O Príncipe da Névoa

O Príncipe da Névoa Zafón




Resenhas - O Príncipe da Névoa


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Anna Laitano 29/06/2013

O Príncipe da Névoa ou Rumpelstiltskin?
O livro é curto e a história te prende, como qualquer outra do autor, embora a narrativa seja um pouco diferente. Em geral, os elementos que caracterizam o Zafón que todos conhecem e amam, podem ser encontrados desde este seu primeiro livro. A diferença, é que aqui o autor não tinha tanta experiência e, consequentemente, apesar de uma escrita clara, com descrições muito boas e um ritmo contagiante, ainda não havia aquele toque único da forma metafórica de narrar.

Apesar de ser intencionado para o público jovem, este livro, assim como Marina, apela para todas as idades (inclusive, talvez o vocabulário mais simplificado faça parte justamente da intenção de focar-se no público mais jovem). Os cenários são bem descritos, embora a caracterização dos personagens fique um pouco a desejar, assim como a própria exploração dos mesmos. Talvez, se o livro fosse mais longo, alguns aspectos fossem melhor aproveitados. Contudo, o livro faz parte de uma trilogia, então ainda não sei exatamente quais personagens serão remanescentes, apesar de a sinopse das outras histórias dar uma ideia de independência entre as mesmas.

Achei a sinopse um pouco exagerada, prometendo mais do que encontramos. Ao ler, você espera que as irmãs de Max, por exemplo, sejam muito importantes para a história e que os sonhos e vozes que escutam sejam constantes e que, de certa forma, movam o mistério, mas não é bem assim que acontece. Além disso, o romance é relativamente sutil, sem grandes declarações e levemente forçado, em minha opinião.

Uma associação que não pude evitar de fazer em alguns pontos da leitura (embora talvez seja apenas o efeito de acompanhar a série de televisão Once Upon a Time) foi entre o Príncipe da Névoa e Rumpelstiltskin, o também misterioso personagem dos contos de fadas que também concede desejos, cobrando preços cruéis em retorno. Apesar disso, as semelhanças não vão muito além disso.

A diagramação, por sua vez, é simples e limpa, e a revisão e tradução estão muito boas - não percebi erros. Apesar disso, acho a capa original mais interessante. Para mim, a capa nacional não ficou muito realista (dá para perceber uma mudança de cor ao redor do menino na pedra, que não gostei), embora, em geral, crie um clima que combina mais com as capas nacionais dos outros livros de Zafón.

Uma coisa que se deve ter em mente, é que este foi o primeiro livro do autor. No Brasil, a maioria conheceu a obra prima dele, A sombra do vento, antes (inlusive, está no marketing da capa). Porém, se você for com expectativas altas, esperando um livro tão grandioso quanto, pode se decepcionar. Este é o Zafón que antecede o criador do Cemitério dos Livros Esquecidos, e de nossos queridos Daniel e Fermín e até mesmo Marina. Leia o livro esperando exatamente isso: Conhecer o começo da carreira deste escritor, perceber o quanto sua escrita amadureceu até chegar lá.

Resumindo, o talento de Zafón é inegável, com histórias diferentes, encantadas e assombrosas, envoltas em uma atmosfera própria que impossibilita o leitor de largar o livro. Pode não estar em sua fase mais brilhante, mas é claramente um começo que mostra o potencial do autor. Além de um ótimo primeiro contato, para os que ainda não o conhecem. Recomendo!

site: Para mais resenhas acesse: www.queridaprateleira.com.br
Grazi 09/07/2013minha estante
Bem por aí mesmo.

Se eu tivesse lido esta resenha antes, não teria tido tanta expectativa e a frustração seria menor.

A narrativa não é ruim. O problema é que a resenha comercial promete demais e, pra quem já leu "A sombra do vento", "O prisioneiro do céu" e "O jogo do anjo", ainda que soubesse que esta é a primeira obra do autor, fica um sentimento de vazio ao chegar nas últimas páginas.


