As Brumas de Avalon

As Brumas de Avalon Marion Zimmer Bradley




Resenhas - As Brumas de Avalon


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Tiabetok 17/03/2011

Aquele, cheio de putarias

Hey xus

Reconta a lenda do Rei Arthur através das mulheres que viviam naquela época. Não obstante enfatiza a disputa religiosa entre o cristianismo e o paganismo (a religião Wicca), além de apresentar seres fantásticos como fadas, druidas e bruxas. Além de deixar clara a posição da mulher na sociedade. Que era fechar a boca e abrir as pernas. É rico em detalhes geográficos e históricos. Bem, deixemos a parte chata e vamos ao que interessa realmente:
A obra é tão sacana quanto a bíblia cheia de sexo, drogas e rock n roll putaria mesmo: traição, incesto, viadagem, regados a muito sangue das batalhas.
Mas, iremos por parte:

- Viviane, formalmente chamada Senhora de Avalon, é uma fdp que controla todo mundo por conta das visões que tem depois de tomar o seu chá de papola dizendo ser a vontade da Deusa. Ela é mãe de Lancelote que além de lindo, era gay e tinha uma porrada de irmãos bastardos porque Viviane se fazia nos Ritos continue lendo e saberá dos ritos!
- Igraine era irmã de vivane e mãe de Morgana e Arthur. Nasceu em Avalon mas era politicamente correta demais para ficar em sua cidade natal. Casara-se aos 14 anos com o Duque da Cornualha, que viria a ser corno mais tarde por conta de Viviane que a incentivou a cometer adultério, este era pai de Morgana. Pouco antes de seu marido corno falecer, ela deu para Uther Pendragon que já tornara-se Grande Rei e queria porque queria a mulher do outro. Este veio a ser Pai de Arthur
- Morgana filha de Igraine com o corno finado, meia-irmã de Arthur, sobrinha de Viviane, era a predileta para subir ao trono de Avalon e comandar a putaria toda.
Chega de falar de personagens, se não não acabo nunca!

Como disse a pouco, conta a lenda de Arthur por uma ótica feminina, e a autora safadinha não deixou de esconder os pensamentos mais obscuros e sacanas de nossas heroínas.

Ah sim, você leu até aqui esperando saber sobre os ritos : nas Fogueiras de Beltane deveria ser uma espécie de Woodstock sem ídolos do rock. Onde A Senhora Viviane mandava sempre uma sacerdotisa cabaço para ir trepar com algum rei para simbolizar o casamento deste com a Terra a grande mãe da qual tra-se a religião-. Na preparação ao ritual dão muito cogumelo, ópio, coco loco e muita maconha afinal elas sempre pregam o apego e a necessidade do homem para com a natureza, nada de química aqui meu querido e as mesmas incorporam a Deusa e tem a visão absurda de que quem as desvirgina seja o Deus Chifrudo é sério, o nome é esse- . Eis que Viviane- aquela que tem sangue ruim e quer foder com todo mundo e diz que é por vontade da Deusa para não sentir culpa de nada Manda sua sobrinha Morgana para um rito, onde ela daria sua virgindade ao Deus, sendo que esta era louquinha para dar para o primo lindo Lancelot. No entanto nossa cabacinho não sabia que quem meteria brasa era seu irmãozinho mais novo Arthur ....
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Ah...estão chocados...relaxem...tem mais
Dessa bagaceira toda Morgana engravida, a qual dá a luz à Mordred, que assume o posto de fodedor de vida alheia.
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Como se as fogueira não fossem sacanas o suficiente, ainda temos Morgause, Irmã mais nova e mais bonita de Viviane e Igraine, tia de Morgana e de Arthur e blablá odeio arvore genealógica. Enfim, ela é uma ninfomaníaca incorrigível e casada com o um Rei extremamente mulherengo, ambos trocam chifres e não se importam.e provavelmente promovem orgias em seu reino. É ela quem cria Mordred, filho da relação incestuosa de Arthur e Morgana, e tenho certeza da culpa de ele ser patife é dela e não da Deusa.

Ainda tem a Ilha das fadas. Onde Morgana Puta da vida, depois de ter parido, e visto seu irmão casar com a vaca da Gwenhwyfar -falarei dela daqui a pouco.- levar foras do Lancelot porque ele quer a vaca da Gwenhwyfar também. Com dor de cotovelo e sentindo que sua única utilidade é tocar harpa, ela abandona o reino de Arthur, mas não volta para Avalon de onde já tinha dado um de rebelde e fugido também. Eis que nossa sacerdotisa encontra o mundo das fadas
Ohhh
Nesse reino ela toma chá de cogumelos amarelos, perde a noção do tempo do espaço e da higiene. Mantém relação homossexual, acha que tem visões, dá para um cara com chifres que não sei se era o tal Deus, se era zoofilia, ou se o cara estava numa festa a fantasia...sei que ela narra que a festa nunca acaba porque lá não amanhece nem anoitece, o tempo é realmente estagnado de tal maneira que quando ela sai de lá já se passaram...sei lá, uns 5 anos !!!!! eita nós
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Sim a vaca: Gwenhwyfar:
Loirinha, linda que todo mundo quer. Cristã Fanática, doida de pedra, insuportável, arrogante e mimada o fato de eu não gostar de mulheres loiras é culpa estritamente de Gwenhwyfar. É dada a Arthur que só se casa com ela por receber de dote uma porrada de cavalos bons cavalos- e cavaleiros. Como é totalmente insatisfeita com a vida maravilhosa de rainha que tem veja bem, ela é a grande rainha, isso é um peso, não ter de fazer nada, ter trocentos criados para atende-la, ser casada com o grande rei da Bretanha, carinhoso, lindo e rico, não ter suas burrices e decisões contestadas...uma vida dura, não acham?- Vive desejando Lancelot que em todos os tomos deixa bem claro seu amor por Arthur enfatizando um romance gay e um triângulo amoroso onde não se sabe quem é que é dividido ali no fim do segundo livro A Grande Rainha- temos um ménage entre eles. E depois disso ela pega gosto pela safadeza e isso causará a destruição e fim de papo

Poderia ficar aqui falando de como odeio Gwenhwyfar por ela ser pior que a mocinha retardada do crepúsculo, poderia falar dos bunda lelês que são muitos, mas demoraria uma vida, são quatro livros, totalmente detalhados chato as vezes, mas compensa -. Se você só lê livro de banca, ou espera um felizes para sempre, não leia As Brumas de Avalon, e se você tiver menos de 13 anos é bom que atrase um pouco essa leitura também....

