A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar

A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar Esther Earl




Resenhas - A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar


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Gabriel 01/02/2014

Uma história de superação
O que você faria se um dia acordasse diagnosticado (a) com câncer de tireoide, e por pior que parece com 12 anos? Esther Earl teve esse mesmo destino e optou fazer tudo o que pudesse fazer antes de morrer.

Nerdfighter de carterinha, Esther Earl era fã de John Green e seu canal sobre coisas de nerd no Youtube e principalmente os seus livros escritos para os leitores juvenis. Ela odiou quando soube que tinha câncer e tentou conviver o máximo possível superando a dor imensa que sentia a cada dia que passava e o fato de que tem menos tempo de vida.

"Apenas seja feliz, e, se você não conseguir ficar feliz, faça coisas que o deixem feliz. Ou fique sem fazer nada com as pessoas que o fazem feliz" -Esther Earl.

No livro acompanhamos todo o processo de cura e recuperação do câncer de tireoide de Esther Earl, uma história que vai envolver o leitor que mesmo não gostando de biografias, como eu, se apaixonar descontroladamente pelo fato de se relacionar com Esther já que quase todas as páginas do livro são do verdadeiro diário dela.

Esther tinha sonho desde que criança, ser escritora, e nesse livro ela demostra muito isso pelo fato de sua narrativa não ser exagerada como de muitos autores de hoje em dia, acho que se ela não tivesse morrido, que foi um fato muito impactante no leitor mesmo sabendo que ela iria morrer desde o início do livro pois os próprios pais diziam, e fosse uma grande escritora eu teria todos os seus livros na minha estante.

Como dito acho que a cena em que ela morre é uma cena impactante no leitor já que Esther nunca tinha medo de morrer pelo simples fato de que ela acreditava que a morte fosse apenas uma passagem por uma outra vida, no céu, pelo fato de que a religião tivesse uma abordagem muito grande na história.

Acho que foi por isso que John Green se inspirou em Esther para escrever seu romance de sucesso, A Culpa é das Estrelas, porque Esther é uma grande inspiração à todos as crianças que tem câncer, ela nos demostra que o câncer não é simplesmente uma salto no escuro, que pode ser muito menos trágico do que isso, pode ser simplesmente uma "lição de vida".

A Estrela que nunca vai se apagar é um livro que merecer ser livro sem nenhuma discussão, aposto que você vai amar o livro. É um livro que como todo outro deixa um recado e esse simplesmente foi o melhor de todos: que o amor às vezes é mais forte do que a morte. E por isso incrível que pareça esse recado está certo.

Recomendo muitíssimo!

site: http://livrosemaislivross.blogspot.com.br/2014/02/resenha-do-livro-estrela-que-nunca-vai.html
Quel 04/02/2014minha estante
Eu estou louca pra ler esse livro . Eu só irei ler " A culpa é das estrelas " depois que eu ler esse livro . Adorei sua resenha e até fequei em me emocionar por lê-la . Deve ser uma biografia muito especial .


Isa 06/07/2014minha estante
Nossa! Adorei a sua resenha...
Mas tenho uma pergunta que não quer calar:
A Hazel foi inspirada na Esther certo? Certo. E o Gus, ele "existiu" tbm na vida real? Ou então melhor dizendo, existiu um carinha na vida da Esther para que o John Green se inspirase ou é só uma outra história mesmo?
Bjs


CAMILINHA 29/01/2015minha estante
Isa, pelo que li a Esther nunca se apaixonou, ela até comenta que uma das vontades dela é de beijar um garoto, o John fala na introdução do livro que ele se inspirou na Esther, mas a história da culpa não é a história da esther




Camille 08/02/2014

Uma resenha com (muitos) trechos auto-intitulativos (se essa palavra existir). - Beletristas.com
Após ler A Culpa é das Estrelas (confira a resenha clicando aqui), eu me senti forte o suficiente para pegar e ler “A Estrela que Nunca Vai se Apagar“. O livro fala é escrito boa parte por Esther Earl, uma amiga com câncer de tireoide que o John Green teve e que, apesar de não ser a Hazel Grace, inspirou-o a escrever sem parar sobre ela.

"A medida de uma amizade não tem a ver com presença física, mas, sim, com seu significado."
— página 14

"[...] que é possível viver com depressão sem ser consumido por ela e que o sentido da vida está na união, na família e nas amizades que transcendem e sobrevivem a todo tipo de sofrimento."
— página 19

A história de Hazel não é a de Esther (Grace) Earl. Mas John Green e ela acabaram sendo tão próximos que é impossível desconectar um livro do outro. Então, como ia dizendo, senti-me corajosa para pegar e ler um livro cujo câncer faz parte. Acredite, o livro não é sobre a doença, mas sim sobre a pessoa que a teve.

Em todas as páginas eu lembrei do meu tio Luiz Paulo e do tio Ari. E, sim, eu chorei. Mas não por tristeza – por saudade. Mais que isso, eu quis, realmente quis, ter conhecido Esther e ter sido forte para ela, mesmo à distância, e dar um apoio no seu meio e fim. Não fui forte para nenhum dos meus tios, mas isso é outra história.

"Mas Esther preferia ver as coisas de outro modo. Durante todo o tratamento, sentia que, no geral, sua vida tinha sido boa. Ela teve o amor da família, dos amigos, e a cada dia sua dedicação à missão de confortar e cuidar dos outros se renovava."
— página 22

Eles três têm algo em comum além da doença. Foram pessoas incríveis. Esther se sentia triste por ter câncer, por fazer parte daqueles malditos 0,4% cuja cura era mais complicada – no seu caso, bem mais complicada. Ao mesmo tempo, ela brincava, ria, divertia-se, desenhava, escrevia cartas, colhia flores à meia noite para fazer uma surpresa para os pais.

Ela tinha uma família que deu apoio: abraçou, brincou, chorou. Fez dos momentos impossíveis suportáveis. E Esther… Ela era uma estrela. Uma estrela que brilhava por ser quem era, por ser forte, por brincar até nos seus últimos dias. Por ser uma nerdfighter e ainda gravar vídeos para o youtube.