Lane @juntodoslivros 28/12/2013minha estante
Oi!
O primeiro livro dele que li foi "As luzes de setembro". Amei!
Então resolvi ir ao começo e li "O príncipe da névoa". E também me apaixonei.
Discordo de você em alguns pontos, acho a escrita desse 1 livro magnífica. É simples e singela. Mesmo sem a exploração dos personagens, para mim não perdeu o encanto da história. Lembrando que o livro foi escrito visando o público infantil, não tinha como ser uma escrita diferente. ;)
Entendo o seu ponto de vista. Você já tinha lido outro livro do autor com uma escrita mais madura e retorna para um livro de início de carreira se torna difícil não vir a ter comparação.
Ah! Adorei a resenha! Você é muito objetiva!


Isabela 13/04/2015minha estante
Excelente resenha! Sintetizou exatamente todo o "universo" criado por Záfon, bem como a percepção de sua forma de escrever...parabéns! ;)


Jane.Hardt 04/08/2018minha estante
MUITÍSSIMO APAIXONADA POR ZAFON...O PRIMEIRO QUE LI FOI A SOMBRA DO VENTO E NA ÉPOCA EU MORAVA EM BARCELONA....AMEI!!!!!! LI QUASE TODOS....E SEMPRE VOU LER.




Regiane 21/05/2013

Páginas que transbordam mistério.

“ Estava pronta para correr escada abaixo quando, depois de sentir uma brisa gelada acariciar seu rosto e atravessar o quarto, viu a porta do quarto bater de um só golpe. Irina correu até lá e tentou girar a maçaneta, que parecia travada. Enquanto lutava em vão para abrir a porta, ouviu que, às suas costas, a chave da porta do armário girava lentamente e que aquelas vozes, que pareciam vindas das profundezas da casa, riam. ”


Eu sou suspeita para falar de Zafón, já que me encantei com seu trabalho desde que eu li A Sombra do Vento. Umas das coisas mais admiráveis, é que ele sempre acaba me surpreendo com cada uma das suas obras. Foi assim com O Jogo do Anjo, e também com O Príncipe da Névoa - mesmo esse sendo o seu 1º trabalho.

Exatamente no ano de 1943, a família de Max Carver muda para uma vila pequena e afastada que fica no litoral. Seu pai, um relojoeiro e inventor toma essa decisão para se manter afastado do tumulto da guerra. Só que uma coisa de que o garoto e nem o restante da sua família faziam ideia, é o fato de que a nova moradia estaria repleta de mistérios. Por conta da sua aguçada curiosidade, Max não demora muito em descobrir um jardim estranho e abandonado nos fundos da sua residência, com estátuas e símbolos que ele desconhece. A partir disso, uma série de coisas sinistras é iniciada.

Logo o garoto faz amizade com Roland, que lhe apresenta o vilarejo e lhe mostra o lugar onde fica os restos de um barco que naufragou há anos em uma forte tempestade, onde todos que estavam a bordo morreram, com exceção de um homem: um engenheiro que construiu o farol na praia.

Devido aos acontecimentos estranhos, Alicia, Max e Roland tentam investigar os mistérios a fim de descobrir a chave para tudo isso, mas nesse mesmo momento, um ser assustador, conhecido como Príncipe da Névoa entra em cena, e o mais macabro, é que ele é capaz de realizar qualquer desejo a qualquer pessoa, mas exigindo um pagamento muito alto.

Há tempos eu não lia um livro de suspense que fosse capaz de causar calafrios na espinha. Pode parecer loucura, mas eu estava com saudades de sentir medo com uma leitura, contanto, que não fosse nada que ultrapassasse meus limites - e apesar de isso não ter acontecido - eu sinceramente fiquei bem impressionada. Eu tenho sérios problemas com palhaços, tenho medo desde criança, e quando percebi que esse tipo de personagem fazia parte da história, eu gelei. Ainda mais que o palhaço citado aqui, faz jus a impressão que eles me passam: que por trás do sorriso, há um ar diabólico.