*Os livros são bem detalhados tornado-se chatos muitos vezes, mas brincadeiras a parte a obra é surpreendente

O filme difere bastante do livro, mas vale a pena ser visto porque nada ninguém mais que ANGELICA HUSTON é quem interpreta a filha da p...quer dizer Viviane, o Rei Arthur não é tão pau mandado pela vaca de sua esposa, nem tornasse cristão. Morgause é apresentada como vilã por querer que um de seus filhos subam ao trono com a morte de Arthur. Os padres não são tão rígidos a ponto de não aceitar a diversidade religiosa. O final do filme é que é uma cagada, onde poucos morrem e Morgana e Gwenhwyfar se reconciliam... bem, sabe como é, filmes sempre estragam as obras. É bem mais leve e pode ser vista por seus filhos!!!!!!

Pesquisas:
Relacionados a esta obra, temos Queda de Atlântida (volume I e II), e Ancestrais de Avalon (póstumo e encerrado por sua colega), Casa da Floresta, Senhora de Avalon, Sacerdotisa de Avalon, Brumas de Avalon. No entanto, não foram desenvolvidos linearmente pela autora.

Fernanda Samie 26/07/2011minha estante
Adorei sua resenha! Eu estou quase sem folego de tanto rir!
O que você disse sobre Gwenhwyfar é o que sempre pensei, sem contar que ela é a estraga prazer dos "romances" de Morgana! (Ela (a loirinha) é um porre, pelo amor de Deus!!!, A Morgana só é a criatura em que tudo que tinha que dar errado, dá... Nem consegue casar com o carinha novinho e bonitinho....)
=D


Elenai 01/10/2011minha estante
Me rachei de rir!!
Adorei também! Comprei todos os volumes mas ainda não iniciei a leitura, já vi o filme e sei que mudou muitos e muitos trechos do livro. No filme eu já achei a Gwenhwyfar xarope!


MARY 05/01/2012minha estante
Muito boa a resenha! É bem o que acontece mesmo =D


Vivian Nimue 25/01/2012minha estante
Você devia sinalizar Spoiler.


Bruna 02/10/2012minha estante
Gente, tive que vir comentar que, paguei R$16,00 nessa coleção no submarino, to boba até agora. Agora esta R$30,00 parece. Estou ansiosa para eles chegarem para poder ler =]


Danatiele 26/10/2012minha estante
ADOREI a sua resenha.. e compartilho da mesma ideia, a cada página que lia ficava pensando.. gente, que putaria e viadagem.. e quando vi o título da sua resenha já percebi que ia gostar e dar risada ;)


Douglas 14/04/2013minha estante
Entre tudo vc deveria saber distinguir o tamanho do spoiler que deu ao livro.


Nolo 04/10/2013minha estante
Nossa sei nem oq dizer... Ao msm tempo fala do livro com desprezo e ao msm tempo acha q é uma incrivel obra... Vc n é mt sensivel em relação a literatura n é?


carol 15/10/2013minha estante
kkkkkkkk racheii


Rafa Loira 21/10/2013minha estante
Bem, acabei de ler os quatro e dei muita risada com a sua resenha, e tenho que concordar com você, nunca menosprezei tanto um personagem como esta Gwenhwyfar. Porém, sinalize como spam, para que não leu ainda fica chato.
E ah não compartilho da sua opinião na parte em que diz que tem algumas partes chatas, eu praticamente devorei, e achei cada página uma maravilha...


Bozolina 02/11/2013minha estante
Morri de tanto rir da sua resenha!! kkkkkkkk deu vontade de reler os livros... faz anos que li.


Haruna 09/11/2013minha estante
kkkkkkkkkkk minha tia me deu esses livros para eu ler quando eu tinha 12 ou 11 fiq tuei bem chocada,até mais do que lendo a bíblia .Vc tem razão,é pura safadeza kkk apesar de que na época em que eu li não entedesse mt do assunto.


Gabi 03/01/2014minha estante
Cara,
você apenas estragou completamente a história do livro, a religiao (que nao é essa brincadeira ridicula que vc descreveu, pq você fala como se fosse idiota1)e etc. Resenha ridícula!!!!!!!!!! Lancelote NUNCA foi gay, ele tinha um amor de primo por arthur r nao gay


Cleison 18/01/2014minha estante
Interessante seu ponto de vista distorcido. Ri muito... kkkk
Mas deve marcar como spoiler, senão estraga o prazer da galera que vai ler.


MC 06/03/2014minha estante
Me acabei de rir da resenha, e tb da menina que disse que Lance não era gay, sendo que ele fala isso no livro...


Carol 26/04/2014minha estante
MELHOR RESENHA QUE EU JÁ LI NA MINHA VIDA!
Ainda não li esses livros mas depois dessa me deu muita vontade de ler kkkkkk
chorei de rir.


thaahsousa 25/08/2014minha estante
Achei a resenha bem ridícula e cheia de desdém, o que acredito que tenha sido a tua intenção original. A propósito, marque como spam.


