Como Eu Era Antes de Você

Como Eu Era Antes de Você Jojo Moyes




Resenhas - Como Eu Era Antes de Você


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Sarah 18/06/2017

Imprevisível e incrível
Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, conta a história de uma relação que passou de hostil para ardentemente necessária entre Lou, uma mulher adulta comum que se contentou em viver com os pais, não ter aspirações profissionais e namorar um cara mais por comodidade do que por afinidade ou mesmo amor, e Will, um jovem aventureiro bem sucedido que viajou o mundo e estava em um relacionamento bem estruturado até ele ficar tetraplégico e ver toda a sua vida ser "jogada fora". O encontro dessas vidas aparentemente opostas leva a uma jornada de aprendizados e tentativas de salvamento, tendo no fim a concretização dessa tentativa, mas não como esperado! Por toda a leitura eu não soube o que o Will e a Lou decidiriam sobre as próprias vidas, pois os possíveis finais se intercalavam à medida que eu lia, vivenciava suas aventuras e descobria mais sobre os personagens. É uma leitura prazerosa e sofrida ao mesmo tempo, mas que vale a pena enfrentar.
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Polly 18/06/2017

Ótimo, mas...
Não sou muito de ler histórias de romances, mas confesso que fui pega por Como Eu Era Antes de Você. Achei os personagens bem reais e a construção do livro é satisfatória, sim. Traz um assunto tão denso, tão polêmico, que nos faz refletir um pouco mais sobre a vida e nos pôr no lugar do outro. O final talvez não agrade a todo mundo (pelo menos eu não me agradei tanto assim), é que, às vezes, a ideia de que o amor não vence realmente tudo é um verdadeiro tapa na cara...
Minha ressalva é que a ideia de felicidade que esse livro passa é um pouco perigosa. A ideia de que a felicidade é apenas sentir prazer. O livro inteiro nos passa a ideia de que a vida da Louisa foi um desperdício por ela não ter viajado, se arriscado, por ter feito "tudo certinho". A Louisa teve a vida que poderia ter tido e ela sempre teve tudo de que precisava: uma família linda, unida. Sim, sei que ela tem suas diferenças com a mãe e, principalmente, com a irmã, mas em que família não se tem atrito? Mas enxergo além disso, enxergo o amor que aquele lar tem durante toda a narração. Não é crime, muito menos desperdício viver pra quem a gente ama, não, não é de maneira nenhuma.É ótimo ter a oportunidade de viajar (que é um sonho meu, aliás) e viver aventuras, mas se a vida nunca lhe proporcionar isso, paciência! Se você está cercado de gente que te ama e que você ama, tudo certo! E essa mesma ideia reflete a vida de Will, ele está preso na cadeira e "não pode" mais viver aquelas aventuras, então mais nada vale a pena. Mas é importante o final ter sido como o escolhido, nos força a enxergar mais pontos de vista, não é? O Will é completamente humano e isso é mais importante mensagem que o livro passa.
Um ponto positivo do livro é ver a perspectiva de um cadeirante. Qualquer obstáculo é muralha e as cidades não pensadas pra que todos as usem de maneira segura e independente. Vivi na pele por alguns meses o que é ser cadeirante e desde então defendo com unhas e dentes o assunto da acessibilidade, tanto é que meu TCC foi nessa área. Precisamos nos conscientizar de que os ambientes devem ser construídos para todos os usarem com total independência. E isso é um ótimo assunto que Como Eu Era antes de Você levanta.
Enfim, o livro é bom, vai te passar uma boa mensagem no final das contas. Vale a pena ler. :)

site: https://madrugadaliterarialerevida.blogspot.com.br/2017/06/como-eu-era-antes-de-voce-jojo-moyes.html
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Li Castro 13/06/2017

