1889

1889 Laurentino Gomes




Resenhas - 1889


87 encontrados | exibindo 16 a 31
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Mary 07/10/2017

A história da passagem do regime imperial ao regime republicano no Brasil. Escrita de maneira interessante contendo curiosidades de eventos e personalidades pouco estudados na escola. A leitura flui e interessa. Dá uma visão geral deste período de forma coerente e de fácil entendimento.
comentários(0)comente



Nassab 26/06/2017

Para saber mais do que nos ensinaram nos bancos escolares.

Nesse último livro da trilogia iniciada com 1808 e 1822, o autor faz um relato objetivo dos acontecimentos nacionais e internacionais que culminaram com a Proclamação da República.
Da publicação do Manifesto Republicano, no Rio de Janeiro, em 1870 até o golpe liderado por Deodoro da Fonseca em 1889, o leitor fará um viagem por esse interessante período da história do Brasil.
Personagens republicanos, cujos nomes são encontrados em várias praças e ruas brasileiras, seriam conhecidos por pouquíssimos brasileiros: quem foram e o que fizeram Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Deodoro da Fonseca ou Floriano Peixoto?
Recomendo a trilogia a todos os amigos que querem saber mais do que nos ensinaram nos bancos escolares.
comentários(0)comente



Sidney.Puterman 07/04/2017

A deposição do Império
Amanhã faz 124 anos que D. Pedro de Alcântara, Imperador do Brasil, morreu em Paris. A data é pouco lembrada. Mesmo em sua cidade, na região serrana do Rio de Janeiro, temos menos referências do que o desejado. Por isso, é extremamente bem-vinda a obra de Laurentino Gomes, sobre a mudança de regime da nação. Em um Brasil em crise, nos permite voltar no tempo para um... Brasil em crise. O paralelo é inevitável, porque o país parece vítima da síndrome "feitiço do tempo", filme estrelado por Bill Murray, onde o personagem principal, um repórter de TV, acorda todo santo dia no mesmo dia idiota. Pelo noticiário, aqui não é diferente. O nosso conselho de ética não possui ética nenhuma. A nossa polícia acolhe os bandidos e mata a população. O assessor do prefeito esmurra a mulher e o governador diz que vai pro pau pra defendê-lo. Estelionatários mentem fazendo pose de estadistas. São ou não dias idiotas? Laurentino nos convida a mergulhar em idiotices passadas - as temos, às carradas, e determinantes. Quem acompanhou os recentes lançamentos do autor deve ter percebido. Depois do ótimo "1808", lançado na onda das comemorações dos 200 anos da chegada da corte portuguesa ao Brasil, e do bem menos empolgante "1822", o jornalista e escritor voltou a acertar a mão. Seu terceiro e último (?) livro da série é uma viagem ao coração político do País, pelas veias entupidas do século XIX, onde corria, por aqui, o sangue azul da família imperial. "1889" conta como este balão ornado de lantejoulas pegou fogo e desabou no mar. Porém, por tudo que a envolve, esta súbita derrocada é um evento menos celebrado e investigado do que as óbvias consequências para o destino do País exigiriam. Uma data no vácuo da História. Um buraco negro de decisões estapafúrdias, no qual Laurentino se enfia e, na volta, traz uma sumarenta reportagem, nos brindando com uma compacta enciclopédia sobre o Século das Luzes (visto das serras de Pindorama). No seu carrinho de mão, além da efeméride, estão Petrópolis, o positivismo, a abolição e os abolicionistas (e, lógico, a escravidão), a Guerra do Paraguai, os meandros da família imperial, as questões militares, os maragatos e os pica-paus, o Encilhamento, o duelo entre o presidente e o ministro da Guerra, Canudos, o vice que tentou matar o presidente, a "república dos governadores" - cada um destes temas dono do seu pedaço de capítulo, de algumas glebas ou mesmo de um latifúndio inteiro. Apoiada neles, a obra discorre sobre a deposição do Império. Porque revolução, de fato, não houve. O povo não se revoltou (pelo contrário, mal sabia o que se passava). O país, na essência, além do apelido do regime, pouco ou nada mudou com a República proclamada. Tanto que, apenas um mês depois do golpe militar que exilou D. Pedro II, até então Imperador do Brasil, o ex-senador Felicíssimo do Espírito Santo Cardoso, mandou, de Goiás, um telegrama para o filho Joaquim Inácio, alferes do Exército e ativo participante da Proclamação da República: "Vocês fizeram a República que não serviu para nada. Aqui agora, como antes, continuam mandando os Caiado." Ô sina. O golpe em si foi mais uma dessas bizarrices das quais o País é tão pródigo. Deodoro, quem a proclamou, era monarquista. A ponto de, ao proclamá-la, dar um inusitado "Viva o Imperador!" Ao ir para  a cama, pensava ter feito com que D. Pedro II destituísse um Ministério e o substituísse por outro, mais do agrado do Exército. Mas havia outros personagens no picadeiro. A ópera bufa em curso, de um lado protagonizada por um professor de matemática de pouco mais de um metro e meio - Benjamin Constant - e do outro personificada, à revelia, por um gaúcho embarcado, e alheio ao que se passava - Silveira Martins -, inimigo de Deodoro da Fonseca, iria resultar, em poucas horas, na definitiva e irrevogável queda do Império. O passa-fora dado no Imperador mancha nossa História e nos cobriria de vergonha, acaso a tivéssemos. Não que fosse D. Pedro de Alcântara o líder necessário. É que os outros também não o eram, e, estivesse ou não a Monarquia com sua data de validade vencida, o respeito com quem por 49 anos governou o Brasil esteve em falta, na noite de 16 para 17 de novembro de 1989. Por isso, ler a justa narrativa de Laurentino me provoca reviravoltas no estômago. Expelida a família imperial para além-mar, o autor nos narra a bateção de cabeças republicanas, o cordão dos puxa-sacos e os revolucionários de ocasião. Os primeiros instantes da República foram vexaminosos, como vêm sendo também os últimos. Dá para imaginar os próximos.


