O Homem Invisível

O Homem Invisível H. G. Wells




Resenhas - O Homem Invisível


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Vitor.Ferreira 07/05/2020

H.G.Wells e sua genial forma de relatar o ser humano
Quem nunca se sentiu como o homem invisível?
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Leonardo 08/06/2013

Ficção científica de primeira qualidade
Disponível em http://catalisecritica.wordpress.com

Meu irmão aproveitou uma promoção da Livraria Cultura e comprou três clássicos de H. G. Wells: O homem invisível, A ilha do Dr. Moreau e A máquina do tempo, todos da Alfaguara. A capa de O homem invisível já havia despertado a minha curiosidade, e quando vi o livro em minhas mãos, não resisti e mandei para ele apenas os outros dois. Terminei de ler as duzentas páginas do livro naquele mesmo dia.
O homem invisível é um clássico da ficção científica. Escrito em 1897, já foi transformado em filme, imitado, parodiado, inspirado super-heróis e mesmo com mais de cem anos de idade, o livro exala frescor, provando que toda boa literatura é eterna. Narra a história de um homem invisível, como qualquer leitor com um mínimo de perspicácia já deve ter percebido, que tenta a todo custo descobrir como reverter o processo. Ele vai para uma cidade no interior da Inglaterra em busca de sossego, mas acaba chamando a atenção de todos os moradores por seus modos bruscos, por seus segredos, pelas experiências que constantemente faz... e por acontecimentos estranhos surgidos depois da sua chegada.
O homem invisível é um livro bastante cinematográfico. Desde a evocação de imagens claro que você não se imagina vendo o homem invisível, mas você se imagina justamente não o vendo até o enredo, começando de maneira lenta e preparando terreno para uma conclusão explosiva.
H. G. Wells é bastante diferente da maioria dos autores que eu costumo ler. Sua preocupação é em contar uma boa história. Seu estilo é simples, direto, elegante, sem firulas. Ao mesmo tempo, ele sabe criar tensão. O autor escolheu narrar a história sem jamais adentrar no ponto de vista do homem invisível. Assim, não sabemos exatamente o que ele pensa até que ele abra a boca para falar, o que demora um pouco. Também não sabemos como ele se tornou invisível, nem exatamente o que ele está tentando com aquelas experiências. Entregar as informações assim, aos poucos, é, sem dúvida, um dos muitos acertos do escritor inglês.
O homem invisível é um livro divertido, para você ler de uma só vez. Não carrega grandes pretensões, não quer discutir a natureza humana ou filosofar sobre o bem e o mal. H. G. Wells sentou-se e escreveu uma história que desafiou a imaginação das pessoas de seu tempo e que consegue mexer com nossas cabeças ainda hoje. Pra quem gosta de ficção científica, um prato cheio. Pra quem gosta de boa literatura, também.
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Danilo 27/03/2020

É realmente admirável o modo como o H. G. Wells consegue nos vender uma ideia a priori absurda com extrema facilidade e argumentos científicos muito plausíveis, é o que acontece neste livro e em outras obras suas como A Ilha do Dr. Moreau, Guerra dos Mundos e A Máquina do Tempo.
O livro gera muitas reflexões sobre existencialismo, limites da moral humana, o que o poder (aqui num sentido bem literal) pode mudar nas pessoas, como a ciência usada para fins egoístas e maliciosos tende a apenas resultar em dor e sofrimento.
É sem dúvidas uma leitura obrigatória, tanto pela história em si quanto por tudo para o que ela serviu de inspiração e que até hoje recheia a cultura pop.
Não vou dizer que é um ponto negativo, apenas um ponto que me desagradou em demasia, que é o protagonista. Eu o achei extremamente histérico, é exagerado, ele tem ataques e explosões pelos motivos mais ínfimos. Dada a circunstância em que ele se encontra é até esperado certo nível de desequilíbrio emocional, mas o livro não constrói isso de modo gradativo, como se ele estive se corrompendo, vítima de sua própria condição.
Fora isso, baita livro que vale muito a pena ler.
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Gladis 14/02/2020