DESAFIO LITERÁRIO GUTENBERG - JUNHO - UM LIVRO QUE TODO MUNDO LEU, MENOS VOCÊ
Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Eu já conhecia a história e sabia do final. Nunca me interessei pelo livro. É um Chick lit bem escrito, é o segundo livro de Jojo que leio, mas não gosto muito dos livros dela pela carga dramática.
Sei que um monte de gente se revoltou com o final, mas a vida não é um conto de fadas! Não é tudo que o amor muda, muito menos faz um tetraplégico voltar a ser o que era!
Na verdade, acho que fiz bem em evitá-lo.
Acho que a pessoa mais sensata do livro é Nathan, só por respeitar o ponto de vista de Will. Concordo plenamente com Will. Se eu fosse um executivo que vivia a vida intensamente e fosse muito ativo, talvez não tivesse nem esperado dois anos para tomar a mesma decisão. Eu não sou nada disso e não consigo me imaginar vivendo como ele! Não sou a favor do viver a qualquer custo, ou como diz Lou "onde há vida, há esperança", acho tudo tem um limite, e antes de chamar uma pessoa dessas de egoísta, é bom se virar para si e imaginar se o egoísta não é você, por querer que alguém viva só porque você quer.
Ele tentou! Tentou por dois anos e sabia que seu quadro era irreversível é só iria piorar. Eu não gostaria de viver como ele, nem de ver alguém sofrer vivendo dessa forma... Mas é uma opinião minha.
Apesar de tudo, ele conseguiu ser um pouco mais feliz nos últimos meses por causa de Lou, e isso já foi um grande feito dela. Só foi péssimo ela ter se apaixonado por ele, mas a autora precisava de um motivo para uma carga dramática extra! Claro!

"Eu estava furiosa com ela e com Will. Furiosa com eles por me fazerem acreditar numa fachada. Furiosa por todas as vezes em que fiquei pensando em como poderia melhorar as coisas para ele, fazê-lo se sentir confortável ou feliz. Quando não ficava furiosa, eu ficava triste. Eu podia me lembrar da sutil interrupção na voz dela ao tentar confortar Georgiana, e me senti muito triste por ela. Ela estava, eu sabia, numa posição insuportável."

Não sei porque, mas Will me pareceu uma mistura de Christian Gray, de 50 tons de cinza, e Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito (amada Jane Austen!)...
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Kah 10/06/2017

Eu chorei muito no final do livro.
Acho que ele não poderia ter morrido, mas seria como várias histórias que já li.
Realmente a autora me surpreendeu bastante.
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Cecilia.Lechkiv 10/06/2017

Emocionante !
Me rendi a este livro, e adorei. A história é extremamente cativante, os personagens são bem construídos , tanto que , consegui visualizar exatamente cada cena passada na história.O livro traz romance, traz amizade, mais principalmente se trata de amor. As vezes somos muito egoístas , pensamos apenas no que é melhor pra gente , em como vamos nos sentir em determinada situação , mas nem sempre estamos certos.
Me coloquei totalmente no lugar do Will, e penso que talvez deseja-se a mesma coisa.
Amei!
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Suélin 09/06/2017

RESUMO
(..) Podia ser estranhamente desanimadora a completa recusa do ser humano em ao menos tentar agir de maneira razoável. P. 87

- Para os padrões deles, é completamente construtivo. Quase uma terapia de casal. P. 96

(...) se Will decide se tornar inalcançável, há muito ouço que qualquer pessoa possa fazer em relação a isso. P. 98

(...) Eu esperava que isso plantasse nele a idéia de que existe uma vida que ele pode aproveitar, mesmo que não seja a vida que ele havia planejado. P. 98

- Ah, não finja que isso é sobre qualquer outra coisa que não seja você e seus interesses. P. 100

- Nem tudo na vida gira em torno de dinheiro, sabia?! P. 100

(...) Mas, de verdade, eu só queria tirá-lo de casa um pouco e fazê-lo pensar em outras coisas. P. 103

- Bom, “disposta a sugerir” e a frase-chave. P. 104

(...) – Não posso colocar minha vida em suspenso por causa do estado psicológico de Will. P. 104

(...) Afinal, a finalidade da música é fazer com que você se desligue do mundo, não? (...) p. 107

(...) Ela falava de sexo desse jeito, como se fosse uma espécie de atividade recreativa. Como se não tivesse importância. P. 107

(...) Ela achava que era seu direito. (...) p. 108

Eu tinha de preencher os pequenos retângulos brancos do calendário com um monte de coisas que pudessem causar felicidade, alegria, satisfação ou prazer. (...) p. 111

Eu dispunha de cento e dezessete dias para convencer Will Traynor de que ele tinha motivos para viver. P. 111

- Quer saber quando a realidade vence a esperança? – ele perguntava. Programe um divertido dia ao ar livre com a família. P. 113

- Quantas corridas teremos de assistir até garantirmos que você considere seu velho sonho realizado? P. 116

(...) Fez o que todo mundo faz. Decidiu por mim. P. 124

(...) e o verão acabou revestido por uma fina camada de tristeza que tirava a graça de tudo o que fazíamos, levando Treena e eu a perdermos nossa tendência para o drama e a cancelar nossa rotina de verão com pequenas folgas e dias ao ar ivre. p. 125