Carolina 29/12/2014minha estante
ADOREI! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Devia recomendar pra a galera que ta falando mal das brumas nessas resenhas daqui viu? Tanta gente falando merda que sei não viu AUSHAUSHAUHSUAHSUAHS
Mitou!


daniele.suzan 18/01/2015minha estante
Sua resenha é incrível, morri de rir. A Gwenhwyfar é um saco mesmo. Mesmo eu tendo assistido o fillme antes de ler o livro, ficava torcendo para o Arthur dar um é na bunda da Gwenhyfar e fizesse o Lancelot de rainha.


adenilza.rodrigues.5 13/03/2015minha estante
Sempre gostei de ler. Nunca enrolo pra terminar um livro. Comprei a serie brumas avalon, numa promocao. Estou achando muito cansativa, chata, deprimente, e como vc disse a maior putaria. Sua resenha e incrivel, chorei de rir. Mas este livro eu nao consigo terminar, nao sei porque. Agora voce diz que vai so piorar!!!! To na duvida se continuo.


Jossi 17/04/2015minha estante
Que resenha ridícula!
Uma obra bem escrita, isso sim. Com personagens interessantes, cheios de erros e acertos como todos os seres humanos são. A história-lenda da Ilha das Névoas Eternas, o livro é uma bela aventura que mistura magia, amores proibidos e mostra como foi o início da Grã-Bretanha através da geração dos primeiros reis (lendários, claro).
A história imaginada por Marion é bastante fantástica, tanto em termos temáticos, como em termos de relacionamentos humanos: Ela pensou um romance com muitos dramas, encontros, desencontros, emoções conflituosas e paixões inesquecíveis. Não é uma história para risadas ou risos debochados. Quem ler, entenderá: Tem todos os ingredientes de uma bela saga, com personagens envolventes com os quais qualquer leitor se identificará prontamente.

Portanto, não é uma comédia. É uma saga que mistura romance, drama e misticismo.


Fernanda.Jahel 07/06/2018minha estante
Tenho uma prova sobre esse livro, e eu não o li! Estou apenas lendo esse resumo, será que eu consigo fazer a prova de boas ? ^^




Nando 10/12/2010

Minha Resenha no Sobre Livros:
Originalmente publicada em:
http://www.sobrelivros.com.br/resenha-as-brumas-de-avalon-marion-zimmer-bradley/

Não acho certo escrever a resenha dessa série, como sendo quatro livros separados, uma vez que a ligação entre eles é tanta, que nos EUA a serie foi lançada como um único livro.

Como 99,99% dos leitores atuais dessa série, eu a comprei na Promoção especial do Submarino, e posso afirmar que não me arrependo.

Ok, a série não foi o que eu pensava, já que eu imaginava descrições de batalhas, duelos de espada, cabeças decepadas, flancos alvejados por flechas, braços mutilados (ta bom já chega né?) e coisas assim, porém a série me ganhou por outro lado: o humano.

Escrito e descrito pelas mulheres que estavam nos bastidores da saga do Rei Artur, como Guinevere (chamada no livro de Gwenhwyfar), Morgana, Viviane, Igraine, e algumas outras, a serie nos dá uma visão diferente do homem Artur e dos acontecimentos que vieram a torna-lo um dos maiores reis da Grã-Bretanha (lembrando que a sua existência não foi comprovada cientificamente).

Prepare-se para uma nova perspectiva da lenda: a Excalibur não estava em uma pedra, mas foi dada de presente a Arthur, Morgana não era uma feiticeira perversa, o Merlin não é uma pessoa, mas um título dos Druidas, entre outros detalhes que foram inseridos/modificados pela autora, mas que só deixaram a lenda mais interessante.

O choque de culturas e religiões também foi brilhantemente descrito por Marion. A luta entre o Cristianismo (representado por Guinevere) e a religião dos Druidas (representado por Morgana), ambas usando da influencia do Rei para proclamar a fé que cada uma acreditava ser a melhor.

Sem contar o Merlin. Se me pedissem para dizer qual o personagem mais sábio das historias de ficção que já li, esse seria o Merlin de Marion Zimmer Bradley. Suas aparições eram esporádicas, mas sempre tinha uma palavra sábia para proferir, principalmente a respeito de religião. Lembrando que me refiro a Taliesim, o Merlin Original, já que no livro o Merlin é um titulo e não um homem.

Enfim, indico essa Saga a todos que tem curiosidade de ter uma visão mais humana e dramática da lenda do Rei Artur. Porém não indico aqueles que procuram grandes guerras épicas, batalhas sangrentas, pois apesar de serem citadas, não são descritas (senti muito a falta de uma boa batalha, mas entendi que não era essa a idéia dos livros).
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Bárbara 27/10/2016

Profanação, Feminismo e Pedofilia, no Livro e na Vida da Autora
Desde as primeiras páginas, eu me senti desconfortável lendo esse livro. Sim, a escrita é muito boa, a trama é emocionante e bem estruturada e isso é o que seduz os leitores inocentes que não têm conhecimento algum sobre a real história das guerras ocorridas na Bretanha.

Primeiramente, cada linha do livro é uma falta de respeito sem precedentes contra a Igreja Católica. As personagens reclamam dizendo que os cristãos não respeitam outras crenças, mas, nessas reclamações, são elas que não respeitam a Igreja, profanando os ícones religiosos católicos, as imagens sagradas e os dogmas preciosos. Não é para menos, porque a autora defende e realmente crê no neopaganismo, sendo que ela até mesmo fundou um instituto neopagão nos Estados Unidos (essa informação pode ser encontrada facilmente na sua biografia). Ela tem o direito de acreditar no que bem entender, claro e óbvio, mas não tem direito nenhum de ofender outra fé. Para disfarçar suas agressões contra o Catolicismo, ela prega o ecumenismo mais falso e mal defendido nas páginas do seu livro: diz que, na verdade, existe um só deus, mas que ele tem nomes diferentes - por si só, já uma agressão descarada de qualquer outra fé, nem levando para o lado cristão.