“ Alicia começou a mastigar uma torrada mecanicamente, enquanto Max tentava tirar da cabeça a imagem daquela mão estendida e do olhar esbugalhado do palhaço que sorria em meio à névoa do jardim de estátuas. ”

“ O palhaço abriu a bocarra pontilhada de presas longas e afiadas como facas de açougueiro e seus olhos cresceram até o tamanho de um pires de chá. Roland sentiu que o ar lhe faltava. ”

Apesar do livro não ter nem 200 páginas, ele não deixou a desejar, pois prende a atenção logo no primeiro capítulo. Não poderia ser diferente, já que no quesito suspense e mistério, ele é surpreendente. O clima criado por Zafón em um vilarejo litorâneo, com direito a um farol, uma praia com restos de um barco naufragado e segredos que rodam uma velha casa, fizeram toda diferença. O cenário foi muito bem trabalhado e perfeitamente executado, o que me permitiu imaginar cada detalhe com muita precisão.

A narração em 3º pessoa me agradou muito, já que dá uma visão bem ampla dos acontecimentos. A escrita do autor segue com um toque poético, o que faz disso, sua marca registrada. Apesar de O Príncipe da Névoa não possuir a mesma maturidade de seus livros atuais, seu estilo próprio permanece ali, inabalável. O cuidado que Zafón tomou em relação aos elementos utilizados nessa obra, contribuiu em tornar a história mais assombrosa e intrigante.

“ O relógio não estava desregulado; funcionava perfeitamente, mas com uma peculiaridade: andava para trás. ”

Esse é o típico livro que não dá a chance sequer para o leitor respirar. É um acontecimento surpreendente atrás do outro, que eleva a emoção ao ápice, fazendo os mistérios transbordarem por suas páginas. A leitura fluiu tão bem, que tive a impressão de o tempo nem ter passado. O romance contido aqui é tão leve, que quase passa despercebido, mas de qualquer forma, serviu para dar uma quebra na tensão presente na história.

Gostei muito dos personagens, pois eles possuem personalidades demasiadamente interessantes. A única coisa que o autor pecou, foi em relação às características físicas, que foram descritas vagamente. A figura mais singular desse livro, sem sombra de dúvidas, é o próprio Príncipe Sombrio: um ser assustador, macabro e muito cruel. Ao mesmo tempo em que ele me causava pavor, também me despertava admiração.

Afeiçoei-me muito a Max, pois ele se mostrou um garoto bem corajoso para a sua idade. Também fiquei comovida com seu altruísmo em nome da amizade e o seu zelo para com a família. Alicia de início aparentou ser insuportável, mas acabei gostando dela, conforme foi ganhando espaço. Só acho que ela deveria ter sido mais explorada, assim como a pequena Irina e os seus pais. Apesar de Roland ser bem presente na história, ele não me cativou tanto quanto Max. Já em relação ao seu avô, eu fiquei emocionada com o seu passado.

É até injusto querer comparar O Príncipe da Névoa com A Sombra do Vento e outros livros mais recentes do autor. Apesar de não ter a mesma bagagem e amadurecimento do que eles, eu fiquei bem satisfeita com o resultado e totalmente ansiosa para ler os outros dois livros da série Névoa. Se você aprecia livros de suspense, com um clima assustador, com mistérios que não acabam mais, eu super recomendo!
Renata CCS 07/11/2013minha estante
Já vemos nesta obra a qualidade dos textos de Zafón. Embora seja o primeiro livro, nota-se um desenvolvimento da escrita ao longo dos anos.




vi 23/06/2020

O livro narra a história da família Carver que para fugir da tensão da segunda guerra se muda para uma nova casa no litoral. A partir daí, coisas estranhas começam a acontecer atingindo a paz da família. Curioso, Max, o filho do meio, procura desvendar esse mistério.


"Certas imagens da infância ficam gravadas no álbum da mente como fotografias, como cenários que, não importa o tempo que passe, sempre voltam e você recorda."

A premissa do livro é bem simples, mas a história tomou um rumo que eu não esperava, surpreendendo-me. É um livro curto (184 Págs) e escrito de forma clara e fluída, uma ótima história para quem procura uma distração.

"nada tem tanta força como uma promessa..."
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Douglas 12/02/2013

Ele escreve para crianças que sabem pensar e para adultos que fazem questão de preservar a capacidade de sonhar.
o talento de Zafón é inegável, com histórias diferentes, encantadas e assombrosas, envoltas em uma atmosfera própria que impossibilita o leitor de largar o livro.
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Luisa Jordana 30/06/2020

O Príncipe da Névoa
Nesse romance infanto-juvenil, conhecemos a história de Max, um garoto que está entrando na adolescência em anos difíceis de se viver. Em 1943, o pai de Max, um relojoeiro de espírito alegre e otimista, resolve se mudar com toda a sua família para uma pequena cidade costeira, com o objetivo de fugir da guerra, como muitas famílias fizeram. Acontece que, como Max logo descobre, essa cidadezinha guarda segredos obscuros, que tem a ver com o sinistro jardim de pedra próximo à sua casa e com o velho farol que guarda a costa como uma grande sentinela sombria.