"O que a vida joga em cima da gente nunca faz sentido. Parece até que estamos nas mãos dela. Quanto tempo esperamos que a vida mude a gente? quanto tempo devíamos tentar mudar a nós mesmos?"
— página 68

"Deus é o motivo de eu estar sobrevivendo, mas ele sem dúvida colocou vocês na minha vida de uma forma maravilhosa. Eu amo vocês. Queria que houvesse uma forma menos melosa de dizer, mas amo mesmo. Simplesmente amo. Obrigada."
— página 137

Não consigo imaginar quão sortudos foram aqueles que a conheceram. Aqueles que estiveram com ela, pelo menos por pouco tempo. Porque ela era especial, não só para ela mesma, para a família ou para os amigos. Para o mundo, entende? Aquelas pessoas que a gente nem sabia que existia e que faz a gente pensar que, nossa, tudo bem, estou no mundo certo.

Em meio a tanta desgraça, Esther se mostrou uma luz. É triste que não esteja mais aqui. Só posso imaginar a saudade que aqueles que a conheceram sentem – da pessoa, das piadas, das atualizações do twitter, dos vídeos do youtube, de um barulho que indicasse que ela estava viva.

É um livro intenso, profundo, que você precisa estar preparado para ler, porque não vai ser agradável. Nada assim é agradável. Mas é único, diferente, incrível e especial de uma forma que nos faz mudar a forma de pensar, de viver.
Intrínseca dedicou ao livro o tempo e o trabalho que ele merecia, repleto de fotos, de momentos, de histórias, de sinceridades. De estrelas na diagramação! Passar para o papel tudo o que Esther Grace Earl foi e torná-la imortal para muitas outras pessoas.

"O que importa é amar os amigos completa e totalmente, o melhor e o pior lado, e amar mais do que apenas as coisas boas. Trata-se de mostrar que você está disposto a aceitá-los pelo que são, que eles não devem se sentir inseguros ou constrangidos na sua presença, o que pode ser uma tarefa difícil."
— página 217

Faltam-me palavras para uma resenha melhor, menos emocional. Mas, sinceramente, não sei se era algo técnico que ela iria querer. Se ela pretendia mudar vidas, ela mudou. A minha. Assim como meus tios fizeram, cada um com sua força. Ela me fez diferente. Ela também faz parte de mim.


"Por meio de sua bondade, seu carinho e amor pela vida, ela permitia que os outros fossem eles mesmos. [...] que estávamos a um dia do momento em que o amor de Esther pelo mundo se tornaria contagioso. Ela estava prestes a inspirar uma mudança no mundo."
— página 284

"Se você é, tipo, uma pessoa com sentimentos, eu insisto que escreva, escreva isso, escreva no seu diário ou no seu blog ou faça um vídeo ou escreva em um post-it seus sentimentos, porque é bom poder ver quais são, e mesmo se você não conseguir entender todos, porque, caramba, o cérebro tem muitos sentimentos!"
— página 321

"Ela só me abraçou, me apertou com força, não disse nada, não disse nada. E agora eu percebo que aquilo foi… aquilo foi a melhor maneira de demonstrar amor por alguém. Abrace essa pessoa com força, faça-a se sentir amada, deixe que o amor passe por vocês."
— página 366

"O Amor é Mais Forte. O Amor e a esperança estão unidos, se separá-los, você os destrói. Se a esperança sobrevive, o amor perdura. Onde existe ao menos uma nesga de amor, a menor das esperanças tem espaço para crescer."
— página 376

"A vida não é para ser vivida pela metade. Ela deve ser aproveitada de maneira plena e total. Se você quiser fazer uma mudança no mundo, precisará ser forte. Precisará arriscar. Precisará perseverar. Às vezes, precisará seguir cegamente em uma direção mesmo sem ter qualquer certeza, mas porque acredita que ela vai levá-a ao lugar certo."
— página 378

"Apenas seja feliz, e, se você não conseguir ficar feliz, faça coisas que o deixem feliz. Ou fique sem fazer nada com as pessoas que o fazem feliz."
— página 384
Kah Cruz 11/02/2014minha estante
Linda resenha... Chorei só de ler esse pequeno resumo e fiquei com uma imensa vontade de correr até a livraria e comprá-lo!


Evy 27/02/2014minha estante
Estou emocionada só de ler a resenha.


Sabrine Borges 25/04/2014minha estante
Linda resenha!


JaquelinebSouza 26/06/2014minha estante
Linda Resenha... Adorei.... os trechos que vc colocou do livro são maravilhosos.


Camille 26/06/2014minha estante
Obrigada, gente!




Sabrine Borges 25/04/2014

O amor é mais forte que a morte!
Achei incrível a história da Esther Grace, a adolescente que inspirou John Green a escrever A Culpa é das estrelas. Lembrando que A culpa é das estrelas foi somente uma inspiração e a história da Esther é bem diferente, muito mais complicada, dolorida e com muito menos romance.
Além de inspirar o John, Esther também me inspirou a tentar fazer diferença, a ser uma pessoa melhor e a amar o próximo, pois não se sabe o dia de amanhã.
Em nenhum momento ela se diz ser perfeita, muito pelo contrário. Diz que tem muitos defeitos, que não é sempre forte e corajosa. Como aqui:

"Elas dizem coisas incríveis sobre mim, mas sinto que estou enganando a todos, porque nem sempre sou demais, e não sou sempre forte, e não sou sempre corajosa, e vocês deviam saber disso, sabe?"

Afinal ela era um ser humano e ser humanos estão sujeitos a falhas e erros. Isso eu gostei do livro, da humildade que ela tinha para não se achar melhor que ninguém. Mesmo com toda essa humildade, seus amigos ainda a achavam perfeita:

"Sei que ela não gosta de ser chamada de perfeita, porém se mais pessoas fossem como ela, o mundo seria um lugar bem melhor."

