O Sol Desvelado

O Sol Desvelado Isaac Asimov




Resenhas - O Sol Desvelado


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Rodrigo Digão 25/05/2020

Muito bom, o autor continua apresentando seu universo de forma paulatina, construindo de forma sólida e plausível com toque genial através da solução de um assassinato, cheio de reviravoltas, que final.
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Rafaela (@exlibris_sc) 13/05/2020

Baley em Solaria!
Continuando a saga dos Robôs e trazendo todo um novo mundo para nós amantes do bom scifi e das novelas de investigação, Asimov, neste O Sol Desvelado, trabalha a trama com mais esmero, aprofundando e amadurecendo o caráter do detetive Baley em mais uma caçada de gato e rato atrás de um assassino.

Neste volume nos vemos em Solaria, que foi bem interessante de visitar durante esta quarentena já que no planeta em questão a população humana, ou solariana, é bastante inferior a de robôs. Ao contrário do que é visto na Terra.

Novamente Asimov traz com maestria, além de mistério e excelentes doses de scifi, conflitos e situações sociais dignas de reflexão e comparação com nossa própria realidade. Isolamento e distanciamento social, uso praticamente abusivo da tecnologia, com uma espécie de Skype que funciona praticamente ligado ao cérebro dos habitantes, manipulação genética que me remeteu à Krypton d’O Homem de Aço (olha só o quanto Asimov influenciou)... Preconceitos surgem e outros são suplantados o que é sempre gratificante de ver, quando um indivíduo abre sua mente para outras culturas e acaba absorvendo alguns desses valores e conceitos para o seu próprio meio. Sensacional!

Alguns pontos achei mais interessantes que outros, o mundo aberto, sem cúpulas como é na Terra, o pavor do contato físico e do VER pelo povo de Solaria quando na Terra existe o toque, o ver e o pavor é de sair para o meio externo do útero protetor e doutrinador da cidade.

O amadurecimento de Baley é promissor e a escrita de Asimov só vicia o leitor. Ansiosa para o próximo volume da série que é, sem dúvida alguma, uma das melhores que já li até o dia de hoje!

site: https://www.instagram.com/p/B_4sEK6jfbr/
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Thiago.Araujo 15/06/2020

Simples e eficiente
Quando a expectativa é alta corremos alguns riscos. Pra mim Asimov sempre correrá esse risco. Um mestre não pode ser subestimando jamais. Mas Sol Desvelado provou ser só um pouco mais do que ele sabe.

Boa escrita, ritmo fluido, livro curto e rápido, mas sem aquele plot de explodir a cabeça, mais para uma receita simples e eficiente de sucesso, mas que não agrega tanto ao coração.

Mesmo assim os robôs de Asimov nunca perdem seu encanto e seu universo é de cair o queixo de complexidade. O final deixou aquele gostinho de potencial de crescimento forte, que espero que se cumpra na próxima aventura de Bailey. Ah, e Daneel não pode ficar de fora, claro!
Tatta 15/06/2020minha estante
uma dúvida! p ler este livro é preciso ter lido ?eu, robô? ou apenas ?cavernas de aço??

melhor, você recomenda alguma ordem de leitura?


Thiago.Araujo 15/06/2020minha estante
Pra contextualizar, melhor ter lido o Cavernas de Aço. Já que é uma sequência. Já O Eu, Robô não precisa. É claro que ajuda a entender o universo, mas não precisa.


Tatta 15/06/2020minha estante
entendi!! valeeeeuuu




Antonio Luiz 21/08/2014

A robótica de Asimov, uma ciência passadista
A Editora Aleph continua sua série de edições ou reedições de clássicos da ficção científica, na maioria datados da chamada Golden Age do gênero (de fins dos anos 1930 ao início dos 1960). Alguns deles envelheceram razoavelmente bem, outros nem tanto. É pena, mas os dois primeiros romances da série robótica de Isaac Asimov As Cavernas de Aço e O Sol Desvelado, de 1953 e 1957, respectivamente, pertencem à segunda categoria. Podem interessar do ponto de vista da história das ideias, mas não mais para quem busca a ficção científica como uma interrogação sobre os rumos do futuro.