Essa leitura me trouxe lembranças de quando eu era adolescente e lia livros de mistério com a ansiedade de saber o que aconteceria no fim e, depois que o livro acabava, sempre ficava aquele gostinho de quero mais. Max é um protagonista excelente, que apesar da pouca idade, é esperto e tem o pensamento afiado, mas sem demonstrar uma maturidade maior do que a apropriada para um garoto de 13/14 anos. Os demais personagens são também muito carismáticos e me encantei por Alicia, irmã de Max, e por Roland, o jovem rapaz aventureiro que vive na praia. Foi uma aventura de tirar o fôlego e conseguiu me deixar apreensiva, apesar do curto enredo. O tal Príncipe da Névoa me deu arrepios em diversos momentos, mas não posso falar mais para não dar spoiler.

Queria ter lido esse livro alguns anos atrás, apesar de que a experiência agora já foi muito boa. Mas fico imaginando como seria ter lido um livro tão imaginativo em uma época em que tudo era mais simples e era fácil ver o fantástico em toda a sua forma.
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Sthe 10/06/2020

O príncipe da névoa
Gostei muito!!! A história me prendeu desde o início, a escrita é fluida e o mistério me intrigou. A ideia da história, de Caín, das promessas e dívidas, ao meu ver, daria pra desenvolver algo ainda maior, porém ficou muito bom dessa forma mais rápida, menos de 200 páginas, não deu pra enjoar, na verdade fiquei com vontade de ler mais. Não conhecia o autor, e agora pretendo ler mais coisas dele.
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Renata CCS 01/10/2013

O processo de amadurecimento de um escritor

É em 1943, durante a Segunda Guerra, que a história de O PRÍNCIPE DA NÉVOA se passa. A família Carver muda-se para um pequena cidade praiana para fugir da onda de violência das grandes cidades. Longe de encontrar o sossego esperado, a nova casa está cheia de segredos que passam a assustar o protagonista, Max, um adolescente de 13 anos. Além de sua irmã mais velha Alicia passar a ter sonhos enigmáticos, a caçula Irina escutar sussurros em seu quarto, a situação é ainda agravada com mais mistérios acontecendo na cidade: a de uma embarcação naufragada há anos, onde todos os corpos desapareceram misteriosamente - exceto pelo engenheiro que edificou o farol da cidade - e um jardim abandonado com estátuas que parecem ter vida. Nesse meio tempo, descobrimos uma figura maligna que apresenta-se como Dr. Cain, ou o Príncipe da Névoa, uma criatura que tem o poder de satisfazer os desejos de qualquer pessoa, mas cobra um preço excessivamente caro por isso. E é com a ajuda de seu novo amigo Roland, o neto do faroleiro do vilarejo, e de sua irmã Alicia, que Max tenta esclarecer os mistérios e evitar uma nova tragédia.

Esse não é o Zafón de A Sombra do Vento: o leitor deve ter em mente que este foi seu primeiro livro, escrito em 1993, e vale destacar que trata-se de uma obra para adolescentes e que o livro simboliza o tipo de história que ele desejaria ter lido na juventude. Mas o livro tem carisma, então vale muito a pena mergulhar nestas páginas de ação e mistério, desde que o leitor não queira encontrar os mesmos elementos e a complexidade de suas obras posteriores. Para mim, o que faltou para chegar ao mesmo nível de suas obras atuais foram mais páginas, uma narrativa menos acelerada, mas é natural em um livro de estréia uma certa falta de maturidade para domar a história. Mas nesta obra já nos surpreendemos com a qualidade do texto e notamos o grande desenvolvimento da escrita do autor ao longo dos anos.

