Queda de Gigantes

Queda de Gigantes Ken Follett




Resenhas - Queda de Gigantes


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Helder 05/11/2010

Aula de história em ritmo de romance!
Ken Follett é realmente incrivel. E acho que entre os atuais Best Sellers é o melhor de todos. Pois haja criatividade e empolgação. Queda de Gigantes são 910 paginas que não te cansam. É pena nao ter tempo para se dedicar somente a esta leitura, pois ficamos sempre com aquele gosto de quero mais, mas com a vida atribulada, foi necessário quase um mês para chegar ao fim da primeira parte desta saga. Mas valeu a pena cada pagina. Uma lição de história sempre cercada com as caracteristicas de romances americanos, que vão misturando vidas e mostrando realidades que não sabemos se aconteceram realmente ou se foram criadas pelo autor. NO começo da leitura, não havia como não fazer comparações com os Pilares da Terra e MUndo sem Fim, e eu tinha a impressão que este novo não era tão bom. Na verdade, a época medieval dos outros livros me agrada mais, mas não há como diminuir Queda de Gigantes, pois até hoje não tinha lido nenhum relato tão interessante sobre este periodo retratado neste livro : Antes, durante e logo após a 1a Guerra Mundial. E normalmente, livros que falam das Guerras, mostram um unico ponto de vista, porém Ken Follett é abusado, e resolveu mostrar o periodo sob diversos pontos, de vista, de diversos paises envolvidos no conflito. E assim rola a sua estoria, começando na Inglaterra, com a familia Willians, Da, o pai, um sindicalista, Billy, o filho começando a trabalhar na mina e depois virando um soldado e Ethel, a filha inteligente que consegue se sobressair na casa do nobre Lorde Fitzherberts, um rico aristocrata casado com Bea, uma princesa russa e irmão de Maud, uma aristocrata feminista e sufragista, a frente de seu tempo, que se apaixona por Walter, um alemão aristocrata que está sempre envolvido nas tramitações do poder, pois seu pai Otto é um dos homens de confiança do Kaiser Alemão. Achou bastante? Para Ken Follett é pouco. Ele ainda nos traz o ponto de vista da Rússia, tanto pela aristocracia como pelo povo oprimido. O primeiro grupo é representado por Fitz e Bea, que não se conformam com a divisão das propriedades e queda do Czarismo, que toma a herança de seus filhos (eles são ingleses ricos, mas devido a Bea, teriam direito a herança na RÚSSIA também, já que seu tio homem não teve nenhum herdeiro). O segundo grupo é representado por Grigori, que nasceu pobre e sofreu nas mãos do Czar, e de repente vê o surgimento do partido Bolchevique e da Revolução Russa, convivendo lado a lado com Trotsky e Lenin. E para completar o quadro temos ainda o ponto de vista americano, pelos olhos de Gus, um jovem e bem sucedido diplomata assessor do presidente americano e que também participa da guerra e Lev, russo, irmão de Grigori que chega aos Estados Unidos e acaba se envolvendo com a família de um gangster Russo nos EUA e se transformando ele mesmo em um gangster devido a Lei Seca americana.
E assim as estórias vão rolando e se encontrando, e vamos conhecendo a realidade do mundo antes, durante e depois da 1ª guerra mundial. Os interesses de cada país, as diferenças sociais entre monarcas e plebeus, a realidade trabalhista dos países, a realidade das mulheres nessa época, os conflitos políticos internos e externos dos países, a realidade cruel da guerra em campo, a diferença e dificuldades de cada governo e seus exércitos, a criação do Comunismo, o crescimento dos EUA como uma potência, a ascensão e queda da Alemanha, o pós guerra alemão a preparando para os conflitos internos que lhes levaram a segunda guerra mundial, o surgimento da idéia da ONU e muito mais.
E através destas estórias vamos conhecendo fatos importantes e criando nossos questionamentos. Czarismo X Comunismo, quem é mais cruel? Aristocracia européia e seu sentimento de superioridade. Como manter este padrão de vida? Mentiras contadas aos governantes para o povo. Como que o homem não aprendeu com a 1ª guerra e ainda foi capaz de se envolver em algo pior ainda? Diferenças da ascensão do povo ao poder Russia com comunismo e Inglaterra com o partido trabalhista.
Um painel incrível e detalhado do inicio do século XX, com todas as mesquinharias e grandiosidades do ser humano. E são tantos detalhes que dá vontade de ir a internet checar o que é verdadeiro ou ficção.
Podia ser usado como livro didático para aulas de historia deste período em escolas.
Uma pena ter que esperar tanto tempo pelos próximos livros.
Bruno T. 06/11/2010minha estante
Por estar no (ainda pequeno) grupo dos que já leram o livro, avalio sua resenha como muito boa.