(...) Ele trouxe a brisa suave de um mundo vasto e estranhamente atraente. (...) p. 125

Will me olhou daquele jeito dele, o tipo de olhar que dava a entender que passei anos trancada num porão. P. 127

- Você recusa várias coisas porque acha que “não é esse tipo de pessoa”.
- Não sou mesmo.
- Como sabe? Você não fez nada, não foi a lugar algum. Como sabe que tipo de pessoa você é?
Como alguém como ele podia ter alguma idéia de quem eu era? Quase me irritei com ele por não entender de propósito.
- Vá ao concerto. Abra sua cabeça. P. 127

Eu tinha conseguido. A melhor maneira para convencer Will a fazer qualquer coisa era dizer a ele que você sabia que ele não iria querer fazê-la. A parte dele que era do contra, obstinada, não suportava isso. P. 138

(...) Sentia falta dos amigos, mas se recusava a vê-los. (...) p. 150

(...) – É um novo desafio para você. P 151

- E se o macho geneticamente superior for uma besta quadrada? P. 151

(...) Mas achei que aquele era o momento dela. (...) p. 152

(...) – Acha que você vai vencer? P. 152

- O problema é esse Treen- falei, jogando o resto do meu chá no canteiro. – As pessoas sempre esperam. P. 153

A verdade é a seguinte: eu não estava conseguindo nada. O tempo estava se esgotando se esgotando. (...) p. 156

(...) Ele parecia ter um imenso mundo interior sobre o qual não me dava qualquer pista. (...) p. 157

(...) Às vezes, eu ficava pasma com minha incapacidade de pensar novas coisas. P. 160

- Bom... está bem... talvez eu quisesse que você escutasse isso. Talvez eu quisesse mostrar o que você está fazendo da sua vida. p. 160

- Eu fazia o que me faria feliz e o que eu queria fazer; me preparei para trabalhar no que me permitisse fazer as duas coisas.
- Você faz isso parecer tão simples.
- E é – disse ele. – O problema é que ainda assim é muito trabalho. E ninguém quer trabalhar muito. P. 161

- ...potencial. Sim. Potencial Não consigo entender como se contenta com essa vidinha. Essa vidinha eu será passada quase toda num raio de quinze quilômetros, sem ninguém que a surpreenda, incentive ou mostre coisas que façam sua cabeça girar e você perder o sono à noite.
(...)
- Jamais me arrependerei do que fiz. Porque, quase sempre, se você está enfiado numa cadeira assim, só pode ir aos lugares da lembrança. – Sorriu. Um sorriso duro, como se lhe custasse. – Então, se você está me perguntando se prefiro me lembrar da vista que se tem do castelo quando se está no minimercado, ou daquela linda fileira de lojas por ali, então, não. Minha vida foi ótima. Obrigado.
Desci da mesa, Não tinha muita certeza, mas me senti mais uma vez como uma pessoa colocada contra a parede. Peguei a tábua de cortar no escorredor. (...) p. 162

Agora, no entanto, eu estava estranhamente agitada e perturbada. Sentia falta de um motivo para me levantar cedo, de um propósito para o dia. P. 163

(...) outros que os encorajavam a esperar, a aprender a olhar a vida de outra maneira. (...) p. 163

(...) Havia um curioso sossego em olhar o restante do mundo cuidar de suas vidas. (...) p. 163

Quase todos nós enfrentamos um obstáculo definitivo na vida. Talvez o seu amigo tenha chegado ao obstáculo dele. Não deixe que ele afaste você. Mantenha-se positiva. E lembre-o que não compete a ele decidir quando chegamos e quando saímos desse mundo, mas ao Senhor. Com Sua Sabedoria, Ele resolveu mudar a vida do seu amigo, o que pode ser uma mostra de que Ele... p. 164


(...) Quem são os fortes e sados para decidir como deve ser a nossa vida? Se essa não é a vida certa para o seu amigo, a questão deveria ser: como posso ajudá-lo a acabar com isso? P. 165

(...) afirmando que eles conseguiram um jeito de seguir em frente, que a vida deles valia a pena. (...) p. 165

“Sugiro uma companheira”, escreveu Grace31, de Birmigham. “Se ele amar, sentirá que pode seguir em frente. Sem amor, eu já teria afundado várias vezes. P. 165