Trata-se de histórias sobre a interação entre humanos que sempre têm como pressuposto as hoje famosas Três Leis da Robótica: 1) Nenhum robô pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por inação, qualquer dano; 2) Um robô tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei; e 3) A obrigação de cada robô é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

As duas edições vêm acompanhadas de uma introdução na qual o autor explica a origem dessa concepção na sua insatisfação com obras dos anos 1920 e 1930 sobre robôs. Cita a peça R.U.R. de Karel Capek, que em 1921 introduziu o conceito de robô e Frankenstein (aparentemente o filme de 1931 e não o romance de Mary Shelley) e poderia ter lembrado também o Metropolis de Fritz Lang, de 1927. Asimov via essas obras, nas quais robôs foram retratados como inventos perigosos que destroem seus criadores, a um complexo de Frankenstein cuja moral se reduz a há coisas que os homens não devem saber. Atribuiu (corretamente) essa desconfiança da tecnologia ao desastre das guerras mundiais, com seus tanques, aviões e gases venenosos e queria defender a tese de que é preciso defender o avanço científico e lidar com seus perigos. As Três Leis foram concebidas em fins de 1940 e explicitadas pela primeira vez em um conto publicado em 1942, para convencer os leitores de que os riscos do progresso podiam incorporar suas próprias salvaguardas.

Como deve ser claro para qualquer leitor de 2014, Asimov trapaceou. O uso de robôs assassinos é cada vez mais generalizado, incluídos neles sistemas de combate automático como o AEGIS dos EUA (que em 1988 matou 290 pessoas ao abater, por engano, um avião de passageiros iraniano), drones bombardeiros, mísseis nucleares e outras ameaças hoje na fase experimental. Garantias automáticas não existem nem podem existir, muito menos em um mundo submetido ao capitalismo desenfreado, outro mecanismo do qual é ilusório esperar qualquer autorregulação eficaz. A única restrição possível está na intervenção externa do debate e política democrática, coisa que a mentalidade tecnocrática do chamado Bom Doutor da ficção científica não cogitava.

Mas não é só por isso que estes dois romances, que se passam milênios no futuro (a partir do ano 5020, segundo cronologia posteriormente desenvolvida pelo autor), estão não só datados, como especialmente ultrapassados. Os contos da antologia Eu, Robô partem da mesma premissa, são anteriores (1939 a 1950) e se passam no futuro próximo, no século XXI. Mesmo assim, soam algo menos antiquados, seja pelo foco em problemas lógicos e éticos em parte atemporais, seja pelo ambiente restrito em que geralmente se passam (estações espaciais e fábricas de robôs, com raras alusões à sociedade mais ampla) e pelo protagonismo de Susan Calvin, que dá às histórias um ar feminista desde que se ignore que a misantropa doutora é vista como uma anomalia em seu próprio mundo.

Já os dois romances abordam mistérios criminais com implicações sociais e políticas que exigem uma abordagem da sociedade do futuro. Nisso, a imaginação de Asimov se mostra surpreendentemente travada, a ponto de ocasionalmente contrariar sua própria lógica para não violar convenções que era incapaz de ultrapassar. Não era apenas uma limitação da época, pois Arthur C. Clarke, no contemporâneo A Cidade e as Estrelas (de 1956, recentemente republicada pela Pulsar, selo da editora Devir), pôde ir muito além delas. Duas em especial servem de exemplo: o antropomorfismo dos robôs e o papel das mulheres e da família.

Os cidadãos da Diaspar de Clarke vivem cercados de realidades virtuais e de inteligências artificiais onipresentes, mas quase invisíveis de tão rotineiras e integradas ao quotidiano que se tornaram. Tomam inúmeras formas (em geral não antropomórficas) e algumas delas lembram muito os drones hoje tão na moda. Mesmo se a tecnologia que os torna possíveis não é explicada, é do ponto de vista da informática um mundo surpreendentemente moderno do ponto de vista de 2014.