Lis 13/01/2011minha estante
Muito boa sua resenha! extremamente fiel ao livro!


ROJANE 04/05/2011minha estante
MUITO BOA RESENHA ...... É ISSO AI... IDEM PELA ESPERA DOS PRÓXIMOS LIVROS....


JAIR 22/09/2011minha estante
Cara...que resenha é esta?...depois fala que tá sem tempo!!!Mararavilha, parabéns.


Rose 30/03/2012minha estante
Depois de ler a tua maravilhosa resenha, não tenho duvidas de acrescenta-lo a minha lista de leituras futuras. :)


Helder 02/04/2012minha estante
Obrigado a todos os que disseram que curtiram a resenha. O livro é realmente muito bom. Daqui a pouco deve estar chegando mais um episodio!


Adriana 12/04/2012minha estante
Concordo com vc, o livro deveria mesmo ser usado nas escolas, aprendi muito com ele, e o mais interessante é que quando aprendemos dessa forma nunca mais esquecemos.


Ladyce 12/01/2013minha estante
Helder, comecei a ler esse livro hoje. Sua resenha me ajudou na decisão de enfrentar as 900+ páginas, fora os dois volumes seguintes... Vejamos. Volto aqui para dizer o que achei.


Claudia 24/01/2013minha estante
Grigori foi meu personagem favorito.


Alê 23/02/2013minha estante
Ok! Você me convenceu a iniciar a leitura!


04/03/2013minha estante
certamente entrou pro top da minha lista!!!!
muito boa sua resenha!!!!


Lenita 03/04/2013minha estante
Gostei de sua resenha, bem completa. Estou terminando de ler "Inverno do Mundo" Além do óbvio horror da 2ª Guerra Mundial, as injustiças e insanidades da real história, Ken Follett realmente sabe construir uma trama. Todo o elo criado, as famílias que se desenvolvem a partir do 1º livro é o que prende e leva a gente a concluir a leitura. Muito bom, mas prefiro o 1º livro.


Marct 13/10/2013minha estante
Muito boa resenha.


Hester 05/01/2014minha estante
Excelente resenha. Se no comeco o nr. de páginas me assustou um pouco, após ler sua resenha mergulhei na leitura. Que foi muito prazerosa. Há muito nao lia Ken Follet. Vou me atualizar (ler os Pilares) e reler os antigos, que sao também excelentes.


Erika 15/02/2014minha estante
Belíssima resenha! Estou terminando o livro, e você o resumiu com louvor! Estou com a sua frase na cabeça: depois de todo o horror da Primeira Guerra, como o ser humano foi capaz de mergulhar numa segunda? Os homens são realmente uma raça desprezivel!


Paulo 02/09/2016minha estante
Realmente resenha muito boa! Ja li e gostei do livro, e vim ver o que os outros acharam, e me surpreendi com sua resenha, muito boa e completa, parabens!!


Raquel.Mesquita 15/04/2020minha estante
Ótima resenha. Concordo com suas palavras..


Dessa 16/04/2020minha estante
PERFEITO. Esse livro te prende da primeira página até a última e você sempre quer mais e mais. LEIAM


Helder 22/06/2020minha estante
Faz 10 anos que escrevi esta resenha e é muito bom saber que ainda tem muita gente lendo e se apaixonando por este livro até hoje. Com certeza tornou-se um classico!




Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

Queda de gigantes, Ken Follett - Nota: 9/10
Ken Follett é, sem dúvidas, um dos maiores autores de romances históricos. Essa obra é a primeira de uma trilogia chamada O Século, que narra a história de 5 famílias de nacionalidades distintas ao longo dos maiores acontecimentos do século XX. O mais impressionante na obra é como o autor consegue unir fatos históricos verídicos com a vida dessas famílias e, acima de tudo, como ele consegue entrelaçar todas as histórias ao longo das gerações. Também gostei muito das diferenças entre a cultura e tradições de cada nacionalidade narrada. O livro é grande, mas é uma aula de história e muito fácil de ler (apesar dos muitos nomes)! Recomendo MUITO a leitura e, principalmente, o autor.

site: https://www.instagram.com/book.ster
Renata Gutierrez 01/03/2020minha estante
Amo esse livro ??


DeLCB 05/03/2020minha estante
Ele é um de meus autores favoritos. Li a trilogia e adorei (o último livro me emocionou muito), mas Pilares da Terra tem um lugar especial no meu coração.


Helo Cestaro 24/03/2020minha estante
Estou lendo Pilares da Terra, e fiquei maravilhada com a escrita dele.


Elisama.Godinho 12/04/2020minha estante
Amei esse livro e a trilogia todo. Uma obra prima!


liviaapa 19/04/2020minha estante
Eu comecei a ler esse primeiro livro da trilogia quando tinha 16 anos, mas acabou não vingando. Acredito que após 7 anos, com outra visão de mundo e outros interesses, o livro se tornará mais atraente :) espero!