Segundamente, temos o mais alto grau de feminismo bem explícito na obra. Os homens são desprezados, diminuídos e caluniados, são a fonte de tudo de ruim que acontece no livro e símbolos apenas de violência e sexo, como se fossem animais, e não seres humanos. Enquanto as mulheres são colocadas como toda a fonte de Inteligência e sabedoria, pobres coitadas usadas. escravizadas, inferiorizadas. Casos de violência contra as mulheres acontecem, sim, são pavorosos sim, têm que ser denunciados sim, mas não significa que, porque um homem age como um pervertido violento, todos os demais o sejam também e devam ser rotulados por isso. Do mesmo modo que existem mulheres adúlteras, pervertidas, ninfomaníacas e isso não justifica classificar todas as demais como meretrizes só por causa dessas que estão no erro.

E então, finalmente, o caso chocante: a pedofilia da vida real da autora. Marion Zimmer Bradley foi casada com um estuprador e, junto com ele, abusou violenta e sexualmente da sua filha até os 12 anos dela. A própria menina relatou, junto com seu irmão, as orgias bárbaras cometidas por seus pais. Nesses links há maiores informações:

https://www.theguardian.com/books/2014/jun/27/sff-community-marion-zimmer-bradley-daughter-accuses-abuse

http://theothermccain.com/2014/07/15/marion-zimmer-bradleys-son-describes-abuse-by-feminist-pagan-fiction-author/

Em português, porém, com poucas informações: https://nerdice.com/autora-de-brumas-de-avalon-e-acusada-de-estupro-por-sua-propria-filha

Acredito que as pessoas têm direito de ter acesso a visões diversas sobre um mesmo assunto. Por isso acho importante divulgar esse lamentável e horrível fato.
Dora Sales 14/12/2016minha estante
Sobre o livro, acredito que você não tenha percebido, mas nem os cristãos e nem o povo de Avalon está certo em seus julgamentos... Ambos querem impor sua religião! Mesmo Morgana que muitas vezes diz que quer apesar preservar a religião antiga, comete erros no percurso e percebe isso... A grande verdade é que os Merlins são os verdadeiros donos da razão, tanto Taliesin quanto Kevin, que perceberam que não há importância no que cada um acredita, desde que todos possam viver sem interferir na fé alheia e principalmente, sem ofender a fé alheia... Coisa que nem Arthur, nem Gwen, nem Morgana e nem Vivianne entenderam até então.
Sobre o feminismo... Espero que saiba que a intenção dos livros era fazer uma releitura da lenda do Rei Artur sob a perspectiva feminina (principalmente Morgana)! Isso está muito claro! E não acho que todos os homens sejam ruins nos livros, muitos tem grande personalidade e são bons, mas como disse, os livros são a visão feminina, portanto o foco não é eles, pois já existem livros que nos mostram esse lado (e são ótimos, se procurar vai encontrar inúmeros livros sobre o Rei Artur)... E nem todas as mulheres são fontes de sabedoria, pelo contrário, muitas são a própria representação da ignorância. Vale lembrar também que o que está nos livros é baseado nos históricos de época, portanto o que para nós é algo impensável, para a época muita coisa não era. Quando lemos qualquer livros temos que deixar de lado tudo o que entendemos por certo ou errado e tudo o que entendemos do mundo para que possamos imergir na narrativa e aproveita-la melhor, apenas depois fazemos as nossas considerações.
Quanto a "vida" da autora, nada tenho a ver com isso... Os livros são ótimos, muito bem escritos, e isso por si só me basta.

Sugiro que antes de comprar/ler qualquer livro procure pesquisar sobre ele antes, nem todo livro é feito para todos os tipos de pessoas... Deve-se procurar temas que te agradem, afinal ler é para ser algo prazeroso!


Bárbara 18/03/2017minha estante
Dora, acho que você se equivocou em algumas partes na interpretação da minha opinião sobre a obra. Minha crítica se direciona para falta de respeito da autora com a fé católica e seus ícones, para as falsas acusações que ela faz contra a Igreja e os missionários como se fosse um fato ocorrido na História (porque no início do livro há uma nota em que ela assume o caráter histórico da sua obra, embasado nas suas pesquisas, no qual ela insere a lenda fantástica do Rei Arthur). Talvez você tenha interpretado erroneamente o livro, mas os merlins não defendem a não interferência entre fés. Eles pregam que todas são iguais, e isso, como eu já escrevi na resenha, é uma afronta a cada uma das crenças existentes, pois as desvaloriza. Como você disse, é muito claro, realmente, que a intenção era escrever do ponto de vista feminino. Meu desagrado não foi esse, até porque essa era a novidade que eu achara interessante no livro à primeira vista - eu o comecei a ler gostando que o foco fosse feminino. Meu desagrado foi o fato já citado por mim de ela ter engrandecido as mulheres diante da diminuição dos homens (na resenha já dei exemplos, não os repetirei aqui). Eu tenho conhecimento e já li outras obras sobre o Rei Arthur, inclusive também estudei especificamente o período histórico em que se passa a lenda, pois tenho muito interesse por ele, portanto sou consciente da realidade daqueles séculos e o que era normal para eles ou não. Quanto à vida da autora, os livros são estruturalmente muito bem escritos, eu reconheço outra vez para você, e, é, nada a ver com a vida dela além do fato de ela ter sido uma criminosa e defender a pedofilia no livro. Poderia te indicar as páginas aqui, mas não tenho o exemplar para olhar para você. (Era uma parte que tinha um ritual para realizar magia.) Concordo plenamente sobre pesquisar antes a respeito dos livros, boa sugestão, eu a sigo sempre. Não tinha como eu saber antes de ler que haveria tantos desrespeitos à humanidade na obra, esse tipo de coisa não vem escrito na sinopse. É por isso que às vezes achamos que vamos agradar de uma obra, mas somos decepcionados depois.