Já o VI milênio de Asimov, fora serem as cidades subterrâneas e servidas por esteiras rolantes, reflete o mundo dos anos 1950. Os robôs são todos humanoides e exercem funções antes desempenhadas por empregados subalternos exatamente da mesma maneira, inclusive calçar senhoras nas sapatarias e levar e trazer recados em escritórios como contínuos um correio eletrônico, aparentemente, não passava pela mente do autor. São até chamados por garoto (boy) à maneira paternalista de estadunidenses brancos da época para com empregados negros. Apesar de supostos milênios de convivência com a robótica, essas máquinas continuam desajeitadas e caricaturais. O autor alega que a forma humana é a mais versátil e adaptável às diferentes ferramentas e painéis já existentes, mas o argumento faz pouco sentido mesmo na sua Terra, onde a maioria dos robôs desempenham tarefas especializadas. Menos ainda em Solaria, cenário do segundo livro, onde cada indivíduo tem milhares de robôs a seu serviço. Vê-se, por exemplo, um robô cuja única função é manter a sintonia de um sistema de comunicação holográfica à distância, manipulando diais analógicos com as mãos. Sua versão da robótica é essencialmente um escravismo idealizado e atualizado, embora sirva também à construção de interessantes enigmas de lógica e dedução.

Na cidade futurista de Clarke, os indivíduos são projetados e gestados por um Computador Central, as famílias tradicionais não existem e a igualdade entre homens e mulheres é enfatizada. Este último ponto vale inclusive para na cidade alternativa de Lys, onde as crianças continuam a nascer da maneira convencional. Já na Terra do futuro de Asimov, espera-se que as mulheres abandonem a carreira quando se casam e dependam exclusivamente da carreira do marido, mesmo se o número de filhos é limitado por lei e há pouco trabalho doméstico a fazer, pois apartamentos são minúsculos e muitas tarefas são automatizadas. É o caso de Jessie, esposa do protagonista Elijah Baley, como foi o dos pais do detetive. A situação é diferente em Solaria, onde a única função do casamento é promover relações sexuais geneticamente desejáveis, as crianças são gestadas e criadas numa instituição especializada e as mulheres têm propriedades, robôs e carreira à sua disposição tanto quanto os homens, mas isso é tratado como indesejável e contrário à natureza feminina. Clichês sobre os gêneros são tão naturalizados e projetados no futuro que se torna um fator decisivo para a trama do primeiro livro que, indiscutivelmente, homens jamais falam entre si quando estão em banheiros públicos e mulheres sempre o fazem.

Dado curioso, Jessie se orgulhava do verdadeiro nome, Jezebel, associado na tradição cristã popular a crueldade e sedução algo como o único grão de pimenta de uma existência de resto insossa e o marido a irrita ao convencê-la de que a Jezebel bíblica foi uma esposa fiel, e uma boa esposa (...), ela não teve amantes, não ficava de brincadeira e, moralmente, não tomava liberdades de maneira alguma. Essa frustração a leva a se unir a um grupo subversivo e a um choroso arrependimento. De resto, a história de como os dois se casaram e vivem juntos é árida e monótona. O que há de mais sensual e romântico neste ciclo (e talvez em toda a obra de Asimov) é a tensão sexual entre o detetive e Gladia Delmarre, suspeita do segundo romance, que segue os clichês do gênero noir tanto quanto cabe na sociedade ultraelitista imaginada por Asimov nesse planeta. Embora talvez a relação amorosa mais genuína seja a que se desenvolve entre o protagonista e seu parceiro robô, R. Daneel Olivaw.

As obras citadas de Asimov e Clarke têm, por outro lado, uma peculiaridade em comum: ambas mostram um mesmo horror ante a possibilidade de uma civilização fechada em si mesma a cidade de Clarke é protegida por uma cúpula, as cidades da Terra de Asimov são subterrâneas , cujos cidadãos perderam o interesse pela exploração espacial e temem até sair a céu aberto. Estranhamente, ante o recém-terminado pesadelo da II Guerra Mundial e a ameaça crescente da aniquilação nuclear, ambos receavam sobretudo um acomodado fim da história. Pareciam suspirar por uma expansão sem fim, por alguma forma de retornar aos tempos das conquistas imperiais britânicas ou dos pioneiros do Oeste norte-americano.