Gláucia 15/10/2012

Queda de Gigantes - Ken Follett
Esse livro me foi exaustivamente indicado por um amigo apaixonado por romances históricos. Dizia ele que é bom ler e aprender alguma coisa. Comecei a leitura com a expectativa de entretenimento e aprendizado.
Esse é o primeiro volume da trilogia O Século e retrata a primeira guerra mundial (o segundo volume tem como pano de fundo a segunda e o terceiro a guerra fria). Os personagens são representados por 5 famílias: galesa, russa, inglesa, alemã e americana. Começa bem, descrevendo a vida miserável de mineradores de carvão de forma aparentemente realista. Com o desenrolar da leitura você passa a perceber a fragilidade do romance: os personagens são extremamente mal construídos, sem a mínima coerência. Parecem tirados de romances como Júlia, Sabrina, etc. Não vejo problema nesse tipo de leitura, apenas não condiz com personagens envolvidas com personalidades históricas que de alguma forma influenciaram o desencadeamento dos fatos que precederam o conflito mundial. Eles agiam e pensavam como colegiais. Inverossímel demais.
Porém, o que mais me incomodou foi a parcialidade escandalosa do autor: nada de bom provem da Rússia. O país é um lixo, as mulheres são fúteis, os homens são corruptos ou bêbados e todos sonham em ir para os EUA, um verdadeiro paraíso na Terra onde todos são honestos, fraternos, trabalhadores, inteligentes. Meu Deus!
Os alemães também são malhados, porém de forma mais sutil. Eles induziram os EUA a participar do conflito, os pobrezinhos entraram na guerra apenas porque os submarinos alemães estavam destruindo seus navios. Não dá né? E essa teoria no livro é defendida por um personagem alemão!
Nem vou falar sobre a parte que retrata a revolução bolchevique, melhor esquecer que Lênin só fez e revolução após receber suborno da Alemanha @[email protected]
Em resumo, após 910 páginas tive a sensação de perda de tempo total, vou utilizar um paradoxo para qualificar o livro como profundamente superficial.
Kelly 21/06/2013minha estante
Estava comum leve interesse nesse livro , mas após essa resenha , acho que não vou ler não. Já estava meu indecisa pelo fato de ser "histórico" de mais . Agora que li a sua opinião acho que não quero mais


Gláucia 21/06/2013minha estante
Kelly, não queria de desestimular, a intenção não foi essa. A maioria adora esse livro e se ele te desperta o interesse vc devia tentar lê-lo, sua impressão pode ser diferente da minha. Pex eu vi que vc deu 5 estrelas e favoritou o livro do Zafón e eu dei 2 estrelas, fiquei boiando e acabei não gostando.


Sharon 30/09/2013minha estante
Bom, eu não sei porque as personagens não agiriam como colegiais, já que são colegiais... (risos). No início da história, praticamente todos, menos Grigori, têm em torno de 16 a 18 anos...


Andrêas 11/03/2014minha estante
Depois das 150 primeiras páginas comecei a perceber a superficialidade das personagens, principalmente através dos diálogos inverossímeis. Vou ler um pouco mais para poder falar algo sobre a parcialidade.


Gabi 16/03/2014minha estante
Acho interessante seu ponto de vista e o respeito também. Cada um tem uma opinião. Mas acho que você deveria saber que muitas coisas das quais você criticou são REAIS. Os EUA realmente foram à Guerra devido a um navio afundado pelos alemães. Isso foi um pretexto, entenda. Os EUA usaram como desculpa para entrar na Guerra. Quanto a Rússia, ela realmente foi da maneira como o autor retratou.
Em relação ao suborno de Lênin, não há provas, mas há historiadores que cogitam, sim, a possibilidade.
Respeito seu ponto de vista quanto às atitudes dos personagens, mas antes de criticar assiduamente um fato, procure saber primeiro se ele é realmente histórico ou invenção do autor.
Termino dizendo que só gostam de "Queda de Gigantes" aquelas pessoas que entendem e gostam de História. Então, digo: se você é uma pessoa que não gosta de estudar o passado, não leia e não critique o que não sabe sobre.


Gláucia 16/03/2014minha estante
Gabrielle, obrigada pelo seu comentário e principalmente pela extraordinária aula. Eu realmente entendo muito pouco de História mas, até onde aprendi, ela não é tão exata quanto a matemática, sofre muita influência do tempo e principalmente varia muito segundo o ponto de vista de quem a escreve. Um mesmo fato tem tantos pontos de vista quanto historiadores. Por isso costumo sempre encarar as teorias com um certo cuidado. Se vc prestar bem atenção, em meu comentário não tomei o partido de ninguém, apenas me posicionei contra o fato do autor ter tomado e muito a defesa de um lados. Acredito que isso tenha ficado bem claro no modo como ele retratou "sua" História.
Quanto aos EUA, por mais que eles tenham um REAL motivo de um motivo afundado e bla bla bla, sempre acreditei que seus interesses eram outros, inconfessáveis, como acontece em toda guerra que eles resolvem entrar.
Mas é claro que é apenas MINHA opinião. Muito obrigada por respeitá-la. Como diriam o pessoal do telemarketing: "sua opinião é muito importante para mim".
Quanto a você me dizer o que eu devo ou não ler, desculpe, mas isso cabe apenas a mim decidir.
Abraços!