Eu entendi o seu ponto de vista, compreendi que você não foi incomodada durante a leitura pelos mesmas coisas que eu. Não tenho intenção de fazê-la concordar comigo. Eu só achei necessário explicar melhor algumas questões sobre minha opinião para que não haja equívocos sobre ela, okay? Muito obrigada pelo seu comentário! Boas leituras ;)


Zatto 03/10/2017minha estante
Wow. Obrigado! Li este livro a uns 15 anos atrás e eu era uma criança bem inocente, não havia percebido o homossexualismo entre Arthur e Lance. Já o descaso com o cristianismo é escancarado, o feminismo eu encarei como uma preferencia da autora, mas o que me deixou mais obrigado a te agradecer foi a informação que deu acerca do escandalo da vida da autora.
Faço destas palavras, minhas próprias: "I can forgive artists for falling short of their ideals, but not for CHILD ABUSE. Will never recommend any of her work again. You can't cover shit in gold leaf and then claim it doesn't stink."
Um livro que jamais vou recomendar novamente...


Carol Kowalski 03/07/2018minha estante
Falta de respeito e ofensa foi como a Igreja Católica impôs sua religião diante de religiões antigas, roubando divindades (dentre outras coisas), matando e "persuadindo" as pessoas para se juntarem ao catolicismo. ¬_¬'




John 04/08/2010

Cristianismo versus paganismo
As Brumas de Avalon é uma estória fascinante que aborda os conflitos que ocorrem tanto na mente de uma pessoa quanto no 'espírito de época' (ou Zeitgeist, no termo alemão) com relação ao choque de duas novas formas de ver o mundo.

Com um misticismo agradável e uma frequente mostra de como o cristianismo 'dominou' o mundo, isolando e expulsando as antigas ideias sobre magia e natureza do paganismo, o livro prende a atenção do leitor e o força a tentar definir de que lado ele está.

O leitor sagaz, porém, perceberá que a resposta nunca é uma só e captará nas palavras dos Merlins da Bretanha o que a autora realmente acredita e o que é o mais sensato: a religião é só mais uma forma de dar nomes aos ideias que o homem acredita, e esses ideias são praticamente os mesmos para todas elas - ou seja, Deus é o UNO.

Apesar da excelente literatura de Marion Zimmer Bradley, a editora falhou horrorosamente com essa edição. Má qualidade na tradução e erros gramaticais são abundantes, o que não impede de ter uma leitura agradável, mas causa um desconforto por maltratar nosso português.
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Ragana 16/12/2009

Total de acordo
Kheyla escreveu exatamente o que eu precisava sobre esta obra.

Kheylinha 27/11/2009

"...O que me impediu de adorar esse livro foi a Gwenhwyfar.Nunca tive tanta antipatia por um personagem como tenho por ela.Uma carola nata e infértil que enquanto tece mantos para a virgem se consome de desejo pelo Lancelote.Consegue ver o demonio em todos menos em si mesma."

Eu tirei 2 estrelas só por causa da chatice da Gwenhwyfar. Queria muito que ela se deparasse com um portal dimensional e fosse atropelada por um trem bala em um futuro distante.

Mas para quem consegue engolir em seco e ser imparcial...é uma leitura perfeita!
Lucas Nog 12/02/2010minha estante
Mas Ragana, isso é mais um ponto que dá à obra o caráter de ter sido bem escrita. É difícil um autor nos causar tamanho sentimento por alguém, ainda mais um sentimento de ódio, de "nojo". Acho que a raiva que senti pela "Guinevere" (prefiro esse modo de escrever o nome dela) me fez apreciar ainda mais a obra.


Tainá Antunes 08/11/2015minha estante
Você tirou duas estrelas do livro por odiar uma personagem que foi criada pra ser odiada. Nossa, qual a lógica disso?




* Alê * 15/03/2013

Os 4 volumes que compõem As Brumas de Avalon são: A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore. É a grande obra de Marion Zimmer Bradley, que reconta a lenda do rei Artur através dos olhos das heroínas da saga. Igraine, Viviane, Guinevere e Morgana revelam através da história de suas vidas e sentimentos a lenda do rei Artur, como se ela fosse nova e original.

Trata-se, antes de tudo, da história do conflito entre o cristianismo, representado por Guinevere, e da velha religião de Avalon, representada por Morgana. Mas, o mais interessante do livro é que Marion Zimmer Bradley constrói essa nova visão, sem destruir a lenda.
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Mary 02/07/2012

Dividida em quatro livros (A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo Rei e O Prisioneiro da Árvore), As Brumas de Avalon conta a história desde antes do nascimento de Arthur, passando por sua luta para unificar a Bretanha até o afastamento de Avalon. Diferentemente das outras histórias, a série não foca nas batalhas contra os saxões e sim na Corte de Camelot e suas personagens femininas, que lutam pelo poder, política e religião, tendo como personagem principal Morgana.
Marion escreve com maestria, de uma maneira que chegamos a indagar se é real ou não sua escrita. Os personagens são profundos e muito bem caracterizados e humanizados. Houve momentos durante minha leitura em que eu fui obrigada a parar, fechar o livro e respirar fundo, porque parecia que estava presente na cena de uma maneira tão intensa que me desnorteou.

Avalon estava atrás de mim, e ela havia renunciado. A ilha era bela ao sol nascente, mas não me voltei para um último olhar para o Tor ou as pedras em círculo. – A Senhora da Magia, pág 247

Os livros são escritos em terceira pessoa a maior parte do livro, tirando algumas passagens que Morgana expressa acontecimentos e pensamentos. A leitura é fácil, não são livros grossos nem cansativos. A tradução foi muito bem feita e não vi nenhum erro de grafia ou digitação. Além de ser uma ótima leitura e distração, podemos aprender um pouco dos costumes da Idade Média.