Eu queria um mundo onde o câncer fosse somente um signo. É muito injusto uma adolescente com tudo pela frente morrer de câncer. Desde o começo eu soube que ela ia morrer, mas quando acontece, quando ela fala suas últimas palavras fico com o coração na mão. E pensar que ela não teve a oportunidade de ler o último livro da série Harry Potter por quem é fã, e nem ler o livro a Culpa é das estrelas.
Eu sei que agora ela está num lugar muito melhor, onde não há dor, nem sofrimento: no céu com Deus e espero ir pra lá um dia.
Com Esther aprendi que O AMOR É MAIS FORTE QUE A MORTE e vou levar essa lição para a vida toda.

"Apenas seja feliz, e, se você não conseguir ficar feliz, faça coisas que o deixem feliz. Ou fique sem fazer nada com as pessoas que o fazem feliz."
Daniel 26/04/2014minha estante
Muito boa a resenha, de fato essa menina parece ser uma pessoa corajosa e guerreira. Alguém que foi tão importante que pode ser inspiração para os outros. Amei a resenha e quero ler o livro


Tamy 26/04/2014minha estante
Nossa guria depois dessa resenha me animei a ler, concordo com o que disse sobre o câncer, eu imagino que deva ter sido um fardo muito grande pra ela mas como vc mesma disse ela está num lugar muito melhor e com fé em Deus iremos pra lá tb :)




Jacqueline 06/02/2014

Fé e coragem motivadoras
Depois de ter lido A culpa é das estrelas do John Green, tinha ficado curiosa para saber mais sobre a vida de Esther, a menina que inspirou o autor a escrever sua obra. Procurei vídeos e outras informações na internet, e vibrei quando a Intrínseca anunciou o lançamento da auto-biografia de Esther.
A estrela que nunca vai se apagar é um livro lindamente escrito, sensível, que me emocionou profundamente, e me fez chorar litros.

A introdução é do próprio John Green, que fala um pouco sobre como conheceu Esther, e o impacto que ela teve em sua vida. Eu já abri minha caixinha de lenços nessa parte:

" (...) A personagem Hazel é muito diferente de Esther, e a história de Hazel não é a de Esther. Queria que ela tivesse lido A culpa é das estrelas. Fico surpreso que o livro tenha encontrado um público tão grande, mas a pessoa que eu mais queria que o tivesse lido nunca o fará" John Green

Esther foi diagnosticada com câncer na tireóide aos 12 anos, e morreu logo após completar 16 anos. A obra é um compilado muito bem organizado de fotos, textos escritos pela própria Esther em seu diário (e também em seu blog), alguns de seus desenhos e textos de seus pais e amigos do Catitude.
Acompanhamos o momento do diagnóstico, sua recuperação, e as muitas recaídas, e internações no Children's Hospital.
O que mais me comoveu foi o modo como Esther confiava em Deus, e demonstrava não temer a morte. Ela não abandonava a fé em Deus em momento nenhum, e essa confiança e serenidade foram muito inspiradoras.

" Apenas seja feliz, e, se você não conseguir ficar feliz, faça coisas que o deixem feliz. Ou fique sem fazer nada com as pessoas que o fazem feliz." Esther Earl

Alguns trechos revelavam uma Esther bem madura e resignada com o fato de ter uma doença terrível, e me assustei com a maturidade com a qual ela lidava com tudo. Claro que em outros trechos ela voltava a ser apenas uma adolescente assustada, e temerosa se iria conseguir vivenciar experiências pelas quais todos adolescentes passam - como o primeiro beijo.
A parte em que eu desabei no choro, foi o relato do último dia de Esther, narrado por seu pai. É uma cena muito impactante, narrada com tamanha sutileza e suavidade.
O livro é perfeitamente organizado. Algumas páginas possuem cores diferentes para diferenciar a fonte das quais foram tirados (blog, ou diário). Além das cartas enviadas por Esther a seus pais terem sido traduzidas, tem também uma cópia da original, o que conferiu um tom ainda mais pessoal ao livro.
O final ainda reserva uma surpresa: uma amostra de histórias de ficção original, que Esther escreveu entre 2007 e 2010.

A biografia de Esther transborda emoção, força, coragem e fé motivadora. O motivo pelo qual amo ler autobiografias é a sensação de estar conhecendo pessoalmente o autor em cada frase, texto, e experiência de vida escrita, com A estrela que nunca vai se apagar tive essa mesma sensação. Até para quem não curte biografias, recomendo infinitamente.
No meu blog tem imagens do livro, é só acessar o link ai embaixo

site: http://www.mybooklit.com/2014/02/resenha-estrela-que-nunca-vai-se-apagar.html#.UvPKbvRDvK0
César 11/03/2014minha estante
ESPLÊNDIDO.


Carol 12/03/2014minha estante
Arrepiei, obrigada pelas palavras, por "tua culpa", vou até a livraria no meu intervalo!! ;)




Boo 23/02/2014

A realidade é mais cruel
A Estrela que nunca vai se apagar – Esther Earl com Lori Earl e Wayne Earl

A Estrela que nunca vai se apagar é uma reunião de histórias sobre Esther Earl, menina que descobriu um câncer na tireoide aos 12 anos e que inspirou John Green a escrever A Culpa é das Estrelas. A semelhança acaba por aí. John, no livro, frisou que Esther não é Hazel e confirmamos que a realidade é muito mais cruel - Esther sofreu mais, lutou mais e não teve o seu romance.
O livro está muito bem organizado, quando a página é branca é porque foi escrito pela Esther, verde são depoimentos de amigos e familiares, em vermelho posts de um blog que a família mantinha sobre sua saúde.
A parte que mais me emocionou foi a carta que ela escreveu para ser lida por si mesma no futuro, infelizmente, isso não foi possível.
Ler o livro é uma grande homenagem a Esther que sonhava ser escritora, ela era uma alma linda, pura e até o fim manteve sua fé em Deus.
Sabrine Borges 25/04/2014minha estante
Tbm achei um livro lindo e muito triste. Uma injustiça ela não poder ler o último loivro do Harry Potter :/




Thais 24/09/2014

Emocionante e inspiradora, Esther realmente é uma estrela, que iluminou a vida de centenas de pessoas. Sua vida foi marcada pela coragem e pela bondade. A história é maravilhosa, porém, achei a leitura cansativa. De qualquer forma, valeu muito a pena!
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MiCandeloro 08/03/2014

Literalmente A Estrela que nunca vai se apagar!
Esther era uma menina levada, feliz, cheia de vida. Dotada de uma uma criatividade ímpar, sempre conseguiu olhar a vida com otimismo e esperança, mesmo nos piores momentos. Seu sonho era ser escritora e, desde cedo, embarcou no universo literário criando seus textos e mantendo um registro em seu diário.