Diaspar é uma sociedade igualitária, próspera e tão cheia de luxos e diversões como um misto de parque temático com shopping center gratuito, ao passo que a Terra futura de Asimov aparece pobre, superpovoada e sobrecarregada de complicadas e ridículas distinções sociais, de forma a evocar estereótipos sobre a União Soviética de Stálin e ao mesmo tempo sobre a China ou a Índia coloniais. Não há dinheiro e as pessoas (que não sejam mulheres casadas) são premiadas ou punidas com promoções e rebaixamentos numa minuciosa escala de graus o protagonista, por exemplo, começa a história com uma classificação C-5 e aspira a ser C-6, o que lhe daria mais alguns invejáveis privilégios. Um assento na via expressa na hora do rush, e não apenas das dez às quatro. Mais opções no cardápio das cozinhas comunitárias da Seção. Talvez até um apartamento melhor e uma cota de entradas para os andares do Solário para Jessie. Há um governo mundial com sede em Washington, tecnocrático, burocrático e aparentemente não eleito.

Essa situação poderia ser facilmente apresentada como uma distopia tirânica, mas essa não é a preocupação de Asimov. Os únicos descontentes são os medievalistas, que detestam robôs por tirar empregos e pregam uma vida mais natural e a céu aberto, mas são representados como sonhadores ingênuos e desajustados. O protagonista não se sente oprimido e não questiona sua realidade a não ser na medida em que se sente humilhado pelos Siderais, descendentes de colonos humanos que vivem em mundos mais ricos e poderosos (como Solaria) e que interferem em assuntos terrestres. É só quando percebe que seu mundo é insustentável a longo prazo que conclui que a solução é retomar a conquista espacial que tenta persuadir as autoridades de seu mundo a planejar mudanças.
Curioso um autor obviamente inteligente não ser então capaz de perceber que a estreiteza e o provincianismo de suas concepções sobre a vida e a humanidade eram uma limitação muito mais real à aventura humana do que os obstáculos imaginários às aventuras espaciais. Tratando-se, bem entendido, do Asimov da Golden Age. Suas obras dos anos 1970 aos 1990, influenciadas pela revolução da New Wave da ficção científica, mostram mais abertura e questionamento de seus preconceitos anteriores. Mas essas são outras histórias.

site: http://www.cartacapital.com.br/blogs/antonio-luiz/a-robotica-de-asimov-uma-ciencia-passadista-1515.html
Diogo 19/11/2014minha estante
Interpretação anacrônica.


Pedro Ivo 17/07/2015minha estante
Gostei bastante, Antonio.
Mas tenho de ressaltar que, embora considere ambos os romances datados, não acho que eles tenham se tornado desinteressantes.
Podem não servir a uma analise de futuro (mas no fundo nenhuma ficção cientifica trata mesmo do futuro, mas de sua época) mas são boas narrativas. Menores dentro dqa obra de asimov. Mas incríveis.




Nícolas 08/05/2020

Eu entendi a referência...
Mais um ótimo livro de Asimov. Desta vez ambientado em um mundo sideral.
Parece a versão futurista de um livro da Agatha Christie com direito a revelação final numa reunião ao bom estilo Hercule Poirot.
Contando ainda com uma referência a Sherlock Holmes, este livro mostra mais uma vez que o casamento da ficção científica e do romance policial é possível.
Victória 08/05/2020minha estante
?




Kléver 22/05/2020

Conhecendo novos mundos
Já não tenho mais palavras para tecer elogios a esse autor.

O Sol Desvelado nos leva ao mais jovem planeta colonizado, Solaria.

As interações sociais desse livro são muito interessantes e o desfecho incrível.
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Isa 31/07/2020

Continuando a saga dos robôs
O livro é bom, dinâmico, tem um mistério que se manteve incógnito até o seu final, mais ainda sim, prefiro o primeiro livro.
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Asimoverse 26/07/2020

O Sol Desvelado - 1957 por: @asimoverse
O Sol Desvelado, (segundo romance da série Robôs) é uma prova viva de que se pode escrever uma história de detetive num futuro que não só será interessante, mas também profundo na forma como os melhores livros de ficção científica são. Uma mistura de ficção científica e crime não é algo que todos possam usar, mas Asimov faz com que pareça fácil. Assim como no livro anterior, a parte do mistério do assassinato foi excepcionalmente bem escrita.

