrida, mas de esperteza também.
O que eu senti falta no livro, foi a parte adaptada no cinema do casamento de Chicó.
O livro é ótimo e deveria ser pedido como leitura nas escolas, pois, conhecer os escritores nacionais deveria ser incentivado sempre.
;)

site: https://kellbet.blogspot.com.br/2016/06/ariano-suassuna-auto-da-compadecida.html
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ANINHAPONCE 03/01/2017

Auto da Compadecida
Olá... Tudo bem com vocês??? Nesse post irei comentar sobre minha experiência de leitura do livro Auto da Compadecida de Ariano Suassuna. A obra é uma peça teatral em forma de auto, em três atos escrita em 1955.
O legal é que o cenário e o enredo são muito simples, e o próprio Ariano dá algumas dicas para quem deseja encenar a peça. Sua primeira encenação foi em 1956, em Recife, Pernambuco. Posteriormente houve nova encenação em 1974, com direção de João Cândido. A peça foi adaptada para o cinema pela primeira vez em 1969 com o filme A Compadecida.
Foi apresentada em 1999 na Rede Globo de televisão como minissérie, O Auto da Compadecida. Na segunda e mais conhecida adaptação feita para o cinema em 2000, é chamada também de O Auto da Compadecida, nela aparecem alguns personagens como o Cabo Setenta, Rosinha e Vicentão. Eles não fazem parte da peça original, e sim de A Inconveniência de Ter Coragem, também de Ariano Suassuna.
A história se passa no Nordeste brasileiro, e trás uma mistura de cultura popular e tradição religiosa. Ariano se apropria de várias ideias e elementos da tradição da literatura de cordel. Traços de linguagem oral se fazem presente na escrita, demonstrando a classe social do personagem, apresenta também regionalismos pelo fato de a história se passar no nordeste.
A obra é narrada por um palhaço, uma tremenda ironia do autor. E os dois personagens principais são João Grilo e Chicó:

· João Grilo é o amarelo mais amarelo de Tapeorá, um sujeito astuto, que se vale de sua esperteza para conseguir sobreviver.

· Chicó é covarde e um mentiroso “inofensivo”, que vive contando suas lorotas, e quando questionado ele sempre responde: Não sei, só sei que foi assim.

Além desse dois personagens a peça conta com:

· O padeiro - Homem avarento, dono da padaria de Taperoá. Esposo de uma mulher infiel.

· A mulher do padeiro - Mulher adúltera que se diz santa. Vive agradando seu marido. E Assim como seu cônjuge, é muito avarenta.

· Padre João - Padre que chefia a paróquia de Taperoá. Muito racista e avarento, visando somente o lucro material.

· Bispo - Assim como o padre, ele é muito avarento, e vive difamando seu colega, o Frade.

· Frade - Um homem honesto e de bom coração. Não sabe que vive sendo difamado pelo Bispo.

· Sacristão - O sacristão da paróquia é um homem desconfiado e conservador.

· Antônio Morais - Antônio é um major ignorante e autoritário, que usa seu poder para amedrontar os mais pobres.

· Severino - Severino é um cangaceiro que encontrou no crime uma forma de sobrevivência, já que seus pais foram mortos pela Polícia.

· Cangaceiro - É um dos capangas de Severino. Vive fazendo de tudo para agradar seu chefe, a quem idolatra.

· A Compadecida - É a própria Nossa Senhora. Bondosa e cândida, ela intercede por todos no Julgamento.

· Manuel - É o próprio Jesus Cristo, e também o juiz do povo, julgando sempre com sabedoria e imparcialidade, mas tem o dom da misericórdia. Nesta versão, ele possui a pele negra, o que causa espanto em alguns.

· Encourado - é a encarnação do Diabo. Vive tentando imitar Manuel, por isso exige reverências pelos lugares onde passa. É o justo promotor do Julgamento, mas diferentemente de Manuel e da Compadecida, não possui misericórdia.

· Satanás - É o fiel servo do Encourado. Vive fazendo de tudo para agradá-lo, porém é desprezado pelo mesmo.

Essa é uma peça muito engraçada, e trás inúmeras críticas sociais: domínio da igreja, desigualdade social, corrupção, instituição do casamento.