- Se isso convencê-la, ao menos uma vez, a sair da sua casca. P. 168

(...) nós nos acostumamos a passar menos tempo juntos. (..) p. 171

- no tique-taque de um relógio. Não conseguia me concentrar em mais nada . p. 172

(...) As coisas mudam mais rápido do que você imagina. (...) p. 173

(...) Conhecimento é poder, Clark, ele dizia. (...) P. 174

(...) quase como se fosse uma insígnia de orgulho. (...) p. 175

- Perdida no seu mundinho, hein, Louisa? P. 175

Tive vontade de discordar dela, mas depois lembrei que nada do que fiz nos últimos sete anos sugeria alguma ambição ou vontade minha de ir além do final da rua. (...) p. 176

Uma coisa era não contar os planos de Will para meus pais – eu era boa em guardar segredos deles (afinal, é algo que aprendemos à medida em que crescemos) -, mas lidar com a minha própria ansiedade era uma coisa completamente diferente. P. 187

(...) Percebi que não me senti melhor por ter contado a ela, por transferir minha preocupação para ela – mas que escolha eu tinha? (...) p. 189

- Ah. Mantendo-se na zona de conforto de novo. P. 193

(...) Eu estava destinada a ter uma vidinha, minhas ambições eram insignificantes.
Dei uma olhada no labirinto com suas escuras e densas sebes bem-aparadas. Eu estava sendo ridícula. Talvez estivesse me comportando de forma ridícula havia anos. Afinal, tudo aquilo tinha acabado. E eu estava seguindo em frente. P. 193

- Tenho muito, muito medo de como as coisas vão ficar. – Deixou a frase se assentar no ar entre nós e, então, em voz baixa e calma, continuou. – Sei que a maioria das pessoas acha que viver como eu é a pior coisa que pode acontecer. Mas poderia ser pior. Eu poderia não conseguir respirar sozinho, poderia não falar. Poderia ter problemas circulatórios que me obrigariam a amputar braços e pernas. Poderia viver hospitalizado indefinidamente. Isso não é lá uma vida, Clark. Mas quando penso em como poderia ser pior... há noites em que me deito na cama e realmente não consigo respirar.
Engoliu em seco.
- E sabe o quê? Ninguém quer ouvir esse tipo de coisa. Ninguém quer ouvir você falar que está com medo, ou com dor, ou apavorado com a possibilidade de morrer por causa de alguma infecção aleatória e estúpida. Ninguém quer ouvir sobre como é saber que você nunca mais fará sexo, nunca mais comerá algo que você mesmo preparou, nunca vai conseguir segurar seu próprio filho nos braços. Ninguém quer saberá que às vezes me sinto tão claustrofóbico estando nesta cadeira que tenho vontade de gritar feito louco só de pensar em passar mais um dia assim. (...) p. 196-197

– Você, Clark – ele olhou para as mãos -, é a única pessoa com quem eu sinto que posso falar desde que eu acabei nesta porcaria. P. 197

(...) e a minha vidinha tinham bastado para mim, com todos os seus problemas e limitações. Eles tinham feito eu me sentir segura. p. 197

(...) – Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é.
Senti a cabeça dele balançar contra a minha.
- Você, Clark, tem a escolha de não deixar isso acontecer. P. 198
Ele demorou alguns segundos para responder, como se desfrutasse do prazer de me surpreender. P. 199

- Vai ver que ele só quer comprovar que há coisas piores que morrer. P. 200

(...) De repente, pareciam carregar o brilho do sol. P. 201

- O fato de você ser ridiculamente transparente. Além de ter roído quatro unhas enquanto dirigia. P. 202

O olhar de Will encontrou o meu. Olhos azuis, insondáveis. Um pequeno exame de borboletas pareceu voar no meu estômago. P. 202

(...) graças à riqueza e aos títulos, dando a impressão de que a vida corria sem percalços. P. 203

(...) Elas são resistentes como aquela velha bota que todo mundo tem no armário. P. 206

- Ela não sabe – respondeu Will. – Louisa é uma das pessoas mais inteligentes que conheço, mas não consigo mostrar a ela o potencial que tem. P. 207

- Tudo leva temo, Will – disse ela, tocando de leve no braço dele. – E a sua geração tem muito mais dificuldade de aceitar coisas assim. Vocês cresceram esperando que as coisas acontecessem imediatamente. Esperando viver da forma que escolheram. Principalmente um jovem bem-sucedido como você. Mas isso leva tempo. P. 207

