Realidades adaptadas

Realidades adaptadas Philip K. Dick




Resenhas - Realidades Adaptadas


59 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4


David 24/05/2020

Todos os contos presentes aqui foram adaptados para o cinema, mas sempre de maneira a atender ao apelo hollywoodiano, não aprofundando tanto nas sutilezas propostas pelo PKD. Às vezes os filmes são tão diferentes que causa estranheza comparar com os contos, mas é muito interessante fazer esse divertido exercício de ler e assistir ou assistir e ler.
comentários(0)comente



Antonio Luiz 19/09/2012

O escritor de ficção científica mais amado por Hollywood
Philip K. Dick ou PKD, como abreviam seus admiradores é, de longe, o autor de ficção científica mais adaptado para a tela. São, até agora, 14 produções baseadas em 11 obras (incluindo uma refilmagem, uma versão para tevê e uma sequência) e cinco projetos em andamento. Mas por que razão, exatamente? Embora muitos críticos e colegas o considerem um dos melhores, é muito menos popular entre os fãs do gênero que o Aldous Huxley de Admirável Mundo Novo, ao George Orwell de 1984, ao Frank Herbert de Duna, ao Isaac Asimov de Eu, Robô ou mesmo ao Douglas Adams de O Mochileiro das Galáxias.

Em 13 de setembro, a lista das 100 obras de ficção científica e fantasia mais vendidas da Amazon só continha uma de PKD: o conto Total Recall. Mesmo com a segunda superprodução nele inspirado em cartaz e custando apenas US$ 1,88 em e-book, estava em 81º lugar. Quando PKD é lembrado em alguma enquete ou lista amadora de melhores obras, é quase certo que o seja por um filme derivado de seu trabalho e não pelo próprio texto.

Para o leitor médio de ficção científica, é um autor difícil, por misturar realidades alteradas e engenhocas para mimetizar pessoas e impressões sensoriais com tramas complexas, de temas múltiplos e pouco óbvios e um estilo elíptico e de deliberada ambiguidade, num gênero que mais frequentemente peca por redundância e por excessos de explicação e doutrinação. Escreveu um leitor num fórum de internet: Os Três Estigmas de Palmer Eldrich me deixou com aquela sensação típica de estou boiando no meio do Pacífico e não sei para que lado fica a costa mais próxima (...)suspeito que, às vezes, o PKD dava uma de roteirista maldito de Lost e criava desfechava mistérios apenas pelo prazer de confundir os leitores.

Mas se tivesse sido essa a característica que seduziu Hollywood, é curiosa a frequência com que suas tramas foram simplificadas e diluídas em esquemas mais tradicionais de histórias de ação e amor. A antologia "Realidades Adaptadas" ao reunir sete dos contos de PKD que inspiraram o cinema, permite entrever o verdadeiro espírito da obra do escritor em suas fases iniciais e menos herméticas e entender por que o cinema a julga tão atraente, mesmo que retenha pouco ou nada de suas reais intenções. É uma leitura interessante tanto para o apreciador de ficção científica quanto para o cinéfilo.

O primeiro conto é Lembramos para você a preço de atacado, base dos dois filmes "Total Recall" ("O Vingador do Futuro", nas versões brasileiras). No conto de 1966, o protagonista, cuja vida é rotineira e sem emoções, tenta comprar a lembrança de ter viajado a Marte como agente secreto, mas com isso desperta outras lembranças, verdadeiras. Sem sair da Terra, luta com a empresa e o governo por sua verdadeira história e identidade. Ao fim se rende, tenta resolver o problema implantando outro pacote de lembranças e tem outra surpresa.

No filme de 1990, dirigido por Paul Verhoeven, a semelhança com o conto se esgota nos primeiros minutos e em seguida o herói vai fisicamente a Marte e se envolve numa aventura com mutantes, tecnologia alienígena, terraformação instantânea e um caso de amor, sem qualquer relação com a trama original. Já o filme de 2012, dirigido por Len Wiseman, nada mais tem a ver com Marte. Em vez disso, ao tentar comprar uma memória supostamente falsa, o protagonista se envolve no confronto político entre as duas potências que restaram numa Terra devastada e mais uma vez, numa história de amor.