?
"E assim entrega-se a um sonho, o sonho imortal e maravilhoso de sua vida".
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Lory 29/06/2020

A história é muito interessante e diferente das ficções científicas convencionais. Aqui, parece que o autor foca mais nos personagens e nas consequências da tecnologia sobre eles. Também gostei bastante das reviravoltas na narrativa; o livro começa cômico e bem humorado e evolui para quase um suspense.
Recomendo muito a leitura.
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Ana Lizzy 05/03/2020

Incrível
A história, a forma como ela é contada e a mensagem que ela trás me encantaram demasiadamente. Notei certas semelhanças com Frankenstein e só isso já teria me ganhado, mas a maneira descontraída e direta que a narrativa é levada, sem (na minha humilde opinião) beirar ao raso, o personagem exótico, o humor que ele carrega e as questões pessoais dele, são coisas que recheiam a obra, nos revelando o motivo de ela ser tão aclamada.

Além de tudo, adorei a explicação científica para a invisibilidade e cada mínimo detalhe que a compõe.
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Rafael Mussolini 01/04/2020

O homem Invisível
O homem invisível do aclamado escritor H.G.Weels (1866 - 1946) é uma leitura deliciosa. Brinca com o fantástico e com a ciência para conceber uma história quase crível e com alguns ingredientes que prendem o leitor. A possibilidade de invisibilidade toca fundo na nossa imaginação e é impossível não se pegar pensando nas coisas que a gente faria se pudesse andar por aí sem sermos vistos.

A edição que tenho em mãos é bem antiga e estava em minha estante a algum tempo. Foi lançada pela editora Francisco Alves numa época onde os editores não achavam relevante colocar data e nem ficha catalográfica, então não faço ideia da data de publicação. Ainda assim gosto muito da capa, pois remete ao clima ao mesmo tempo clássico e rústico que perpassa toda a obra. Gosto muito de capas antigas de livros de ficção científica. Vale a pena conhecer um pouco mais sobre a história da Editora Francisco Alves que está em atividade desde 1854. No fim do texto vou deixar o link de uma matéria interessante sobre sua história e importância para a literatura nacional.

A história do homem invisível já serviu de inspiração para algumas adaptações cinematográficas de sucesso e não por acaso. Na linguagem do cinema a premissa de um homem invisível também funciona muito bem. A possibilidade de ter alguem invisível a sua volta é assustadora e a de ser o próprio invisível tem lá sua atração. A história serviu de inspiração para o cinema no ano de 1933 com The Invisible Man que talvez seja a adaptação mais fiel ao livro de Wells. Em 1940 foram produzidos mais dois filmes, o The Invisible man Returns e The Invisible Woman. Em 1942 lançaram o The Invisible Agent e em 1944 o The Invisible Man's Revenge. Essas produções foram uma espécie de sequência por conta do sucesso do primeiro filme. Em 2008, The Invisible Man foi selecionado para ser preservado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América. No ano 2000, já com um roteiro completamente diferentes, mas partindo da invisibilidade como tema tivemos o bem sucedido O homem sem sombra que chamou bastante atenção pelos efeitos especiais. E em 2020 outra obra interessante apostou na fantasia do homem invisível com uma história completamente nova chamado O Homem Invisível e com a participação da atriz Elisabeth Moss.

Diferentemente dos filmes, principalmente os mais atuais, que apostaram mais no homem invisível como um perseguidor assassino e vingativo, no livro é explorado também as muitas dificuldades de não poder ser visto e de manter coisas essenciais para sobrevivência como se proteger de frio e calor, se alimentar, transitar sem chamar atenção de bichos e pessoas. Na história de Wells os prós e os contras são equalizados e contribuem  muito com a narrativa e com os motivos que levaram o personagem a se tornar invisível.