Andrêas 17/03/2014minha estante
Fiquei com a impressão de que eu não gosto e/ou não entendo história depois desse post esclarecedor da Gabrielle.

Desde o começo entendi que a Gláucia tinha questionado a forma como a história foi abordada, e concordo com esse questionamento. Alguns trechos do livro são como uma "aula" de história ideologizada com diálogos que parecem ter saído de um programa do telecurso 2000. É como se o autor quisesse forçar, através de um personagem, sua ideia simplória de história para o leitor. Se é simples má fé ou falta de estilo (escrita ruim) eu não sei.

Mas discordo das duas quanto ao caso específico de Lenin. A cena não me parece suborno, embora o personagem assim o tenha visto. Lenin talvez realmente aceitasse o dinheiro e isso pra mim não descaracteriza de forma alguma o personagem histórico. Suborno seria pagá-lo por algo que ele não faria normalmente.

Falta, sim, um pouco de imparcialidade saudável em Queda de Gigantes.


Beth 09/08/2014minha estante
Excelente resenha. Concordo com todos os comentários.


Pedro 14/08/2014minha estante
Obrigado pela resenha, me fez desistir da leitura. Estava mesmo temendo que a Rússia e sua revolução seria tratada de um típico modo propagandístico.


Gláucia 14/08/2014minha estante
Obrigada Beth.
Pedro, vc chegou a começa a leitura? Se sim, até onde chegou e o que estava achando?


Natascia 11/01/2015minha estante
Concordo plenamente. Esse livro foi uma grande decepção e uma grande perda de tempo também, porque quase 1000 páginas não se lê de uma hora para a outra. Os personagens são extremamente superficiais e previsíveis. Todos reagem da mesma forma com relação aos acontecimentos e as suas histórias se repetem, parecem que todos os personagens são um só, não consigo ver distinção praticamente nenhuma entre suas personalidades (salvo algumas exceções). Com relação aos acontecimentos históricos, não sei dizer com certeza se eles estão 100% corretos ou não, gosto de História e por isso decidi ler o livro, mas a parte de ficção realmente deixou muito a desejar.


Arthur 23/04/2015minha estante
Cara me desculpe, mas seu comentário poderia ser evitado com um pouco de pesquisa. Sobre como ele retrata as personagens e suas nacionalidades é óbvio que é uma ficção, sabemos que os russos não são como ele trata no livro assim como também os americanos. Porém a parte das revoluções e a entrada dos EUA na guerra que você citou e não satisfeito com a versão do autor, não significa que ele desconheça as verdadeiras intenções, ou tenha pendido para um dos lados. Pra você que achou que ele puxou sardinha pros EUA ai vai: os EUA bancaram a guerra para os ingleses e franceses, com mercadorias e $$$, assim quando a Rússia saiu da guerra por causa da revolução os alemães ganharam vantagem. E se a Alemanha tivesse a vitória quem iria pagar os americanos? Bem, nesse caso entrar na guerra seria a melhor opção para não perder todo o investimento! Eu acho que antes de falar que um livro profundamente superficial você precisa ao menos saber criticar de forma sensata e no caso de uma historia "real" ter um pouquinho de paciência pra se aprofundar mais fora do livro, falar mal de como esse livro retrata a historia é que é uma superficialidade absurda. Tem que saber dosar, versões sobre como aconteceu temos muitas dela. RECOMENDO!!!


Jacialva Arouck 18/11/2015minha estante
Discordo em tudo com vc.
O s personagens são absolutamente bem construidos e alinhavados muito bem com o pensamento e os anseios da época. O autor aborda os vários olhares de um mesmo fato. Por ser inglês o autor poderia ter parcialidade com a Inglaterra, mas ele não poupou suas criticas. Quanto a violência da Rússia naqueles episódios ela é absolutamente real.


Silvia 17/03/2016minha estante
Arrasou Gabrielle, ainda não li este livro mas tenho todos. Creio que Ken jamais iria escrever um romance histórico se não tivesse uma boa base de estudo e pesquisa. E sim a maioria das Guerras começaram por motivos torpes e ridículos.