site: bit.ly/1OCn4iW
comentários(0)comente



Nena 06/04/2017

Último livro da trilogia de laurentino gomes sobre a história do Brasil.Em 1889, ele conta como foi a regência de Pedro II após seu pai, Pedro I abdicar do trono e seguir para Portugal, travando uma guerra contra seu irmão Miguel, pelo trono português. E finalmente entra no golpe militar q deu início ao Brasil república. Particularmente o q mais gostei foi o segundo livro (1822), mas um completa o outro e é uma trilogia fantástica, recomendada para quem curte a história q vai além dos livros do MEC. "Uma sociedade que não estuda história não consegue entender a si própria porque desconhece suas raízes e as razões que a trouxeram até aqui. E, se não consegue entender a si mesma, provavelmente também não estará preparada para construir o futuro de forma organizada. O estudo de história é hoje, talvez até mais do que qualquer outra disciplina, uma ferramenta fundamental na construção do Brasil dos nossos sonhos em um novo ambiente de democracia."
comentários(0)comente



Andre.Luiz 19/03/2017

Gostei do livro mas faltou um pouco dos fatos curiosos, característica desse autor nos outros livros, virou um livro de história.
comentários(0)comente



Franklin 13/03/2017

Na última parte da trilogia imperial, Laurentino Gomes aborda o mais longo, e último, reinado brasileiro, que termina com o fim da monarquia e o início conturbado da primeira república. Com um texto acessível e esclarecedor, o livro elucida essa parte intrincada da história do Brasil. Os capítulos são divididos de forma semi-cronológica, dando ao leitor adquire uma visão geral bem completa do cenário político abrangido pela obra, principalmente se for lido depois dos dois primeiros volumes.

Dom Pedro II herdou características do pai e do avô. Tinha casos extraconjugais feito o pai, mas era bem mais discreto e regrado quanto a estes, e era ativo no envolvimento direto com as circunstancias das províncias. Conciliatório e intelectual, apreciava acompanhar provas nas escolas e era defensor ferrenho da liberdade de expressão, sempre defendendo o direito dos jornais de publicar críticas ao seu governo (liberdade que se reverteu na primeira república, onde a censura cresceu desmedida, reprimindo-se qualquer tipo de manifestação contrária ao regime). A maior fraqueza de Dom Pedro II talvez tenha sido o fato de que ele não necessariamente queria ser rei. Suas preferencias eram voltadas a lecionar, e por vezes disse que se daria melhor como professor. Ao final da vida também demonstrou-se adepto ao regime republicano, com seu desgosto maior sendo com a forma que esse foi instaurado.

Observa-se no período que a mudança de regime ocorreu mais por desânimo com a monarquia que pela crença real em uma nova ideologia de governo. Além disso, a população em geral não teve papel relevante nas mudanças, com a cadeia de acontecimentos sendo quase exclusivamente relacionada a jogos de interesses no meio militar. A vontade do povo foi deixada em segundo plano e pouco foi focado na classe que era a maioria do país. A própria abolição da escravatura era uma discussão que o movimento republicano evitava, sabendo que precisaria do apoio rural dos donos de terras para concretizar o golpe. Ironicamente, a abolição foi um dos pregos finais no poder político da monarquia do Brasil, pois frustrou os grandes empresários escravocratas que passaram a aderir de vez à causa republicana.