Muitas das descrições do livro, das cenas de fuga, ataque ou sustos são memoráveis. Conseguimos entrar no clima de tensão tanto do ponto de vista do homem invisível que também se vê em situações de vulnerabilidade, como de quem está assombrado com sua existência que ganhar ares de entidade por conta de todo o mistério.

A descrição da própria aparência do homem invisível, ao chegar em uma estalagem logo no começo do livro é um ingrediente que nos faz comprar a história e ficar ansioso pelo que está por vir. Imagine uma figura humana fechada em um grande sobretudo, com botas e luvas, um grande chapéu que cobre seu rosto, bandagens a envolver todo o crânio como uma pessoa acidentada ou desfigurada com apenas fiapos de cabelos escapando  e uma ponta de nariz rosado aparente. É curioso e fantástico e pega leitores e personagens da história.

"O homem invisível" nos faz refletir sobre o que esconde a natureza humana e o poder das convenções sociais para evitar a barbárie. Até onde pode ir o desejo do ser humano de viver em plena e total liberdade e livre das consequências dos próprios atos? Ao longo da leitura vamos descobrindo o quanto essa liberdade e impunidade são ilusórias mesmo para um homem invisível. É impossível viver sem estabelecer o mínimo de regras e códigos, principalmente quando estes vão de encontro à vivência de terceiros. A história vai colocando esse grande poder da invisibilidade como um grande passo para a loucura e para a perdição.
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Izabel Wagner 06/06/2020

E os olhos dele ???
"Existe um equívoco enorme, ainda perpetuado no meio literário, de que clássicos e grande parte dos livros de ficção científica são difíceis de ler. Como disse diversas vezes antes e seguirei repetindo, nem todo clássico é complexo e profundo a ponto de fazer com que o leitor desista da leitura, da mesma forma, nem toda ficção científica fundamenta-se em conceitos e informações densas a ponto de distanciar o leitor de uma compreensão geral de seu mundo e personagens. O Homem Invisível, com sua escrita simples e acessível, aventura instigante e momentos reflexivos demonstra muito bem o que sempre defendi: não é porque um clássico, ou ficção científica é difícil, complexo e denso que todos os clássicos, ou ficções científicas também o serão.

Um dos elementos principais deste livro é o mistério que cerca o homem invisível. São os possíveis meios pelos quais ele transformou-se, localiza-se nas características de sua condição, nas possíveis consequências negativas de tornar-se invisível, além do percurso que o trouxe até a pequena cidade de Iping. Assim, a obra instiga o leitor a avançar por cada página e desvendar o mistério. Mas, não satisfeito com a base que delimita para sua história, H.G. Wells – um dos principais autores da ficção científica – constrói uma aventura para o leitor, delineando perseguições, discussões e lutas dignas de qualquer outro livro que não se encaixe nos moldes do que compreendemos por ficção científica ou clássico. É por meio de direcionamentos de narrativa, de escolhas conscientes do autor, de uma escrita acessível, de elementos que instigam o leitor e pela redução de explicações científicas aprofundadas que Wells fornece uma obra que nega o pensamento de que clássicos são difíceis de ler.

Contudo, vale ressaltar que em momento algum a narrativa perde oportunidades de refletir sobre aquilo que apresenta ao leitor. Mesmo não se tratando do livro mais crítico do autor – vale lembrar que aqui expresso minha opinião enquanto leitora de H.G. Wells e ficção científica – confesso ter encontrado aqui um posicionamento intrigante com relação a indivíduos que pensam estar acima de tudo e todos. Porém, ouso ressaltar que também podemos observar uma crítica ao pensamento de que a ciência está acima de qualquer limite filosófico, moral ou social. As discussões que tanto aprecio em obras clássicas da ficção científica encontram-se aqui com uma roupagem muito mais acessível e instigante, possibilitando ao leitor não somente o acompanhamento de aventuras e mistérios incríveis, mas também algumas reflexões pertinentes com relação ao próprio ser humano."