Kelvin 23/05/2019minha estante
O povo embaixo ficou com raiva, rsrs

Não li Queda de Gigantes ainda, mas tentei ler um livro mais curto do Ken Follet, antes de perder tempo com esse. Analisando O Voo da Vespa, percebi que Ken Follet é autor de livro clichê voltado ao mero entretenimento, com toques hollywoodianos na trama. É óbvio que são leituras que te pegam mais fácil (livros mais rasos são mais fáceis de ser lidos, via de regra), mas você nunca experimenta o "ar da graça". O Voo da Vespa não recomendo para ninguém que me pergunte se é bom, pois o final não compensa em quase nada.

Se vocês gostam de romances históricos procurem ler O Homem que Amava os Cachorros, do escritor cubano Leonardo Padura, que conta a história do homem que assassinou o Trotsky; ou Um Pilar de Ferro, escrito por Taylor Caldwell, que conta a trajetória de Marco Túlio Cícero no Império Romano.

São livros com personagens muito mais profundos, escritores do mesmo nível de um Dostoiévski ou de um Tostói. Não obstante, a maioria dos que comentaram aqui parecem gostar de romances adolescentes.




Caroline 26/09/2014

Um aprendizado espetacular
Sempre paquerava com Queda de Gigantes nas livrarias, mas nunca tomava coragem para levá-lo. Era, afinal, uma trilogia gigante e, na época, inacabada e é um pouco frustrante esperar continuações. Até que, finalmente, após comentários elogiosos de amigos, iniciei a leitura e, Wow!, ficou acima das minhas expectativas. Não que eu esperasse pouco, mas pensava que seria uma leitura lenta, e foi o oposto.

O primeiro livro da trilogia O Século cobre toda a Primeira Guerra Mundial - e, claro, um pouco do pré e pós guerra - de maneira espetacular. Acompanhamos o desenrolar da guerra pelos olhos de cinco famílias distintas, entre mineradores, condes, princesas, operários, comerciantes e políticos. Ken Follett misturou com maestria personagens fictícios aos históricos.

Assim que abrimos o livro nos deparamos com uma lista enorme e "assustadora" de personagens, à qual pensei que voltaria diversas vezes, mas não foi preciso. As famílias nos são tão bem apresentadas que não me vi confusa em nenhum momento sequer. Cada cidadão citado torna-se rapidamente memorável e, mesmo que passemos alguns capítulos (que seriam alguns meses ou anos) sem saber aonde estavam e o que faziam, eles não se perdem na história.

Gosto de ficção histórica pois sempre aprendo mais com ela do que em qualquer livro de História, e com Queda de Gigantes não foi diferente. Livros de História são secos e cheios de datas que jamais se fixarão em nossas cabeças. Em 1862 Fulano de Tal foi decapitado por traição ao Rei Sicrano de Tal. Pronto. Acabou-se! Sem graça, sem atrativos, completamente "esquecível". Eu quero saber quem era Fulano de Tal, seus amigos, o que fazia, como pensava, e é justamente isso que Ken Follett nos traz.

Sempre tive um pouco de dificuldade de entender a Primeira Guerra, até porque ela aconteceu sem motivo plausível! Acredite, depois de 912 páginas cheias de romance e fatos reais incrivelmente bem apresentados e mixados não há como não aprender e compreender bem tudo sobre ela.

Pontos negativos? Falta poesia e magia na escrita. As frases são curtas, diretas e sem muita adjetivação, mas talvez seja justamente isso que faz com que a leitura seja tão rápida e nada cansativa. Se recomendo? Depois de tanto aprendizado, não tenha dúvidas disso!


4/5 Corações
5/5 Estrelas



site: www.historiasdepapel.com.br
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Rafael 16/04/2011

Boa pedida. Para os fãs de História.
Ken Follett é autor de livros excelentes, como o arrasa-quarteirão "Mundo Sem Fim", livro que se passa na Idade Média e mostra os conflitos pessoais dos personagens em meio à Guerra dos Cem Anos e a Peste Negra, com viradas e diálogos de tirar o fôlego (similar a Pilares da Terra, outro grande sucesso).
E então veio "Queda de Gigantes", mais um livro histórico. Naturalmente, pensei que seria o mesmo que Mundo Sem Fim: os conflitos dos personagens em meio a um contexto de Guerra.
Não se trata disso.
Sendo bem imparcial, "Queda de Gigantes" nada mais é do que a Primeira Guerra transformada em livro. Sem muitas passagens emocionantes nem aquelas viradas de tirar o fôlego (ou muito poucas delas). O livro tem mérito: os personagens são muito bem construídos, e pra quem é fã de História é um prato cheio, o contexto é bem fiel, com todas as batalhas e articulações políticas.
Mas pra mim não foi tão bom. Houve momentos em que só continuei a leitura "pra cumprir tabela", já tinha lido 500 páginas, por que não ler mais 400? Há algumas cenas que fazem você acreditar numa história emocionante, que lembrar o bom e velho Follett (o dia da viagem de Grigori realmente me fez virar furiosamente as páginas), porém Queda de Gigantes é muito mais um relato histórico contado por personagens ficcionais do que um romance. Uma leitura que pode ser sonolenta ou interessante, dependendo de cada um.
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Ro 01/08/2012