Particularmente, achei que o livro traz os medos que todos já passamos alguma vez na vida (quem nunca teve medo de dormir sozinho e até ouviu vozes durante a noite?) então, só pela sensação de nostalgia a leitura já é válida! O autor consegue transmitir em sua trama envolvente um sentimento de prostração e um horror sutis, presentes e marcantes durante todo o livro.

Com uma narrativa ótima, leve e fácil, que nos apresenta as dores e os amores da adolescência em meio a mistérios a serem explorados e a presença de seres arrepiantes e sobrenaturais, o livro prende o leitor que só consegue o deixar de lado ao chegar ao final. Sim, o livro é interessantíssimo, cheio de surpresas e embora seja classificado como infanto-juvenil, serve para qualquer idade, desde que os leitores gostem de aventura, suspense e mistério.

Zafón ganha minha mais sincera admiração, mais uma vez.
Bruno 20/09/2013minha estante
Bela resenha, Renata.

Zafón sempre me surpreende.

Em breve vou ler O príncipe da Névoa.

Beijos.


Renata CCS 20/09/2013minha estante
Você vai gostar muito, Bruno. Boas leituras!


Nando 04/10/2013minha estante
Fiquei totalmente absorvido pelo livro, o iniciei e terminei no mesmo dia.
Muito legal a sua resenha!


Léia Viana 27/01/2014minha estante
Senti a mesma coisa que você, é nitido o amadurecimento de Zafón. Senti um pouco de medo ao ler esta história.


Renata CCS 28/03/2014minha estante
Este é o livro da Trilogia da Névoa que mais me agradou, sem dúvida.




@carlatunes 03/04/2011

Demais!!
O Príncipe da Neblina, primeiro livro da Trilogia da Neblina de Zafón é simplesmente incrível!!! Zafón tem essa particularidade de nos manter sempre conectados a história, com vários ápices de ação e/ou suspense que nos levam a loucura!!

Vou ficar esperando que os livros do Zafón, além de A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, sejam finalmente lançados no Brasil porque não é sempre que encontramos autores com as qualidades que ele tem. Vale a pena ler e reler Zafón.
Cíntia 23/07/2011minha estante
Olá!Esse livro já foi lançado no Brasil??Adoro Zafón.Obrigada.


@carlatunes 25/07/2011minha estante
Por enquanto ainda não Cintia. Só A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo que foram lançados no Brasil... Também estou esperando lançar essa Trilogia aqui no Brasil, mas tá difícil heim... rsrs


Rê Lima 24/01/2012minha estante
"Marina" foi publicado, mas nada da trilogia ainda. E vai sair "O Prisioneiro do Céu" de acordo com o site http://www.carlosruizzafon.com/el-prisionero-del-cielo/index.php


Marina 08/07/2012minha estante
ainda não saiu a trilogia toda?


Renara 25/02/2013minha estante
meninas li e me apaixonei pelo livro, no Brasil ainda nao saiu os outros dois mas tenho pdf traduzido do lançamento em portugal, quem quiser me mande um email solicitando e eu envio...

[email protected]


Janaina Vieira Writer 28/02/2013minha estante
Conheci Zafon quando li "Marina", que amei! Confesso que fiquei assustada, mas adorei o livro. "Marina" é tb uma trilogia?




Flávia Martins 24/06/2020

"As lembranças ruins perseguem você sem que precise carregá-la consigo"

"Nada tem tanta força como uma promessa."

Foi o primeiro contato com o autor por conta do projeto da Duda Menezes do Book Addict, e já amei história incrível mesclar suspense, romance e terror.

O príncipe da névoa me lembrou o rumpelstiltskin (da série once upon a time) que concede desejos cobrando algo em trocar.
Thais Toledo 24/06/2020minha estante
Triste pela passagem recente do autor.. Comprei hoje esse livro.




Jow 22/03/2013

As primeiras palavras do gênio Zafón.
"Only if for a night
And the only solution was to stand and fight
And my body was loose and I was set alight
But she came over me like some holy rite
And although I was burning
You're the only light
Only if for a night"

Only if for a night - Florence and The Machine


Tem dias que me pego pensando em como o Criador foi generoso com alguns seres humanos. Todos nós temos um dom inerente ao nosso ser, pena que nem todos possuem a capacidade de exercitar e desenvolvê-lo. Eu, que tanto gosto de ler, queria (e quero!) ser escritor. Acredito que toda pessoa que lê, possui dentro de si o sonho de ser escritor; Imaginar uma história, criar personagens, desenvolver um mundo, expandir a narrativa, explorar idéias, explicitar ideais, conquistar o leitor.