- Não me refiro à recuperação física – disse ela. – Refiro-me a aceitar uma nova maneira de viver. P. 208

E estava. Morreu de rir de alguma coisa que Mary disse e uma sensação estranha e segura brotou dentro de mim. Aquela cena mostrava que tudo podia dar certo. Ele podia ser feliz, se estivesse rodeado de pessoas certas, se pudesse ser ele mesmo, em vez de O Cadeirante com sua lista de sintomas, digno de pena. P. 209

(...) Fiquei pensando que ela só perceberia o que tinha perdido quando fosse tarde demais. P. 209

- Às vezes, Clark você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama. P. 211

(...) Sempre que eu olhava para ela, sentia crescer uma animação – tanto por aquela ser minha primeira viagem de longa distância quanto porque podia ser aquilo. P. 221

(...) Ele acha que eu nunca fiz o bastante por minha própria vida. Fica me dizendo que eu deveria viajar. Que eu deveria... fazer coisas. P. 222

(...) Cumprimentei-os e passei por eles, pensando como eu poderia tão de depressa parecer não pertencer mais àquele lugar. P. 222

(...) Tive de dar um jeito de racionalizar aquilo, de modo a não ficar inconscientemente ressentida. P. 222

Não sei. É uma coisa que Will disse há algum tempo. Sobre... sobre o que eu deveria fazer na vida. p. 223

(...) – Pensava que eu é que gostava de fazer da minha vida algo complicado. P. 224

(...) Fechei os olhos, tentando relaxar com aquilo, de modo que levei alguns minutos para perceber que a conversa tinha parado. P. 227

(...) – Parece a viagem de uma vida. p. 227

- É importante para mim que Will queira viver, que enxergue boas coisas no futuro. P. 227

- Sabe o que isso parece, Lou? Que eu deveria estar correndo, mas eu me sinto permanentemente um pouco para trás. Sinto que... – Respirou fundo, como se tentasse se recompor. – Acho que tem alguma coisa ruim depois da curva, e todo mundo parece saber o que é, menos eu. P. 228

- Nada do que eu disser vai fazer diferença, não é? p. 228

(...) que Louisa era a única chance de manter nosso filhos feliz, mesmo que fosse por pouco tempo. P. 232

(...) Fiquei muito calma, levemente triste e talvez um pouco culpada pela separação e pelo fato de não me sentir como achava que deveria. (...) p. 236

(...) Quando virei a mão, vi que as cicatrizes ainda estavam bem nítidas no pulso. Por um momento me perguntei se algum dia sumiriam, ou se para sempre seriam um lembrete d que ele tentou fazer. P 236

- Sei... Você faz tudo para chamar a atenção, Will Traynor. Aposto que isso foi apenas... p. 237

- Você está bem? – perguntou Will, quando acabei de falar. Tinha o olhar solidário, como se imaginasse que a minha situação fosse mais difícil do que era. P. 237

(...) o ar parecia ter sumido a minha volta. P. 238

Ele balançou a cabeça, não sei se para indicar que eu não devia desistir, ou para dizer que na havia nada a ser feito. P. 240

(...) Ele recebeu as piores cartas do jogo. E sabe de uma coisa? Olhei-o na noite passada, pensei na vida dele e no que vai ser... e, apesar de desejar toda felicidade do mundo para ele... não o condeno pelo que quer fazer. É escolha dele. Tem que ser. P. 240

- Não, eu sei que ele faz tudo para agradar você. P. 241

- Mas que viva se ele quiser. Se não quiser, então, por mais que você e eu gostemos dele, viramos só mais um bando de chatos que não respeitam sua vontade. P. 241

(...) da nossa incansável determinação em tentar melhorar as coisas para ele. (...) p. 243

- Vamos dar um jeito – respondi. Aqui entre nós, damos um jeito.
Tinha se tornado o meu bordão, desde que decidi o que queria fazer. Desde minha conversa com Nathan no anexo, fui tomada pó um renovado entusiasmo em provar que todos estamos errados. Só porque não podíamos fazer a viagem que planejei não queria dizer que Will não pudesse fazer nada. p. 243

(...) “É como se eu estivesse vendo o mundo através de um funil” (...). (...) p. 244

(...) No estado de exaustão em que me encontrava, era como se me acordassem no meio das páginas brilhantes de uma revista. P. 245