A diferença entre siderais e terráqueos é frequentemente contrastada neste romance. A estrutura econômica e social de dois planetas diferentes (Terra e Solaris) são examinadas. Por exemplo, os seres humanos que vivem na Terra vivem no subsolo e, como consequência, sofrem com o que parece ser agorafobia aguda. Quando nosso detetive da Terra é convocado para resolver um caso de assassinato em Solaris, ele não vai lá apenas como detetive, mas como um representante da Terra. Ele tem mais em mente do que apenas descobrir um assassinato - e não apenas porque ele precisa descobrir a sociedade humana dramaticamente diferente existente no Solaris, mas porque o futuro dos terráqueos e siderais pode depender disso.

O exame do que significa ser um robô e não humano é uma grande parte deste romance também, com longos embates sobre as leis da robótica. O livro aborda todo o potencial da primeira lei, com todos seus desdobramentos e como alguém que conseguisse entender a isso, conseguiria manipular os robôs para fazer o que desejasse, até matar humanos!


site: https://www.instagram.com/asimoverse/
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Bruno 25/07/2020

Que livro meus amigos !!!
Poucas sequências conseguem superar seus antecessores, e esse livro é um deles. Só tenho a dizer que quem não gostou tanto do final das cavernas de aço, como eu, pode ficar tranquilo que em o sol desvelado o final é de uma qualidade imensa, assim como o livro por inteiro.
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Ari 04/07/2020

Além da racionalidade
Em "O sol desvelado", livro sequencial de "As cavernas de aço", um assassinato insolúvel baliza a trama com muitos plot twists e acaloradas discussões envolvendo "as leis da robótica", a lógica mecânica e a intuição humana. Nesse livro a balança da justiça pesa para o lado humano, visto que em "As cavernas de aço" os robôs estavam em foco.

Temas como inseminação "in vitro", distanciamento social, contatos holográficos e viagens espaciais são abrangidos nesse novo mundo de Solaria, no qual se desenrola a investigação em que Baley e R. Daneel Olivaw prestam-se a desvendar.

É um ótimo enredo que, mesmo tendo sido escrito em 1956, traz abordagens científicas que são palco para infindáveis debates até os dias atuais, vale muito a pena!
Duchesse 05/07/2020minha estante
Qual o primeiro livro dessa série? "As cavernas de aço"?


Ari 05/07/2020minha estante
Seguindo o encadeamento de Azimov, o primeiro livro, para se ter uma maior compreensão do contexto, é Eu, Robô. Ele é a origem de tudo. Após ele, sim, As Cavernas de Aço.




Beto | @beto_anderson 07/06/2020

Um bom romance policial
Esse não supera o primeiro livro da série - As cavernas de aço - contudo continua tendo uma linguagem simples e uma narrativa interessante. Há também um pouco mais de discussões sobre a questão do homem, do robô e do futuro do planeta. O desfecho da investigação policial também surpreende em certo ponto.

site: https://www.instagram.com/beto_anderson/
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Caio Timbó 20/05/2020

O choque do diferente
Se você quando encontra uma nova cultura já fica se sentindo estranho, fora do ninho, imagina isso em outro mundo?
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Evandro Luiz 08/02/2020

Impressionante
Mais outro livro do mestre #IsaacAsimov concluído e fico sem palavras para expressar o quão grandiosa é a obra dele. Ele começa com assuntos carregados de ficção científica, fala sobre robôs e maravilhas da ciência, e quando menos se espera ele te imerge em conflitos psicológicos, sociais e até filosóficos. Nunca cansarei de recomendar sua obra a todos.
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Lucas.Macedo 11/02/2020

As três leis
Achei melhor que Cavernas de Aço, principalmente pelo fato de que agora as leis da robótica ficam claras para o protagonista, e ele não comete mais aqueles erros que qualquer um que leu Eu, Robô não cometeria no lugar.
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