Os principais jogadores do movimento republicano foram militares cheios de contradições. Se por um lado haviam personagens feito o professor Benjamin Constant, que foi capaz de unir a mocidade militar com a velha guarda em prol de um regime no qual de fato acreditava, de outro temos Floriano Peixoto, figura enigmática e traiçoeira que posteriormente governou o país com mão de ferro, e Deodoro da Fonseca, que até a última hora só queria o fim do ministério por motivos pessoais, e não a completa mudança de regime. Entre radicais e moderadores, temos também figuras como o abolicionista José do Patrocínio, que apoiava a Princesa Isabel, mas que, por força das circunstâncias, auxiliou o golpe. O próprio Deodoro um ano antes da proclamação achava que a república seria uma desgraça para a população, pois o povo não estaria preparado por conta da falta de educação que assolava o país. Promessas não cumpridas e incompetência administrativa fizeram muito para piorar as circunstancias econômicas do país, o que incluiu uma especulação desenfreada desencadeada por medidas criadas por Ruy Barbosa, o que inflacionou o país em um período de dois anos. Orgulho e interesses pessoais de Deodoro levaram a uma perda de estabilidade do círculo republicano nos primeiros anos do governo provisório, e a posse de Floriano Peixoto só fez por piorar a situação, com um governo que ignorava a constituição e que mandava prender qualquer dissidente.

A maneira como a república se instaurou frustrou muitos dos envolvidos, que viram suas boas intenções irem por água abaixo. Foi um golpe para implementar em um sistema válido, mas que foi impulsionado por atritos pessoais e políticos do exército – que funcionava com uma classe social à parte – ao invés de um movimento que tenha nascido e crescido das necessidades do povo de forma orgânica. As lutas do país continuam para remediar esses fatores.

site: franklinteixeira.com.br
comentários(0)comente



Soliguetti 20/02/2017

História e diversão
Melhor do que seu antecessor, 1822, porém não mais primoroso que o primeiro volume da trilogia, 1808, 1889 é um livro que prende o leitor do início ao fim, tal qual seus antecessores. Laurentino Gomes nos apresenta os fatos históricos como se estivéssemos numa deliciosa conversa informal. Desta vez, o tema é a proclamação da República e os desdobramentos que levaram à mesma. Assim, o Segundo Reinado, de d. Pedro II, é amplamente detalhado.

Por se tratar da proclamação da República, Laurentino Gomes também retrata os primeiros governos republicanos. Tanto os governos militares de Deodoro da Fonseca e de Floriano Peixoto quanto os dois primeiros governos civis, de Prudente de Morais e de Campos Sales, são discutidos no finalzinho do livro, porém de uma maneira um pouco rápida (como se o autor tivesse pressa em finalizar o livro). Assim, causa estranheza que um livro que pretende tratar da República pare bruscamente sua narrativa justamente nos primeiros anos da mesma, ignorando praticamente todo o período da República Velha.

Mesmo assim o livro é de leitura obrigatória para aqueles que pretendem não só conhecer a História do Brasil, como também algumas curiosidades e peculiaridades, retratadas de um jeito que só Laurentino Gomes consegue colocar no papel. Assim, é indicada para todos aqueles que desejam aprender História se divertindo.
comentários(0)comente



vcheliga 03/02/2017

História bem contada...
É um livro muito bem construído. Consegue se colocar como uma boa narrativa e ao mesmo tempo ?contar? história. Não é um livro didático,é muito melhor que isso. Sobre os fatos em si, hoje compreendo muito melhor o sentido de ter em minha cidade as ruas Marechal Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, a Praça Marechal Floriano Peixoto e a Escola Estadual Rui Barbosa. Estes são só algumas homenagens aos heróis da republica.
comentários(0)comente



Slayer 11/12/2016

Sou mais o Benjamin Constant do que o Deodoro da Fonseca.
Depois de tanto tempo, a trilogia está completa! Finalmente, terminei a leitura de 1808, 1822 e 1889. Na minha opinião, este foi o melhor, porque além de falar sobre a Proclamação da República, ainda falou sobre o reinado de Pedro II e um pouco sobre a República Oligárquica (na verdade, foi apenas no último capítulo). Se você leu apenas este livro, leia os outros. Te garanto, vai valer a pena. Umá salva de palmas ao Laurentino Gomes!
comentários(0)comente