* Trecho da resenha previamente publicada no Estante Diagonal *

site: http://www.estantediagonal.com.br/2019/03/o-homem-invisivel-h-g-wells.html
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Eloiza Cirne 09/02/2020

O Homem Invisível
O Homem Invisível além da ficção científica faz-nos pensar em solidão, desamor e incompreensão. Interessante.
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Michael 27/09/2012

Interessante
Acho que ninguém que um dia já sonhou em ser invisível, já parou para pensar nos pontos apresentados por esse livro. É interessante passar a imaginar não só os pontos bons que isso poderia trazer, aliás, será que existem pontos bons?...
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Arthur Pacheco 28/01/2020

Por incrível que pareça eu me diverti bastante.

Saindo um pouco da onda de A Máquina do tempo. Sinto que Wells quis trazer uma narrativa mais descontraída contando com uma crítica bem embasada sobre a pergunta: ?o que eu faria se eu fosse invisível??. Não há um ser humano no planeta interior que nunca quis ficar invisível por pelo menos um dia. Sem restrições, podendo tacar o zaralho a torto e a direito.

A obra e extremamente bem escrita, com uma narrativa fluida e até as vezes engraçada, com o belíssimo toque de mistério e suspense.

Infelizmente a obra não é perfeita. Mais um pouco pela metade não se torna prazeroso e seu final e perceptível. Claro que tais pontos de longe alteram a qualidade da obra.

Se você gostou de A Máquina do Tempo ou pretende conhecer o percursor do gênero ficção científica considero O Homem Invisível uma ótima investida.

Recomendo!
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Daniela.Flores 01/03/2020

O primórdio da invisibilidade
Surpreendente que esta obra, escrita no século 19, tenha servido de inspiração para personagens posteriores invisíveis contemporâneos. O método utilizado para invisibilidade foi bem interessante de ver explicado. Impossível não se identificar com várias situações e sentimentos que o homem invisível tem. Apesar de ao longo da trama, a empatia e simpatia por ele nos serem meio que repelidas. Ele se torna monstruoso.
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Daniel Teles 04/06/2020

Interessante ponto de vista
Gostei do livro. Ele nos mostra a história de um ser que ficou invisível, como ele lida com isso e como a sociedade também.
Achei interessante o fato de o protagonista ser ruim na sua essência, antes de se tornar invisível, o que na minha opinião, não é a sua invisibilidade que determina as suas ações.
A história se arrastou um pouquinho pra mim.(só um pouquinho), mas como o livro é curto a maioria das pessoas nem vai perceber. Recomendo para todos.
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Liza 27/06/2020

A primeira parte do livro é cômica e a segunda é muito séria
Li o livro e o tempo todo fiquei imaginando que daria uma ótima peça de teatro.
Aqui vemos o comportamento da sociedade diante de uma descoberta como a invisibilidade. As vantagens e desvantagens de ser invisível.
Eu consegui vislumbrar um pouco do Yagami, de Death Note, no homem invisível. Não exatamente as coisas que ele almeja, mas a soberba e o egoísmo diante de tal poder. Porém, nada impediria de que se desenvolvesse para uma vontade de ser Deus entre os homens, assim como o Yagami.
O poder tende a corromper as pessoas, mas, nesse caso, o homem invisível já havia se corrompido.
O livro tem nota baixa no skoob e talvez seja pelo desfecho. No entanto, no que diz respeito ao final, para mim, entendi como uma crítica à sociedade ...

SPOILER

... que busca justiça com suas próprias mãos.
O Griffin estava corrompido. Mas, e quanto ao que aconteceu com ele? Essas pessoas não se deixaram corromper diante da emoção e do desespero?

O que o homem se torna quando comete algo atroz?
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