Infelizmente, aos doze anos, enquanto morava na França com a sua família, foi diagnosticada com câncer da tireoide papilar metastático. Passou por cirurgia, tratamentos de radioterapia, iodo radioativo e foi cuidada por uma equipe composta por multiprofissionais dedicados. Apesar de este ser um câncer com bons prognósticos de cura na maioria dos pacientes, em Esther se apresentou de maneira mais avançada e agressiva comprometendo rapidamente o funcionamento dos seus pulmões e rins.

Esther acabou tendo que se mudar para os EUA e precisou largar o colégio em razão das inúmeras idas ao hospital e da ingestão de medicamentos que a deixaram fraca. Apesar de ter emagrecido muito, perdido os cabelos e tido diversos problemas de pele, Esther sempre fez questão de acompanhar seu tratamento de perto, discutindo com os médicos as melhores intervenções e fazendo objeções quando não concordava com algo.

A menina encontrou refúgio nas palavras, que lhe ofereceram um porto seguro, um local de desabafo e de comunhão com amigos e família. Apesar de Esther não ter podido escolher o final do seu livro, marcou a vida de todos que a conheceram e será para sempre uma estrela brilhando no céu que nunca vai se apagar.

"Parece quase irônico que ela não possa ser esquecida agora que sua história atingiu tantos e instigou tantas pessoas a se inspirarem nela. Desta forma, é como se ela pudesse continuar a viver o resto de sua vida, por meio de nós."

Querem saber um pouco mais sobre essa belíssima história? Então leiam.

***

ALERTA! Esta resenha será gigante. Há livros que leio que transformam a minha vida e, por causa disso, não podem ser resumidos a meia dúzia de palavras. Há livros que leio que me fazem pensar e me obrigam a escrever. Este blog, por mais que seja voltado a resenhas literárias e cinematográficas, não deixa de ser um cantinho meu. Um local que me sinto em casa e onde posso expressar tudo o que sinto. Então, muitas vezes, não consigo ser imparcial e não posso deixar de colocar em minhas resenhas as minhas experiências pessoais. Simplesmente não consigo. Portanto, de certa forma, a cada resenha, a cada comentário, a cada post, vocês conhecem um pouquinho mais de mim, porque em cada linha, em cada palavra, existe um pedacinho meu.

Este, provavelmente, será um dos posts mais pessoais que escrevi aqui no Blog. Eu poderia fazer como todos os outros que sempre faço. Começo a escrever as minhas resenhas a partir de uma "diarreia mental", com o perdão da palavra, para depois ir cortando tudo de "pessoal" que escrevi. Afinal, ninguém tem nada a ver com a minha vida, certo, e não preciso ficar expondo meus pensamentos e experiências íntimas. Mas dessa vez não consegui me calar. Um livro diferente exige uma resenha diferente. Esther fala conosco em seu livro, nos questiona, nos força a relembrar momentos das nossas vidas, e não pude simplesmente ignorar esse chamado e me calar neste texto, fazendo uma resenha fria e puramente técnica. Por respeito a mim e a Esther, esta resenha será praticamente uma anotação de diário.

Para quem não tiver paciência de ler posts grandes, sugiro pular para a parte final em que falo de forma mais técnica a respeito do livro em si. Ou então simplesmente não leiam, fiquem à vontade :)

***

Desde que ouvi falar sobre esse livro fiquei com vontade de lê-lo. Minha curiosidade foi aguçada por diversos motivos: Primeiro, tratava-se de um livro escrito por Esther Grace, a menina que inspirou John Green a escrever seu livro A Culpa é das Estrelas. Segundo, porque se tratava de uma história real, e eu adoro histórias reais, ainda mais quando não são melodramáticas e contém em seus textos lições de vida e situações para nos inspirar.

Só uma coisa me fez ter receio de ler. Tinha medo de me emocionar demais e de ficar muito triste, porque quando ele foi lançado, eu estava num período muito delicado da minha vida, passando por problemas de saúde e, para agravar a situação, uma pessoa que amo muito tinha acabado de ser diagnosticada com câncer de tireoide. Vou chamá-la de Pícoli, porque ela não quer ser identificada.

Imaginem então a minha situação: Escuto a médica dizer para Pícoli: "Calma, vai dar tudo certo, o câncer de tireoide é muito tranquilo de tratar e tem mais de 96% de chance de cura", para chegar em casa e descobrir que Esther tinha morrido desse mesmo câncer. Só consegui sentar para ler o livro, ainda assim, nervosa e suando, depois que Pícoli passou por uma cirurgia para a retirada dos tumores e sobreviveu. Atualmente, Pícoli está recuperando-se bem a cada dia que passa e agora estamos aguardando o início do tratamento com iodo radioativo e esperando pela remissão.

Talvez A Estrela que nunca vai se apagar tenha mexido comigo mais do que possa vir a mexer com outras pessoas. Isso vai da experiência particular de vida de cada um. Eu já enfrentei a morte do amor da minha vida: meu avô, que me criou como uma filha; passei por dois abortos espontâneos que, por mais que as pessoas tentem minimizar a minha dor, equivaleu-se a morte dos meus filhos; dois cânceres na minha família, de pessoas próximas, inclusive um deles também de tireoide; uma obesidade mórbida que quase me matou, dentre outras coisas que durante a vida a gente julga como perdas, desafios e se sente injustiçado, mas que no fim, elas refletem quem somo hoje e nos fortaleceram. Por isso, não trocaria a minha história de vida por nada no mundo. E fico feliz de ver que Esther, apesar de toda a dor e sofrimento pela qual passou, pensava exatamente da mesma forma que eu.