Recomendo
Recomendo a leitura deste livro: Queda de Gigantes, o primeiro livro da Trilogia O Século. Passa-se entre 1911 e 1920. Aprendi História, Política, Geografia, através dos personagens do romance, de forma agradabilíssima e nunca entediante. Conheci os habitantes da Inglaterra, os mineiros de carvão do País de Gales, os pobres e os ricos da Rússia pré-revolução, o povo americano, a França e a Alemanha pré e pós 1.a guerra. O autor, Ken Folett, prima pelas pesquisas excelentes, que resultam em obras bem feitas e com gostinho de "quero mais". Ainda bem que este é o primeiro volume e pelo que eu soube, o segundo será lançado em setembro. Magnífico!
Silvia 12/10/2012minha estante
Realmente Ken Follet é o mestre na arte da escrita.




Sah Martins 20/04/2020

Este livro é o primeiro da Triologia O Século. Partindo desta história passei a ser fã do autor Ken Follet. Romance incrível! Baseado em fatos reais da Primeira Guerra. O interessante é que Ken narra suas histórias buscando sempre apresentar cenários de guerras e disputas históricas reais. Recomendo demais está Triologia.
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Luiz 23/05/2020

Um novo recomeço
Depois de um doutorado lendo só leituras técnicas tive o prazer de conhecer Ken Follet. Esse livro me fez redescobrir o prazer da leitura. Eu adoro o tema da Primeira Guerra Mundial e ver os acontecimentos pela ótica de pessoas comuns é sensacional. Os personagens são maravilhosos e apaixonantes. Recomento.
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Karen 29/03/2020

Ótimo livro, todos os personagens são envolventes , cada uma das suas histórias prende o leitor até o final
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Santana 20/05/2020

Sem palavras
Coleção mistura fatos históricos com ficção, na trama 5 famílias na ficção distintas envolvidas em fatos reais, na época de guerras
São livros com muitas páginas, mas recomendo vale muito à pena
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Giro Letra 04/06/2011

Queda de gigantes
"- A Alemanha agora ficou sem alternativas - disse Walter. - Não podemos lutar contra a Rússia com uma França hostil atrás de nós, armada e ávida para recuperar a Alsácia-Lorena. Então devemos atacar a França. O Plano Schlieffen já foi acionado. Em Berlim, as multidões estão cantando o Kaiserhymne nas ruas.
- Você vai ter que se juntar ao seu regimento - disse ela, sem conseguir segurar as lágrimas.
- Naturalmente.
Ela enxugou o rosto. Seu lenço era pequeno demais, um retalho idiota de cambraia de linho bordada. Em vez do lenço, usou a manga da roupa. - Quando? - indagou. - Quando terá que ir embora de Londres?
- Vai demorar alguns dias. - Maud notou que ele próprio estava contendo as lágrimas. - Existe alguma chance de a Grã- Bretanha ficar de fora da guerra? - perguntou. - Assim eu pelo menos não estaria lutando contra o seu país.
- Não sei - respondeu Maud. - O futuro dirá. - Ela o puxou para mais perto. - Por favor, me abrace forte. - Então, recostou a cabeça em seu ombro e fechou os olhos."

Queda de Gigantes é o primeiro livro da trilogia O século, que pretende narrar os acontecimentos mais marcantes do século XX, mas com um diferencial em relação a muitas narrativas históricas que conhecemos: os personagens que vivenciam esses acontecimentos não são apresentados como heróis ou malfeitores, são pessoas com sentimentos, interesses, paixões e diversas outras emoções intensas. São essas emoções que as levam a participar dos fatos históricos, a fazer História, que, assim, não aparece no livro como um mero pano de fundo da vida dos personagens. Nessa interface entre o real e o imaginário, à medida que conhecemos os personagens, com seus sentimentos e motivações, somos envolvidos pela História e nela penetramos por uma perspectiva humana. Sobretudo, humana.

A trama se desenvolve em torno de vários personagens em países diferentes. Na Grã-Bretanha, conhecemos Billy William, um rapaz cuja ingenuidade pouco a pouco será perdida, à proporção que é submetido ao trabalho desumano em uma mina de carvão. Perseguido pelos patrões, que nele enxergam um perigo, já que é filho do presidente do sindicato dos trabalhadores, Billy rapidamente terá que se transformar em um homem forte, a fim de que possa sobreviver aos desafios que surgirão em sua vida.