(...) Soube que estava voltando a ser ele mesmo quando me instigou a comer coisas que eu nunca teria experimentado (...). (...) p. 245

(...) e comece i a sentir um rara felicidade diante dos simples prazeres da vida lá (...). (...) p. 246

Só que era um Will diferente. Aquele lugar parecia ter lhe concedido uma paz que ele não tina ao longo de todo o tempo que eu o conheci. P. 247

(...) Eu tinha de ser feliz, na esperança de que Will fosse também. P. 248

Vai dar certo. (...) Tentei apenas estar (...). (...) p. 250

Disse a mim mesma que eu precisava ter razão. Precisava ter razão. P. 250

(...) No silêncio, quebrado apenas pelo som exagerado da minha respiração (...). (...) p. 251

- Não sei Clark. Tem gente com quem não adianta falar. P. 251

- É um ligar difícil de deixar. P. 252

(...) Dancei, ri, solta, sem me preocupar se alguém nos via. (...) p. 252

- Acho que podemos fazer de tudo. Sei que essa não é uma história de amor como outra qualquer. Sei que há motivos para eu nem dizer oi. Mas eu amo você. De verdade. Vi isso quando deixei Patrick. E acho até que você gosta um pouco de mim.
Ele ficou calado. Seus olhos buscaram os meus, com aquela enorme tristeza de sempre. Afastei os cabelos da testa dele como se pudesse afastar a tristeza; ele inclinou a cabeça, encostou-a na palma da minha mão e ficou assim. P. 253

- Sei de tudo, Will. Sei há meses. E, por favor, ouça... – Peguei a mão direita dele e encostei no meu coração. Sei que podemos. Sei que não é como você queria, mas posso fazer você feliz. Só sei que você me transformou... numa pessoa que eu nem imaginava. Você me faz feliz, mesmo quando é horroroso. Prefiro estar com esse você que você deprecia do que com qualquer outra pessoa no mundo. P. 253

Engoli em seco, balançando a cabeça.
- Você... uma vez me disse que aquela noite que passei no labirinto do castelo não podia ser o que me identificava. Disse que eu podia escolher o que fosse. Bom, pois você não pode deixar essa... cadeira de rodas ser a sua identidade. P. 254

(...) – Não está me dando uma chance.
- Não é questão de dar uma chance. Nesses seis meses, vi você se transformar em outra pessoa, que está só começando a ver as possibilidades que tem. Não imaginava como isso me deixou feliz. Não quero que você fique presa a mim, às minhas consultas hospitalares, às limitações da minha vida. Não quero que perca todas as coisas que outra pessoa poderia lhe dar. E, egoísta, não quero que olhe para mim um dia e sinta sequer o mínimo arrependimento ou pena por... P. 254

(...) acho incrível você conseguir resgatar algo para amar. (...) p. 255

(...) Me dê o fim que desejo. P. 255

(...) Você fez esse tempo ficar mais valioso do que pode imaginar. Deixou de ser um teste de resistência... p. 256

(...) Ofereci a ele tudo o que podia, inclusive eu mesma, e nada do que lhe mostrei o convenceu de que tinha uma razão para continuar vivendo. P. 258

(...) Achamos um pouco estranho, mas o que sabíamos? Afinal, Lou era peculiar desde que nasceu. P. 262

Eu sou a pessoa da família que sabe tudo. Leio mais que todo mundo. Faço faculdade. Sou aquela que deve ter resposta para tudo. P. 263

(...) Finalmente, minha irmão tinha novos horizontes. P. 264

(...) Queira ou não, está na hora de pensar no que vai fazer pelo resto da sua vida. p. 265

(...) Acredite se quiser, você tem quase trinta anos e sua vida já está definida. E tudo isso, tudo o que aprende nesses seis meses, terá sido perda de tempo. Tudo. P. 265

Ela olhou bem pra mim, com aquela raiva muda de quando sabe que tenho razão e não pode responder nada. (...) p. 265

(...) Ficar perto de alguém tão deprimido é meio desgastante. (...) p. 265

Papai segurou no queixo dela para que o olhasse.
- Você fez tudo o que pôde.
- E fracassei
- Quem disse? – Papai puxou os cabelos dela para trás, tirando-os do rosto. Sua expressão era carinhosa. – Estou pensando no que sei sobre Will Traynor, o que sei sobre homens como ele. Vou lhe dizer uma coisa: não sei se alguém no mundo conseguiria convencê-lo de alguma coisa se ele tivesse decidido Ele é assim. Não se pode mudar as pessoas. P. 267-268