O conto original nada tinha de romântico. O protagonista é casado, mas a relação com a esposa antipática e reclamona e que ao que tudo indica, na verdade é uma agente do governo designada para vigiá-lo é difícil, ela se recusa a apoiá-lo e o abandona no meio da história. A única outra mulher, recepcionista da empresa que vende sonhos, não tem nenhum envolvimento com o herói apesar de andar nua da cintura para cima e com seios pintados, segundo a moda nesse futuro imaginado por PKD.

Aliás, é uma constante: em algum momento de cada um dos sete contos desta antologia, a principal personagem feminina de alguma maneira trai a confiança do protagonista masculino ou não é o que ele pensava que era. Talvez isso reflita as dificuldades pessoais do autor com as mulheres (casou-se cinco vezes), mas nos textos aparece como um elemento de um tema mais amplo: a ambiguidade tanto realidade objetiva quanto da condição humana subjetiva e a insegurança dos protagonistas a seu respeito. É uma fascinante exploração literária, que varia de divertida à comovente, das próprias dúvidas de PKD, que foi diagnosticado como esquizofrênico na adolescência (embora outros especialistas o tenham considerado são, mais tarde), usava drogas e tinha estranhas visões e fantasias. Outra constante é que, em todos os casos, o papel da mulher foi drasticamente modificado nas versões cinematográficas.

O segundo conto, Segunda variedade, de 1953, deu origem ao filme "Screamers Assassinos Cibernéticos", dirigido por Christian Duguay e lançado em 1995. Em ambos os casos, trata-se de robôs assassinos que se disfarçam como humanos e confundem os protagonistas. Uma das diferenças entre o conto e o filme que mais saltam à vista é o cenário uma guerra total entre EUA e URSS no primeiro, uma guerra entre mineiros e seus empregadores numa colônia em outro planeta no segundo. Outra, mais uma vez, é o tema romântico, inexistente no primeiro.
Impostor, de 1953, inspirou o filme do mesmo nome, de 2002, dirigido por Gary Fleder. Em ambos os casos, o protagonista é um homem que enfrenta a suspeita de não ser ele mesmo e sim um robô criado por alienígenas para destruir um centro de pesquisa terrestre como homem-bomba. O filme é mais rico de personagens e peripécias que o conto curto que o inspirou, mas a história seria fundamentalmente a mesma, não fosse o fato de que no conto o personagem principal está sozinho em sua tentativa de provar que é humano, enquanto no filme tem o apoio de sua mulher e de um refugiado de um bombardeio alienígena (inexistente na trama original). Vale notar que o tema do protagonista em dúvida sobre ser ou não um robô reaparece na versão do diretor de Blade Runner (lançada em 1992, com ligeiras modificações no filme de 1982), apesar de estar ausente do romance de PKD que o inspirou, Andróides Sonham Com Carneiros Elétricos?, de 1968.

O relatório minoritário, de 1956, foi obviamente a inspiração para o filme "Minority Report A Nova Lei, de 2002", dirigido por Steven Spielberg. No conto e no filme, mutantes prescientes, usados para prever e impedir crimes graves e deter seus autores potenciais, apontam o chefe da polícia e protagonista como futuro assassino, criando problemas legais, políticos e lógicos, pois se alguém conhece o próprio futuro é levado a transformá-lo. Desta vez, o filme não só acrescenta personagens e incidentes, como vira de ponta-cabeça a trama política e o ponto de vista moral da história original. No conto, o homem a ser assassinado é uma importante figura política e militar que luta pelo poder, no filme é um pobre coitado. No conto, o antagonista quer desacreditar o sistema preventivo e o herói luta para preservá-lo, enquanto no filme acontece exatamente o contrário.

Vem em seguida O pagamento, de 1953, fundamento do filme homônimo de 2003 (em inglês, "Paycheck"), dirigido por John Woo. O conto e o filme têm o mesmo tema: depois de trabalhar por anos para uma empresa misteriosa, um engenheiro tem sua memória apagada e é informado de que abrira mão do pagamento em dinheiro em troca de um envelope com um punhado de objetos sem valor. Embora concebida décadas antes de existirem videogames, a trama lembra curiosamente certos jogos em que o herói tem que descobrir qual a utilidade dos objetos que encontra pelo caminho. O tema central não é, porém, uma caça ao tesouro e sim o esforço do protagonista para descobrir quem ele foi, o que fez e por que diabos pediu para si mesmo esse estranho pagamento. Secundariamente, há uma trama política que opõe a empresa e seus segredos a um governo autoritário. No filme, o número de objetos passa de sete para 20 e outra vez a trama política é invertida e o herói troca de lado. Em vez de uma empresa libertária que conspira contra um governo opressivo, é uma empresa subversiva e perigosa cujas ações podem levar a uma guerra mundial contra um governo simpático.