"Mãe, sei que sou só uma criança, mas posso dizer que passar pelo câncer me ajudou a crescer. (...) E, se eu tivesse a escolha de voltar no tempo de alguma forma e impedir o câncer, eu não faria isso, porque mudaria muitas coisas. Só queria que você soubesse que talvez eu não me importe muito de ter câncer. É parte de mim no momento, e acho que sou uma pessoa de bastante sorte. (...) se eu não tivesse ficado doente, não ficaria pensando nas pessoas com a doença... Eu sentiria pena do tipo "ah... coitado" em vez de solidariedade sincera."

Ler A Estrela que nunca vai se apagar foi quase como ler O Diário de Anne Frank. Tive a sensação de espiar a vida de outra pessoa pela fechadura e, aos poucos, me tornar íntima dela, dividindo suas dores e compartilhando das suas alegrias. No final, acabei ganhando outra amiga que, assim como Anne, já está no céu.

Esther não quis ser lembrada pela sua doença, nem por suas limitações devido ao seu corpo que já apresentava sinais de cansaço. Ela não queria ser definida como a menina que tinha câncer. Esther queria ser uma pessoa normal, e é isso que o livro nos mostra. Não um moribundo que está prestes a morrer, de quem devemos ter pena ou então considerar um herói pelas suas bravas conquistas e batalhas travadas.

"Então é... ultimamente venho pensando que, se e quando eu morrer, gostaria de passar por mais uma coisa normal de adolescente, que é beijar um garoto. =) (...) Você pode não acreditar, mas quero uma porcaria de beijo. É uma coisa normal que eu talvez nunca tenha, mais uma coisa que vou perder."

Justamente por causa disso, não diria que o livro é depressivo. Ele é melancólico e triste, mas de uma maneira boa (se é que isso é possível.. hehe). Foi impossível não correlacionar à vida de Esther com a de Hazel, por mais que John insista em dizer que ambas não são a mesma pessoa. Esther, assim como Hazel, era uma menina cheia de vida, com um humor irônico e muito perspicaz. Enquanto Gus, de A Culpa é das Estrelas, tinha medo de ser esquecido, Esther tinha medo de não fazer a diferença nesse mundo.

"Quando o dia chegar, seja em um, dez ou cem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam "Pobrezinha. É uma pena que ela esteja doente". Não que vocês façam isso. Pensem em mim e pensem na luz do sol e no quanto aaamo animais e desenhar coisas bonitas."

Estee, ou Estrela, apelidos carinhosos dados pelo seu pai, tinha um desejo imenso de ajudar a todos. Ela queria trabalhar em um abrigo de animais carentes, ela adorava dar uma de conselheira para todos aqueles que a procuravam com problemas ou pedindo ajuda, e ela queria ajudar os necessitados. Mas lhe faltava tempo, e energia, e ela se consumia por causa disso, por ter tanto amor para dar e tão pouco tempo para realizar os seus sonhos.

Esther veio para Terra com certeza com uma missão, porque o livro deixou claro o quanto ela mudou a vida de todos que a conheceram, pessoalmente ou virtualmente, e seu maior legado, foi depois de sua morte. Por causa de Esther, a Harry Potter Alliance ganhou um prêmio de $250.000 para ajudar a diminuir as coisas ruins que acontecem no mundo. Por causa de Esther, foi criada a fundação chamada This Star Won't Go Out, que ajuda milhares de pacientes com câncer e suas famílias. Por causa de Esther, uma menina que morreu de câncer a milhares de quilômetros de distância da gente, uma adolescente que muitos nunca ouviram falar, muitas coisas boas aconteceram, transformando o mundo num lugar melhor de se viver. Tenho certeza de que, de onde Esther estiver ela está feliz, sabendo que sua luz iluminou a vida de tanta gente.

* Gente, quem quiser fazer uma doação para a fundação This Star Won't Go Out clique AQUI. É possível doar qualquer valor por meio do paypal. Eu fiz a minha parte e fiz a minha doação!

Foi lindo descobrir de onde surgiu o nome do livro, e de como Estee conheceu seu maior ídolo, John Green, ou então de como Esther deixou esse mundo rumo a uma nova aventura. Muitas passagens do livro são extremamente emocionantes, e outras tantas são inspiradoras.

"Hmm. Falando em querer, a LeakyCon 2009 vai acontecer entre os dias 21 e 24 de maio. EM BOSTON. (...) e HANK E JOHN GREEN VÃO ESTAR LÁ. EM BOSTON. EM BOSTON. NA LEAKYCON!!! Quero tanto ir. TANTO. (...) Eu poderia pedir isso para a Make-A-Wish..."

Quanto ao livro, devo dizer que, primeiramente, fiquei chocada com a diagramação e o design feito pela Intrínseca. Nunca vi um livro tão lindo na minha vida. Todas as páginas internas são decoradas, coloridas e ilustradas. A Estrela nunca vai se apagar contém um material riquíssimo sobre a vida dessa adorável menina. Foram compilados relatórios médicos, depoimentos de seus pais e amigos e trechos do próprio diário escrito por Esther, compartilhado conosco assim como seus pais imaginaram que ela gostaria. Além disso, o texto trás inúmeras fotos de Esther e da família em diversas fases de sua vida.

Analisando o livro, basicamente cheguei à seguinte conclusão: as páginas verdes-floresta serviram para apresentar um pouco sobre quem é Esther Grace, desde seu nascimento até a sua morte. As páginas verde-claras foram dedicadas aos escritos de seus amigos ou pessoas próximas que a conheceram. Nas páginas laranjas, encontramos o diário escrito por Esther e seus pais no site CaringBridge, criado para atualizar a família e os amigos da doença e do bem-estar de Estee. E nas páginas brancas, encontramos os relatos da própria Estrela, seja por meio de cartas, desenhos ou dos escritos em seu próprio diário. Ao final, temos a compilação de diversos textos de ficção não acabados escritos por Esther, que já buscava a sua "voz" como jovem escritora.