Shirley Fernandes 08/12/2016

Conhecendo a história do Império no Brasil
"A leitura foi fundamental para conhecer um pouco melhor a história da formação do meu país. Detalhes que passam despercebidos por nós quando somos alunos de história na escola. Pude conhecer, por causa do livro, lugares no Rio de janeiro de grande valor histórico da época do Império. Tirei 10 dias de férias e percorri vários desses lugares. Petrópolis foi o mais extraordinário para o conhecimento. Com isto, posso dizer que fiquei absorvida na leitura desta interessante trilogia de Laurentino."
comentários(0)comente



Henrique 02/12/2016

Dentre os três livros do autor, 1889 merece quatro estrelas. Não é tão bom quanto o primeiro, mas supera o segundo. Antes de tratar da Proclamação da República, o autor trata de um assunto pouco estudado e pouco discutido: o Segundo Reinado. Mas ao acabar o livro, o leitor acaba compreendendo os motivos de a figura de Dom Pedro II ter sido relegada ao esquecimento. E não vejo justiça nisso. Conhecer o segundo monarca do Brasil foi, de longe, bem mais interessante que a do seu pai, por exemplo. No geral, o livro também conta com curiosidades sobre personalidades e eventos pré e pós República. E toca em temas determinantes na configuração da estrutura de poder atual. Recomendo.
Fernando 06/12/2016minha estante
Penso o mesmo. Na ordem de preferencia 1808; 1889 e por fim 1822...


Priscilla.Silva 15/03/2017minha estante
undefined




Volnei 29/09/2016

1889
Esta obra tem como objetivo explicar a queda da monarquia, partindo de um estudo dos últimos anos de reinado de Dom Pedro II em forma de resumo de nossa história. Foram vários os fatores que contribuíram para esta queda e muitos dos quais não estaremos abordando aqui por estarem especificados em outra obra sobre Dom Pedro II e a Princesa Isabel. Apesar de derrubarem a monarquia os republicanos não tomaram o cuidado de fazer um planejamento de forma organizada, tanto que os primeiros anos da republica foram um tanto conturbados.

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Thiago.Alves 01/08/2016

O livro como todo não é ruim , principalmente por trazer informações sobre período histórico importante do nosso país. Entretanto se comparado aos primeiros livros da trilogia , o livro é cansativo e não prende a atenção do leitor. Aparentemente a mudança de governo falada no no livro nao possui tantos elementos novos a ser contados e que despertem a curiosidade do leitor.De qualquer forma, é um livro indicado para um estudioso ou pesquisador que deseja informações sobre a Proclamação da República.
comentários(0)comente



Fabio Michelete 20/06/2016

Veja no Dose Literária o meu comentário sobre a trilogia de Laurentino Gomes

site: http://www.doseliteraria.com.br/2016/06/estudando-historia-os-livros-de.html
comentários(0)comente



Marcos 15/05/2016

Excelente fonte de informações em leitura agradável
Tão importante quanto os volumes anteriores, 1808 e 1822, este livro descreve, em versão resumida e de leitura agradável, os fatos que envolveram o segundo reinado e o início conturbado da vida republicana no Brasil. A leitura deste livro e dos volumes anteriores, além de importante, deixa claro o quão pouco evoluímos e o tanto que precisamos mudar se quisermos deixar para as gerações futuras um país digno de se viver em paz e de cabeça erguida.

É claro que é preciso ter sempre um pé atrás na leitura de qualquer obra sobre fatos históricos e políticos, já que a visão do autor, inevitavelmente, acaba moldando com opiniões e interpretação próprias a narrativa da história. Embora a imparcialidade parece permear as páginas do livro, o autor escorrega e deixa claro sua desaprovação sobre a postura do governo FHC (sim, ele o mencionou) contra os baderneiros do MST e MTST (sim, de novo, ele os mencionou). Então, é preciso discernimento ao ler qualquer obra histórica, seja quem for o autor.

De qualquer forma, considero também este livro, assim como os volumes anteriores leitura indispensável para qualquer cidadão brasileiro minimamente interessado em saber um pouco da história do seu país.

Você nunca mais verá os imperadores, príncipes e princesas da mesma maneira após a leitura deste excelente volume.

Esta resenha refere-se à versão para Kindle, via Unlimited - ASIN B00E41Z0V0. Também neste volume, gostaria de destacar a ótima qualidade da edição em ebook feita pela Editora Globo.
comentários(0)comente



87 encontrados | exibindo 16 a 31
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6