O homem dourado, de 1954, sugeriu o filme "O Vidente" ("Next"), dirigido por Lee Tamahori e lançado em 2007. Dos contos desta coletânea, este foi o mais descaracterizado pelas telas. No texto de PKD, o personagem do título é uma besta loura inspirada de forma um tanto satírica na Genealogia da Moral de Friedrich Nietzsche. Trata-se de um mutante com a aparência de um homem-leão dourado que não tem inteligência consciente, mas sim um físico formidavelmente ágil e atraente às mulheres e um instinto fabuloso, que lhe permite prever e driblar qualquer ataque tentado contra ele, sendo por isso caçado por agentes que temem que ele se reproduza e leve a espécie humana à extinção com sua aptidão superior para a sobrevivência. No filme, a criatura sobre-humana converte-se num mágico de palco e jogador profissional, humano, demasiado humano, exceto pela capacidade de premonição, pela qual o FBI quer capturá-lo e usar sua habilidade no combate a um plano terrorista.

O último conto, Equipe de Ajuste, de 1954, serviu de matéria-prima a "Os Agentes do Destino" ("The Adjustment Bureau"), filme de 2011 dirigido por George Nolfi. Ao contrário dos demais desta coletânea, afasta-se da ficção científica e tem o caráter de fantasia teológico-religiosa. Por distração dos agentes divinos encarregados de fazê-lo chegar ao trabalho na hora certa para ser incluído em um ajuste planejado dos rumos da história, o protagonista, que tem um casamento e um emprego rotineiros, se atrasa e vê seu escritório e seus colegas de trabalho se desfazerem no nada para que a realidade fosse ajustada. No filme, o ajuste perde o caráter mágico e divino para se tornar interferência de uma organização misteriosa nos rumos da história e o protagonista, um político solteiro, se apaixona por uma jovem a caminho do novo emprego e a proibição pelos agentes de procurar a moça se torna o motor da trama.

Depois de se ler os sete contos e compará-los com os oito filmes que inspiraram, vê-se como foi escassa a fidelidade à obra do escritor. Muitas vezes, pouco das principais intenções do autor absolutamente nada, no caso de O Vidente foram preservadas na adaptação, na maioria dos casos as tramas foram banalizadas, personagens falhos e fracos transformados em heróis de ação e romance e em alguns casos, os pontos de vista políticos e éticos do autor foram invertidos sem a menor cerimônia. Por que, então, o usaram? A resposta, provavelmente, é que os e se... de PKD, as fantásticas hipóteses filosóficas (disfarçadas de científicas ou religiosas) com as quais cria um ponto de divergência da realidade quotidiana e a abre à especulação, são suficientemente instigantes em si mesmas para sustentar um filme, mesmo que roteirista e diretor tenham ideias completamente diferentes de como explorá-las.

Ao ler os contos originais, o leitor frequentemente se diverte com o contraste entre a originalidade e arrojo de algumas das fantasias futuristas e detalhes obviamente datados dos anos 1950 e 1960 cartões perfurados e casamentos à moda antiga, por exemplo ou convenções visivelmente antiquadas sobre o futuro, como o uso de foguetes em viagens intermunicipais. Mas como as hipóteses filosóficas centrais das histórias de PKD quase sempre se referem à natureza da realidade e da condição humana, o resto sempre pode ser atualizado sem muito esforço de imaginação. Ao contrário de outros autores de ficção científica, cujas obras, fundadas na especulação sobre o progresso tecnológico e preocupações sociais e políticas típicas de suas épocas, se tornaram datadas em suas preocupações mais essenciais mesmo quando foram mais arrojadas e prescientes em outros aspectos.
Karol Vale 13/07/2015minha estante
Resenha excelente! Acabei de ler o livro e achei a análise muitíssimo apropriada, tanto do livro quanto dos filmes.