Leia a resenha no blog: http://jardimdeborboletas.wordpress.com/2012/05/28/resenha-da-serie-as-brumas-de-avalon/
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Luan Poppe 08/06/2015

Muito bom
Peguei este livro emprestado de uma amiga minha, que ficou insistindo uma vida para que eu lesse essa série Brumas de Avalon, kkk. Por fim, digo que gostei muito de ter seguido a indicação dela. Achei a forma como a autora aborda esta história sensacional e muito inovadora, por se passar em grande parte no ponto de vista de mulheres numa época em que, em geral, elas não tinham poder nenhum nem direitos. Não conheço quase nada sobre as lendas do Rei Artur, então não tenho como comparar e dizer se a autora segue fielmente ou não as lendas. O livro é interessante também por haver nele um debate e reflexões sobre as religiões, cristã ou não, e as ideias e pensamentos apresentados são interessantes, mesmo para quem não concorde, pois é um ponto de vista que leva à reflexão de algumas coisas. Por fim, indico o livro pra quem quiser conhecer a história do Rei Artur sob uma óptica diferente, com personagens mulheres fortes em um momento histórico em que elas não tinham voz na sociedade.
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PamLeon 19/07/2015

O outro lado de Arthur
Nesta saga a autora nos possibilita ver o outro lado da lenda do Rei Arthur, pelas mulheres que passaram pela sua vida.
Uma historia que envolve cavaleiros, magia e conflitos políticos Zimmer consegue te transportar pra época medieval e se identificar com a personagem Morgana, principal do livro. Admito que o 4º e ultimo livro não é o meu favorito mas até lá a historia foi conduzida muito bem!
Recomendo aqueles que como eu gostam de entrar em contato com o período medieval ;)
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adriane 28/05/2015

Mundo em transição
No começo, pensei que seria apenas a estória do embate cristianismo versus paganismo...Mas não, a longa discussão sobre o assunto serve apenas para ambientar a época e os personagens e fornecer o pano de fundo explicativo para as ações/atitudes de cada um deles. Na verdade, trata-se da luta entre velhos e novos costumes e idéias, numa época em que o mundo estava em transição. A série toda foi muito boa, mas achei que no volume 4 a autora poderia ter explorado melhor os acontecimentos finais, discorrido por mais páginas sobre a morte de Artur e o declínio de tudo pelo que ele lutou durante sua vida.
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Érica 08/02/2014

Brumas que protegem nossas ilhas sagradas
A coleção As Brumas de Avalon, constituída pelos livros A senhora da Magia, A grande Rainha, O Gamo- Rei e O prisioneiro da árvore caíram em minhas mãos quando eu era ainda adolescente tinha cerca de quinze anos e os obtive emprestados de uma professora.

Iniciei a leitura meio clandestinamente como sempre ocorria quando eu me pegava lendo livros que estavam em desacordo com as crenças religiosas segundo as quais eu fora criada. E as Brumas batem forte nestas crenças. Enquanto eu fui criada como cristã, a ficção de Marion Zimmer Bradley é pagã porquanto possui uma narradora que é alta sacerdotisa do culto celta antigo, reproduzido segundo a interpretação da ficcionista que foi, ela mesma, wiccan durante boa parte de sua vida.

E, confesso que fiquei fascinada pela visão de Bradley das estórias sobre o ciclo arturiano sim, aquelas lendas legais que inventaram os super-heróis só que sem super-poderes afinal, os Cavaleiros da Távola Redonda, companheiros do Rei Arthur, nada mais são do que defensores da justiça, espalhando paz por onde passavam em sua busca eterna pelo Santo Graal. Já havia lido vários livros do ciclo arturiano quando iniciei a leitura da série e realmente, me surpreendi com o tom do enredo absolutamente diverso dos que já havia lido.

Primeiramente, boa parte da testosterona foi removida os mais afoitos diriam que com ela saiu metade da aventura, mas se você for paciente o suficiente, verá que não: a aventura permanece ali, mas de maneira menos agitada. O livro, afinal narra a vida do Rei Arthur sob a perspectiva de sua irmã, a Duquesa da Cornualha, Morgana LeFay ou Morgana das Fadas.

O primeiro livro, A Senhora da Magia, como seu título sugere, tem por personagens principais Viviane, a Senhora do Lago, matriarca pagã e de grande ascendência política; e Igraine, sua irmã a qual foi dada em casamento a um cristão, com quem teve Morgana. O casamento se deu meramente por interesses políticos ligados à manutenção de Avalon a ilha secreta, centro do culto da Deusa Ceridwen, a qual foi afastada do mundo por uma grande magia druida com o objetivo de protegê-la do avanço cristão. Ela está, por isso, envolta pelas brumas do título da série, e apenas pode ser alcançada por sacerdotisas treinadas e capazes de chamar a barca sagrada, levantar o véu e entrar.

Quando começa o enredo, a Bretanha está sendo invadida pelos saxões e seu Grande Rei Ambrósio está velho e morrendo. Viviane, através de suas manobras, quer assegurar que sua terra permaneça coesa e combata junta a ameaça exterior. Além disto, ela quer preservar o respeito ao culto da Deusa.

Para isto, o próximo Grande Rei deverá ser alguém a quem os pictos, o povo pequeno e os cristãos possam servir juntos. Assim, consultando a Visão e usando de sua sabedoria, sempre acompanhada do Merlim - aqui um título e não um nome ela decide casar sua irmã com Uther, o Duque de Guerra de Ambrósio, coroando-o segundo os ritos ancestrais, como um rei pagão, levando sempre em consideração a linhagem materna, representada pelo sangue real de Avalon presente em Igraine.
Os padres o coroariam como cristão, o que representaria a união e o respeito entre as crenças que agora dividiam a Bretanha.

É interessante notar como em sua ficção, Bradley explica detalhes ostensivamente ignorados por outros contadores das lendas arturianas. Por exemplo, explica como Gwydion, chamado Mordred, filho incestuoso de Arthur e Morgana foi gerado durante sua coroação pelo ritual pagão durante o qual o consorte da Rainha deve matar um gamo ou ser morto por ele para renovar a terra. Ela ainda fala do amor que une Galahad, conhecido por Lancelot, e Guinevere, a esposa de Arthur e o porquê deste os tolerar como amantes em sua corte.

Mas, realmente, para mim, o mais importante foi a maneira pela qual a estória foi contada ressaltando personagens femininos e suas contradições históricas e religiosas, especialmente quando são comparadas a forma libertária e pensante como as sacerdotisas da Deusa e seu povo são educados e a forma opressiva e depreciativa que as mulheres e homens o são no núcleo cristão.