Talvez alguns se perguntem por que alguns textos estão alinhados à esquerda e outros estão justificados. Acredito que, novamente, a Intrínseca tenha feito uso desse artifício, como fez em Sal, para destacar os textos escritos por Esther e os trechos dos diários elaborados por seus pais. Pelo que entendi, os textos justificados são mais recentes, elaborados para o livro e escritos depois da morte de Estrela. Mas isso tudo são apenas especulações minhas.

Achei que eu ia demorar mil anos para ler o livro, porque ele é enorme, mas acabei o devorando em questão de poucos dias de tão fácil e fluida a sua leitura. Gente, preciso dizer, Esther me fez pensar tanto! Depois de anos sem torturar um livro, dessa vez não me contive, peguei uma caneta marca-texto na mão e desandei a rabiscar em A estrela nunca vai se apagar com direito a inclusive dobrar orelhas nas páginas. Ok, me trucidem! Eu leio muito, vocês sabem. E leio de tudo. Mas foram as palavras de Esther, na sua simplicidade, na sua repetição, na sua confusão, que me tocaram, porque me relembraram exatamente como eu me sentia aos 12, 13, 14 anos, e como me sinto hoje a cada vez que enfrento uma dificuldade ou sinto que me tiraram o tapete.

"Não é triste que tantas vezes seja preciso encarar a morte para se apreciar a vida e uns aos outros por inteiro? Espero que você esteja fazendo diferença para alguém hoje..."

Lembrem-se que A Estrela nunca vai se apagar não é um livro de ficção. Então se forem lê-lo, leiam de coração aberto e conheçam Esther Grace, sem julgá-la, sem tentar entendê-la, sem questionar o porquê disso ou daquilo. Lembrem-se que vocês estarão lendo um relato de uma adolescente, cheia de sonhos, cheia de mágoas, meio perdida, mas com muita esperança na vida, em Deus e num futuro glorioso sem dor. Lembrem-se que vocês estarão lendo as memórias de uma família afetada pelo câncer e consequentemente pela perda de uma filha tão querida e amada. Apenas lembrem-se e aceitem.

"Após alguns minutos de espera, chorando em silêncio e tocando nossa amada Estrela, ela deu seu último e estranhamente longo suspiro (...)".

Estes são relatos de pessoas reais, de gente como a gente, de vida e de morte. E no fim, eu me sinto abençoada de poder ter conhecido melhor uma pessoa que até então nunca tinha ouvido falar e que foi tão importante, simplesmente por existir, e por ser uma pessoa única e diferente das demais, mas ao mesmo tempo tão parecida com a gente. Ler livros que falam sobre pessoas comuns e suas vitórias e dificuldades me faz sentir-me mais humana e me faz ter mais empatia pelo outro.

Obrigada Esther.

"A morte não é a palavra final, mas a "grande aventura seguinte", como Dumbledore disse tão bem."

Resenha originalmente publicada em: http://www.recantodami.com/2014/03/resenha-estrela-que-nunca-vai-se-apagar.html
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cris 23/05/2014

Nossa verdadeira Hazel
Bom, eu poderia dizer muitas coisas sobre esse livro, sobre a Esther Earl e toda sua familia. No entanto acredito que nada do que eu falasse chegaria a definir essa história em um todo.
Essa biografia foi escrita como uma maneira de homenagear a Esther no entanto se transformou em um grande livro que pode servir de lição para muita gente. Particularmente eu demorei alguns bons dias para terminar a leitura, propositalmente.
As vezes é dificil não se emocionar com as emoções de uma pessoa tão intensa e caracteristica como Esther, ela sofria de um mal irreparavel, no entanto viveu em toda sua plenitude tudo que lhe foi possivel viver.
Tudooo, seria um exagero de minha parte, mas o amor que lhe foi reservado e a maneira como distribuiu o melhor de sí as pessoas a sua volta ja fez toda a diferença.
#Recomendo
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Raquel 18/02/2014

"Apenas seja feliz."
Pessoas como Esther Grace Earl são imortais: é impossível faze-las morrer. Ao ler este livro pude perceber que Esther era mesmo uma estrela, e que ela realmente nunca irá se apagar, pelo contrário, continuará iluminando a vida de muitos.

Chorei muito com a leitura, não porque fala de uma menina com câncer e sua luta contra ele, mas porque você pode perceber que ela nunca parou de lutar, mesmo com todas as suas dificuldades, ela nunca abandonou sua fé e teve forças, quando todos achavam que ela não teria. As palavras de Esther eram tão cheias de carinho e amor, muitas vezes por completos estranhos, que é impossível deixar de se emocionar. Mais impossível ainda é não ser transformado após a leitura. Esther foi uma adolescente que, mesmo limitada, conseguiu fazer a diferença na vida de milhões de pessoas.

Não há muito que falar sobre este livro. É o tipo de leitura que não se explica; apenas se lê. Esther viveu seus 16 anos muito bem, rodeada do amor da família e com graça. Nestas páginas você encontrará amor, fé, carinho, força, vida. Sim, vida! Pois viver é muito mais que apenas estar presente fisicamente. Embora não esteja mais entre nós, Esther e suas palavras, seu jeito de ser, suas atitudes CONTINUAM VIVAS dentro de cada um que a conheceu e, agora, através deste livro.

Leia este livro! Tenho certeza que você será abençoado, assim como eu fui.

site: http://livrosentregarotas.blogspot.com.br/2014/02/resenha-03-estrela-que-nunca-vai-se.html
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Maraysa 21/05/2014

Don't Forget To Be Amazing
Comecei a ler este livro sem grandes pretensões e, rapidinho, me dei conta de que estava entrando em contato com a vida de uma garota muito especial. Esther me fez rir e chorar, me fez conhecer músicas novas e também me deixou toda feliz por saber que gostamos das mesmas coisas.