Leonel 16/11/2020

Realidades adaptadas
Meu primeiro contato com drogas, digo, Philip K. Dick. Aqui temos um amontoado de contos do autor que foram adaptados para o cinema e deram origem a grandes sucessos como Minority Report e o Vingador do Futuro (dica: não é o do robô). Deixando Black Mirror no chinelo e com finais imprevisíveis, todos os contos são de explodir a cabeça. Para ter a experiência completa, recomendo comprar dois exemplares: uma para ler e outro para fumar. Recomendadíssimo para todos aqueles que querem saber se estiveram em Marte.
comentários(0)comente



Rafael 02/08/2020

Interessante pra quem gosta de ficção científica. Já conhecia algumas histórias por ter assistido aos filmes, outras ainda não, no geral é uma boa coletânea!
comentários(0)comente



Sabrina 27/04/2020

PKD - um viajante no tempo
Bom livro para quem está começando a se aventurar no mundo da ficção científica. A maioria dos contos, mesmo escritos na década de 50, trazem dilemas e questões muito atuais. Bacana para ler os contos e ver as adaptações cinematográficas dos escritos do autor.
comentários(0)comente



Edson Camara 05/04/2021

PK Dick era um gênio da ficção cientifica, milênios a frente do seu tempo.
O livro é composto de 7 contos de PKD que deram origens a filmes de sucesso. Muitos dos enredos dos filmes foram apenas inspirados no conto e não guardam absolutamente nenhuma semelhança com o original. Mas o tema central de cada conto esta em cada filme e isso já é o suficiente para comprovar a genialidade do autor que estava bem a frente do seu tempo e imaginação se tratando de ficção cientifica.
Vale a pena ler, mesmo que você nunca tenha lido nada do autor nem nunca tenha assistido a nenhum filme gerado pelos contos, vale muito a pena ler.

Só por curiosidade, listo abaixo os contos e o seu filme correlato.
Conto 1 Lembramos pra você a preço de atacado - O Vingador do Futuro (Total Recall) 1990 e 2012
Conto 2 A segunda Variedade - Screamers 1985
Conto 3 Impostor - Impostor 2001
Conto 4 O Relatório Minoritário - Minority Report 2002
Conto 5 O Pagamento - O pagamento 2003
Conto 6 O Homem Dourado - O Vidente 2007 ( O mais diferente dos 7)
Conto 7 Equipe de Ajuste - Agentes do Destino 2011
comentários(0)comente



rubens.nt 17/11/2020

PKD é sensacional. Legal é fazer o exercício de ler o conto e depois assistir o filme.
comentários(0)comente



Alessandro Heverton 22/03/2020

Excelente
Matéria prima de muitos filmes, trás uma série de contos que estimulam e desafiam a imaginação, longe de clichês e com muitas reviravoltas. Cyberpunk e futurismo fervilham nas obras.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Fabricio.Fracaro 26/05/2020

Realidades Adaptadas
Meu primeiro contato com o Philip K Dick e com certeza não será o último.
Os contos que estão no livro é uma pegada completa diferentes dos filmes que se inspiraram neles, então a história se torna algo inédito, a relação de máquinas e homem é sensacional ele vê um futuro aonde as maquinas tomaram conta do futuro, o que é quase totalmente realidade nos nossos dias.
Os contos são bem fluídos, viciante, os personagens por mas breve que conhecemos eles são profundos para poucas páginas, senti que cada conto era um eps de Black Mirror, só elogios para este livro, e fico com vontade de conhecer muito mais do autor, vale muito a leitura.
comentários(0)comente



Isabela.Bodanese 16/02/2020

Resenha da Livraria Estrutural
Realidades Adaptadas é um livro da editora Aleph que reúne contos de Philip K Dick que foram adaptados para o cinema e se tornaram grandes sucessos de bilheteria, como O vingador do Futuro, Minority Report e Os agentes do destino.

O conto que inspirou a criação do filme Impostor, de 2001, estrelado por Gary Sinise, foi meu conto favorito do livro, apesar de bastante curtinho, a sensação de tentar adivinhar o final e estar constantemente em dúvida me agradou demais.

Nessa história, Spence Ollham é sequestrado por seu colega de trabalho, e levado para a base lunar para ser destruído, sob a alegação de ser um robô enviado com o propósito de explodir uma bomba para impedir a pesquisa que estava sendo realizada por eles.

Spence então se vê diante de uma terrível situação, na qual precisa arrumar um meio de provar a todos que não foi substituído, a fim de salvar sua própria vida.

Gostei demais do livro em todos os aspectos, são ótimas histórias e a edição da Aleph está formidável. Recomendaria facilmente a um amigo.