A forma como as duas religiões são sempre colocadas em oposição neste livro, com o cristianismo sempre saindo em desvantagem, causou, inclusive, a fúria de alguns movimentos religiosos o que, engraçadamente, apenas reforça a argumentação implícita da autora.
Devo confessar que esta série tocou certas cordas da minha personalidade ajudando a construir quem eu sou hoje e minha maneira muito particular de enxergar o mundo e as relações interpessoais (fizeram isto esta série e um outro livro do qual falarei posteriormente).

E que, mesmo depois das dezenas de livros que já li sobre o Sagrado Feminino que está tão na moda hoje jamais encontrei um tão bem escrito, com personagens tanto femininos quanto masculinos tão densos e palpáveis quanto os de Bradley.

(publicado no jornal cultural "Conhece-te a ti mesmo")
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Vinícius 11/01/2015

[RESENHA] - AS BRUMAS DE AVALON
"e todas os Deuses são uma deusa, e há apenas um iniciador. E a cada homem a sua verdade, e Deus com ela".

As Brumas de Avalon, uma série de quatro livros escritos por Marion Zimmer Bradley. Trata da tão comentada lenda do Rei Arthur da Bretanha, essa "quadrilogia" trata sobretudo do homem, das escolhas do homem, das crenças do homem, e do destino que cabe ao homem devido as suas escolhas e crenças. É uma narrativa excepcional, emocionante.
É certo que todas as pessoas que conheço (não necessariamente pessoalmente) que leram a amam de paixão, muitas vezes a tendo como a sua obra favorita. Eu devo admitir que em certar partes eu considerei o livro cansativo, principalmente nas partes onde a autora narra os pensamentos amorosos das personagens e o sofrimento de desejar um amor proibido, como no caso de Gwenhwyfar e Lancelot, porém nada no mundo deve te impedir de ler essa obra.
Como eu disse a obra é rica por tratar dos dramas humanos de todas as espécies, desde o incesto até o amor platônico, a tragédia e até mesmo a religião, essa frase com a qual abri a resenha representa bem o cunho religioso do livro.

Logo no primeiro volume somos apresentados a Viviane, a rainha do lago, sacerdotisa que representa a grande Deusa (deusa cultuada pelo povo de Avalon), Avalon é uma ilha envolta em Brumas, sendo necessário para adentrar seu território uma sacerdotisa capaz de com um encanto afastar as brumas. Avalon é acima de tudo um mundo encantado (sim, a obra tem um cunho fantasioso forte).
Viviane sendo representante da Deusa em pessoa é capaz de com encantamentos utilizar o que as sacerdotisas chamam de Visão, que permite que elas veja o futuro ou até mesmo 'profetizar'. Viviane dirige-se a Cornualha acompanhada com Merlim da Bretanha, onde sua irmã Igraine é casada com o duque da Cornualha Gorlois. Nesse encontro Viviane revela a Igraine que o Grande Rei da Bretanha Ambrósio está prestes a falecer, e que com a ascensão do Cristianismo a religião antiga da Deusa está caindo no esquecimento, e conforme isso acontece Avalon se afunda mais e mais nas Brumas, podendo chegar ao ponto de sair do mundo real.
Viviane então profetiza que Igraine deve se casar com o próximo Rei da Bretanha Uther Pendragon e que desse casamento nascerá aquele que unificará a Bretanha e vencerá os Saxões. Esse rei que nascerá será Arthur, com esse plano Viviane tem o intuito de coroar Arthur segundo os rituais de Avalon e torna-lo fiel a eles para que Avalon não caia nas Brumas.
Aí temos o primeiro grande conflito interno da obra onda Igraine já casada, com um homem que não ama embora o respeite pois tem com ele uma filha, Morgana, tendo que conquistar Uther seu amado. Sucede uma série de acontecimentos (não citarei aqui claro pois o intuito não é recontar o livro e sim dar uma breve introdução) em que Uther se casa com Igraine e dá a luz a Arthur (após isso ele nunca mais foi capaz de dar um filho a Uther).
Arthur após sofrer risco de vida por uma armação da própria tia e do cunhado Lot, ganancioso pelo trono, senão para si para seus filhos, Arthur é enviado para ser criado em outro reino. Após a morte de Uther, Arthur é coroado nas ilhas de Avalon em um dos rituais onde ele se deita com uma sacerdotisa virgem, e bem não vou falar quem é claro!
Após esses eventos Morgana faz para seu meio-irmão Arthur uma bainha para a espada Excalibur, bainha essa que independente da gravidade do ferimento que Arthur venha a sofrer ele não sangrará até morrer.
No segundo volume somos apresentados a Gwenhwyfar (odeio ela) que vem a ser a Grande Rainha, esposa de Arthur (inclusive a Tavola Redonda que tanto se fala foi uma parte do dote dado a Arthur pelo sogro). Nesse período Morgana morava com a tia Morgause no Reino de Lot.
Na grande guerra com os saxões Gwenhwyfar cose uma bandeira da virgem para Arthur levar na frente do pelotão, ele acata a mulher e abandona a haste do Pendragon, traindo assim o juramento feito a Avalon, nesse ponto outro conflito é estabelecido, o religioso, onde Arthur e Avalon não estão mais acertados.
Grande parte do segundo livro explora o psicológico de Gwenhwyfar, onde ela é atormentada por desejos carnais pelo cavaleiro (fiel e grande amido de Arthur) filho de Viviane, Lancelot, essa parte em especifico eu me canso um pouco por achar a autora um pouco repetitiva.
Pode parecer que com isso a história já está contada mas em cada volume temos uma série de acontecimentos centrais que guiam a estória. O livro é muito denso, embora curto, mesmo porque a autora as vezes em poucos parágrafos da grandes saltos na estória.
Seguido desses acontecimentos ainda temos muitas coisas, como o nascimento de Mordred, filho de Morgana, a paz com os saxões, a mudança de Caerleon para Camelot, o desenvolvimento do amor de Lancelot por Gwenhwyfar, vários cavaleiros são nomeados por Arthur. E a trama só cresce, caminhando para uma iminente tragédia
Como eu disse no começo o livro tem um tom profético em muitas partes, porém profecias essas que são feitas por escolhas acima de tudo, e dessas escolhas pode-se colher mil frutos bons, mas nem todos o serão. Todas os atos tem suas consequências e o destino com certeza irá cobrar com sangue e pranto o que lhe é devido.