Enquanto isso, sua irmã, Ethel Willians, trabalha como governanta na casa do conde Fitzherbert, dono da mina em que Billy trabalha. Casado com Bea, uma princesa russa, Fitz não está plenamente satisfeito com seu casamento e, quando conhece Ethel, fica encantado com sua inteligência, sagacidade e senso crítico. Ela, por sua vez, também apaixona-se pelo patrão. Mas o destino reserva surpresas para o conde e a governanta.

Muitas surpresas também ocorrerão para Maud, irmã de Fitz. A aristocrata inglesa é uma moça que, aos 26 anos, de acordo com os padrões da época, já está velha demais para ser solteira. E o fato de ser feminista e lutar pelos direitos dos mais pobres não é algo que desperte o interesse dos aristocratas com quem Maud convive. Isso, no entanto, não impede que ela e um amigo de seu irmão, o jovem alemão Walter von Ulrich, apaixonem-se. Trabalhando para a embaixada alemã na Grã-Bretanha, Walter sabe que o relacionamento trará dificuldades para sua carreira e sofrerá a resistência de seu pai, que está disposto a tudo para separá-los. Mesmo assim, os dois estão decididos a enfrentar o que for preciso para viver esse amor.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o jovem americano Gus Dewar descobre não ter muita sorte no amor. Assessor do presidente Woodrow Wilson, Dewar, que já tem uma carreira brilhante, dedica-se ainda mais ao seu trabalho, como uma forma de esquecer a decepção amorosa pela qual passou. Até que, um dia, ele reencontra uma amiga de infância, Olga Vyalov, por quem Dewar se apaixona e a quem pede em casamento. Será o fim das decepções amorosas de Dewar? Terá o jovem americano, finalmente, encontrado o amor verdadeiro nos braços da jovem filha de um imigrante russo?

Pai de Olga, o russo Josef Vyalov havia prosperado bastante nos Estados Unidos. Seu primeiro emprego fora expulsar bêbados de um bar, mas havia crescido o suficiente para se tornar um importante mandachuva, cujos negócios nem sempre eram feitos por vias legais. Graças aos negócios (e a essas vias nem sempre legais), Josef conhece Lev, seu conterrâneo.

Lev e Grigori Peshkov são irmãos. O pai deles foi morto quando ainda eram crianças, a mando da princesa Bea e de seu irmão, Andrei. A mãe dos dois jovens também foi morta quando eram crianças, assassinada a tiros pelos soldados do czar, por participar de uma passeata pacífica. Marcados pela tragédia, os dois irmãos, unidos, passavam por muitas adversidades para sobreviver como operários na Rússia. Eles alimentavam o sonho de ir tentar uma vida melhor nos Estados Unidos. Contudo, a vida deles se transforma a partir do dia em que conhecem Katerina, por quem ambos ficam interessados. Ela terá que escolher entre Grigori, o rapaz bondoso, trabalhador e sério, e Lev, o irmão irresponsável, imprudente e sedutor.

Além dessas, muitas outras tramas se desenvolvem nesse romance. Vidas que se entrecruzam e serão indelevelmente marcadas pelo início da Primeira Guerra Mundial, pela Revolução Russa e por outros acontecimentos desse início de século.

Com uma narrativa envolvente, na qual se misturam ação e romance, Queda de Gigantes mostra como acontecimentos políticos se refletem na vida de todos, de presidentes e reis a mineradores e operários; como acontecimentos históricos, tais como a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa, afetam amizades e relacionamentos amorosos; como esses fatos promoveram transformações político-sociais, levando, por exemplo, mulheres ao mercado de trabalho e à luta pelo direito ao voto. Narrando o dia a dia, nas trincheiras, de soldados lutando por lados opostos, é capaz de apresentar tão bem as motivações de ambos que somos levados a torcer, numa mesma batalha, pelo sucesso de tropas galesas, americanas, francesas, russas e alemãs.

Sem dúvida, uma obra fascinante, que, mesclando personagens fictícios e reais (como o presidente norte-americano Wilson, o parlamentar Winston Churchill, os revolucionários Lênin e Trótski, o rei Jorge V, o Kaiser Guilherme, entre outros), vai nos enredando na teia histórica que constitui não apenas os fatos reais de um dado contexto, mas também a tessitura em que se organiza o romance. Um livro apaixonante e imperdível, o melhor que li nos últimos tempos.

Marcela Vasconcelos
Laura 12/02/2015minha estante
Marcela, devo te dar os parabéns, li Queda de Gigantes a uns dois anos atras e iniciei hoje o segundo livro da Trilogia (Inverno do Mundo) e como já fz um tempo, a história não estava mais clara na minha cabeça e sua resenha foi sem dúvidas, a melhor que li. Me fez recordar o livro praticamente inteiro. Muito bom mesmo!!!!