Fica SUPER MEGA RECOMENDADO essa peça de teatral. Espero que tenham gostado. Beijos e até a próxima.

site: viajandocompapeletinta.blogspot.com
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Dênison T. 15/12/2016

Um cordel nordestino
Uma das mais belas edições que tive acesso nesse ano. Auto da Compadecida é uma estória gostosa e engraçada.
Edição em formato de roteiro teatral, tornando a diagramação fácil e a leitura rápida. Conteúdo extra, mostrando como Ariano Suassuna chegou ás esquetes e aos personagens para compor sua obra.
Algumas pequenas diferenças existem entre a obra original e a adaptação cinematográfica, mas nada que tire sua essência.
Já entrou na lista dos meus favoritos.
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@matheusperesjp 15/12/2016

Um dos meus favoritos!
Esse livro é uma obra prima do paraibano Ariano Suassuna. Uma comédia com raízes de minha terra (PB), esse livro eu li em alguns dias. Muito cativante e com linguagem muito popular e coloquial, o Auto da Compadecida é uma narrativa incrível, inesquecível!
Sem contar no ar crítico que recai sobre a instituição igreja católica. Um livro de humor simples, porém que nos faz refletir sobre assuntos considerados tabus. Ariano Suassuna, gênio!
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Aline 29/11/2016

Rabugem?
"Rabugem?". Foi com essa fala que eu tive o primeiro ataque de riso nesse livro.

Uma leitura leve e muito divertida. O que mais impressiona na escrita é a linguagem: tão simples, mas ao mesmo tempo tão correta e apropriada, dando uma fluidez completamente compatível aos personagens e ao contexto. A repetição de alguns termos ou passagens durante as cenas também é um elemento muito interessante: O “Ai”, por exemplo. É impressionante como um simples "AI" pode ser tão cômico e tão significativo, ao resumir as reações e estratagemas de diversos personagens. Isso sem falar do “Não sei, só sei que foi assim”, que é uma espécie de ancestral do meme, piada pronta.

Finalmente, é um livro que desperta a criatividade quanto à aparência dos personagens, às entonações de voz e à montagem, tudo que é intrínseco ao bom teatro. Essa, sem dúvida, foi a peça que mais me fascinou. Excepcional.
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Diego.Minatel 03/11/2016

Lembro que comecei a ler o livro e quando me vi, já era refém da leitura. Depois de, talvez, três horas ininterruptas uma sensação de tristeza me assolava pelo fim do livro. Queria continuar por mais três horas. Viajar nas aventuras de Chicó e João Grilo é uma viagem rápida, mas que dá vontade de começar de novo logo em seguida.
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Helder 30/10/2016

Fui pescado por este livro
Pelas expressões escritas e pelo contexto, pude viajar no meu Nordeste. Por diversas vezes me peguei rindo, imaginando as cenas, como por exemplo as trapaças de João Grilo para sair dos seus apuros, mas se metendo em outros. Recomendo a leitura. Não tem aperreio!
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Geovane 20/10/2016

Não sei só sei que foi assim!
Pois é, eu, na inocência de minha juventude, aos 11 anos por ai, assisto o filme, e decido ler o livro. Fiquei encantado com o enredo, admirado com as histórias sem sentido do Chicó, as maluquices inventadas de João Grilo, com a ganância dos membros da igreja, com a safadeza da mulher do padeiro, e com a malvadeza do severino. Lembrando ainda de todos os fatos ocorridos assim que os personagens partem desta para outra, aquilo que nossos pais nos ensinam desde criança sendo mostrado de uma forma irreverente. No decorrer da minha juventude lembrava do quanto essa história me marcou. Agora 10 anos depois, releio o livro, e percebo o quanto Suassuna foi inteligente ao criar o Auto da Compadecida. Um clássico! Suassuna nos faz uma crítica á ganância, as consequências da mentira, a pobreza do nordeste, a dominação exercida pelos que possuem mais "poder", entre outras... Esse livro continua na lista dos melhores livros que já li, e acaba com aquele gostinho de quero mais, devorei ele em poucas horas. E porque me apaixonei por essa linda história? não sei, só sei que foi assim!
Geovane 20/10/2016minha estante
Sem contar o quanto dei risada sozinho ao lê-lo!




Lorena Braga 16/10/2016

Hilário
O livro consegue ser muito engraçado e ao mesmo tempo com uma leitura fácil e divertida. Ariano conseguiu trazer para o leitor a sensação de como se nós estivéssemos assistindo aquela peça de teatro ao vivo. Maravilhoso.
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