Nas últimas páginas do livro eu já estava com a cabeça latejando por ter chorado demais. Senti falta de ar e fiquei assustada quando a presença de Esther se fez notar em meu quarto. Uma menina magra, com lindos olhos claros e a inseparável cânula nasal conectada ao tubo de oxigênio. Ela me olhou com aquele semblante sereno e me deu um sorriso adorável. Naquele momento eu entendi que não tinha lido este livro por acaso. Naquele momento eu soube que precisava ser melhor, por ela, com ela.

Eu também tive câncer e, muitas vezes, desejei ter morrido. Mas sobrevivi e preciso lidar com esse fato todos os dias. Quando vi Esther me olhando eu soube o que ela queria me dizer: "Don't Forget To Be Amazing".

Eu não vou esquecer, Esther. Graças a você, vou dar mais valor à minha existência, vou fazer valer a pena e ser incrível, assim como você foi - e ainda é, onde quer que esteja.
Brubs 14/07/2014minha estante
Don't Forget To Be *Awesome (:

Linda resenha! Parabéns pela história de vida!




Psychobooks 21/07/2014

A Estrela que Nunca vai se Apagar é uma biografia, mas diferente de todas as outras biografias que existem. Nela acompanhamos, em ordem cronológica, a vida de Esther Earl, desde sua infância, passando pela descoberta do câncer e dos tratamentos aos quais ela se submeteu, até sua morte, em 2010. O que torna essa biografia mais interessante é que ela é composta por relatos dos familiares, amigos e até mesmo médicos de Esther, incluindo, claro, ela mesma.

Excertos dos diários de Esther, desenhos que ela fez, textos que ela e seus pais postavam na internet, trechos de chats entre ela e os amigos – é isso que encontramos neste livro e é o que o torna um pouco mais leve. Imagino que uma biografia normal sobre uma adolescente com um câncer superagressivo seria muito mais pesada. Com isso não quero dizer que não nos sentimos tocados pela história de Esther, mas, ao passear por sua vida, percebemos que há um certo tom de leveza, dado por ela mesma. Esther foi diagnosticada com 12 anos e faleceu aos 16, mas a forma com que ela lidou com sua situação foi incrivelmente madura. Tanto é que é raro ler reclamações dela sobre sua vida – sua preocupação maior era mudar o mundo de alguma forma, fazer diferença na vida das pessoas. E isso, com certeza, ela conseguiu.

Esther tinha a saúde debilitada por causa da doença e dos tratamentos, então ela passava a maior parte do tempo na internet, e foi lá que ela fez centenas de amigos e conheceu John Green, que se tornou, posteriormente, seu amigo pessoal. Juntos, eles conseguiram ajudar a instituição de caridade Harry Potter Alliance a arrecadar 250 mil dólares em um concurso em 2010. Fora isso, Esther tocou a vida de muitos nerdfighters, que criaram o Dia da Esther (3 de agosto), dedicado à celebração do amor em suas mais variadas formas.
Esther pode muitas vezes ser colocada em um pedestal, mas o que vemos no livro é seu lado mais humano – em seu diário ela expressava não apenas seus pensamentos e sentimentos a respeito de sua doença, mas também sobre assuntos tipicamente adolescentes, como a amizade com o pessoal que conheceu na internet, as brincadeiras que fazia com os irmãos e até mesmo o fato de nunca ter beijado um garoto. Isso faz com que a gente se aproxime de Esther e sua família de uma forma muito tocante, e é impossível não se emocionar com tudo que é contado.

- Sobre a edição

A edição brasileira segue a americana e é uma graça! Não imaginava que ela era assim até vê-la pela primeira vez: as folhas são coloridas e trazem muitas fotos e páginas com textos e desenhos de Esther.
(imagens no site)

Quanto à tradução não posso opinar, pois não tenho o original para fazer a comparação. Mesmo assim, durante alguns momentos senti o texto um pouco “duro” e truncado, talvez devido a problemas de tradução. Encontrei uma expressão, “meu fave”, e fiquei sem entender porque ela ficou assim em português – “fave” é abreviação de “favorite”, ou seja, favorito, preferido. Por que não traduzir como “meu favorito”? Encontrei também alguns erros de revisão, principalmente de acentuação.

Mas tive um problema sério com a chamada na capa, que diz “A vida e as palavras de Esther Grace Earl, adolescente que inspirou John Green a escrever A Culpa É das Estrelas”. Não, gente! John Green dedicou ACEDE à Esther, mas o livro começou a ser escrito antes de eles se conhecerem – comentei aqui que o que Esther fez foi dar um empurrãozinho em John Green, pois quando eles se conheceram a escrita do livro estava um tanto empacada. O próprio John Green fala isso na introdução, então não entendi por que fazer uma chamada assim. Por causa disso e dos probleminhas de tradução/revisão, tirei uma estrela. No mais, recomendo fortemente a leitura!

"Não é triste que tantas vezes seja preciso encarar a morte para se apreciar a vida e uns aos outros por inteiro?"
Página 251


site: www.psychobooks.com.br
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Lourena 20/01/2015

Um livro realmente inspirador... com tudo que Esther passou e ainda sim nunca deixou de ser feliz e amar seus familiares e amigos
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Van Tourinho 26/11/2015