Se você também é um grande fã de ficção científica, não deixe de conferir a série que publiquei sobre esse livro no meu Instagram @livrariaestrutural. Espero te ver por lá.
comentários(0)comente



alexandre 18/07/2013

Um dos meus livros preferidos, estou há anos aguardando a publicação no Brasil destas obras de PKD. Apesar de diversas histórias terem em comum uma temática recorrente – a dúvida se somos quem realmente imaginamos ser – o tema é explorado de forma instigante. Não há histórias requentadas e sim desdobramentos do tema sob circunstâncias diversas. Aliás já podemos identificar neste autor uma persistência em discutir a realidade X a percepção individual da realidade. O pano de fundo são histórias de ficção científica, sendo que o propósito é muito mais abrangente que simples cenários mirabolantes e personagens fantásticos; mergulhamos em universo de possibilidades e dúvidas.
comentários(0)comente



Guliver 16/09/2013

O que é real?
Até este livro chegar às minhas mãos, eu não conhecia Philip K. Dick. E pelo que vi na internet essa injustiça não foi cometida apenas por mim. Injustiça porque ele é o autor de ficção científica mais adaptado para o cinema (eu mesmo já vi quatro dessas adaptações sem saber de sua autoria), mas muito menos lembrado do que Carl Sagan, Arthur C. Clarke e Isaac Asimov.

Ganhei o livro de presente, e ao ler na contracapa que o filme “Blade Runner” também fora inspirado em uma de suas obras, minha atenção foi conquistada.

O título do livro “Realidades Adaptadas”, publicado aqui pela editora Aleph, inclusive reflete muito bem esse mérito do autor, já que se trata de uma coletânea de sete contos que teriam sido adaptados em produções Hollywoodianas.

Impressiona o fato de todos os contos terem sido escritos originalmente nas décadas de 50 e 60, posto que várias de suas “visões” de futuro não parecem absurdas mesmo para olhares contemporâneos. O contexto beligerante da época também reflete bem claramente em seus textos, incluídos quase todos numa realidade pós-guerra ou de conflito mundial.

Dois pontos principais guiam os temas de seus contos: a natureza do ser humano e a realidade posta em dúvida. Tais questões, sobre as quais qualquer pessoa já pensou, ainda que por um mínimo momento, tornam a totalidade do texto interessante e reflexível

Veja o restante da resenha no link:

site: http://www.literaturadecabeca.com.br/2013/09/resenha-realidades-adaptadas-o-que-e.html
comentários(0)comente



Guilherme 16/02/2020

Ler PKD é sempre uma viagem, é incrível como ele dispunha de uma imaginação rica e como cada história pode se tornar um grande universo se o leitor mergulhar de cabeça. Fiquei impressionado com a quantidade de filmes que adaptaram de seus contos.
comentários(0)comente



RodrigoRdeCarvalho 22/04/2020

Distopias Filosóficas
Os contos são magníficos, muitos deles bem diferente dos filmes que neles se inspiraram. O tema da natureza humana talvez seja o fio condutor de todas estas distopias, bem como o conflito de certa definição de ser humano como ser de liberdade e uma sociedade e constante conflito com essa liberdade. Para um professor de Filosofia como eu, ou qualquer entusiasta das ciências humanas, este livro é um prato cheio para refletir e trabalhar filosofia política e ética.
gabriella.malta 22/04/2020minha estante
Também estou achando sensacional!!! Quero ler tudo dele, o que mais você recomenda?


RodrigoRdeCarvalho 22/04/2020minha estante
Foi meu primeiro, tb quero ler tudo. Eu e minha namorada estamos lendo o "homem do castelo alto" juntos, mas não estamos gostando muito, achamos a série muito boa e o livro tem decepcionado. Talvez seja por termos visto a série primeiro. De todo modo não diminuiu meu desejo de ler outros livros. Recomendo muito a série de mesmo nome que se encontra no Amazon Prime.


gabriella.malta 23/04/2020minha estante
Já assisti a série e depois li o livro, não gostei muito quando li também, mas depois de passado um tempo comecei a gostar. O problema é que a proposta do livro é totalmente diferente, na série eles lutam contra o nazismo, no livro senti que o objetivo é simplesmente apresentar uma realidade alternativa, ele levanta o questionamento de como seria nossa mente se a história tivesse sido diferente, até que ponto tudo que acreditamos e defendemos hoje não é contaminado pela mídia ?americanizada?, depois de ler algumas entrevistas com o autor passei a apreciar bem mais a obra. Ele não costuma escrever sobre mocinhos e vilões.




59 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4