(..) As pessoas vulneráveis não deviam ter chance de fazer algo de que possam... (..) p. 268

- Será que eu errei, Treena? – perguntou, tão baixo que só eu ouvi. P. 268

(...) Então eu também coloquei essa idéia n o fundo do arquivo mental, com a etiqueta: Impensável. P. 269

(...) Você só vai saber a resposta se ligar. Ligue para ela. Apenas ligue. Não há outra maldita escolha. P. 271

(...) Mas a vida dele é valiosa. (...) p. 274

- Mamãe? Eu tenho uma essa dívida com Will. Tenho que ir. Quem você acha que me sugeriu fazer uma faculdade? Quem você acha que me incentivou a fazer alguma coisa da vida, a viajar, a ter ambições? Quem mudou minha maneira de pensar sobre todos os assuntos? Até sobre mim mesma? Foi Willl. Fiz mais coisas e vivi mais nos últimos seis meses do que nos últimos vinte e sete anos da minha vida. Portanto, se ele quer que eu vã para a Suíça, eu vou. Aconteça o que acontecer. P. 274

(...) O olhar dela era obstinado. E ficou tenso conforme ela aguardava a minha reação. Era como se um muro que eu não sabia que existia tivesse se erguido entre nós. P. 274

(...) Quase conseguia sentir a distância entre nós diminuir, como se fôssemos duas pontas de um fio elástico invisível. P. 275

(..) Agora, dane-se. (...) p. 275

(...) Eu não estava preparada. Não queria falhar de novo. (...) p. 276

Acho que nunca me senti tão sozinha na vida. p. 276

Não foi o que eu escolhi. Nem a maioria de nós neste grupo. Eu amo a minha vida, apesar de preferir que ela fosse diferente. Mas entendo por que o seu amigo possa ter se cansado. É cansativo levar essa vida, cansativo de uma maneira que as pessoas sadias jamais entenderão de verdade. Se ele está determinado, então eu acho que o melhor que você pode fazer é apenas ficar aí. Você não precisa achar que ele está certo. Mas precisa ficar por aí. P. 277

(...) E disse a mim mesma que aquilo precisava me bastar. (...) p. 279

(...) guardar em mim o que sobrava dele. (...) p. 279

(...) um mundo onde ele ainda era, de algum modo, a pessoa que queria ser. (...) p. 279

(...) Queria apertar cada parte minha nele, deixar alguma coisa minha nele, dar a ele cada pedaço da minha vida e obrigá-lo a viver. P. 280

Clark, eu consigo ouvir daqui você hiperventilar. Não entre em pânico, nem tente desistir – isso não é o suficiente para você sentar o seu traseiro pelo resto da vida. Mas pode comprar a sua liberdade, tanto daquela claustrofóbica cidadezinha que nós chamamos de lar quanto das escolhas que você foi obrigada a fazer até agora. P. 285

Sei que me conhecer lhe causou sofrimento e tristeza e espero que um dia, quando estiver menos zangada e chateado comigo, veja não só que eu só podia ter feito o que fiz, mas também que isso lhe ajudará a ter uma vida realmente boa, melhor do que se não tivesse me conhecido. P. 285

Durante algum tempo, você vai se sentir pouco à vontade em seu novo mundo. É sempre estranho ser arrancada de sua zona de conforto. Mas espero que fique animada também. Sua expressão, quando voltou da aula de mergulho naquele dia, me disse tudo: você tem ambição, Clark, É destemida. Mas escondeu essas qualidades, como quase todo mundo. P. 285

Não estou lhe dizendo para saltar de prédios altos, nadar com baleias ou algo assim (embora, no fundo, gostaria que você fizesse essas coisas), mas para viver corajosamente. Ir em frente. Não se acomodar. Usar aquelas meias listradas com orgulho. E se quiser mesmo se acomodar com algum sujeito ridículo, garanta que um pouco de tudo isso fique guardado em algum lugar. Saber que você ainda tem possibilidades é um luxo. Saber que lhe dei algumas me dá certo alívio. P 285-286
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Vanessa 06/06/2017

"Como eu era antes de você"
No geral a história e a trama do livro são exelentes, elas te prendem de tal maneira que você vive cada personagem, suas dores e suas perdas. Ainda não consegui ler o último capítulo do livro (meu coração está apertado e estou com um nó na garganta)... Mas mesmo não chegando as últimas páginas, já sei o final de toda a trama e, sinceramente, esperava algo bem diferente do que temos neste livro (isso me decepcionou um pouco, assim como o final da serie "divergente"). Entretanto, todo o resto do livro valeu a pena e não me arrependo de tê-lo comprado.
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Luciane.Braz 03/06/2017