Há algum tempo atrás, quando terminei de ler “A Culpa é das Estrelas”, fiquei meio depressiva, pensando em como é triste morrer jovem.
Imaginei-me morrendo de repente, deixando para trás todos meus sonhos, e as pessoas que amo. Isso me perturbou bastante. O que me perturbou não foi a morte em si, mas, sim, a suposição de abrir mão de tudo que planejei, de tudo que desejei ter feito, das pessoas que quis ter conhecido. Da família, dos meus animaizinhos. Quem iria cuidar deles?
Bom, já deu para perceber que eu pensei bastante sobre o assunto! Eu disse que havia ficado depressiva, não disse? A questão é que fiquei muito tocada com o livro, com os personagens dele, e então pensei nas pessoas que, naquele instante, poderiam estar passando pela mesma situação que os personagens que eu acabara de me despedir.
Eu sabia que o João Verde havia se inspirado em alguém real, então pesquisei sobre Esther. E cheguei ao seu canal no YouTube. Apaixonei-me por aquela menina divertida, criativa, e desenvolta. Chorei oceanos quando assisti a seu último vídeo postado, e a ficha caiu: ela não existia mais. Todos aqueles vídeos eram apenas lembranças de uma garota jovem que de repente havia morrido.
Depois de algum tempo, descobri sobre o livro que os pais de Esther haviam publicado. Quando recentemente pude compra-lo, eu sabia, sabia que ele iria partir meu coração, que iria chorar, só que me enganei.
Sim, obviamente eu chorei (MUITO) em algumas partes, mas a maior parte dele eu ri, me diverti com os trechos retirados do diário dela. Porque Esther era tão madura para sua idade, que brincava com a situação em que se encontrava. Ela não temia a morte, nem hesitava em falar sobre morrer. Sua consciência e aceitação me chocaram. Mas aí, quando ela citava a família, ficava claro que toda a coragem e sua não hesitação em falar sobre sua doença vinha do amor e força que seus familiares lhe davam.
Na introdução escrita por John Green, ele explica como a conheceu, e esclarece que apesar de ter dedicado “A Culpa é das Estrelas” à Esther, o livro e seus personagens não foram baseados nela.
Esther adora escrever. O livro é recheado de cartas, poemas, confissões que ela escreve para seus pais. Sua precoce maturidade está ali, estampada em cada frase.
Aos doze anos é que ela descobre que tem câncer. E passa a administrar tudo isso de forma muito natural. Claro que ela se sente temerosa alguns momentos, mas na maior parte do tempo, ela é uma adolescente quase comum. O “quase” neste caso se dá porque, diferente das adolescentes comuns, Esther não é rabugenta, dramática ou enraivecida como normalmente os adolescentes são.
A descoberta de seu câncer não a muda, nem a torna depressiva (pelo menos não até as noites). É fácil entender por quê. Esther não se deixa abater por sua doença, porque nada mudou. Ela continua sendo a mesma garota, só que com câncer. Por que isso deveria mudá-la?
Okay. Eu desisto. Estava tentando fazer desse texto uma resenha decente, um texto, na medida do possível, imparcial, livre de opiniões pessoais desnecessárias. Desculpem-me, mas não consigo.
Esther foi guerreira. Soube lidar com sua dor e seu sofrimento de forma natural. Não escondia seus medos, quando eles apareciam, falava o que sentia e escrevia o que não conseguia dizer. Tinha um sonho: dar seu primeiro beijo. Era bobo, fútil aparentemente, mas em meio a todas as limitações que sua doença lhe colocava, queria ser uma garota normal.
É quando voltamos lá para o começo da resenha, quando eu falo que temo não a morte em si, mas abrir mão de tudo que tenho e sonhei em ter. Não é muito diferente do sentimento de Esther.
Quando digo que ela não foi depressiva, não teve medo, devo corrigir: ela os teve, sim, mas sua espontaneidade e o amor que recebia da família eram tão maiores, que esses sentimentos ruins eram esquecidos, na maioria das vezes.
Costumamos “endeusar” as pessoas depois de sua morte. Não quero que pareça que estou fazendo isso. Obviamente Esther não era uma garota perfeita, nem nada assim, era uma garota comum, mas que perto de outros jovens de sua idade, se destacava, por sua paciência e compreensão fora do comum.
Esther foi especial, não porque teve câncer, e lutou contra ele de forma corajosa, foi especial porque ela era assim mesmo. Antes do câncer Esther já era divertida, espontânea, brincalhona, madura. Foi uma garota que qualquer pessoa adoraria ter tido como amiga. Eu adoraria ter tido. Adoraria que ela tivesse vencido essa doença, e que publicasse todos seus livros que ficaram no rascunho. Adoraria poder tê-la conhecido, e é uma droga, sem tamanho, que nada disso tenha acontecido.
É triste que ela tenha morrido, que o câncer a tenha vencido, mas é reconfortante saber que ela foi feliz, que realizou alguns de seus sonhos, e que, por fim, não precisou mais sofrer com essa doença maldita.
Esther me faz pensar em como desperdiço o tempo que tenho, as oportunidades que me são dadas, em como sou estúpida por deixar que o medo vença meus desejos, algumas vezes. E é um saco precisar conhecer a história de alguém que não teve as mesmas oportunidades que você, para se dar conta de que temos sorte, e reclamamos da vida em vão.
Acho que já disse tudo que podia dizer. Se não ficou claro: eu adorei o livro.
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Gildenia 31/05/2015

A estrela que nunca vai se apagar
A Estrela que não se apaga”, história a quais inspirou o escritor John Green a escrever o famoso “A culpa é das Estrelas”. Livro escritor por Waine e Lori Earls, pais de Esther Grace Earls, narra a história de Esther desde seu nascimento até depois de sua morte. Você pode pensar que é uma historia sobre uma garota que teve câncer de tireoide, mais essa "bibliografia” é uma verdadeira historia de amor e amizade. Os verdadeiros valores de uma vida.
Ao ler essa historia, não pude deixar de me sentir emocionada e emotiva. Converso que queria ter conhecido a jovem Esther, o que me dá a certeza que todos que tiveram a presença dela em suas vidas, foram de certa forma abençoada.
É incrível a forma como ressalta o amor que ela sentia pelos pais e os pais para com ela. Sabemos que isso é inevitável. Mas o que mais me chama a atenção, é amizade que foi criada entre elas e um grupo na internet chamado CATETUDE. Uma amizade virtual, que se tornou real. Uma amizade que não importava as diferenças, o amor era o que reinava entre eles.
De fato, esse livro ajuda a pensar sobre os verdadeiros valores quais fazem parte de nossas vidas, um livro emocionante, interessante e indispensável.
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