Em “O Príncipe da Névoa”, Carlos Ruiz Zafón mostra toda a capacidade que o Criador lhe concedeu. Mesmo sendo esse o seu primeiro livro a ser publicado em terras espanholas, no ano de 1993, Zafón já dava os primeiros passos que o fariam se firmar como um dos melhores contadores de história de seu país. É mágico poder apreciar a primeira obra do autor que me conquistou “A Sombra do Vento” e “O Jogo do Anjo.

Desde o início Záfon declara com todas as letras possíveis que veio para ficar, que deseja marcar presença com a sua narrativa que sempre carrega ares de mistério e aventura; que jovens pré-adolescentes se transformarão em heróis e detetives ao mesmo tempo em que descobrem os seus medos, suas limitações e os seus amores.

Aqui, somos apresentados ao garoto Max, que após se mudar com toda a sua família para um pequeno vilarejo, se faz residente numa casa perto da praia que é carregada de lembranças e mistérios, que devem ser desvendados pelo amigo Roland, pela irmã Alicia e pelo próprio Max. Záfon novamente constrói com suas palavras uma trama envolvente. Sua narrativa parece mágica, e a atmosfera por ele criada, nos desperta uma gama de sentimentos: Mistério, e um leve toque de terror, aliados a um pouco de drama, com pinceladas de aventura. Tudo isso para nos apresentar um quadro magnífico. É assim que vejo sua história. O autor consegue transmitir em sua trama, uma opressão e um horror sutil, mas notoriamente marcante e presente durante todo o livro.

O que falta ao livro, para chegar no mesmo nível de “A Sombra do Vento”, ou mesmo de “Marina”, o mais bem acabado dos romances iniciais de Zafón, é uma amarração dos fatos de forma menos apressada. A sensação é de que, iniciante, Zafón ainda se deixava levar pelo fluxo narrativo, de roldão, (sem aquela maturidade que o consagrou em seus romances mais recentes) para domar a história e conduzi-la de modo intenso, porém coerente, bem alinhavada e costurada.

Mas, algo totalmente perdoado por ser o seu livro de estréia, e por ser um livro que merece ser revisitado inúmeras vezes, sempre que possível.

May Immortal 24/09/2013minha estante
Devo dizer que me decepcionei ao ler este livro... Ouvi uma algazarra tão grande a respeito do autor, e sua resenha só colaborou para me deixar mais empolgada e quando finalmente tive a oportunidade de ler, só conseguia pensar: "Sério que é sobre isso que tá todo mundo falando? Tenho certeza que já li isso em algum lugar..." Talvez eu tenha ido com muita sede ao pote, ou talvez este não seja o melhor trabalho do autor, por isso darei outra chance.


Tainá Antunes 29/12/2013minha estante
May, talvez você tenha ouvido uma algazarra tão grande por conta de 'A Sombra do Vento', 'O Jogo do Anjo' e afins, livros pós a trilogia da névoa. Esse foi o primeiro romance do autor.


Mariana 18/01/2016minha estante
Devo dizer que o que me levou a ler os livros desse autor foi a sua resenha. Você, como sempre, escrevendo como um verdadeiro escritor. Muito obrigada! Pois ontem finalmente resolvi ler O Príncipe da Névoa, pois decidi começar pelo início pra ver a evolução da escrita do autor. Dizem que A Sombra do Vento é o melhor livro dele, o que não duvido, pois já amei O Príncipe da Névoa. Embora eu saiba que possa ter sido um pouquinho corrido os acontecimentos, sei também que a prática leva a perfeição. Então com certeza lerei todos os livros dele.
Ah, e continue resenhando, por favor. Você é muito bom nisso.




victória 24/06/2020

nada tem tanta força como uma promessa.
é o primeiro livro que leio do autor, e ele conseguiu me prender nas primeiras páginas. é uma história curta e rápida, no entanto, não peca quanto à riqueza de elementos. o enredo é muito bem construído e desenvolvido. não conseguia imaginar quais rumos a história iria tomar e fui surpreendida a cada capítulo. em geral, é um livro fantástico e o recomendo muito.
Lucas 24/06/2020minha estante
Recomendo A sombra do vento do mesmo escritor, que creio que foi o livro dele que mais fez sucesso, é muito bom.