Grata Surpresa
Demorei para me render a esse livro, pois costumo fugir de livros "modinha", porém minha cunhada chegou com ele em casa de presente para mim e resolvi ler e qual não foi minha surpresa ao me apaixonar por ele e devora-lo como há muito não fazia.
"Como eu era antes de você" me prendeu desde a primeira página, ri e chorei muito com a história, vale muito a pena.
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Eliene.Santos 01/06/2017

Como eu era antes você
Simplesmente lindo. JoJo é sem dúvida minha autora favorita.
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Thainara.Bianchi 29/05/2017

Filme vs Livro
Minha postagem de hoje será diferente. Não sera uma resenha e sim uma livro vs filme.
E hoje eu vou falar do livro que foi sucesso em 2016, Como eu era antes de você.

Filme: todo mundo ficou encantado com o filme(todo mundo que não leu o livro).

O filme basicamente é aquele tipo de romance que agrada a todos. Ou quase todos.

O filme é um resumo do resumo do livro. Faltou conteúdo no filme, algumas partes muito importante e interessante no livro não estava no filme.

Todos sabemos que o filme tem que ter menos conteúdo por causa de tempo e gastos e tudo mais.

Mas tem coisas como o sobrinho da Louisa o Thomas ser bem presente no livro e quase não ser mencionado no filme que realmente me decepcionaram na hora de assistir ao filme.

Capítulos como o que Louisa se perde no castelo, que são interessantes. E sinto falta deles no filme.

Relutei para ler o livro e acabei me surpreendendo, a leitura do livro é gostosa, o livro é cheio de conteúdo, não fica enrolando em um assunto só e não me arrependo de ter lido.

Já o filme deixou muito a desejar e já não posso dizer o mesmo.

PatríciaB.



site: http://estantedaresenha.blogspot.com.br/
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Yago Nogueira 29/05/2017

Sensacional e Tocante!!!!
O ano era 2015 meados de agosto, nunca gostei de Romances, tinha até certo preconceito, mais eu estava de Recesso da faculdade (Greve rsrsrs) e decidi ler algum livro foi aí que vi em um site uma oferta desse livro, aí pensei: porque não dá uma chance pra esse romance? E daí eu comecei a ler e me surpreendi! e todo o preconceito que eu tinha sobre romances caíram por terra! É incrível como a autora faz vc sentir todas as emoções que os personagens passam através das páginas, todo o enredo é tudo muito bem estruturado, a composição dos personagens é ótima e mostra um pouco a realidade e os sentimentos de uma pessoa que acaba de adquirir uma Quadriplegia e como ela deve seguir aquela vida a partir do incidente. a autora a partir daí se tornou a minha preferida a cada lançamento de seus livros fico bem ansioso esse livro foi o meu primeiro Romance, recomendo a todos que puderem ler. Esse livro faz você ficar maravilhado, emocionado e o melhor: é um Romance sem clichês e tem uma essência única.

Ps: ainda não vi o filme, pretendo ver um dia
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THUR.Machado 27/05/2017

Ele apenas existe
Não sou apegado em livros de romance,mas este é muito bom.Will Traynor é rico,bem sucedido e um pouco mal humorado,ele sabia se cuidar,mas em um dia chuvoso,ele sofre um terrivel acidente,deixando ele tetraplégico.Loisa Clarké enviada para cuidar dele.E então eles passam um longo tempo juntos,e um lindo relacionamento entre os dois começa.muito bom.
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Sabrina 26/05/2017

Essa com certeza não é uma história qualquer
Fiquei pensando em como fazer essa resenha... esse livro tem algo que vai além das palavras não sei o que mas apenas não tenho a palavra certa para descrevê-lo.No começo você pensa que é só mais um romance como todos os outros mas como a própria personagem descreve "essa não é uma história de amor qualquer"...Vai além disso e por isso é tão dificil descrevê-lo.
Will tem uma personalidade única e juro que no começo achei que ele seria um chato que desconta nos outros o seu problemas(mas me enganei feio)já a Lou tem um jeito super cativante e único...o que me fez me apaixonar por ambos!
Ai vai minhas partes preferidas :
"Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente – ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela – obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem."

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