Bruno T. 02/11/2010

Ficção e história
Concordando com a lição de Eric Hobsbawn (que, em sua obra "Era dos extremos", considera que o "breve" século XX teve inicio em 1914 e terminou em 1981), Ken Follet utiliza-se, como “pano de fundo” da narrativa, do período compreendido entre 1911 e 1924 para apresentar a trama de “Queda de Gigantes”, primeiro livro da trilogia "O século".
Tanto através de personagens reais como de fictícios (estes de diferentes países, origens e condições econômicas), o autor desenvolve uma trama ambientada na Europa e nos Estados Unidos, com foco na Primeira Guerra Mundial e na Revolução Russa e nos anos imediatamente anteriores e posteriores a tais acontecimentos.
As grandes transformações sociais ocorridas naqueles anos turbulentos são contadas através das experiências de vida e sob o ponto de vista das diferentes personagens, compondo um romance histórico de ritmo acelerado (apesar das 912 páginas do volume) e de leitura muito agradável.
Apesar de alguns (perdoáveis) clichês, trata-se de um livro que traz de volta Ken Follet em plena forma, no mesmo patamar por ele alcançado em “Os pilares da Terra”, na minha opinião sua melhor obra.
Excelente diversão, é um livro difícil de largar, e que, no final, deixa o leitor na torcida para que o segundo e o terceiro volumes da trilogia (previstos para serem lançados, respectivamente, em 2012 e 2014) sejam tão bons quanto este primeiro.
ROJANE 04/05/2011minha estante
LI TAMBÉM E NÃO VEJO A HORA DO LANÇAMENTO DOS DEMAIS...... PARA COMPLEMENTAR A LEITURA DO QUEDA DE GIGANTES NUMERO 2, RECOMENDO HITLER... É O MELHOR LIVRO SOBRE A PESSOA EM QUESTÃO. CREIO QUE SERVE DE MATERIAL PARA ENTENDER MELHOR OQUE VEM PELA FRENTE NO PRÓXIMO QUEDA DE GIGANTES....


Bruno T. 04/05/2011minha estante
Bastante oportuna, sua sugestão, uma vez que, certamente, Hitler deverá ocupar um papel de destaque nos próximos dois volumes da saga.


Beatriz 10/06/2012minha estante
excelente resenha, estou esperando o segundo volume, será que já saiu ?


Bruno T. 10/06/2012minha estante
Olá, Beatriz.
Obrigado pelo elogio.
Com relação à sua dúvida, transcrevo abaixo notícia referente ao lançamento do segundo volume da trilogia:

"Winter of the World (título sem tradução no Brasil), segundo livro da Trilogia do Século do autor Ken Follett, será lançado no dia 18 de setembro deste ano nos Estados Unidos e Inglaterra.
O livro, que terá 1008 páginas, conforme informação dada pelo site Amazon, narra partes da história mundial misturada com ficção, onde os personagens são os filhos dos protagonistas de Queda de Gigantes, o primeiro volume da trilogia. O período histórico da trama começa na Depressão, passando pela Guerra Civil Espanhola, até a Segunda Guerra Mundial.
O autor já confirmou em seu site que o terceiro livro, ainda sem título, será publicado em 2014 e englobará o período da Guerra Fria. Ainda não há informações sobre a publicação do livro no Brasil".

Dado o sucesso dos livros de Ken Follet no Brasil, acredito que até o final do ano a versão em português estará disponível nas livrarias.


Jacialva Arouck 18/11/2015minha estante
Excelente sinopse. Sem spoiler. Li todos 3 livros agora em 2015.




Letícia 19/04/2020

Uma deliciosa viagem pela História, se eu tivesse que resumir esse livro de mais de 900 páginas seria com essa frase.

Esse livro ficou na minha estante por muitos anos, devido a apenas uma única coisa o fato dele ter 900 páginas e ser impossível carrega-lo pra lá e pra cá todo dia, nessa quarentena o li em uma semana.

Achei que fosse em enrolar com os nomes e famílias, mas a leitura flui de uma maneira incrível, não dá pra sentir, quando vi já estava virando a última página.

Follett consegue nos passar uma enorme quantidade de sentimentos desde o amor juvenil, o amor maduro, o ódio, o horror da guerra, o sonho pela revolução e comprovar o ditado 'pau que nasce torto nunca se endireita'.

Ao mesmo tempo em que uma série de paradigmas foram quebrados e impossível não pensar que esses personagens vão ter que enfrentar outra guerra mundial.

Tive vontade de aplaudir personagens, como a Ethel, vontade de socar o conde Flizt e o russo americanizado Lev.

É um livro completo, além de nos fazer refletir sobre os perigos do poder.
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Bella 15/07/2020

Sem explicação!
Um livro incrível narrando fatos históricos com personagens reias e fictícios, onde os fatos vão se encaixando.
É até difícil decifrar.
Perfeito!
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