***

Acabei injustamente na minha rápida introdução de alguns fatos do livro omitindo umas das personagens, a filha de Igraine, Morgana das fadas. Morgana é de longe minha personagem favorita e considero-a como a principal personagem do livro até mais que Arthur.
Morgana luta por seus ideais maiores, compreendo as motivações e frustrações dela ao longo do conto.
Morgana nasceu na Cornualha filha de uma jovem Igraine e Gorlois, o Duque. Em sua infância na Cornualha sempre fora agarrada a mãe e a mãe, sozinha no recinto, a filha. Tudo muda após o casamento de Igraine com Uther o Pendragon, a partir desse ponto Igraine fica devota ao marido, negligenciando Arthur à Morgana, que a princípio despreza-o, tratando-o como coisinha feia. Porém depois cria um laço quase que maternal com o meio-irmão.
Após Arthur ter sido mandado para outro reino para ser criado Morgana, que é dotada da visão, parte para Avalon com Viviane para ser treinada Sacerdotisa, e possivelmente suceder Viviane como Rainha do Lago.
Viviane instrui Morgana a guardar sua virgindade para hora oportuna, e Morgana o fez. A unica vez que cogitou desobedece-la foi quando o filho de Viviane, Galahad (Sim, o Lancelot) visita Avalon, logo ambos são envolvidos por uma aura romântica, chegando a quase se amarem.
A aura acaba quando, perdida nas brumas de Avalon, uma jovem e ainda residente de um convento Gwenhwyfar aparece, fisgando Lancelot para sempre, e o afastando de Morgana. Esse é o primeiro conflito de Morgana que amava, e amou Lancelot por um longo tempo.
Futuramente após alguns fatos Morgana renuncia a Avalon e vai viver com Morgause sua tia, nesse pornto Morgana é introduzida ao fatos externos a Avalon, dando início a uma gama de tramas também. Não pretendo me estender mais agora.

***

Meu objetivo foi dar uma geral do início da trama que se desenvolve para demonstrar a complexidade dos acontecimentos na obra, eu recomendo essa leitura, é um livro maravilhoso!

site: http://xxiwizards.blogspot.com.br/2015/01/resenha-as-brumas-de-avalon.html
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Joviana 18/01/2014

As Crônicas de Artur... ou de Morgana das Fadas!
As Brumas de Avalon, coleção de 4 volumes escritos primorosamente pela talentosa Marion Zimmer Bradley, constituem um relato intenso, criativo e envolvente das crônicas do Rei Artur e os seus Cavaleiros da Távola Redonda por uma ótica ainda não explorada de suas mulheres.
Morgana , Guinevere (que aqui se torna Gwenhwyfar), Morgause e mesmo Igraine e Viviane ganham vida de fato, e se apresentam de forma multidimensionada e profunda.

Um relato tão palpável que durante a leitura temos a real impressão de que o mundo criado por Bradley está ao alcance das mãos.

Podemos destacar a evolução de seus personagens como um ponto extremamente positivo da série. A autora nos leva a conhecer os posicionamentos mais infantis de seus personagens, fazendo-os evoluírem e se modificarem a medida que os anos implacáveis forma rugas em torno dos olhos de cada um deles. Podemos aceitar que as decisões mais dolorosas de Morgana são apenas desígnios incontestáveis da Grande Deusa, ou apenas eco de sua própria convicção e orgulho. Não há respostas prontas ou fatos indiscutíveis em "As Brumas de Avalon".

Feitiçarias, fé cega (ou não), paixões avassaladoras, amizade e ambição misturam-se para formar uma trama construída de forma muito natural e crível.Terminar de lê-lo gera uma certa saudade e melancolia, como as brumas se fechando em torno da esquecida cidade de Avalon.

Recomendo!

Joviana Marques
Clube do Livro JF
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Vanessa 05/04/2015

Bom
Livro muito cansativo, principalmente o primeiro e metade do segundo que é só narração das guerras e tal, a História mesmo só começa a partir da metade do segundo livro, a partir do terceiro e o quarto livro são incríveis! Muito bacana só acho que a autora poderia ter reduzido porque se você não tiver coragem de ler kkkk vc desiste no primeiro livro Rsrs e nem assiram o filme se lerem o livro Pq é muita decepção kkkk
Luiz Carlos 24/04/2015minha estante
Será que compensa continuar a ler? Parei um pouco antes do final do primeiro livro, sinceramente muito cansativo.


Anne 27/08/2015minha estante
Achei esse livro insuportável, a leitura foi muito arrastada, mas honestamente não o indico a ninguém




Breno Rosa-Gomes 04/04/2012

Romance, cultura e historia
Essa coletânea narra a lendária e/ou real historia do rei Arthur, melhor dizendo sobre as mulheres de sua vida. Morgana, Guinevere, Viviane e outras ...
Alem de ser um ótimo romance, que nos fascina com seus ricos detalhes, mostra boa parte da arte e cultura dos Druidas da antiga civilização celta. Servindo de aprendizagem, nos trazendo o conhecimento de uma antiga religião pagã, muito rica por seus conceitos e tradições. Também nos da uma ideia de como foi o começo do domínio cristão no mundo.
Marion Zimmer Bradley, conseguiu misturar ficção e realidade em 4 livros que nos leva para o mundo antigo, onde existiam bruxas e magos, onde a magia e o respeito a sexo feminino dominava e já estava começando a perder sua força.
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