Thaís 483 27/06/2020

Com a narrativa super fluida, Zafon traz uma trama cheia de suspense e mistério, com uma pintadinha de terror.
Por mais que o livro seja curto, os personagens são muito bem trabalhados, assim como a conexão entre a história do passado e a do presente.
Amei a história se passar na praia, a descrição é tão real que matou um pouquinho da minha saudade dela
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Gabriela.Melo 28/06/2020

Li digitalmente influenciada pelo projeto de leitura conjunta de Duda Menezes - book addict. Meu primeiro livro de Zafón. Confesso que o livro me pegou mesmo na sua metade, quando devorei incansavelmente até o final em um dia só. Uma leitura fluida que nos deixa curioso para saber o desenrolar de toda história e seus mistérios.
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Bia 05/02/2014

Zafon pra crianças! Yeeesss
Esse livro, por ser infantil, obviamente não tem as peculiaridades nem a profundidade que zafon utiliza em seus romances adultos, então quem procura por traços de "a sombra do vento" nem se atreva a se iludir.
Primeiramente, queria exaltar que esse livro tem uma historia bem interessante e de grande criatividade e imaginação. Certamente é um livro infantil bem acima da média! Zafon, mais uma vez, mostrando suas habilidades contadoras e inventoras de historias!
O enredo é simples: uma familia composta por pai, mãe e três filhos se muda para a praia pra fugir da devastação que está sendo causada pela Grande Guerra. Partem para morar numa casa de praia, onde é abrigado um mistério que envolve magia e misticismo.
Mesmo sendo simples, o livro é bastante sensivel. Tem um trecho que me derreteu muito pq achei muito meigo. Não é nada que dê spoilers, só uma amostra grátis da fofura do livro: Após um dia confuso e cheio de excentricidades, Max Carver, um dos protagonistas,vai dormir e pensa sobre alicia, sua irmã "Ao contrário do que se esperava, a última imagem que desfilou pela mente de Max naquela madrugada antes de cair no sono não foi o sinistro passeio cinematográfico pelo jardim das estátuas, mas aquele sorriso inesperado de Alicia, minutos antes na sala."

Muito meigo o livro... Quem já gosta de Zafon não vai se arrenpender de ler mais esse, independente de sua idade!
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Marcos 21/02/2013

O Príncipe da Névoa
Por Deus, este é um dos melhores livros que li na minha vida.
O Príncipe da Névoa apresenta uma história totalmente diferente de todas as outras de Zafón, que mais uma vez surpreende como ninguém.
Neste livro conhecemos Max Carver, filho de um relojoeiro que se muda com sua família para um casa na praia, tentando fugir da guerra.
Lá Max conhece Roland, que logo gosta de sua irmã, Alicia, que também gosta de Roland logo de cara. Max começa a sair para conhecer melhor sua nova moradia e logo descobre estátuas estranhas a assombrosas. A casa onde moram agora pertencia a um homem que se mudou com sua mulher, em busca de paz e sossego, mas durou pouco, pois este homem, o Sr. Fleishman tinha um pacto com um homem perigoso, chamado Cain, que retorna para pegar sua divida e que muito lembra Rumpelstiltskin, da série Once Upon a Time. Poderia até dizer que Rumpelstiltskin foi inspirado no Príncipe da Névoa.
Max, Roland e Alicia se envolvem fortemente nesta história e descobrem tudo que esta por trás da casa, de um barco naufragado, do avô de Roland e das estatuas e não gostam do que acabam por descobrir.
O livro possui um final trágico, mas desperta nosso interesse da primeira até a ultima página, como nem outro livro seria capaz de fazer. Zafón apresenta personagens envolventes, bem construídos que nos conquistam de imediato e nos deixa com um gosto de querer muito mais.
Sou um grande fã do escritor, sou suspeito para falar, mas Zafón é o melhor escritor do mundo atualmente.
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